ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 578 - 23/2/2010
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ÚLTIMAS DO ÚLTIMO SEGUNDO
Novas tecnologias e a velha mordaça

Por Alberto Dines em 1/3/2010

O portal de notícias Último Segundo não tem vínculos com o governo nem está aparelhado pelo PT. Pertence a uma empresa privada, o Grupo iG, genial criação do publicitário Nizan Guanaes que enfrentou o poderio do líder do mercado, o UOL, com o conceito da internet grátis. Hoje seus principais acionistas são a operadora Oi-BrT e alguns fundos de pensão das estatais.

Em 6 de novembro de 2009, a nova direção do iG comunicou ao Instituto Projor (detentor da marca e mantenedor do Observatório da Imprensa) que a parceria seria interrompida. Depois de uma década de estreita colaboração e entendimento, este Observatório recebeu o prazo – quase um ultimato – de trinta dias para procurar outro portal onde hospedar-se. Desculpa: nova estratégia, aposta em conteúdo próprio, busca de novas audiências (ver "Observatório em casa nova").

Articulista semanal no Último Segundo por quase igual período, este observador era apresentado na retraca de opinião como "um dos maiores nomes do jornalismo brasileiro". Pilhéria: foi avisado por telefone na última sexta-feira (26/2) que o seu texto não seria publicado e que o seu contrato seria interrompido dentro de 30 dias (ver "O azar dos sortudos"). Alegação: o portal estava sendo reformulado.

Debate-tabu

À frente do Último Segundo já estiveram respeitáveis jornalistas como Matinas Suzuki e Leão Serva. Um dos últimos presidentes do grupo foi o jornalista Caio Túlio Costa, responsável pelo erguimento do UOL, primeiro ombudsman da imprensa brasileira, professor e autor.

O atual manda-chuva é Eduardo Oinegue, que começou como estágiário da Veja em 1983 e acabou seu redator-chefe. Desconhecem-se suas preferências políticas. Seu modo de operar celebrizou-se da noite para o dia.

Este observador teve acesso à sua pauta de tarefas: tornar o portal uma referência jornalística capaz de impor-se aos jornalões impressos. Para isso poderia contar com o formidável apoio da operadora telefônica do grupo e com a legislação que permitirá a transmissão de conteúdo televisivo por celular.

Ninguém determinou a Oinegue que politizasse o portal e o colocasse ostensivamente a favor do governo ou da base aliada. Ao contrário: para superar a coalizão da grande imprensa deveria optar pelo equilíbrio. O exercício do pluralismo era essencial, ao menos na aparência. E para conquistar o respeito do público, indispensável adotar uma postura discreta, serena, não-combatente.

Mais: como o debate sobre imprensa & mídia tornou-se fundamental na pauta jornalística, e este debate é hoje quase um tabu nos grandes veículos brasileiros, o portal deveria explorar este segmento com inteligência, sem abrir flancos nem provocar atritos inúteis.

Para breve

Como se vê, Eduardo Oinegue fez tudo ao contrário do que lhe foi recomendado: na redação o clima é de terror, o portal está longe de diferenciar-se dos demais, não consegue oferecer conteúdo exclusivo, a atualização é precária por falta de assunto, a atração de novos públicos mantém-se no plano da quimera e a promessa de resultados imediatos está longe de materializar-se.

Em matéria de credibilidade e pluralismo, o Último Segundo passou para o último lugar. Por conta de um impulso voluntarista, impensado e irresponsável o novo iG derrubou a imagem de universalidade que acompanha o projeto desde o seu nascimento. A censura imposta a um jornalista "da Casa" e o embargo a um comentário sobre o comportamento presidencial na questão dos direitos humanos em Cuba criaram uma celeuma inédita, desnecessária, contraproducente.

E se o portal pretendia ser a grande plataforma para o debate sobre mídia desqualificou-se duplamente. Canhestramente desfez-se do Observatório da Imprensa, o mais conhecido veículo sobre mídia da imprensa brasileira, jogou fora um público cativo, treinado há quase 14 anos para desconfiar daquilo que lhe oferecem como verdade insofismável e agora protagoniza um episódio censório inédito no jornalismo digital. Breve inaugurará sua lista negra, inevitável.

Igualou-se.

Comentários (28)
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Marcelo Silvestre , São Paulo-SP - Internauta
Enviado em 4/3/2010 às 23:18:51
Acho que o internauta brasileiro tem que aprender a utilizar a Internet em todo o seu potencial. Chega de ficar só nesses mesmos portais(zinhos), temos acesso a informação do mundo inteiro. Quanto ao OI, acho que tem qualidade suficiente para não ficar "pendurado" num portal. E quanto ao Alberto Dines, acho que não precisa ser funcionário do IG. Tem nome suficiente para ter seu próprio blog, como o Marcelo Taz. Dines, abrace blogs, Twitter, Orkut, Facebook. Vc será MUITO mais lido do que "pendurado" no IG. A independência não tem preço.
Lucas Nery , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 4/3/2010 às 15:20:24
Um portal fundado pelo Nizan Guanaes não poderia nunca estar interessado em conteúdo e qualidade de matéria jornalística. Aliás essas mídias eletrônicas (UOL, Terra, etc.)são um verdadeiro câncer que pouco a pouco estão minando a criatividade humana, aposentando jornalistas de boa formação ética e intelectual e alienando nossos jovens. O que será do mundo daqui a 30 anos, quando possivelmente as grandes empresas de comunicação já não vão mais enviar o jornal à gráfica para impressão, dada a falta dos chamados leitores convencionais? A vantagem que vejo são 2: gratuidade do acesso e ampliação do leuqe de notícias. No mais, estão vendendo roupas de grife com qualidade de mercadoria de feira popular. Domínio total de notícias superfulas, de celebridades, furos de reportagem, deesmentidos na sequência. Uma lástima! Sigo acompanhando o OI de perto, onde quer que ele se hospede.
Renato  Chimirri , São Carlos-SP - Jornalista
Enviado em 4/3/2010 às 00:36:01
Opiniões como a de Alberto Dines deveriam ser respeitadas e especialmente aproveitadas. Se o Último Segundo tivesse o mínimo de inteligência a usaria para colocar Dines a frente de seu projeto. Eu como modesto editor do São Carlos em Rede queria muito ter um Alberto Dines comandando meu projeto. Minha solidariedade a ele!
Marcel Leal , Itabuna-BA - Jornalista
Enviado em 3/3/2010 às 19:41:28
Já vi este filme antes. Basta o Dines escrever alguma coisa que contraria padrinhos ou patrocinadores e a porta da rua é mostrada ao OI. De minha parte, humildemente, ofereço ao mestre Dines o que posso, sem custo nem exigência alguma: hospedagem ilimitada para o site e emails no Grapiuna.com que, a exemplo dos maiores provedores, usa o datacenter The Planet, o segundo maior dos EUA. Talvez não resolva para ele, mas faço minha parte para manter um espaço valioso e único no debate sobre nossa imprensa, da qual faço parte.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 3/3/2010 às 17:57:15
Falando em liberdade, a tão propalada liberdade de imprensa segue os moldes teóricos da "liberdade negativa" típica do liberalismo, baseada na não coerção, quer dizer, há liberdade quando não há qualquer impedimento a ela. É uma liberdade legalista, mas nem sempre legitimista. Eu acho que a liberdade de imprensa se coadunaria mais com a liberdade positiva, que não existe por si mesma, mas depende de que as condições para seu exercício estejam presentes e atuantes na realidade. Quer dizer, a liberdade de imprensa fica vinculada a uma postura ética e compromissada com a "res publica". Afinal, a função da imprensa é bom informar o cidadão e não somente o indivíduo. Quando falamos em cidadão, temos que fazer um balanceamento entre o que é público e o que é privado. Para que esse ponto de equilíbrio ocorra a auto-regulação é insuficiente, já que é preciso que haja mecanismos a avaliar se determinado meio de comunicação tem cumprido sua função social e isso não se dá pela simples auto-avaliação.
alvaro  marins , Rio de Janeiro-RJ - professor
Enviado em 3/3/2010 às 14:02:48
Nada fora do esperado. O ano é de eleições e é preciso alinhar a tropa da coligação PSDB/DEM/MÍDIA/pps. Os expurgos já ocorrem há tempos, mas esse ano é decisivo. É preciso criar o discurso único. Agora, é bom para o OI lembrar de que quando os expurgos aconteceram com outros jornalistas como o Paulo Henrique Amorim (esse mesmo IG), o Rodrigo Viana (Rede Globo) e o Luis Nassif (TV Cultura), as manifestações aqui no OI foram para lá de tímidas (para dizer o mínimo). Mais solidariedade entre os profissionais nunca é demais. Auto-crítica também não.
Angelo Frizzo , Bento Gonçalves-RS - desempregado
Enviado em 3/3/2010 às 00:32:13
O pior é ter que ouvir, ler,a tal "grande imprensa" falar em censura. Apesar de meu principal e-mail ser no ig, nunca mais li suas notícias depois que eliminaram os comentários(uma forma de censura). Se nossas observação e criticas não interessam, também não interessam as notícias deles. Quando vamos ter DEMOCRACIA na imprensa Brasileira, se nem na internet estamos cnseguindo direito de opinar? `Po isso temos mesmo que usar a NOSSA internet para receber e transmir notpicias e informações honestas e verdadeiras.
Teócrito  Abritta , Rio de Janeiro-RJ - Físico e Escritor
Enviado em 2/3/2010 às 14:40:53
Infelizmente a internet está sendo controlada por empresas e governos a quem não interessa a livre discussão e a pluralidade de ideias. A eles só interessa consumidor passivo e bem comportado ou o eleitor alienado ou mal intencionado que visa apenas vantagens e privilégios. Pouco a pouco acabam com sites como “No Mínimo”, deixando o terreno para o triunfo dos portais chapa-branca com todas as suas mediocridades. Tempos das “Vejas” e “Nassifs” da vida!
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 2/3/2010 às 12:34:36
A contrapartida da Liberdade de Imprensa é a liberdade de expressão e, consequente, pluralidade de opiniões. Um não faz sentido sem o outro. Não há como simular direitos para garantir privilégios.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 2/3/2010 às 12:08:11
( cont. ) Ficamos então, entre duas " liberdades absolutas", dentro de um mesmo espaço e com uma relação hierárquica, o que, por si, já limita a liberdade da parte subordinada. Ou ficaremos girando em círculos ou escolheremos um lado. Se optarmos por levantar a bandeira da censura, estaremos fortalecendo o discurso dos barões que já se apropriaram do termo como mote de campanha contra a venezuelização do Brasil. Se optarmos por entender, um caso claro de censura como uma rescisão contratual qq, estaremos condenando o que resta do jornalismo sadiono Brasil.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 2/3/2010 às 12:00:31
Eu gostaria de não ser pessimista mas, acho que estamos em xeque. O termo censura, acabou esvaziado de tanto que a mídia gorda apropriou-se dele para a manutenção de seus privilégios. Tudo que afronta seus interesses é logo taxado ( tachado, sei lá ) de censura. Vai daí que nos acostumamos a ver, com desconfiança, toda e qq alegação nesse sentido. É sempre a mesma ladainha, o jornalão decreta que sua mãe tá na zona e, se vc ficar chateado, procure a Justiça, se eu não puder xingar a véia, é censura. Por outro lado, o jornalista traz em si um preceito constitucional,ou seja, em última análise, é ele a personificação da liberdade de expressão. QQ outro empregado, embora, tb detentor desse direito, não é livre para exercê-lo, em seu local de trabalho. Ninguém diz o que pensa para patrão. O complicador, no caso dos jornalistas é estabelecer os limites entre a censura e a liberalidade do empregador, até onde aquele profissional está sendo censurado ou, simplesmente, demitido sem justa causa, ou tendo seu contrato não renovado, etc... como qq outro trabalhador. Além disso, tb o empregador, no caso das empresas jornalísticas, carregam em si, a tal da lierdade de Imprensa, em nome da qual, podem tudo, exatamente pq qq tipo de controle, inviabilizaria o cumprimento fiel de sua função, estabelecer um elo entre Estado e Sociedade. ( cont. )
marco antonio piedade , sao paulo-SP - jornalista
Enviado em 2/3/2010 às 11:06:03
Dines, tenho o maior respeito profissional por você. Já fui seu foca, inclusive. Talvez não se lembre de mim. Mas veja bem: você diz que, uma vez encerrado o contrato, o iG dispensou o Portal Observatório da Imprensa. Do jogo não? E diz que isso ocorreu em novembro do ano passado. Lendo seus artigos desde então, não achei uma única crítica à esta decisão até que decidissem encerrar o seu contrato. Aí, de uma hora para outra, o iG se tornou um portal ruim, o Último Segundo se tornou um jornal ruim. Será que eles conseguiram este feito em alguns poucos dias que separam o 26 de fevereiro, data de sua dispensa, para cá? Como sou seu admirador e em nome dos vários admiradores que você tem, dá para explicar isso melhor? Como pode um portal ficar tão ruim do dia para a noite? Claro, sem contar a dor que dá no coração da gente quando decidem que não somos mais desejados. Minha pergunta é técnica e seu texto, pelo menos este, é emocional. Responda: o iG era bom até dia 26 de fevereiro? Ou o iG ficou ruim antes disso e você só resolveu falar mal após sua dispensa? Ou estou confuso? Me ajude.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 2/3/2010 às 09:24:26
E agora o Roriz entrou na roda. Acabou de sair no site do Globo. A deputada Eurídes Brito é ex-correligionária do Roriz e disse que o dinheiro que ela embolsou era para o Roriz. Como disse um articulista daqui, acabou a "ética entre ladrões". Agora virou ninho de barata, confusão e correria pra todo lado, cada um por si. Vejam a matéria. http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/03/01/mensalao-do-dem-foi-um-dinheiro-que-roriz-mandou-eu-receber-diz-eurides-brito-915970084.asp
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 2/3/2010 às 09:00:14
Comploementando o prof. Dionísio, uma tentativa de resolver censura pode ser através do Direito, mas a desproporção entre as partes ainda é grande. É o poder econômico. Um caso exemplar sobre esse assunto aconteceu quando morei em Brasília em 2002. O Ricardo Noblat, hoje funcionário assalariado do Globo (que veste com prazer a camisa) era editor-chefe do Correio Brasiliense. E atuava da forma como a imprensa deveria atuar: denunciando, apontando erros, incoerências, de forma equilibrada, nem era algo como a imprensa partidarizada faz hoje. Na época, o governador era o Roriz, o que precedeu o Arruda (dizem que foi o criador do esquema que estourou no Arruda). Mas aí o Roriz conseguiu que alguns amigos levantassem um dinheirinho e comprou boa parte das ações do CB. E deu PNB no Noblat. Reitero, o poder econômico ainda é absoluto no Brasil. Os jornalistas, hoje, passam pelo dilema. Se o cara vai ser jornalista independente, ter um blog, esse blog precisa botar a comida na mesa. Voltando ao poder econômico. Se, com as tentativas tímidas de controle social da mídia, os grupos econômicos já fazem essa grita, imagina tentar regular o poder econômico.
deonísio da silva , Rio-RJ - escritor e professor
Enviado em 2/3/2010 às 07:44:35
Mais uma cachorrada censória. É mais um triste tropeço, mas desta vez atinge uma referência solar do jornalismo. Quando defendi minha tese na USP, sobre a censura, tive problemas para convencer a banca de que a censura é norma, não exceção, não um fato extraordinário, mas um recurso à mão para quem tem o poder de vetar, proibir, autorizar etc. Às vezes ela é togada, na feliz expressão do Dines em tantos artigos, outra vezes tem o barrete de pequenos diabos, como esse sinistro patrãozinho. Como poderia ser resolvido o problema da censura? Eu acho que pela lei! É um homicídio intelectual. Para os leitores que o liam e foram proibidos de o ler, o autor está morto! A punição para censores deveria ser severa, mas não acontece literalmente nada a quem censura! E às vezes é promovido. Infelizmente só chegam ao conhecimento do público os grandes crimes, como este agora perpetrado contra Dines, mas em todo o Brasil, quase todos os dias, alguém é censurado.
Fabio de Oliveira Ribeiro , Osasco-SP - advogado
Enviado em 1/3/2010 às 19:04:18
Meu primeiro e-mail é do IG e o utilizo até hoje. Todo dia consulto o US e tenho percebido três coisas interessantes: 1) várias vezes me deparei com matérias do US linkadas de maneira errada (você clica numa matéria e cai numa outra completamente diferente); 2) os erros de ortografia, concordância, pontuação e de coerência e coesão textual tem sido constantes; 3) as matérias do US não podem mais ser comentadas pelos leitores (a interatividade do jornal acabou). Tenho saudades dos tempos em que o Leão Serva era o redator do US. Eu vivia implicando com ele, mas não pelos motivos acima mencionados.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 1/3/2010 às 17:47:07
É o fim da picada. O espantoso, é que o tiro é, exatamente, no equilibrio. Primeiro no OI e, agora no Dines. A degola de extremos é comum e, já estamos habituados. A crueldade em ceifar-se o equilibrio é que isso enterra o debate produtivo, já que os extremos não trocam. Não menos chocante, o tamanho da ousadia, um sujeito que ninguém nunca ouviu falar, com poderes para calar, mesmo que interna corporis, um jornalista cascudo do tamanho de Alberto Dines. E isso tudo, na rede, na cara de todos nós. Podemos imaginar, o que os jornalistas menos experientes devem estar passando. É a mídia de resultados X jornalismo. Parabéns, Dines, ser incluído na " lista negra" dessa gente, é uma honra. Aliás e, a propósito, Nassif foi condenado, em última instância a pagar os 50 mil a Veja. A " sorte" parece andar ao lado do jornalismo baixo nível pq Diogo Mainardi, foi condenado a algo em torno de três salários-mínimos, na ação movida por PHA. E ainda temos que comemorar a perda da primariedade. Nossa solidariedade a AD e ao OI.
Paulo  NEto , Porto Alegre-RS - serv. público
Enviado em 1/3/2010 às 14:08:40
Dines, se o Último Segundo ocupava o último lugar em credibilidade, uma mudança deveria ser feita, não é mesmo? Ou será que ele passou a segurar a lanterninha de repente, quando um texto seu foi recusado e você foi demitido? Com todo o respeito, não está lhe faltando um pouco de humildade? A demissão poderia ser uma oportunidade para fazer uma autocrítica, mas vocês preferiu escrever um artigo ressentido. Tentar jogar contra o ex-empregador os leitores que você considera "treinados" por 14 anos não parece compatível com a conduta de quem preza pelo pluralismo de opiniões.
Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista
Enviado em 1/3/2010 às 13:29:12
Caro Dines, seu comentário dá a entender que a sua demissão tem motivação política.....Então: coragem e dê os nomes aos bois! ....Sob pena deste seu artigo parecer apenas o choramingo de quem teve os seus interessers contrariados.... Coragem e nome aos Bois!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 1/3/2010 às 13:21:46
Convenhamos, essa demissão estava anunciada quando o OI teve seu contrato cancelado, era só uma questão de tempo. Depois disso visitei o IG meia dúzia de vezes, o suficiente para verificar que é um sítio sem nada inovador a oferecer, nem mesmo o email que é do google!
Ricardo Pereira , Campinas-SP - quimico
Enviado em 1/3/2010 às 13:09:38
Dines, no ano passado, o Mino Carta e o PHA criaram o premio Tartufo do ano. E em materia de tartufice, o portal Ig tem se superado.
Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 1/3/2010 às 12:51:12
Dinis; Lamentamos e mais que isto, ficamos indignados por este comportamento anti-profissional deste grupo, que mais uma vez usa destes artíficios!Uma vez com PHA, e agora com AD.Quem será o proximo? Temos certeza que a voce e ao seu programa, não faltarão espaços, e mesmo que faltasse, às ruas e praças são públicas e lá estaríamos para beber desta fonte! Hoje, não conseguiria deixar de me informar através do OI e postar meus comentários, pois este hábito já faz parte de minha vida, Só me informo através da web, e há muito deixei de ler jornais e ver tele-jornais. Notícias só através de Blogs e Sites, e assim mesmo selecionados. Quanto à AD, embora ocasionalmente tenhamos nossas divergências, ficaremos aguardando instruções e/ou informações de como nos manifestar e porque não, pressionar por algo que sempre pautou por fazer a diferença! Este espaço não pertence mais ao Dinis, embora ele o tenha criado, e tendo em vista o grande volume de visitantes e comentaristas, hoje ele se tranformou em patrimônio de todos nós! Não admitiremos quaisquer trapaça, seja de quem for, para afetar e calar o OI na pessoa de AD. Temos dito!
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 1/3/2010 às 12:29:28
Desde 99, se bem me lembro, acompanho o OI. E acompanho o Paulo Henrique Amorim desde 2003. Como mencionou o Miro Júnior, a saída do PHA do portal IG foi bem pior. Na época, o OI não repercutiu. Acho que, como disse o Dines, não quis criar um "atrito inútil" e manter uma "postura discreta, serena, não-combatente." Pessoalmente, creio que o OI deveria ter se posicionado quanto ao caso do PHA. Hoje, vejo que o Dines deveria mesmo ter marcado posição quanto a esse assunto, do qual hoje é vítima. As declarações oficiais do IG são apenas burocracia que server para esconder motivos. O OI tem uma postura realmente equilibrada e creio ter aprendido aqui um pouco do equilíbrio que tento expressar em meus posts. Mas a grande mídia, parece que por orientação empresarial, não quer esse equilíbrio. Querem é o fla-flu político. Exemplifico. Na época em que Ricardo Noblat saiu do Correio Braziliense, e antes de ir para o Globo, frequentei o blog dele, que ficou hospedado um tempo no Estadão. Como eu já tinha alguma prática de debates em blogs, minha postura era equilibrada, embora fosse classificado como "petista". Resultado? fui expulso do Estadão sem nenhuma explicação. É por isso que acredito que a grande mídia não gosta do OI: aqui podem ocorrer debates equilibrados, tudo que eles não querem. É esse o real motivo da "reformulação". Mas o tempo mostrará isso melhor que eu.
Zemário Santos , Ibaiti-PR - Jornalista
Enviado em 1/3/2010 às 11:56:41
Dines, durante o período de faculdade aprendi muito com seus livros. O Oinegue também deve ter aprendido, mas, certamente, a prática das "conveniências" embotou a memória dele. Que bom que você tornou público o motivo da demissão, não ficaremos às escuras e continuaremos a ler seus lvros e seus artigos aqui no OI.
Heloisa Pait , São Paulo-SP - Professora
Enviado em 1/3/2010 às 11:53:05
Bom, convenhamos que censura, no Brasil, é tudo menos inédita. Talvez crônica, talvez intermitente. Mas inédita? Por outro lado, não sei se se igualou. O Estadão não está aí, denunciando a censura a cada dia? Quais seus tabus? Eu o vejo bem vocal. Liberdade de imprensa no Brasil será sempre algo muito batalhado. Com algumas vitórias e outras derrotas. Se é jornal, TV, internet, nada vai garantir esse direito, que é político e não tecnológico. Enfim, lamentável. Preocupante. Mas não surpreendente.
Nisia Rizzo , Salvador-BA - Jornalista e professora.
Enviado em 1/3/2010 às 09:44:46
ok, Dines, vi em matéria anterior que já foram feitos esforços nesse sentido - de nova hospedagem e migração do banco de dados - para o portal Dualtec. Que bom!
Nisia Rizzo , Salvador-BA - Jornalista e professora.
Enviado em 1/3/2010 às 09:40:58

Dines, recebo esta notícia com muita preocupação. Retirar o OI do ar assim, de repente, pode significar um vácuo enorme em nosso hábito de ler algo além dos jornais e, para mim, que estou realizando pesquisa de mestrado em que tenho de consultar os arquivos do OI, então, imagine! Saindo do IG, onde ficará hospedado o arsenal de 14 anos de análise crítica de coberturas noticiosas que você e seus colaboradores construíram todos esses anos? A publicação do editorial "O azar dos sortudos", de sua autoria, não pode justificar essa posição do portal IG, pois azar mesmo será o deles em não mais hospedar o OI. Continue dando notícias sobre esse assunto para nós.

Nota do OI: O Observatório deixou o iG em dezembro passado e desde então está hospedado nos servidores da Dualtec. O que houve agora foi a demissão de Alberto Dines da equipe de colunistas do Último Segundo, do iG. As edições anteriores do OI continuam disponíveis para consulta. (L.E.) 

Miro Junior , Sao Paulo-SP - Analista
Enviado em 1/3/2010 às 09:08:02
Não entendi muito bem os motivos do OI e não me lembro como reagiu este Observatório quando o Paulo Henrique Amorim foi retirado do ar em 24 horas, alguém pode me refrescar a memória?.....De qualquer forma uma pena e um caso onde o IG nos deve suas explicações.
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