ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 565 - 9/2/2010
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PERGUNTA QUE NINGUÉM FEZ
Por que Ahmadinejad não vai à Argentina?

Por Alberto Dines em 24/11/2009

A turnê do presidente do Irã ao Brasil inclui duas escalas: Bolívia e Venezuela. Mahmoud Ahmadinejad já esteve com Hugo Chávez onze vezes desde 1999, sete delas em Teerã. No ano passado, conseguiu arrastar dois outros líderes bolivarianos, Evo Morales e Rafael Correa, a visitar o seu país.

Como explicar a ausência da Argentina neste circo de seduções? Essa é uma pergunta que a mídia brasileira recusou-se a fazer. O único a lembrar a questão foi o governador paulista José Serra (Folha de S.Paulo, 23/11, pág. A-3).

Os Kirchner mantêm fortíssimos laços políticos e econômicos com o caudilho Chávez, porém jamais admitiram qualquer tipo de aproximação com a sua alma-gêmea no império persa.

Na longa lista de objeções à visita de Ahmadinejad, a mídia brasileira não consegue enxergar nem incluir o justo ressentimento dos argentinos com a ação terrorista promovida pelo Irã em seu território em 18 de julho de 1994. Além da falta de solidariedade com nossos vizinhos, a omissão da nossa mídia demonstra a sua incontrolável preferência pelo óbvio ululante e o descaso por questões graves e incômodas: agentes iranianos a serviço do Hezbollah e da Guarda Revolucionária iraniana explodiram uma picape-bomba em frente ao edifício de uma organização beneficente judaica em Buenos Aires, a AMIA, matando 85 pessoas e ferindo 300. Foi o maior atentado terrorista ocorrido na América do Sul.

Falta de foco

A explosão sacudiu a Argentina, abalou a sensação de segurança que tomava conta do país e revelou de forma abrupta os resquícios da ditadura que permaneciam intactos no esquema policial. Durante os mandatos do presidente Carlos Menem as autoridades policiais e a justiça argentina conseguiram impedir o curso das investigações.

Os Kirchner foram em frente e finalmente em 2007 foi expedida uma ordem de prisão através da Interpol contra quatro altos funcionários iranianos. Um deles, Ahmad Vahidi, era o chefe da Guarda Revolucionária ao tempo do massacre de Buenos Aires. Para demonstrar o seu profundo desprezo pelos organismos internacionais e pelos direitos humanos, Mahmoud Ahmadinejad o nomeou, em agosto, para um dos principais cargos da equipe que o ajudará no segundo mandato: o ministério da Defesa.

A Argentina protestou furiosamente. Vahidi, o criminoso procurado pela Interpol, foi mantido no cargo. Quem o acoberta foi recebido em Brasília com honras de chefe de Estado.

Todos os crimes cometidos por Ahmadinejad foram e estão sendo cometidos no Irã. O massacre da AMIA ocorreu na América do Sul. Nossa mídia que nunca foi muito sensível à história parece que também não dá muita bola para a geografia.

Comentários (53)
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lian aragão , Fortaleza-CE - publicitário
Enviado em 29/12/2009 às 13:10:47
Comentário pessoal esse do Alberto Dines,principalmente quando fala sobre crimes de Ahamadinejad.Alberto.Nenhum poder sutenta-se sem a frorça.A ditadura democrática bipartidária do EUA,tem as mãos encharcadas de angue dos índios;negros;japoneses;vietnamitas;muçulmanos;latino americanos e de todos que oponham a ferocidade de seu poder.A mídia que voce nos oferece não tem carater jornalistíco,e sim político,bem ao estilo EUA.O Irã não é árabe,é persa(historico) ariano e não medirá esforços para evitar que o sionismo via UE o destrua.O progrma nuclear não será interrrompido mesmo em vias de guerra.O mundo não suporta mais a miséria financeira e intelectual.O povo tem fome e uma fera tem que saciar sua vontade.Extrairam a dignidade das pessoas e as transformaram em asassinos habituais.Sem escola,saúde e valores morais,são zumbis da mídia tirana e seus programas pornográficos e banais.A sociedade civil está fracionada,sem rumo,bem da maneira que o sistema deseja.O medo é uma arma do regime capitalista.A democracia é uma farsa e os bons "ditadores "precisam retornar.A Cleptocracia é cultural no Ocidente.Estamos prestes a um confronto,onde os blocos se definirão.O que fizeram em HOnduras,estão aptos a fazerem e qualque país.Quando a vitória não sorrir à burguesia,a força bruta investe em nome da chamada Democracia.Por isso desejo ao Irã muita força,lá não é a Índia dos ingleses
CLEVER MENDES DE OLIVEIRA , Belo Horizonte-MG - Funcionário Público
Enviado em 1/12/2009 às 14:24:05
Alberto Dines, Mahmoud Ahmadinejad não foi à Argentina. A mídia não noticiou sobre isso. Também não noticiou que ele não foi ao Chile. Nem noticiou quão católico é o Chile. A mídia também não noticiou qual foi o lema da democracia cristá alemã na campanha para o parlamento europeu, salvo o José Luís Fiori em artigo publicado no Valor Econômico de 17/06/2009 e intitulado "Entre Berlim e o Vaticano". Reproduzo em letras maiúsulas o lema: "POR DEUS E CONTRA A TURQUIA". E será que a mídia já fez um levantamento sobre os muçulmanos ganhadores de Prêmio Nobel da Paz ou de Literatura? E a que conclusão chegou? Há muçulmano lutando contra outras religiões que tenha ganhado alguma vez um prêmio Nobel, como há o oposto como é o caso de José Ramos-Horta - Prêmio Nobel da Paz de 1996 pelo trabalho conducente a a uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste? E a mídia procurou ver alguma relação entre o fato de Barack Obama ser filho de muculmano que adotou a religião cristã da mãe como uma provável razão para ele ter ganhado o Premio Nobel da Paz de 2009? Como diz você "Nossa mídia que nunca foi muito sensível à história parece que também não dá muita bola para a geografia" e acrescento, nem para a religião. Clever Mendes de Olivera BH, 01/12/2009
Jonas Aguiar , Rio Grande-RS - Bancário
Enviado em 30/11/2009 às 19:42:49
Alguns comentaristas se referiram ao presidentedo Irã como criminoso, apoiador do terrorismo ou a pessoa que nega o direito de existência de Israel. Afinal, qual ato prático do sr. Ahmadinejad fez, até hoje, contra a existência de Israel. Cercou Israel com muros? Tomou-lhe a metade de Jerusalem? Construiu assentamentos em seus territórios e desviou o curso de seus rios para roubar-lhe sua água? Usa mísseis e tanques contra pedras e paus? Quem são os verdadeiros terroristas do oriente médio? Quais são os dois únicos verdadeiros estados terroristas do planeta? Será que voces estão realmente observando os acontecimentos do mundo atual?
Juan Carlos  Bosco , Olinda-PE - Aposentado
Enviado em 29/11/2009 às 13:08:14
É verdade caro amigo Dines, eu sou argentino moro aqui no Brasil a 38 anos, sou mas brasileiro que argentino, mas amo minha terra. Tenho observado esses descasos com as noticias historias, como o atentado a AMIA e com Menen no poder, tudo mundo sabia que nada ia acontecer com as investigações, porque ele ganho por isso. Mas a memória da imprensa as vezes é como a memória do povo, infelizmente.
Moacir Moreira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 29/11/2009 às 12:37:16
Os líderes de Israel e da Autoridade Palestina vieram ao Brasil apenas passear e bater papo, enquanto Ahmadinejahd veio fazer grandes negócios. O que é mais importante?
Ana Maria  Sales , parnamirim-RN - professora
Enviado em 29/11/2009 às 00:06:47
Essa história é a mais torta que eu vi em minha longa vida. Afinal, o que queriam os iranianos explodindo uma bomba na Argentina? Sempre achei e continuo achando muito doida essa conversa. Não tem nexo, nem responde com lógica à célebre pergunta de todo investigador frente a um crime: a quem interessa o crime? Dines, eu era leitora e divulgadora fiel do OI. Deixei por causa da sua evidente e rancorosa parcialidade política. Hoje voltei para rever os meus antigos "amigos". Desisto. Tchau.
Allan Campos , Santa Maria do Salto-MG - Jornalista
Enviado em 28/11/2009 às 18:40:01
Dizer que a Argentina não tem importância é um absurdo. Mas Lula está mais preocupado com a economia, do que com os bons antecedentes do Presidente do Irã. É o sistema capitalista falando mais alto e os princípios éticos seguem jogados na lama.
Antonio José Di Tulio Abreu Abreu , Salvador-BA - aposentado
Enviado em 28/11/2009 às 16:17:59
Porque a Argentina nada representa na géopolítica mundial, enquanto o Brasil está no centro da política internacional, por mérito pessoal do presidente Lula
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 27/11/2009 às 16:59:12
O companheiro Figueiredo também vendeu muito automóvel ao Iraque!. Saddan Hussein se convidou para vir ao Brasil?. Observação: Dizem que o próprio Ahmadinejad se convidou para vir ao Brasil!. Isso quer dizer que o Lula é um compulsório anfitrião?. Nota. Mas, quem recepciona e hospeda o presidente de Israel também pode recepcionar e hospedar o presidente do Irã!. Faz parte da pragmática glo.ba.li.za.ção!. Da globalização comercial!. PS. Saiba o companheiro Lula que as Forças Armadas brasileiras o desobedecerá caso o Irã mendigar soldados para a guerra contra os Estados Unidos da América!. Rarará!.
eduardo lettieri , sp-SP - free
Enviado em 26/11/2009 às 17:53:59
Que tal perguntar para um argentino?
José Paulo Badaró , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 26/11/2009 às 14:57:49
Existem mais de 30 mil judeus no Irã, convivendo pacificamente com muçulmanos xiitas, valendo lembrar que apesar disso a expressão “xiita” virou sinônimo de extremismo ou de terrorismo no ocidente. Não existe sequer a vigésima parte disso de muçulmanos (xiitas ou sunitas) em Israel, sendo certo que, como sinônimo de convivência pacífica, os judeus isolam os palestinos através de um muro, tal qual existia na Berlim de antanho. No entanto, quem lê os comentários da imprensa acostumada a lamber as botas dos norte-americanos, que por sua vez é subserviente aos interesses dos judeus milionários que dirigem, de fato, aquele país, evidentemente enxerga o mundo do jeito que o autor do artigo enxerga; aceita mansa e pacificamente a instalação de bases militares americanas na Colômbia, endossa o golpe de estado em Honduras e, claro, odeia o Hugo Chavez, sem se preocupar com o que efetivamente ele fez de errado. Esse é o mundo atual, onde a geração do pós-guerra aprendeu a dizer sim para o imperialismo norte-americano, pouco importando se exterminaram duas cidades, repletas de velhos, crianças, mulheres, com duas covardes e insólitas bombas atômicas. Mas, o cinema norte-americano, a coca-cola, o rock, e principalmente a inveja do american way of life conseguiram enganar muita gente, mas não o mundo inteiro.
João Humberto  Venturini , Piracicaba -SP - Biólogo
Enviado em 26/11/2009 às 00:58:29
Para com isso Dines!! O Kadafi da Líbia tb cometeu atentados terroristas e era considerado extremamente perigoso. Hj, depois de ele permitir empresas ingleses de atuarem no refino do petróleo do seu país, foi perdoado e recebido tb com honras de chefe de estado na Inglaterra. A imprensa tb não disse nada sobre isso. Lula recebeu o presidente israelense, onde o seu primeiro-ministro é um racista q prega a deportação de todos os árabes de Israel e a implantação do projeto Grande Israel. Tb não vi nada na mídia sobre isso. É o peso e medidas diferentes usados pela mídia e por esse OI.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 25/11/2009 às 23:57:25
Muito me espanta a cara de pau de brasileiras ( de brasileiros, nem tanto ), acerca das condições da mulher no Irã. Como se aqui fosse muito diferente, somos todas obrigadas a medidas e formas e fingimos que não vemos isso. Sim, estamos OBRIGADAS, a essas medidas eformas sob a falsa alegação de saúde, cumprimos todas as metas pq temos nedo do ostracismo, maspreferimos fingir que nada disso existe. Ainda nos achamos com autoridade de dar conselhos e criticar a violência contra a mulher em outros sítios. Não conseguimos nos impor como pessoas aqui, e fingimos já ter galgado muitos degraus. Ficamos horrorizadas, hipócritamente, com a situação de outras mulheres pq essa é uma boa maneira de não enxergarmos a nossa burka, isso nos conforta e nos faz sentir livres. A diferença entre os gays e mulheres do OM é que eles SABEM do que se trata e nós, fingimos que somos livres aceitando padrões impostos. Aceitamos migalhas e nos julgamos democratas e pior ainda, nos achamos capazes de julgar quem está muito acima de nós, na medida em que vive de acordo com o que é dentro das possibilidades estabelecidas, aqui nós seremos o limite estabelecido pela possibilidade. Muito triste.
edson sanches , são paulo-SP - téc. adm.
Enviado em 25/11/2009 às 21:05:06
Muito pertinente e feliz a contextualização do sr. Leni Araújo. Para conseguir a paz de modo mais duradouro terá que abandonar velhos rancores, ódios e ressentimentos. Sendo assim, o Lula está mais do que certo em procurar mediar através dos seus protagonistas. Como já disse o presidente, é fácil manter o Irã isolado, o difícil seja construir os caminhos da paz. Os rescaldos do pós-Bushismo ainda permanecem. O texto do sr. Dines só confirma o lado mais fácil através de estigmas. Não podemos esquecer que quem escreve tenha origem judaica (oh, subjetivismo...), mas se tratando do Dines ele poderia ser mais corajoso, e não foi. Repetiu os velhos chavões, as velhas retóricas e ficou no muro observando (desculpem o trocadilho)
Roberto Figueira , Taubaté-SP - Autônomo
Enviado em 25/11/2009 às 20:28:21
Penso que o Brasil recebe quem ele quiser. Mas isso tem um preço. Vaga no Conselho de Segurança, por exemplo, agora acho que podem esquecer. O governo Lulla, ao se render ao pragmatismo, pratica um jogo arriscado. Que pode custar muito caro ao país.
Hélio  Santos , Cuiabá-Mt - Historiador
Enviado em 25/11/2009 às 19:56:57
Pelos comentários inseridos, percebe-se que felizmente ainda há vida inteligente, mas fora da imprensa! Pois o sr. Dines há tempos não pode mais ser considerado um observador da imprensa. Sua postura atual nada mais é de juntar coro aos consensos da grande imprensa. Infelizmente, o que me parecia ser uma pessoa sóbria e com um mínimo de partidarismo, acabou se revelando mais um indecente, como tantos outros que infestam as vejas, globos, record s na imprensa brasileira.
Antonio  Fonte Filho , Sorriso-Mt - Pastor Protestante
Enviado em 25/11/2009 às 19:44:00
Um absurdo, recepcionarem um patrocinador de terroristas, que nega a Israel seu direito de existir. Só podia ser mais um desastre da política externa Lulista. Genocídios são sempre condenáveis. Certas pessoas confundem as coisas, dentre as razões porque o Israel e os Palestinos não fazem um acordo está na rigidez dos Palestinos, que só querem um Estado se Jerusalém for totalmente deles. Elie Wiezel falou, "Israel sem Jerusalém, não exisitiria". Os Palestinos deveriam se inspirar em Michael Collins fundador da República da Irlanda, e ceder nesse ponto. Por outro lado assentamentos Judeus na Cisjordânia e Gaza estão errados! Espero que haja a criação do Estado Palestino, e que coexistam pacificamente. Fora Ahmadinejad!! Nesse ponto nossos hermanos têm razão.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 25/11/2009 às 18:36:21
Quantas vezes o persa o xá Reza Pahlevi foi convidado pela ditadura militar de direita a visitar o Brasil?. Pô, os mesmos companheiros que criticavam o tal xá no são os mesmos companheiros que bajulam o tal Ahmadinejad!. O tal xá era ditador sem voto e o tal Ahmadinejad é ditador com voto!. É essa diferença que justifica a companheirada bajular o tal Ahmadinejad?. Observação: Ainda bem que (ainda) não temos um aiatolulalá, mas, que a companheirada gostaria de tê-lo não há dúvida!. PS. A "luta" para a derrubada do tal xá Reza Pahlevi era para instaurar uma democracia!. Que é de a tal "democracia"?!.
almir  Mauad , Belo Horizonte-MG - Advogado
Enviado em 25/11/2009 às 08:03:40
Sr. Dines, com o devido respeito a sua posição, penso que já está suficientemente maduro experiente para fazer considerações descontextualizada, tisnando de máula um momento diplomatico. O Brasil demonstra sua independência ao receber no seu território livre e soberano o chefe de governo que lhe convier. Somos um pais laico e repudiamos qualquer tipo de discriminação, Não foi recebido com honras de Estado o 1ª Ministro de Israel?
Lenin Araujo , Guaraci-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 25/11/2009 às 07:46:14
Menachem Begin (Brest-Litovsk, 16 de Agosto de 1913 — Jerusalém, 9 de Março de 1992) tornou-se o sexto primeiro-ministro de Israel em Maio de 1977. Ele negociou os Acordos de Camp David com o presidente do Egipto Muhammad Anwar al-Sadat, pelo qual ambos receberam o Prémio Nobel da Paz em 1978. Notas biográficas Em 1939 ele tornou-se líder da organização sionista Betar. Em 1940-1941 foi prisioneiro da União Soviética, sendo libertado em 1941 após o Acordo Sikorski-Mayski para, em seguida, juntar-se ao Exército de Anders polaco. Não oficialmente libertado desse exército juntamente com outros soldados judaicos, em 1942 ele aderiu ao Irgun (também conhecido como Etzel) e em 1947 assumiu a liderança. Ele foi responsável pelo atentado à bomba do hotel King David em Jerusalém, na altura a central administrativa e militar dos britânicos no Mandato Britânico da Palestina, um atentado que fez 91 mortos. Em 1948 ele esteve envolvido no transporte de armas para Israel, para o Irgun, o que acabou no afundamento do navio Altalena, ordenado por David Ben-Gurion. Após a fundação do estado de Israel em 1948, Begin fundou o partido político Herut (que mais tarde se tornaria o partido dominante na coligação Likud). Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Menachem_Begin
Pablo Souza , Cambé-PR - jornalista
Enviado em 25/11/2009 às 03:19:18
"A Arábia Saudita é uma monarquia absolutista que se mantém num sistema feudal. Não existem partidos políticos nem eleições. Os tribunais sauditas impõem penas corporais, como a amputação das mãos ou dos pés em caso de roubo, ou o açoite por realizar práticas sodomitas ou delitos menores. O número de chibatadas pode ser de várias dezenas até milhares. Em 2002 a ONU condenou essas práticas, mas a Arábia Saudita respondeu que isso forma parte “de suas tradições” e que não aceita interferências externas. Existe uma polícia religiosa que vigia os bons costumes e o modo de vestir das mulheres e muitas instituições, desde escolas até ministérios, e existe segregação em função do sexo. A sodomia é um delito e pode levar até à pena de morte." Perto da Arábia Saudita o Irä chega a parecer moderno. Mas quem vai fazer piquete e protestar quando o Brasil receber o rei saudita despótico?
Pablo Souza , Cambé-PR - jornalista
Enviado em 25/11/2009 às 03:04:42
Pra você ver... Nos outros países do Oriente Médio ainda é pior que no Irä. No Irä as mulheres podem estudar até a faculdade (em tantos outros países islâmicos, nem no ensino básico). No Irä há eleiçöes (fraude houve até na eleiçäo de George Bush), na maioria dos países árabes governa uma única familia, tantas delas despóticas. É sempre bom ler bem antes de reagir. "Um dos países mais avançados da regiäo..." Da regiäo. De todas as inúmeras e inacabáveis guerras do Oriente Médio, o Irä só esteve envolvido em uma - justamente a guerra em que se defendeu da agressäo iraquiana. O governo do Irä é autoritário, é repressor, tem um monte de defeitos. Mas está muito longe de ser o pior. Na Arábia Saudita as mulheres näo estudam como no Irä, näo há eleiçöes, a homossexualidad também é crime, cortam a mäo de ladröes. E a gente näo vê ninguém dando chilique quando se recebe o rei da Arábia Saudita. Essa indignaçäo seletiva é um problema a ser estudado.
Saulo Coelho Augusto , Fortaleza-CE - EStudante
Enviado em 25/11/2009 às 01:48:10
Dines, o Ahmadinejad, como todos sabem, não é flor que se cheire, porém também não o são Bush, Belusconi, Sharon, dentre outros. Portanto, se a imprensa o repúdia deveria também repudiar os demais.
Roberto Figueiredo , Sao Paulo-SP - Aposentado
Enviado em 25/11/2009 às 01:14:47
O maluco presidente iraniano não cometeu crime algum. Ele não é tão poderoso assim. Quem cometeu (e comete) é seu generoso governo, que acaba de condenar à morte cinco ativistas que não aceitam tamanha opressão, assim como a estudante Neda, assassinada durante o massacre pós-eleição fraudulenta. Mas para Lula, cujo grande herói é um tal déspota cubano, o vampiro persa é apenas um "companheiro das terras distantes".
Alvan Farias , Salvador-BA - Téc, Mecânica
Enviado em 24/11/2009 às 23:30:45
Nenhuma palavra sobre o refúgio de Nazistas na Argentina? Foram vários... inclusive teve até uma caso recente de uma padre que tb negava o Holocausto.... É claro que o atentado terrorista foi muito cruel e os Argentinos estão ressentidos, mas pq vc não cita que há apoio de vários Árabes, incluindo saudistas ricos, que financiam esses grupos? Não quero justificar o terrorismo deles, mas estão lutando da única forma que podem contra um inimigo (guerra dos 6 dias, lembra?) poderoso e que ainda é apoiado por uma grande potência. Dines, vc tá ficando cada vez pior... Antes até dava para ler um artigo ou outro, + tô vendo que sua adesão ao “PIG” está completa. Um conselho: Para não continuar a passar por ridículo, volte a fazer a critica somente da imprensa, cumprindo o seu papel de observador, sem ficar emitindo opiniões tendenciosas. Como observador, para ter credibilidade, vc deveria ser imparcial.
Jose de Almeida Bispo , Itabaiana-SE - Publicitario e radialista
Enviado em 24/11/2009 às 23:13:02
Mas, pra que serve Dines, se não para do alto de sua sapiência lembrar dos detalhes que meninada deixa passar em branco? E cumprir seu papel - com toda a autoridade possível - de linha auxiliar ao PIG? Taí, já tinha um monte de gente esquecida dessa barbaridade persa em vingança às inúmeras barbaridades sionistas que o PIG nunca viu e Dines também.
Amir Sadeki , São Paulo-SP - Comerciante
Enviado em 24/11/2009 às 23:11:36
"O Irä é um dos países mais avançados e com mais liberdade interna (por incrível que pareça) daquela regiäo". O Observatório da Imprensa não é lugar para piadas. O autor desse diatribe mora em Marte? Visitei Teerã em 2005. Andando por uma das avenidas da capital, de repente para um carro da polícia. Descem policiais fortemente armados. Pensei tratar-se de um assalto. Mas não! Os policiais chamam a atenção e levam uma jovem por estar mostrando os cabelos! Os cabelos! Elas vestida com o chador - o traje todo preto que as mulheres são obrigadas a usar. Mas só porque estava deixando aparecer mechas do cabelo foi presa pela polícia! Esse país só pode ser avançado na repressão. Se é que isso é avanço. Uma nação que executa menores de idade homossexuais, apóia o terrorismo e mantêm as mulheres em regime de servidão não é avançado coisa nenhuma. Só na mente doentia de alguns.
Luiz Fernando Mendes de Santana , Rio de Janeiro-RJ - Eng. Mecânico
Enviado em 24/11/2009 às 22:47:33
Por que este Observatório e este observador não observam a omissão de 18 anos da Grande Imprensa? Perguntas: O que a Grande Imprensa ganhou para ocultar o filho de um presidente com uma jornalista se em 1989 esta mesma Grande Imprensa foi capaz de produzir editoriais como "O Direito de Saber" defendendo que o público deveria saber tudo sobre candidatos a cargos eletivos? Por que mesmo depois de revelado na Grande Imprensa o fato em questão o Observatório não observou? Quais jornais repercutiram a matéria (O Globo não disse nada)? Isto é correto? Este Observatório está realmente observando a Imprensa?
HERBERT BRUGGEMANN , BRASILIA-DF - Aposentado
Enviado em 24/11/2009 às 22:40:45
O genocídio que Israel pratica contra os palestinos não merece uma linha do Dines. Lamentável. Concordo em tudo com o Pablo, que comentou o texto do Dines.
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 24/11/2009 às 22:13:47
Sei...sei... ->> “... algumas horas depois da decisão de Ariel Sharon, na manhã de 15 de setembro de 1982, de mandar os SOLDADOS ISRAELENSES entrarem em Beirute Ocidental para liquidar os “ninhos de terroristas”, uma unidade de comandos, TAMBÉM ISRAELENSE, penetraram nos campos de Sabra e Chatila. A unidade, chamada Sayyeret Matkal, teria uma lista de cento e vinte nomes de militantes palestinos e seus endereços. Os soldados israelenses “se deslocaram rapidamente, em silêncio, seguindo itinerários que pareciam conhecer perfeitamente, e se dirigiram, com precisão, a casas determinadas. Sem hesitação, forçaram as portas e, por intermédio de um tradutor falando um árabe com sotaque não-libanês, davam um nome aos moradores aterrorizados. Logo que se apresentava, a pessoa chamada era instada a sair e era friamente abatida com um tiro na nuca”. Essa UNIDADE ESPECIAL ISRAELENSE, a mesma encarregada das liquidações nos territórios palestinos ocupados, teria abatido 63 palestinos. “Todos, advogados, médicos, professores e mesmo enfermeiras, ao ser anunciada a ofensiva, comunicaram às pessoas de suas relações a decisão de permanecer no local, persuadidos de que sua condição de não-combatentes os colocaria acima do conflito.” - http://diplo.uol.com.br/2002-09,a426
Dante caleffi , rio de janeiro-RJ - publicitário
Enviado em 24/11/2009 às 22:11:22
O atentado da AMIA,pela logística envolvida,, a participação dos terroristas de Videla e generais genocidas, é mais do que certo. Acusam também , Menem, por ter permitido,mediante substancial depósito em paraíso fiscal, a execução do atentado e permitir o embaralhamento das investigações. Quanto ao Irã,basta olhar no mapa e ver que país, verdadeiramente ,se encontra vulnerável e cercado por inimigos...
Pablo Souza , Cambé-PR - jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 21:34:30
O Irä é um dos países mais avançados e com mais liberdade interna (por incrível que pareça) daquela regiäo. Há eleiçöes e até uma dose tolerada de oposiçäo. Sode ser pouco sob o ponto de vista do chamado modelo de "democracia ocidental". Mas a obsessäo com o Irä näo é o autoritarismo do regime (que de fato é autoritário). Existem dezenas de governos mais sanguinários e brutais, e os críticos passam batidos. O grande pecado do Ahmadinejad é seu discurso virulento contra Israel. Os ocidentais toleram assassinos, genocidas. Mas discursar contra Israel (e näo passa de um discurso) transforma o sujeito no novo Hitler. Se o Irä fosse um regime anti-semita, näo abrigaria a maior colônia judaica do Oriente Médio. Israel e EUA querem derrubar o regime iraniano e estäo 24h por dia agindo para isso. É ingênuo ou cínico imaginar que Ahmadinejad vai ficar de braços cruzados esperando que isso aconteça. Alguém acha que ele quer terminar como Saddam Hussein? O jogo retórico e as fanfarronías do presidente do Irä säo para o público interno, e uma maneira de saobrevivência política. Se o "ocidente" näo diminuir a pressäo e o jogo bruto, näo deixará outra alternativa para Ahmadinejad. Mas é improvável que ele tome medidas de guerra. O Irä pós-revoluçäo nunca atacou nenhum país. A guerra Irä-Iraque foi iniciada pelos iraquianos (apoiados e instigados pelos EUA, que já queriam derrubar o regime).
Ezequiel Mizrahi , Eunápolis-BA - Engenheiro
Enviado em 24/11/2009 às 20:59:28
A bem da verdade, o masacre de Sabra e Shatila, entre 16 e 18 de setembro de 1982, FOI EXECUTADO POR milícias libanesas, compostas em grande maioria por cristãos, mas tendo a participação de xiitas. O Exercito de Defesa de Israel não teve participação alguma neste ato FRATICIDA.
haroldo aquilles andrade , queimadas-BA - jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 20:40:10
Jamais li tanta sandice do jornalista Dines. Como judeu o perdoo por dizer tantas asneiras. Mas não o perdoo por esquecer seu Estado terrorista assassino de crianças, mulheres e idosos e pelo maior holocausto após a segunda grande guerra. Falar do presidente do Irã sem contextualizar (por exemplo, dizer que Lula recebeu o presidente da Autoridade Palestina e o de Isarel) mostra o desprezo pelo bom jornalismo pelo simples afã de defender Israel. Sim, porque esta não é uma crítica ao Irã, mas, sim uma defesa dos terroristas de israel. Lamentável, Dines.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 24/11/2009 às 19:36:09
Quais os crimes cometidos por Mahmoud Ahmadinejad?
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 24/11/2009 às 19:11:39
Até onde consta o Shimon Peres também veio aqui e não deu uma passadinha básica na Argentina, o que seria absolutamente natural dada a imensa colônia judaica no país vizinho. Vitimas de terrorismo ou de morte violenta merecem ser lamentadas sempre, sejam as 85 em Buenos Aires, sejam as mais de 3.000 (três mil) de Sabra e Chatila chacinadas pelo exército terrorista israelense.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitario
Enviado em 24/11/2009 às 19:09:49
O Dines deixou de ser observador faz tempo. E pelas certezas que demonstra, sobre o atentado na Argentina, deixou de ser jornalista também. Só o Dines tem certeza que o tal Vahidi cometeu o tal massacre. E o artigo não quer fazer uma pergunta, quer destilar as "certezas" e preconceitos do autor. Seguindo sua linha, o autor deve ter certeza de que as eleições no Irã foram fraudulentas, que a revolução cansei de lá foi massacrada... aguardem para ouvir novas certezas do ex-jornalista e ex-observador.
Alexandre Sodré , Rio de Janeiro-RJ - Administrador
Enviado em 24/11/2009 às 18:27:10
Parece que no país do "nunca antes" de nosso Guia, é mais importante aparecer na foto. Se bem ou mal, não importa...... o importante é aparecer na mídia mundial. Por mais que os defensores reclamem, o Irã é um país gerido por um regime ditatorial, não pelas armas, mas pela pior delas.....a FÉ !!!!!
Tereza  Ramos , Rio-RJ - geóloga
Enviado em 24/11/2009 às 17:37:33
Porque não temnegócios a realizar. Também não vai ao Peru,a Colô mbia, ao Uruguai, ao Paraguai, à Guiana ...
Silvio Zaleski , Joinville-SC - Comercial
Enviado em 24/11/2009 às 17:27:35
O Brasil vende anualmente para o Irã U$ 1,4 bi e compra apenas U$ 14 mi , e pretende vender muito mais. Além da opinião pública argentina ter um motivo convincente para não aceitar Ahmadinejad em sua terras, quanto vende a Argentina para o Irã? Quer explicação mais plausível que esta? Serra faria diferente na Presidência? Serra só deu essa declaração, porque viu uma oportunidade de "marcar pontos" junto ao eleitorado. Que convenhamos, não está nem aí pro presidente Ahmadinejad, não sabe o seu nome e a maioria sequer sabe qual continente fica o Irã. O Brasil foi criticado na mídia internacional por receber um "ditador" que não respeita os direitos humanos? E a China? Não acredito que Barack Obama desconheça o regime chinês, tampouco que esqueceu o Massacre da Paz Celestial, o Tibet e a censura na Internet? Fazer acordos com um país que mais condena pessoas a pena de morte (e manda conta pra família do executado). No entanto, estava de saçaricos com Hu Jintao faz poucos dias atrás. É como diz o popular adágio: "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".
Ruy  Acquaviva Carrano Junior , São Paulo-SP - analista de sistemas
Enviado em 24/11/2009 às 16:53:23
Este artigo está exaltando a intolerância e a falta de diálogo entre as nações. É tosco, poderia ser escrito pelo próprio Bush. O Sr. Dines está incitando o preconceito, o ódio e a intolerância em detrimento do diálogo pacifico. É lamentável.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 24/11/2009 às 16:28:34
Pô, esse tal Ahmadinejad não foi à Argentina porque não foi convidado, né!. O companheiro persa veio ao Brasil porque foi convidado, né!. PS. E se o (presidente!) iraniano negar a retirância [o "sofrimento"] do companheiro Lula?.
calypso thereza  escobar velloso , rio de janeiro-RJ - nenhuma
Enviado em 24/11/2009 às 15:08:04
fora os padrões normais,tem q.arriscar,se sua pretensão é ser populista,ora,deixemos as clínicas suspeitas ou insuspeitas e andemos na fila p/ver o q.acontece.Vamos viver de passado a todo momento,queremos coisas q.ativem o instante;estóricamente o q.causou dissonância em atitudes,hoje pode indicar um mapeamento estruturado e bem operacional,o medo inclue uma parada,grata.
Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 24/11/2009 às 14:53:32
Boa pergunta. Diria mais ainda. Seria a pergunta que não quer calar. Será porque a comunidade judia da Argentina, sendo uma das maiores da América do Sul, havia preparado uma recepção digna do Presidente do Irã? Ou será que a imprensa nativa de um modo geral, pouco se importou com os showmícios levados a efeito quando da visita? A histeria foi enorme, e em minhas poucas visitas aos telejornais, pude perceber que os entrevistados presentes nos protestos, só eram judeus, gays, negros, tudo aliás muito de acordo! Porque não ouvir o outro lado também? Só para refletir: Quando da visita de Shimom Peres, não ví sequer nehuma histéria! E a mídia? " Os jornais do mundo todo noticiaram o perigo que o Brasil incorre, na comunidade das nações, em receber O Presidente Ahmadinejad"! À frente o El País, que maravilha! Quem será o dono deste jornaleco? Realmente, foi decepcionante, ele não ter ido à Argentina! Será que os agentes dele não descobriram algum incoveniente caso fizesse a visita? Com a palavra, os órgãos de segurança!
caco lima , rio-RJ - jornalista
Enviado em 24/11/2009 às 14:18:39
Não dá pra defender nem ahmadinejad nem os nazistas abrigados pela argentina. Considero que o evento de 1994, deveria ser mais discutido e trazido ao debate nas midias. Por outro lado continua importante a polemica positiva a polarização israel e seus asseclas e por outro lado o braço do terrorismo usando os armazendiarmas...ou.."armadinejadis"
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 24/11/2009 às 14:13:11
Até onde eu sei, ainda não existe confirmação sobre a autoria do atentado na Argentina. De qq forma, não seria esse um motivo para Lla não receber Ahmadinejad ou, melhor, se esse motivo fosse bom, teria sido bom tb para não receer os outros dois líderes que vieram antes dele. Como não é disso que se trata, vamos ao texto; concordo com o autor que a midia que trablhou todo o achincalhe ao presidente do Irã, não teria nenhuma razão para não perguntar sobre sua não ida a Argentina, pq não perguntaram? A Globo, sionista de carteirinha, fez entrevista exclusiva com Ahmadinejad ( Willian WaacK!!!!!!!! ), era uma ótima oportunidade para a tal pergunta. Se perderam essa chance de ouro para queimar o iraniano, eles devem saber pq o fizeram.
Azarias Esaú dos Santos , São Vicente-SP - Aposentado/Rodoviário
Enviado em 24/11/2009 às 13:51:27
Muito confuso. Argentina/Irã/Israel/Mídia nativa. Solte uma idéia que meu raciocinio fareja atrás, por qualquer vereda que a mesma percorrer. Só que esta, não vou dar ao trabalho de ir além de um rápido visual.
Antonio de Farias Capistrano capistrano , Natal-RN - professor
Enviado em 24/11/2009 às 13:43:35
Na elite brasileira existe uma espantosa tendência de subserviência aos interesses norte-americana e, a grande mídia que representa essa elite é o porta-voz desse comportamento anti-Brasil. Lembro aquela famosa frase de um embaixador brasileiro nos Estados Unidos, "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Essa é uma das frases mais entreguista que eu conheço, sintetiza muito bem essa visão subserviente de parcela importante da nossa elite. Quando o presidente do Irão diz que o holocausto não foi uma criação dos mulçumanos e nem dos povos árabes é uma verdade irrefutável. Quem persegue os judeus desde muito tempo são os europeus cristãos, acusando-os de terem assassinado Jesus Cristo, quem não se lembra da Santa Inquisição. Portanto foram os europeus os protagonizadores do holocausto, inclusive com a benção da Igreja Católica e o apoio das potências capitalistas da época. Agora, Israel pode ter armas atômicas e os outros países da região não pode. Depois da violenta campanha midiática contra o Iraque, contra Saddam e as sua armas químicas e biológicas, deixei de acreditar na grande mídia, prefiro a imprensa alternativas (blogs, portais, etc). Gostei do primeiro programa do Observatório da Imprensa sobre a liberdade de imprensa na Venezuela, é outra história, é o outro lado da informação. .
carlos anselmo , Fortaleza-CE - engenheiro
Enviado em 24/11/2009 às 13:43:22
salve, dines, até hoje restam dúvidas sobre o terrível atentados contra a amia em buenos aires, basta pesquisar a mídia internacional. o jornalista, quando se trata de israel, vem a baila seu lado sionista. foi assim com a última destruição de gaza. não me surpreende seu posicioamento e ainda citando o pronunciamento do governador paulista, caro dines. porque o jornalista não cobrou do serra explicações dos inúmeros acidentes de obras sob sua responsabilidade? abçs
Cláudia Stefani , São Paulo-SP - Engenheira
Enviado em 24/11/2009 às 13:16:03
"Durante os mandatos do presidente Carlos Menem as autoridades policiais e a justiça argentina conseguiram impedir o curso das investigações." Apenas isso já oferece uma pálida ideia da sujeira que estaria por trás do evento. Por isso não sei qual a vantagem de se manter uma política de isolamento e demonização de certos países do OM quando a história mostra que isso apenas tem servido para alimentar atividades clandestinas e criminosas.
Eduardo  Alex , Vila Velha-ES - Servidor público
Enviado em 24/11/2009 às 13:15:20
Nossa imprensa não se atentou para isso talvez pelo fato de se tratar da Argentina... Sinceramente, é um aspecto dos mais importantes que deveria de sido colocado em pauta. Acho que nosso governo se equivoca em querer dialogar tão intimamente com o Irã - viram a foto de Lula agarrado ao braço do "democrático" líder iraniano? Tolerância nunca foi o forte de regimes teocráticos e continua sendo o de Ahmadinejad. Aproximar-se do líder iraniano é extremamente favorável a ele. Para nós, pode vir a ser o contrário.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 24/11/2009 às 13:01:16
Esse é o problema dessa partidarização lamentável que chama, generalizadamente, a imprensa de PIG e o governo Lula de autoritário. Nessa polarização perde-se o foco e coisas importantes de ambos os lados ficam esquecidas e as críticas corretas caem sob a pecha de perseguição. É deplorável que o Brasil tenha recebido esse senhor aqui no Brasil e com as honras de chefe de Estado. A alegação é que na democracia o diálogo é uma obrigação. A questão é que o governo iraniano nunca se dispôs ao diálogo e seu único interesse hoje e confeccionar um bloco anti-EUA, mas o problema é que esse bloco estaria sob a égide de um dos países mais autoritários do planeta e aglutinaria países extremamente populistas, já que as ações chavistas, muitas até corretas, seguem seu curso pelo rumo autoritário do presidente e não pela decisão democrática dos demais poderes e da população.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 24/11/2009 às 12:42:07
Caro Dines, o atentado à AMIA foi um ato de extrema covardia, como nunca havia sido perpetrado em território sul-americano. Só uma mente muito doente mataria tanta gente inocente que em absoluto tinha a ver com o que ocorre a 12.000 km. de distância. Logicamente, isso vale também para aqueles que explodiram o hotel King David em Jerusalém - alguns, inclusive, chegaram ao Knesset décadas mais tarde. Mas enfim, o que que eu gostaria de dizer é que a polícia argentina poderia ter conseguido alguma coisa no caso. Não quero acusar ninguém de negligência, mas não é fácil levar centenas de quilos de explosivos ao centro de Buenos Aires sem ser notado. Não deve haver ninguém na Argentina que tenha concordado com aquilo - mas aparentemente, o negócio todo foi tão bem planejado que nenhuma testemunha conseguiu contribuir de forma cabal para elucidar o crime. E isso é muito ruim, porque serve de estímulo para outros atos dessa natureza.
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