ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 563 - 9/2/2010
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QUESTÕES ENERGÉTICAS
O apagão da inteligência

Por Luciano Martins Costa em 12/11/2009

Comentário para o programa radiofônico do OI, 12/11/2009

A interrupção do fornecimento de energia elétrica que deixou no escuro mais da metade do país na noite de terça-feira (10/11) produziu um apagão geral também na imprensa e nos principais protagonistas da política nacional.

Desde o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, até os comentadores polivalentes que pululam na mídia, sempre dispostos a pontificar sobre qualquer coisa, contam-se aos montes as declarações sem sentido, análises sem pé nem cabeça e tentativas de manipulação de um episódio cujas causas reais ainda não estavam claras nas edições dos jornais de quinta-feira (12).

Oficialmente, a pane foi causada pelo mau tempo. Um raio teria desativado o sistema de transmissão na cidade paulista de Itaberá, provocando o efeito dominó que derrubou a rede interligada por grande parte do país. Os técnicos também investigam a ocorrência de um raio sobre um transformador numa estação de Furnas, no município de Mogi das Cruzes.

No festival de desencontros, o ministro das Minas e Energia tentou desviar o foco do sistema de distribuição. Afinal, Furnas pertence à cota de cargos do PMDB, do qual Edison Lobão é um dos luminares. Como os dois incidentes ocorreram no estado de São Paulo, houve também quem tentasse jogar a origem do problema no colo da Cesp.

Informação e especulação

Em meio às evidências de que ocorreram tempestades com fortes descargas elétricas junto às torres de transmissão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vai na contramão das explicações oficiais. Segundo técnicos do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, o instituto não detectou descargas elétricas próximas às linhas de transmissão na região de Itaberá. No entanto, a reportagem do Estado de S.Paulo localizou pelo menos uma testemunha de que fortes raios perto da linha de transmissão coincidiram com o início do problema.

O que se leu e ouviu nas 24 horas seguintes ao incidente caberia num festival de besteiras capaz de orgulhar o lendário Stanislaw Ponte Preta. A política contaminou as discussões técnicas e a imprensa não soube – ou não quis – separar informação de especulação.

Tudo indica que, junto com a eletricidade, o Brasil sofreu também um apagão de inteligência.

Uma questão grave

É bem provável que a politização do problema energético acabe por dissimular a questão central: o modelo brasileiro de produção e distribuição de energia é adequado para as dimensões do país e suas características demográficas? Quais são os outros riscos a que a população pode estar submetida, além da falta de energia?

Essas e outras questões vêm sendo debatidas em seminários e encontros setoriais há anos, praticamente sem cobertura da chamada grande imprensa. Decisões importantes são tomadas sem que a sociedade tenha a oportunidade de se informar a respeito de todas as alternativas.

Uma coleta cuidadosa no noticiário sobre o apagão desta semana permite observar que incidentes desse tipo são muito comuns por todo o mundo. Nos Estados Unidos e na Europa, tempestades de neve costumam interromper o fornecimento de energia, com blackouts que podem durar dias.

O problema não está na ocorrência, praticamente inevitável, mas na sua extensão e frequência.

Estado de alerta

Ainda com base no que publica a imprensa desde quarta-feira, é preciso levar em conta também que as mudanças climáticas deverão tornar ainda mais vulneráveis as grandes redes de transmissão interligadas, por causa da previsão de tempestades mais freqüentes e cada vez mais intensas. A ocorrência de raios deve aumentar 18% no território brasileiro nos próximos dez anos, conforme lembra o Globo.

Finalmente, convém também destacar a oportunidade da crise para informar a sociedade sobre outras vulnerabilidades do setor de geração e distribuição de energia do Brasil. Talvez seja hora de ouvir as vozes dos especialistas que defendem há anos a busca de fontes alternativas mais eficientes e seguras. Paralelamente, cabe a discussão do modelo de desenvolvimento, excessivamente concentrado nas grandes cidades do sudeste do país.

Por outro lado, convém observar que o apagão prolongado trouxe a evidência de um risco adicional: segundo a Folha de S.Paulo, as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 entraram em alerta pela primeira vez na noite de terça-feira (10), porque não havia energia para o sistema de resfriamento dos reatores.

A questão é séria demais para a imprensa ficar dando espaço a picuinhas de políticos ociosos.

Comentários (22)
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Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 16/11/2009 às 18:49:25
Afinal, quem é o ministro de Estado "deste país" de Minas e Energia?. É o companheiro Edison Lobão ou é a companheira Dilma Rousseff?. Verbete: Minas e energia: É o que os companheiros mais querem. Os companheiros manos querem as minas!. E muita energia!.
Amauri Barbosa , Rio de Janeiro-RJ - Eletricista
Enviado em 16/11/2009 às 17:21:15
Como pode, o Rio de Janeiro com várias usinas termoelétricas e duas nucleares,ser o estado que mais tempo ficou no escuro?????????
MARCELO FREITAS , VITÓRIA-ES - SERVIDOR PÚBLICO
Enviado em 15/11/2009 às 16:51:47
Já passou da hora da sociedade brasileira cobrar ações de responsabilidade social desses governos mesquinhos e hipócritas. VAMOS TODOS ADERIR A CAMPANHA DE NÃO REELEIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL...é a única maneira RÁPIDA E EFICIENTE de depurarmos a POLÍTICA NACIONAL...PENSE NISSO.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 13/11/2009 às 18:33:20
Sr. Luciano, pense bem : se o senhor fosse um jornalista da oposição, Lula com 90 de aprovação, Copa do Mundo, Olimpíada, recuperação econômica, você ia deixar de chamar de APAGÃO um blecaute? Ia perder uma chance dessas de faturar umas lambadas no lombo do governo? LULA TAMÉM TEM APAGÃO!!! Não temos mais entre nós, seres humanos do princípio do século XXI, caráter suficiente para deixarmos de lado nossas convicções em detrimento da verdade. Só fico preocupado com deputados da oposição que sorriram de forma sinistra quando souberam da explicação oficial - mau tempo no Paraná. Se não acreditam, será que é porque sabem o quê foi?
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 13/11/2009 às 15:40:43
Do exmo. senhor presidente da Republica Federativa: "Só não haverá outro apagão se Deus não quiser". Agora está resolvido, sabemos quem decide e só precisamos decidir quem vai falar com Ele. Como a nação é muito religiosa, não creio que seja encargo para o ilustre ministro de Relações Exteriores.
Otto Lima , Niterói-RJ - Engenheiro Mecânico
Enviado em 13/11/2009 às 12:02:47
Mais uma vez, a oposição e a parcela da mídia que lhe presta serviços tentam fazer um fato concreto - neste caso, o blecaute de anteontem, ainda não devidamente esclarecido - parecer maior e mais assustador do que realmente é, para causar pânico e revolta na população e depois jogá-la contra o Governo. Na esperança de gerar um fato político relevante o bastante para minar a popularidade de Lula e impedir que ele eleja sua candidata, acabam fazendo tsunami em copo d água. A título de esclarecimento, há uma enorme diferença entre blecaute e apagão: Blecaute é um problema técnico pontual, que pode ocorrer em qualquer governo de qualquer lugar do mundo, seja com parque elétrico privado ou estatal. É um problema de solução rápida, bastando para isso intervir nas causas e corrigir os problemas. Foi o que ocorreu anteontem. Apagão é um problema gerencial crônico, causado por falta de planejamento e de investimentos, caracterizado pelo tratamento inadequado da questão da demanda futura de energia e cuja solução é de médio ou longo prazo. Foi o que ocorreu em 2001, graças à privatização selvagem promovida por FHC e seus asseclas, hoje na oposição.
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 13/11/2009 às 09:53:24
Não obstante as implicações das decisões "ideologicas" solares contra as malfadadas linhas de transmissão da energia gerada em Itaipu, cabe observar que a responsabilidade da "natureza" (seja a terrestre, a de Boltzman ou a celeste) merecem uma nota doutrinaria. Não mereci a honra e o privilegio de ser torturado no tempo da ditadura consentida (agora estamosna ditadura mascarada), o que não me impediu de tomar conhecimento de alguns textos básicos. Por exemplo, aquele que diz que já perdemos muito tempo emtentando entender a natureza e é chegada a hora de transforma-la. Suponho que uma maneira bastante empirica de entender essa passagem consiste em construir, manter e aprimorar linhas de ransmissão de energia. Outro ponto. Também lí que o esquerdismo é uma doença infantil, o que me leva a supor que depois de torturado eu poderia com toda a coerencia transformar-me em torturador e censor da opinião publica. Mas nenhum desses textos me autoriza a transferir minha responsabilidade de gestão para a natureza e nem mesmo para os autores do texto. A responsabilidade é pessoal. Nenhum governo no mundo, que mereça ser chamado "sério" afirmaria a irresponsabilidade pessoal como defesa. Governar, além de alocar recursos escassos, é principalmente assumir responsabilidades.
Jansle Rocha , Campinas-SP - Engenheiro
Enviado em 13/11/2009 às 09:04:31
Todos buscam as causas desses problemas aqui na Terra, e ninguém comenta sobre as atividades solares. Aquele apagão que acontecu nos EUA e Canada, alguns anos atrás, foi causado pro radiação eletromagnética que atingiu a Terra, a partir de tempestades solares. Pode ser o caso agora. A TV e a imprensa, nessas horas, colocam N especialistas em um monte de coisas, mas nenhuma buscou entrevistar alguém de astrofísica que estuda atividades solares. Vale a pena ler este relatório, organizado pela National Academies Press, com a participação da NASA, que fala sobre como o planeta é vulnerável ao "clima espacial". Bastaria uma tempestade solar de maior magnitude, para todo o sistema de eletricidade e comunicações entrar em colapso. http://www.nap.edu/catalog/12507.html
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 13/11/2009 às 06:37:26
Ah, bom! Agora já sabemos que "blecaute" não é apagão", o que além de ser um conforto, esclarece o significado das palavras. Também não devemos "politizar" um fato, basta engolir uma capsula de "optimol" e está tudo resolvido. Também sabemos que nós, humanos, não podemos controlar os fenomenos atmosfericos. É por esse motivo que pretendo votar na minha cachorrinha, que nunca tentou me chamar de idiota. Eleger "humanos" ? Jamais, Resta uma duvida: posso protestar no Procom contra ações "da natureza"?
Elder dos Santos Verçosa , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 13/11/2009 às 02:38:09
Se a oposição politiza o debate, inevitavelmente, qualquer governo reage no mesmo tom. Isso me parece inescapável! Só acho mais uma demonstração de inabilidade da sofrível dupla "DEM/PSDB" arrastar o governo para um campo de batalha em que este tem ampla vantagem, pois a gestão de FHC na área energética, como de resto, foi desastrosa. Também não adianta vir com essa conversa fiada de que não se deve olhar para trás, pois é óbvio que o eleitor deve analisar como foram as eventuais experiências administrativas dos partidos que postulam gerir o país, pois se trata de uma grande referência. Ignorar tal fato, reservadas as devidas proporções, seria como contratar um funcionário sem verificar o seu currículo.
José Paulo Badaró , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 13/11/2009 às 02:05:23
Não sei qual foi a pior. Se a sacanagem da jornalista Delis Ortiz com o Senador Mercadante, trombeteando em pleno Jornal Nacional que ele havia reconhecido a falta de investimentos no setor elétrico, quando na seqüência da entrevista se observa que ele diz exatamente o contrário (o vídeo está no Youtube para quem quiser constatar), ou a que fizeram com o Tarso Genro, pinçando uma frase isolada (microproblema) a fim de passar uma idéia de que governo estaria dando pouca importância ao apagão quendo, evidentemente, não foi isso que ele quis dizer. Lembrei-me, então, de um cidadão que na madrugada do apagão ligou para a Radio Bandeirantes de SP, vociferando contra o Lula, o PT a ministra Dilma, Zé Dirceu, Berzoini, enfim, argumentando que estava no litoral, que havia perdido o sono, que a luz ainda não havia voltado e que ele não conseguia dormir porque estava abafado e não havia energia elétrica para ligar o ventilador! Francamente, não sei de qual microproblema eu mais gostei. Se o do ministro ou do aposentado noctívago.
Eduardo Amaral , Porto Alegre-RS - Estudante
Enviado em 13/11/2009 às 01:46:09
Lametável, é a única coisa que se pode dizer de toda a cobertura sobre o black out. A redo Globo em nenhum momento se dispôs a discutir o problema e seus antecedentes, ao onvés disso preferiu adotar uma postura arrogante de donos da verdade e disparar contra o governo. É certo que o fato é preocuoante, porém tranformou algo isolado na falha do sistema inteiro é irresponsabilidade. A imprensa internacional igualmente flamentável. Jornais americanos colocavam o sistema de fornecimento do Brasil em cheque, esquecendo que os apagões que acontecem no país do Obama custumam durar dias. No Brasil se questionou o uso de energia hidreelétrica, havendo em alguns casos a defesa veemente para a geração através de combustivéis fósseis e nucleares. O que nenhum destes lembrou é que estas fontes são esgotáveis, ao contrário da hidreelétrica. O absurdo foi tão grande que chegou-se a ouvir que caso não chova mais no país não teremos eneregia elétrica. Só para lembrar, se não chover mais no Brasil não teremos agricultura nem mais vida, pois em pouco acabaria a água. Ou seja, não se trabalha com a possibilidade de acabarem as chuvas, pois se isso acontrecesse a falta de luz seria o menor dos problemas. Faltou preparo, mas principalmente, vontade da imprensa de fazer um trabalho mais sério. E só para finalizar, ainda tivemos o triste episódio das repórteres de Record e Globo se "pegando" ao vivo.
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 13/11/2009 às 00:43:10
Estamos definitivamente nos transformando num país de cretinos.Em vez de discutir o problema a sério, ficam discutindo se o apagão de um foi maior do que o apagão do outro.
eustáquio fernandes , BH-MG - prof.
Enviado em 12/11/2009 às 20:57:08
Vejam os caminhos perigosos que trilhamos: a esquerda tresloucada (segundo os dizeres do Arnaldo e do Ângelo) não pode admitir um erro. Um deles foi taxativo: foi sabotagem! A esquerda não erra! São donos da verdade. Porque a Dilma disse que o país não corre mais risco de apagão, não deve correr mesmo! Será que não foi sabotagem de Deus ou de São Pedro! Tempestade e relâmpagos? Só a direita erra para esta gente. Se assemelham ao Hugo Chaves (proto ditador da Venezuela,amigo do Lula )que para disfarçar a crise feroz em que jogou o país na sua tola política de estatizar tudo, desvia a atenção criando tensões de guerra com a Colômbia. Como são tolos e perigosos! Errar é humano, gente! A Dilma erra. O Deus Lula (o Peron do Brasil) também erra! O Partido também pode errar. Admitir que errou é um passo para corrigi-lo. Foi uma falha grave que não pode se repetir, pois além dos prejuízos materiais, há serios riscos de vida (vejam a questão do resfriamento das usinas nucleares). Em tempo, risco para a vida de gente de direita, de esquerda, rico, pobre, preto, branco, atleticano, cruzeirense, etc, etc.
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 12/11/2009 às 17:18:42
Não há como comparar os dois eventos. No verdadeiro apagão de FHC houve um problema generalizado, de falta de planejamento e gestão, que ocasionou a insuficiência na geração de energia. O atual fato, trata-se de um episódio isolado, pontual e uma questão técnica que ainda será verificada. Um problema momentâneo de transmissão, como tantos que ocorrem quando chove. Aqui em Minas só fiquei sabendo pelos noticiários sensacionalistas e oportunistas. Não me venham com mais essa discrepância e desinformação. Só refrescando a memória, as conclusões mostraram que não era o Lula que estava pilotando o avião acidentado e, por isso, não teria ele como puxar o manche. Deixem as suas preferências de lado ao lidarem com os fatos e as notícias. Acho que não devemos também descartar a hipótese de sabotagem da oposição de “direita tresloucada”.
josé de ribamar Machado , Campo Grande-MS - servidor público
Enviado em 12/11/2009 às 16:08:17
O problema do setor é a falta de planejamento a longo prazo. Todos estão preocupados com a eleição de 2010 que esqueceram que um vendaval provocou o maior apagão da história do Brasil
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 12/11/2009 às 15:43:32
O governo errou! Sem afirmar categoricamente deveria ter optado por uma explicação mais glamourosa e moderninha de que tudo não passou de ação de hackers. Ao admitir que o apagão foi causado por fenômenos naturais deixou centenas de estações transformadoras e quilômetros de linhas de transmissão sob suspeita. Agora é adivinhar onde é que se dará o próximo raio que o parta!
Anibal do Carambeí , Foz do Iguaçu-PR - profissional liberal
Enviado em 12/11/2009 às 12:24:14
A cobertura jornalística segue aquela linha de transmissão sub-explicativa: " Agora imagens da cidade de São Paulo- A tela escura ".Parecem hamsters girando na gaiola. E nos discursos dos mais diversos, políticos e técnicos presenteiam a turma com a franqueza de suas apresentações.Balanços de perdas. Balanços do que foi e do que seria, mesclando a essas os berros daqueles seres distópicos que imaginam um Brasil "resolvido" quando semelhante aos EUA. Essas são algumas das questões que permeiam o imaginário popular diante os campos eletromagnéticos. Um revés no governo quanto a investimentos antes aclamados pelos reclamantes. Vinculando a Dilma com o sistema integrado e por sua vez a culpa de não haver investimentos em projetos "diferentes". Já o Lula, nada melhor do que associar sua imagem ao perdedor das olimpíadas. Um Rio caricaturizado do Hulk à Madonna. Nesse país das maravilhas, a vestidinho vermelho passeia na selva do Lobão mau.
Silvio Zaleski , joinville-SC - comercial
Enviado em 12/11/2009 às 11:30:30
Propício este artigo. Eu pude ver, ontem dia 11/11, uma coletiva com os dirigentes dos principais órgãos responsáveis pela geração e transmissão de energia. Eu fiquei boquiaberto e indignado com os jornalistas. Quando alguém vai para um evento desse, para entrevistar figuras proeminentes do alto escalão do setor elétrico brasileiro, o mínimo que um jornalista supostamente deveria fazer é se informar antes sobre o tema em questão. Entender basicamente como funciona tal sistema. Mas não, o que se viu eram perguntas repetidas e ingênuas, pois demonstravam total despreparo e desconhecimento de quem indagava os dirigentes, dignas de jornalistas adolescentes cheios de ego querendo aparecer com alguma pergunta "relevante". Um grande desserviço ao telespectador, e pra repetir o autor "um grande apação da inteligência"
Jaime Collier Coeli , Itanhaem-SP - Aposentado
Enviado em 12/11/2009 às 11:17:41
O ilustre atual ministro de Minas e Energia começou sua carreira em Brazilia como reporter politico, lotado no congresso, do Correio Braziliense, na década de 70. Portanto, tem formação jornalistica e é possivel arguir se superou esse estagio das "picuinhas politicas" e da distribuição de comprimidos de "optimol". A tendencia ecologica de culpar a Natureza (e, por conseguinte, seu gerente, para os crentes) não se revela uma explicação tecnica e, antes, deve ser creditada aos orixás. Evitar que o descolabro em um "sistema" (seja ele qual for, não afete a opinião pública também não se revela um procedimento racional. Lembrarei, portanto, uma frase atribuida à Madre Superiora do Convento de Guadalajara. A piedosa senhora , em seu fervor místico, teria citado uma passagem de S. Paulo: "Deus escolheu as coisas vãs do mundo para confundir os sábios".
Angelo  Frizzo , Bento Gonçalves-RS - desempregado
Enviado em 12/11/2009 às 11:16:23
Mantenho minha opinião a respeito. FOI SABOTAGEM. As razões são óbvias. Portanto, acompanho uma parte da imprensa internacional.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 12/11/2009 às 11:01:11
É isso aí: o problema é sério e o acidente foi seríssimo, e não apenas uma marolinha elétrica.
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