ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 571 - 5/1/2010
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DIREITOS HUMANOS
Os fanáticos ensandecidos

Por Alberto Dines em 11/1/2010

Comentário para o programa radiofônico do OI, 11/1/2010

Mais uma vez a mídia se afoba, se atrapalha e acaba passando para a sociedade informações enganosas.

Quando o governo apresentou o 3º Programa de Defesa dos Direitos Humanos, em 21 de dezembro, a grande imprensa comportou-se com naturalidade: não fechou a questão nem investiu contra a instalação de um grupo de trabalho que criará a Comissão da Verdade para investigar episódios de tortura, morte e desaparecimento ocorridos durante o regime militar.

Jornalões deram cobertura à posição do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que fecha com os militares, mas também acolheu protestos e manifestações individuais e coletivas contra a tentativa de sepultar o passado.

Tudo levava a crer que se tratava de um debate democrático e responsável.

A grande imprensa, apesar das atuações geralmente conservadoras, é sensível às denúncias a respeito das violências nos Anos de Chumbo. Talvez para aliviar consciências culpadas, de qualquer forma como prova de sua maturidade. Exemplo foi a publicação na página de opinião do Globo, na sexta-feira (8/1), do veemente protesto do cineasta Sílvio Tendler contra as atuais posições do ministro Jobim.

Ano novo

De repente, entra em cena a famigerada ANJ – Associação Nacional de Jornais, que foi pinçar no novo programa de direitos humanos uma antiga reivindicação que relaciona direitos humanos com qualidade de programação da mídia eletrônica. Sua parceira, a Opus Dei, aproveitou para fazer onda contra o item que reforça o Estado laico e proíbe símbolos religiosos dentro – repito dentro – de prédios públicos.

De repente, o que parecia um debate racional converteu-se em cruzada ensandecida e fanática. A mídia deixou de lado a sua função de mediar e partiu para uma escancarada pressão lobista. Nesta transmutação esqueceu que o 3º PNDH de Lula é uma continuação dos anteriores apresentados nos mandatos de Fernando Henrique Cardoso, em 1996 e 2002. E ambos tinham a mesma abrangência do programa de Lula.

Quando José Gregori ocupava a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, participou de diversas edições do Observatório da Imprensa na TV, quando se tratou pela primeira vez de estabelecer uma conexão entre a baixaria televisiva e os atentados aos direitos humanos  (ver aqui).

O ano novo já começou, porém as corporações da mídia comportam-se como no ano passado. De triste memória.

Comentários (37)
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Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 12/1/2010 às 23:11:17
"É sempre salutar ler o Alberto Dines exercendo seu papel de observador da imprensa. Parabéns". (Ass. vários admiradores). Pena que até o presente, nosso idolo do OI, não se digne nos conceder seus preciosos comentários sobre o "ISTO É UMA VERGONHA!" Ainda no aguardo...
Vinícius Moraes de Mattos Moraes de Mattos , Rio de Janeiro-RJ - Universitario
Enviado em 12/1/2010 às 21:37:16
Obrigado Dines, pela primeira manifestação de bom senso e racionalidade que encontrei nos últimos dias.
José Albino , São Paulo-SP - Darwinista !!!!
Enviado em 12/1/2010 às 09:59:23
Caro Dines, excelente artigo. Li o PNDH III na íntegra! Pena que muitos profissionais da análise, da noticia ou seja lá do que mais for, não sejam capazes de usar o conhecimento necessário em sua profissão em benefício próprio, no sentido de trazer a si próprio uma compreensão clara do que lê em textos da lei. Esses profissionais são assombrados por seus próprios fantasmas, e assim , com medo de “sei lá não sei o quê”, não são capazes de analisar o que seus olhos lêem, pois o texto escrito entra em suas cabeças como se fossem ditados de dentro para fora: lê apenas o que seu limitado e exíguo tecido encefálico consegue enxergar. Ainda vai levar muito tempo para que a seleção natural dê conta de varrer esses arquétipos a um lugar mais remoto de suas cabeças, tornando a "ignorância simia" nada mais que uma "sombra" jungiana, ou resquícios inequívocos de uma origem primata. Mas há bons profissionais ainda na imprensa, como você e Rui Daher, que escreveu excelente artigo tratando do assunto no portal terra, no link http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4198214-EI12666,00-PNDH.html A evolução é um processo extremamente demorado, mas creio que um dia ela dê conta de seu trabalho, tornando o homem mais humano e inteligente. Não há como imaginar que o resultado da evolução produza homens piores do que hoje são. Parabéns Dines. Vamos em frente!
Levy Santos , Piracicaba-SP - Metalúrgico
Enviado em 12/1/2010 às 09:05:22
Fanatismo ensandecido adjetiva bem o que eu vi e ouvi ontem na Band.E sem o menor apreço e consireração para com os fatos como eles realmente são.Parecia uma Fox News tupiniquim.
Sergio Rego , RJ-RJ - Médico
Enviado em 12/1/2010 às 02:27:17
Prezado Dines, é de fato de enojar o comportamento da grande imprensa sobre o tema. Hoje, tornando mais clara para quem não via a relação entre a ANJ e o Opus Dei, o Gandra está em todos os canais da Bandeirantes para mostrar toda a irracionalidade de seu fanatismo. O esforço agora é dizer que o plano é um atentado à democracia e que prepara o campo para um projeto autoritário de Dilma. É lamentável como a Bandeirantes não se dá ao respeito. Note que minha questao não é contra divuldação das idéias ensandecidas do Gandra, mas o endosso explicito que a Bandeirantes ofereceu para elas.
jose aprigio cesarino , brasilia-DF - jornalista
Enviado em 12/1/2010 às 01:09:46
Prezados, Com o do Lula sendo praticamente uma reedição de outros dois planos é de se perguntar por que, só agora, se manifestam os empresários da imprensa e seus asseclas com tanta ferocidade ? Fernando Rodrigues da Folha apontou uma resposta hoje: "outros tempos, outas análises". A TV Bandeirantes, por exemplo, há muito não faz jornalismo, mas defende ideologias. Seu comportamento em relação a tudo que diz respeito à propriedade rural privada - quando sem-terras e índios são proibidos de serem ouvidos - é o samba de uma nota só. Pois bem, esta emissora, fez uma reportagem grande sobre o PNDH nesta segunda (11). O único entrevistado foi o tributarista Ives Gandra, chamado para apresentar mentiras deslavadas sobre o Plano. Onde está o pluralismo e a isenção ? Só na propaganda da emissora ? E tem "profissionais" e fontes que se prestam ao papel ! Por isso, ANJ e ABERT se arrepiam quando ouvem a palavra Conselho. Cada vez me envergonho mais dessa profissão. Aprigio Nogueira
Paulo Pereira , S J C-SP - .
Enviado em 11/1/2010 às 23:14:31
É sempre salutar ler o Alberto Dines exercendo seu papel de observador da imprensa. Parabéns.
Paulo Corrêa , Rio-RJ - Cientista Político
Enviado em 11/1/2010 às 22:54:35
Parece que é ponto de honra para a imprensa desinformar a respeito do PNDH-3. Se o tal programa fala muito de democracia, direitos humanos, negociar com sem-terra, abrir arquivo de ditadura, ampliar direitos pra negro, pobre, gay e índio, não pode prestar, pensam parte dos nossos democratas. Sem contar a "ameaça à liberdade de imprensa", tema repetido como se isso e a Comissão da Verdade fossem as únicas coisas das quais fala o programa. É "democracia demais" e o pior, ainda é coisa do Lula. E aí dá-lhe tentativa de criar "crises", enquetezinhas tendenciosas, títulos dúbios, sem contar os clichês de Guerra Fria ardorosamente repetidos pelos [ ] que habitam as páginas de comentários dos jornais online e blogs. É preciso haver mais esclarecimento e discussão sobre esse assunto que é muito importante (e interessante), mas tudo o que se vê são achincalhes, críticas de quem leu mal o programa e não gostou e de quem não leu e aceita cegamente o que viu no jornal.
Andrey Fernando  klodzinski , Curitiba-PR - advogado/professor
Enviado em 11/1/2010 às 21:31:06
Há um reacionarismo desenfreado de setores que não aceitam as transformações que a sociedade brasileira está vivenciando. Com o Golpe Civil( grande imprensa, cúpula da igreja e amplos setores de empresários) e militar de 1964, foi estabelecido um regime que sumprimiu qualquer espaço para a oposição civil ao estado autoritário . A repressão estatal foi intensificada com a decreto do AI-5 que levou principalmente estudantes a ter como única opção a luta armada como meio de resistência. Nunca deve-se esquecer que o golpe foi efetivado por setores conservadores pelos mesmos temerem as Reformas de Base de João Goulart. Então, comparar os assassinatos, estupros, torturas e demais crimes que a ditadura cometeu em nome da Segurança Nacional, com os atos de resistência ao autoritarismo é um falseamento desmedido do processo histórico que ocorreu no Brasil há pouco tempo. É como comparar os crimes nazistas da Segunda Guerra com a resistência efetivada contra o nazismo, ou a resistência também era terrorista e deveria ser julgada nos mesmos termos que os oficiais nazistas?
Luiz Fernando  Mendes de Santana , Rio de Janeiro -RJ - Eng. Mecânico
Enviado em 11/1/2010 às 21:03:32
Um bom texto, com foco no objetivo principal deste espaço: observar a imprensa. Parabéns Dines.
benê  silva , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 11/1/2010 às 20:28:06
De toda a conversa, fica apenas uma baita pulga atrás da orelha: tudo que o governo se mete a fazer ou tem participação ativa, dá medo; e há tempos não se acredita em suas boas intenções.Portanto...
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 11/1/2010 às 18:08:39
O que me preocupa é que, partindo ou não partindo da grande imprensa, o oportunismo da ANJ caiu como uma luva para esta mesma grande imprensa, sendo que nos últimos dias o enfoque tem ido cada vez mais para o lado do "atentado contra a liberdade de imprensa" (ou "ardil totalitário", como bem capturado pelo professor Venício mais abaixo), que é outra bobagem da mesma turma que dizia em 1989 que haveria uma fuga em massa de empresários do Brasil quando Lula fosse presidente. Engraçado é que se usa terrorismo para combater aquilo que se acusa de terrorismo. Para Globo-Veja-Folha não poderia haver melhor pretexto para revitalizar a tese das "segundas intenções" por trás do atual governo. Já a participação da Igreja nesta catilinária não me surpreende: em 1964 eles se abraçaram aos militares para "defender o Brasil dos comunistas" na famigerada Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Depois todo mundo viu a liberdade que os milicos impuseram ao país. Reconduzir este debate do 3º PNDH num plano racional agora depende do interesse de parte da imprensa em não hiperdimensionar seus itens e não satanizar sua finalidade.
Ana Lúcia  Amaral , São Paulo-SP - Procuradora Regional da República
Enviado em 11/1/2010 às 17:51:22
Caro Dines, Quando neste país houve algum debate racional? Dada a variedade de assuntos tratados -- tanto que o presidente da República disse que assinou sem ler --, com enormes polêmicas, não dá para esperar racionalidade. Penso que deva ser útil a concessão de um pouco de espaço para que todas as tendências -- ainda que não concordemos com elas -- se manifestem. Em minha humílima opinião, boa parte foi só jorgar para a torcida -- a esquerda abandonada pelo lulismo -- e outra só para ver se conseguem emplacar algumas barbaridades sem ninguém perceber, como a substituição de uma decisão judicial pelo assembleísmo. Tal intento parece-me ser indicativo pelo período em que divulgado: fim de ano, quando muitos dos brasileiros só estão preocupados com as festas de fim de ano e as férias que se seguem. Este é o governo que temos.
Gerdano Silva , Esteio-RS - Analista de sistemas
Enviado em 11/1/2010 às 17:02:59
(continuação) O programa é contraditório no quesito liberdade de culto e laicidade do estado (diretriz 10, objetivo estratégico VI) ao afirmar a liberdade de culto (direito que, de resto, já está garantido na constituição) mas proibir "a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da união" (ação programática "c"), contrariando arraigadas tradições religiosas da nação brasileira. Enfim, Caio Freitas, estas são algumas das minhas contrariedades em relação ao já famigerado PNDH 3. Sei que a leitura é uma atividade de baixa popularidade, desestimulada pelos mais proeminentes homens públicos do Brasil atual, porém, recomendo-lhe a leitura, mesmo que superficial, do decreto 7.037, disponível em "www.presidencia.gov.br/legislacao". Talvez possas apontar alguns motivos pelos quais deveríamos considerá-lo um bem para o país.
Gerdano Silva , Esteio-RS - Analista de sistemas
Enviado em 11/1/2010 às 17:00:27
ao que parece, pelo lulo-petismo também; 3 - criação de uma "comissão da verdade" (diretriz 23, objetivo estratégico I); qual "verdade"? a "verdade" do governo da hora? a "verdade" do partido com maioria no congresso? a "verdade" da figura pública com maior popularidade? qual é, por exemplo, a verdade sobre o mensalão do PT? O "espírito" do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 tem o mau-cheiro característico dos ideários estatistas, que almejam obter o controle e a direção da história, da sociedade e dos povos, encastelando-se no poder com suas máquinas partidário-burocráticas. Não importa que o PNDH original ( número 1) tenha sido criado no governo FHC, por coordenação do então secretário Gregori, o espírito é o mesmo, os redatores eram todos de esquerda, o lulo-petismo só o tornou ainda mais potencialmente perverso. Há uma palpável tara pelo controle da sociedade pelo estado, cristalizada em expressões do tipo "reconstrução da história" conduzida por organismos estatais, em ações estapafúrdias como a diretriz 10, objetivo estratégico I, ação programática "e", que pretende dispor da vida de uma certa "associação das mulheres quebradeiras de côco"! Coloca a orientação sexual das pessoas como um assunto de estado, criando uma casta LGBT que, ao contrário de contribuir para o fim da discriminação, acentua-a (diretriz 10, objetivo estratégico V). continua...
Gerdano Silva , Esteio-RS - Analista de sistemas
Enviado em 11/1/2010 às 16:57:28
Bem, Caio Freitas, peço perdão, pois errei ao imaginar que as pessoas dispostas a comentar ou debater o assunto tivessem lido ao menos parte do decreto 7.037 de 21/12/09 (é bastante extenso) ou tivessem maiores informações a respeito do que se trata. Mas, volto ao assunto sem problema, bom mesmo é que se debata o tema e que as informações sejam divulgadas com veracidade. Dado que o espaço é limitado, devo estender-me por mais de um comentário. Espero contribuir para sua informação, sem pretensão de contribuir para sua opinião. Algumas coisas que me incomodam no tal PNDH 3: 1 - criação de uma instância paralela ou superior ao poder judiciário (diretriz 17, objetivo estratégico VI, ação programática "d") que atue nos conflitos de posse territorial rural ou urbana; para qualquer ser capaz de raciocinar sem a orientação de uma cartilha ideológico-partidária, a idéia de um "tribunal" paralelo ao poder judiciário deveria ser absurda, mas não parece ser absurda para os autores do programa; 2 - determinação de interferência, censura e punição (incluindo cassação de cencessão) nos meios de comunicação (diretriz 22) em nome de "principios de direitos humanos", princípios esses que serão ditados, obviamente, pelo governo da hora; trata-se do velho monstrengo da patrulha, censura e mordaça dos meios de comunicação, tão estimado pelas tiranias de todas as cores e, ...
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 11/1/2010 às 16:29:52
Não consigo entender do que é que essa gente temtanto cagaço (atenção, se a expressão "cagaço" está na literatura - Suassuna - e inclusive no meu Aurélio, não precisa ser censurada) . Afinal, o que houve aqui não foi apenas uma ditabranda?!?
wendel  Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 11/1/2010 às 15:58:32
"Talvez esse seja o preço a pagar por propor e promover a liberdade de opinião". Realmente quem preza a opinião, e tem sentimentos pela manifestação e desejos de votos de felicidades em finais de ano, é que buscam estes espaços de manifestações. Quanto a dizer "ser um sentimento vil", solicitar de um jornalista conceituado e produtor/redator de um programa de tv que se diz observador da mídia suas opiniões sobre fatos ocorridos em um veículo de comunicação, só podemos lamentar tal interpretação! Cada qual, tem também o direito de ser omisso ou não, dentro de suas funções jornalisticas e um jornalismo opinativo sempre foi a marca do OI. Cabe porém a cada um, escolher se esta omissão fará ou não parte de seu curriculum profissional! Nossos gestos sempre serão julgados, queiramos ou não, principalmente tratando-se de profissionais que sempre opinaram sobre o que acontece na mídia!Não gostaria de polemizar sobre o assunto, mas como disse em meus outros comentários, ficarei aguardando os tão preciosos comentários do Sr. Dinis, e doravante só me manifestarei quando o mesmo se dignar a responder aos inúmemros apelos de seus seguidores!
Venício A. de Lima , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 11/1/2010 às 15:23:22
Sob o título “Ardil totalitário” o jornal “O Popular” da OJC, sócia da Globo em GO e TO, publicou o seguinte editorial no sábado, dia 9/1: “(...) o decreto do presidente da República sobre direitos humanos parece ser um ardiloso ensaio totalitário, pois contém, embutidas, intenções graves que afrontam a democracia e as liberdades. Se já não bastasse o constrangimento da liberdade de imprensa, o conteúdo do decreto atropela a Constituição e o sistema jurídico e, por desdobramento, o estado de direito. A sociedade tem de reagir, sob pena de estar indiferente à causa de defesa da democracia. Outros exemplos de tendência totalitária dados por setores do governo mostram a existência de uma já quase escalada na direção de objetivos sombrios, como os projetos do Conselho de Jornalismo, a reação à exigência do diploma para o exercício profissional e o desrespeito a princípios éticos. Iniciativas oficiais que contêm evidente retorno a práticas anacrônicas superadas, na contramão do processo de modernização do País, precisam ser refutadas pela sociedade com um sonoro não. O Brasil já atravessou os terríveis obstáculos para a retomada do estado de direito e para a reconquista das liberdades. Não pode, portanto, aceitar esse ensaio totalitário nem se conformar com o retrocesso. (...) (cf. http://www.opopular.com.br/anteriores/09jan2010/opiniao/). Sem comentários.
José Bernardez D. , São Paulo-SP - Empresário
Enviado em 11/1/2010 às 15:23:17
Infezlimente não vi coerência entre o título do artigo e o próprio conteúdo.. Pareceu uma chamada sensacionalista para um apresentação posterior frustante. Apesar de bem escrito.
ricardo camargo , spaulo-SP - estudante
Enviado em 11/1/2010 às 15:02:40
texto bastante esclarecedor sobre os interesses envolvidos. Parabéns!
alvaro marins , rio de janeiro-RJ - professor
Enviado em 11/1/2010 às 14:56:31
Parabéns, Dines. Como um contumaz discordante de seus artigos, quero que saiba que este artigo merece todo o meu aplauso. Há muito esperava um artigo seu à altura de sua envergadura.
Flávio Marques Guerra Flávio , São Paulo-SP - Advogado
Enviado em 11/1/2010 às 14:47:14
Prezado Júlio Prático. Posso até agradecer ao OI, aliás, fica aqui o agradecimento. Porém, não exija do leitor uma posição omissa, contemplativa, como se não fosse estranho o silêncio do Dines sobre o caso Boris. Durante todos estes dias acompanhei a manifestação dos leitores e não observei, diferentemente de você, qualquer “sentimento vil”. Felicidades.
Enilson da Silva , Brasilia-DF - bancário
Enviado em 11/1/2010 às 14:32:24
O silêncio de Dines e tantos outros? Corporativismo, só isso... Sem delongas, esse papo de "é direito dele de ficar calado"... Sim, claro que é direito dele, tal qual foi direito do jornalista CCC dizer aquilo dos garis. Cada um exerce seu direito e paga por ele, inclusive o direito de ser omisso. Só uma perguntinha... o Dines precisa de você pra ficar calado? Ele pediu sua defesa?...
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 11/1/2010 às 14:26:15
Dines,tem hora que eu duvido que alguns textos sejam de sua autoria porque não são tão lúcidos e coerentes como esse.Será que é porque eu também seja meio ranzinza?Ou será porque vc ao escreve-los,quer "ver" a reação dos que defendem um Brasil melhor,de preferência longe dessa coisa que chamam de imprensa,mas que não é, composta pelas organizações globo,pela folha,pela veja e num nível menor e mais ruim, a bandeirantes?É na verdade uma mídia ,mas dos inescrupulosos,gananciosos,arrogantes,dos que se acham os donos do Brasil.Entrando na adolescência, vi vizinhos trabalhadores honestos,sendo presos a troco de nada porque foram denunciados anonimamente pelos covardes,tipo aquele que disse que a Dilma mentiu.Mentiu porque é mais corajosa do que ele e de muitos “coronéis” nordestinos que sempre se engajaram ao lado de quem estava no poder,para tirar o seu quinhão.Foram desprezados por Lula,daí o ódio deles e de sua trupe alienada.Vi colegas sendo presos,alguns levados para Juiz de Fora onde sofreram barbaridades simplesmente porque faziam parte da diretoria de um grêmio estudantil.Enquanto isso,alguns policiais corruptos,pobres coitados,se ufanavam e faziam uso das suas fardas para amedrontar, extorquir,torturar,saquear bens obtidos com muito suor e sacrifício.São os eternos lesa pátria que se opõe ao que com certeza,exporá suas fétidas víceras,incluso aí o tal PIG.
Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG - Bancário Aposentado
Enviado em 11/1/2010 às 14:18:19
Concordo com o prático Júlio. Não podemos cobrar do veterano Dines manifestações sobre tudo e sobre todos. O importante é que o Dines ajudou a construir aquí no OI um espaço democrático e plural onde todos podem se manifestar, até para defender o Bóris... Precisamos entender que é perfeitamente natural a existência de certas idiossincrasias entre esses jornalistas veteranos e que eles não queiram falar uns dos outros. A imprensa brasileira não é tão grande assim e, profissionais rodados que são, é perfeitamente possível que eles já tenham trombado entre sí em trincheiras opostas ou até nas mesmas trincheiras...
Julio Prático , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 11/1/2010 às 12:53:28
Agradeçam pelo espaço que é dado. Se o Dines não se manifesta sobre o tema Boris Casoy, creio que esse é um direito dele. Os comentários no Observatório foram abertos e todos se manifestaram sobre o assunto. Por que forçar a opinião do Dines a respeito? Vocês precisam dela encarecidademente para moldar suas próprias opiniões? Ou as opiniões do Dines, as vezes contrárias às suas, causaram revanchismo e agora querem pegar o jornalista de calça curta? Que sentimento vil hein? Talvez esse seja o preço a pagar por propor e promover a liberdade de opinião.
Caio Freitas , Rio de Janeiro-RJ - Administrador
Enviado em 11/1/2010 às 12:45:49
Sr Gerdano, não entendi seu ponto de vista. Sinceramente vi você criticando o governo lula e o PT, mas não etendi o motivo da crítica. O que há de errado com o PDDH? Por favor, nos explique a sua "ira" pois o seu texto simplesmente vomita frases de repúdio ao governo lula mas não mostra contéúdo algum.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 11/1/2010 às 12:32:05
Infelizmente, é isso mesmo. Eles não vão mudar, logo, mudemos nós. As corporações de mídia não conseguem mais falsear representação popular e, ao que parece, só elas ainda não entenderam isso. Que permaneçam como e onde estão, impotentes e no lugar do descrédito. Qto ao Boris Casoy ( comentário abaixo), não imagino o que possa ser dito acerca do episódio. Houve um vazamento de áudio, revelador da leitura que o sujeito faz do trabalhador brasileiro, em outras palavras, é a opinião do Boris Casoy, e de milhares de outros como ele, sobre a quase totalidade da nossa população. Isso não é novidade para ninguém, nossa elite enxerga população como lixo. É a opinião que o sujeito tem de nós, do mesmo modo que nós temos a nossa sobre ele. Nosso jornalismo é hipócrita, basta ver as reportagens em enchentes, p.ex. nas quais repórteres, de cabelos esvoaçantes e botas italianas, maquiadas até a alma dirigem-se a patuléia alagada para perguntar como estão se sentindo. Nosso jornalismo, de vez em qdo, desce no Brasil, de helicóptero e logo, logo,volta para a " Bélgica" para emitir opiniões. Às vezes, o áudio vaza... Foi com o Boris Casoy mas poderia ter sido com qq outro, de qq outra emissora.
flávio marques guerra Flávio , São Paulo-SP - Advogado
Enviado em 11/1/2010 às 12:14:49
Prezado leitor Wendel Anastacio. Sobre a omissão do Dines em comentar a peripécia do Boris, vamos compreender, eu mesmo já estou conformado. Até o Dines tem o direito de ficar sobre o muro, ou seria muralha. Agora uma coisa eu digo, se a tal "gafe" tivesse partido de um jornalista da Folha ou do Estadão, ou mesmo alguém da Opus Dei, aí não haveria espaço suficiente na mídia para o Dines esculhambar. Felicidades.
Miro Junior , São Paulo-SP - Analista
Enviado em 11/1/2010 às 11:42:15
Parabéns Dines, ano novo para você começou muito bem. Este é um tema que separa a nossa sociedade entre os que defenderam o retorno a normalidade democrática e institucional e os que se benefeciaram do período mais negro da nossa história. A Anistia veio como instrumento para a transição e deve ser respeitada, mas a lembrança e a reconstiruição deste período como exemplo para as novas gerações não pode deixar de acontecer.
Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 11/1/2010 às 11:42:08
Sr. Dinis; Continuo aguardando seus mui respeitáveis comentários sobre o " ISTO É UMA VERGONHA". É dito a boca pequena que o brasileiro tem memória fraca, mas posso garantir-lhe que não é o meu caso!Em todas suas matérias postadas no OI, daquí por diante, declinarei em comentar, tendo em vista sua recusa em omitir sua opinião sobre o ocorrido, apesar dos nossos apelos. A menos que seja censurado por seu moderador, ficarei em guarda para sempre solicitar seu comentário e, saiba que, a partir de agora, embora o admirando muito, e lamentando sua omissão até o momento, peço-lhe: não deixe que este fato faça parte de sua biografia! No aguardo. Obs.: Comentário transcrito de outro artigo no dia 10 do corrente.
PAULO ROBERTO  CEQUINEL , ANTONINA-PR - APOSENTADO
Enviado em 11/1/2010 às 11:41:53
Não, prezado Dines: a mídia NÃO se afoba e NÃO se atrapalha. Inventa e mente, simples assim. Um jornalista experiente e respeitado como você devia saber disso, não é mesmo?
Gerdano Silva , Esteio-RS - Analista de sistemas
Enviado em 11/1/2010 às 11:40:22
Dar o nome de "Comissão da Verdade" a um órgão estatal qualquer poderia ser uma piada. De mau gosto, mas, ainda assim, uma piada. Para quem leu "1984", o livro de George Orwell, a relação com o "Ministério da Verdade" é imediata! Infelizmente, o lulo-petismo, embora seja ridículo na sua tentativa de esconder más intenções sob o manto dos direitos humanos, mas deixando a [ ] de fora, não está fazendo piada. Até porque esse pessoal não tem mesmo qualquer senso de humor. Ao final das contas, o que temos é mais uma farsa palaciana, um plano digno de matreiros porcos soviéticos (para lembrar outra estória orweliana) destinado a permitir que os senhores feudais da "justiça social" metam suas patas sobre a liberdade democrática deste país. O que esse pessoal quer não é justiça social, muito menos democracia (democracia, na verdade, é um conceito que lhes escapa) mas, ao contrário, quer dar vazão à sua tara totalitária de controle do estado, da história, da sociedade e do povo. Espero que o congresso cumpra seu dever cívico e enterre o tal Programa Nacional de Direitos Humanos. O sr. Paulo Vanucchi, co-autor do texto do decreto que institui o PNDH, já declarou que demite-se se seu monstrinho não vingar. Se tal acontecer, como esperamos todos os democratas brasileiros, será um duplo ganho para o país.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 11/1/2010 às 10:18:31
No Brasil, fazer a Injustiça parecer Justiça tem sido uma arte mais refinada do que açúcar . Os mídia que apóiam Jobim dizem que os crimes cometidos pelos ativistas de esquerda justificam os crimes dos servidores civis e militares. Não justificam não... os ativistas em última análise defendiam a legalidade (ou seja, o mandato de um Presidente eleito que foi ilegalmente deposto), enquanto os outros usavam a brutalidade para manter um regime inconstitucional. Além disto, nem mesmo a legislação da época permitia o uso de tortura ou a execução de prisioneiros e dissidentes. Não há Estado de Direito se o criminoso de Estado fica impune. O que há é Ditadura. No fundo o que estes opositores estão dizendo é o seguinte A NOSSA DITADURA NÃO ACABOU. Então teremos que enfiar a ditadura goela abaixo deles... Mas se a ditadura deles for enfiada por outro orifício (orelha, nariz, etc...) o efeito será o mesmo.
Rodrigo Veloso , São paulo-SP - Músico
Enviado em 11/1/2010 às 09:44:11
Dines tem razão. É só obsevar o conteúdo do editorial da Folha de domingo. É de um reacionarismo chocante. Folha... quem te viu... quem te vê.
Marcio B. Martins , Jaraguá do Sul-SC - redator
Enviado em 11/1/2010 às 09:17:26
Isso sim, um belíssimo texto de "observação da imprensa". Deixo de lado minhas críticas neste momento e parabenizo pela qualidade da análise.
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