ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 573 - 19/1/2010
  Jornal de Debates
Início > Índice Geral > Jornal de Debates + A | - A
 
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]

CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA
Nova investida contra a democracia

Por O Estado de S.Paulo em 20/1/2010

Editorial reproduzido do Estado de S.Paulo, 19/1/2010; intertítulos do OI

Vem aí mais um ataque à liberdade de informação e de opinião, preparado não por skinheads ou outros grupos de arruaceiros, mas por bandos igualmente antidemocráticos, patrocinados e coordenados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A 2ª Conferência Nacional de Cultura, programada para março, foi concebida como parte de um amplo esforço de liquidação do Estado de Direito e de instalação, no Brasil, de um regime autoritário. O controle dos meios de comunicação, da produção artística e da investigação científica e tecnológica é parte essencial desse projeto e também consta do Programa Nacional de Direitos Humanos, outra desastrosa proposta do governo petista. O texto-base da conferência poderia figurar num museu de teratologia política, como exemplo do alcance da estupidez humana. Antes de enviá-lo para lá, no entanto, será preciso evitar a sua conversão em roteiro oficial de uma política de comunicação, ciência e cultura.

A palavra cultura, naquele texto, é usada com tanta propriedade quanto o verbo "libertar" na frase famosa "o trabalho liberta", instalada sobre o portão de Auschwitz. "O monopólio dos meios de comunicação", segundo o documento, "representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos." É verdade, mas não existe esse monopólio no Brasil nem nas verdadeiras democracias. Um regime desse tipo existe em Cuba, como existiu noutras sociedades submetidas a regimes totalitários, sem espaço para a informação, a opinião e o confronto livre de ideias.

Muitos dos companheiros do presidente Lula, entre eles alguns de seus ministros, nunca desistiram da implantação de algo semelhante no País. Segundo Lula, sua carreira política teria sido impossível sem a liberdade de imprensa, mas hoje essa liberdade é um empecilho a seus projetos de poder.

"Modelo colonial"

O documento defende "maior controle social" sobre a gestão de rádios e TVs públicas. Mas "controle social", em regimes sem liberdade de informação e de opinião, significa na prática o controle total exercido pelo pequeno grupo instalado no poder. Nenhum regime autoritário funcionou de outra forma. Também a palavra "social", nesse caso, tem um significado muito diferente de seu valor de face.

É preciso igualmente controlar a tecnologia: este princípio foi adotado desde o começo do governo Lula. Sua aplicação só não liquidou a Embrapa, um centro de tecnologia respeitado em todo o mundo, porque a maioria da comunidade científica reagiu. A imprensa teve papel essencial nessa defesa da melhor tradição de pesquisa. Isso a companheirada não perdoa. No caso do presidente Lula, o desagrado em relação à imprensa é reforçado por uma espécie de alergia: ele tem azia quando lê jornais.

Mas o objetivo não é apenas controlar a pesquisa. É também submetê-la a certos "modelos". "No Brasil, aprendemos pouco com as culturas indígenas; ao contrário, o País ainda está preso ao modelo colonial, extrativista, perdulário e sem compromisso com a preservação dos recursos naturais", segundo o documento.

Projeto insano

Cultura extrativista, ao contrário do imaginado pelo companheiro-redator desse amontoado de bobagens, era, sim, a cultura indígena. O agronegócio brasileiro, modernizado, eficiente e competitivo, não tem nada de colonial, nem na sua organização predominante nem na sua tecnologia, em grande parte fornecida pela pesquisa nacional de mais alta qualidade. Ou talvez o autor daquela catadupa de besteiras considere colonial a produção de automóveis, tratores, equipamentos industriais e aviões. Não deixa de ter razão. Os índios não fabricavam nenhum desses produtos, mas indígenas das novas gerações não parecem desprezar essas tecnologias.

Segundo a secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Lumachi Meireles, nenhuma proposta contida no documento pode gerar polêmica. Todos os itens, argumentou, foram referendados em conferências regionais. Mas conferências desse tipo não têm o poder de transformar tolices em ideias inteligentes nem propostas autoritárias em projetos democráticos. O governo insistirá, a imprensa continuará resistindo. A oposição poderia ajudar a conter esse projeto insano, se deixasse o comodismo e mostrasse mais disposição para defender a democracia do que mostrou diante do ameaçador decreto dos direitos humanos.

Comentários (22)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas – e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 22/1/2010 às 12:24:56
Faço coro ao Alvaro Marins e ao Edmilson Fidelis. Espero que os editorialistas continuem nessa linha. Pelo menos em termos de circulação, os editoriais mostram que os jornais estão no caminho certo. Minha única preocupação é com os peixeiros. Se os jornais acabarem, como os peixeiros vão embalar seu produto?
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 21/1/2010 às 11:17:52
Por isto confio nos santos editoriaistas! Minhas preces foram atendidas e um anjo foi enviado para me tirar das trevas! Ó anjo Salina, sei de minha ignorância! Sei que lerei o editorial 50 milhões vezes e não o entenderei e por isto confio na sabedoria dos editorialistas e de seus anjos materializados em vossa pessoa. Se achares que eu mereça ser esclarecido e possa realmente entender tão sábias palavras, aceito e acatarei seu iluminado esclarecimento, assim como aceitarei resignado ser jogado nos campos de concentração dos esquerdistas cruéis para que possa pagar por minha ignorância se não merecer tal dádiva
Álvaro Landgraf , Santos-SP - Economista
Enviado em 21/1/2010 às 09:20:17
Muito bom! Parabéns pela coragem contra essa gente fã de Hugo Chavez e Fidel! Só merecem elogios! Essa galerinha odiou a ditadura no Brasil (justo), mas faz vista grossa na ditadura da América Latina. Qual a diferença?
Arnaldo Costa , Belo Horizonte-MG - Analista de sistemas
Enviado em 21/1/2010 às 09:00:18
Com correções:Pelo tom das palavras se vê que esse jornaleco defende a democracia só no papel. Como se pode constatar no texto, trata-se de inverdades que, unidas, transformam-se em um discurso radical,preconceituoso e de extrema-direita.O presidente é citado 5 vezes no texto rodeado de palavras de baixo calão,configurando uma intriga e uma perseguição política com traços nitidamente ditatoriais.Com a desculpa de defender os direitos à liberdade de expressão,se aproveita para desferir ofensas e ataques pessoais e políticos. Lobo em pele de cordeiro.Típico da atual esparrela que a mídia caiu. Defendem seus afetos,muitas vezes corruptos, ditadores e defensores de negócios pessoais,e atacam todos que cruzam em seu caminho e vão contra seus interesses. Outro fato a se observar é que em regimes socialistas, onde há a igualdade REAL de direitos, justiça e preserva-se a dignidade de todos, se torna muito mais fácil exercermos a democracia.Por fim,esse tipo de ataque vem das entranhas de grupos conservadores, que estiveram a lado da ditadura por mais de 30 anos e que não admitem nenhum tipo de diálogo e a participação de outros setores no poder. Esse Brasil,nunca mais.P.S.:Há tempos que esse tablóide vem distorcendo os fatos e inventando crises e boatos para prejudicar o atual Governo.São nitidamente a favor de grupos ligados ao PFL(ex-PDS) que estão há mais de 30 anos no poder.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 21/1/2010 às 00:28:03
Democracias nunca são de esquerda? Admito que Lula e o PT "traíram" a ideologia, mas ser de direita essa gente não pode ser acusada. Além do mais, sr. Antonio, basta conhecer só um pouco a história política da Europa para descobrir que socialismo é 100% compatível com democracia. E basta conhecer Sadaam Hussein, Nasser, Hitler, Mussolini, Franco ou qualquer ditadorzinho latino americano dos últimos 70 anos para descobrir que genocidas podem ser direitistas, pasme.
Edison Filho , Curitiba-PR - economista
Enviado em 20/1/2010 às 21:25:58
Ótimo exemplar de picaretagem num Editorial, tão cínico que é capaz de fazer corar de vergonha até aqueles que realmente tem objeções sinceras ao PNDH e ainda acreditavam na honestidade da mídia brasileira. O Estadão bate no governo Lula e no projeto do PNDH, mas seu objetivo não é nem uma coisa nem outra: o que o jornal quer, como todos na mídia, é continuar acima de qualquer debate público quanto ao seu conteúdo e poder de mercado. Para atingir a tal fim, vale tudo: jogar lama no governo, sepultar a discussão de direitos humanos no país, e o cúmulo, fazer as pessoas acreditarem que eles, o Estadão e a "imprensa", é que defende a democracia contra o Estado opressor. Que imprensa, cara pálida? Aquela restrita às capitais de SP e RJ, que vê suas tiragens caírem ano após ano? Ah sei.. O fracasso comercial desses jornalecos, cujo desespero ganha ares de insanidade em seus Editoriais, deve ser também culpa do governo né?
eduardo salina , são paulo-SP - engenheiro
Enviado em 20/1/2010 às 20:59:39
"Prometo ler esse editorial 50 vezes ao dia", diz o Edmilson Fidelis.Não vai adiantar muito.Pode ler 100 vezes que vai continuar sem entender patavina.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 20/1/2010 às 19:16:39
Ótimo editorial, somento so participantes do PSL (partido dos Sem Leitores) achou ruim.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho , Salvador-BA - advogado
Enviado em 20/1/2010 às 19:00:09
O comentário bem-humorado de EDMILSON FIDELIS , BH-MG - ANALISTA DE SISTEMAS corrobora em toda a linha o meu comentário. Ou seria possível brincar desta forma em Cuba, na Venezuela, na China, na Coréia do Norte e congêneres? Os regimes totalitários são de direita ou de esquerda. Os genocidas são sempre de esquerda. Mas as democracias nunca são de esquerda. Sem exceção.
alvaro marins , Rio Janeiro-RJ - professor
Enviado em 20/1/2010 às 18:40:13
Esse editorial é simplesmente maravilhoso! É o tipo de argumentação que perde votos até nos Jardins paulistanos. Se a coalisão Mídia/Serra mantiver essa linha aumentam muito as chances de Dilma ser eleita ainda no primeiro turno.
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 20/1/2010 às 18:30:03
Quê poderosos no poder? Lula e PT passarão, ELES passarinho. Poder não é uma cadeira no Palácio do Planalto. Poder é estar no controle mesmo não estando no poder. E são ELES que agora estão um pouco incomodados. Só um pouco, mas estão.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 18:21:22
Max Suel, se você postasse um comentário sem nada escrito, eu já entenderia. Seu post é uma redundância pleonástica.
José Cristian Pimenta , Belo Horizonte-MG - Bancário
Enviado em 20/1/2010 às 18:10:53
Não bastasse o espaço de opinião no próprio OESP, ainda injetam este editorial preconceituoso no OI. O controle editorial está na mão do sistema financeiro e comercial dominante.
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 20/1/2010 às 17:45:48
Meu Deus! Preciso fugir rapidamente deste lugar! Os comunistas chegaram! Protejam as criancinhas! Enterrem seus ouros! Levantem barricadas em suas portas! Os esquerdistas chegaram! Se você não for lobotizado, com certeza irá para os campos de concentração! Meu Deus! E eu sempre acreditei nos jornais! Eles sempre foram minha bíblia! Santo Roberto marinho! Santo Frias! Protejei-me destes desalmados! Prometo ler este editorial 50 vezes ao dia! Prometo que continuarei acreditando que cultura é tão somente os que vossos críticos avaliam e me indicam, pois somente eles sabem o que é bom para mim. Prometo continuar acreditando que se os índios fossem bons não seriam exterminados. São uma praga e nada tem para nos ensinar a não ser a fraqueza e indolência. Para onde ir? Diga Santo Editorialista? Para onde correr? Como fugir destes monstros?
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônicaq
Enviado em 20/1/2010 às 16:58:11
Pior é que o texto do PHDH 3 é semelhante aos dois anteriores editados pelo governo FHC, mas naquela altura a imprensa não publicou uma linha sobre o tema. Está muito claro que a motivação é outra: Campanha Eleitoral 2010. Falando em direitos humanos, parece que quem tem atenta contra o direito de ir e vir é o Gov. Serra e seus pedágios estapafúrdios, mas sobre isso a grande mídia nada fala e, se fala, é como notinha de rodapé, afinal, a elite não é atingida por essas medidas!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 20/1/2010 às 16:54:06
Toda decisão motivada por uma conferência que não seja comandada pelas oligarquias da comunicação são tolices, segundo o editorial. Pior, muito pior do que a censura é a auto-censura motivada por posição política, incapaz de contemplar os dois laods da moeda, incapaz de respeitar a posição de um governo prá lá de representativo, incapaz de respeitar a figura do Presidente da república, incapaz, pura e simplesmente incapaz. Nossa imprensa é incapaz, como por exemplo na divulgação do caso Arruda em que só identificou a corrupção nos contratos com empresas de informática e esqueceu-se de que um dos "guardiães" do dinheiro público torndo privado é poprietário de um grande jornal de Brasília. As pessoas costumam esquecer a que a atual grande visibilidade do país no exterior se deve, não ao ex-Sorbonista FHC, mas ao ex-Sindicalista Lula. Espero que o povo do Brasil tenha consciência que a imprensa de SP e Rio não são representativas do pensamento político da população dos dois Estados. Acho que passou da hora de lutarmos por uma revisão nas concessões de mídia nesse país. Precisamos acabar com as capitanias hereditárias nas comunicações. Duvido que 1% dos críticos que dão ouvidos a esses jornalões e às grandes mídias televisivas tenham passado os olhos sobre o PNDH 3. com o Fábio Comparato afirma que não é possível colocar o direito à propriedade acima da dignidade humana. Concordo!
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 20/1/2010 às 16:42:08
Leio o Estadão e concordo com o editorial referido no artigo. Mais uma tentativa de controlar a mídia impedindo a crítica aos poderosos atualmente no poder.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho , Salvador-BA - advogado
Enviado em 20/1/2010 às 15:52:23
Parabenizo o Estadão pelo excelente editorial. Principalmente nestes tempos estranhos e sombrios em que vivemos atualmente. Se a oposição agisse como age a imprensa independente, a exemplo do próprio Estadão, da Veja, d’O Globo, da Folha de São Paulo e outros tantos, nós certamente respiraríamos melhor. Felizmente teremos eleições este ano e os últimos oito anos serão um passado tenebroso que, no entanto, jamais poderão ser esquecidos. Porque foram os anos em que a democracia, no Brasil, esteve seriamente ameaçada pelos poderosos de plantão. Democracia e esquerda não coexistem pacificamente. Sempre que a esquerda está no poder, a democracia está ameaçada – como ocorreu no Brasil.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 11:45:38
Obrigado prezado Luiz Egypto. Escrevi meio alterado e esqueci esse detalhe. Agora, mais tranquilo, aproveito para pontuar que essas reações (dos grupos de mídia) já estão ficando previsíveis. Eles sabem que é um caminho sem volta e tentam, ainda, influir nos pequenos "bolsões de desinformação" criados por eles próprios. Como não formam mais opinião do grande público, sobrou para eles apenas pequeno espaço de manobra. O valor que vejo de o OI publicar esses artigos é altamente propedêutica.
José Albino , São Paulo-SP - Engo.
Enviado em 20/1/2010 às 10:10:58
Caros articulistas do OI, nem sei o que dizer sobre esse artigo editorial do estadão. O que me vem à cabeça é que enquanto o OI tem que se virar atrás de provedor pago, enfrentar dificuldades de toda tipo ( cancelamento unilateral de transmissão de programa de TV em São Paulo, cancelamento unilateral de provedor), para poder se manter vivo e trazer ao cidadão análise da notícia com qualidade e responsabilidade, com crítica e senso informativo, um jornal como o estadão é vendido, ou seja o cidadão paga por aquilo, mantendo aquele editorial “vivo” e sustentado, e ainda leva como brinde toda essa desinformação, essa deturpação, essa manobra absolutamente anti-informativa. Agradeço ao OI por publicar este artigo, para que os leitores tenham a noção exata de onde e como vem a desinformação que tanto tem sido debatida e condenada aqui no OI, em artigos excelentes de Dines, Washington, Luciano, Egypto, etc, além de juristas comprometidos com a análise real dos fatos.
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 20/1/2010 às 10:01:29
Gostei desse editorial. Se os Mesquita estão incomodados a ponto de terem um chilique ideológico, é porque o Governo está mexendo no seu ninho de certezas. Alerta aos ideólogos reacionários: frases como "ameaçador decreto dos direitos humanos" só mostram o quanto vocês estão cegos pela raiva - ameaçador é o OESP chutar tudo que não é espelho de suas ideias.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/1/2010 às 09:39:38

Rapaz, primeiro foi o Globo, agora o Estadão, dando espaço para um lixo de artigo como esse. O autor, que não quis se identificar parece pensar que as pessoas que frequentam o OI não tem informação. O autor desconhecido se engana. A maioria dos que vem aqui sabe muito bem o que significa maior controle social dos canais de informação. Talvez o ilustre desconhecido não saiba que canais de TV e rádio são propriedade do Estado e são regulados por leis de concessão e permissão de serviço público. Tentar qualificar os progressos recentes da Confecom e da Conferência de Cultura como "autoritarismo" do governo Lula é, além de distorção, subestimar a inteligência dos leitores. Mas o artigo serve, mesmo, a propósitos mais vis. Possivelmente, foi escrito por um ghost writer do Estado, para alimentar esse clima. As discussões vão acontecer de forma democrática, e o espírito santo de orelha que escreveu esse lixo também vai ter direito de "defender". Só não sei se vai ter coragem.

Nota do OI: O texto é um editorial, e editoriais não são assinados. São textos que expressam a opinião do jornal. (L.E.)

Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Outros artigos desta Seção
OS ESPELHOS, O HORROR
Mídia à beira de
um ataque de nervos

Alberto Dines
19/1/2010
CONFECOM &
DIREITOS HUMANOS
A mídia contra a Constituição
Venício A. de Lima
19/1/2010
O DIREITO NA IMPRENSA
A presunção de inocência
Dalmo de Abreu Dallari
19/1/2010
DESAFIOS 2010
O papel da comunicação no desenvolvimento
Valério Cruz Brittos e Aléxon Gabriel João
19/1/2010
COMUNICAÇÃO
EMPRESARIAL
Por um jornalismo investigativo e crítico
Marcelo Guimarães
19/1/2010
LEITURAS DA FOLHA
Cerveja: bebendo
gato por lebre?

José de Souza Castro
19/1/2010
MÍDIA & GEOPOLÍTICA
Os países invisíveis
Túlio Muniz
19/1/2010
MÍDIA EM PÂNICO
De onde vem tanto medo?
Ricardo Kotscho
20/1/2010
CONFERÊNCIA NACIONAL DE CULTURA
Ideia fixa
O Globo
20/1/2010
Nova investida contra a democracia
OESP
20/1/2010
A grande mídia unida contra a democracia
João Brant
20/1/2010
O Estadão e a democracia
Glauber Piva
21/1/2010
LEITURAS DO ESTADÃO
A Constituição ameaça a mídia?
Venício A. de Lima
21/1/2010
A VOZ DOS DONOS
Em defesa do inconfessável
Luiz Egypto
21/1/2010

Últimos 5 artigos de
O Estado de S.Paulo
MÍDIA & EDUCAÇÃO
As mudanças do ensino privado
27/7/2010
CASO SHIRLEY SHERROD
Presidente dos EUA tropeça em questão racial
27/7/2010
TV POR ASSINATURA
As absurdas cotas na TV paga
29/6/2010
PROPUBLICA
Prêmio Pulitzer para um site de conteúdo livre
20/4/2010
CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO
Os perigos da Confecom
15/12/2009
Mais artigos de
O Estado de S.Paulo >>