ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 573 - 19/1/2010
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LEITURAS DE O GLOBO
Semiótica da caixa de isopor

Por Muniz Sodré em 19/1/2010

Na primeira página do Globo (13/1/2010), uma charge mostrava a escala da evolução humana com o presidente da República na quarta posição, logo após o Homo Sapiens, com uma caixa de isopor na cabeça. O noticiário da catástrofe no Haiti monopolizou as atenções gerais, mas permaneceu a sensação de ter havido algo de curioso, senão de intrigante, no repetido interesse da imprensa escrita pela imagem do primeiro mandatário na saída de uma praia baiana. A foto, tomada à distância, sabidamente sem o conhecimento do presidente, mostra-o com a primeira-dama na retaguarda (nenhum ajudante de ordens visível), carregando o que seriam as sobras dos líquidos ingeridos a beira-mar. Água, refrigerantes, cervejas, sabe-se lá.

Em princípio, é assunto de pauta jornalística qualquer momento singular da autoridade suprema da República, esteja ele no palácio ou em gozo de férias, o que era o caso. Intrigante apenas é o fato de que a imagem repercutiu, repetiu-se e se estendeu à charge, sem que ficasse muito claro por quê.

Uma hipótese explicativa: presidente da República não costuma carregar isopor na cabeça. Nada aí que tivesse ferido a liturgia do cargo, uma vez que o cidadão-presidente estava de calção, à margem do banho de mar, em suposta privacidade. Ainda assim, algo no instantâneo impressionou as retinas editoriais e de tal maneira que o fotografado terminou servindo de mote para a transformação (grotesca) da cadeia evolutiva em involutiva: depois dele, na charge, o humanóide é progressivamente rebaixado até o australopithecus, o macaquinho saltitante (como é mesmo o nome daquele país onde se costumava chamar os brasileiros de macaquitos?).

Quadro de referências culturais

Em Câmara Clara, Roland Barthes sugere dois conceitos para a análise das fotografias: punctum e studium. O primeiro diz respeito àquilo que, na foto, impressiona o olhar do contemplador ao modo de um dardo desferido. Pode ser um gesto, uma postura corporal ou um detalhe insólito. O segundo refere-se ao quadro cultural que recobre a cena, revelando significações latentes e apontando mesmo para as motivações sociais, senão para a axiomática – a ordem impositiva dos valores, como no discurso moral – que presidiu ao ato de fotografar ou editar.

Na foto em questão, o punctum é certamente a caixa na cabeça, que o studium do senso comum e jornalístico associa ao vendedor ambulante nas praias ou ao habitus do lumpesinato nas favelas, onde sobe à cabeça quase tudo que pesa, do isopor à lata d´água. Correu mundo a letra do samba em que "lata d´água na cabeça/lá vai Maria..." Voltando à foto: o "dardo" perceptivo é que o presidente foi flagrado em sua falta de refinamento, algo como um instante de desenvolto retrocesso à condição operária.

Sim, certo, dirão, é interpretação demais para isso que, na prática das redações, define-se melhor como automatismo profissional. A imagem era simplesmente interessante, nenhum editor experiente ia deixá-la passar impune. Tudo isso pode ser verdadeiro (é de fato uma "verdade" corporativa) e não se trata aqui de fazer o processo da má consciência pelo que possa haver de depreciativo no ápice da edição repetida da imagem, isto é, a charge da involução humana. Mas é preciso ler criticamente a imprensa não apenas a partir do que ela nos diz ao pé da letra, mas principalmente do que parte de seu quadro de referências culturais, portanto, de sua representação do homem nacional.

A "involução humana" na escala do poder

Toda idéia de nação, sabe-se, alimenta-se de uma etnicização fictícia, que se divide em etnicidade lingüística e etnicidade racial. O domínio da língua comum não tem apenas valor instrumental, mas também valor de marca de pertencimento à classe social que, por meio de seus clérigos ou letrados, legisla sobre o vernáculo. Quanto à etnicidade racial, a discussão é longa e, atravessando todo o século 20, mantém-se acesa neste terceiro milênio.

O preconceito relativo a uma ou outra das diferenças étnicas geralmente as congela como diferenças de casta, tendendo a atribuir aos indivíduos "destinos" sociais diferentes. Os julgamentos implícitos em classificações como "regional", "popular", "erros de português" são secundados pela estigmatização de habitus (conceito disseminado pelo sociólogo Pierre Bourdieu) corporais, que funcionam como marcações étnicas das diferenças. A imagem do presidente com o isopor na cabeça deve ser lida nesse quadro problemático: foi um punctum na consciência de classe do senso comum editorial, um habitus de gente pobre. Daí, a "involução humana" na escala supostamente ascendente do poder.

Comentários (36)
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Carlos Ferreira , Rio de Janeiro-RJ - Engenheiro
Enviado em 24/1/2010 às 20:47:23
A credibilidade dos jornalões + a grande rede de TV esta tão grande entre a população que, acredito, já esteja contaminando, por transferência de imagem, as marcas e os produtos anunciados neste veículos. Penso que os empresários e agências de publicidade estejam sendo logrados no seu objetivo de venda e, certamente, pagando mais pelas inserções do que efetivamente valem. Uma auditoria (isenta)lhes seria de grande importância para desmistificar estas mídias.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 24/1/2010 às 19:06:12

Sabem porque os marinho estão P da vida?Além do Lula ter democratizado as verbas publicitárias do Governo Federal e de ser sempre cortês com a mídia,quem o acompanha pela NBR sabe disso,está pouco lixando para as festas que eles,os marinhos, dão em suas mansões.Lula é oposto do anterior que adorava as badalações e uma boquinha livre em companhia do DR(?).Não foi atoa que os marinho e o PIG o criticou por ele ter preferido uma boa noitada em companhia de sanfoneiros e cancioneiros do nordeste quando esteve vistoriando as obras de transposição do São Francisco.Lula é povo e o povo é Lula.

Nota do OI: O espaço é livre, mas o comentário é inevitável: mais lulista, impossível. (Luiz Egypto)

Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 24/1/2010 às 01:17:25
Onde se lê "Se diverte até mesmo" no último parágrafo do meu comentário anterior, leia-se "Diverte-se até mesmo". É um preciosismo geralmente ignorado em canções e poesias modernas, mas é a regra.
João Batista Gomes , Rio de Janeiro-RJ - Administrador de Empresas
Enviado em 23/1/2010 às 22:00:05
Eu sou do tempo em que assinávamos o Jornal do Brasil e o Globo. O primeiro para nos informarmos e o segundo para limpar o xixi e o cocô do nosso cachorrinho. O problema hoje é que é dificil achar nas bancas um periódico para a primeira função: informação. Para segunda a melhor opção ainda é o Globo, principalmente o de domingo, que vem com mais papel. Ainda bem que o meu cachorrinho não sabe ler, se não correria o risco de ficar alienado.
Edu Dracena Filho , sao paulo-SP - designer
Enviado em 23/1/2010 às 14:24:49
É por essas coisas no jornal O GLOBO que deixei de ser assinante, após anos de leitura diaria. Ficou insuportavel esse carater preconceituoso do jornal, que se espalha nos editoriais, nos colunistas, na pauta que a cada "deslize" de "nosso guia" proclama suas faltas como mais um demagogo e populista a nos atrapalhar a ordem e o progresso, que supostamente se iniciaram na era FHC...e o Globo ainda se diz imparcial. Piada!
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 23/1/2010 às 13:57:51
Além desta questão, é preciso chamar atenção para uma coisa: para fazer a foto/filmagem de um presidente da República (independente de ser Lula ou qualquer outro) em férias, à vontade em um ilha de uso restrito da Marinha, foi necessário certo aparato. O primeiro e mais óbvio: uma embarcação. Segundo: uma potente teleobjetiva que vencesse a restrição de navegação imposta em torno da ilha (que não era de apenas alguns metros, diga-se). Terceiro: um fotógrafo/cinegrafista destacado para fazer tão somente isso, ou seja, marear, marear, marear até o oportunismo chegar. Em resumo, para fazer tão "importante" imagem foi necessário dinheiro, tempo e pessoal disponível. Haja motivação. Haja interesse. Não me admira, portanto, que tão "importante" imagem acabe rendendo por tabela outros desdobramentos do mesmo nível. O próprio midiólogo Marcelo Tas já deve estar pensando, na falta do que fazer, no seu segundo livro de deboche tendo como argumento uma caixa de isopor na cabeça de um presidente. A aristocracia se diverte com essas caricaturas do que é, segundo eles, ser pobre e analfabeto. Se diverte até mesmo escrevendo errado em alguns casos, afinal para eles o analfabetismo é conceitual e não técnico.
Enilson da Silva , Brasília-DF - Bancário
Enviado em 22/1/2010 às 19:55:44
Tomei umas e reli o texto... hmmm... continuo sem entender nada... hmmm... acho que preciso tomar outras...
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 22/1/2010 às 17:50:35
E ainda bem que o Lula nunca (des)qualificou os mestres-cervejeiros do Brasil!. Pô, uma cervejinha geladinha a R$ 1,00 e ainda vai (des)qualificar?!.
Ney José  Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 22/1/2010 às 17:47:28
Não se trata de estigmatização, mas, sim de midiatização da "imagem" do Lula!. Pô, por que o tal FHC deve ser semelhante ao tal Lula ou por que o tal Lula deve ser semelhante ao tal FHC?!. Pô, já não basta a "mimetização" da tal política econômica efeagaciática pelo tal Lula?!. Pô, até o suor?!.
Lisandrea Costa , Florianópolis-SC - jornalista
Enviado em 22/1/2010 às 17:24:22
Muito bom o seu texto. É recorrente na imprensa brasileira a estigmatização da imagem do presidente, que já não é mais o sapo barbudo, mas frequentemente aparece como um homem suado (acho que FHC não sua, nunca vi uma imagem dele suado), cabelos despenteados, amarfanhado... Um operário!
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 22/1/2010 às 16:45:27
Pô, se o chargista Paulo Caruso é o "construtor do imaginário da direita", então, o seu colega e amigo e parceiro artístico Luis Fernando Verissimo é o construtor do imaginário da esquerda?!.
Carlos N Mendes , SAntos-SP - industriário
Enviado em 22/1/2010 às 14:36:10
Apenas para registro, O "The Economist", em artigo desta semana, diz que o filme "Lula, Filho do Brasil" está tendo mais público no Nordeste que no Sudeste. Bem, minha esposa foi procurar horários para assistirmos o filme hoje, e com surpresa descobriu que, aqui em Santos, a empresa que tem maior número de salas mantém o filme em uma única, nos horários 11:55 e 14:40, totalmente inacessíveis ao cidadão empregado e registrado. Já "Alvin e os Esquilos 2", a título de comparação, tem 12 horários. Tem poucas opções porque ninguém assiste ou ninguém assiste porque tem poucas opções? Custa-me acreditar que uma empresa perca dinheiro de propósito por pura opção política, mas isto aqui é Brasil...
José Albino , São Paulo-SP - Engo.
Enviado em 22/1/2010 às 13:30:29
Concordo com voce, caro Ibsen! Os 80 por cento de aprovação também são uma resposta à indagação sobre o que havia na caixa de isopor, e os brasileiros a que me referi são aqueles que vivem produzindo chacota e difamação sobre esse que é aprovado por 80 por cento da população que governa.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 22/1/2010 às 12:20:58
José Albino, concordo com o que disse, mas faria uma reparação: quem não dá o devido valor ao Presidente Lula não é o brasileiro em geral. Esse oferece um índice de aprovação de 80% ao seu governo, mas uma espécie de brasileiro em particular e, a ela, toda a validade de sua crítica. Num outro artigo nesse OI foi dito que as celebridades brasileiras são alienadas e não tomam posição diante da miséria no mundo, principalmente em alguns países em particular. É verdade, mas vocês observaram o contrasenso? O comportamento das celebridades é inversamente proporcional aos povos de seus países. Os americanos são uns alienados que mal sabem onde fica o Brasil e os países miseráveis e mal conseguem olhar para além de seus umbigos, bem ao contrário de nós.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitario
Enviado em 22/1/2010 às 10:19:54
O acontecimento certamente permite mais de uma leitura, embora nem todas depreciativas. Evidentemente, há um certo acúmulo de sentimento negativo contra os grandes jornais, em razão da manipulação, distorção de informações e da oposição irracional e sistemática movida contra um presidente que possui alta aprovação nas camadas mais populares. Também existe a leitura (possível), muito em moda, de publicar assuntos "polêmicos". Agora mesmo, no site do Globo, o jornal publicou suposta fala do presidente Lula chamando Sérgio Guerra de babaca, em mais uma tentativa de desgastar o presidente. Indo pelo lado da estratégia, do jogo político, (ninguém mais tem dúvida que os jornais viraram partidos) é uma estratégia gasta e contra-producente, já que a aprovação do presidente vem acompanhada da consciência, pelas classes populares, de que "há algo de podre nas editorias jornalísticas", ou seja, como pontuou o atual prefeito do Rio, na "crise" do Caixa 2 em 2005, o Lula está blindado. Nada que esses grupos de mídia façam vai alterar a percepção que o povo tem do presidente e, inversamente, vai desgastar (como tem ocorrido, com queda de tiragem) os grupos que estão indo por esse lado. Também cabe ressaltar que, entre outros méritos, Lula estabeleceu um novo relacionamento com a cultura de massa, prescindindo dos meios de comunicação que usualmente interferiam nesse universo.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 22/1/2010 às 10:15:40
Sabe, sr. Gersier Lima, há anos digo a minha esposa, "se quiser entender algo que parece inexplicável, coloque o dinheiro na equação". O governo Lula liberou dinheiro do BNDES para as organizações Globo há alguns anos atrás. Mas mesmo fazendo algo que nem governos-fantoche anteriores fizeram, o governo do PT continuou alvo de má vontade por parte do jornalismo da empresa. Sempre achei que o motivo era lealdade - A família Marinho alinha suas idéias com umas poucas dezenas de cidadãos com poder semelhante. A única razão para pensarem igual é continuar onde estão. Mas você citou "democratização de verbas publicitárias". Realmente, em relação ao governo tucano, o do PT multiplicou por 10 o número de veículos de mídia onde passa publicidade oficial. Dinheiro. Dinheiro a menos para os Marinho. Dinheiro que pode salvar e mesmo levantar concorrentes à Globo. Interessante. Obrigado pela dica.
Geraldo Nogueira de Lima nogueira , goiania-GO - aposentado
Enviado em 22/1/2010 às 00:35:56
Mas que texto empolado. Parece o jargão academico do ex presidente FHC.
Andrea Rezende , Rio de Janeiro-RJ - Engenheira
Enviado em 21/1/2010 às 22:24:10
Em resposta a Patricia Noia Se o presidente fosse tão machista quanto você insinua, nâo teria indicado uma mulher como sucessora. Não acredite em tudo que a imprensa escreve.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sisemas
Enviado em 21/1/2010 às 21:31:08
Me engana que eu gosto! O Globo publicou a foto para mostrar a simplicidade d presidente? Infelizmente para muitos o ato de carregar uma caixa de isopor é sinal de menosprezo. Sinal de pobreza. O que muitos fazem é simplesmente deixar seus detritos na areia. O que muitos queriam é ter um serviçal para carregar até seus pecados. Interessante é que tais pessoas que vêem um involução no ato, a ponto de fazer a tal charge, não tiveram coragem de ilustrar seus semelhantes no gráfico. [ ]!
Benjamin Bruno , Belo Horizonte-MG - **
Enviado em 21/1/2010 às 18:58:59
E a charge, também publicada no Globo, em que Lula aparece com a caixa de isopor atravessando a Abbey Road junto dos Beatles? O que diz a semiótica? Será que, nesse caso, a elite malvada está querendo dizer que Lula está morto assim como Paul Mc Cartney estava à época em que a famosa foto foi tirada (...)?
enilson da Silva , Brasilia-DF - bancário
Enviado em 21/1/2010 às 18:51:07
Li... li e reli... e fiquei doido pra tomar uma...
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 21/1/2010 às 18:39:15
Os marinhos estão desesperados porque sabem que a partir de 2011 teremos uma mulher de pulso firme no comando da Nação.Será mais uma que não dará as benesses que os marinhos sempre tiveram em governos anteriores,vaidosos e hipócritas, sejam em verbas federais,sejam em proteção contra as suas falcatruas.Porque detestam o Luxemburgo?Porque ele cortou a primazia dela,dada por cartolas inescrupulosos,nas entrevistas com os jogadores da seleção brasileira.Porque tentaram fazer o mesmo com o Dunga?Porque ele prosseguiu no mesmo caminho.Porque detestam o Lula?Porque ele democratizou as verbas publicitárias.Os marinhos só pensam nos seus próprios interesses e estão se lixando para os interesses maiores do Brasil e dos brasileiros.Prova?Jogos tardios nas capitais depois das suas alienantes novelas. [ ] Ainda bem que o chamado povão não utiliza esse pasquim nem pra,bom deixa pra lá.Entenderam o que eu quis dizer.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/1/2010 às 18:03:29
Nem o próprio Lula é definitivo!. Mas, muitos luláticos [e, também muitas luláticas] gostariam que o Lula fosse [definitivo]!. O Globo também não é definitivo!. Ainda bem que nada e ninguém somos definitivos!. Observação: O Lula é provisório!. E o Lula acha isso peremptório, mas, os luláticos e as luláticas acham isso irrisório!. O Lula acha isso peremptório para a democracia, mas, os luláticos e as luláticas acham isso irrisório para a lulocracia!. PS: Nem o próprio Lula quer a tal lulocracia!
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 21/1/2010 às 17:12:00
"A charge fala muito mais sobre O GLOBO do que sobre Lula." Carlos N. Mendes, definitivo!
Roberto Grün , sao paulo-SP - professor
Enviado em 21/1/2010 às 16:34:26
E alguém imagina que a foto rebaixa o Lula? Acho que nem o diretor do Globo. Pelo contrário, realça a aura de simpatia. Como qq ser humano normal, o Lula carrega "as ampolas" para cima e para baixo e não se acha o Sultão do Brunei. Ao contrário de alguns que acham indispensável "manter a liturgia do cargo" para, através desse eufemismo, poderem brincar de família real. E daqueles poucos que aceitam essa mistificação como sendo uma necessidade do cargo.
Ney José  Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/1/2010 às 16:26:58
E os 8 anos no poder de um não ex, mas, de um intelequítual também não mudou um milímetro a visão daquela gente!.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/1/2010 às 16:10:01
E o único Barthes que o Lula conhece é o (ex)-goleiro da seleção francesa de futebol!. Pô, qual é o problema do Lula de gostar de cerveja e de futebol?!. Deixem (deixemos) o Lula beber (cerveja) e torcer (no futebol)!. Nem mesmo o Lula reclama das charges (se bem que atualmente o Lula reclama muito da imprensa, né, o que não fazia antes de ser presidente desta República!). Todos os presidentes desta ou de outras Repúblicas Federativas do Brasil foram e são e serão chargeados (com muita "carga"). Os luláticos mais luláticos do que o próprio Lula não aceitam nem mais as charges do próprio Lula!. Eles acham que são "desrespeitosas"!. Rarará!. PS: Certamente o Lula aprecia mais as suas charges populares aos "artigos eruditos" contrários a elas!. Charge: O Lula gosta, mas, os luláticos, não!.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/1/2010 às 15:46:31
Mas a foto do Lula com a caixa de cerveja é ela própria uma charge!. E ninguém segura a midiatice do Lula!. O futebolista Lula é o roupeiro e o treinador e o jogador e o árbitro e o torcedor e o repórter e o "comentarista" e o cartola e o empresário e o juiz desportivo!. Concomitantemente!. O Lula é o factótum "imprescindível" do Brasil!. Observação: Na hora da retirada da imprensa pela "privacidade" do Lula quem faz isso são os "milicos". Afinal, fotografou, dê o fora!. PS: Mas, vida dura mesmo quem tem são os vendedores de cerveja com caixa de isopor na cabeça nos estádios de futebol!. E os consumidores, né!. Pois, tomam cada cerveja de qualidade horrível!. Em tempo: O Lula toma em palácio essas mesmas cervejas vendidas à galera por R$ 1,00?!. Com a palavra o chefe da despensa do Palácio da Alvorada!. Ou da Granja do Torto!.
Eliéser Ribeiro , Manhuaçu-MG - Sociólogo
Enviado em 21/1/2010 às 14:44:11
Gostei muito da análise, mas gostei de ter acesso a charge. Infelizmente eu não a encontrei em lugar nenhum. Atenciosamente Eliéser Ribeiro
José Albino , São Paulo-SP - Engo.
Enviado em 21/1/2010 às 13:15:43
A resposta à divulgação da imagem do presidente carregando uma caixa de isopor vem de fora do país. Chacota, insinuação depreciativa de toda ordem, adjetivação desqualificadora ( “apedeuta”, por exemplo) somente expõem mais AO MUNDO a incapacidade de muitos brasileiros em reconhecer o real valor da inteligência social INATA que um cidadão sem muito estudo pode mostrar ao governar um povo. Não há maior vergonha para um povo do que não reconhecer a qualidade de um governante e ter que saber disso pela crítica internacional. É a mesma vergonha que os americanos passaram pela demonstração de apoio incondicional à figura dos eleitos Bush ( pai ou filho), por exemplo, pela atrocidade, insensibilidade social e ignorância demonstrada por ambos. Aqui, vergonha do presidente. Lá fora, homenagens pelos avanços no campo social. Talvez o mundo esteja querendo redesenhar a charge mencionada e incluir os chacotistas e até o próprio desenhista num degrau evolutivo abaixo daquele que aparece carregando a caixa de isopor. O que havia dentro da caixa de isopor? O mundo parece responder que dentro da caixa de isopor poderiam estar milhões de brasileiros que deixaram a linha da pobreza e foram conduzidos a um grau de dignidade acima do que estavam. O mundo sabe avaliar isto melhor que os próprios brasileiros, para vergonha de todos nós. O desenho da história é indelével, comparado à charge.
Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 21/1/2010 às 11:36:11
Imagens como estas, quando publicada por eles, é como "tiro que sai pela culatra"!Que Lula é homem do povo, que veio de baixo, ex-metalúrgico, etc, etc, etc, todos nós estamos cansados de saber e até a cúpula dos governos de fora! Qdo a Revista Veja, coloca na capa, um trazeiros com a marca de um chute, se referindo ao Lula em seu primeiro mandato, fico a princípio constrangido, mas refletindo vejo no quanto são amadores! Na realidade isto só contribui para aumentar sua popularidade, apesar de não ser esta a intenção! A verdade porém é que, gostando ou não do Lula, elogiando ou não seus quase oito anos de governo, para muitos, foi o melhor governo sem graduação e PHD, que já tivemos. Tenho dito!
Dioclécio Luz , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 21/1/2010 às 11:17:11
é preciso a gente ficar atento às charges do sr. paulo caruso. há muitotempo que ele faz o papel de ilustrador da simbologia do poder.ou,em outras papavras,de construtor do imaginário da direita. o mesmofaz o "casseta & planeta". o que os dois -paulo caruso e casseta & planeta - fazem é expresar numa linguagem de humoros ranços e ódios dessa direita que está no ar, no comando. na verdade não fazem humor. eles fazem editoriais a mando dos chefes.
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 21/1/2010 às 09:53:22
Esse tipo de preconceito é perigoso. São típicos de ditaduras, o pior dos mundos, como aconteceu no nazismo. Felizmente, o mundinho fechado desses hipócritas não comporta a globalização e não faz frente à opinião mundial. O presidente Lula é aclamado nos quatro cantos do mundo. Receberá a homenagem de “Estadista Mundial”. "Estamos encantados que o presidente Lula retorne a Davos em seu último ano de mandato. Queremos fazer uma homenagem pela alta estima do mundo e por seus bem-sucedidos anos à frente do Brasil. Um país em constante crescimento e que será chave no futuro próximo”, assinalou em entrevista coletiva Klaus Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial (FEM). Enquanto isso, alguns têm que se contentar e se recolherem a sua a insignificância de serem “figurinhas carimbadas da Rede Bobo”.
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 20/1/2010 às 15:43:59
Eles ficariam mais satisfeitos se o presidente estivesse sentado à beira da piscina sendo servido de champagne por um garçom negro. Essa é a fórmula mais evoluída do pensamento deles.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 20/1/2010 às 10:09:52
A charge fala muito mais sobre O GLOBO do que sobre Lula. Nossos grandes jornais poderiam eleger Boris Casoy como o patrono de sua cruzada na Luta de Classes - "nós letrados e abonados contra eles pobres, feios e guinorantes". 8 anos de ex-operário no poder não mudou um milímetro a visão dessa gente.
Patrícia Nóia , Salvador-BA - desempregada
Enviado em 19/1/2010 às 16:49:25
Junte-se a essa imagem a frase lapidar do presidente em um discurso no interior do maranhão, realizado no dia 15/1/2010: "E uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida, ela tem que ser submissa a um parceiro porque ela gosta dele e quer viver junto com ele.”
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Muniz Sodré

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