ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 559 - 9/2/2010
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CASA BRANCA vs. FOX
A mídia como partido político

Por Venício A. de Lima em 14/10/2009

O jornalista Luiz Carlos Azenha transcreve em seu blog Vi o Mundo matéria publicada no The Nation no domingo (11/10) [ver aqui] repercutindo entrevista que a diretora de Comunicações da Casa Branca, Annita Dunn, concedeu à rede de televisão CNN e também declarações feitas a repórteres do The New York Times, nas quais ela afirma:

"A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano" (...) "não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN."

"A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico."

E disse mais:

"Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição."

Em matéria sobre o mesmo tema publicada na revista Time [ver aqui] e também reproduzida no site do Azenha [ver aqui], Michael Scherer escreve:

"Em vez de facilitar a vida dos jornalistas, oferecendo-lhes fatos que os jornais e jornalistas usam em seguida como se fossem `prova´ do que escreveriam contra Obama, mesmo sem qualquer verificação ou sem qualquer prova, a Casa Branca decidiu entrar no jogo e criticar mordazmente o jornalismo de futricas, os políticos e os veículos que vivem de publicar bobagens, ou mentiras, ou invenções completamente nascidas das cabeças dos `jornalistas´(...)."

O que há de novo?

A rede de televisão Fox, como se sabe, faz parte da News Corporation de Rudolph Murdoch. Há quase cinco anos escrevi, aqui mesmo no Observatório:

"O comportamento conservador dos veículos do grupo News Corporation – um dos maiores conglomerados de mídia do planeta, controlado pelo magnata Rupert Murdoch – não é novidade para quem acompanha as análises sobre o jornalismo contemporâneo.

Recentemente foi lançado nos EUA um documentário intitulado Outfoxed: Rupert Murdoch´s War on Journalism, produzido e dirigido por Robert Greenwald. Baseado numa análise de vários meses dos noticiários da Fox – que já superou a CNN em termos de audiência – e em depoimentos de produtores, repórteres e escritores que trabalharam na emissora, Greenwald demonstra como a Fox tem servido de porta-voz dos grupos radicais de direita através da rotinização de procedimentos de propaganda e controle interno do seu jornalismo" [ver "Rumo ao monopólio da TV paga"].

O que constitui novidade, portanto, não é a posição da Fox. A novidade é a atitude do governo Barack Obama de enfrentar publicamente a Fox e nomeá-la com todas as letras pelo papel que realmente vem desempenhando, isto é, o papel de um partido político de oposição.

Mídia como partido político

Creio ter sido Antonio Gramsci (1891-1937), referindo-se à imprensa italiana do início do século 20, quem primeiro chamou a atenção para o fato de que os jornais se transformaram nos verdadeiros partidos políticos. Muitos anos depois, Octavio Ianni (1926-2004) cognominou a mídia de "o Príncipe eletrônico".

Na Ciência Política contemporânea, apesar de toda a resistência em problematizar "a construção coletiva das preferências" no debate teórico sobre a democracia, creio que já se admite que a mídia venha, historicamente, substituindo os partidos políticos em algumas de suas funções tradicionais como, por exemplo, construir a agenda pública (agendamento); gerar e transmitir informações políticas; fiscalizar as ações de governo; exercer a crítica das políticas públicas e canalizar as demandas da população [ver "Revisitando as sete teses sobre mídia e política no Brasil"].

No momento em que governos, em princípio democráticos, sobretudo na América Latina, propõem o debate (caso da Conferência Nacional de Comunicação, no Brasil) ou a regulação dentro das regras do Estado de Direito (caso da Argentina, do Equador, da Bolívia), ou enfrentam diretamente os grupos privados de mídia criando alternativas estatais e públicas (caso da Venezuela), o exemplo dos EUA significa um importante precedente.

Os grandes grupos privados de mídia – como a News Corporation, de Murdoch – seus sócios e aliados em todo o planeta, por óbvio, vão continuar reiterando cotidianamente suas acusações de não democráticos, autoritários e/ou totalitários a esses governos.

Já não seria, todavia, a hora de se questionar – séria e responsavelmente – o discurso de que a grande mídia privada seria a mediadora neutra, desinteressada, imparcial e objetiva do interesse público nas sociedades democráticas? Como sustentar esse discurso diante de todas as evidencias em contrário, inclusive de partidarização, aqui e alhures?

Não avançaríamos no debate democrático se a grande mídia assumisse publicamente suas posições e reconhecesse que, sim, além dos editoriais, dos artigos e das colunas, a cobertura que faz – ou a ausência dela – é também opinativa e, às vezes, partidária?

A posição pública do governo Barack Obama em relação à rede de televisão Fox obriga, necessariamente, a uma reflexão sobre o papel da grande mídia nas democracias representativas. Inclusive, é claro, no Brasil.

Ou os Estados Unidos serão também incluídos, a partir de agora, na relação dos governos que a grande mídia considera não democráticos, autoritários e/ou totalitários?

Comentários (32)
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Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/10/2009 às 16:54:34
"Acho" que a tal Casa Branca inspirou-se no tal blog da Petrobrás -inspirado na guerrilha midiática do tal Franklin Guerrilheiro Midiático do Governo Lulático-!. E se a moda pega, hein!.
Marcelo Francis , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 20/10/2009 às 10:32:19
Angelo, obrigado por confirmar com seus exemplos exatamente o que eu disse sobre a liberdade de que a mídia e todas as entidades da sociedade desfrutam. Vejamos: a tentativa de expulsar o jornalista americano foi prontamente rechaçada. A "censura" ao Estadão é auto-censura, como já dito neste OI, O comercial da montadora foi retirado rapidamente por iniciativa da própria empresa, tão rápido que não cheguei a assistir à peça (certamente não perdi nada). Quanto a normas que regulem o exercício da imprensa, é algo imprescindível e que existe em todo o mundo civilizado, à direita e à esquerda. Conflitos entre segmentos da sociedade sempre existiram, mas se hoje podemos tomar conhecimento deles, é porque muitos sofreram e pagaram com o vida pela direito à liberdade de expressão. Chávez, eleito democraticamente, foi derrubado pela mídia daquela país. Quanto à carta aberta, é uma opinião da Repórter Sem Fronteiras, que como diz o nome pode ser livremente lida por quem quer que seja.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 20/10/2009 às 01:00:44
E daí? O Obama tem uma quase unânimidade na TV até agora, com algumas exceções. Se a Fox é "opinativa" a CNN também é, a NBC, etc. Credibilidade? http://www.youtube.com/watch?v=eAaQNACwaLw . E agora além de toda a mentira também existirá propaganda oficial do regime: http://www.infowars.com/obama-mind-control-offensive-straight-out-of-unesco-eugenics-playbook/ Vocês são muito lentos.
Marcelo Ramos , São Paulo-DF - Publicitario
Enviado em 19/10/2009 às 23:56:29
O governo Obama começou a tomar posição, seguindo as leis da física. Tanto a extrema direita destramelhada pressionou que forçou Obama a mudar o tom. Aqui no Brasil eu rezo todos os dias para o Lula dar carta branca ao Franklin Martins pra botar os pingos nos is. Mas o PIG está com os dias contados. A unica audiência que terão serão os malucos reaça que (pasmem) acreditam que a Veja fala a verdade. Briguei com um conhecido meu, de São Paulo, por causa da capa da Veja dos dólares cubanos nas caixas de whisky. Primeiro, porque Cuba tem um rum ótimo. Segundo, porque o cara falou que a reportagem da Veja "provava" a corrupção no PT. Bem, já tentaram de tudo e não deu certo. Sabem porque? Basta uma pessoa falar a verdade para que 100 mentirosos sejam desmoralizados. E uma mentira repetida 100 vezes se torna apenas... uma mentira que enche o saco. As coisas no Brasil estão muito claras. O Lula já deu força pro Obama. Espero que o Lula se inspire nessas palavras da assessoria do Obama pra botar essa imprensa manipuladora em seu lugar.
Gentil Marques , Três Lagoas-MS - Empresario
Enviado em 19/10/2009 às 22:22:17
Lúcida, cirúrgica e necessária a tese do articulista. Vou disseminá-la na grande rede.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 19/10/2009 às 22:02:13
“, as matérias da Fox News eram pautadas pelos press releases da Casa Branca. 95% dos programas "jornalísticos" desta emissora são shows opinativos disfarçados em notícicas,” Sr. Breno da Mata, pelo visto conhece bem a FOX, hein! Trabalhou lá?. Participou das reuniões de pauta dos editores? Trabalhou na assessoria de imprensa da Casa Branca durante o Governo Busch. Tem um fonte privilegiada e confiável? Fez uma pesquisa científica sobre o tema? Ou está fazendo exatamente o que imputa criticamente ao Sr. Tiago, ou seja, simplesmente repetindo teorias que circulam por aí. Por favor, revele-nos como consegue demonstrar a afirmação que fez.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 19/10/2009 às 21:54:00
“Onde isso??”. Vou refrescar a sua memória com alguns poucos exemplos: a tentativa de expulsar o jornalista americano do New York Times, Larry Rohter, a censura do Estadão a mando de Sarney, apoiado, explicitamente, por Lula, a intervenção de Lula para retirar do ar o comercial da Peugeot que satirizava o relaxa e goza da Ministra do Turismo, os ataques seguidos à imprensa no exercício do cargo de presidente, a tentativa de criação do conselho de jornalista, o projeto original de classificação indicativa, o cerco aos jornalistas no aeroporto de Brasília por militantes petistas, o apoio as violações de Chaves. São apenas alguns exemplos tirados de memória. Leia também a carta aberta ao presidente do Brasil, de 3/8/2007, de Repórteres Sem Fronteiras, criticando a postura beligerante de líderes do PT contra a imprensa do País. Mas, justiça seja feita, em nenhum outro lugar, você encontra uma ataque tão sistemático à imprensa por criticar o governo como aqui no Oi. Faça um pesquisa e veja a quantidade de textos nesse sentido. Seria até interessante se pudéssemos saber se o site tinha essa linha durante o governo anterior.
Breno da Mata , USA-IN - Jornalista
Enviado em 19/10/2009 às 21:49:49
Thiago Conceição, você deveria se informar melhor antes de sair por aí repetindo teorias de sites com pouca ou nenhuma credibilidade. A Fox News sempre foi o braço direito do partido Republicano. Quando Bush ainda estava no governo, as matérias da fox News eram pautadas pelos press releases da Casa Branca. 95% dos progrmas "jornalísticos" desta emissora são shows opinativos disfarçados em notícicas, sendo Glen Beck o seu maior expoente. Qualquer pessoas com um mínimo de inteligencia vê isso. By the way, será porque a revista veja fez uma reportagem defendendo a Fox nesta briga contra Obama? Porque a Veja é a Fox News do Brasil. Não sou a favor de jornalismo chapa branca, assim como não sou a favor de manipular os fatos para satisfazer a sua própria agenda. Jornalismo é relatar os fatos e deixar o leitor/telespectador/internauta decidir.
Marcelo Francis , São Paulo-SP - Físico
Enviado em 19/10/2009 às 18:42:30
“Quando a esquerda está no poder não cobra isenção da Imprensa, mas sim a ausência completa do contraditório”??? Onde isso?? Quando, senão na atualidade, a imprensa foi mais livre para criticar, achincalhar, ofender, acusar o governo? E de inventar roteiros de ficção, tipo com ministros sequestradores, dólares cubanos e etc? E ainda cospem no prato que comem, afirmando que são “ameaçados” em seu direito de publicar qualquer lixo. O autoritarismo da mídia, que tanto defende a “livre expressão” chegou ao ponto da histeria contra a Petrobras, contestando seu direito em... publicar informações!! O confronto Obama / Fox só vem mostrar que esse fenômeno é mundial.
Thiago Conceição , Campinas-SP - Programador
Enviado em 19/10/2009 às 18:40:02
Ler artigos de brasileiros até faz doer o cérebro por causa da ignorância. O Obama foi colocado na Casa Branca pela elite da Nova Ordem Mundial, ordem essa que de "nova" só tem o nome. É a velha elite anglo-americana que agora trabalha para destruir os EUA e o mundo. Durante as eleições o Obama tinha quase o apoio unânime da imprensa, com a exceção da Fox e de alguns programas de rádio. Sim, o Obama está dando prosseguimento à agenda de transformação do mundo em uma ditadura mundial. Nos EUA mesmo já existe um "culto à personalidade" do presidente assim como em ditaduras, a economia está indo para o buraco, restrições à liberdade de expressão e vigilância do Estado sobre o cidadão (processos iniciados durante o governo Bush com o patriot act e agora o Obama continua). A FEMA criou campos de concentração para possíveis dissidentes, etc. A Fox é só um braço da Nova Ordem Mundial, que serve apenas para manter a ilusão desse paradigma esquerda/direita, quando na verdade o Obama está apenas continuando o que o Bush fez. Pelo amor de Deus, antes de falarem asneira procurem se informar. Fonte: www.infowars.com .
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/10/2009 às 17:46:30
O que falta à mídia é assumir sua posição politico-partidária. P´ra mim acontece mais ou menos o seguinte. Quando o centro-direita está no poder a mídia critica muitas de suas posições abertamente, mas para todos os casos não é necessário partidarizar a crítica já que defendem mais ou menos as mesmas posições neo-liberiais. Já quando é a esquerda no poder as críticas são as mesmas, mas sofrem o acréscimo da distância do posicionamento político entre mídia e governo. O que é muito necessário é que se acabe logo com esse falatório de jornalismo isento e imparcial. A imparcialidade não existe, assim como não existe o apartidarismo (pelo menos não o das idéias). Todos sabemos que o discurso é político e seu pronunciamento visa algum tipo de poder. Isso é inerente à linguagem.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 19/10/2009 às 11:44:35
Agora só faltam dizer que o Observatório da Imprensa é um partido!. O POI -Partido do Observatório da Imprensa!.
Mario Netto , SP-SP - Func.Publ.
Enviado em 19/10/2009 às 10:56:41
Faço um pequeno reparo no seu comentário, prezado Angelo.Quando a esquerda está no poder não cobra isenção da Imprensa, mas sim a ausência completa do contraditório.Por bem ou por mal........
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 19/10/2009 às 09:17:36
Quem se lembra do Luis Francisco? Estou falando daquele procurador da República Condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público por perseguir politicamente o Sr. Eduardo Jorge. Este procurador estava dia sim e outro também nos principais jornais do país, fazendo denúncias contra o governo da época. Os que acusam a mídia de conluio agora, nunca se manifestaram contra essa perseguição, da qual a imprensa foi cúmplice, provada pela condenação do procurador. A razão é simples, quando a esquerda é oposição, a imprensa está livre para meter o pau. Quando eles chegam ao poder, cobram isentismo . Vejam outro exemplo: Sarney sempre foi o saco de pancada da esquerda. Agora que é aliado do Lula, a imprensa se tornou golpista quando faz denúncias conta ele. Não dá pra levar a sério essa gente! Esse artigo só confirma isso
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 18/10/2009 às 23:52:01
"Ou os Estados Unidos serão também incluídos, a partir de agora, na relação dos governos que a grande mídia considera não democráticos, autoritários e/ou totalitários?". É bem provável que afimem que Hugo Cávez também cooptou Obama.
Marco Vitis , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 18/10/2009 às 22:20:47
AS grandes empresas de comunicação social estão a serviço de um grupo político que pretende implantar um sistema totalitário, disfarçado de democrata. Ao manipular a informação sobre a realidade, domina-se a consciência das pessoas (ex-cidadãos) que passam a agir do modo como pretende o sistema totalitário. Trata-se de um crime contra o Estado de Direito Democrático.
Wendel  Anastácio , Barbacena-MG - vendedor
Enviado em 18/10/2009 às 19:52:30
"Acho que o Gramsci foi um pouco mais preciso, como bom comunista que era, dizendo que a imprensa se transforma em partido político quando a direita perde o poder, como aconteceu aqui, nos EUA, na Argentina, na Venezuela, etc. Berlusconi e Sarkozy estão aí para provar que quando a direita está por cima da carne seca a imprensa fica mansinha, mansinha". Venício, faço minhas as palavras de José Badaró, pois contra os fatos não há argumentos. A mídia, em todo o mundo sempre esteve atrelada às benesses que a direita sempre a brindou. Com a vinda da internet, este jogo de poder ficou mais acirrado e o domínio que antes, pertencia a ela, hoje está comprometido, daí o desespero. Estão a meu ver, perdidos entre dois mundos, pois se antes não havia o contraditório e imperava a manipulação, hoje com a internet, temos como confirmar/desmentir os autores destas manipulações. É como sempre digo: não votei na mídia para me representar, e não dou a ela este direito.
Carlos Martins , Rio de Janeiro-RJ - Economista
Enviado em 17/10/2009 às 15:17:01
O Lula e o Franklin Martins (nenhum parentesco) deveriam fazer a mesma coisa aqui no Bananão. Mas como esperar isso de um Presidente que, confessadamente, na semana seguinte ao segundo turno de 1989 "derrubou duas garrafas de uísque" num "tête-à-tête" com o notório Alberico Souza Cruz? E haveria um problema: a que veículo Franklin faria declaração análoga? Certamente não a algum integrante do quarteto Civita - Frias - Marinho - Mesquita. Iria se queixar ao bispo?
Evandro Trigueiro Tavares , Manaus-AM - Escrivão
Enviado em 16/10/2009 às 05:52:13
Há cem anos, na França, um escritor jornalista acusou o presidente de seu país. Hoje, nos Estados Unidos, um presidente acusa um megaempresário do jornalismo. São, sem dúvida, dois momentos históricos.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 16/10/2009 às 01:04:00
Vão já dizer que Obama se deixou influenciar por Hugo Chávez.
Angelo  azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 15/10/2009 às 17:22:36
Válber Almeida, você acertou na mosca. Já se sabe que há um conluio entre a mídia conservadora para derrubar Obama com o apoio de Israel. A FOX e o Estadão montaram um dossiê com gravações feitas pelo ET de Varginha . Sabe que o ET foi capturado em Varginha e entregue aos americanos pelo FHC. Desde então o ET foi posto a serviço da midia para fabricar dossiês e derrubar os governos populares. Zé Laya foi o primeiro, Obama virá em Seguida e depois será Lula. Temos que ficar de olho.
Válber  Almeida , Belém-PA - Professor
Enviado em 15/10/2009 às 14:06:41
Suspeito que a imprensa conservadora e golpista do Brasil esteja preparando um dossiê contra Obama. Neste, falará da perseguição do governo norte-americano à liberdade de imprensa e tentará mostrar aos seus leiores obtusos que o chavismo tomou conta do continente. Chavez será eleito imperador da América e somente um herói poderá acabar com essa marcha tenebrosa do comunismo chavista pelo continente. Advinhem quem? Claro, José Serra Chapolin!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 15/10/2009 às 13:08:41
Ângelo, a questão do só agora é muito simples. Obama foi direto em afirmar a partidarização da imprensa, os outros só reclamavam de perseguição. Perseguição essa que poderia ter muitas motivações, inclusive, mas não necessariamente políticas. Obama caracterizou o canal FOX diretamente como partido político e esse é o fato novo. Agora também, porque Obama vem fazer coro à voz de dirigentes políticos acusados de autoritários e parciais como Chavez e os Kirchner. Não é exatamente que a imprensa não critique os partidos mais ao centro e à direita, mas as críticas nessas circunstâncias deixam de ter o tom de crítica política, talvez porque os princípios políticos defendidos por ambos: mídia e partidos de centro direita foquem os mesmos interesses neo-liberais.
José Paulo Badaró , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 14/10/2009 às 17:53:19
Acho que o Gramsci foi um pouco mais preciso, como bom comunista que era, dizendo que a imprensa se transforma em partido político quando a direita perde o poder, como aconteceu aqui, nos EUA, na Argentina, na Venezuela, etc. Berlusconi e Sarkozy estão aí para provar que quando a direita está por cima da carne seca a imprensa fica mansinha, mansinha. A diferença é que as instituições americanas são muito sólidas, e salvo um desgaste brutal do governo Obama, nada de muito grave ou significativo deverá ocorrer. Mas é bom que o público norte-americano, democrata ou eleitor do Obama, sinta na pele o que vem a ser o tal de PIG, tão popular e atuante abaixo da linha do equador, expressão que eles conhecem apenas como suíno, xingamento e sinônimo de policial corrupto.
Mario Netto , SP-SP - Fucn.Publ.
Enviado em 14/10/2009 às 16:56:31
Alo seu Venício !!! A Carta CaPTal pode, né ????
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 14/10/2009 às 16:00:12
Já avançamos muito nesse debate e, talvez, o maior facilitador desse avanço, seja mesmo o autoritarismo midiático. Os grupos que utilizam empresas de comunicação como fachada, reclamam ao Judiciário o privilégio de ver seu direito de prevalecendo sobre os da sociedade. A sociedade tem o direito à informação, mas EU, a sagrada imprensa, tenho direito de me expressar livremente. Não há que se falar em liberdade de Imprensa pq não é de Imprensa que estamos tratando. Como tb não há pq alguém se escandalizar qdo as concessões retornam ao seu dono original, ou seja o Estado; o que deveriaescandalizar e não escandaliza, é um grupo privado, se agarrar a uma concessão pública como se fosse sua e ainda acusar quem a denuncia por não cumprir sua função, de anti-democrata ( sei lá como se escreve isso agora ). A concessão não é do "empresário" democrata e o governo autoritário quer tomar, a concessão é do governo, é nossa e o barão não está querendo devolver, está passando de pai para filho, o que acredita ser dele por direito divino. Uma turma que se agarra dessa maneira a um bem público não tem nem perfil psiquiátrico para administrar uma concessão. De qq forma, o que importa é que não estamos discutindo empresas de comunicação e sim fachada para algum outro tipo de negócio que não precisa das concessões,portanto,que devolvam as concessões e vão fazer seus trabalhos, seja lá quais sejam.
Antonio   Cruz , Paulinia-SP - Gerente
Enviado em 14/10/2009 às 14:00:53
alguem viu essa noticia no PIG?
angelo azeedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 14/10/2009 às 11:20:33
"A posição pública do governo Barack Obama em relação à rede de televisão Fox obriga, necessariamente, a uma reflexão sobre o papel da grande mídia nas democracias representativas". Será que a posição pública de Berlusconi também necessariamente obriga? E a posição de George Bush? Por que será que só agora a opinião do presidente dos EUA vincula a tal reflexão sobre a mídia.? A resposta é simples: Porque agora a posição dos Presidente dos EUA coincide com aos interesses dos bolivarianos brasileiros de sufocar a imprensa. Se Obama tivesse outra posição, o articulista não a levaria em consideração na tal reflexão, tenho certeza. E ainda ficam dizendo que a mídia é parcial! Só ela? O articulista , não?
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 14/10/2009 às 11:17:28
O PIG,pelo menos é original,não se resume apenas a um veículo: formam um quadrilátero familiar. Nisso ,convenhamos, os EUA e Obama, se curvam , como a Europa .Conjunto de veículos impressos,radio-emissores e televisivos,agindo orquestralmente, convenhamos , é um título exclusivo para nossas cores.
Fernando Maciel , Fortaleza-CE - Biólogo
Enviado em 14/10/2009 às 10:33:25
(...) "e, ÀS VEZES, partidária?" Cê tá de brincadeira né Venício...
Marcos Barros , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 14/10/2009 às 09:59:00
O governo Obama está correto em apontar a Fox como partido político de oposição. No Brasil, lamentavelmente, o governo Lula, provavelmente por medo de ser acusado de radical ou xiita, não tomou a mesma atitude do Obama. coube a um jornalista, paulo hHenrique Amorim, dar nome aos bois e porcos da imprensa medíocre e de extrema direita do Brasil, ao denominá-la Partido da Imprensa Golpista (PIG). O termo PIG passou a ser conhecido de grande parte da sociedade brasileira, mas, mesmo assim., falta o governo brasileiro tratar a imprensa golpista pelos seus verdadeiros nomes. Claro que a hipótese não deve contemplar a aplicação da Lei (....aos inimigosa Lei........), pois isso seria totalmente anti-republicano. A Lei deve ser aplicada a todos e, nesse contexto, o governo tem sido correto, embora não devesse deixar de apontar o PIG com toda a clareza que a situação exige. Ou o Brasil acaba com o PIG ou o PIG termina de acabar com o Brasil.
Antonio Lemos , São Paulo-SP - Consultor Informatica
Enviado em 14/10/2009 às 08:04:11
Aqui no Brasil o governo não precisaria fazer isso tudo para ter o apoio da midia. Basta comprar um mooooonte de assinaturas (jornais e revistas), enfiar estas em TODAS as repartições públicas, escolas, etc e aí terão a seu dispor capas, páginas amarelas, vejinha, etc além de ter a midia como cumplice, ou seja, só sairão coisas boas na midia. Foi isso exatamente que fez o Serra em SP e o Arruda em DF.
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Venício A. de Lima

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