ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 573 - 19/1/2010
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OS ESPELHOS, O HORROR
Mídia à beira de um ataque de nervos

Por Alberto Dines em 19/1/2010

A mídia brasileira está sendo vítima de um surto da síndrome do pânico: está com horror ao espelho. Berra e esperneia quando alguém menciona a organização de conferências ou debates públicos sobre meios de comunicação, imprensa, jornalismo. Apavora-se ao menor sinal de controvérsias a seu respeito, por mais úteis ou inócuas que sejam. Parece ter esquecido que o direito de ser informado é um dos direitos inalienáveis do cidadão contemporâneo. O Estado Democrático de Direito garante a liberdade de expressão e o acesso universal à informação.

A instituição criada para impedir unanimidades, o poder instituído para promover o pluralismo, o bastião do Estado Democrático de Direito, agora se sobressalta e entra em transe quando pressente outros holofotes tentando focalizá-lo.

Diagnóstico 1: modéstia. Diagnóstico 2: narcisismo. Diagnóstico 3: onipotência. Diagnóstico 4: hipocrisia.

Nada impositivo

O primeiro episódio ocorreu no início de dezembro, antes da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom): o grosso das corporações empresariais de mídia desistiu de participar dos debates, compareceram apenas duas. As únicas que ficaram bem na fita. A Confecom chegou ao fim, produziu um calhamaço de propostas, a maioria inócuas, e os ausentes nem puderam cantar vitória porque se escafederam antes das luzes se apagarem (ver, neste OI, "Lições de manipulação" e "O misterioso e suspeito desaparecimento do Conselho de Comunicação Social").

Menos de um mês depois, final de dezembro, novo faniquito: o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH). A mídia inicialmente parecia sensível aos apelos das vítimas, parentes ou entidades em defesa dos direitos humanos para reabrir as investigações sobre a repressão política durante o regime militar. Então aparece a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e começa a urrar como aquelas senhoras que pressentem uma barata no quarto escuro.

A mídia individualmente e a ANJ como corporação tiveram meses para estudar o 3º PNDH, esta é a sua função em nome da sociedade. Só se lembraram de examinar o documento quando o debate sobre tortura já estava aceso e alguém sugeriu abrandar o confronto e mudar o enfoque: que tal discutir a mídia? Então a mídia deu marcha a ré e entrou numa briga que não era sua porque no programa figurava a sugestão para a criação de um ranking das empresas de mídia (sobretudo mídia eletrônica) que respeitam os direitos do seu público e não lhes impinge baixarias. Convém lembrar que o PNDH é um programa, coleção de propostas, nada tem de mandatório ou impositivo.

O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, revoltou-se, caiu de pau no seu jornal (ver "Ombudsman critica omissão do jornal"). Acontece que a Folha, por rodízio, tornou-se a mais estridente defensora das posições da ANJ porque a sua presidente é uma das superintendentes do jornal.

Símbolos religiosos

É antiga a idéia de incluir a cruzada contra a baixaria televisiva nas iniciativas em defesa dos direitos humanos. Já em 1999, no primeiro mandato de FHC, o então Secretário Nacional de Direitos Humanos, José Gregori, tentou enquadrar os canais de TV que recusavam a classificação da programação por faixa etária (ver, neste Observatório, "Os fanáticos ensandecidos"). Então, por que tanto chilique?

O Estado de S.Paulo chegou a publicar uma entrevista com o professor Paulo Sérgio Pinheiro, consultor das Nações Unidas para questões de direitos humanos, na qual ele afirmava categoricamente que o 3º PNDH era herdeiro dos dois anteriores (produzidos nos mandatos de FHC) e que sua abrangência enquadrava-se nas recomendações e paradigmas internacionais.

A CNBB, campeã da luta contra a tortura ainda nos anos de chumbo, esqueceu o seu glorioso passado e pôs-se a berrar contra outras sugestões do 3º PNDH: liberar as restrições contra o aborto, permitir a união civil de pessoas do mesmo sexo e proibir a utilização de símbolos religiosos em instalações públicas. Mesmo sabendo que nada disso poderia ser implementado sem os devidos trâmites legislativos, a CNBB e a ANJ insistiram na histeria.

E ficaram todos muito felizes quando o salomônico presidente Lula mandou copidescar o texto do PNDH por ele assinado. Não se fala mais em direitos humanos nos próximos doze meses. Engano: a luta pelos direitos humanos não tem dono, está definitivamente incluída na pauta dos debates nacionais. Tortura não é coisa do passado, é do presente.

É melhor liberar o aborto do que encontrar diariamente nos lixões recém-nascidos abandonados por mães solteiras. A exibição de símbolos religiosos em repartições do Estado afronta aqueles que acreditam que o Estado é garantidor da isonomia cidadã, da democracia e da tolerância.

Causas e terapias

A síndrome do pânico voltou a manifestar-se intensamente no último fim de semana – e não por causa da catástrofe do Haiti –, quando o Estadão descobriu que em março começará uma nova conferência nacional, desta vez para discutir cultura. Deus nos acuda, horror. Cultura? Chamem o Goering! Na pauta menciona-se a necessidade de promover a regionalização da produção televisiva e aparece a expressão maldita "monopólio de comunicação".

Tremendo de medo, lívida, cheirando seus sais, Madame Mídia convocou o seu zorro preferido: o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ, ex-ministro das Comunicações do atual governo, o mesmo que pediu a impugnação integral da Lei de Imprensa, esquecido de que algumas de suas cláusulas eram indispensáveis para evitar o vácuo legal). O herdeiro de Chagas Freitas, ex-colunista especializado em pedir votos aos funcionários públicos, desinteressado como sempre, investiu imediatamente em defesa da aterrorizada mídia negando a existência de qualquer monopólio nos meios de comunicação.

Qualé, seu Miro – já esteve em Santos? Sabe o que se passa na maioria das capitais do Norte-Nordeste? Já examinou a situação das nossas cidades médias onde a principal emissora de TV é também a principal acionista do maior diário? Conhece os regulamentos da Federal Communications Commission (FCC) americana que impedem a propriedade cruzada de veículos na mesma região?

A síndrome do medo tem várias causas e várias terapias. Fármacos resolvem. O divã, porém, é mais eficaz.

Comentários (58)
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Luiz Fernando Mendes de Santana , Rio de Janeiro-RJ - Eng. Mecânico
Enviado em 27/1/2010 às 21:29:21
As pessoas que criticam as propostas do PNDH e da Confecom talvez se esqueçam que vivemos numa democracia plena. É direito de qualquer cidadão e de qualquer grupo organizado, incluindo o Governo, apresentar propostas. Não significa que serão aprovadas. Para isto existem 3 poderes independentes. Em relação a Confecom, os grandes meios foram convidados a participar. Não foram excluídos do debate. Negaram-se. Isto é autoritarismo? Cidadãos saudosos da ditadura militar, em um regime democrático, podem apresentar propostas exigindo a sua volta. É um direito que lhes assiste. Monarquistas pediram um plebiscito. Foram atendidos. E a população entendeu que não era aplicável para o país. A sociedade civil americana é muito organizada e atuante. E ninguém fala que são retrógrados, esquerdistas, maoístas, coisas do genêro. Conviver em um regime democrático é aceitar a diversidade. Negar-se a participar quando convidado e dizer que os resultados são contra a democracia é no mínimo burrice.
Lenin Araujo , Guaraci-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 24/1/2010 às 22:44:35
Muito bom!
Hélio Amaral , SP-SP - Músico
Enviado em 24/1/2010 às 18:27:45
Concordo plenamente - a melhor maneira da mídia (aquela bem intencionada) perder o medo de "fantasmas" é enfrentá-los. Ouço diariamente editoriais nas rádios tentando apavorar as pessoas, É caso realmente para psicanalistas.
alfredo sternheim , são paulo-SP - jornalista-cineasta
Enviado em 24/1/2010 às 11:41:08
Ótimo artigo, Dines, em especial quando diz que "É melhor liberar o aborto do que encontrar diariamente nos lixões recém-nascidos abandonados por mães solteiras. A exibição de símbolos religiosos em repartições do Estado afronta aqueles que acreditam que o Estado é garantidor da isonomia cidadã, da democracia e da tolerância." Ou seja, não importa que o crucifixo cristão está nas repartições há 509 anos. O Brasil é um estado laíco ea Igreja Católica precisa respeeitar essa situação, não deve insistir em ser impositiva. Ela, com o seu triste pássado de Inquisição, de omissão no nazismo, deveria respeitar o presidente da República antes de chamá-lo deHeródes. Já está mais do que na hora de todas fés e credos serem respeitados, terem tratamento igual, mesmo que o Brasil tenha oficialmente maior número de católicos. E quanto a mídia, esta se comportou mal como aponta o articulista, como apontou o ombudsman da Folha emuitos outros. Foi superficial e partidária no enfoque da matéria. Con tinua ser achando acima do Bem e do Mal e sem direito de ser criticada
Sergio Antonio  Marques , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 23/1/2010 às 19:14:18
A propriedade cruzada de meios de comunicação é a maior ameaça a liberdade de imprensa e a democracia no Brasil. Grupos hegemônicos de comunicação ditam a agenda do país segundo seus interesses. A grita que surge cada vez que se tenta discutir este tema é mais do que emblemática. É o verdadeiro pânico de que o país veja que cinco familias ditam o que devemos saber, o que devemos conhecer e o devemos pensar.
Désirée A. Rodrigues , sao paulo-SP - advogada
Enviado em 23/1/2010 às 18:04:45
Parabéns mais uma vez por esse artigo. Hoje contamos nos dedo, jornalistas responsáveis e que realmente honram a profissão como Sr. Alberto Dinis. O artigo é verdadeiro e muito oportuno. O que esses grandes jornais não percebem é que cada vez mais perdem assinantes e leitores, acho que por isso o desespero. O mesmo acontece com nossas TV s de canal aberto. Parecem crianças mimadas (por govs. anteriores) dando birras.
JOSE VALMIR  ANDRADE , FÁTIMA -BA - EDUCADOR
Enviado em 22/1/2010 às 15:07:20
Numa socieade anacronica e obsoleta como a brasileira, falar de direitos humanos é algo aterrorizador. O nosso país ainda mantem a tortura, a demagogia da igreja é assustadora. Esta é tao anacronica que chega a propor que os pobres nao transem.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 22/1/2010 às 10:25:20
Maravilhoso argumento de Sergio Ribeiro. Messianismo de uma idéia só, é tudo que os militares golpistas de 1964 tiveram. E não tinham o direito de fazer a Nação pagar tão caro por ela.
Gerson Chagas , Mogi das Cruzes-SP - Professor
Enviado em 21/1/2010 às 21:21:25
Informo que em Mogi das Cruzes-SP, a nauseante e nefasta propriedade cruzada também grassa à farta , pelo que sempre sugiro aos meus alunos : desliguem seus aparelhos de TV, esqueçam os BBBs e nulidades afins, e leiam muito, mas muito mesmo, e aprendam a discutir, não pela via cômoda e cínica da desqualificação alheia, mas pela troca saudável de ideias, sem o que nosso país não irá sair deste fétido lodo de corrupção e conivência entre as oligarquias e seus vassalos.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 21/1/2010 às 21:13:56
Ótima colocação do Sérgio Ribeiro. O Partido Comunista, na época de Jango, era pequeno. O que esses pobres poderiam fazer contra todo o Congresso, enganar os pobres ingênuos congressistas para implantar uma ditadura de esquerda? No Rio de Janeiro era comum um dito, atribuido a Carlos Lacerda, assim:"Jango não será candidato. Se for candidato não será eleito. Se for eleito não toma posse. Se tomar posse, será desempossado." Os comunistas foram só uma desculpa para o [ ] Carlos Lacerda clamar pela TFP e pelos militares. Muitos aqui não sabem mas aconteceu que diversas bancas de jornais e carros d O Globo foram atacados na rua e vandalizados. Logo depois o Globo soltou um editorial infame louvando o Golpe. Mas isso é passado. E os comunistas foram "culpados" de muita coisa que não fizeram, mas tudo para distrair o povo e mantê-los sob controle.
Jose Aurelio Guimarães , Franca-SP - livreiro
Enviado em 21/1/2010 às 16:08:24
Olá bons dias, sobre as ramificações do PIG e a propriedade cruzada de veículos de comunicações, a cidade de Franca - SP é um ótimo exemplo. Dr. Goebbles deve ficar orgulhoso de suas crias. Abraços Zé.
Evandro Couto , Belo Horizonte-MG - arquiteto
Enviado em 21/1/2010 às 15:37:50
É isso mesmo Sérgio Ribeiro. Derrubaram a força um governo legítimo de João Goulart. Agora, tentam arrumar justificativas esfarrapas. Perseguiram, mataram e torturaram jovens estudantes, intelectuais e famílias inteiras. Acobertaram a corrupção e deram respaldo a todo o tipo de politicagem que vemos até hoje. Coronelismo, tráfico de influência, licitações ilícitas (como as do DEM de Brasília), indústria da seca, obras faraônicas pagas mas que nunca começaram ou acabaram, corrupção, lavagem de dinheiro, apadrinhamentos, legislar em causa própria, distribuição de concessões de rádio e tv para apadrinhados, nepotismo... Era para termos 5 países iguais a esse que entregaram. [ ]
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 21/1/2010 às 14:15:40
Reacionários não entendem nada de história mesmo. O Brasil seria uma nova Cuba não fosse o golpe militar? Então porque a Itália, a Alemanha, a Espanha, a Grã-Bretanha e outras nações não embarcaram na mesma. Todos eles enfrentaram os movimentos armados de esquerda (e a Itália a Máfia junto) e nunca precisaram romper com a ordem democrática. Pode ter havido excessos de lado a lado, mas nunca nem se cogitaram golpes de estado nessas nações. Os saudosos da ditadura precisam encontrar desculpas melhores para justificar a tortura, a censura e a perseguição política. Um dos pais fundadores dos EUA dizia que quem quer menos liberdade e mais segurança não merece nenhuma das duas.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 21/1/2010 às 00:02:57
Na leitura da imprensa Dines mais uma vez honrou a história deste Observatório. Já os reacionários e fanáticos de sempre (que provavelmente cairam aqui porque digitaram "Veja" ou "Folha" no Google e um bug do servidor infelizmente os direcionou para cá) poderiam contribuir com a depuração do jornalismo começando por compreender qual a finalidade deste projeto: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/objetivos.asp
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 20:15:44
Complementando, a democracia não é um estado estático, é um processo dinâmico, no qual as regras permitiram que, por anos, as pessoas com mais dinheiro e poder tivessem uma influência maior na sociedade. Os meios de comunicação deveria ajudar esse processo, porém, os meios de comunicação são propriedade das mesmas castas que detiveram o poder por anos. É claro que, na medida em que o povo é melhor informado e menos tutelado, os debates sobre temas sociais assustam aqueles que, por muitos anos, não tinham que se preocupar em prestar contas para ninguém, violando mesmo leis constitucionais sobre conteúdo, e se beneficiando do dinheiro público. O principal aspecto nesse processo é que a comunicação não pode mais ser um monopólio. Vivemos em uma sociedade dinâmica e o processo democrático também tem que ser dinâmico. Grupos de comunicação que sonegam e/ou distorcem informação tem que desaparecer. Acabei de ver, infelizmente, [ ] Bóris Casoy, reforçando essa tese de conspiração da esquerda para censurar a imprensa "livre". Só essa palavra para descrever: [ ]
Cristian Korny , São José dos Campos-SP - Músico sem OMB
Enviado em 20/1/2010 às 20:07:48
por que sempre que alguém quer criticar o outro de maneira pungente apela para argumentos como a saúde emtnal da pessoa? isso não é critica nada, é apenas alimentar a eugenia psiquiátrica tão em moda hoje, muita falta de criatividade, e de consideração com os doentes mentais tão negligenciados no país, no estado e no município. O colunista em questão esquece, finge esquecer ou é total ignorante no que concede aos doidos de verdade que não têm o menor controle da dinâmica de sua psiquê, e com certeza, se pudessem, escolheriam não serem loucos, enquanto as pessoa criticadas pelo artigo em questão sebem muito bem o que estão fazendo e muitas vezes querem justamente esse tipo de reação de seus críticos, não sei quem é mais perverso nesse caso! muita falta de responsabilidade de ambos, dos "observadores" e dos "observados"!
silvio freitas , porto alegre-RS - engenheiro
Enviado em 20/1/2010 às 19:20:52
O processo é irreversível, começou o fim dos monopólios, verdade única e regencia da opinião pública. Quem não se adaptar verá escoar no ralo a já escassa credibilidade que sobrou para as grandes redes, a perda de assinantes, ouvintes e telespectadores, e o Brasil vai ganhar muito com o debacle dessa [ ].;
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 20/1/2010 às 18:24:43
O QUÊÊÊÊ????? A ditadura de 64 foi implantada para se evitar uma ditadura???? Ainda bem que nossos generais não eram médicos - matariam todos os pacientes para evitar que morressem.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 18:19:23
Sr. Álvaro, a busca da democracia plena não deveria ser reduzida a "chorumela", eu chamo de processo dialético. Atualmente não há democracia plena, e o povo tem direito de buscar sua participação nos processos decisórios da sociedade onde vive e trabalha. Se o senhor não está satisfeito com o sistema de governo no Brasil, eu até sugeriria o senhor se mudar para outro país, com menos liberdades que o Brasil. Infelizmente, não me ocorre no momento, um pais que possa receber o senhor e que fosse governado apenas por militares. Cuba ou China seriam opções, são governados por militares mas são de "esquerda". O que eu sugiro mesmo é que o senhor estude história e tente se informar por meios de comunicação mais independente. Se não der certo, sobra apenas a sugestão do Dines: se alguns remédios não resolverem, o divã certamente o fará.
Nelson  Nolasco dos Santos , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 20/1/2010 às 16:24:59
Bem, vamos por partes. 1- A constituição proíbe que parlamentares possuam concessoes de emissoras de tv. A grande mídia faria bem se convocasse os seus acionistas parlamentaes a tomar uma decisão: ou ficam com a emissora e saem da vida pública ou ficam com a vida pública e repassam a emissora a outros investidores - não valem parentes. 2- Um exemplo pragmático. Comparem o Jornal Nacional com o Jornal da Globo. Os que tiverem tv a cabo façam a comparação como Globo News. Fica evidente que a ideia é desinformar ou no máximo comover o povao e iluminar as entes da elite. 3. Por que os populares nao podemreclamar da baixa qualidade da tv? 4. A internet com seus inumeros Blogs, dissolveu os monopolios de comunicação, mas essa dissolução atende somente os que tem banda larga em casa, sei lá um quinto da população. os outros 4 quintos continuam sendo tratados como gado . Acho que o Miro Teixeira sente sauddades de quando nao existia controle remoto e as pessoas deixavam a tv ligada no mesmo canal a noite inteira. isso sim é liberdade de escolha.
Álvaro Landgraf , Santos-SP - Economista
Enviado em 20/1/2010 às 16:02:16
Senhor Marcelo Ramos, então por favor, diga quais eram os interesses verdadeiros da causa esquerdista. Não me venha com chorumela de democracia, por favor.
Andrey  klodzinski , Curitiba-PR - advogado/professor
Enviado em 20/1/2010 às 14:29:17
A grande imprensa impressiona pelo medo que apresenta em torno da discussão que setores organizados da sociedade civil buscam fomentar no Brasil. Qualquer encaminhamento democrático que contrarie o interesse da grande mídia e capital é qualificado como autoritário, a defesa de maior controle social da cultura, da informação, dos direitos humanos é preconceituosamente taxada de ameaça a democracia. A cada dia fica mais claro o intuito mesquinho que esses grandes “meios de comunicação” têm como objetivo manter a existência de uma democracia para poucos. Felizmente a disseminação da internet e os meios de comunicação alternativos estão estabelecendo um novo paradigma no Brasil. Os esternos objetivos da grande mídia, na qual o Estado de São Paulo é representante, de manipular a informações e a dita opinião pública, atualmente não tem mais a eficácia de outros tempos. Viva a pluralidade, não ao grande monopólio que alguns meios de comunicação, como o Estado de São Paulo, buscam eternizar no Brasil. A crítica que esses grupos midiáticos efetivam contra o Plano Nacional dos Direitos Humanos e o da Cultura deixa esta situação evidente.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 14:08:04
O senhor Álvaro Landgraf pode postar 500 comentários louvando a ditadura, mas ela não vai voltar. Nossa história recente demonstra que o povo tem tomado mais consciência de seus direitos, tanto do direito à uma informação não manipulada por uma mídia monopolizada, quanto do direito de confrontar aqueles que, durante a ditadura cometeram excessos. E foi essa mesma mídia nas mãos de poucos que semeou o medo e falácia que levaram ao Golpe que condenou o Brasil à um atraso de 50 anos. A nossa elite continua achando que se subordinar à interesses externos ainda é a melhor política. Quanto à sua propriedade, sr. Alvaro, a não ser que ela seja classificada como latifúndio improdutivo, o senhor nada tem a temer, já que, apenas com o suor de seu trabalho um mortal comum não conseguiria comprar um latifúndio. De resto, esse editorial apenas reflete o lixo mental com o qual os ex-formadores de opinião (ainda) povoam algumas poucas cabeças vazias.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletronica
Enviado em 20/1/2010 às 13:58:14
Fernando José MArcondes, sugiro que leia o artigo do Fábio Konder Comparato sobre a evolução do PNDH no link abaixo. Verá que não há muitas diferenças entre eles. http://www2.fpa.org.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5278 . A questão da grita da mídia não é síndrome do pânico ou ataque de nervos como diz o Dines. Ela foi muito bem estudada e diz respeito às eleições deste ano. Grita puramente eleitoreira. Tenha certeza que a Globo, o Estadão e a FSP não estão nem aí para a sua democracia. O que eles querem e garantirem seus ganhos e a perpetuação de suas concessões que deixaram de ser públicas e passaram a capitanias hereditárias a muito tempo. Aliás a democracia também garante nosso direito de ir e vir que, em São Paulo, foi duramente abalado pelos pedágios criados pelos governos PSDBistas de Covas a Serra, numa inserção lenta gradual e irrestrita e volumosíssima.
Álvaro Landgraf , Santos-SP - Economista
Enviado em 20/1/2010 às 13:51:44
"Quanto aos símbolos religiosos, o poder público é laico, retirem-se os crucifixos" Ok, então todos os órgãos públicos como são laicos devem abolir os feriados religiosos. Quero ver se atrever a entrar com este pleito e que juiz aceita dar a sentença? “É, com efeito, são feriados religiosos, e o estado brasileiro é laico. Não tem feriado coisa nenhuma!”
Edison Filho , Curitiba-PR - economista
Enviado em 20/1/2010 às 12:25:27
O editorial do Estadão só tem por objetivo duas coisas: proteger-se contra todo e qualquer tipo de discussão sobre seus métodos e antecipar o debate eleitoral deste ano. Mas, infelizmente, para atingir esses objetivos o jornal paulista mesquinhamente ludibria a opinião pública por meio de terror psicológico no melhor estilo goebbeliano, e sepulta o debate sobre os direitos humanos e os crimes do regime militar por tabela, prejudicando assim todo o Brasil. Que o jornal tema a influência do Estado sobre si, que não simpatize em absoluto com o governo Lula e muito menos com a perspectiva de Dilma Roussef na presidência, tudo bem: é um direito seu enquanto veículo de mídia. Mas daí a deformar a opinião pública vai uma longa distância. Como bem salientou Dines, é mentira que há democracia no atual modelo cartelizado de mídia brasileira e é mentira ainda mais deslavada dizer que a aprovação do PNDH implicará a construção de um sistema midiático no país nos moldes cubanos. Ora, mas se é mentira, então porque o Estadão a abraça? Porque ela atende às suas 2 finalidades: proteger-se enquanto empresa e beneficiar seu candidato favorito à Presidência. Tivesse o Estadão um pingo de seriedade e honestidade intelectual, não apelaria para a mentira e o terror psicológico (que, graças a Deus, só encontra ouvidos nos néscios de sempre), e assumiria logo sua preferência eleitoral.
viviane gonçalves , florianópolis-SC - relações públicas
Enviado em 20/1/2010 às 12:20:16
Dines como sempre genial. O que o divã não resolver a internet dará cabo. O chilique é o prenúnciio do fim deste modelo de "empresa de comunicação" (sic!) que temos ai.Não está longe o dia em que não seremos mais submetidos as idiotices dos supostos paladinos da verdade encastelados nos grandes "veículos"(sic!) de "comunicação" (sic!sic!). Esse negócio de recorrer a ´sindrome da famigerada "liberdade de informação/imprensa" já virou uma balela, frase feita deste pessoal que se omite e depois berra! Porquê a ANJ não estava lá em Brasília? Até a minha filha de 14 anos sabia que estava acontecendo lá... Oxalá minhas filhas e netos não sejam submetidos a tanta hipocrisia exposta na mídia, e que no futuro a verdade - se é que ela mesmo existe - seja tratada com mais respeito!
jrodolfo serf , SP-SP - administrador
Enviado em 20/1/2010 às 12:20:13
Que absurdo o seu artigo! Desde quando a "grande mídia" está atacando "o direito de ser informado" ou "se apavorando com críticas"? Se os grupelhos que formam a tal CONFECOM ou coisa equivalente querem se reunir e discutir a sua visão do mundo, está tudo bem. Mas jamais este pessoal pode ter o direito de CONTROLAR linha editorial alguma, pois não representa ninguém além deles mesmos. E o que está colocado no tal PNDH é justamente esta possibilidade de CONTROLE (OU SEJA, CENSURA) mesmo que disfarçado sob os nobres objetivos nos quais você diz acreditar. E desde quando a "mídia" deve participar dessas discussões viciadas na origem pela evidente falta de representatividade? Não esqueçamos que os jornais e TVs do país se submetem todos os dias ao verdadeiro controle democrático que é a escolha do cidadão, que pode deixar de comprar ou assistir o que quiser, e portanto não precisam prestar satisfação alguma a entidades auto-imbuídas de observar a imprensa segundo os seus critérios particulares. Você fez um blog, o outro fez uma ONG? O problema é de vocês, pois a sua opinião pessoal continua a valer exatamente o mesmo que a minha e a de milhões de outros. Faz muito bem a imprensa ao chamar as coisas pelo nome e desmascarar os falsos democratas que na verdade só não gostam de ditadura quando não é a deles.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 20/1/2010 às 12:13:29
http://www.youtube.com/watch?v=mXIS7U4nisQ&feature=player_embedded
Nelson Faveri , Piraquara-PR - professor
Enviado em 20/1/2010 às 11:40:52
Parabéns pelo excelente artigo. A mídia não tem razão para estar nervosa, tem apenas que cumprir a sua função social e informar a população com imparcialidade.
Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista
Enviado em 20/1/2010 às 11:30:18
Muito bom, e o amago da questão esta extamente no Qualé" que o Dines manda muito bem na testa destes monopóllios.
Fabiana Tambellini , São Paulo-SP - comerciante
Enviado em 20/1/2010 às 11:28:55
A mídia morre de medo da democracia, morre de medo de discutir, qualquer medida que desagrade a industria da comunicação é logo carimbada de "atentado a liberdade de expressão" e censura. Uma palhaçada. Quanto aos símbolos religiosos, o poder público é laico, retirem-se os crucifixos.
Fernando José marcondes , sao paulo-SP - comerciário
Enviado em 20/1/2010 às 11:01:42
Ana Maria Morau e Sérgio: Vocês já leram os documentos deixados pela organizações da esquerda armada, como o MR-8, VPR, Colina, AP etc? Eles falavam claramente em implantar um regime socialista cubano no Brasil. José Dirceu e Franklin Martins fizeram até curso de guerrilha em Cuba! E pelo jeito não mudaram! Hitler também solapou as leis alemãs para implantar o nazismo, a exemplo de Stalin e Mao Tse Tung. Vocês estão desprezando a realidade histórica do país de voces. Parecem até que preferem viver sob o tacão totalitário do PT. Eu prefiro sempre a liberdade de expressão e pensamento. Ainda bem que a mídia acordou a tempo de evitar esse assalto à nossa democracia, já tão combalida.
Álvaro Landgraf , Vitória-SP - Economista
Enviado em 20/1/2010 às 10:56:36
Os militares não acordaram numa bela manhã de sol, e decidiram implantar um ditadura militar, em beneficio próprio. Foi a reação a causa esquerdista que estava tentanto implantar uma ditadura comunista no Pais, com tentativas de transformar o Brasil num satélite russo, a moda cubana. Os que queriam substituir o governo militar por uma "ditadura do proletariado" sonhavam apenas com outra DITADURA. Daniel Aarão Reis, ex-militante do MR-8 e professor de história contemporânea da Universidade Federal Fluminense: "Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática."
Álvaro Landgraf , Santos-SP - Economista
Enviado em 20/1/2010 às 10:53:45
Onde já se viu? Fazer audiência de conciliação com a galera do MST? Eu tenho a minha fazenda, adquirida pelo suor do meu trabalho, chegam os desocupados do MST e invadem, eu ainda tenho que enfrentar uma audiência na justiça? E a propriedade privada, onde fica? Se houvesse efetivo compromisso de nosso governo com democracia e direitos humanos, seus representantes não se posicionariam contra quaisquer decisões da ONU que reprovem a situação de países como Cuba e China.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 20/1/2010 às 10:41:53
Falandop em jornalismo, cadê o Ulisses Capozzoli e seus artigos sobre aquecimento global?
Álvaro Landgraf , Santos-PA - Economista
Enviado em 20/1/2010 às 10:41:12
Obrigado ao Estadão pelo editorial de ontem. Genial! O que tem a ver símbolos religiosos com o estado garantidor de isonomia cidadã? Não havendo a lei que imponha e não tendo aquele crucifixo ou aquela Bíblia qualquer influência nas decisões do funcionário público, obrigar a sua retirada por força de uma determinação legal caracteriza uma óbvia perseguição a símbolo religioso, em desacordo com a Constituição. O crucifixo está no Brasil há 509 anos. Claro que não deve ser uma política lotar repartições com ele. Mas tirá-los do seu sossego é puro ato de preconceito e perseguição. É um absurdo tentarem negar a óbvia influência do cristianismo na nossa cultura e até no nosso ordenamento jurídico. E ele nos fez mais bem do que mal.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 20/1/2010 às 10:38:40
O pndh serve para manter viva uma penca de jornalistas que sem verbas oficiais não teriam onde arrumar emprego. Não passa de censura desavergonhada.
ana maria  morau , são paulo-SP - jornalista
Enviado em 20/1/2010 às 10:37:57
Fernando, essa não é uma questão partidária. por favor, o Dines está explicando e parece que você não entendeu. fez o mesmo que os jornais e o Miro. está com síndrome do pânico. mas se para falar mal do governo você precisa acreditar que o plano é autoritário, então tá.
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 20/1/2010 às 10:34:27
Uma das maiores tolices que vejo propagada por aí é que, se não houvesse um golpe militar no Brasil, seríamos uma nova Cuba. Isso é tão objetivo quanto dizer que Lula seria melhor presidente que Collor ou o Brasil seria um país melhor se colonizado pelos holandeses, ou seja, um exercício tolo de advinhação e chute. Na verdade, é a desculpa esfarrapada que os reacionários acharam para justificar a ditadura militar, que manteve o país sob as trevas da censura e da tortura por 25 anos. Lamentavelmente, essas pessoas morrem de saudade desses anos como se eles tivessem sido bons. Foram péssimos para muita gente que não viu nem sombra do "milagre" econômico.
Mauro Nogueira , São Paulo-SP - editor
Enviado em 20/1/2010 às 10:34:02
A vida dá voltas mesmo!! A justificativa dos militares para impor aquela horrorosa ditadura ao Brasil foi justamente uma suposta ameaça de um regime autoritário de esquerda. Esse discurso da ameaça da esquerda voltou, só que agora vindo diretamente da própria mídia, a menina dos olhos da democracia. Sinistro!!
Fernando José Marcondes , São Paulo-SP - Comerciário
Enviado em 20/1/2010 às 09:50:43
O Alberto Dines está completamente alienado nesse debate. Quando o governo FHC divulgou o PNDH I e II ninguém da mídia protestou porque os artigos propostos estavam dentro do limite da civilidade. Agora o PT propõe a volta da censura, o fim da propriedade privada, a submissão do Estado a entidades privadas. E tudo proposto por pessoas que num passado próximo pegaram em armas para implantar um regime socialista do tipo cubano. O Alberto Dines demonstra desprezo pelo passado do país.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 09:46:26
Esse pessoal (barões da mídia) joga com a desinformação que eles próprios tentam semear. As Conferências (de Comunicação, Cultura, Direitos humanos) são iniciativas da sociedade, que reivindicam direitos também registrados na Constituição. Se se conseguir diminuir só a propriedade cruzada, já será um grande avanço para diminuir o monopólio da informação. Literalmente, esses coitados tem medo da verdade.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 20/1/2010 às 09:41:48
Que nossa mídia iria cair matando sobre o PNDH, eu não tinha dúvida alguma. Que Lula iria refugar - pensando em não polemizar em ano de eleição - eu também já sabia. Minha única dúvida é se esse MOVIMENTO EM BLOCO de nossa mídia é motivado apenas por oposição ao Governo ou por uma ainda existente lealdade aos golpistas de 64. Brasil e México são as únicas grandes democracias que ainda não lavaram a roupa suja - e todos nós estamos vendo que a ferida não vai fechar enquanto não for tratada. Seja qual for a motivação de nossa imprensa em desancar o PNDH, é um DESSERVIÇO à Nação em nome de interesses mesquinhos.
Fábio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 20/1/2010 às 09:34:44
Tudo no Brasil é mais demorado. Napoleão livrou a Europa de vários reinos decrépitos, enquanto os brasileiros se desmanchavam de amor pelo imperador D. João [ ]. Os EUA se tornaram independentes... e nós continuamos a ser uma colônia. Quando enfim nos libertamos de Portugal, caímos nas garras dos Ingleses. E mesmo hoje ainda tem gente que diz que devemos ser súditos dos EUA. A república foi proclamada, mas até hoje a esmagadora maioria dos juízes se comporta como nos tempos do Império. A escravatura foi abolida, mas muitos proprietários de terras e empresários se comportam como os "sinhozinhos" do século XVII. "Você sabe com quem está falando?" é a pergunta que mais gostam. A ditadura acabou em 1988 e ainda não punimos um único militar por crimes cometidos entre 1964/1985. E não são poucos os ex-perseguidos, presos e exilados que hoje convivem amistosamente com os antigos algozes (o José Serra que o diga). A internet acabou com o monopólio da notícia e estraçalhou definitivamente a produção e distribuição unidirecional de informação. Mas quando são criticados jornalistas ficam arrepiados e alguns até sentem saudades da ditadura militar. A ditadura do leitor parece ser mais incomoda. O Brasil não tem nem presente nem futuro, porque aqui os intelectuais vivem NO PASSADO. Este não é o seu caso Dines.
André  Souza , Vinhedo-SP - Músico
Enviado em 19/1/2010 às 23:30:48
Grande artigo, Dines. Estamos em falta de jornalistas que dizem NÃO ao corporativismo desavergonhado para dizer com todas as letras o quanto o público brasileiro está desamparado no que diz respeito à mídia.
sonia avino , santos-SP - psicanalista
Enviado em 19/1/2010 às 21:54:04
moro em santos,por aqui um so´jornal e uma emissora de tv conseguem monopolizar as informações...tanto que santos um dia foi vermelha e hoje e´reacionaria ate os ossos...
Herman Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 19/1/2010 às 21:27:34
Bingo!!!
alvaro marins , Rio Janeiro-RJ - professor
Enviado em 19/1/2010 às 20:25:41
Dá-lhe Dines! Agora, sim, de volta ao bom combate.
Rogério Tomaz Jr. , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 19/1/2010 às 20:15:55
Excelente artigo, Dines! E muito bons os comentário também! Será que em breve veremos [ ] ANJ e ABERT nas ruas com cartazes pedindo o fim da "sanha autoritária" do governo?
Irineu Ermel , Natal-RN - contador
Enviado em 19/1/2010 às 19:38:33
O passado condena. Se fossem ações tomadas por um grupo de madres superiores não haveria nenhum problema. Mas são ações tomadas por ex (ex?) esquerdistas hoje no poder. Tudo o que vier deles lembrará a tentantiva implantação da ditadura comunista no Pais em anos passados, e que graças as militares não prosperou. Até hoje somos livros graças a militares brasileiros. Não conseguirão transformar o Brasil numa grande Cuba, ou Angola. Interessante. Ninguem fala de Angola. Em Angola, graças aos mercenarios cubanos enviados por Fidel, implantou-se uma ditadura democrática comunista, que até hoje está no Poder.
Luiz Fernando  Mendes de Santana , Rio de Janeiro.-RJ - Eng. Mecânico
Enviado em 19/1/2010 às 18:35:15
Parabéns pelo artigo Dines! Parabéns também ao Sérgio Ribeiro que sintetizou o que penso sobre este assunto.
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 19/1/2010 às 17:28:05
Meus Parabéns Dines!!! Atualmente compramos propagandas como se fossem notícias. Ao lermos ou assistirmos alguns meios de comunicação, temos que nos perguntar: a quem interessa essa notícia? Quem está pagando? Deveria haver uma classificação para as revistas e outros meios. Aquelas que estão ligadas a partidos políticos, como é o caso da Veja (que vergonha de revista), deveriam ter o nome de folhetim, por exemplo, explicitando inclusive, a qual sigla está vinculada, já que se trata de um meio de comunicação oficial da agremiação. Para se ter uma idéia da gravidade, os principais clientes dessa revista são os governos do partido a que ela está ligada. As que mentem e editam fatos conforme as convêm, como é o caso da mesma revista acima e tantos outros jornais, deveriam se enquadrar como tablóides. Assim ficaria mais fácil das pessoas selecionarem o que querem ler e como querem se informar, acabando com a manipulação e não havendo mais como enganar o público. A imprensa, da forma que atual nos dias de hoje, presta um desserviço à sociedade.
Fernando Maciel , Fortaleza-CE - Biologo
Enviado em 19/1/2010 às 13:48:30
Entrevistas da FENAJ 15/01/2010 | 19:27 A incapacidade para a democracia e para o debate público está no DNA da Rede Globo O boicote à 1ª Conferência Nacional de Comunicação promovido por empresas de comunicação capitaneadas pela Rede Globo expressou seu mau costume de articular seus interesses através de lobbies em Brasília e o temor das mesmas em negociar suas propostas publicamente. Tal avaliação é do vice-presidente da FENAJ, coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e presidente da Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), Celso Schröder. "Nesta entrevista coletiva virtual, Schröder faz um balanço positivo da 1ª Confecom. Esclarecemos que, devido ao fato de algumas perguntas e contribuições encaminhadas à FENAJ estarem fora do tema proposto para a entrevista, a resposta às mesmas será remetida diretamente a quem as enviou. Acompanhe, a seguir, as respostas de nosso entrevistado às perguntas relativas à Confecom e temas a ela relacionados." (...) http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2946
José  Albino , São Paulo-SP - Engo.
Enviado em 19/1/2010 às 12:50:28
Perfeito Dines, perfeito!!!
wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 19/1/2010 às 12:18:04
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela". (Joseph Pulitzer) "ISTO É UMA VERGONHA!" (Casoy)
Luiz André , Niterói-RJ - P.liberal
Enviado em 19/1/2010 às 12:01:48
Parabéns Sergio Ribeiro. em poucas linhas conseguiu um texto mais claro, e não melancólico como o texto do Dines.
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 19/1/2010 às 11:29:20
O diagnóstico deve incluir também a prepotência e a arrogância. Julgam-se os donos da verdade, inquestionáveis, infalíveis, oniscientes e acima de qualquer suspeita. A sociedade em geral deveria boicotá-los de vez, já que não ouvem ninguém, não aceitam discutir nada e não parecem dar muita bola para a opinião pública de verdade: o brasileiro cidadão consumidor interessado em debater as questões do cotidiano.
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