ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 573 - 19/1/2010
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LEITURAS DO ESTADÃO
A Constituição ameaça a mídia?

Por Venício A. de Lima em 21/1/2010

Os leitores da edição de domingo, 17 de janeiro, do jornal O Estado de S.Paulo, encontraram na primeira página uma chamada – "Governo prepara novo ataque à mídia" – acima da dobra, seguida de um texto que dizia:

"Documento preparado sob coordenação do Planalto prega mais uma vez o `controle social´ dos meios de comunicação e a interferência nos conteúdos, informam Felipe Recondo e Marcelo de Moraes. O texto servirá de base para mais uma conferência, desta vez a da cultura, marcada para março. O documento propõe, ainda, maior intervenção em áreas como ciência e meio ambiente (ver aqui).

Em que consistiria esse "novo ataque à mídia"? A explicação estava na página 4, sob o título "Conferência de Cultura arma novo ataque à mídia". A longa matéria aponta que o "ataque" do governo consta do documento-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura que será realizada entre 11 e 14 de março próximos.

Não é preciso mencionar que se trata de documento a ser discutido em conferência que, como todas as outras, é apenas propositiva. Mas, vamos em frente. Qual é exatamente o "ataque"?

Na verdade, não é um "ataque". São vários. O primeiro, diz respeito à existência de monopólio nos meios de comunicação. Segundo o Estadão o "ataque" estaria contido na seguinte frase:

"O monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural."

O leitor atento, todavia, se lembrará do que está escrito na Constituição. Relembremos:

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

(...)

§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.

Situação curiosa

O segundo "ataque" refere-se à "regulamentação de artigos que obriguem emissoras de televisão a cumprir cotas de regionalização na produção e exibição de programas" (sic). A matéria cita o documento-base:

"Tão necessário quanto reatar o vínculo entre cultura e educação é integrar as políticas culturais e de comunicação. Nesse sentido, os fóruns de cultura e de comunicação devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema [grifo nosso]. Entre eles o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística, bem como o que estabelece a preferência que deve ser dada às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, à promoção da cultura nacional e regional e à produção independente (art. 221) [grifo nosso]."

O leitor atento poderá consultar a Constituição, mencionada no trecho citado do documento-base, e verificar que, de fato, está lá:

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:

I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;

II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;

III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;

IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Outro "ataque" do governo estaria contido na observação:

"As emissoras comerciais se organizam com base nas demandas do mercado, que são legítimas. Contudo, essas demandas não podem ser as únicas a dar o tom da comunicação social no País."

Ainda uma vez o leitor atento se lembrará de que a Constituição estabelece o "princípio da complementaridade" entre os sitemas privado, público e estatal de radiodifusão – prevendo, portanto, que critérios outros que não as demandas do mercado também possam dar "o tom da comunicação social no país". Está escrito na Constituição:

Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.

A matéria reproduz ainda, separadamente, trechos que considera "polêmicos" no documento-base. Além dos três "ataques" já mencionados, inclui outro, sob o título "Controle social da mídia", que se refere especificamente às "TVs e rádios públicas".

Temos aqui a curiosa situação em que o "ataque" do governo, segundo o Estadão, se dá não em relação à radiodifusão comercial, mas à radiodifusão pública. Quem senão o público deve exercer controle sobre a radiodifusão pública?

Reprodução em cascata

A matéria do Estadão, por óbvio, repercutiu na segunda-feira (18/1) nos jornalões Folha de S.Paulo e O Globo. Ambos, "por coincidência", usaram praticamente o mesmo título do próprio Estadão: "Governo Federal prepara novo ataque à mídia" e "Texto de 2ª. Conferência Nacional da Cultura traz ataques à mídia", respectivamente.

Além disso, na mesma segunda-feira, o Estadão se apressou em repercutir a sua denúncia com a ANJ e a OAB, e, em nova matéria sob o título "OAB e ANJ vêem ataque à mídia pelo governo", os "ataques" do governo do dia anterior já se transformaram em ataques à liberdade de expressão. O representante da ANJ, no entanto, vai um pouco além. Diz ele:

"Nesse caso, assim como em outros relatados recentemente, trata-se de proposta antidemocrática e anticonstitucional, uma vez que a plena liberdade de expressão é um dos preceitos básicos da nossa Constituição. É condenável essa tentativa de dirigismo, de interferência no conteúdo dos meios de comunicação" (ver aqui, grifos nossos).

Quem ameaça quem?

Os "ataques" do governo à mídia, identificados pela matéria do Estadão no documento-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura (que ainda sequer se realizou), repercutidos nos outros jornalões, referem-se à regulamentação de normas constitucionais, como é absolutamente simples de constatar.

O mesmo tipo de situação aconteceu em relação às propostas aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e às diretrizes do III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH) – ver, neste Observatório, "A mídia contra a Constituição"). No último fim de semana, as revistas semanais foram unânimes em condenar o que consideram "controle da mídia" e "atropelamento da Constituição" pelo III PNDH.

Para surpresa geral, inclusive a revista CartaCapital embarcou nesta canoa em textos assinados por Mino Carta, Gilberto Nascimento e Walter Maierovitch.

Condena-se no III PNDH a "ação programática" que propõe...

"Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações."

 ...e a recomendação correspondente:

"Recomenda-se aos estados, Distrito Federal e municípios fomentar a criação e acessibilidade de Observatórios Sociais destinados a acompanhar a cobertura da mídia em Direitos Humanos."

 Na verdade, essas propostas já se encontram nos dois PNDH anteriores, de 1996 e 2002 (cf. itens 57 e 100, respectivamente), e um ranking já é feito no âmbito da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que instituiu, em 2002, a campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" a partir de deliberação da VII Conferencia Nacional dos Direitos Humanos.

A observação social da mídia, apesar de sua inquestionável relevância democrática, vem sendo desenvolvida, a duras penas, por uma rede de observatórios – da qual este Observatório da Imprensa é pioneiro – e por entidades como a ANDI, o Observatório do Direito à Comunicação e o Observatório Brasileiro de Mídia. Foi esse tipo de trabalho, aliás, que levou a uma ação judicial bem sucedida por iniciativa do Ministério Público de São Paulo em relação ao antigo programa de João Kleber, Tardes Quentes, na veiculado Rede TV!.

É de se perguntar, portanto, quem ameaça quem? É o governo – ou seria a sociedade civil que se reúne em conferências? – que ameaça a mídia ou é a mídia que considera alguns dispositivos da Constituição uma ameaça a seus interesses e ataca, como vem acontecendo nos últimos 21 anos, qualquer tentativa de sua regulamentação?

Comentários (20)
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Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS - Diagramador
Enviado em 24/1/2010 às 16:52:01
Os artigos 221 e 223 da Constituição Federal são inequívocos e reforçam a obrigatoriedade da contrapartida e da susceptibilidade no uso de uma concessão pública de rádio e tv. Simplesmente não há o que discutir. O que há é uma enorme resistência dos grupos de comunicação em serem regulados pelas leis que eles exigem para todos os demais setores. O corpanzil grotesco do Feudalismo Midiático vestiu o tailleur sofisticado da Democracia e está enganando muita gente com o seu andar disfarçado.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 23/1/2010 às 20:17:58
É isso mesmo companheiro Lula!. Seja mauzinho e acabe com esse monopólio da imprensa!. E aproveite a maldade e também acabe com esse monopólio sindical. Ai se a maldade também pudesse acabar com o corporativismo da OAB!. Observação: Pena que o companheiro Lula é "até bonzinho demais"!. Rarará!.
Désirée A. Rodrigues , São Paulo-SP - advogada
Enviado em 23/1/2010 às 17:21:42
Acho que o nosso presidente é até bonzinho demais. Já passou da hora de realmente acabar com esses monopólios da comunicação. em Salvador era público e notório que o falecido ACM além de dono da Globo local era dono de jornal. E isso ocorre por todo esse país afora Aonde está a imparcialidade nisto? Nossa imprensa tendenciosa e mesquinha, veincula matérias e informações ao seu bel prazer! A internet se revelou uma forte aliada para aqueles que buscam informações. Através de blogs e outros sites podemos acessar e correr atrás de tudo. Infelizmente ainda não são todos que dispôe deste recurso ou se dispõe ainda não consegue ter acesso, portanto o que nossa imprensa prática é um jornalismo nojento e só faz advogar em causa própria ou de interesses de terceiros. O poder de comunicação é muito sério. Pode se derrubar governos, acabar com escolas, terminar com carreiras etc..um poder deste tamanho, para órgãos que não sabem o q é jornalismo, representa um perigo muito grande, não só para todos nós como para todo um país e seu governo.
jrodolfo serff , SP-SP - administrador
Enviado em 23/1/2010 às 11:27:00
Resumindo os problemas, há uma tentativa de criar "comitês" que possam determinar a linha de publicações (CENSURA) e decidir sobre o direito de propriedade (CONFISCO), que seriam formados por alguns grupos que se pretendem "a sociedade civil" e defendem a sua evidente falta de representatividade dizendo que praticam a "democracia direta", fazendo de conta que não sabem que esta só funciona na reunião de condomínio ou com o pessoal da Kombi que decide que estrada tomar. O José Albino levanta uma outra desculpa que este pessoal utiliza, que é "as reuniões foram abertas e quem não participou não pode reclamar". Isso é válido para a assembléia do prédio, mas imagine se os 190 milhões de brasileiros fossem obrigados a participar de toda a reunião que alguém inventa sob pena de não poderem decidir sobre algum tema? Daqui há pouco eu junto uns amigos para discutir um tema nobre como o combate à poluição da cidade e decido que devemos tomar o carro do Albino para diminuí-la, e ele não poderá reclamar porque a reunião era aberta e ele não participou. Seria ridículo! Mas é isso que essa turma propõe.
José  Albino , São Paulo-SP - Engo.
Enviado em 22/1/2010 às 18:08:21
Caro Venício, excelente texto. Brilhante. Quem não participa, não tem o direito de se sentir excluído! O debate é aberto e somente com participação se chega a um conteúdo representativo da vontade de todos. Tem mais: em nosso sistema político, escolhemos nossos representantes através de eleições democráticas diretas. Quem não participa não tem o direito de reclamar que não é representado. Quem participa por participar, sem se atentar para o que esta escolhendo, também não tem o direito de dizer que não é representado por quem foi escolhido. É um sistema democrático que vale para todos. Simples! Isso é o fundamental. Parabéns, Venício.
jrodolfo serff , SP-SP - administrador
Enviado em 22/1/2010 às 17:15:32
É incrível como textos cada vez mais longos tentam omitir o fundamental. Começando pelo fim, a "sociedade civil" não "se reúne em conferências", mas sim alguns pequenos grupos que representam a si mesmos. E os pontos inaceitáveis deste documento são o tal comitê de censura e a instância superior à justiça em termos de direito à propriedade, ambos geridos pela "sociedade civil". O que significa isso? Um compnaheiro da CUT foi mais direto ontem: "Queremos a democracia direta, pois a democracia representativa é limitada". Bonito, não? Exceto pelo fato de que a democracia representativa existe para resolver o problema de que as pessoas não podem se juntar todas na praça para votar. Então como se fará a democracia direta? Ouvindo cada cidadão do país? Não! Seria uma "democracia" onde só as "entidades" falam e eu, meu vizinho e as dezenas de milhões como nós só devemos acatar as suas sábias determinações. Voltamos à questão: o que existe de mais próximo de uma democracia direta em termos de mídia é o mercado, pois cada um lê ou deixa de ler o que lhe interessa. Se os gênios auto-investidos acham mesmo que representam uma corrente significativa de pensamento que façam seu próprio jornal e ofereçam o que o povo quer. E se desejam se colocar acima dos demais cidadãos que parem de tentar omitir isso e se fazer de vítimas em longos textos onde falam de tudo, menos do fundamental.
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 22/1/2010 às 15:35:55
A liberdade de imprensa ameaça o quê?!.
Wagner  Couto e Silva , BH-MG - administrador
Enviado em 22/1/2010 às 10:57:25
Me desculpem. O tablóide a que me refiro na mensagem anterior, é o jornal Estadão. Em relação ao artigo de Venício, só tenho que parabenizá-lo. É importante que sejam feitas análises isentas, já que atualmente estamos vivendo uma ditadura da imprensa, cada dia mais suja, golpista e submergida em interesses pessoais.
Francisco Lima , Londrina-PR - advogado
Enviado em 22/1/2010 às 10:47:55
Parabéns ao autor! Trata-se de um dos mais lúcidos artigos publicados neste OI. È uma pena que os interesses rasteiros dos mercadistas de plantão não consigam discernir o que seja realmente Estado de Direito.
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 22/1/2010 às 09:54:39
A Constituição ameaça a liberdade de imprensa?
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP - taxidermista
Enviado em 21/1/2010 às 20:07:14
E, por falar em novo ataque à mídia, espero que o OI não faça cara de paisagem em relação à censura e/ou limitações ao direito do trabalho que a Federação Paulista de Futebol - em nome da Rede Globo - vem praticando contra os jornalistas esportivos a serviço de outras empresas, impedindo que os chamados repórteres de campo atuem “dentro das quatro linhas” (fora da hora do jogo, claro!), proibindo que esses profissionais entrevistem jogadores, juizes, ou qualquer pessoa que por uma razão ou por outra se encontre dentro do gramado! - Interpelada por um grupo de repórteres a FPF simplesmente se exime de qualquer responsabilidade, argumentando que se trata de EXIGÊNCIA DA EMPRESA QUE DETÉM OS DIREITOS DE TRANSMISSÃO, ou seja, ninguém mais ninguém menos do que a “democrática” Rede Globo de Televisão, a farsante que morre de medo do PNDH-3 e se diz defensora da liberdade de expressão, mas que se acha no direito, ela sim, de “censurar” ou estabelecer limitações no exercício profissional de terceiros. Segundo a FPF a Globo quer uma “IMAGEM LIMPA”, de modo que para ela os demais profissionais são considerados lixo ou sujeira (!) que ela não quer ver dentro do campo!!! Não é cumulo da meiguice?!?
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/1/2010 às 18:11:08
As Constituições Democráticas geralmente são feitas para garantir a democracia!. Mas, se algum dia a democracia garantir as Constituições Democráticas ambas serão vitoriosas!. Observação: Ainda bem que não precisamos gritar [reivindicar] por "Constituinte Já"!.
rodrigo  aguiar gomes , poa-RS - servidor público
Enviado em 21/1/2010 às 17:47:07
uma análise perfeita da situação. parabéns ao autor!!
Felipe Faria , Rio-RJ - estudante
Enviado em 21/1/2010 às 17:46:35
A Constituição arrisca a democracia?
Ney José Pereira , São Paulo-SP - Contador
Enviado em 21/1/2010 às 17:20:58
Essa tal mídia (imprensa) -coitadinha- não ameaça a Constituição nem ninguém!. Por que tanto medo da mídia (imprensa)?!. A ameaça à imprensa feita por Getúlio e feita por "milicos-64" só fez prosperar (o oligopólio) da tal mídia (imprensa)!. Portanto, cuidado!. A ameaça à mídia (imprensa) já foi trágico!. E agora será farsático!.
Fábio  Abreu , Brasilia-DF - Jornalista
Enviado em 21/1/2010 às 16:04:20
A pergunta seguinte é: a mídia ameaça a Constituição?
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 21/1/2010 às 12:23:46
Os ex-jornais (não lhes cabe mais tal classificação) tem mais é que temer o ranking sugerido pelo PNDH. Com a popularização da internet, aos poucos vai se descobrir que seus diretores de antanho estiveram envolvidos e apoiaram ações que violam os direitos humanos. Sem falar que vão ter que melhorar sua linha editorial. Já as TVs abertas vão ter que passar pelo crivo do povo quando fazem aquelas pegadinhas infames expondo pessoas ao ridículo. Mas o esperneio agora é estratégico. Primeiro gritam "fogo", depois, qualquer fumaça que apareça também gritam fogo. Mas os movimentos sociais não vão cair mais nesse joguinho sujo. Tá chegando a hora... a hora tá chegando.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 21/1/2010 às 12:20:10
Cadê o ministro das comunicações que não vem a público denunciar essa manipulação midiática? Ao invés disso o Lula faz um "mea culpa" dizendo que não leu o texto e ainda municia esses oligarcas da comunicação. Brincadeira! Passou da hora de enfrentar esses oligopólios. Eles sim, tornaram-se um caso de segurança nacional. Estão atentando contra a verdade da informação e desinformando ao invés de informar. Outra coisa, vamos raciocinar. Para que haja uma revolução comunista no país teríamnos que ter um exército revolucionário pronto para entrar em ação e ainda teria que ser forte o suficiente para derrotar as forças armadas. É mais do que óbvio que não existe esse exército nem formado nem em formação, muito menos apto para enfrentar as três armas. Já para uma ditadura de direita está tudo pronto como em 64. A mídia municia o exército com falsas informações e as elites e oligarquias da comunicação estão prontas para apoiá-lo. Daí para a tomada do poder um passo. Tudo pela segurança nacional!!!!!. Tudo isso pelo medo da democracia e da prevalência do interesse da sociedade em detrimento do interesse privado dessas empresas de comunicação. Dizem que não há democracia de esquerda. A esquerda esteve no poder na França e os trabalhadores na Inglaterra e não vi nenhuma criancinha sendo devorada por eles nem a democracia desses países ameaçada.
Dioclécio Luz , Brasília-DF - Jornalista
Enviado em 21/1/2010 às 11:27:53
Eu não sei do que ou de quem o comentarista anterior falou... Mas... é seu direito. Sobre o artigo Venício Lima fez mais um texto brilhante. É o segundo,senão me engano, em que ele mostra que os poderosos da mídia invocam expressões ou leis, que não lhescabem. Já dá pra fazer uma lista do que lhes incomoda: 1)confecom 2) conferencia de cultura 3)ancinav (agencia nacional para o audiovisual) 4)constituição 5)democracia 6) debates 7) democracia 8) debate... ....
Wagner Couto e Silva , BH-MG - administrador
Enviado em 21/1/2010 às 10:39:17
Faz tempo que esse tablóide perdeu a credibilidade. Não dá para ser mais levado a sério. Está ligado a partidos políticos e a grupos conservadores de oposição ao atual Governo. Em ano de eleição, intensificaram a indústria de boatos e crises. Mentem, editam e manipulam os fatos conforme seus interesses. Ao mesmo tempo acobertam as mazelas de seus afetos. São cúmplices, omissos e coniventes com as falcatruas e desmandos de seus grupos aliados. Há tempo que São Paulo vem se tornando um caos e terra de ninguém. Por que esses meios de comunicação não cobrem nem denunciam a incompetência da gestão e o desgoverno dessas pessoas?
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Venício A. de Lima

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