ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 572 - 12/1/2010
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DIREITOS HUMANOS
Quem tem medo da verdade

Por Luiz Cláudio Cunha em 13/1/2010

Só as feridas lavadas cicatrizam. (Michelle Bachelet, médica, torturada em 1975, presidente do Chile em 2006)

 Na antevéspera do Natal, quando já bimbalhavam os sinos, o presidente Lula ouviu em seu gabinete um tropel distante. Não eram as renas do bom velhinho. Era o som metálico dos cascos das montarias de seu ministro da Defesa e dos chefes das Forças Armadas, em marcha batida para emparedar o presidente na mais grave crise militar da República desde 1977, quando o presidente Ernesto Geisel demitiu o então ministro do Exército Sylvio Frota, num gesto implacável e temerário para conter o radicalismo da linha-dura do regime – que no espaço de três meses matou, sob torturas, o jornalista Vladimir Herzog e o operário Manoel Filho no DOI-CODI do II Exército, em São Paulo.

Desta vez ocorre o contrário. Os comandantes militares é que tentam enquadrar o presidente da República, ameaçando uma demissão coletiva contra o decreto presidencial que cria a Comissão Nacional da Verdade, destinada a investigar violações de direitos humanos e casos de tortura durante a ditadura militar (1964-1985).

Durante duas décadas, um aparato repressivo estimado em 24 mil agentes prendeu por razões políticas cerca de 50 mil brasileiros e torturou algo em torno de 20 mil pessoas – três a cada dia. Os militares já tinham reagido mal, em agosto de 2007, quando o Palácio do Planalto lançou o livro Direito à Memória e à Verdade, um corajoso trabalho de 11 anos da Secretaria de Direitos Humanos, iniciado ainda no governo FHC, reconhecendo pela primeira vez a responsabilidade do governo na violência oficial, com a lista de 339 mortos e desaparecidos pela repressão política. Acintosamente, nenhum chefe militar compareceu à cerimônia presidida pelo comandante-em-chefe das Forças Armadas, o presidente Lula.

Paz de cemitérios

O azedume das casernas, antes e agora, já era esperado. Mas o que surpreendeu, de fato, foi o cerrado bombardeio que o Plano Nacional de Direitos Humanos atraiu de setores tradicionalmente mais esclarecidos da opinião pública nacional. Editoriais da grande imprensa, articulistas de renome e blogueiros influentes cerraram fileiras contra a idéia da Comissão da Verdade, vocalizando sem ressalvas os temores soprados, em tom de velada ameaça, pelos quartéis e suas vivandeiras de sempre.

O quadro alarmista desenhado pela reação em bloco exibia um futuro preocupante: um Brasil outra vez conflitado, dividido, mergulhado no revanchismo, tentando acertar as contas do passado com uma calculada revisão da Lei da Anistia de 1979, manipulada por ex-terroristas hoje encastelados no governo em busca de vingança pessoal contra os responsáveis pelos maus-tratos sofridos na prisão. Placas de ruas e escolas com nomes de torturadores seriam varridos do mapa nacional e agentes da Polícia Federal invadiriam quartéis em busca de covas clandestinas de mortos pela repressão. Tudo isso conspirando contra o pacto de concórdia estabelecido há três décadas para consagrar o Brasil tolerante e pacífico que prefere perdoar e esquecer. Será?

A alvoroçada mídia nacional deixou passar, em branco, algo bem mais grave: a tripla transgressão funcional do presidente, do ministro e dos chefes militares. Lula pela omissão: mais preocupado com o degelo do planeta em Copenhague do que com o aquecimento dos quartéis em Brasília, reconheceu não ter lido a lei que assinou – uma versão escrita do tradicional "eu não sabia". Nelson Jobim como trapalhão: apesar do corpanzil de quase 1,90m, não cresceu o bastante para entender o papel institucional de seu posto, como ministro da Defesa que deve exercer a autoridade da sociedade civil sobre as Forças Armadas, e não o contrário. Os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica pela insubordinação: peitaram uma decisão de governo anunciada em ato público por seu comandante-em-chefe, a quem devem irrestrita obediência por imposição constitucional.

Trombaram de frente com os fatos e com colegas de governo. O secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foco central da ira militar, explicou: "O PNDH não é contra a Anistia. Não anula, nem revisa a lei. O projeto diz que a Comissão da Verdade será definida `nos termos definidos pela Lei da Anistia´. Está lá na ação 23 do texto. Basta ler", diz Vannuchi.

Seu chefe e principal aliado, o ministro Tarso Genro, da Justiça, ecoa: "No regime militar nenhuma norma, nem o AI-5, permitia a tortura. Este delito não é político, é comum". Esse é o miolo da divergência, que justifica a ação da Ordem dos Advogados do Brasil no Supremo Tribunal Federal para definir o alcance da anistia. "O Brasil não pode se acovardar e querer esconder a verdade. Anistia não é amnésia", ensina Cézar Britto, presidente da OAB.

O jurista Paulo Brossard discorda: "Os efeitos da anistia se fizeram sentir quando a lei entrou em vigor. O próprio delito é apagado". O ex-ministro do STF, que foi um bravo senador do MDB na sangrenta década de 1970, nem sempre foi tão legalista. "Nunca desejei [o golpe de] 1964, mas achei que foi absolutamente normal, porque foi a legítima defesa de uma sociedade então diretamente ameaçada", admite ele em seu livro de memórias, Brossard – 80 anos na história política do Brasil (Artes & Ofícios, 2004, p. 126). No artigo publicado em Zero Hora na semana passada, Brossard explica porque considera a anistia irreversível: "Anistia pode ser mais ou menos injusta, mas não é a justiça seu caráter marcante. É a paz".

Paz de quem, cara-pálida? Certamente não é a paz de cemitério dos mortos pela tortura, nem a paz de espírito dos parentes de desaparecidos políticos, muito menos a paz da consciência de quem sobreviveu aos suplícios e aos gritos de dor nas masmorras.

"Responsabilidade do Estado"

A lei de anistia que Brossard tanto preza não é fruto do consenso de um país sentado em torno da mesa do entendimento. É mais a entrega dos anéis da ditadura para não perder os dedos manchados de sangue. Pressionado pelo clamor cada vez mais forte das ruas em 1979, o general João Figueiredo negociou, de cima para baixo, a anistia que parecia mais conveniente ao regime. A esquerda, derrotada na luta armada, presa ou exilada, não tinha muito o que exigir, a não ser a benevolência do regime militar, que ainda duraria mais seis anos. Engoliu uma anistia enxertada pelos quartéis com uma blindagem ampla e vaga, diluída na expressão "crimes conexos", que deveria cobrir os delitos de sangue dos torturadores.

Um dos ministros de Figueiredo que assina a lei, em 29 de agosto daquele ano, é o general Octávio Aguiar de Medeiros, chefe do SNI, que ainda sonhava com a sobrevida do regime e sua unção como o sexto presidente da ditadura. O terrorismo que se via no país, naqueles dias, era só o da direita, que incendiava bancas de jornais e explodia bombas em organizações que clamavam por democracia, como a sede nacional da OAB.

Na véspera do Dia do Trabalho de 1981, dois anos após a promulgação da anistia, um Puma explodiu antes da hora no Riocentro. Tinha a bordo dois agentes terroristas do Exército: um sargento que morreu com a bomba no colo e um capitão do DOI-CODI que sobreviveu impune e virou professor do Colégio Militar em Brasília. Um inquérito policial-militar do Exército apurou que o atentado foi planejado pelo chefe da agência do SNI no Rio, coronel Freddie Perdigão. Outras vítimas daquele desastrado `acidente de trabalho´ ficaram pelo caminho: o projeto presidencial de Medeiros, o coração enfartado de Figueiredo e as chances de prorrogação da ditadura.

Figueiredo e a ditadura saíram do Palácio do Planalto pela porta dos fundos, em 1985, para não devolver a faixa presidencial usurpada ao poder civil em 1964. O novo presidente, José Sarney, assinou em 1989 a adesão do Brasil ao tratado internacional que considera a tortura um crime de lesa-humanidade e, como tal, imprescritível. Apesar disso, ninguém passou pelo dissabor de uma condenação que hoje é comum nos outros países do Cone Sul.

A única exceção é o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado em primeira instância em São Paulo numa ação que pretende apenas declará-lo como "torturador". Méritos não lhe faltam: como major, ele montou e dirigiu o centro de repressão e tortura mais famoso do regime, o DOI-CODI da Rua Tutóia, em São Paulo. Nos 40 meses em que comandou aquele antro, segundo levantamento da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Ustra amargou 502 denúncias de tortura (uma a cada 60 horas) e 40 mortes (uma por mês).

Na defesa perante a Justiça, o valente Ustra preferiu chutar a responsabilidade para cima:

"O Exército brasileiro é uma pessoa jurídica, sendo que, pelos atos ilícitos, inclusive os atos causadores de dano moral, praticados por agentes de pessoas de direito público, respondem estas pessoas jurídicas e não o agente contra o qual têm elas direito regressivo. (...) Todas as vezes que um oficial do Exército brasileiro agir no exercício de suas funções estará atraindo a responsabilidade do Estado".

Brasil varonil

A Rua Tutóia e o coronel Ustra remetem a uma tragédia ainda maior: a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A maior catástrofe do planeta envolveu 100 milhões de militares de 72 nações dos cinco continentes, matando 70 milhões de pessoas (as populações somadas de Argentina e Canadá) e mutilando quase 30 milhões. Custou cerca de US$ 1,5 trilhão, quase tanto quanto Barack Obama injetou na economia para salvar bancos e montadoras de carros. As potências vencedoras acharam por bem punir o responsável direto por tudo isso, o III Reich de Hitler. O líder soviético Josef Stálin tinha uma solução curta e grossa: matar todos os nazistas envolvidos direta ou indiretamente com a guerra. No cálculo dos aliados, isso significaria mais de 100 mil execuções do aparato estatal hitlerista – três vezes mais do que os mortos em Dachau, o primeiro campo de concentração nazista, na periferia de Munique.

Venceu a solução mais civilizada: o Tribunal de Nuremberg, que gastou 285 dias de julgamento para ouvir 240 testemunhas e anotar 300 mil declarações, gerando um sumário de 4 bilhões de palavras. A acusação final de 25 mil páginas aos principais dirigentes nazistas condenou 12 à morte, três à prisão perpétua e outros três a penas entre 10 e 20 anos de cadeia. Três foram absolvidos. A defesa alegou em Nuremberg o mesmo ponto levantado em São Paulo: a `obediência devida a ordens superiores´. O que o juiz americano Francis Biddle respondeu serve, portanto, também ao coronel Ustra: "Os indivíduos têm deveres internacionais a cumprir, acima dos deveres nacionais que um Estado particular possa impor", disse Biddle.

Nuremberg cravou para sempre, na consciência do mundo civilizado, a noção pioneira de que os fundamentos da pessoa humana estão acima das circunstâncias políticas e além das fronteiras nacionais. Foi por isso que o braço longo do juiz espanhol Baltazar Garzón alcançou o ditador chileno Augusto Pinochet em Londres, por crimes de tortura e assassinato. A defesa do III Reich tentou levantar um princípio que impediria o julgamento de fatos pretéritos (ex post facto), alegando que não havia na lei previsão anterior para os crimes sob juízo.

Prevaleceu o fato e o bom senso de que lei nenhuma no mundo tinha imaginado, como política de Estado, uma escala tão vasta de genocídio como a arquitetada com frieza pelo engenho nazista nos seus campos de concentração, onde morreram seis milhões de judeus. Se valesse o argumento de Ustra em Nuremberg, para escapar da cadeia bastaria dizer que todos os nazistas apenas cumpriam ordens de Adolf Hitler... O argumento não colou lá, mas parece ter bons resultados aqui. Ninguém é sequer denunciado no Brasil e, quando isso acontece, o coronel Ustra diz que os excessos que eventualmente cometia eram responsabilidade do Estado.

O ministro Tarso Genro e os tratadistas mais renomados do país lembram que os atos de exceção mais duros tiveram o cuidado de nunca mencionar, muito menos autorizar a tortura. É um crime, portanto, sem pai nem mãe. Anistia não é esquecimento, é perdão, ensinam os juristas que não escamoteiam as palavras. Não se pode esquecer o que não se conhece. Também não se pode perdoar o que não foi punido – privilégio imaculado de todos os torturadores que ainda existem no país. O historiador americano Edward Peters, professor da Universidade da Pensilvânia, advertiu: "O futuro da tortura está indissoluvelmente ligado ao futuro dos torturadores".

Ou seja, a impunidade do torturador acaba garantindo a perenidade da tortura e de sua filha dileta, a violência. O Brasil que evita punir ou sequer apontar seus torturadores acaba banalizando a violência que transborda a ditadura e vitimiza o cidadão comum em plena democracia, principalmente nas duas maiores capitais, São Paulo e Rio. Nos 24 anos seguintes à anistia (1979-2003), armas de fogo mataram no Brasil 550 mil pessoas – 44% delas jovens entre 15 e 24 anos. Este Brasil varonil, pacífico e cordial, viu morrer quase tanta gente quanto os Estados Unidos durante os cinco anos que lutou na Segunda Guerra Mundial (625 mil soldados). Num único ano, 2003, segundo dados do Ministério da Saúde, assassinaram no Brasil uma população civil (51 mil pessoas) quase tão grande quanto as perdas dos Estados Unidos (58 mil) ao longo dos 16 anos da Guerra do Vietnã.

Último ditador

É difícil dizer quanto desta violência tem linha direta com a tortura da ditadura que ficou impune como seus responsáveis. Mas, com certeza, quem mata e tortura hoje tem o bom exemplo dos antecessores que se mantêm ilesos e protegidos. Mais difícil ainda é explicar o sentimento de solidariedade que transforma os atuais comandantes militares do Brasil em leais companheiros de velhos criminosos de um golpe militar que completa, agora, 46 anos.

Nenhuma camaradagem pode haver entre gerações tão distintas de militares, tão distantes do arbítrio. Capitães, majores e tenentes-coronéis de hoje, nas três Armas, nem tinham nascido quando os militares invadiram os porões dos anos 1970 para executar o terrorismo de Estado que combatia ferozmente a esquerda armada. O melhor exemplo é a ficha funcional dos atuais chefes das Forças Armadas brasileiras, todos amadurecidos profissionalmente no regime democrático que agora chega aos 25 anos de vida.

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, é de um ramo "técnico" da força terrestre, a Engenharia. Era segundo-tenente, aos 23 anos, quando veio o golpe de 1964. Entre as vésperas da quartelada e o agitado ano de 1968, Peri hibernou num burocrático batalhão de engenharia no Rio de Janeiro. Teve uma rápida passagem pela 2ª Seção (área de informação) do discreto 1º Grupamento de Engenharia e Construção de João Pessoa (PB), no governo de Ernesto Geisel. Atravessou a turbulenta década de 1970 como major. Só chegou ao generalato em 1995, no governo FHC, sem nunca ter sujado as mãos com a repressão.

O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, ainda era um garoto quando veio o golpe de 64, onze dias após completar 21 anos. Quase cinco meses após a queda de João Goulart é que Moura Neto vestiu a farda, como guarda-marinha. Nos anos de chumbo da década de 1970, manteve sua ficha politicamente alva como o uniforme de capitão-de-corveta. Chegou ao almirantado no governo FHC, em 1995.

O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, virou aspirante da FAB no final de 1965, 19 meses após o golpe militar. Chegou a capitão em 1971 e terminou a década maldita como major, sem jamais sobrevoar a área mais radical da Aeronáutica incendiada pelo radical brigadeiro João Paulo Burnier. Foi promovido a coronel no governo Sarney, em 1988, e chegou a brigadeiro com FHC em 1995.

Na ficha funcional dos três, portanto, não existe razão nenhuma para justificar a reação corporativa em defesa de gente que manchou a farda com a tortura. A justa compreensão do processo histórico que exige o conhecimento do passado faria muito bem aos três chefes das Forças Armadas, que têm compromisso com o país e a Constituição que juraram defender – não com os radicais do passado que temem os efeitos sanitários de uma Comissão da Verdade. Não há motivos, portanto, para se sentirem ofendidos com algo que é uma exigência moral de um país que precisa confrontar sua história para conhecer melhor seu destino. É pura bobagem imaginar que uma onda de revisionismo irá faxinar recantos do país com nomes de torturadores ou chefes da ditadura.

O general Garrastazú Médici, o presidente popular da fase mais sangrenta do regime militar (1969-74), quando o coronel Ustra brilhava na Rua Tutóia, é nome de cidade em Rondônia e no Maranhão, avenida em Osasco (SP), bairro em Chapecó (SC), rua em São Luís (MA), conjunto residencial no Rio (RJ). O senador Filinto Muller, o chefe da truculenta polícia política da ditadura de Getúlio Vargas e que remeteu em 1936 a judia alemã Olga Benário (a mulher grávida de Luís Carlos Prestes) para a morte num campo de concentração de Hitler, espraia-se pelo país: é nome de sete escolas em três estados, batiza três ruas e uma avenida. Muller ainda tem direito a busto na ala de gabinetes que leva seu nome no Senado Federal. É inútil imaginar que um suposto revanchismo tente revogar, agora, estes endereços e homenagens.

Em vez de se acovardar com fantasmas de um passado que se deve conhecer, não temer, o ministro Jobim e os chefes militares deveriam se inspirar no exemplo de coragem da Argentina, que tem um contencioso de violência e morte muito mais sangrento do que o Brasil. Lá, sem medo de revanche, o governo de Néstor Kirchner (2003-07) revogou, com o apoio da Suprema Corte, as duas indulgentes leis de anistia – o Ponto Final e a Obediência Devida – concedidas pelo presidente Raúl Alfonsín (1983-89).

A justiça argentina neste momento processa 263 militares e policiais por crimes contra direitos humanos. O general que deu o golpe em 1976, Jorge Rafael Videla, 85 anos, foi condenado à prisão perpétua e cumpre prisão domiciliar, assim como o último presidente da ditadura, o general Reynaldo Bignone. No Uruguai, o último ditador, general Gregório Alvarez, foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão pela morte de 37 opositores – três a menos do que o número de vítimas do DOI-CODI da Rua Tutóia sob o comando do coronel Ustra.

Sem medo, sem culpa

Lula, Jobim e os ministros militares poderiam ganhar alento na figura nobre de Martín António Balza, um general de porte altivo e fala serena, que comandou o Exército da Argentina de 1991 a 1999, durante os dois mandatos do presidente Carlos Menem. Vinha da Artilharia com especialização em guerra de montanha. Como tenente-coronel, participou em 1982 da Guerra das Malvinas comandando um grupo de artilharia. Foi preso pelos ingleses e, pela bravura que os generais de Buenos Aires não tiveram, recebeu a Medalha de Mérito do Exército.

Seu ato mais notável, no entanto, foi a espantosa aparição que fez na noite de 25 de abril de 1995 em Tiempo Nuevo, o programa de entrevistas mais importante da TV argentina, apresentado pelo jornalista Bernardo Neustadt. Com o uniforme cáqui de comandante e os cabelos brancos aos 61 anos, Balza iniciou um inesperado mea-culpa que emocionou o país, ainda traumatizado pelos 18 mil desaparecimentos oficialmente reconhecidos (30 mil para entidades de direitos humanos) nos anos da "guerra suja", entre 1976 e 1983.

Tirou um papel do bolso e, com voz firme, carregada de convicção, leu um texto que poderia ser a leitura de um general sobre o Brasil. Fala Balza:

"Quero iniciar um diálogo doloroso sobre o passado, um diálogo doloroso que nunca foi mantido e que se agita como um fantasma sobre a consciência coletiva, voltando estes dias irremediavelmente das sombras onde ocasionalmente ele se esconde. Nosso país viveu a década de 70, uma década assinalada pela violência, pelo messianismo e pela ideologia. Sem buscar palavras inovadoras, mas apelando aos velhos regulamentos militares, aproveito esta oportunidade para ordenar uma vez mais ao Exército, na presença de toda a sociedade: ninguém está obrigado a cumprir uma ordem imoral ou que se afaste das leis e dos regulamentos militares. Quem o fizer incorre em uma conduta viciosa, digna da sanção que sua gravidade requeira. Sem eufemismos, digo claramente:

"Delinque quem vulnera a Constituição nacional. Delinque quem emite ordens imorais. Delinque quem cumpre ordens imorais. Delinque quem, para cumprir um fim que crê justo, emprega meios injustos e imorais. A compreensão desses aspectos essenciais faz a vida republicana de um Estado. Compreender isto, abandonar definitivamente a visão apocalíptica, a soberba, aceitar o dissenso e respeitar a vontade soberana...

"Esse é o primeiro passo que estamos dando há muitos anos para deixar o passado para trás, para ajudar a construir a Argentina do futuro, uma Argentina amadurecida na dor, que possa chegar algum dia ao abraço fraterno. Se não pudermos elaborar a dor e cicatrizar as feridas, não teremos futuro. Não devemos mais negar o horror vivido, e assim poder pensar em nossa vida como sociedade que avança, superando a pena e o sofrimento.

"Em nome da luta contra a subversão, o Exército derrubou o governo constitucional e se instalou no poder em forma ilegítima, num golpe de Estado. Venho pedir perdão por isso e assumir a responsabilidade política pelo desatino cometido no passado. No poder, o Exército cometeu ainda outros delitos. O Exército prendeu, sequestrou, torturou e assassinou – tal qual o fizeram os delinquentes subversivos – e muitos de seus membros viraram delinquentes como eles".

A Argentina, espantada e emocionada, engoliu em seco. Era a primeira vez que um general dizia, com clareza e contundência, o que o país comentava entre si, num sussurro sofrido e ainda sobressaltado. O ato de contrição liberou e animou os outros dois chefes militares. Dias depois, o comandante da Força Aérea admitiu os mesmos excessos, sucedido pelo comandante da Marinha, patrona do maior emblema da repressão no país – a ESMA, Escola de Mecânica da Armada. Em 2004, o prédio em estilo clássico emoldurado com quatro esguias colunas de mármore branco, na elegante Avenida Libertador, em Buenos Aires, foi reformado e transformado no "Espaço para a Memória e a Promoção e Defesa dos Direitos Humanos". Está aberto ao público desde 2007. Em dezembro passado, coroando esta fase de dignidade nacional, começou o julgamento de 19 militares da Marinha acusados de crimes contra a humanidade cometidos no interior da ESMA.

O histórico depoimento do general Martín Balza produziu um efeito profundo no país e nas Forças Armadas argentinas, lembra o jornalista brasileiro Flávio Tavares, que foi correspondente de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires nos anos de chumbo:

"Sem que o próprio presidente Carlos Menem soubesse, o general Balza fez o mea-culpa e iniciou o processo de sinceramiento, como se chama na Argentina a essa catarse da instituição militar. Com isso, libertou milhares de oficiais das Forças Armadas do pesadelo de terem de assumir como próprios os delitos cometidos por uma minoria no Exército, na Marinha e na Aeronáutica. 

"Esse processo de sinceramiento, a decisão de nada ocultar, reaproximou as Forças Armadas e a população, suplantando desconfianças e temores. Recordo ainda que, após a entrevista de arrependimento de Balza, uma jornalista argentina – com familiares assassinados pela ditadura – aproximou-se sorrindo, estendeu a mão e lhe disse:

– Pela primeira vez posso apertar a mão de um general sem ter medo ou culpa."

Um diálogo tão doloroso, numa nação tão machucada como a Argentina, mostra que o tema da anistia e do perdão depende, às vezes, da palavra certa e muito da vontade política. E precisa ainda mais de coragem, que até agora não irrompeu no Alto Comando do Brasil. Não é difícil imaginar o efeito regenerador que uma declaração do general Enzo Peri, com este conteúdo, teria na história brasileira, reconciliando militares e suas vítimas pelo simples reconhecimento da culpa. É um gesto penoso, resignado, contrito, mas de insuperável grandeza. É difícil e ao mesmo tempo simples. Portanto, possível.

Quando assumiu o posto de ministro da Defesa, num momento em que o país vivia o apagão aéreo que convulsionava os aeroportos, Nelson Jobim fez uma conclamação que impressionou pelo arrojo, pela determinação:

– Aja ou saia, faça ou vá embora!

O Brasil gostaria de apertar a mão dos seus generais, sem medo ou culpa.

Basta agir e fazer, ministro Jobim! Ou, então, saia. Vá embora.

Comentários (105)
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Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 23/1/2010 às 20:45:12
Não tenho medo da verdade!. Nem da mentira!.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 19/1/2010 às 15:30:45
Luiz Rodrigues, o que está sendo dito é o seguinte: "comunista" foi um rótulo criado apenas para impedir que algumas pessoas ficassem no poder. E o clima criado a partir da demonização do comunismo (os comunistas comem mesmo criancinhas?) foi uma espécie de autorização para tudo o que veio depois (tortura, sequestro, morte). Em "defesa da pátria" se fez muitas coisas das quais, por um mecanismo esquizofrênico, alguns poucos militares precisam se orgulham. E as forças que criaram esse clima de medo são as mesmas que estão aí, hoje, apoiando golpes. Algumas dessas forças são donas de meios de comunicação que, apesar de toda a propaganda, cooperaram com aqueles crimes que citei acima. No fim, as Forças Armadas foram apenas marionetes dos donos do dinheiro.
Silvio  Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 19/1/2010 às 10:33:33
Ops: "E o ouro para o bem do Brasil". Cadê? "
José Paulo Badaró , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 19/1/2010 às 02:58:33
Só sei de uma coisa: No que me diz respeito quero mais é que o STF declare o óbvio, isto é, que a anistia não se aplica a torturadores, estupradores, crápulas em geral e aos que aproveitaram da situação para trucidar estudantes, operários e intelectuais com o patrocínio dos poderosos e TFPs, de onde saiu um grupelho para-militar inconseqüente, criminoso e que não conhecia limites. Militar no duro mesmo não foram muitos os que partiram para o serviço sujo. Ganharam benesses, cometeram arbitrariedades, invadiram, obrigaram Cartórios a registrar barbaridades, mas matar guerrilheiro mesmo era tarefa terceirizada. Eu não tenho absolutamente a perder, nada a temer com esse plano, de modo que torço, torço mesmo para que a justiça pegue os que estão berrando, esbravejando e esperneando, já que isso é indicativo claro de rabo preso. Meu conselho aos filhotes e viúvas da ditadura, no entanto, é no sentido de que relaxem e gozem. Pela época dos fatos, se a minha matemática não falha, os mais novinhos estão entre os 65/70, ou seja, já estão no lucro. Então que fiquem frios, pois com um pouco de sorte de repente morrem antes de serem presos. Faço votos que não, mas ...
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 19/1/2010 às 01:56:30
Eu não acredito que vou ter de ensinar a advogada(sra. Cristiana Castro) a ler. Quando eu respondi ao sr. Marcelo Ramos, eu quis dizer que as decisões acerca de questões internas das Forças Armadas não são baseadas no que pensa a maioria dos integrantes da Corporação. Acrescento neste post que o que pesa é a opinião dos mais experientes devido ao princípio da hierarquia – é assim em qualquer força militar de qualquer país. Repito: elas só intervêm no poder civil quando as instituições se mostram incapazes ou falidas, ou quando o país está sob ameaça. ”Procurem em cada família, as que tem uma tragédia para contar e verão qtas sofreram nas mãos da resistência” É óbvio que a quantidade de militares caídos nas mãos dos terroristas foi pequena porque nós éramos(e somos) mais preparados!! Então a sra. acha que os militares deveriam se nivelar por baixo para que o confronto ficasse mais equilibrado??? ”Um país espera, que suas FA estejam prontas para defendê-lo e não para atacar, covardemente, seus cidadãos.” Exatamente!!! Finalmente concordamos em alguma coisa. Os militares lutaram pra defender o país dos terroristas que nos atacavam. Conseqüentemente, estávamos protegendo os verdadeiros cidadãos. Jamais vamos lutar pra proteger terroristas camuflados de “cidadãos”, anarquistas e baderneiros. Confesso: quase chorei com o seu comovente desabafo. Selva!
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 19/1/2010 às 00:10:32
Pronto, definida a questão. Maioria não vale nada! Ou seja, etejamos preparados, para como, maioria esmagadora, sermos esmagados pelas Forças Armadas, que, de acordo, com o militar comentarista, age por livre e espontâmea vontade ( já que não é braço armado de patrimonialistas). Sim, é verdade, como já dito aqui, as nossas Forças Armadas, ou parte delas, só fizeram o serviço sujo e mais nada. Os mentores da matança são os mesmo que estão aí hoje, protegendo seus mandatários. A parte mais divertida da tentativa de igualar os sequestradores sanguinários aos salvadores da pátria, é, como sempre, a ecônomica, acham bastante razoável receber pensões ad eternum mas acham errado os " iguais" tb receberem. Mataram, caçaram e torturaram a população, por dinheiro e prestígio, nunca houve, como não há agora, ideologia, patriotismo ou qq outro ideal nobre. Procurem em cada família, as que tem uma tragédia para contar e verão qtas sofreram nas mãos da resistência... Por outro lado, se a maioria não vale nada, as FA, deveriam receber pela minoria para quem trabalham. Um país espera, que suas FA estejam prontas para defendê-lo e não para atacar, covardemente, seus cidadãos. Portanto, sr.Luiz, se sua obrigação é com a minoria, o seu juramento deve ser feito à ela e não a Nação pq a Nação não está com a minoria ( mais uma vez ), caso o sr. ainda não tenha notado.
Rogério Tomaz Jr. , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 18/1/2010 às 23:45:02
Sem dúvida, uma dos melhores artigos - senão o melhor - que já li até hoje sobre o tema. Rico em informações históricas, preciso na contextualização e na concatenação dos detalhes e elementos, muitíssimo bem escrito e, ainda, emocionante no final. Parabéns! Merece divulgação ampla! Quiçá chegue aos comandantes das Forças Armadas!
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 18/1/2010 às 23:12:25
O bom da internet é isso: você pode dizer a bobagem que quiser que ninguém te cobra provas.Agora surgiu uma fantástica revisao histórica: um dos motivos do golpe de 64 foi o aumento do salário mínimo.Entre as besteiras que se escreveram aqui, esta talvez seja a campeã.Ou pelo menos vice-campeã.
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 18/1/2010 às 22:10:48
Sr. Marcelo Ramos, nas Forças Armadas, não importa o que é maioria. O que vale é quem manda e quem obedece. As decisões lá não são tomadas com base em maiorias. Ah, roubos a banco, seqüestro de embaixadores, justiçamentos e terrorismo são crimes. É...realmente, o sr. Angelo Azevedo tem razão. Por outro lado, quando leio pessoas que pensam que as Farc são um problema secundário na Colômbia, eu me derramo de orgulho pela grande obra que as Forças Armadas brasileiras fizeram neste país. Nós tínhamos toda razão quando demos nossas vidas pela estabilidade do País. Repito quantas vezes for necessário: graças à Revolução Democrática, exterminamos esse câncer do terrorismo comunista aqui no Brasil. Selva!
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 18/1/2010 às 22:07:30
Sr. Fábio Carvalho, eu faço questão de colocar novamente:"aqueles que se opuseram à Revolução Democrática sem pegar em armas e sofreram algum efeito colateral da guerra contra a subversão, eu só lamento...". Será que eu vou ter de explicar novamente que aquilo era uma guerra contra a subversão??? Será que eu vou ter de lembrar que em toda guerra, regular ou irregular, há excessos cometidos pelos dois lados??? Por que os “democratas” humanistas que protestavam “sem armas” contra a Revolução Democrática não se manifestavam ante a violência cometida pelos terroristas??? Deixe-me ver se entendi: opunham-se à “opressão” de um lado, mas se omitiam perante as armas dos “camaradas” patrocinados por Cuba, URSS e China. É... Eu conheço essa gente... Veja bem, eu não quero que o sr. se posicione acerca dos regimes comunistas vigentes e passados. O seu silêncio já é uma resposta! Eu só quero que o sr. entenda que os militares nunca vamos tolerar um regime daqueles aqui no Brasil. Simples. Ah, eu... querendo ser vítima... imagina, meu amigo. Militares não nasceram pra isso. Eu só estou desconstruindo essa falácia dos terroristas de que o Estado foi covarde ao combater esses idealistas. Ora, eles, financiados por nações interessadas na anarquia; e nós, defendendo a pátria. Nada de errado na ajuda americana, qualquer nação amiga que nos auxilie a manter a ordem, será bem vinda.Selva!
Silvio  Miguel Gomes , Olímpia-SP - Func. Publico Estadual
Enviado em 18/1/2010 às 22:00:30
O Joranlista Carlos Eduardo Lins da Silva pergunta por que a folha não acompanhou o processo de elaboração do plano. É simples! Agiram ao mesmo tempo: a grande imprensa e os Militares. Isso faz parte da Historia do Brasil. Quem deu o golpe em 64 foram os Militares e uma das razões era o grande perigo do aumento do salário mínimo. O povo. O povão não está nem aí para estas celeumas todas. Não sabem em que votaram, não querem saber se Batisti fica ou vai pro inferno, nem sabem que é o menino Sean, não se importam com o que o Boris disse e por aí vai...
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 18/1/2010 às 21:42:56
Sr. Angelo Queiroz, se ler meus primeiros comentários, verá que concordo com o senhor nesse ponto: os militares são uma instituição confiável. Mas existem desvios. Há bons e maus políticos, bons e maus médicos, há bons e maus publicitários, há bons e maus advogados e... bons e maus militares. Não é novidade para ninguém que os militares que cometeram crimes, extrapolaram. É o famoso serviço sujo. E como em qualquer instituição, esses militares tem de ser responsabilizados, militar e civilmente. Alguém aqui falou em punir todo o Exército, ou toda a Aeronáutica? Não! É apenas um grupelho.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 18/1/2010 às 20:15:38
Pêra aí, né , Sr. Fabiana Tambellini ,, pelo menos escolha outro exemplo, né´. O local onde Lamarca tombou virou praça, com direito a estátua, sua história virou livro, depois virou filme, com ator global no papel principal, foi promovido a coronel, recebeu trezentos mil de indenização, sua morte é feriado municipal.O que você quer mais em relação a este sujeito?. A propósito, quem escreveu um livro sobre a vida de Hélio Carvalho de Araújo ou de Alberto Mendes Júnior. Alguém lhes dedicou uma praça. Receberam indenização? Foram promovidos? Francamente, Lamarca já é escárnio.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 18/1/2010 às 19:48:37
É como já postei aqui outras vezes: os militares são a instituição mais confiável para a população. Então, não adianta essa maledicência toda contra a instituição. Nas escolas, os professores ensinam aos alunos as glórias dos guerrilheiros; no Enem , nos vestibulares, nos concursos públicos, para acertar uma questão relacionada com o tema, basta marcar a opção que fala melhor dos guerrilheiros ou mete o pau nos militares ; na música, tome mais bordoada, no cinema, mais pancada., nas universidades então... No entanto, as FM continuam no topo da confiabilidade para os brasileiros, com quase noventa por cento. O povo não é bobo e sabe quem está do lado dele.
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 18/1/2010 às 19:33:54
Boa essa, o Marcelo Ramos reclamando dos chavões.Seria mais ou menos como se o Rogério Ceni reclamasse dos goleiros que batem pênaltis.
Edmundo Paredes , itapema-SC - contador
Enviado em 18/1/2010 às 19:21:25
Ao longo da histórico da humanidade generais implantaram ditaduras sangrentas (a esquerda e a direita) sempre alegando defesa da pátria, mesmo quando invadiam e massacravam outras pátrias e povos. Faz parte da genética militar esse desejo de poder e de mando. No que se refere aos anos em pauta, seria muito interessante e esclarecedora uma investigação, pela Recita Federal, do crescimento vertiginoso de muitas empresas e fortunas. nos daria uma boa dimensão do patriotismo de muitos dos envolvidos.
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 18/1/2010 às 16:39:54
É fundamental que as informações da ditadura tornem-se públicas. Parece-me óbvio que nem FHC nem Lula conseguiram abrir os arquivos porque tem gente graúda, de poder envolvida. Imagine se meia duzia de guerrilheiros tem todo esse cacife. É importante conhecer a história de todos os lados e existe um desequilíbrio gritante, conhecemos os nomes dos guerrilheiros mas não sabemos os nomes de nenhum torturador ou mandante. Sei quem Lamarca matou mas não sei quem matou Lamarca. Em tempo, sou contra a revogação da anistia mas quero saber os nomes dos que mataram e torturaram em nome do estado brasileiro.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 18/1/2010 às 15:31:56
Para se ter uma vaga idéia do que é terrorismo de Estado, é só olhar o que acontece no Oriente Médio. Os terrorista mortos diariamente são homens, mulheres e crianças que lutam com paus, pedras e foguetes caseiros contra um exército infinitamente superior em número e tecnologia. Aliás, é uma questão de classificação. Ongs de direitos humanos e talvez umas poucas pessoas que não tem a mente colonizada chamam isso de genocídio. Os Chefes de Estado envolvidos (Israel e USA) chamam de guerra contra os terroristas. O que aconteceu no Brasil foi algo semelhante. Aliás, é bom deixar claro que não tento convencer ninguém, até porque já ficou claro que o senhor Ângelo Queiroz e o sr. Luiz Rodrigues não estão dialogando. Apenas marco minha posição para deixar claro que até podem continuar repetindo chavões, mesmo que sejam chavôes com novas roupagens, mas que não passam disso: apenas chavões.
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 18/1/2010 às 15:30:49
O da direita grita "Selva!" e o da esquerda diz que o terrorismo na Colômbia é o terrorismo dos Estados Unidos.E a democracia, coitada, espremida entre os dois.Estamos bem arranjados.E em pleno século XXI.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 18/1/2010 às 15:00:47
Senhor Luiz Rodrígues, o teu amontoado ideológico de quinta categoria, além de querer posar de vítima - como o mocinho que enfrentou o bandido da luz vermelha - esqueceu-se disso daqui ó "aqueles que se opuseram à Revolução Democrática sem pegar em armas e sofreram algum efeito colateral da guerra contra a subversão, eu só lamento...". São suas palavras, não estou inventando ou sugerindo coisas da minha cabeça. Revolução Democrática, valha-me Deus: um golpe que depôs o presidente, fechou o parlamento, exilou políticos e intelectuais, instaurou a censura nas artes e na imprensa, proibiu o direito de organização, acabou com eleições diretas, colocou partidos de oposição na clandestinidade e, ilegalmente, torturou. Daí vem o senhor dizer "ah, não estava armado... lamento, efeito colateral". Vá se tratar do teu delírio persecutório. Teus atos falhos revelam que o senhor não convence nem a si mesmo de que lutava contra a subversão e o perigosíssimo terrorismo de professores universitários esquerdistas. Militares dessa tchurma são tão honestos a ponto de destruirem documentos e forjar realidades, como o suicídio de Herzog. Por fim, entenda: o senhor não sabe o que eu acho ou deixo de achar de regimes como o cubano, o chinês ou o saudita. Nem vai saber agora, porque eu não vou cair nessa tática diversionista. Estou falando da ditadura que vitimou BRASILEIROS.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 18/1/2010 às 14:57:42
Senhor Luiz Rodrigues, o senhor está tentando lançar luzes sobre o pensamento de alguém que acha que as FARC (que acabam de sequestrar e degolar um governador ) não são um problema para a Colômbia , mas sim o os EUA . Considerando o último comentário do Sr. Marcelo, a tarefa de Galileu perante o santo ofício era mais fácil.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 18/1/2010 às 14:04:06
Senhor Luiz Rodrigues, apesar de o senhor trazer algumas considerações dignas de nota, devo lhe dizer que:1) Os amigos militares com quem convivo sabem muito bem o que significa a palavra "inimigo". 2)A Colombia está livre do terrorismo comunista, mas é presa de um terrorismo bem mais "eficiente": aquele terrorismo levado à cabo pelo Estado, no caso os Estado(s) Unidos. Obviamente, as novas bases militares americanas na Colômbia tem um objetivo muito bem definido em relação ao nosso continente. Eu espero que o senhor não reproduza o pensamento militar de 1964, quando os militares brasileiros foram "apoiados" extra-oficialmente por setores militares norte-americanos. Se eu fosse falar em linguagem acadêmica, a Colômbia, hoje, encaminha-se a se tornar o que Cuba foi antes da "Revolução Cubana": apenas o quintal/prostíbulo/cassino do EUA. Como eu disse antes, já está mais do que provado que essa postura que o senhor defende não era na época, e não é hoje, majoritária dentro das Forças Armadas. O senhor colocar o discurso de um general não prova isso. Menciono também que a ESG e os militares que ali fazer curso passam por atualizações. A geopolítica de hoje admite mais esse termo "comunista". Ah, e tortura continua sendo crime.
JOSE MARIO VALENTIM , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 18/1/2010 às 13:43:05
Perdoem o texto sem acentos, mas encontro-me fora do Brasil e o computador aqui nao tem a configuracao de acentos e cedilha. Sou cidadao brasileiro e convivi com o que esta sendo chamado de "ditadura militar". Nao vou julgar, nem tecer comentarios sobre aquele periodo. Apenas acho estapafurdio remexer em um episodio ja sepultado ha trinta anos com a lei da anistia. Acredito, entretanto, que a motivacao por tras deste PNDH nao e politica; mas sim economica. Quando vejo os pagamentos a titulo de indenizacao pelos "anos de tortura" que estao recebendo os "terroristas/discordantes do regime entao vigente", fico preocupado com o aumento da minha ja pesada carga tributaria para novas compensacoes financeiras aos esquerdistas que choraram quando foi anunciado este triste plano. Querem fazer revisionismo? Por que nao rever o genocidio que fizemos no Paraguai? Mesmo que "manobrados" por outros paises, temos nossa parcela de culpa. Por que nao revermos nossa triste historia com a populacao negra deste pais? Ah, esqueci que estamos dando "bolsa miseria" e "cotas" nas Universidades para "afro-decendentes". Espero que logo que eles recebam a sua "bolsa-tortura" eles deixem de "encher o saco"
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 18/1/2010 às 11:21:45
Já me acostumei com o nível de desinformação propagado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista). Se intensificou, coincidentemente, de 7 anos para cá. São omissos, cúmplices e coniventes com seus afetos. Ao mesmo tempo,criaram uma indústria de boatos e crises para frear aqueles que se opõem aos seus interesses. Essa é mais uma crise inventada por eles. Dessa forma, evito essas fontes de informação, já que são totalmente tendenciosas e fazem campanha eleitoral descarada para os seus partidos, como o DEMs (ex-PFL, ex-PDS). O problema é que não conseguem reverter o quadro da opinião mundial, que reconhece os grandes avanços que o país vem passando no atual Governo. O Le Monde soltou mais uma matéria totalmente favorável ao novo PNDH. Têm uma sociedade mais evoluída e conseguem enxergar melhor isso. Trechos da notícia: (mais ou menos isso) O caso chama a atenção para a exceção do Brasil, único país pós-ditadura na América do Sul que não prestou nenhuma atenção aos seus ex-opressores. A lei de 1979 tinha acobertado os militares, policiais e opositores empenhados na luta armada. A forma como este processo vai se encaminhar... neste ano de eleições é crucial e irá mostrar se o Brasil está disposto a olhar o passado de frente para reforçar ainda mais a sua democracia.O texto, o momento todo, esteve do lado da decisão do decreto e só aumentou o prestígio do Governo brasileiro.
Marly Paiva , Goiânia-GO - jornalista
Enviado em 18/1/2010 às 05:31:53
Um texto lúcido. Excelente. Não se pode continuar a negar a verdade às famílias de vítimas e ao país. Nem deixar que a manutenção da ordem e da segurança sejam usadas como justificativas para a tortura e a morte.
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 18/1/2010 às 00:07:19
É... Esses comunistas são comoventes!!! O sr. Fábio Carvalho acredita que eu, como militar, deveria dialogar com terroristas. Que humanismo! Eles, com armas de fogo na mão; e eu, com a boa vontade de um padre ou pastor, teria de tentar compreender essa “visão de mundo” – praticada em regimes cruéis como o cubano e o chinês. Em qualquer país minimamente normal, quando as instituições se mostram falidas, incapazes de garantir a ordem, os militares, por iniciativa própria, automaticamente vão às ruas para que ela seja imposta. Não há como uma nação prosperar no meio da desordem, baderna ou anarquia. Mas o sr. Fábio acha que "Essa coragem de valer-se da arma e do poderio do Estado para calar a voz do outro não tem o direito de reivindicar para si o conceito de democracia.” Pena! Ele considera, creio eu, que aquela guerra era desequilibrada. Ele acha que o Estado brasileiro não deveria se defender desses terroristas(ou “grandes democratas”), financiados por nações estrangeiras tais como URSS, Cuba e China. É óbvio que, em tempos de paz, nenhum militar mata uma pessoa por divergências de opinião. Mas, numa guerra contra a subversão, ou quando a nossa “mãe”, a pátria, corre perigo de desintegrar-se ou de deixar de existir, a integridade dela estará acima de tudo! É a pátria a que nós servimos – no extremo da adversidade, só ela está acima de nós. Selva!
Geraldo Magela Pereira  Freitas , Belo Horizonte-MG - Contador
Enviado em 17/1/2010 às 23:43:06
Os militares e outros que reagem contra a ideia de rever o passado sujo, asqueroso, protagonizado por criminosos torturadores no periodo do golpe militar fariam papel mais bonito se ficassem em cima do muro. Fala em revanchismo quem nao teve parente vitima da sujeira. Nao apurar é favorecer o mal feito.
Paulo Corrêa , Rio de Janeiro-RJ - Cientista Político
Enviado em 17/1/2010 às 22:40:42
Felipe Faria, depois do excelente artigo acima e até mesmo dos comentários sensatos ao seu redor, suas tentativas de requentar o pirão anticomunista com esses seus clichês baratos parecem, no mínimo, patéticas e fora de lugar.
Pedro pereira pererira , Palmas-TO - oleiro
Enviado em 17/1/2010 às 22:09:32
Os militares foram o braço armado dos que lutavam pelo seu patrimônio pessoal... vixe.... que conhecimento estupendo de historia. os militantes foram os braços armados das indenizaçoes milionarias doadas pelo governo atual.. muitas sem qualquer nexo com a malfadada resistencia armada... que no fundo nao tinha nada de resistencia.. Isso que da analise historica sem contextualiza-la, tipico dos historicistas marxistasque julgam saber o final da historia entao determinam os fatos... Um conselho para o Luiz... nada do que falar por aqui sera sequer considerado...na optica dos vencidos, os militares foram simplesmente inimigos, e as razoes por eles usadas para declarar guerra ao agressor comunista que queria fabricar uma grande ditadura no brasil nao sao necessarias para que formem opiniao.. ja estao prontas com pastelzinho frito que se compra em feira. A maioria desses defensores sequer leu sobre os acontecimentos da decada e 60/70 e o reino de terror que pairou sobre o pais com atividades terroristas espalhadas nos grandes centros e que resultou na morte de dezenas de civis em nome de uma democracia que so surgiu no discurso da decada de 90. Dentre eles um primo de uma ex namorada ..que simplesmte estava em lugar errado.. o resto e prosopopeia .. discurso falido...tempos passados de dinossuaros mofados...Vai passar eu juro.. so ter paciencia para o develamento da falacia
Rolando Lazarte , João Pessoa-PB - Sociólogo
Enviado em 17/1/2010 às 15:58:00
O Brasil não pode ser o único país da América do Sul a conviver com a impunidade. Há uma ordem internacional que deve ser obedecida, se o Brasil á de asertar as contas com esse passado doloridoq eu hoje se procura--com todo direito e justiça-- exumar. SE aluns ministros ou setores da "grande" impresna tem o rabo preso, tanto pior para eles. Também hão de prestar contas. É a hora deles enfrentarem o que negaram aos que perseguiam e caçavam nos anos da impunidade. Hoje poderão contratar advogados e serem ouvidos, o que não concederam aos que covardemente matavam, torturavam e sequestravam desde o poder do Estado. Poderão se acolher ao que negaram, ao estado de direito. terão muitas vantagens, e mesmo assim tem medo. Por que será?
Felipe Faria , Rio-RN - estudante
Enviado em 17/1/2010 às 11:58:44
"Os militares foram o braço armado dos que lutavam pelo seu patrimônio pessoal." No momento em que ex-guerrilheiros enchem os bolsos de dinheiro vem a senhora fazer esse tipo de acusação. Ora, quem lucrou em indenizações e aposentadorias imerecidas foram os terroristas que pretendiam implantar um regima cubano ou assemelhado por aqui. Iriam "encampar" o patrimonio pessoal de todo mundo.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 17/1/2010 às 02:05:56
Quando estourou o famigerado Golpe Militar em 1964, um já falecido tio-avô, que servia em um quartel de fronteira no Rio Grande do Sul, foi preso e levado para outro quartel em Uruguaiana junto com um grupo de oficiais acusados de motim. A motivação dele era simples: apesar de ser militar, ele tinha mulher, filhos e um sem-número de civis na família (ou seja: no "lado de fora"). O mesmo ficou preso quase 1 mês inteiro, incomunicável, sem que a família soubesse se estava vivo ou morto. Apesar disso, 2 dos seis filhos dele, que eram meras crianças na época, resolveram seguir carreira no Exército. Depois alguns filhos destes filhos, ou seja, netos do meu tio-avô, também optariam pela carreira militar, sendo que um dos meninos está numa famosa escola de cadetes do país. Apesar disso não me consta que algum deles, tanto pais quanto filhos, tenha sofrido esta lobotomia que o intrépido fuzileiro Luiz Rodríguez externa com aparente orgulho. Até porque "lepra ideológica" parece expressão dos alucinados Heinrich Kramer e James Sprenger para fundamentar o Malleus Maleficarum. De qualquer sorte, mesmo respeitando uma ponta da família que pendeu para o servilismo, devo dizer que fecho ipsis litteris com o argentino que pichou a seguinte frase num muro de Buenos Aires durante os Anos de Chumbo dos hermanos: "Aos militares dever-se-ia erguer um monumento. Em cima deles". Chega de ufanismo.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 17/1/2010 às 00:03:38
Senhor Luiz Rodríguez, lamento que o senhor tenha sido doutrinado a ter uma visão de mundo onde pessoas podem ser assassinadas e torturadas somente porque tem uma outra visão de mundo. E, mesmo que não sejam "professores universitários esquerdistas", paciência: efeito colateral, né? Essa coragem de valer-se da arma e do poderio do Estado para calar a voz do outro não tem o direito de reivindicar para si o conceito de democracia. Porque o nome disso é outra coisa e o senhor sabe qual é. Pessoas assim atuam como batedores de carteira no meio da multidão: após praticarem um crime, apontam para o outro e gritam "pega ladrão". É triste verificar quando o fanatismo assume tais contornos, ultrapasando até mesmo a fronteira do delírio ideológico.
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 16/1/2010 às 04:59:50
Desculpe-me a insistência. Mas tenho que voltar aqui novamente. O sr. Marcelo acha que conhece as Forças Armadas mais do que eu. Coitado! Só fez o serviço militar obrigatório, mal sabe manusear um fuzil... Ele acha que a minha posição representa NADA dentro da Corporação. Então, dêem uma lida nisto aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u564309.shtml Pra aqueles que têm preguiça de ler, eu explico: trata-se do discurso de despedida do General Paulo César de Castro, então responsável pelo Departamento de Educação e Cultura do Exército. Na cerimônia, ele pediu aos oficiais da ativa "patrulhar para que a lepra ideológica fosse mantida bem afastada dos currículos, salas de aula e locais de instrução [do Exército]". Em seguida, continuou: “Meus generais, perseverai no combate[...] O inimigo é astuto e insidioso. Mas capitulará ante nós, como derrotado tem sido até agora.” Por fim, resumiu “Cuidado: ele procurará afirmar e convencer os inocentes e incautos de que o Exército de 2009 é diferente do Exército que os derrotou no passado. Pobres almas.” E, então, sr. Marcelo Ramos, pergunte aos seus amigos militares o que significa “inimigo” mencionado pelo General. Parece que seus amigos não entenderam a Grande Obra feita pelos Heróis da Revolução Democrática. Ah, um detalhe: o General foi aplaudido por Oficiais da Ativa também. Seeeeelllllllva!!!!
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 16/1/2010 às 04:45:56
Não faço distinção entre civis ou militares, de esquerda ou de direita que lutem pelo país. Qq um que lute pelo país terá o meu respeito. Não aceito é a leitura que iguala os que lutam por uma Nação aos que lutam por patrimônio pessoal. Os militares foram o braço armado dos que lutavam pelo seu patrimônio pessoal. Não foram todos, mas um grupo. Tb não concordo que, uma corporação inteira e contemporânea, deva reponder por algum deslize passado. Ainda assim, é inaceitável, apesar, de reconhecer a fidelidade e lealdade coorporativa, que se entenda como equivalentes uma luta corpo a corpo a linchamento. Em outras palavras, uma ação, com riscos assumidos, jamais se assemelhará a uma luta onde dez seguram um para dois baterem. Essa é a diferença entre a Guerrilha e a ação do Estado, um HOMEM, sabe que deve encarar seu inimigo nas mesmas condições e JAMAIS pedir para os outros o segurarem para ele bater. E, caso isso ocorra, um, HOMEM, saberá, que não deverá cantar vitória, pq SABE, que só derrotou aquele inimigo pq ele encontrava-se impotente. Nossas Forças Armadas não precisam passar por essa humilhação, essa impotência é da nossa elite e não delas. Os covardes, que se escondem e se escoderão sempre, usaram os militares em 64 e usarão os jornalistas em 2011. A nós, eles não enfrentam, tem medo e usam braços armados ou escritos para seus objetivos. Não confundamos os inimigos.
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 16/1/2010 às 00:02:54
Sr. Fábio Carvalho, sou membro do Corpo de Fuzileiros Navais. Nessa honrosa instituição, não há espaço pra aprender história sob a ótica de professores esquerdistas, que abundam nas universidades públicas federais do Brasil. Repito: somos doutrinados pra ter uma outra visão de mundo! Os civis, no primeiro disparo de arma de fogo, escondem-se; nós, nesse mesmíssimo caso, nos protegemos, mas, prontos pra atirar. No meio de um fogo cruzado, não há o que discutir ou refletir...é obedecer, fazer o que tem que ser feito e ponto final. Do contrário, o sujeito vira uma presa fácil, se torna vulnerável. É por isso que nas Forças Armadas a hierarquia e disciplina são fundamentais. Agora, pense comigo: no calor da batalha, quando a vida está por um fio, e, no outro lado, há um terrorista, querendo pregar a anarquia no país, o sr. acha que o militar vai se submeter àqueles que se aproveitam da desordem pra se perpetuarem no poder??? O sr. acha que, no extremo da adversidade, eu vou pensar igual àqueles que nunca saíram da redação de um jornal??? Se o sr. acha que liberdade de imprensa e pregar Direitos Humanos são suficientes pra derrotar o terrorismo, é só dá uma passadinha na Colômbia. O sr. queria que o Brasil hoje se tornasse uma Colômbia??? Graças aos militares, graças a Revolução Democrática, o país está livre dessa praga do terrorismo comunista. Seeeeeeeeelva!!!
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 15/1/2010 às 23:56:31
Seeeeeeelva!!! Isso aqui tá muito bom! Ô, estudante, quando eu abordei a questão de militares tradicionalistas e “progressistas”, eu estava me referindo ao presente e futuro; não, ao passado. Você deu um belo exemplo, o dos tenentistas. Mas também na época de Getúlio Vargas, durante a Segunda Guerra, havia divisão cruel dentro das Três Armas: uns queriam seguir o Eixo; outros, os Aliados. Essa divergência quase levou o país a cometer grave erro geopolítico. Pra evitar isso, os comandantes hoje passaram a ser muito mais precavidos(é uma regra não escrita, mas funciona!) Sr. Marcelo Ramos, nem todos são iguais, isso vale também para as Forças Armadas, mas nos postos de comando estratégicos da Corporação, não há espaço pra pessoas sentimentais, especialmente quanto ao passado(deu pra entender???). Sr. Fábio Carvalho, eu pretendo dedicar um post só pra o sr., certo??? Aguarde-me...
Montezuma Cruz , Guara I-DF - jornalista
Enviado em 15/1/2010 às 20:50:02
Luiz Claudio Cunha deixa-nos um libelo. Parabéns por tão cistalino texto. Presidente Médici é também nome de um município em Rondônia e do Aeroporto de Rio Branco (AC). Tenho pena de quem sofre de amnésia forçada. Pela idade ainda é aceitável, mas da parte de quem viveu o regime de arbítrio, é inadmissível.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 15/1/2010 às 17:09:50
A tchurma da caserna que nos envergonha consegue piorar a cada comentário. "Nós, os militares brasileiros, fizemos o dever de casa mais cedo e por isso tivemos menor dor de cabeça. Aqueles que se opuseram à Revolução Democrática sem pegar em armas e sofreram algum efeito colateral da guerra contra a subversão, eu só lamento... Mas guerra é guerra!". É isso a aí. Por que usar eufemismos humanistas, senhor Luiz Rodrigues? Efeito colateral, lamentavelmente, chama-se tortura e assassinato. Dê nome aos bois, mas convém que o senhor seja mais rigoroso com a terminologia empregada ao golpe de 64: revolução democrática não dá, convenhamos.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 15/1/2010 às 13:53:24
O que é o progressismo senão a ânsia de ganhar bolsas, indenizações, vantagens, aposentadorias, verbas as custas de dinheiro arrecadado de impostos das pessoas que realmente trabalham?
Neyde Helena Castro , Itanhandu-MG - Professora
Enviado em 15/1/2010 às 12:51:41
Luiz Claudio Cunha, você me fez chorar. Deus queira que possamos passar este passado tão tenebroso a limpo. Obrigado.
Carlos  Diniz , Rio de Janeiro-RJ - estudante
Enviado em 15/1/2010 às 12:12:15
"Nas Forças Armadas, militares “progressistas” – ou com pensamentos obscuros na mente – não têm chance de ocupar postos no alto comando da Força, exatamente pra evitar divisões inconciliáveis na instituição!" Explique então como os REBELDES tenentistas que tentaram tomar o poder nas décadas de 20 e 30 se tornaram os GENERAIS que participaram do golpe de 1964. Subversivos e antidemocráticos,tais como o perigo vermelho que combatiam.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 15/1/2010 às 11:58:23
Caso alguém pergunte, ou procure no dicionário o que é "general de pijama", não encontrará exemplo melhor do que o "militar" Luiz Rodriguez. Não veio aqui dialogar, apenas repetir um discurso velho que nem mesmo ele acredite. Tenho diversos amigos militares e sei, por experiência, que esse militar não representa NADA em se tratando das Três Armas. E repito, os generais argentinos demonstraram dignidade, tem bolas. Os brasileiros? Coitados...
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista
Enviado em 15/1/2010 às 10:07:55
Caro Irineu, creio que você esteja equivocado.A Carta Maior sempre tem novidades e opiniões e fatos diversificados.Já o tablóide Veja (que vergonha de revista) é que é totalmente previsível.Por isso é que não a leio mais.Virou um folhetim oficial dos [ ] e DEMs(ex-PFL,ex-PDS).Grande parte da vendagem de exemplares é feita para o governo desses partidos.Os mentores da ditadura,os torturadores e corruptos e a imprensa e os políticos que apoiaram o golpe,continuam nadando de braçada no poder.Distorcem os fatos a fim de justificarem suas mazelas e perpetuarem-se no poder.Trata-se de uma organização criminosa com tentáculos em diversos setores.Alguns a apóiam e se envolvem com ela sem saber,pela simples admiração do seu poder.São corrompidos.A sociedade brasileira evoluiu,mas esqueceram de avisar para essa turma e para o PIG.São omissos,cúmplices e coniventes com as falcatruas de seus afetos,e inventam e editam fatos a fim de gerarem conflitos com os que interferem em seus interesses.Interesses esses que são individuais e prejudiciais à sociedade.Um exemplo atual é a insistência em acobertar e passar a mão na cabeça do incompetente desgoverno de São Paulo.Esse Estado passa por um momento de caos generalizado e a imprensa insiste em varrer as mazelas para debaixo do tapete.Temos que passar o Brasil a limpo,resgatando a nossa história e buscando a verdade dos fatos atuais.
Irineu Ermel , Natal-RN - contador
Enviado em 15/1/2010 às 08:35:36
Carta maior? Não é nem preciso ir lá para saber do que se trata.
suely fassio , são paulo-SP - aposentada
Enviado em 15/1/2010 às 00:36:10
Ninguém ignora o que se passou no período da ditadura militar. Eu era estudante na época e fui contra por não acreditar que o Brasil fosse aderir ao comunismo. Ainda penso que a ditadura foi absolutamente desnecessária. Mas, considerando que ela existiu e muitas atrocidades foram cometidas, como cidadã sou obrigada a condenar os militares que assim procederam. No entanto, também acredito que não será agora, 30 anos depois, que nós vamos resgatar o Brasil da ditadura. A democracia que ora vivemos deveria ter feito isso e, infelizmente, só está nos mostrando corrupção, compra de votos com cestas básicas, aloprados e muita sujeira. Sinceramente, não sou PT nem PSDB, não creio em políticos, mas um governo que protege um criminoso italiano das leis do seu País, que tem como candidata uma ex terrorista, deve estar promovendo essa questão para inocentar sua candidata na campanha política para a presidência, querendo transformá-la em heroína da democracia. A única face boa da democracia em que vivemos hoje, se é que a vivemos, está na liberdade da imprensa noticiar toda essa série de sujeiras. Nunca vi tanta corrupção. O PT perdeu a chance que a história lhe deu para transformar um Brasil num País sério...
Pedro Pererrerira pererrira , Palmas-TO - Oleiro
Enviado em 15/1/2010 às 00:27:37
Deixa os dinossauros falarem, afinal de que outra forma justificariam suas indenizaçoes milionarias.. Logo..logo isso se tornara um passado,passado, lacrado exonerado pela retificaao da historia. Vai começar pela desconstruçao da Dilma seguida da mudez taciturnados beneficiarios do capital alheio.. afinal onde mesmo eles gastariam seus peculios se no mundo comunista nao tem onde colocar...... eita gente sem tento.. De outra forma podeiram doar pra campanha da Dilma para justificar suas ideaçoes populares..
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - Militar
Enviado em 14/1/2010 às 23:46:25
Coitadinhos!!! Confesso que estou derramando lágrimas pelo humanismo dessa gente... Os mesmos que são incapazes de serem incondicionalmente solidários ao drama dos cubanos e chineses, ansiosos por democracia, agora vêm pra cima de mim pra dar lições de história – a história segundo “eles”. Não se preocupem, meus senhores. Nas Forças Armadas, militares “progressistas” – ou com pensamentos obscuros na mente – não têm chance de ocupar postos no alto comando da Força, exatamente pra evitar divisões inconciliáveis na instituição. Só os militares mais alinhados às tradições e valores da corporação terão o privilégio de conduzi-la. Portanto, sr. Luiz Claudio Cunha, não há perigo de um General brasileiro fazer o que o argentino propôs. Os argentinos pagaram pelo gravíssimo erro de atuarem tarde demais, isto é, quando os terroristas já estavam infiltrados por toda a nação. Nós, os militares brasileiros, fizemos o dever de casa mais cedo e por isso tivemos menor dor de cabeça. Aqueles que se opuseram à Revolução Democrática sem pegar em armas e sofreram algum efeito colateral da guerra contra a subversão, eu só lamento... Mas guerra é guerra! Responsabilizem os terroristas por terem manchado o “heroísmo” dos que tombaram “sem merecer”. Se não houvesse terroristas, certamente os militares não teriam respondido com armas. Nunca permitiremos que alguém neste país invente a roda.
Adilton Andrade , Ipiaú-BA - Funcionário Público
Enviado em 14/1/2010 às 23:41:42
Que se apure todos os crimes, de soldados e dos militantes de esquerda do período da ditadura. Mas não empurrem goela abaixo da população um plano de instalação de ditadura comunista no Brasil, mesmo porque maioria da população não compartilha esse sonho. Querem emprego, dinheiro no bolso, educação, no capitalismo. Esses ideólogos do PT estão parados no tempo, querendo implantar as ideias atrasadas, que não conseguiram nos anos 60. Se o Brasil vai bem financeiramente é devido ao respeito as leis do mercado, capitalista. Não quero viver num país como Cuba, ou Venezuela.
Leandro Fortes , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 14/1/2010 às 22:58:21
Sensacional, Luiz Cláudio. Texto de gente grande sobre a má índole de gente minúscula. Parabéns. Forte abraço.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 14/1/2010 às 22:25:02
Uau, o OI é democrático mesmo. Aqui se reproduzem todas as minorias... inclusive os fanáticos e (muito)mal-informados. Viva o OI.
Carlo  Germani , BH/MG-MG - engenheiro
Enviado em 14/1/2010 às 21:44:47
Lula é um fantoche do governo oculto mundial e a serviço do projeto satânico da Nova Ordem Mundial. Este criminoso decreto que em nada defende qualquer direito humano,tem por meta principal subverter a ordem constitucional,econômica,financeira,educacional,moral e social. Um golpe de Estado, está nas entrelinhas deste decreto.
irineu ermel , Natal - RN-RN - contador
Enviado em 14/1/2010 às 20:21:58
Os militares não acordaram numa bela manhã de sol, e decidiram implantar um ditadura militar, em beneficio próprio. Foi a reação a causa esquerdista que estava tentanto implantar uma ditadura comunista no Pais, com tentativas de transformar o Brasil num satélite russo, a moda cubana. Poderia até ser que a república comunista do brasil, fosse naufragar como todas as outras ao redor do mundo, principalmente na Europa, ou poderiamos ser até hoje uma ditadura a moda cubana, com um ditador sanguinário no poder, sem liberdade nenhuma. Pelo menos temos liberdade de sair do Pais, nem que seja a pé pelo Paraguai, diferente dos cubanos que só conseguem sair de lá, montados em caixotes de madeira, servindo de petisco pros tubarões. Graças aos militares que somos livres. Ainda chegara o dia em que teremos estátuas deles em todas as esquinas do Brasil, em agradecimento ao que eles fizeram pelo Brasil.
Fábio Carvalho , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 14/1/2010 às 18:29:12
Assim a tchurma que diz defender o Brasil justifica o efetivo golpe na democracia, o ovo da serpente para a efetivação da censura e o patrocínio da tortura que não quer aceita ser investigada nem passados mais de 20 anos - e ainda tem o aplauso da ignorância dos incautos e/ou do proselitismo selvagem de quem só aceita a regra se o compadrio ditá-la."Nós jamais permitiremos que a integridade territorial deste país esteja sob ameaça! Derrubamos João Gourlart porque ele era incapaz de conter a baderna pela qual a democracia no Brasil estava passando. Se tivéssemos demorado em atuar ou se houvéssemos nos omitido, aí sim, eu, como militar, estaria envergonhado". Infelizmente, existem defesas subreptícias dessa imundície. Coisa triste.
Luiz Antônio de Sousa da Silveira , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 14/1/2010 às 17:32:06
Fidel Castro é militar com direito s coturno, bat-but, farda verde-oliva, caserna, como todos os demais comandantes. Fuzilou pessoas que apenas queriam se mandar da Ilha, para viver melhor. Ele resistiria a uma Comissão da Verdade ?
Carlos Ferreira , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 17:16:20
Em ano de eleição a imprensa marrom vai intensificar a indústria de boatos e crises. A nossa constituição rege a sociedade atual. E nela estão assegurados todos os direitos que esses monstros violaram. Essa é a pior espécie de gente: sádicos que se excitam com o sofrimento de outros. São piores que os pedófilos, estupradores e alguns assassinos de hoje, já que eles tiveram uma boa formação e tinham o dever de zelar por uma sociedade justa, humana e igualitária. Não se comparam também aos guerrilheiros, pois esses defendiam os estudantes e a sociedade em geral, pregando o direito de liberdade, expressão, a honestidade e o fim das atrocidades. Os que tinham o poder e a força deveriam ser exemplos e não usá-lo para coagir e barbarizar parte da sociedade. O nazismo também foi justificado e apoiado por parte de uma sociedade cega. Essa história tem sim que ser passada a limpo e a justiça deve ser feita, doa a quem doer. Os que pecaram e se excederam devem sim pagar pelo que fizeram. Esse tempo representou um atraso em várias áreas para nosso país. Dava para termos 5 países iguais a esse que nos entregaram. Acobertaram a corrupção e foram corruptos. Temos que passar a história do Brasil a limpo. Só assim poderemos evoluir no campo político.
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 17:09:15
A imprensa transformou a aprovação do decreto em um assunto político. E essa mesma, o PIG, tem interesse em tumultuar a pauta dessa questão, já que participou e foi conivente com os desmandos que aconteceram nesse período. Acredito que exista apenas um lado que cometeu abusos, o outro estava se defendendo, defendendo a sociedade e buscando justiça, igualdade de direitos e ideais democráticos, que hoje são garantidos pela nossa constituição.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 14/1/2010 às 16:54:23
"O fato é que, se não houvesse o golpe e a repressão, não haveria guerrilha. A guerrilha passou a ser uma realidade por causa da ação repressiva do estado brasileiro, que à época era controlado pelos militares." A LUTA ARMADA DE INSPIRAÇÃO MARXISTA COMEÇOU EM 1961!
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 14/1/2010 às 16:37:31
Eu chamo os militares que cometeram violência política de criminosos e chamo de crime também os crimes da luta armada. Entre um assassino vestindo uniforme das forças armadas e matando em nome da ditadura e um assassino com uma foto de Che Guevara na camiseta e uma ditadura na cabeça eu não faço escolhas, nem busco justificativas, ambos praticam crimes e ponto. Já você acha que não é bem assim, que a brutalidade de um foi diferente da brutalidade do outro, pelas razões que expôs nos seus comentários abaixo. Isso é relativismo moral. Não quis ofendê-lo, apenas chamei as coisas pelo nome. E acho que seu sogro e Rubens Alves, que sofreram essa brutalidade na carne, sabem que a carne deles não é diferente da carne de Alzira Baltazar de Almeida ,Edmundo Janot, Cecildes Moreira de Faria, José Antunes Ferreira ,Francisco Bento da Silva, Luiz Francisco da Silva, José de Carvalho Orlando Pinto da Silva, Naul José Montovani , Boaventura Rodrigues da Silva, Guido Boné Natalino, Amaro Teixeira, Cidelino Palmeiras do Nascimento(pesquise para saber quem são) e tantos outros
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 15:15:32
Esta é minha última intervenção. Meus argumentos foram suficientemente claros e se você não os quer entender ou aceitar, paciência. As pessoas e a história julgarão.

O fato é que, se não houvesse o golpe e a repressão, não haveria guerrilha. A guerrilha passou a ser uma realidade por causa da ação repressiva do estado brasileiro, que à época era controlado pelos militares.

Como as ações da guerrilha dependeram, em última análise, da repressão do próprio estado à sociedade civil, é este - e não a força de reação - que deve ser responsabilizada.

Deploro também a existência da guerrilha. Ela nunca deveria ter ocorrido. Mas o fato é que a causa-raiz do terrorismo foi o regime de exceção e não os guerrilheiros.

Repito a pergunta: dado o tamanho do estado brasileiro e o apoio logístico e financeiro dos EUA - independentemente dos objetivos dos guerrilheiros, eles teriam alguma chance?

E finalmente: "relativismo moral para tentar justificar assassinato, tortura e seqüestro com charme de esquerda" é o seu nariz. Fale isso pro meu sogro, que teve a casa metralhada e viveu em subempregos durante anos, para não ser preso e assassinado pela aeronáutica. Fale isso pra Rubens Paiva, desaparecido até hoje. Fale isso pra Tenório Jr., que nunca teve nada a haver com política e foi sequestrado e morto pela ditadura argentina em 1976, com a conivência do Brasil.

Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 14/1/2010 às 14:59:36
Ei, a luta ARMADA das esquerdas é anterior a 1964, começou em 1961. Nenhuma pessoa no Brasil pegou em armas para lutar por democracia, pegaram em armas para seguir a onda revolucionária comunista e implantar um regime cubano por aqui. Acordem.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 14/1/2010 às 13:23:00
Quem tem medo da verdade? (diz o título do artigo). Eu tenho medo da pseudo verdade dos ressentidos de hoje, que na verdade não buscam a Verdade, mas só a sua "verdade", distante da verdadeira. 30 (TRINTA) ANOS se passaram desde a promulgação da Lei da Anistia, que pacificou o país, mas os ressentidos de hoje (que querem se perpetuar com a eleição da criatura do pres Lula, ela também uma ressentida) não querem a Verdade. querem apenas a puniçãodaqueles que os combateram.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 14/1/2010 às 12:56:56
Paulo, além de se curar do relativismo moral que o leva a pôr aspas em“guerrilheiro” e “terrorista” você tem também de parar de atribuir a mim coisas que eu não disse. .Meu ponto de vista está bem demonstrado: a história de toda, repito toda, violência política deve ser contada. Só aí estaremos mais próximos da verdade dos fatos e poderemos apreender alguma coisa com eles. Se não pensa assim, tudo bem, não precisamos concordar, Apenas não distorça meu argumentos.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 14/1/2010 às 12:33:57
Paulo, é você que tem que se curar desse seu horrível relativismo moral e parar de tentar justificar assassinato, tortura e seqüestro com charme de esquerda.
Luiz Claudio Cunha , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 14/1/2010 às 12:02:00
Paulo Fessel, mil perdões pela linha cruzada. Agradeço a gentileza da correção e os elogios. Repasso a questão, portanto, a quem de direito. Obrigado pela elegância e um abraço.
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 11:39:18
Inclusive, Luiz Claudio, você viu isto aqui?
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/anistia-para-criancas-vitimas-da-ditadura/
A ditadura não poupou nem crianças, e gente que pensa como o Ângelo não quer que se faça justiça para elas. Vergonhoso. Como pai que sou, acho que eu não hesitaria em pegar em armas caso ameaçassem a integridade física de minha família, por qualquer pretexto que fosse - ainda mais em caso de perseguição política.
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 11:33:19
Luiz Cláudio Cunha, tem linha cruzada aqui. O Luiz a que me refiro foi o Luiz Rodriguez, que se entitulou militar e não você. No que se refere a você e seu artigo, assino em baixo de tudo o que você escreveu. Meus outros comentários deixaram isso suficientemente claro, não?
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 11:06:15
Marcelo Ramos, sei que é redundante mas você não podia ter dito melhor. Faço minhas as suas palavras. Parabéns.
Luiz Cláudio  Cunha , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 14/1/2010 às 10:41:56
Sr. Paulo Fessel, obrigado pela atenta leitura de meu artigo, embora minha opinião não represente coisíssima nenhuma para o senhor. Sua pergunta final - o que aconteceu com os oficiais que eram contrários ao golpe de 1964? - pode ser fácilmente respondida por seu sogro, militar como o senhor. Foram todos presos, exonerados, afastados, processados, cassados, exilados - em alguns casos torturados, desaparecidos ou assasinados. São fatos da história e estão acima das paixões políticas, dos preconceitos ideológicos e da má-fé. Boa leitura, sr. Fessel!
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 14/1/2010 às 10:37:45
As forças armadas são a instituição em que os brasileiros mais confiam. São a democracia de farda, e esse é o seu papel constitucional. As forças armadas queriam que a Comissão da verdade fosse exatamente isso: verdade. Não se trata de equipar torturadores a vítimas, mas de equipar a violência política, o assassinado, o seqüestro, o crime enfim. Os guerrilheiros não foram mártires da democracia, foram combatentes da ditadura e da internacional comunista. Portanto inimigos da pátria e da liberdade. Voluntariamente fizeram a opção pela violência e devem ser responsabilizados por isso. A história prova que a verdadeira resistência democrática foi política e pacifica e prova também que assim que os grupos armados foram desarticulados a abertura política começou e reconquistamos a democracia.
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 10:31:57
Ângelo fazendo história, aqui. Insiste em punir de novo quem já foi punido (e sem processo legal!). E pior ainda, nega a justiça àqueles que foram punidos por nada além de crimes de consciência! Seria ridículo, se não fosse trágico. Contigo, só mesmo batendo com gato morto até miar.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 14/1/2010 às 10:17:19
"Paz de quem, cara-pálida? Certamente não é a paz de cemitério dos mortos pela tortura, nem a paz de espírito dos parentes de desaparecidos políticos, muito menos a paz da consciência de quem sobreviveu aos suplícios e aos gritos de dor nas masmorras. " E os parentes dos inocentes mortos pelos atos de terrorismo tem paz de espírito? Esses assassinos foram anistiados na sua opinião? O que é pior, a tortura ou a morte de inocentes? Não há uma indignação seletiva por sua parte?
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 14/1/2010 às 10:13:22
Eu prestei serviço militar e até fui convidado a seguir carreira, ou seja, eu apóio a hierarquia e a disciplina. Mas o que se quer, desde que acabou o período negro, é responsabilizar aqueles militares que extrapolaram, perderam o controle, mataram, mutilaram e etc. Podemos até sacaniar os argentinos, por uma série de motivos. Mas o que o general Balza fez, ele sim, foi muito macho ao admitir sua responsabilidade, ao encarar os fatos. Existe alguém, dentro das Três Armas que tenha bolas como o general Balza?
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 14/1/2010 às 10:08:18
Prezado sr. Luiz Rodriguex, militar. Parece que o senhor repete a "história" que lhe contaram, e é solidário ao Golpe que rasgou a Constituição. Muito provavelmente, o senhor não conheceu o Carlos Lacerda, nem o que esse indivíduo representava. Ele e pessoas ligadas à ele não queriam admitir que um civil comunista governasse o Brasil. Assim conseguiram criar o medo que fez com que os militares rasgassem a Constituição e justificou o golpe que o senhor apóia. Mas não serei eu que lhe informará os detalhes da vida desse sujeito. Eu não fui torturado mas estava vivo. Tive um tio general(já falecido) que não apoiou o Golpe. Escutei dele, quando tinha 14 anos 2 frases: "militar não rasga a constituição" e "militar também tem que pensar". Evidentemente, só fui entender a profundidade dessas frases muitos anos depois. Existe política também dentro das Armas. O senhor conheceu o Marechal Lott? Foi um dos que não admitia o papel sujo exercido por Carlos Lacerda, que representava os interesses americanos aqui. Mas vamos supor que militares "bem intencionados" estavam preocupados apenas em manter a ordem. Ora, o senhor concorda, então, que existiram pelo menos dois tipos de militares? Um que se preocupava em manter a ordem e outro que extrapolou essa ordem e cometeu crimes? O próprio fato de Geisel ter demitido Silvio Frota é a admissão de que as coisas fugiram ao controle.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 14/1/2010 às 10:06:20
"Os comandantes militares é que tentam enquadrar o presidente da República, ameaçando uma demissão coletiva contra o decreto presidencial que cria a Comissão Nacional da Verdade"... Pois é,e desde quando numa democracia comandantes militares que são pela constituição subordinados ao Presidente da República,eleito pela maioria da população e Comandante em Chefe dos mesmos,pode afrontar a quem eles devem por questão de hierarquia,obediência? E desde quando “comandantes militares”podem pedir demissão?Podem sim,serem destituídos dos seus cargos mas por quem de direito.Numa democracia, pelo Presidente da República atendendo ao Ministro da Defesa,que lamentavelmente no Brasil,não honra o cargo que tem. Só mesmo as "vivandeiras”(Castelo Branco)que usam o PIG para tentar criar cizânia,sonham e torcem para que isso possa ocorrer.Estão lixando para o Brasil e por sua população,desde que seus escusos interesses sejam atendidos e seus porcos privilégios sejam mantidos.Não passa de marginais engravatados.Fazem inveja aos verdadeiros mafiosos.
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 09:10:37
O sr. Luiz Rodriguez é a prova viva de que minha mulher sabe do que fala quando fala, com sarcasmo, de militares. "Eles estão sempre certos, oras!" Quanto às colocações sobre a guerra de secessão, é por isso que a questão racial nos EUA é tão bem-resolvida - principalmente nos estados do sul, onde de acordo com algumas figuras a escravidão devia subsistir até hoje. Aliás, falando de novo em tempo: o tempo se encarregará de mandar figuras como Luiz Rodriguez para a lata de lixo da história, pois essas são absolutamente não-recicláveis - ao contrário dos conceitos e conhecimentos, que sempre mudam.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 14/1/2010 às 09:05:41
Paulo Fessel , sou pela democracia como você reconheceu e acredito que você também é. No entanto, diz que detono tudo o que sejam iniciativas das pessoas contra a opressão. O problema, provavelmente, esta na sua leitura parcial do digo. Por exemplo, onde afirmei que todos que foram perseguidos, torturados e assinados pegaram em armas? Em lugar nenhum. Afirmei que todos os que pegaram em armas, sem exceção, não combatiam pela volta da democracia, ao contrário, combatiam em nome de outra ditadura. Isso é fato, é história. E nem mesmo em relação a esses escrevi que mereceram ser torturados. Abomino isso. Não escrevi que a tal comissão, somente beneficiária guerrilheiros e terroristas (sem aspas), pois houve sim várias histórias reais de resistência democrática que precisam ser contatas, O que disse foi que a tal comissão foi pensada para não investigar os crimes dos guerrilheiros e sacramentar a farsa de que eles foram mártires da democracia. Isso não é obsessão minha, é um fato, até o Lula concordou e mudou o Decreto. (E pode me cobrar, os que mais defendiam a tal comissão agora vão perder o interesse nela). Portanto, é você que tem que se curar desse seu horrível relativismo moral e parar de tentar justificar assassinato, tortura e seqüestro com charme de esquerda. Os que pegaram em armas sujaram as mãos de sangue por opção e têm de responder por esta escolha.
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 14/1/2010 às 08:51:35
Caramba! Tem gente aqui que ainda vive em 1964 ou 1968. Alôôôôôôôôôôôôô? Para quem não se lembra, estamos em 2010! DOIS-MIL-E-DEZ! No mais, para o militar que aqui se manifesta: o tempo pode dar a impressão de curar as feridas, ao mesmo tempo que esconde a inflamação e o pus que depois, explodem sem controle - normalmente, com risco de de vida à saúde do doente. Ademais, sr. Luis, para mim sua opinião isolada não representa coisíssima nenhuma. Duvido que 100% dos militares pensem como você, e meu sogro é a prova disso - felizmente viva, ao contrário do que desejvam os seus comandantes na época do golpe e do AI5. Seria uma boa história para se investigar: o que aconteceu aos oficiais que eram contrários ao golpe?
Roberto  Xavier , São Paulo-SP - vendedor
Enviado em 14/1/2010 às 00:27:37
Foi dito neste observatório que: “ Nos 24 anos seguintes à anistia (1979-2003), armas de fogo mataram no Brasil 550 mil pessoas – 44% delas jovens entre 15 e 24 anos. Este Brasil varonil, pacífico e cordial, viu morrer quase tanta gente quanto os Estados Unidos durante os cinco anos que lutou na Segunda Guerra Mundial (625 mil soldados). Num único ano, 2003, segundo dados do Ministério da Saúde, assassinaram no Brasil uma população civil (51 mil pessoas) quase tão grande quanto as perdas dos Estados Unidos (58 mil) ao longo dos 16 anos da Guerra do Vietnã. Último ditador É difícil dizer quanto desta violência tem linha direta com a tortura da ditadura que ficou impune como seus responsáveis”. Nestes 24 anos de violência que este articulista atribui à impunidade de torturadores durante o regime é na verdade uma opinião pessoal bem desprovida de razoabilidade. Eu concordo que, é responsabilidade do regime militar a escalada de violência que se seguiu depois que o regime saiu de cena, e esta culpa está no fato de os tolos militares terem deixado os terroristas presos em prisões onde se misturavam com os outros presos comuns, ladrões de galinhas, cafetões, etc. Foi com a experiência em táticas de guerrilha, manuseio de armas de uso militar, manufatura de bombas e técnicas de seqüestro, que os terroristas fundaram nas prisões os verdadeiros flagelos que hoje são a causa da vio
Paulo Fessel , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 13/1/2010 às 23:39:09
Muito bem, então você apóia a democracia as liberdades. Bravo. Nem parece o Ângelo de outros comentários aqui do OI, que adora detonar tudo o que sejam iniciativas das pessoas contra a opressão - seja a opressão vinda do governo, da imprensa ou das empresas.

De qualquer maneira, o fato é que não foram só guerrilheiros que foram perseguidos, presos, torturados e mortos. Rubens Paiva desapareceu em 1971, e não era guerrilheiro. Todo a diretoria do Pasquim foi presa certa vez, e nenhum deles era guerrilheiro. Paulo Francis se enjoou de ser preso e foi morar em Nova Iorque. Herbert de Souza Filho nunca pegou em armas, e era procuradíssimo pela ditadura. Vladimir Herzog foi "suicidado" e era jornalista - nunca pegou em armas.

Você precisa se curar dessa obsessão de que a comissão de reparação somente beneficiará "guerrilheiros" e "terroristas". Muitos desses que sumiram ou foram torturados e assassinados o foram por simples objeção de consciência ou por não concordarem com as "diretrizes" do regime vigente. E é por isso que a reparação e a investigação se fazem necessárias.

Finalmente, quaisquer que fossem as intenções da guerrilha, cabe a pergunta: havia alguma chance de eles conseguirem impor suas idéias, quando hoje se sabe que o golpe teve suporte inclusive dos EUA?

Paulo César daRosa Romão Romão , São José-SC - Aposentado
Enviado em 13/1/2010 às 23:38:15
Lembro aqui as palavras do Gen. Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, Ministro do Exército (1979-1985): "Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia..." O Brasil, graças a Deus, não é a Argentina, Uruguai, Paraguai ou Chile. Nossas Forças Armadas são hoje o último bastião na defesa incondicional da Nação e de seus valores, dado o servilismo do Legislativo e a leniência do Judiciário. A camarilha que atualmente governa o país pode tentar, mas NÃO PASSARÁ!
alejandro gomez , cuiabá-Mt - redator publicitário
Enviado em 13/1/2010 às 22:44:32
Faltou ir mais fundo, no tal "decreto" tem até censura embutida, afora outras asneiras e absurdos incompatíveis com uma democracia. Qto ao texto, do jeito que tá, tá bem escrito, bem demais até pra [ ] que exorciza toda e qualquer tentativa de se ver o que há por baixo do tapete deles.
Luiz Rodríguez , São Paulo-SP - militar
Enviado em 13/1/2010 às 22:40:26
Sr. Luiz Claudio Cunha, não se preocupe com isso, pois o tempo se encarrega de cicatrizar feridas. Hoje existe algum francês que chora pelos crimes ocorridos durante a Revolução Francesa? Há algum americano que sofre as perdas dos seus ancestrais acontecidas durante a guerra da secessão??Pode ter certeza que daqui a 100 anos futuras gerações de brasileiros não guardarão rancor do que ocorreu nos anos 60/70 do século passado. Acredite, o tempo é o melhor remédio. Os militares são formados pra terem uma outra visão de mundo. Nós jamais permitiremos que a integridade territorial deste país esteja sob ameaça! Derrubamos João Gourlart porque ele era incapaz de conter a baderna pela qual a democracia no Brasil estava passando. Se tivéssemos demorado em atuar ou se houvéssemos nos omitido, aí sim, eu, como militar, estaria envergonhado. As Forças Armadas, nessa última hipótese, teria que combater os terroristas, hoje, num cenário extremamente adverso: nós seríamos obrigados a respeitar os direitos humanos pra prendê-los; eles, os terroristas, podendo jogar bomba, minas antipessoais, arruinando a vida da população civil – como ocorre na Colômbia. Aquilo era uma guerra! Guerra contra a subversão. Em todo conflito armado, sempre há efeitos colaterais que – na melhor das hipóteses – lamentamos. Jamais pediremos perdão! Porque sabíamos bem o que os terroristas queriam fazer deste país.
Van Oliveira Oliveira , Vitória-ES - Professora de Arte
Enviado em 13/1/2010 às 22:21:04
Vivemos num contexto de revisão, ou reversão de conceitos. O de Paz é um deles. Paz em nome de quê? O de "Ser representante" outro. Representar o quê? Os Radicais opositores são agora os Radicais dividendos, divisores. E vivemos um mundo de partidários rancorosos e onde a coragem anda meio confusa, como minha idéias muito seguras em mim, mas muito mal representadas por minha escrita.E eu deixo a pergunta. Quem é o comandante do que eu penso e nem tento escrever?
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 13/1/2010 às 20:47:33
Ótimo texto. Nunca conheci pessoalmente, mas quando morei no Rio de Janeiro, votei em Leonel de Moura Brizola. É dele a palavra "grupelho". Se refere a um pequeno grupo de militares de pijama, aos quais os principais grupos de comunicação dá destaque. Esses "generais de pijama" não representam nem o Exército, nem a Marinha nem a Aeronáutica. E, pelo texto, fica claro que o Brasil precisa que um general Balza tenha bolas para vir à público admitir os erros. Faz parte da honra e da hombridade assumir os erros. Um mea-culpa desses no Brasil mais ajudaria do que envergonharia nossas armas. É pena que o Brasil não tenha UM único general com bolas pra fazer isso. Só tem coragem pra dar porrada em preso.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/n.c.
Enviado em 13/1/2010 às 20:15:15
Ee um texto bonito, porem nao pega no ponto de todo o imbrolio. Pelo q eu li, os militares ate querem q o papel das forcas armadas seja investigada, porem, eles nao querem ser os unicos. Os ministros militares tb querem q os guerrilheiros da esquerda tb sejam investigados. Pelo jeito, quem tem medo da verdade sao os ministros civis do gov. Lula q participaram da guerrilha.
angelo  azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 13/1/2010 às 19:16:20
Respondo ás suas questões:: a), o que era mais ilegal? A resistência dos guerrilheiros o golpe de 64? Os guerrilheiros não queriam impor sua ditadura pelas armas. Os militares deram o golpe primeiro. Reprovo ambos b) qualquer poder constituído legalmente é legítimo? Sendo legal é legítimo, mas não foi o caso do golpe, que rompeu a institucionalidade e por isso não foi legal.e, muito menos legítimo.c) Toda resistência a um poder ilegítimo constituído legalmente é ilegal? Não. d), a resistência francesa na segunda guerra era ilegal e seus integrantes deveriam ser punidos? Não, pois lutavam para expulsar invasores e restaurar a liberdade.. Aqueles que Pinochet assassinou tiveram um fim merecido, já que todos deviam ser "subversivos" e "comunistas"? Não, Pinochet foi um ditador. As torturas e os assassinato foram injustificáveis. e) Os manifestantes da praça Tiananmen também tiveram o que mereceram,? Não, era um ato pacifico em favor da liberdade f) A URSS agiu bem em acabar com a primavera de Praga? Não, tratava-se de legítima resistência à tirania. Não respondi "não" a todas as questões, mas isso não quer dizer necessariamente que sou desonesto, mas pode significar que você deve refletir melhor sobre o papel dos guerrilheiros brasileiros na resistência democrática ao golpe de 64.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 13/1/2010 às 18:54:22
Paulo, não é de punição que se trata. A Comissão da Verdade, não pode ter esse objetivo , pois todos foram anistiados. Trata-se de conhecer e divulgar os fatos. Revelar aos brasileiros quem foi responsável pelo quê, e de ambos os lados. As famílias daqueles que perderam a vida pelas de guerrilheiros também têm o direito de saber como e por que seus entes queridos perderam a vida, até porque muitos eram civis e trabalhadores humildes, Não podem continuar sendo tratados como mero dano colateral, enquanto seus algozes ocupam altos cargos políticos. Em relação aos guerrilheiros não havia resistentes coisa nenhuma. Todas as guerrilhas, sem exceção, não resistiam à ditadura em favor da democracia, apenas lutavam de na mão para implantar a ditadura deles, a comunista. E nós não temos que escolher entre uma ou outra e sim condenar as duas.
reiko miura , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 13/1/2010 às 18:44:31
Caro Luiz Claudio, Parabéns, achei que o jornalismo brasileiro tinha sido reduzido a cinzas depois de acompanhar a cobertura do Programa Nacional de Direitos Humanos. Desinformar parece ser a palavra de ordem dos nossos meios de comunicação. Ficou patente na cobertura do o desconhecimento dos jornalistas e editores sobre a abrangência dos direitos humanos. E é vergonhosa a forma como "compraram" a versão dos golpistas de plantão. Será que alguém ainda faz auto crítica nesse país?
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 13/1/2010 às 18:35:41
“muitos idealistas morreram para nada”. Eis o que andam ensinando nas escolas aos estudantes brasileiros . É por isso que os militares, corretamente, querem uma comissão da verdade, não da meia verdade. Entre outras coisas para revelar aos nossos estudantes que a maioria desses “heróis e idealistas” lutavam para implantar uma ditadura comunista no Brasil. Que muitos dos idealistas seqüestraram, assassinaram, justiçaram e torturam em nome da causa. Que muito desses idealistas trabalhavam diretamente sobre as ordens de Moscou, para subordinar o país aos interesses de uma potencia estrangeira. Lula mudou o decreto. A história poderá ser revelada, enfim. Haverá, agora, interesse do governo para instalar a tal comissão? Vamos ver. Acho que agora os que a queriam vão perder,” repentinamente” o interesse, e aqui no Oi este assunto deve murchar.
angelo azevedo queiroz , brasília-DF - funcionário público
Enviado em 13/1/2010 às 18:17:48
E isso aí mesmo as Forças Armadas, são instituições nacionais permanentes e regulares, submetidas à hierarquia e á disciplina. É a democracia de farda, é a a instituição (veja pesquisa abaixo) em que os brasileiros mais confiam.Por isso o respeito ás FM e o respeito à democracia e ao estado de direito e ao Brasil. O interesse de um meia dúzia de ressentidos e aproveita dores não pode se sobrepor aos interesses do Brasil
Paulo Fessel , Sao Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 13/1/2010 às 17:35:56
Pela enésima vez: os "esquerdistas" e "revolucionários" já foram punidos, bem como suas famílias. Foram presos, sequestrados, torturados, assassinados e desaparecidos. Se isso não é pagar pelos "crimes" que cometeram, não sei mais o que é. Meu sogro (que inclusive não gosta do PT e de Lula) teve sua casa metralhada e se escondeu atrás de subempregos durante anos, o que prejudicou até a estabilidade de sua família. Só recentemente ele finalmente foi indenizado e reconduzido ao posto de major. Ademais, o que era mais ilegal? A resistência dos guerrilheiros brasileiros ou o golpe de 64? Ou ainda, o AI5, que foi o golpe dentro do golpe? Para você, qualquer poder constituído legalmente (mesmo que à força e ao arrepio da lei "anterior") é legítimo? E toda resistência a um poder ilegítimo constituído legalmente é ilegal? Em sua visão, a resistência francesa na segunda guerra era ilegal e seus integrantes deveriam ser punidos? Aqueles que Pinochet assassinou tiveram um fim merecido, já que todos deviam ser "subversivos" e "comunistas"? Os manifestantes da praça Tiananmen também tiveram o que mereceram, já que estavam desafiando o PC chinês? A URSS agiu bem em acabar com a primavera de Praga? A menos que você responda "não" a todas as questões acima, você é desonesto, e seus ideais não têm nada a haver com a liberdade que você diz defender.
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 13/1/2010 às 17:16:48
Parabéns! Análise lúcida e verdadeira. Nada a crescentar, e embora tenha acabadoi de ouvir no rádio que o presidente, cedendo à pressão do Nelson Jobim, teria reformulado expressões contidas no PNDH-3, relativas à Comissão da Verdade, coisa cujo alcance não consegui entender, ainda.
ricardo camargo , spaulo-SP - estudante
Enviado em 13/1/2010 às 16:47:41
Sem sociologismos, somos um país acostumado com a violência, com a privação e com o arbítrio, e as raízes estão na escravidão. Qualquer política que vise reparar esse passado é estupidamente criticado pela mídia. Para muita gente graúda, esse passado autoritário recente é irrelevante. Isso é muito triste: muitos idealistas morreram para nada, haja vista a atuação desse ministro da defesa.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 13/1/2010 às 16:18:06
A revolta das casernas e dos filhos que eles deixaram é similar em gênero e grau àquela de outros grupos que já viveram dias gloriosos onde ninguém ousava desafiá-los. A História da humanidade é assim mesmo: quem outrora persegue, tortura e mata, um dia fica velho e perde poder, daí resove - convenientemente - virar arauto da paz. Se os signatários do Cristianismo fizeram isso, não era de se surpreender que os militares o fizessem. Pau no passado, paz no presente. Sem revanchismos, dizem. Irônico, não? Especificamente sobre a celeuma do PNDH 3, é lastimável e ao mesmo tempo emblemático que setores da imprensa, especialmente da grande imprensa, assumam posição contrária alegando possibilidade de cerceamento da atividade jornalística... Na verdade eles temem perder a possibilidade da manutenção do jornalismo irresponsável - que a matilha defende com a máxima "ruim com, pior sem". Imaginem um jornalismo sujeito ao crivo da sociedade? É natural que Globo, Veja, Folha e seus espelhos estejam verdadeiramente apavorados, pois só haveria dois caminhos a partir de então: fechar ou praticar jornalismo sério. De resto eu quero pedir perdão por Nelson Jobim e Paulo Brossard. São duas das coisas mais deploráveis que o Rio Grande do Sul já criou, vitaminou e exportou. Isso, claro, sem contar os generais-presidentes. Aliás é bom que se diga que o pensamento deles é herança destes generais.
wellington  rocha leite , salvador-BA - economista
Enviado em 13/1/2010 às 15:56:27
Sr.Luiz Claudio Cunha, Que seus protetores e os seus anjos de guarda o proteja sempre. Este seu artigo deveria estar estampado em todos os jornais deste pais e em todas as revistas. Brilhante. Simplesmente brilhante e elucidativo este artigo. Obrigado Luiz.
Leonardo Marques , SP-SP -
Enviado em 13/1/2010 às 14:33:09
Só esqueceu de uma coisa. Num regime democrático presidencialista, com divisão tripartite de poderes, como o do Brasil, Militares não têm de topar coisa alguma. Devem obediência ao chefe de Estado (Presidência da República), comandante maior das foraças armadas e às suas atribuições legais. Vejam o que diz nossa lei maior (constituição de 88) "Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem." Eventuais desvios do comandante maior, mesmo os que atentem contra a existência da União e do livre exercício dos outros poderes, dentre outros crimes, têm normas de processo e julgamento estabelecidos pela própria Constituição ou que devem ser estabelecida em Lei Especial (art. 85 e seguintes da Constituição). Admias, esperar bom senso de um cidadão que tramava para ser vice de Lula das eleições de 2005 enquanto presidia o STF é querer demais.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 13/1/2010 às 13:15:49
A verdade é que quem está com as calças molhadas são os guerrilheiros. Os militares topam a comissão da verdade, até porque a história dos guerrilheiros já foi contada centenas de vezes e o militares sempre foram os vilões da história. Não obstante, pesquisa da AMB e do IPESPE as Forças armadas como instituição em os Brasileiros mais confiam. O ministro Jobim havia acertado com Lula que a comissão da verdade apuraria toda a história dos dois lados. Estava tudo acertado, no entanto houve um recuo e o texto final não assumiu o acordo. Por quê? Medo é claro. Medo dos ex- guerrilheiros de que se conte a história da execução do Tenente PM - Alberto Mendes Júnior ou o assassinato de Márcio Leite Toledo justiçado pela própria ALN.. Têm medo do que, seus covardes? Eu sei: têm medo que os brasileiros conheçam o outro lado história e as centenas de cadáveres que eles fizeram.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 13/1/2010 às 12:31:26
Texto sutil como um rinoceronte. A prova de que essa assunto ainda não foi esclarecido é que cada vez que se toca nele os militares molham as calças. Se diziam "homens", "machões", davam de dedo em todo mundo, mas agora que a democracia quer resolver de vez tudo isso, eles se inquietam. Aliás, foram covardes para fazer o que fizeram e o são agora, por medo da culpa. Tem medo do que, seus covardes?
Ivete Depelegrim , Maceió-AL - Acadêmica de Com. Soc. Jornalismo
Enviado em 13/1/2010 às 12:28:43
Excelente, esclarecedor texto. Parabéns. E que com este texto fique registrado aqui o terror que foi a ditadura militar no sentido complexo de "ferir" os Direitos Humanos. Que nunca mais se repita um período tão bárbaro em nosso país. Defender a nova lei dos Direitos Humanos é regredir e o que o homem como ser pensante precisa neste momento é EVOLUIR e para isto precisa de LIBERDADE.
Luciano Martins Costa , Sao Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 13/1/2010 às 12:08:53
Nao imagino texto mais lucido. A mesma covardia que movia os celerados do Doi-CODI alimenta a omissao daqueles que temem a verdade. A violencia policial de hoje e herdeira direta das praticas daqueles degenerados. A impunidade dos torturadores de ontem e a mae da corrupcao de sempre. E nao me venham com historias de guerilheiros que sequestravam e matavam. Uma coisa e o estado de guerra, outra bem diferente e prender um estudante de 19 anos e tortura-lo para dizer coisas que desconhece. O Brasil precisa da verdade.
Filipe Faleiro Machado , Passo do Sobrado-RS - Jornalista
Enviado em 13/1/2010 às 11:43:37
Mesmo com nossos mais de 20 anos de democracia, essas feridas estão expostas. Os militares ainda relembram dos anos de Ditadura com saudade, experimentaram o gosto do poder e ainda se sentem donos do Brasil. Mas o pior é perceber civis, que em frente aos assaltos, mortes violentas, ou seja, pelo atual momento de insegurança pública, conclamam a volta dos militares, pensando que eles resolveriam essas questões. Abrem mão da liberdade, para se sentirem mais seguros. Ainda me pergunto, porque nossos estudantes, do segundo grau, principalmente, tem uma passagem tão efêmera sobre esse período histório do nosso país?
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF - Funcionário Público
Enviado em 13/1/2010 às 11:42:32
O autor se esquece de apenas citar uma coisa; os miliares concorda com a tal comissão da verdade, só não não concordam com a comissão da meia verdasde, pois houve torturas e assasinados dos dois lados. Será que o autor não se interessa em esclarecer ascircuntãncia da morte de Márcio Leite Toledo (militante ALN) ou de Gentil Procópio de Melo(-Motorista de taxi). Há mais de cem mortos como esses dois. quem tem medo da verdade?
José Albino , São Paulo-SP - Engo.
Enviado em 13/1/2010 às 09:51:21
Parabéns. Melhor texto sobre o assunto até hoje escrito. Brilhante.
Augusto Garcia , Rio de Janeiro-RJ - estagiário
Enviado em 13/1/2010 às 09:42:37
Brilhante artigo.Embora as viuvinhas da ditadura sempre argumentarão que os terroristas de esquerdas também deveriam ser punidos (como se já não tivessem sido:presos,torturados,mortos ou expulsos do Brasil). E aqueles que foram torturados e não pegaram em armas.Herzog era "terrorista" por acaso?O atentado do Rio Centro é o quê então?
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