ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 563 - 9/2/2010
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O MURO, 20 ANOS
Derrotado pela História

Por William Waack em 10/11/2009

Reproduzido do Estado de S.Paulo, 8/11/2009; título original "A notícia não veio com o título `

Não veio nenhum título dizendo "O Muro caiu" quando a notícia chegou à redação do Estado na tarde de 9 de novembro de 1989. As agências – na época não existia a internet tal como a conhecemos hoje, nem telefone celular – falavam em "suspensão das restrições de viagens" para os alemães orientais. Mas o significado era óbvio: para que um muro, se os alemães agora podiam ir para onde quisessem?

A Berlim que eu encontrei no dia seguinte à tarde, descendo de um avião de companhia americana no aeroporto Tegel (então só aviões da França, Estados Unidos e Grã-Bretanha podiam voar para lá), no lado ocidental, nada tinha a ver com a cidade que eu visitara tantas vezes enquanto correspondente na Alemanha, de 1975 a 1984. Saíra da modorra confortável (subsídios garantiam a contracultura) de ilha capitalista no mar comunista para um Estado de efervescência contagiante. Os alemães contavam o que estava acontecendo como se precisassem eles mesmos falar para acreditar.

Ajudado por um taxista que desligou o taxímetro passei a recolher alemães orientais junto ao Muro e lhes oferecia carona para visitar algum parente no lado ocidental, até então proibido. Ouvia um relato, registrava um reencontro, e voltava para o Muro, em busca de outro alemão oriental. Foi a madrugada inteira assim, interrompida apenas para assistir a um comício de políticos de vários partidos, que dividiam o mesmo palanque e a mesma surpresa (hoje sabe-se que o governo de Bonn havia sido avisado que algo ocorreria no dia 10, mas não deu grande importância).

Significado único

Fazia um frio que ninguém sentia, existia uma entusiasmada solidariedade entre gente que não se conhecia e uma empolgação generalizada que levava pedestres a saudar como heróis os Trabis, os carrinhos malcheirosos do lado oriental. Eu mesmo me deixei contagiar pelo sentimento de "não consigo acreditar". Tinha visto o Muro muitas vezes antes – a primeira, por sinal, como estudante e turista. O Muro era uma inestimável aula de política. Se o Muro era virado para dentro, contra a própria população, como a propaganda política dos regimes comunistas podia dizer que era uma proteção contra fascistas?

Na primeira vez que fora correspondente do Estado na então Alemanha Ocidental, de 1975 a 1978, tinha sido citado uma vez num editorial do próprio jornal para o qual trabalhava como o "jovem correspondente que teme chamar o Muro pelo nome que ele merece, Muro da Vergonha". O texto era de um editorialista refugiado da revolta húngara de 1956 – portanto alguém que sabia bem mais do que eu sobre os regimes impostos pelos soviéticos aos países que ocuparam.

Eu precisaria ainda viver de perto a revolta trabalhista na Polônia a partir de 1979, que cobri para o Jornal do Brasil, para tratar aquilo tudo com o nome que merecia (e parar de brigar com notícia, como dizia o saudoso colega espanhol Pepe Comas, correspondente do jornal El País): vergonhoso fracasso.

Era claro para todos nós, jornalistas que participávamos daquela cobertura, que a queda do Muro não iniciava um processo, mas, sim, tornava estrondosamente evidente a demolição de um sistema de ideias esgotado, corrupto e apodrecido. Derrotado pela História. Mesmo assim, era impossível negar seu significado único. Política e história andam de mãos dadas a símbolos e aquela barreira gigantesca sucumbindo à vontade de milhões de pessoas era a expressão perfeita do triunfo de direitos humanos.

Manchete extemporânea

Para os veteranos da cobertura do Bloco – e em 1989 eu era um deles – os alemães orientais nunca foram dos mais simpáticos. Eles não tinham figuras dissidentes de expressão, charme, vigor intelectual ou mesmo cinismo e humor, como acontecia na Checoslováquia, Hungria e, principalmente, Polônia. E os alemães ocidentais já não se importavam tanto com os "irmãos" do lado oriental.

Na verdade – e isso era pauta recorrente para os correspondentes em Bonn –, os ocidentais estavam perfeitamente acomodados à vida riquíssima de gigante econômico e anão político no cenário internacional. Até serem atropelados pelos acontecimentos da mesma forma que nós, jornalistas.

Lembro-me com muita força ainda de uma cena no meu café favorito em Berlim, o Café am Literaturhaus, na Fasanenstrasse (agora meio decadente, com o ressurgimento da Berlim central). Eu devorava os jornais da manhã pensando no que escreveria de noite e perto da minha mesa havia outra com duas alemãs na melhor fase dos 30 e tantos de idade – elegantes, bem vestidas, tomando o café latte que aprenderam a apreciar na Itália. Foi quando uma família de alemães orientais, empurrando um enorme carrinho de bebê, tratava de negociar à porta do elegante café. "Das ist das ende", disse uma para a outra – "Isto é o fim".

E lembro-me também quando voltei para o Brasil, depois da cobertura do Muro, de encontrar meu país engalfinhado no segundo turno da eleição presidencial, Lula contra Collor, hoje tão amigos. Não tinha internet e eu, curioso para ver como tinham saído os jornais brasileiros no dia 10 de novembro, a manhã após a queda do Muro, levei uma lição de como a perspectiva de cada um atrapalha ou ajuda a entender acontecimentos. "Silvio Santos não é candidato", tinha sido manchete mais destacada que a do Muro.

Ninguém precisa se envergonhar. Naquela mesma manhã a manchete principal do jornal Pravda, em Moscou, tinha sido "Viva o dia da polícia soviética".

***

Trecho de reportagem de William Waack publicada pelo Estado em 10/11/1989

(...) Por incrível que pareça, foi o Muro que levou, poucos anos depois, à reaproximação das duas Alemanhas, arquitetada por Willy Brandt. "Ele não foi derrubado, mas está cheio de buracos", comentava o veterano chefe de governo. Em silêncio, a liderança da Alemanha Oriental removeu nos últimos dez anos a ordem de atirar para matar, as minas antipessoa e os cães ferozes.

A abertura da fronteira entre as duas Alemanhas de certa maneira recoloca ambos os países na mesma situação de 1945, quando a fronteira era apenas uma linha provisória aguardando uma definição dos vencedores da 2.ª Guerra. A diferença é que, hoje, a divisão do mundo em duas partes parece bastante superada e as duas Alemanhas têm outra consciência: a de que dificilmente alguém as segura.

Em fevereiro de 1945, os (então) três grandes – União Soviética, Estados Unidos e Grã-Bretanha – encontraram-se em Ialta (Criméia) para decidir o futuro do mundo. Dentro de poucos dias, Bush e Gorbachev vão conversar em um navio de guerra no Mar Mediterrâneo, próximo a Malta. Estarão sepultando 45 anos de História." (...)

Comentários (20)
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Paullo Santos , Manhuaçu-MG - professor
Enviado em 17/11/2009 às 01:32:26
Caiu o muro de Berlim mas surgiram outros mais vorazes: na fronteiras do México, com os EUA, na Arábia Saudita, na faixa de Gaza e o querem até no Rio de Janeiro. O mundo continua tão polarizado como dantes : exploradores de uma lado e explorados do outro. Os exploradores, a custa de uma máquina militar jamais vista e uma indústria de propaganda da grande mídia, que faria inveja a Hitler, com ameaça permanente aos não alinhados e perseguição indecente como o caso de Cuba. Os explorados tem sua auto estima esmigalhada, entre outros fatores, pela restrição ao direito mais sagrado que é o de ir e vir e o saldo banal (sic) de seis milhões de mortes por inanição anualmente (17 mil a cada dia).
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 16/11/2009 às 23:14:20
Sou esquerdista. Não era. Fui feito. Meu esquerdismo tem data de nascimento - nasceu no dia que um presidente "esquerdista" de araque e sua e sua troika, numa tentativa patética de bisar Margareth Tatcher, jogou o exército brasileiro dentro das refinarias, durante a greve dos petroleiros de 1995. Ninguém naquele governo estava interessado em algum projeto de nação - havia só um projeto de privatização própria. O capital de todos movido em favor do capitalismo de alguns. O diabo não é feio. O diabo precisa seduzir, senão não conquista ninguém. Graças a Deus esse projeto egoísta ruiu com o Apagão - o autêntico, não confundam.
Marcelo Conti , São Paulo-SP - Bibliotecário
Enviado em 16/11/2009 às 18:32:15
Prezado Waack, fiquei emocionado com sua preocupação com muros... conclamo-o a lutar pela derrubada do Muro da Vergonha II (EEUU/México) e do Muro da Vergonha III, (Israel/Palestina). Aproveito o ensejo para dizer que o jornalismo da globo (e o seu em particular é de péssimo gosto e extremamente parcial). Você é da extrema-direita e isso causa nojo a todas as pessoas de bem...
mariaah klauk , berlin-IN - sociológa
Enviado em 16/11/2009 às 09:39:55
Senhor jornalista,li o texto com muito interesse,mas para nós, ele é superficial.
Anderson Oliveira , Salto-SP - estudante
Enviado em 16/11/2009 às 00:43:36
É assombroso o nível da retórica dessa esquerda pestilenta existente no Brasil. Eles não suportam a crítica, não toleram os opostos. Isso é o que Raymond Aron chamou de ópio, esse furor religioso em prol do marxismo, negando as iniquidades executadas por seus correligionários.
Jedeão Carneiro , Aracaju-SE - Arquiteto
Enviado em 15/11/2009 às 23:21:46
Waack não precisa que ninguèm o ataque. Ele já está tendo um com a derrubada do muro da pobreza. http://quantotempodura.wordpress.com/2009/10/28/william-waack-vendo-um-pobre-comprando-geladeira/
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 15/11/2009 às 16:46:24
Largo minha ideologia no momento seguinte a alguém me provar que tudo que leio, escuto e vejo hoje em novelas, filmes, jornais, notícias, blogs, editoriais, gibis e dizers de camiseta não estão contaminados de ideologia. Ideologia, ideologia, ideologia. O capitalismo é uma maravilha. Compre sua felicidade. Comunistas maus. Seja bom - venha para Berlim Ocidental. Meu produto não engorda - tem gente magra na tampa. CTL é retrocessso. Chavez ameaça a Humanidade com sua corrida armamentista. Consuma. Desculpe o clichê. Waack demonizou o socialismo 100% - matou qualquer discussão ao decretar a esmagadora vitória do capitalismo. E é justamente o que o capitalismo quer - ninguém para apontar seus erros. É isso que nos é vendido há décadas - capitalismo não é ideologia, é como as pessoas normais DEVEM SER. E como todo bom "jornalista" de oposição, Waack aproveitou e alfinetou Lula. Mais do mesmo, como sempre.
Angelo  Frizzo , Bento Gonçalves-RS - desempregado
Enviado em 15/11/2009 às 00:25:28
Antes , gostaria de expressar minha decepção em ler no Observatório da Imprensa, artigos de um radical e fundamentalista de direita e. claramente, representante no Brasil dos interesses do império do mal , os USA. Não vamos esquecer que as DITADURAS CAPITALISTAS, DEIXARAM EM TODA A AMERICA LATINA, miséria, fome, analfabetismo e, trancou todo e qualquer progresso dos países. Foram MILHÕES de mortes, principalmente de fome, mas tambem sob torturas e fuzilamentos. As DITADURAS SOCIALISTAS (que desaprovo por serem ditaduras) pelo menos, fora da repressão normal de qualquer ditadura, NÃO deixaram analfabetos, favelados e famintos . È só visitas os países do Leste Europeu e ver. O muro de Berlim (cidade que ficava no MEIO da Alemanha ORIENTAL) eram muito mais simbólico do que material. Representava realmente a rivalidade que se instalou depois que a URSS venceu a segunda guerra. Qualquer idiota que estudar o assunto sabe disso. O butim da URSS foi maior por razões óbvias. Os USA ficaram com a Alemanha e o Japão e tiveram que despejar centenas de bilhões de dólares para provar que o capitalismo era melhor. Hoje parece que o capitalismo também desabou. Temos muros construidos pelos USA no México, entre as Coreias, na Palestina, e centenas de Campos de Concentração pelo mundo. Esse tipo de DEMOCRACIA NENHUM DE NÓS QUER. POR ISSO REZO PARA QUE OBAMA CONSIGA SEUS INTENTOS.
Gonçalo Osório , Jundiaí-SP - contador
Enviado em 14/11/2009 às 14:54:02
Muitos dos que pretendem atacar o Waack aqui tem um problema não com o jornalista da Globo, mas com os fatos. Há um muro de boçalidade no Brasil do qual esses comentaristas são bons representantes. São iguais ao Muro da Vergonha, erguido para tapar a verdade e cercear as pessoas em seus direitos fundamentais. Esse Muro é que o Waack denunciou, inclusive na série sobre o mesmo evento no Jornal da Globo. Deve ser dificil mesmo para esses incorrigíveis perceber que vão inexoravelmente para o lixo da história, para onde foram comunistas e nazistas (parentes bem próximos, por sinal). O jornalista criticado tem uma visão de História e uma capacidade de análise que supera em muito a compreensão desses brutamontes, apaniguados da subliteratura e do subjornalismo característicos do oficialismo neste país. Lembram as mesmas hordas que apoiavam todo tipo de "líder" e patrocinador de versões prontas, verdades oficiais e frases simples para "explicar" o mundo. Quando o Waack escreve e essa gente comenta, é como se fossem atiradas pérolas aos porcos.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 13/11/2009 às 18:13:39
Não lembro que a Globo, William Waack ou Estadão tenham condenado o mais vergonhoso muro já erguido - o que separa Estados Unidos do México. Dois países com ótimo relacionamento (apesar dos EUA terem tirado metade do território mexicano no século XIX), democráticos, com enormes laços econômicos, culturais e raciais, divididos por uma cerca absolutamente sórdida. De indignação seletiva, o inferno está cheio.
Lerguino Pinto , S.Paulo-SP - jornalismo
Enviado em 13/11/2009 às 11:22:09
William Waak é o que d epior existe no telejornalismo feito pela Globo. É repugnante a forma desrespeitosa com que este rapaz trata do Lula. Faz caras, bocas e emite muxoxos. Tem uma amargura profunda quando apresenta qualquer notícia que trate de inclusão social, de cotas para negros em universidade, de aumento do valor do bolsa família, da transposição do São Francisco e, muito principalmente, quando busca desqualificar algum prêmio conquistado por Lula no exterior. Decididamente não vou com a cara do Waak e já há algum tempo mudo de canal quando ele aparece em dobradinha com seu alter ego de sias, a irritante Cristiane Pelajo. Uma dupla muito ruinzinha pra apresnetar telejornal. Ele é uma mistrua de Pedro Bial e Arnaldo Jabor. Desse cruzamento sai Waak. [ ].
evangelos christakos , brasilia-DF - arquiteto
Enviado em 13/11/2009 às 09:35:22
O articulista "esqueceu-se de mencionar os muros que também separam os israelenses dos palestinos. A ideologia embutida - mas totalmente enrustida sem coragem para expor claramente suas posições - neste "articulo" pela sua pequenez não permite lembrar destes pequenos detalhes, entre outros.
Carlos Diniz , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 12/11/2009 às 13:22:44
Seria o sujo falando do mal lavado.. "Cai na real": o comunismo faliu.. E a sua falência foi pior do que o neoliberalismo.. foi uma falência vigorosa Ou não......vide a China comunista que teve sucesso em por na prática mudanças semelhantes as que Gorbatchev havia proposto na metade dos anos 80 na União Soviética.Cuba e Coréia do norte é que não se "adaptaram". A "punjança" econômica chinesa nem por isso justifica o fato de ser uma ditadura,bem como o milagre econômico não justificava o regime ditatorial no Brasil.É uma pena que as pessoas adotam um peso e duas medidas dependendo de seu partidarismo.
Nildson Avila , Curitiba -PR - servidor
Enviado em 11/11/2009 às 21:38:21
Toda vez que relatam a queda do muro da vergonha, vêm alguém com o chavão "porque o neoliberalismo etc.. etc.." Seria o sujo falando do mal lavado.. "Cai na real": o comunismo faliu.. E a sua falência foi pior do que o neoliberalismo.. foi uma falência vigorosa.. O comunismo fugiu correndo pelas portas dos fundos da História.. Quanto ao muro entre EUA e México.. bem.. As pessoas procuram entrar no inferno capitalista, ao contrário do outro muro falido.. onde queriam sair do "paraiso" comunista..
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 11/11/2009 às 21:20:35
O muro da vergonha que ele está falando é aquele que a Globo construiu em volta de uma área pública contígua às suas instalações nas proximidades do estilingão?!
Ricardo Oliveira , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro Químico
Enviado em 11/11/2009 às 16:27:11
Ao que parece o jornalista não conhece História. O muro da vergonha separava dois regimes antagônicos. O que dizer do muro do México com os EUA, que separa pessoas dentro de um mesmo regime ? É escandaloso, vergonhoso, ao ponto do jornalista ignorá-lo. O que dizer do regime neoliberal, decrépito e ultrapassado ? O Observatório da imprensa não é o jornal da globo e a História é viva, não se pode sepultar. Caiu o muro de Berlim, porém as barreiras aumentaram. O partido político que mais cresce na Alemanha é o Die Link, com forte raízes no antigo lado oriental. Acorde, Waff
René Amaral , Petrópolis-RJ - Artista Plástico
Enviado em 11/11/2009 às 15:27:22
Acho que eu preferia que o articulista tratasse do muro que ajuda a erigir em torno da verdade!
Sérgio Luiz do Prado , SBC-SP - professor
Enviado em 11/11/2009 às 14:00:45
Diz Waak que a queda do Muro evidenciou o fim de um "sistema de ideias esgotado, corrupto e apodrecido. Derrotado pela História. " Ele só não esclarece qual. Creio eu que ele está mencionando o cruel "socialismo real" preconizado por Stálin, que permaneceu institucionalizado mesmo após as denúncias de Kruschev. Poderia ser outra coisa??
Laércio Lucas Baryoussef , Juazeiro-BA - Estudante de Jornalismo
Enviado em 11/11/2009 às 13:34:00
"Um sistema de ideias esgotado, corrupto e apodrecido". Qualquer semalhança com o sistema neoliberal vigente não é mera coicidência.
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 11/11/2009 às 13:03:18
Alguns jornalistas promovem cotidianamente a ideologia e partidarização dos veículos a que servem,construindo um muro,sem as facilidades físicas e simbólicas para sua derrubada. A organização a que presta tão subalterna função,o articulista, , erigiu esse "muro" três anos depois,do" original", Sua longevidade e eficácia comprovam-se diáriamente ,tendo como vítimas-testemunhas ,milhões de cidadãos.
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