ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 576 - 9/2/2010
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BOLSA FAMÍLIA E A MÍDIA
A cobertura (omissa) das políticas sociais

Por Ângela Carrato e João Mendes em 9/2/2010

Os leitores de Veja, O Globo e O Estado de S.Paulo se depararam, nos últimos dias, com uma série de matérias contendo dados equivocados e juízos de valor que não se sustentam em se tratando do Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em comum às três matérias, além dos equívocos, uma nítida tentativa de vincular o programa – que é referência nacional e internacional em redução de pobreza – com ações eleitoreiras e até mesmo com o que denominam de "terrorismo eleitoral".

A primeira matéria coube à revista Veja que, na edição 2149 (de 24/1/2010), sob o título de "Bolsa-Cabresto", publicou duas páginas onde, no lugar de informações para o leitor, lançou mão de dados equivocados, chegou a números fantasiosos e nem se deu ao trabalho de ouvir o MDS antes de publicar a sua "tese" sobre o assunto. Na segunda-feira (25/1), a Assessoria de Comunicação do MDS enviou à Veja uma nota de esclarecimento, na qual rebatia todos os pontos da matéria e solicitava que a revista a publicasse na próxima edição. Na terça-feira (26), a repórter de Veja que assina a matéria, Laura Diniz, fez contato com a Assessoria de Comunicação do MDS e solicitou mais alguns dados, no que foi prontamente atendida.

Na oportunidade, a assessora responsável direta pelo Programa Bolsa Família, jornalista Roseli Garcia, informou à repórter de Veja que o MDS havia enviado a nota de esclarecimento e que aguardava a publicação. Em resposta, ouviu que a nota estava "grande demais" e que "dificilmente seria publicada". Na noite de quarta-feira (27), a repórter encaminhou para o MDS um texto com a proposta de retificação por parte da revista Veja. A nota, num total de quatro linhas, nem de longe contemplava as correções apontadas pelo ministério na matéria publicada por Veja.

Diante disso, a Assessoria de Comunicação encaminhou, na quinta-feira, ao diretor de redação de Veja Eurípedes Alcântara e ao redator-chefe, Mario Sabino, uma mensagem contendo todo o ocorrido e solicitando, em respeito aos leitores e à verdade, a publicação da resposta na íntegra. Não recebemos retorno por parte dos dois dirigentes da revista. Aliás, as duas mensagens foram descartadas sem terem sido lidas. Na sequência, a repórter responsável pela matéria telefonou para Ascom/MDS solicitando uma diminuição no tamanho da nota. Atendendo a esse pedido, essa redução foi feita de forma a contemplar explicações mínimas que pudessem fazer o leitor entender o equívoco cometido pela revista. Essa nova nota foi encaminhada na noite de quinta-feira (28/1).

Na sexta-feira, a repórter liga novamente para Ascom/MDS dizendo que a carta "continuava grande demais" e que tinha preparado uma correção, pois considerava "melhor para o ministério" a retificação da revista do que a publicação da carta. A ela foi respondido que preferíamos a carta, por esclarecer melhor o caso aos leitores.

Veja optou pela correção que ela própria fez, publicada em corpo minúsculo sem ter respondido aos principais equívocos apontados pela Ascom/MDS. Além disso, em destaque, publicou duas cartas de leitores que continham críticas ao Programa Bolsa Família a partir de uma matéria repleta de erros. Vale dizer: amplificou, novamente, o próprio erro, sem aceitá-lo como tal.

Campeões da democracia

Já no dia 1º de fevereiro, o MDS é novamente surpreendido. Em editorial, intitulado "Bolsa Família e eleição" o jornal O Estado de S. Paulo, utilizando os mesmos argumentos usados na matéria da revista Veja, afirma que não haveria exclusão de beneficiários do programa em 2010. O que é um equívoco, pois já em fevereiro estão sendo cancelados 710 mil benefícios por falta de atualização cadastral. A Ascom/MDS encaminhou carta ao Estado de S. Paulo explicando que o editorial fazia uma análise equivocada da instrução operacional do MDS – que apenas detalha o trabalho as ser feito pelos gestores do Programa Bolsa Família em 2010 – idêntica à cometida pela revista Veja.

No dia seguinte, o jornal publicou a íntegra da carta e questionou o seu conteúdo, afirmando que o documento "não permite conhecer a fundo os critérios estabelecidos pelo programa, o erro não é do jornal, mas do Ministério". Como rege o bom jornalismo, se um documento não está claro, cabe ao jornalista estudar o assunto e informar de maneira clara aos seus leitores. Em outras palavras, faltou ao Estado de S.Paulo ater-se a uma regra básica no jornalismo: a apuração. Nesse ponto, aliás, O Estado de S.Paulo, O Globo e Veja se assemelham: estão deixando de apurar e publicando o que acreditam ser a verdade.

Na mesma segunda-feira (1/2), devido ao editorial de O Estado de S.Paulo, a Ascom/MDS foi procurada pela reportagem de O Globo. Todas as explicações dadas à Veja e ao Estado de S.Paulo foram repassadas a O Globo, mostrando os equívocos cometidos pelas duas outras publicações. Mas o jornal, lendo a instrução normativa – que trata apenas de procedimento em relação à atualização cadastral – encaminhada pelo MDS aos gestores, abordou outro aspecto também de forma incorreta. O Globo classificou essa norma, em manchete, como: "Governo faz ameaça eleitoral ao recadastrar Bolsa Família".

Mais uma vez a Ascom/MDS encaminhou carta ao jornal, que foi utilizada na matéria do dia seguinte em texto intitulado "Tiroteio com o Bolsa Família". Neste texto, o jornal utiliza as declarações de parlamentares de partidos da oposição ao governo para sustentar a polêmica criada pelo próprio veículo.

O assunto repercutiu em vários veículos nacionais e também na imprensa regional, criando uma situação no mínimo curiosa para quem é leitor atento ou para aqueles que se interessam pelo comportamento de parte da mídia brasileira. Nos dias atuais, a mídia tem deixado de lado o papel clássico de informar, interpretar e opinar (nos espaços devidos) para, ela própria, tornar-se a origem da informação e, não raro, ator no cenário político nacional.

No caso do Programa Bolsa Família, as informações e a análise apresentadas pela mídia foram equivocadas e funcionaram como retroalimentação. Num dia um veículo publica algo equivocado. Não retifica o erro. No dia seguinte, outro veículo, tomando o que foi publicado como verdade, amplifica o erro. No terceiro dia, um novo veículo entra "na roda" e assim a "polêmica" está criada. Para confirmar os pressupostos da mídia, políticos de oposição são entrevistas e ganham destaque.

Essa situação em si é extremamente preocupante para o futuro das instituições e para a própria democracia no Brasil, porque deixa a parte atingida, no caso o agente público, sem condição para restabelecer a verdade. A preocupação torna-se maior ainda quando se sabe do papel central que a mídia tem na sociedade contemporânea.

No caso brasileiro, a censura oficial à imprensa foi abolida há décadas e a liberdade de informação e expressão encontra-se consagradas na Constituição de 1988. Mas, infelizmente, o que se percebe é que o poder de censura, que nos governos autoritários estava nas mãos do Estado, migrou para as mãos de um reduzido número de empresas e de articulistas que se auto-intitulam os porta-vozes da verdade e os campeões da democracia. Essa situação torna-se ainda mais difícil quando dentro dos grandes grupos midiáticos prevalecem as velhas ideologias do liberalismo do século 18 e 19.

Escolhas próprias

Nos três casos descritos, faltou muito mais do que o necessário restabelecimento da verdade. Faltou seriedade profissional e empresarial na cobertura de um tema da maior importância para a sociedade brasileira e que mexe com a vida de milhares de pessoas. Dia a dia, o que se verifica é que a mídia brasileira não percebeu que o Brasil mudou e que as políticas sociais estão instituídas enquanto políticas públicas, que demandam conhecimento e acompanhamento permanente em relação ao seu funcionamento. As políticas públicas na área social estão sepultando a cultura política da dádiva, contribuindo para a emancipação das pessoas e para a plena cidadania.

Com exceção de uns dois ou três jornalistas que se especializaram – por conta própria – na cobertura dos chamados programas sociais, não há, na mídia brasileira, quem acompanhe, com um mínimo de regularidade, a vida desses programas e, sobretudo, os seus resultados. Apesar da importância dos programas sociais, a mídia brasileira ainda não criou, sequer, uma editoria específica para a cobertura deles. E se no passado podia-se argumentar que as classes C, D e E não tinham peso no mercado, também esse argumento não mais se sustenta. A cobertura jornalística das políticas públicas é um dos grandes desafios e uma das maiores deficiências da imprensa brasileira.

Em anos de eleição, as dificuldades se acentuam mais. A disputa política envolve grandes riscos para os jornalistas. Se muitos temem se tornar instrumento de propaganda eleitoral de governos e candidatos, ao cobrir de forma acrítica o desempenho dos programas sociais, há igualmente o risco de dar a todas as políticas públicas um caráter e uma intenção eleitorais e, com isso, deixar de levar ao cidadão beneficiado as informações essenciais. Isso, sem falar na arrogância daqueles que se arvoram em "defensores do povo" sem, ao menos, dar a palavra a quem é de direito.

Voltando ao caso da revista Veja, chama atenção na matéria citada como os grandes ausentes do texto são os beneficiários do Programa Bolsa Família. Eles aparecem na foto que ilustra a matéria, mas não são ouvidos pela repórter. Se ouvidos, esses beneficiários teriam muito a dizer sobre o que está mudando em suas vidas. Mas, ao que tudo indica, isso não é interessante para os porta-vozes do nicho mais conservador da sociedade brasileira. Motivo pelo qual se prefere dar voz aos "formadores de opinião", sejam eles cientistas políticos ou articulistas.

A importância da mídia para a formação da opinião pública é inegável, mas a cada dia o cidadão e a cidadã se mostram mais conscientes e competentes ao fazerem as suas escolhas. Escolhas não só em termos eleitorais, mas escolhas sobre o que ler e onde buscar informações. Não é por acaso que a tiragem da mídia impressa brasileira tem apresentado acentuado declínio nos últimos anos, enquanto crescem exponencialmente os acessos aos sites e blogs.

Comentários (13)
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Vinícius Moraes , Rio de Janeiro-RJ - Estudante
Enviado em 15/2/2010 às 02:51:11
Como disse um amigo abaixo, esta matéria recoloca as coisas em seu devido lugar. Um dos meus sonhos é que artigos como este estivessem ao alcance de todos e servissem como contraponto efetivo à manipulação demoníaca que a mídia tem engendrado, como diz a expressão, como lobo em pele de cordeiro. Esta configuração atual me abate a um forte desânimo, mas análises conscientes como esta me trazem consolo. Parabéns pelo artigo sincero e certeiro.
Jobson Lyrio , Boa Vista-RR - Eng. Agrônomo
Enviado em 12/2/2010 às 13:27:15
Para mim é claro que a "grande mídia" faz uma distinção entre liberdade de imprensa e liberdade de opinião. A primeira eles defendem com unhas e dentes (no que estão corretos). Já a segunda é tolida, não desejada. Os consumidores desses meios, quando discordam de suas matérias, não conseguem se fazer ouvir ou ler. Assim, as matérias da Veja, p. ex., segundo as (únicas) cartas publicadas, são maravilhosas, de uma profundidade sem igual...é lamentáve, é vergonhoso, é espúriol!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 11/2/2010 às 11:32:51
Já estou meio cansado de fazer os mesmos comentários sobre essa grande imprensa parcial e desinformativa. Incrivelmente eles não perceberam a rota inevitável de decadência informativa por que enveredaram. Eles esqueceram que aquela estorinha neo-liberal de governo mínimo só atende à minoria milionária do país. O estado tem sim que ampliar os aspectos regulatórios da economia. Economia de mercvado não existe, o que existe é a economia de favorecimento das oligarquias e grande elite.
Luciano Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 10/2/2010 às 18:46:52
A velha imprensa ainda acredita na teoria da “pedra no lago”. Imagina que utilizando-se de manobras e artimanhas - conhecidas como lavagem cerebral e mensagens subliminares - continuará “fazendo a cabeça” do incauto. Como se o Brasil e os brasileiros apenas se orientassem pelo lixo que a jurássica imprensa brasileira insiste em chamar de jornalismo. Esta semana recebi três telefonemas da Editora Abril. A mocinha que tenta vender (ou oferecer gratuitamente) “aquilo” quis saber o motivo de minha recusa (“nem de graça”). Fui obrigado a perder parte do meu precioso tempo para explicar – de forma cordial – que na minha residência, lixo, só sai.
Marcelo  Palma , Salvador-BA - Consultor
Enviado em 10/2/2010 às 18:42:04
Esse texto recoloca as coisas nos seus devidos lugares. A parcialidade e leviandade de setores da imprensa brasileira, a verdade dos fatos e a falência da mídia impressa. Ao leitor mais bem informado, essa vertente censuradora da imprensa com lado político já estava mais do que identificada. Os "blogs" e sites de opinião já exibem de forma transparente o declínio da imprensa partidarizada e como o meio publicitário já aborda a questão da diminuição da circulação de jornais e revistas, buscando uma correção pra baixo nos valores pagos pela publicidade. O cidadão, exercendo o seu direito de se informar, tem que buscar fontes alternativas e plurais de se obter as versões para um determinado assunto, prevalecendo a verdade e a transparência da informação. Quando isso não acontece, por omissão ou por pura distorção da notícia, há que se buscar remediar a situação mostrando a cada dia, quais "fontes" de notícias merecem credibilidade ou não, o mercado fará o resto, selecionando e descartando os que não apresentam a verdade como meio de buscar e fidelizar o leitor. As alternativas e meios de se informar com qualidade, serão ainda maiores com o advento da banda larga popular, com preços e velocidades justas. Essa popularização do acesso à internet será a última par de cal sobre a lápide desses meios de comunicação que insistem em tratar o seu cliente como idiotas!
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 10/2/2010 às 17:51:20
Caros Angela Carrato e João Mendes, deve-se levar em conta os trilhões de dólares que mudam de mãos quando se consegue conquistar um governo. Pouquíssimos caráteres sobrevivem ao serem expostos a uma guerra tão suja quanto a luta pelo poder. Bem-vindos à terra sem lei da imprensa brasileira. A VEJA dessa semana, como sempre, manteve a revista na vanguarda da putrefação do jornalismo-tal-como-o-conhecemos: afirmou que o PT VAI usar as enchentes de São Paulo para atacar a candidatura de José Serra. O governo não está mais sendo acusado de ter feito ou estar fazendo, mas pelo que ACHAM que ele vai fazer. Há muito pouco espaço para fair play em um ambiente carregado como o dessa redação. E sem normas que regulamentem o comportamento midiático, esse tipo de grosseria vira regra. Muito boa sorte em sua luta para dar voz ao lado prejudicado.
Gersier Lima , Montes Claros-MG - Radialista
Enviado em 10/2/2010 às 12:13:35
"Infelizmente, o Brasil é um país onde a comunicação é controlada por bandidos."Frase de Eduardo Guimarães do Movimento dos sem mídia e dono do Blog Cidadania.
Cristian  Ferreira , uruguaiana-RS - Operário/ Serviços gerais
Enviado em 10/2/2010 às 09:15:29
Equívocos, erros, falta de seriedade profissional e EMPRESARIAL??? fala sério! a uma certa sintonia por parte desses méios. É intencional mesmo e sem escrúpulos, sem problema algum, afinal se trata de "liberdade de expressão". Setores da mídia conservadores, os seus jornalistas( fieis representantes) e os braços representativos nos chamados poderes públicos(casa do povo) odéiam os pobres, defendemo ESTADO MÍNIMO e a pobreza sempre foi usada como manobra eleitoreira pelas elites. Sendo assim, podemos responsabilizar estes setores pela falta de compromisso social ?? Também pela exclusão, fome, misséria, etc, etc?? E quando estes chegam ao poder a ordem é demontar tudo que encontram pela frente, exemplo disso é a Governadora Yeda Crusius e os seus defensores RBS/ZH, que tudo justificam e passam as responsabilidades para outros.
Angelo  Frizzo , Bento Gonçalves-RS - desempregado
Enviado em 10/2/2010 às 00:53:04
Este é um grande exemplo do tipo de mídia que temos no Brasil. O problemas é que eles usam a palavra DEMOCRACIA, a expressão LIBERDADE DE IMPRENSA, como se fossem direitos SÓ deles. Eles não se "tocam" que os blogs estão aqui?. Que nem TODOS são imbecis? Que ESTE post foi transcrito hoje em outros blogs ? Só no Luis Nassif neste momento já haviam mais 140 comentários e provavelmente, MAIS de 70 mil acessos. Eu mesmo estou mandando este para mais de 150 pessoas(amigos, políticos, jornalistas, parentes, etc). Temos força sim e devemos insistir jundo ao MDS que processe estas MENTIRAS. É A LEI.
Marilesia Aguiar , Porto Alegre-RS - Jornalista
Enviado em 9/2/2010 às 22:41:21
Não me espanta que a Veja tenha agido como o relato. Veja é mal intencionada SEMPRE!!! Nem me surpreende que O Estadão tenha negado direito de resposta em igual espaço e tamanho. Isto só se consegue por força de Lei. Não há negociação... Pelo menos é assim aqui no RS. O jornal do sindicato que eu editava sofreu muito com isto em relação à Zero Hora. E quando a resposta sai (como demoram a julgar!) o leitor nem lembra mais seu motivo. Mas os autores da matéria acima esqueceram que quem feriu primeiro a liberdade de imprensa foi o próprio Governo, ao proibir divulgação de material sobre Sarney, lembram??? Não estou defendendo o jornal, mas quando um Governo toma a iniciativa de rasgar a Constituição o que sobra para os demais mal intencionados fazerem??? Aliás, não foi a primeira vez... houve o caso do jornalista americano e por aí vai... Lei não escolhe quem a obedeça. Vale para todos. Votei no Lula duas vezes, não me arrependo, pois faz um bom governo, mas estou desiludida com este tipo de deslize a que ele se presta por conta de compadrio com os antes oponentes ao PT. É este o motivo de sua baixa aceitação nas pesquisas no Sul, que já foi o Estado mais petista do Brasil. Gaúchos não se prestam a compadrios.
Geraldo Magela Pereira Freitas , Belo Horizonte-MG - Contador
Enviado em 9/2/2010 às 21:48:01
O que esse lixo da revista Veja pratica com frequência nao é jornalismo. Agem de ma fé com frequencia. Desde quando nao teriam espaço para se retratar coma a porcariada que publicam. Mas so enganam seu proprio publico, ate quando?
Cristian Ferreira , Uruguaiana-RS - Operário/Serviços Gerais
Enviado em 9/2/2010 às 17:23:27
Equívocos, erros, falta de seriedade profissional e EMPRESARIAL ???Fala sério, mas sério mesmo!!! Não existem erros a serem justificados, é tudo intencional mesmo, sem escrúpulos, sem preocupação alguma, afinal se trata de "liberdade de expressão".O que existe mesmo é uma sintonia midiática que está estruturada para beneficiar os setores mais conservadores e elitistas da sociedade que defendem o Estado Mínimo e isso significa combater (disfarçadamente) ao máximo programas sociais através dos próprios meios, é claro, e de seus representantes nos poderes públicos onde se destacam os TUCANOS, OS DEMOS, e outros não menos anjinhos. Eles odéiam os pobres, e sendo assim, sem a menor dúvida também são responsáveis pela pobreza, misséria, exclusão,etc, sem falar da misséria intelectual que nos proporcionam diariamente.
Fabio  Martins , Ribeirão Preto-SP - ex-professor nivel superior
Enviado em 9/2/2010 às 13:56:05
Não armo aqui uma comparação. Pois comparações sempre envolvem alguma claudicância. Mas certos tradicionais meios de comunicação no Brasil, no conteúdo parece que ainda nem de raspão chegam perto dos mais vetustos sinais pre-cuneiformes. Para eles, para os leitores, para projeção internacional como seria glorioso caso eles acreditassem na essência en os atributos também da evolução social e politica.
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