ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 566 - 1/12/2009
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COMPROMISSOS ESQUECIDOS
A imprensa aloprou

Por Alberto Dines em 1/12/2009

A Folha de S.Paulo consegue se superar a cada nova edição. Mais surpreendente do que a publicação do abjeto texto de Cesar Benjamin (sexta, 27/11), sobre o comportamento sexual do líder metalúrgico Lula da Silva quando esteve preso em 1979, foi a completa evaporação do assunto a partir do domingo (29), exceto na seção de cartas dos leitores.

Num dia o jornal chafurda na lama, dois dias depois se apresenta perante os leitores de roupa limpa e cara lavada, como se nada tivesse acontecido. E pronto para outra.

Não vai pedir desculpas? Não pretende submeter-se ao escrutínio da sociedade? Não se anima a fazer um debate em seu auditório e depois publicá-lo como faz habitualmente? E onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que as empresas de mídia prometem há tanto tempo quando se apresentam como arautos da ética? Não seria esta uma oportunidade para ensaiar algo como a britânica Press Complaints Comission (Comissão de Queixas contra a Imprensa)?

E por que se cala a Associação Nacional de Jornais? Este não é um episódio que põe em risco a credibilidade da instituição jornalística brasileira? Um vexame destas proporções não poderia servir de pretexto para retaliações futuras? Ficou claro que depois do protesto inicial ("Isto é uma loucura!"), o presidente Lula encerrará magnanimamente o episódio. A Folha, em compensação, enfiará o rabo entre as pernas.

Ninguém estrila

É bom não perder de vista o fato de que esta lambança de um jornal isolado será fatalmente estendida à mídia como instituição. E logo alimentará as inevitáveis desavenças da próxima campanha eleitoral. Isto não interessa aos que desejam preservar o resto de republicanismo desta imensa republiqueta nem àqueles que levam o jornalismo a sério e não querem vê-lo desacreditado, como acontece na Venezuela.

A verdade é que a imprensa brasileira aloprou, levou a sério sua proximidade com o show-business; a obsessão pelo espetáculo e pela "leveza" levou-a para o âmbito da ligeireza, vizinha da irresponsabilidade.

Por outro lado, o controle centralizado das redações associado ao terror de iminentes demissões em massa desestimula qualquer cautela e a mínima prudência. Ninguém estrila ou esperneia. Os jornalistas brasileiros, apesar de tão jovens, andam encurvados – de tanto dar de ombros e não importar-se.

Ano penoso

Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances.

Este 2009 foi um ano penoso para a Folha, o jornal talvez prefira esquecê-lo. Mas seus parceiros de corporação deveriam refletir sobre o perigo de atrelar uma indústria ou instituição aos faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação.

***

Em tempo: O recuo da Folha na edição de terça-feira (1/12) é ainda mais vergonhoso do que a denúncia da sexta-feira anterior. Colocar na boca do pivô do episódio que "o artigo de Benjamim é um horror" é uma manobra capciosa, covarde, para responsabilizar um articulista delirante e inocentar diretores irresponsáveis. A Nota da Redação, na seção de cartas, está atrasada quatro dias: pode satisfazer as dezenas de missivistas que se manifestaram, mas despreza os milhares que, horrorizados, leram o resto do jornal.

 

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Comentários (63)
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Edison Lozano , Curitiba-PR - economista
Enviado em 13/12/2009 às 14:16:34
Sr Angelo, o senhor está equivocado mais uma vez. Infelizmente para o sr, quem está sendo ridicularizado neste espaço é o sr mesmo, além de FHc por tabela. O reconhecimento de paternidade é obrigatório uma vez que o nome do pai tenha sido informado pela mãe, a fim de que o filho usufrua de todos direitos constantes em lei. Só na cabeça do senhor o pai não tem compromisso algum com a criança, a qual ele reconhece se quiser. Exame de paternidade é obrigatório por lei. Sua tentativa de defesa de FHc neste episódio só faz enlamear ainda mais a imagem do ex-presidente. FHc não necessita de argumentos do tipo "filho é assunto privado meu e eu reconheço se quiser" para justificar seus atos. Ele poderia - e certamente o fez - usar de argumentos bem mais honestos que esse para explicar sua decisão. Mas pensando bem, para alguém que defende o direito da Folha de caluniar impunemente um cidadão, não espanta mesmo a defesa apaixonada que fazes do direito de um pai fugir dos compromissos legais e morais para com seu filho. sds
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 7/12/2009 às 19:01:05
A Folha é mestra em não assumir seus erros editoriais. Nesse caso Cesar Benjamin (no que diz respeito a difamação de Lula como estuprador) tem sua parcela de responsabilidade já que existe uma diretoria que escolhe o que será publicado. Até hoje estamos esperando a divulgação do resultado da perícia que o jornal disse que faria naquela ficha fraudulenta sobre Dilma...
Angelo  Azevedo queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 7/12/2009 às 10:47:27
“Parece fácil, para Antonio Cicero e outros, defender essa liberdade opinativa de mão única. Mas ninguém consegue explicar por que nenhum governo jamais foi atacado de maneira tão grosseira, descarada e inescrupulosa”. Permita-me lembrar-lhe, Sr Guilherme Scalzilli , que aqui mesmo neste Observatório da Imprensa, há poucas semanas, publicou-se um texto de Leandro Fortes, no qual o autor investe de forma infamante e despudorada sobre FHC e sua família(inteire-se a respeito). Portanto, não verdade o queo senhor afirma sobre os ataques grosseiros da mídia serem dirigidos exclusivamente a Lula. O que é inexplicável , na verdade, é como o OI publica Fortes, para em seguida, criticar a publicação de Benjamim.
Guilherme Scalzilli , São Paulo-SP - Escritor
Enviado em 7/12/2009 às 02:42:12
César Benjamin é apenas um sintoma Participei do repúdio à “Ditabranda”, mas não fui ao protesto contra o artigo de César Benjamin. Acho que a celeuma lhe conferiu visibilidade desnecessária e alimentou uma ilusória vocação “polemista” da Folha. É incrível que o jornal tenha descido a esse nível de vulgaridade. Há alguns anos, seria inimaginável que qualquer veículo publicasse um texto acusando o presidente da República de querer sodomizar alguém na cadeia (tecnicamente, “atentado violento ao pudor”), apenas porque um colunista obscuro decidiu combater a popularidade do mandatário. Parece fácil, para Antonio Cicero e outros, defender essa liberdade opinativa de mão única. Mas ninguém consegue explicar por que nenhum governo jamais foi atacado de maneira tão grosseira, descarada e inescrupulosa. De erro em erro, a cada suposto “deslize” porcamente corrigido, constrói-se a metodologia difamatória que está reduzindo o jornalismo brasileiro ao achaque ideológico. A truanice de Benjamin é exemplo menor, infantil até, de uma tendência que teve episódios muito mais graves e conseqüentes. Mas ela serve como anúncio do que nos aguarda nas batalhas eleitorais vindouras.
Lica Cintra , São Paulo-SP - educadora
Enviado em 6/12/2009 às 12:14:09
O artigo de Cesar Benjamin não apresenta nenhum problema ao criticar a criação do "mito"em torno de Lula, é a opinião dele, legítima como a de qualquer pessoa. O artigo descamba para jornalismo baixaria quando claramente transforma uma piada infame em tentiva de estupro. Pela mídia nacional Lula está sendo identificado como estuprador, comedor de menino, pedófilo... Tá errado, isso é denúncismo barato e não jornalismo.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 5/12/2009 às 21:25:40
Vejamos: Tendler, que estava lá confirmou a narrativa, mas disse que era piada; Benjamin não entendeu que era piada.O terceiro presente disse que não se lembra., seu depoimento,portanto, não confirma nem nega..O suposto menino do MEP também não confirma nem nega, disse, em tom misterioso, que não fala disso e que sua religião não permite mentir.(hein!?). Aí temos como certo apenas a narrativa aconteceu. Resta saber se foi em tom de piada ou não, porque a palavra de Beijam não tem porque valer mais do que a de Tendler. A favor da versão de Tendler temos apenas o depoimento do chefe do aparato policial da época que disse que as circunstâncias não permitiam o acontecido. O problema é que, em nossas cadeias o aparato de vigilância nunca foi confiável para garantir nada. (Gloria Trevi, por exemplo, engravidou-se na cadeia).Quem diria que um dia lula ia depender dos seus carcereiros para limpar a sua barra. Nada mal para o atual aliado de Sarney e Collor.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 5/12/2009 às 19:35:28
E sobre o Climategate? Nem a imprensa tradiconla nem as alternativas deram a devida importância. O que está havendo?
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 5/12/2009 às 16:47:46
Republiqueta Lulática versus Folheta Octaviática é igual a Prejuizática Brasileirática!.
Roberto Sidnei , curitiba-PR - quimico
Enviado em 5/12/2009 às 11:46:52
Caro Dines, porisso que não creio neste democracia que esta ai, onde uns são mais cidadãos que outros. Uma vez um amigo fez uma galhofa num circulo de "cerveja", dizendo que fulano era "maconheiro" (fulano fumou maconha nos tempos de Historia na USP). Mas um "desavisado", querendo marcar ponto com a ex de fulano, deixa "vazar" a historia, deixando a impressão que fulano ainda fosse "usuário", historia esta que "vaza" na empresa onde ele trabalha... Moral da historia: a ex leva um tremendo processo por calunia e difamação e o desavisado "cara_de_tacho. "A velha máxima: aos amigos tudo, aos inimigos a lei.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitario
Enviado em 4/12/2009 às 21:15:18
Rapaz, parece a cabeça de muitas pessoas aqui está confusa. Bem, primeiro que me alinhar ao Dines nessa crítica à Folha. Resumidamente, a Folha está na lama. Segundo, parece que é comum as pessoas emitirem opinião sem se inteirarem de outras versões. Primeira, que o Lula não narrou um fato. Ele fez uma brincadeira entre homens, a qual, segundo Silvio Tendler, apenas para chocar um publicitario americano. Quando Lula esteve na cela, não ficou sozinho. Ficou acompanhado. E as pessoas que o acompanharam, todas já relataram que ele não cometeu tal ato. Até o delegado da prisão, na época, confirmou que ele não fez aquilo. Mas nem com muitas versões que apontem para fatos, eu conseguiria dirimir a confusão da cabeça e do discurso de algumas pessoas. Alguns acham que "vale-tudo", que a Folha pode publicar qualquer coisa sob o pretexto de fazer oposição. A esses, respondo: Não, não pode! O rapaz que citou o blog do Dirceu, levantou a bola muito bem. É necessária uma legislação mais rígida, que garanta o direito de resposta e responsabilização criminal por danos morais e à honra de uma pessoa, seja ela presidente ou não. O fato de ser o presidente apenas denigre o próprio Brasil... [ ]
Angelo  Azevedo queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 4/12/2009 às 21:10:31
Sr. Edison , incrível como o senhor não teme o ridículo: tenta dar lições do que não entende e ,ainda, recomenda o estudo.!! Ser matéria prevista em lei não torna assunto de ordem pública. A lei existe também, e principalmente, para regular o interesse privado. Na taxinomia do Direitos, o direito de família, como, de resto, o Direito Civil, é ramo do direito privado em oposição ao Direito público. Nas lides decorrentes do direito de família, é comum o juiz decretar o segredo de justiça, restringindo às partes e aos advogados o acesso aos autos e, nas sessões de julgamento, determina-se a retirada da audiência para proteger a intimidade e a privacidade dos indivíduos, excluindo a sociedade.. É claro que a lei pode obrigar um pai a reconhecer um filho, mas isso não faz a questão sair da esfera privada. tanto que o processo pode correr em segredo de justiça . Não passe vexame falando de coisas que não conhece, vão rir do senhor. Disse também que o fato narrado por lula é sim um crime, porque está tipificado no CP. Não posso distinguir se a confissão era uma piada e o senhor também não, porque só quem estava lá pode dizer. Benjamim não viu piada. Tendler viu. O senhor acha que a versão de Tendler é melhor. Direito seu. Mas defendo o direito da Folha de publicar a versão de Benjamim.
Edison Lozano , Curitiba-PR - economista
Enviado em 4/12/2009 às 18:53:17
Sr Angelo, pelos seu últimos comentários o sr demonstra que entende pouco de lei e, com todo respeito, menos ainda de ética. 1) O sr argumenta que o reconhecimento de paternidade é assunto de cunho particular de cada indivíduo. ERRADO. É obrigação legal, gera deveres ao responsável e o torna passível inclusive de prisão em caso de descumprimento dos mesmos. Só mesmo no mundo do sr. cabe a um pai "decidir" se reconhece ou não seu filho! 2) Se o sr. não sabe a diferença entre uma piada e uma confissão legítima, deveria se abster de defender a postura da Folha neste espaço. Desconheço um brasileiro que em toda sua vida jamais tenha feito piadas associando pessoas conhecidas a prostituição, homossexualismo ou qualquer outro tipo de libidinagem. Deve haver algum por aí, mas certamente são bem poucos. Se o sr. faz parte da minoria, que apresente uma declaração registrada em cartório com testemunho de todos seus amigos íntimos de todas as épocas referendando-a, e então terás todo o direito de julgar que a piada de Lula foi uma confissão de crime. Até lá, resigne-se a estudar um pouco mais da Direitod e Família, que já demonstrastes desconhecer por completo.
Asla Medeiros , Rio de Janeiro-RJ - professora
Enviado em 4/12/2009 às 10:14:14
Eu parei de ler a Folha... foi agota d´água!
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 3/12/2009 às 21:37:31
Rodrigo, para algumas pessoas o inverossímil sempre caminha na frente. As teorias, estas, apenas marcham atrás.
vinicius dias , rio de janeiro-RJ - Tec. em informação
Enviado em 3/12/2009 às 21:24:23
Caro Dines, a Imprensa Nacional, eu diria que os maiores veiculos em ambito nacional(tv, Radio, jornais), esta seguindo mos passos da Imprensa Venezuelana pré Chaves, ewsta se tornando um partido politico, esta virando tribunal, juiz e quem sane Deus, a Hist´ria quando se repete é como farsa
Samuel Lima , Brasília-DF - Jornalista e professor universitário
Enviado em 3/12/2009 às 19:43:58
O episódio, aqui criticado de forma serena e brilhante pelo jornalista Alberto Dines, é lamentavelmente a "ponta do iceberg". A meu juízo o baronato da mídia, do Jardim Botânico aos paulistas, já deram sinais muito claros que irão praticar a pior espécie de jornalismo: o canalha, que tem como matéria-prima não a informação, mas esse fétido elemento que permeia o texto de Benjamin. Não espere, meu caro Dines, nenhuma manifestação dos próceres da "liberdade de imprensa". Você tem razão em cobrar com veemência, faz parte da razão de existir deste OI. Contudo, depois de conduzir de maneira torpe o debate sobre a regulamentação profissional dos jornalistas e arrastar o próprio jornalismo, como espaço público democrático vital, para o suicídio (ao rifar integralmente a Lei de Imprensa e não colocar em seu lugar nenhuma norma democrática), ANJ, Folha, Estadão, Globo et caterva agoram posam de vítimas dos mais de 20 mil magistrados brasileiros que estão, todo santo dia, "ressucitando" a censura, no País. O Estadão é apenas o caso mais conhecido, mas há dezenas de outras decisões antidemocráticas e inconstitucionais, depois que Gilmar Dantas (segundo o Noblat) e sua trupe no STF pulverizaram, a pedido dos mesmos empresários da mídia, o direito de resposta. Nada do que vimos, desde 1989 (Lula x Collor) vai se comparar a baixaria de 2010, com a participação decisiva da mídia nacional.
Rodrigo  Saraceno , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 3/12/2009 às 13:08:04
Imagine a cena: andando com um amigo na rua, passa uma dama formosa. Seu amigo, em um comentário calhorda juvenil, lhe pergunta "E aí, você comia?", daí você responde "velhão, tou comendo você, de peruca loira, na lama, e não vou naquela alí?". Daí, dezessete anos depois, o primo do seu amigo, que por acaso estava acompanhando vocês, escreve para a Folha de São Paulo e diz: "fulano confessou a seu amigo que canibalizaria uma moça, e mais: confessou o desejo de seviciar o próprio amigo, em meio à sarjeta". Inverossímil, né?
Rodrigo  Saraceno , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 3/12/2009 às 13:00:25
Vou tomar muito cuidado com as piadas que fizer. Vai que um sujeito qualquer, com acesso a um "jornal" (que de jornal só tem a descrição do objeto no contrato social), 17 anos depois, escreve dizendo que eu cometi um crime. Aí eu vou ter que provar que era uma piada, afinal, se todos que estavam ao meu lado dizem que foi uma piada; se o local onde o suposto crime teria acontecido era mais devassável que uma gaiola de vidro no meio da Avenida Paulista; se a suposta vítima (assim entendida por mera especulação do jornalista que se deu ao trabalho de checar a história ou, pior, que pretendia encontrar um aloprado por holofotes, louco por seus minutos de fama) negou o acontecido; se tudo indica que era uma piada, bem, então não deve ser piada!
Gilberto M almeida , Rio de Janeiro-RJ - Téc. Informática
Enviado em 3/12/2009 às 12:37:03
É por essas e outras que sou a favor do Conselho e de uma legislação que puna exemplarmente coisas desse tipo ou daquele jornalistazinho que escreveu que o presidente era alcoólatra. Isto não é cercear a liberdade de imprensa, mas impor responsabilidades, assim como é imposto aos advogados, médicos, etc.
Miro Junior , Sao Paulo-BA - Analista
Enviado em 3/12/2009 às 12:10:21
Reproduzo texto do blog do José Dirceu sobre o assunto: "O fato, gravíssimo, só comprova a necessidade de uma legislação para que sejam garantidos os preceitos constitucionais do respeito aos direitos de resposta, imagem e preservação da honra, hoje totalmente desprotegidos. Mostra, portanto, a urgente necessidade de uma legislação que regule e fiscalize a mídia, à semelhança do que existe em todos os países democráticos. É preciso que a mídia responda civil e criminalmente por seus atos. Não pode continuar a viver na impunidade. Fora o uso e abuso que faz do seu poder de monopólio que, de fato, detem e exerce hoje, usando a liberdade de imprensa como biombo, mas com objetivos nitidamente político-partidários e eleitorais, quando não inconstitucionais e antidemocráticos."
Vinícius  Gorgulho , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 3/12/2009 às 11:19:12
Há indícios de que a Folha pagou caro pelo episódio, comercialmente segundo nota do site do Nassif: http://bit.ly/4WIALy O desequilíbrio e distorção ideológica do jornal da ditabranda é tão absurdo que eles não temem atirar no próprio pé. Aos dinossauros, os meteoros!
Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista
Enviado em 3/12/2009 às 00:32:15
Sem fazer força levanto pérolas de primeira página da atual fase boletim estudantil da FSP: 1. Em 3 meses o Brasil terá 35 milhões de pessoas infectadas pela gripe suína 2. Pesquisa do DataFolha comprovando que pelo menos 25 milhões de pessoas imaginam que tiveram algum sintoma de gripe suína 3. Publicar uma ficha da Dilma do DOPS mais falsa que nota de 150 reais e insistir que não tem como comprovar se a mesma é falsa ou verdadeira. 4. Afirmar que a Dilma planejou o seqüestro de Delfim Neto, mesmo com a insistência da fonte (um ex militante) de que a Dilma nunca participou de ações deste tipo.
Rubens Costa , São Carlos-SP - Professor
Enviado em 2/12/2009 às 21:27:49
Sr Ângelo, o que está em questão é a tentativa de um jornalista de apresentar uma troça como se fora uma confissão de um crime. Como o meu tempo é curto, dou-lhe apenas dois argumentos: 1) se fosse uma confissão, o crime teria existido de fato. Mas a suposta vítima o nega e o delegado e todos os presos dizem que é impossível que ele tenha ocorrido nas condições da prisão. Logo, fica desprovida de base lógica e material a versão de que o narrado era uma confissão; 2) uma das testemunhas do relato diz explicitamente que o contexto era de troça, desmentindo a versão de Benjamim e a outra diz que sequer lembrava-se do relato, o que significa que o dito era sem importância. O que mais que você quer que eu diga? Não sou adepto de linchamentos morais, ainda mais quando os motivos oferecidos não resistem sequer a uma análise minimamente inteligente.
Alberto  Brito Coutinho , Salvador-BA - Jornalista
Enviado em 2/12/2009 às 19:01:03
A luz vermelha está piscando faz tempo. Que esperar de um jornal que emprestou carros para transportar opositores da ditadura militar para serem subjugados em sessões de torturas, e depois publica editorial tentando minimizar um período tão tenebroso? Sinceramente, não acredito que é preciso ir mais longe, a Folha há muito se superou no aspecto falta de credibilidade. É lixo impresso.
Marcelo Silvestre , São Paulo-SP - Internauta
Enviado em 2/12/2009 às 18:56:12
Os mesmos que dizem que o Lula deveria processar o Cesar Benjamin são os mesmos que o comparariam ao Hugo Chávez. Diriam que o Lula quer calar um articulista de um jornal, que está ameaçando a liberdade de expressão, de imprensa, de expressão, a democracia... Isso é só uma armadilha. Todos sabemos o que o Cesar Benjamin e a FSP queriam: agredir a imagem do presidente, que está em alta por conta do filme. Uma agressão vil, completamente descabida. E à qual o Lula não pode se defender na justiça sem ser comparado ao Hugo Chávez. E o segundo "artigo" de Cesar Benjamin já está aí. Acho que é só o início de uma longa série de ataques. E qualquer tentativa de defesa é "censura", "chavismo".
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 2/12/2009 às 17:45:01
E numa republiqueta popularesca (e lulática) nada mais "normal" do que a [existência] da Folheta de Notícias Populares de S. Paulo (de S. Paulo, hein!). E octaviática!. Observação: Afinal, é verdadeira ou é mentirosa a "versão" (do próprio) Lula [sobre a tentativa de curro] narrada pelo "colunista folháctico" Cesar Benjamin?. PS. Há aproximadamente (5 a 7 anos) naquela contracapa final da FolhaIlustradíssima o sinecurista e abstrato conselheiro acácio, porém alcândor, pois folháctico -beneficiário da bolsa-ditadura- Carlos Heitor Cony publicou um artiguelho (croniqueta) "intitulado" (ou intitulada) "O Sodomita". Na tal "croniqueta" o tal "colunista folháctico de opiniães" da (ex)-honrosa página 2 (que alterna suas opiniães com um biógrafo e com um deputado federal) se vangloriava de ter feito "sexo anal" com uma mulher (esposa) de um militar na cidade do Rio de Janeiro. O croniqueiro Carlos Heitor Cony escreveu na "terceira pessoa", mas, me levou a crer que o tal "sodomita" era o (ex)-diretor da Manchete. E se fosse outro o tal jornalista o "desrespeito" à tal mulher (esposa) e ao tal marido militar seria o mesmo!. Ninguém reclamou no Painel do Leitor. Reclamei por carta manuscrita ao então "ombudsman" e até ontem ainda não recebi resposta. E não houve "reprovação". E o tal Carlos Heitor Cony continuou com a autofama de "garanhão"!.O garanhão do milhão de indenização!Tem mais!.
Angelo  Azevedo queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 2/12/2009 às 17:24:56
Rubens Costa , pense bem:, porque você esta invertendo a coisa toda. A cada um cabe provar o alegado, não é mesmo.? .Benjamim afirmou que lula narrou uma tentativa de assalto sexual. Isso Tendler confirma.. Então não faz sentido pedir que benjamim apresente prova do ele afirma se o que ele afirma não foi negado.. Quem alegou fato novo foi Tendler, ao dizer que sim ,houve a narrativa, mas foi em tom de brincadeira.. Então, meu caro, que tem de provar algo nessa história é Tendler e Dines , pois são eles que alegam que foi piada. Você raciocina que “se fosse dito a sério, como poderia ele (Trarso) esquecê-lo ( da narrativa)? Por outro lado, é igualmente estanho que Tendler se lembre de uma simples piada que ouviu há 15anos. A coisa não fecha por aí. Finalmente, uma correção: a suposta vítima nunca veio a publico negar a agressão. Ao contrário, ele disse que não vai falar nada porque a religião dele não lhe permite contar mentira. O que isso quer dizer?
ubiratan costa costa , são gonçalo-RJ - aposentado
Enviado em 2/12/2009 às 16:49:30
A Folha de São Paulo perdeu sua credibilidade a muito tempo ,com algumas revistas semanais .
Rubens Costa , São Carlos-SP - professor
Enviado em 2/12/2009 às 15:04:40
Qual o indicio de prova que Benjamim apresenta? Nenhum. A própria “vítima” (que aliás não era um “menino”, mas um adulto na época) nega a agressão. O Delegado e todos os presos políticos que se manifestaram negam a possibilidade de o ataque ter ocorrido nas condições da prisão. Se o fato não tinha nenhuma condição de ocorrer, a conclusão óbvia é a de que o relato só podia ser de troça. E é justamente isso o que confirma a testemunha do relato, Sílvio Tendler. A outra testemunha, Paulo de Tarso sequer se lembra do relato. Se fosse dito a sério, seria uma confissão grave. E, nesse caso, como poderia ele esquecê-lo? Em suma, Benjamim apresenta uma acusação gravíssima e não tem nada, absolutamente nada que possa sustentá-la. E a FSP vai jogando fora a sua credibilidade tentando bancar isso.
angelo azevedo Querioz , Brasília-DF - funcionário público
Enviado em 2/12/2009 às 14:12:28
Hugo Rosa , concordo com o senhor quando diz que o “fato de uma pessoa cometer um erro não apaga o erro de outros”. Mas acho que o senhor concorda que não faz sentido o Oi cobrar da Folha sem corrigir o seu próprio erro. Aliás, moralmente, por fazer a cobrança à Folha, o OI se obriga ainda mais à correção de sua postura. Por outro lado, o senhor está errado ou, no mínimo é impreciso, ao afirmar que “ reconhecer um filho tem a ver com as decisões de pessoas públicas””. Para envolver filhos e familiares que estão fora do jogo do poder é preciso estabelecer o liame concreto entre o filho e as decisões públicas tomadas em função desse filho, mesmo assim, apenas na medida do estritamente necessário. Se você acha mesmo que basta um político ter um filho fora do casamento para que a a sociedde tenha o direito devassar o caso e cobrar explicações, então você deve estar entre aqueles que acharam normal quando uma mãe foi levada para a televisão para alertar o distinto público que um certo candidato à presidência ofereceu-lhe dinheiro para abortar o rebento também havido fora do casamento.(lembra-se do caso) Espero que você já tenha percebido que o seu raciocínio só serve para justificar brutalidades e baixarias..
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 2/12/2009 às 13:27:53
É preciso ter em mente alguns pontos que são fatos e não ilações:1- Benjamim não mentiu., lula narrou mesmo.a história do assalto sexual. 2-o fato narrado por lula a) passou-se em uma cadeia pública b) caracteriza um tipo penal previsto no CPP;2) A passagem de lula por aquela carceragem obrigou a sociedade a arcar com uma indenização e pensão mensal vitalícia.. 3) o fato foi divulgado em artigo assinado. Apesar de todos esses elementos, Dienes continua a bater firme na Folha, exigindo-lhe uma injustificável autocensura, quando devia cobrar tal autocensura do OI que publicou textos abjetos sobre a vida privada de FHC.
Hugo Rosa , São Paulo-SP - Engenheiro
Enviado em 2/12/2009 às 13:20:22
O fato de uma pessoa cometer um erro, isso não apaga o erro de outros. Se erraram ambos devem corrigir seus erros perante a lei ou ética, mas isso não os impede de alertar sobre os erros dos outros. Esse tipo de pensamento que leva a atitudes como faço sabendo que é errado porque todos fazem. Ou perdoar um crime ao denunciar outro, o benefício da denuncia deveria ser separado da punição pelo crime. Desta forma não acredito que a publicação anterior impeça o OI de alertas sobre erros da imprensa e mídia. Agora sobre a atitude, não considero iguais as questões do OI de da Folha, a uma diferença de extrema importância a veracidade dos fatos descritos. Concordo que filhos fazem parte da vida particular, sendo errado envolvê-los em questões públicas. Mas, a atitude de não reconhecer um filho é da própria pessoa pública, FHC no caso, e suas atitudes são de interesse das pessoas já que as decisões de pessoas públicas afetam a muitos outros. Não li o artigo do OI, então não sei se eles passaram da linha divisória entre a atitude de FHC e a vida particular dele com o filho. Concluo apenas reforçando, lembre-se que erros não apagam erros. Um mentiroso pode dizer verdades às vezes. Para ter um melhor entendimento sempre ouço várias opiniões. E a mim parece que a Folha errou feio.
Guilherme  Rodrigues Júnior , São Vicente-SP - estudante de jornalismo
Enviado em 2/12/2009 às 12:41:57
Excelente artigo! Acho bastante difícil dissociar o jornalismo da posição política pessoal, o que se comprova pelos comentários abaixo. Vamos ser francos e sinceros: será que os que não acham que a Folha "pisou na jaca" teriam a mesma opinião se o acusado de estuprador fosse FHC, Serra ou Aécio?
Nicola Granato , Santos-SP - farmaceutico
Enviado em 2/12/2009 às 12:03:06
A mesma imundicie a folha já havia feito no episódio da falsa ficha da Dilma. O jornal está caminhando por trilhas tortuosas e, como você disse, onde está a ANJ que só se manifesta corporativamente?
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 2/12/2009 às 11:57:38
É difícil deixar morrer esse assunto - filho de FHC - por dois motivos : nossa imprensa está sempre fornecendo provas que é seletiva em relação a "assuntos da vida privada", já que parece que a vida de FHC é mais privada que a de Lula (2 a 0 ate agora). O outro motivo é imaginar que poder de coação tinha as Organizações Globo sobre um presidente casado que engravidou um de suas funcionárias. Analisando bem, não parece que esse seja simplesmente um "assunto da vida privada".
Teócrito  Abritta , Rio de Janeiro-RJ - Físico e Escritor
Enviado em 2/12/2009 às 11:25:08
Discordo radicalmente. Temos uma imprensa passiva que tolera tudo de um Presidente da República que vive fazendo grosserias a título de ser popular. Portanto "os fatos" ou "conversa de bar" como alguns preferem apenas refletem o comportamento presidencial. Agora quando todos condenam o mensalão do DEM, lá está LULA defendendo a bandalheira.
Daniel Vanucci Santana , SPO-SP - jornalista/funci público
Enviado em 2/12/2009 às 10:51:19
Dines, seu colega de Observatorio escreveu irretocável texto no sítio da Carta Maior mostrando como irresponsável e leviana foi a FSP ao conceder página inteira para um difamador contumaz e rancoroso de plantão assacar ciontra a honra do presidente Lula. O link está aqui: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16271 ---- sugiro que o OI coloque aqui junto com o seu o artigo do bom Washigto Araújo, um dos melhores textos dessa nova geração de críticos da mídia, que de certa forma se torna complementar ao seu, sempre altivo e digno.
Italo Barbosa , campo grande-MS - Professor
Enviado em 2/12/2009 às 10:40:47
A folha é um caso de procon. As observações de Dines são pertinentes, mas isto como riria o Mino até o mundo Mineral ja sabe. Comparar o caso Clinton com o "estrupro de Lula " é ridiculo. É não querer ver as diferenças entre a imprensa americana e brasileira.
Cristina Castro , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 2/12/2009 às 10:21:50
Concordo com o meu pai, que escreveu pouco antes de mim. E acho que está passando da hora de o OI publicar outras opiniões que tragam o contraditório ao assunto - até porque todos nós sabemos que César Benjamin está longe de ser um louco. Que o OI pratique a mesma pluralidade que, corretamente, cobra da imprensa. Dou três sugestões para contrapor à opinião de Dines e de Celso Lungaretti: Augusto Nunes (http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-piada-do-presidente-e-o-panetone-do-governador), Carmen Dulce (http://massote.pro.br/2009/12/sobre-cultura-e-poder-carmen-vieira) e o comentário que meu pai fez na NovaE logo no primeiro dia, e que foi confirmado pelo artigo de hoje de Benjamin (http://novae.inf.br/blog/?p=75).
José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG - Jornalista
Enviado em 2/12/2009 às 10:12:18
"A imprensa aloprou". Pode ser, mas não neste caso. Seria interessante se o OI republicasse o artigo do Benjamin publicado hoje na Folha de S. Paulo, para que os leitores conhecessem as razões do autor para tê-lo escrito. Na minha opinião, a imprensa aloprou quando, por exemplo, não publica nada que represente uma crítica ao governo Aécio Neves ou ao governo Arruda, como fazem os jornais mineiros e o Correio Braziliense. movida não pelo interesse público - como parece ser o caso aqui, quando Benjamin diz que o rei está nu - mas pelas verbas publicitárias do governo.
Paulo Sousa , Burnaby-IN - jornalista
Enviado em 2/12/2009 às 03:23:08
Eu já tinha desistido de ler este lixo em quese transformou o OI, um "espaço" completamente chapa-branca. Quer dizer que alguém que sabe tudo da história dos [ ] não pode contar uma partezinha só do que sabe? Nos EUA o presidente Clinton foi processado pelo quê, mesmo? Ah, por uma felação da estagiária. Que horror, a imprensa pubicou aquilo tudo. Ah, mas essa história do Lula é diferente, é mentira. Claro, no clima de culto à personalidade em que chafurda o Bananão não se pode falar mal de sua santidade. Afinal, ele é o filho do Brasil. Se o que Benjamin falou é mentira, Lula deve processá-lo. Se eu fosse o presidente do Palmeiras, diria que tem colunista na gaveta do governo. If you know what I mean.
Dimas Trindade , São Paulo-SP - Professor
Enviado em 2/12/2009 às 01:24:04
O problema não é a questão moral que envolve o filho de FHC. Trata-se aqui das relações do ex-presidente e a empresa de comunicação para quem a mãe trabalhava.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 2/12/2009 às 00:59:37
Resposta, aí em baixo, sobre o comentário (“O Dines descobriu o PIG!!!!!!! Só agora!”) do Giovani de Morais e Silva , Recife-PE – Engenheiro: “Nota do OI: Melhor consultar esta página. (L.E.)”. Fui lá ver “esta página”. Refere-se às 565 edições anteriores do OI. Qual a conclusão a que se chega: contra fatos o argumento é a sugestão para se ler 565 edições. Como se os leitores do OI não conhecessem os artigos do Dines. Então, tá. E eu repito o que diz o Giovani: O Dines descobriu o PIG!!!!!!! Só agora!
Angelo  Azevedo queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 1/12/2009 às 19:59:17
hei, Dines, e onde se meteram os procedimentos auto-reguladores que o Oi , ao se apresenatr como observador da imprensa, cobra das empresas de mídia . Não vai pedir desculpas pela pulblicação do texto de leandro Fortes.? Entendi.. é a velha história, pimenta nos olhos dos outros...
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 1/12/2009 às 19:56:10
Dois comentarios censurados pelo Dines. Um em cada post. E ele ainda defende o Estadão no caso da tal "censura" judicial. É por isso que eu entendo que tem alguma coisa aí por trás da "indignação" do Dines. Concordo com o comentário abaixo: só agora ele descobriu o PIG. Aí tem...
MIRO JUNIOR , Sao Paulo-SP - analista
Enviado em 1/12/2009 às 19:31:07
Está na hora dos profissionais de imprensa saírem em defesa se si próprios. Mais algum tempo e não vai sobrar mais nada. Assim como a Igreja Católica tentou violenta e inutilmente, no período da Inquisição manter para si o privilégio de interpretar a palavra, hoje não haverá mais como segurar e este esquema mídio-partidário. O que está podre tem que cair para que se possa erguer algo de bom.
Rubens Costa , São Carlos-SP - Professor
Enviado em 1/12/2009 às 18:36:34
Dines, seu post é primoroso, mas quero fazer duas observações. 1) A imprensa não aloprou, ela vem aloprando. Há pelo menos uns quatro anos começou esse processo de venezuelização da imprensa brasileira. 2) Não se trata de uma “lambança de um jornal isolado”; lambanças idênticas vemos semanalmente na Veja, em O Globo etc e são denunciadas aqui no OI. O lamentável é que esse processo está levando a uma acelerada descrença na imprensa como instituição e isso é péssimo para a democracia.
Cláudia Stefani , São Paulo-SP - Eng. civil
Enviado em 1/12/2009 às 18:04:10
Não sei não, ultimamente exigir comportamento ético da Folha é o mesmo que estar embaixo de um pé de jaca esperando que caia coco.
Giovani de Morais e Silva , Recife-PE - Engenheiro
Enviado em 1/12/2009 às 18:03:43

O Dines descobriu o PIG!!!!!!! Só agora!

Nota do OI: Melhor consultar esta página. (L.E.)

alvaro marins , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 1/12/2009 às 17:47:33
Provavelmente os donos e editores da FSP acreditam que os seus 21mil leitores gostam de ler esse tipo de coisa. Tenho cá minhas dúvidas...
Rubens Costa , São Carlos-SP - Professor
Enviado em 1/12/2009 às 16:58:37
Dines, você fala em “faniquitos juvenis de quem ainda não conseguiu assimilar os compromissos públicos de uma empresa privada de comunicação”. Se você se refere ao “Otavinho” Frias, devo-lhe lembrar que há muito tempo ele não é mais um adolescente, embora ainda se comporte como tal.
Lica Cintra , São Paulo-SP - educadora
Enviado em 1/12/2009 às 15:40:41
Cesar Benjamin transformou uma piada de mau gosto em uma tentativa de estupro, ai está a desonestidade do articulista e a pisada de bola da FOLHA ao publicar tamanha insensatez. A baixaria se alastra pela internet, Lula é chamado de pedófilo, estuprador e comedor de meninos. O estrago não tem volta e a FOLHA jogou o princípio básico de apuração das informações no lixo.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 1/12/2009 às 15:26:23
Luiz Serenini , não faça esse tipo de comentário abjeto, utilizando filhos para atingir politicamente pessoas desafetas. Isso é uma vergonha. Olha o nível.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 1/12/2009 às 15:22:58
Edison Lozano, quer dizer que “deixar de reconhecer um filho” é algo pelo que FHC deveria ter pedido desculpas à sociedade, isto é , a mim e ao senhor! Entendendo porque o senhor me acha um figura curiosa!. Preste atenção, vou tentar lançar alguma luz na sua cabeça: Filhos (de FHC e de qualquer pessoa) são uma questão de vida privada e, em princípio, nada têm a ver com questões de governo ou de estado.O uso da vida privada e do nome de familiares inocentes e alheios ao jogo do poder é uma torpeza e uma baixeza inaceitáveis. (algo semelhante aconteceu com o atual presidente, lembra-se.?). Se o senhor não concorda comigo ainda é porque o senhor desconhece os códigos da civilização e aí não adianta eu tentar explicar mais do que isso, porque que o senhor não vai conseguir entender mesmo. Cobro de Dines um mínimo de coerência. Na condição de observador da imprensa, ele se desqualificou para criticar a Folha ao publicar aqui no OI o texto de Leandro Fortes, que, aliás, não é jornalista do OI não viu, é da carta capital.
Morris Abadi , Sao Paulo-SP - Gestor de riscos
Enviado em 1/12/2009 às 15:22:39
Então tá. Toda a imprensa brasileira, sem nenhuma excessão, já fez isto, de uma forma ou de outra. Cansamos de ver a imprensa destruir reputações e vidas, e a coisa fica por isso mesmo. Ou todos se desculpam de verdade na primeira página e cria-se um instrumento efetivo de punição a irresponsabilidades, ou, como de hábito, o assunto vai ao arquivo. Aliás, assunto este virrelevante.
Luiz Serenini , Goiânia-GO - Professor
Enviado em 1/12/2009 às 14:57:25
E o silêncio ensurdecedor da grande imprensa sobre o filho de Fhc? Será que o ex-presidente ainda não liberou os editores para tratar do assunto?
Carlos N  Mendes , Satos-SP - industriário
Enviado em 1/12/2009 às 13:56:48
"Há exceções, tênues, percebidas apenas pelos especialistas, porque nossa mídia – ao contrário do que acontece nos EUA e Europa – faz questão de apresentar-se indiferenciada, uniformizada, monolítica, sem nuances." Fantástico. Quase emcionante. Esperei tanto por isso. As três melhores linhas que li de Alberto Dines. Obrigado.
Edison Lozano , Curitiba-PR - economista
Enviado em 1/12/2009 às 13:44:53
O sr Angelo é mesmo uma figura curiosa. Cobra do Dines que peça desculpas ao FHc por um jornalista ter dito a verdade neste espaço. Pior, iguala o caso à mentira da Folha. Lamentável. Sr Angelo, o sr pode não gostar do linguajar empregado, mas o jornalista do OI não falou mentira alguma sobre FHc, ao contrário do Benjamin contra o Lula. O filho de FHc era bastardo sim até mês passado, e foi desterrado sim no "bucho" (que também significa ventre no dicionário) da mãe. O sr pode tentar florear o quanto quiser, mas não mudará a realidade. O que o sr esperava, que o jornalista parabenizasse FHc por seu gesto? Deixar de reconhecer um filho por 18 anos é um erro terrível, pelo qual até hoje FHc não pediu desculpas à sociedade. E o sr Angelo quer que o OI peça desculpas a FHc por dizer a verdade sobre esse seu erro. Lamentável, sr. Angelo. Como funcionário público, o sr. deveria conhecer melhor os deveres de um representante do Estado, saber que ética não se resume a cumprir a lei, mas a respeitar padrões mínimos de decência e civilidade, coisa que FHc fez tardiamente em relação a seu filho, mas ainda não fez perante a sociedade brasileira que o considerava um exemplo a ser seguido. Quem deve desculpas é ele.
Mara C F Silva , Sp-SP - profissão
Enviado em 1/12/2009 às 13:37:47
Dines, parabéns. Escrevi algumas cartas para a Folha ,mas nenhuma foi publicada. A nota divulgada hoje no painel do leitor é insuficiente para limpar a sujeira da Folha. Mas, espero que Lula exija uma retratação, pois senão isso será usado como mais uma omissão do presidente, você não concorda?
Donizeti Costa , São Paulo-SP - Advogaodo
Enviado em 1/12/2009 às 13:01:03
Sr.Alberto Dines. Eu não entendo que a grande imprensa aloprou. A publicação de matérias irresponsáveis pelo jornal Folha (ditabranda; ficha falsa da ministra Dilma e agora o suposto assédio sexual de Lula, desmentido por todos os envolvidos, até pela suposta vítima hoje; bem como pela revista Veja - os dólares de Cuba na eleição de Lula em 2002; a capa chutando a traseira do presidente Lula as vésperas da eleição de 2006, etc), somente sinalizam para uma situação real: a grande mídia tomou o lugar da oposição politica em relação ao governo Lula. Reparem que o alvo sempre visado nessas ações é atingir o governo Lula, seus membros ou o PT. Será que a Folha ou Veja teriam peito de publicar infâmia semelhante, sem prova e sem ouvir o outro lado contra o tucano José Serra? JAMAIS É A RESPOSTA! Pois esse é o papel abjeto que muitos órgãos de mídia estão praticando no Brasil. Tentam fazer via imprensa o papél que a oposição não consegue e o fazem da pior maneira possível, com a manipulação de fatos, destruindo a credibilidade da imprensa e assumindo um papél que não lhes cabe na disputal politica/eleitoral. É DISSO QUE SE TRATA, NÃO ADIANTA TENTAR TAPAR O SÓL COM A PENEIRA.
Emily Rodrigues , SP-SP - jornalista
Enviado em 1/12/2009 às 12:52:46
os jovens jornalistas - e os antigos também? -estão mais é preocupados com seus empreguinhos, por isso, se calam, se curvam, puxam o saco, ou até mesmo se prestam ao papel podre de fazer campanha contra o governo federal. Pra isso, não medem esforços. Uma maneira de repudiar revistinhas e jornaizinhos vagabundos, como Veja, Estdaão e Folha, é não comprá-los mais, oras!
José Arlindo S. DeSouza , Belo Horizonte-MG - Funcionario Publico
Enviado em 1/12/2009 às 11:59:30
Perzado Dines, Espero que além da FSP, outros órgãos que se dizem sérios também levem a sério essa sua preocupação com a responsabilidade que a média como um todo (jornais e revistas, rádios e TVs) tenham com a sua própria liberdade. Porque liberdade de imprensa ou de informação não é o que a grande média brasileira tem exercido. E isso vai, como você bem disse detonála mais cedo ou mais tarde. Se queremos que o Brasil continue respeitado pela maioria das nações do Mundo como está sendo hoje, a nossa média tem um grande papel a cumprir, informando o seu leitor/espectador/ouvinte dqui e de alhures sobre o que ocorre VERDADEIRAMENTE e não publicando mesquinharias e mentiras para assassinar reputações. Meias-verdades muitas vezes são mais nocivas que mentiras inteiras e a partidarização de um órgão de informação pública só é respeitável se explicitamente informado ao público que o recebe. Um abraço e parabéns por mais um excelente artigo.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 1/12/2009 às 11:57:02
Dines, sob o título “Um presidente à beira do esquecimento”, o OI publicou, no mês em curso, um texto de Leandro forte, que a pretexto de fazer a crítica política, investe sem cerimônia e com palavras de baixíssimo calão conta a intimidade de FHC, levantando o caso do “filho bastardo”(...) mandado ao desterro, no bucho da mãe,” (palavras do autor do texto). Por acaso você se lembrou de pedir desculpas a FHC, em nome do OI, por essa publicação abjeta nesse espaço?. Se não, por que cobra dos órgãos de imprensa uma regra de civilidade que vocês não observam em si mesmos?
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