ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 560 - 9/2/2010
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LULA NA FOLHA
A oportunidade perdida

Por Luciano Martins Costa em 22/10/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 22/10/2009

A entrevista exclusiva do presidente da República à Folha de S.Paulo é o destaque da quinta-feira (22/10). Foi a primeira conversa de Lula da Silva com o jornal paulista nos últimos dois anos (leia a íntegra aqui).

Deveria ter sido a oportunidade para oferecer aos leitores grandes esclarecimentos sobre temas importantes que a imprensa vem abordando há muitos meses, como a estratégia brasileira para a exploração das reservas de petróleo do pré-sal, as intervenções do governo nas grandes empresas nas quais o Estado tem participação e, principalmente, a posição oficial do presidente da República diante do problema das mudanças climáticas.

A conversa entre o presidente e o jornalista ficou na superfície da agenda que a imprensa tem oferecido ao público, ou seja, o jornal apenas procurou confirmar suas próprias acepções, perdendo a oportunidade de estimular o chefe do governo a avançar no esclarecimento de políticas fundamentais para o futuro do país.

O primeiro e mais insistente dos temas abordados foi a sucessão presidencial e o porquê de Lula ter escolhido como sua candidata uma ministra sem experiência eleitoral e pouco conhecida do público.

O presidente apenas repetiu o que vem dizendo há meses, reafirmando aquilo que considera qualidades da ministra Dilma Rousseff e deixou claro que ele é quem decide a quem vai apoiar.

A questão das alianças com personagens controversos, como os senadores José Sarney e Renan Calheiros e a boa relação com o senador Fernando Collor, de quem o presidente Lula já foi inimigo jurado, também foi mal explorada, resultando na repetição de velhos chavões segundo os quais a política seria a arte de "engolir sapos".

No final desse trecho, o presidente se apresenta como alguém incapaz de guardar mágoas, e o primeiro terço da entrevista deixa a sensação de déjà-vu. Depois, vêm mais duas páginas sobre medidas econômicas que, de resto, repetem declarações já dadas sobre os efeitos da crise financeira internacional no Brasil.

O melhor da entrevista ficaria para o final

O papel da imprensa

É na última parte da entrevista que o presidente faz uma declaração instigante. Foi quando o jornalista perguntou se ele se incomoda com a imprensa fiscalizando o poder, ou seja, cumprindo seu papel. Lula da Silva respondeu não considerar que o papel da imprensa seja fiscalizar o poder, mas informar o público.

Em seguida, disse "pedir a Deus" que a imprensa informe da maneira mais isenta possível e que explicite suas opiniões políticas nos editoriais.

Esse é o trecho, o último da entrevista, em que a Folha coloca em pauta um tema interessante. Afinal, perguntam-se todos os dias os observadores: qual é o papel da imprensa?

Aqui mesmo, neste espaço, muitos comentaristas se referem à interpretação de que a imprensa se comporta mais como um partido político do que como instrumento de comunicação social. O comentário do presidente da República precisa ser levado adiante, para ajudar a esclarecer essa relação sempre ambígua entre a imprensa e o poder. Afinal, as escolhas da imprensa determinam quais aspectos do poder público serão discutidos pela sociedade, sobre quais deles o cidadão irá se manifestar.

A própria entrevista publicada pela Folha de S.Paulo é exemplo dessa relação: o jornalista abordou temas políticos, tentou reanimar a polêmica entre a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e a ministra Dilma Rousseff, mas não perguntou o que Lula da Silva entende que será seu legado.

Essa questão estaria embutida numa pergunta sobre a estratégia de desenvolvimento pensada pelo atual governo, diante dos desafios que irão reunir em Copenhague, daqui a menos de dois meses, a Conferência das Nações Unidas sobre clima.

Sem perguntas

Dentro desse mesmo tema caberia informar o leitor sobre o que pensa o presidente sobre a legislação de proteção ao patrimônio natural, que está sob risco no Congresso Nacional.

Da mesma forma, relacionado à questão do desenvolvimento sustentável estaria o problema da consolidação dos ganhos sociais obtidos pelos programas de assistência à população mais pobre.

O presidente nada disse sobre essas questões fundamentais porque nada lhe foi perguntado. E a resposta sobre o papel da imprensa fica devendo mais reflexões: afinal, a imprensa deve fiscalizar o governo ou apenas informar?

Comentários (26)
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Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 29/10/2009 às 17:21:13
Errei: Não é indepêndencia!. O correto é "independência"!. Mas, será "lulática"!. E em 2022 será "de.fi.ni.ti.va"!. Observação: A partir de 8 de setembro de 2022 o Brasil será uma potência lulática-econômica do Primeiro Mundo!. Cuidem-se, ianques!.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 28/10/2009 às 16:41:47
O Lula partir para o confronto?. Rarará!. Esse tal Lula é um midiático!. Ele não é bobático!. Os luláticos querem o confronto!. Mas, o tal Lula quer mesmo é o conforto!. Mas, a partir de 2011 (salvo se a Dilma ganhar) esse tal Lula bravatar-se-á muitíssimo!. Contra a tal imprensa e contra o govrno serrático!. Aliás, contra tudo e contra todos!. Até porque só o filho de santa Lindu é o sal.va.dor. desta pátria-mãe gentilíssima!. PS. Não se preocupem!. O tal Lula voltará ao pudê!. Será uma farsa, mas, voltará!. E proclamará a "indepêndencia" (a lulática e definitiva) em 7 de setembro de 2022!. Ouviram do Paranoá as margens turvas!. Rarará!. E o tal Lula nos salvará!.
Silvério Cardoso Corrêa , Juiz de Fora-MG - Advogado
Enviado em 26/10/2009 às 14:11:40
Já falei isso em vários lugares. O Presidente LULA deveria partir para o confronto com a mídia brasileira. Será arduo, será dificil. Mas necessário.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 26/10/2009 às 11:34:01
Nem o tal Franklin Guerrilheiro Midiático do Governo Lulático Martins faria melhor!. Mas, o ex-petático e perpétuo folháctico Kennedy Alencar fez inveja ao tal ministro (de Estado, hein!) da "Comunicação Social"!. Observação: E quando o tal Lula era candidato a tal imprensa tinha de "fiscalizar e fiscalizar e fiscalizar" o governo!. Agora que o tal Lula é o presidente (legítimo) desta República a imprensa tem de "informar e apenas informar e apenas informar". Prioritariamente sobre o tal PAC e sobre a tal Dilma e, principalmente, sobre o tal... Lula, né!. PS. No governo (federal) serrático a tal Folha de Notícias Populares de S. Paulo (de S. Paulo, hein!) fará bem "melhor"!. Afinal, o tal Serra já "homenageou" o tal (ex)-"publisher" (comerciante folháctico) Octavio Frias de Oliveira três vezes!. No tal hospital do câncer e na tal ponte estaiada e num trecho rodoviário em cujas imediações o tal Octavio Frias de Oliveira teve um "empreendimento agropecuário (eufemismo para uma granja fedorenta)!. Na tal Folha quando há interesse em "fiscalizar" fiscaliza e quando interesse em "informar" informa!. Lula e Serra e Folha: Não dá pra não fiscalizar!.
Attila  Louzada , rio grande-RS - Professor
Enviado em 25/10/2009 às 01:32:27
O no da questão não é o que o presidente acha que seja o papel da imprensa, mas como a imprensa exerce o papel que se atribui (desculpe a redundância) a si mesma. Fiscalizar o quê? Quem? Com que meios? Como relatar o resultado da fiscalização? Como tratar os fatos, os dados e as fontes? Enfim, não são a crítica e a suspeita que perturbam quem é alvo delas, mas o modo como, o enfoque subordinado a um viés. Nesse sentido, eu entendo que a imprensa deve informar sim, sempre, tudo. Se informar implica averiguar e denunciar, que assim seja. E isso, por uma questão de respeito ao leitor e aos fatos, deve contribuir para que, informado, ele forme sua própria opinião. Ou então que se assine a crítica ou a acusação, mas sem o disfarce da isenção jornalística tantas vezes invocada. A entrevista de que fala o Leandro Martins pode ser vista como uma indicação exatamente disso: o jornalista (ou o jornal?) foi ao presidente e perguntou-lhe irrelevâncias que, bem editadas, poderiam gerar polêmicas. Os fatos políticos que impactarão a sociedade brasileira pelos próximos dez, vinte anos foram deixados (casualmente?) de lado - será que com a intenção de fazer o raciocínio e as palavras do presidente parecerem trivialidades irrespondáveis?
mariazinha santos , BH-MG - PROFA.
Enviado em 24/10/2009 às 13:43:11
Claro! O primeiro deverrrrrrrrrr da imprensa é informarrrr e com imparcialidade! A imprensa nativa, não consegue informar isenta e verdadeiramente, qto. mais fiscalizar... Mas ao se ler tal entrevista na íntegra nota-se, perfeitamente, o grau elevado da inteligência do Presidente LULA. As perguntas toscas do jornalista, receberam respostas inteligentes. Deixaram à mostra um entrevistado superior em matéria de massa encefálica. Pobre, medíocre, insignificante, o jornalista ficou, literalmente, no chinelo. hahaha... De leve.
Marcelo Ramos , Brasília-DF - Publicitario
Enviado em 23/10/2009 às 20:27:44
Postei a reflexão a seguir no texto do Dines. Não sei se é jogo de palavras mas me ocorreu, nessa época de "factóides", a seguinte reflexão, baseada nos últimos posts: a função da imprensa não é fiscalizar. Há órgãos públicos que existem para esse fim. Mas se a imprensa desempenhasse o seu papel primário (informar sem distorcer) isso equivaleria dar o poder ao cidadão para fiscalizar. Porém, essa mídia corrupta tem que reclamar para si o direito ilegítimo de fiscalizar porque, além de não fazer o seu trabalho, não quer informar o cidadão. Informação é poder. Por isso o OI e outros sites de crítica à mídia estão bombando: porque estão cumprindo um papel democrático e questionando a informação distorcida. Isso é o povo com poder.
alvaro marins , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 23/10/2009 às 14:47:02
O problema é que a entrevista do kenedy alencar é simplesmente pífia. E surpreende, porque é um jornalista com muito mais capacidade. Poderia ter feito uma ótima entrevista como presidente Lula, mas preferiu chafurdar na mediocridade irreversível da Folha e não conseguiu elaborar uma boa pergunta. Mas o problema maior é que hoje é sexta-feira e o comando geral da mídia não conseguiu produzir nenhuma crise, uma unicazinha que fosse. Será que vão repisar o inócuo episódio lina. Nem os incautos leitores da Folha merecem tamanha baboseira.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 23/10/2009 às 10:22:49
A imprensa deve sim investigar governos. Deve, ao máximo, tentar agir como um observador. O que a imprensa não pode fazer e faz é fabricar dossiês e conspirações, caixas de whisky cheias de dólares, esconder que petistas ligados a "escândalos" eram pessoas ligadas à oposição e se que se filiaram poucos meses antes, declarar que governos golpistas de são legítimos por puro interesse político e deixar aliados fazerem o que quiserem apenas por serem aliados. E imprensa PODE tomar partido sim, e declarar isso com todas as letras, para que nós leitores possamos entender o pensamento por trás de suas "investigações".
Oto Rodrigues , Conquista-BA - Professor
Enviado em 22/10/2009 às 23:09:35
Agradecendo ao atento Fidelis, reescrevo minhas linhas: Em países sob o jugo comunista, de fato, à imprensa resta apenas o pífio papel de "INFORMAR"... Mas, graças a Deus, o Brasil não é, nem nunca será, comunista. Valeu, Fidelis!
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 22/10/2009 às 22:02:20
Acho que o presidente está certo. Cabe à imprensa informar e inclusive o dever de denunciar, mas não o de fiscalizar, até porque ela não dispõe de aparato legal e funcional para isso. A menos que assumam de vez a vocação para cozinheiros, hipótese em que o governo abrirá de boamente as portas para todas e quaisquer fiscalizações que se queiram fazer, até porque é comum encontrar uma tabuleta afixada em lugar visível nos restaurantes (pelo menos em São Paulo) com os dizeres: VISITE A NOSSA COZINHA!
Jose de Almeida Bispo , Itabaiana-SE - Publicitario e radialista
Enviado em 22/10/2009 às 21:40:51
Teria a ver, essa entrevista que a Folha "concedeu" a Lula (pra Otavinho o presidente, pelo menos membro da Junta de Governo é ele), não teria sido pra aplainar a mais que má impressão do roubo das provas do ENEM numa gráfica da Folha? Entrevistas insonssas, em geral escondem coisa muito mais grossa.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 22/10/2009 às 19:54:59
Estabelecer onde termina a "informação" e onde começa a "ffiscalização" parece o problema insoluvel desse nhenhennhem. O "informe" "A senhora X foi vista acompanhada entrando num motel" estabelece uma informaçaõ, uma fiscalização, ou o que? Talvez ocorreto seja o reporter ficar na porta do motel, esperando o casal estar acessivel para pedir um release. Deve ser isso: a distribuição de releases.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 22/10/2009 às 19:13:53
"papel tosco de informar !??? Eu heim! E isto vindo de um professor! E eu acreditando que informação é o melhor ativo dos tempos atuais. Tosco!
aecio castro , são paulo-SP - professor
Enviado em 22/10/2009 às 19:04:48
olá, tudo bem, a imprensa deveria informar e fiscalizar, nessa ordem, pois uma ação equivale ao prosseguimento da outra, se ideologicamente a imprensa escolher ser enviesada, nós como ouvintes, leitores e telespectadores é quem devemos decidir, pois todos nós, pendemos para alguma ou qualquer ideologia, seja ela, fabricada ou imposta.
Fernando Maciel , Fortaleza-CE - Biólogo
Enviado em 22/10/2009 às 16:39:45
Esse texto DEVE ser amplamente divulgado na internet. Acho o melhor que já li nos últimos meses. É um aviso, pra depois nao dizer que ninguém falou… Abçs A FACE ATUAL DO GOLPE http://blogboanova.zip.net/ http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-face-atual-do-golpe/
Victor Barone , Campo Grande-MS - Jornalista
Enviado em 22/10/2009 às 16:38:52
A imprensa deve fiscalizar o governo e esta fiscalização se adequa ao seu papel de informar. Imaginar que um presidente sequer iamgine que a impresa não deve ser uma entidade de fiscalização do poder é apavorante.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 22/10/2009 às 16:19:02
"...afinal, a imprensa deve fiscalizar o governo ou apenas informar?" Nem uma nem outra coisa. Ela deve registrar seus estatudos no TSE, como todos os partidos políticos fazem.
Pedro Pereira , Brasília-DF - Economista
Enviado em 22/10/2009 às 16:03:52
Depois da invenção da internet a imprensa não serve pra nada! Pode ser meio de entreterimento quando você chega tão cansado em casa liga a TV mais não escuta nada e não vê nada, ou passa o olha no jornal/revista e não absorve nada.
Oto Rodrigues , Conquista-BA - Professor
Enviado em 22/10/2009 às 15:34:35
Em paises sob o jugo comunista, de fato, a imprensa resta apenas o papel tosco de "informar"... Mas, gracas a Deus, o Brasil nao e, nem nunca sera, comunista.
Guillermo Matías Gumucio , São Paulo-SP - Tradutor
Enviado em 22/10/2009 às 15:01:54
Ganhei o dia ao ver os escritos "Grande republicano" abaixo da foto de Sarney e "Grande presidente" abaixo da imagem de C. Kirchner. Devem ser depoimentos de uma realidade alternativa, não é possível.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 22/10/2009 às 14:37:21
Desta vez o articulista se superou: “instrumento de comunicação social”. Jornais são empresas privadas. Talvez o articulista pense que estamos em ditaduras como Cuba, Venezuela, Irã, Sudão e assemelhados (objetos de adoração daqueles que querem amordaçar a imprensa). Na verade, foi o articulista quem perdeu uma boa oportunidade.
Luís Carlos  Oliveira , Niterói-RJ - Analista de Sistemas
Enviado em 22/10/2009 às 13:17:25
Eu acho que o papel do cidadão é cobrar e fiscalizar os políticos e os governos do seu tempo porque é ele que sustenta a máquina do Estado. A função da imprensa é auxiliar o contribuinte/eleitor na avaliação dos governos pelo acompanhamento e análise dos dados econômicos e dos fatos políticos em qualquer época.
Dante Caleffi su , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário Rio
Enviado em 22/10/2009 às 12:42:55
A exemplo do que "lá" se afirmou,através de seu presidente:"Imprensa não é partido.Se for ,assim será tratado"
Jens Silva , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 22/10/2009 às 11:02:57
As palavras de Lula, na íntregra: "Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única coisa que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais."
Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista
Enviado em 22/10/2009 às 10:14:09
e de quebra a FSP desrespeita mais uma vez o Presidente. Mais parecendo com um jornal adolescente de Centro Cívico pinça uma frase do Presidente, não publica a mesma na integra e publica uma foto marota do mesmo. Na mesma primeira página, logo abaixo, é escalado um editorialista (boca de aluguel) para desancar o Presidente. Fica claro que a entrevista pouco importa, vale mesmo as intenções não declaradas do dono do jornal. Acho que o Lula tem um estomago de avestruz, e engole sapos demais da nossa mídia nacional. Ou talvez o certo seja ele afinal: "Os cães ladram e a caravana passa...."
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