ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 586 - 20/4/2010
  Jornal de Debates
Início > Índice Geral > Jornal de Debates + A | - A
 
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]

INVERSÃO DE PAPÉIS
A imprensa como partido político

Por Washington Araújo em 20/4/2010

Esperei baixar a poeira. Em vão, porque a poeira existiu apenas na internet. E tudo porque me causou estranheza ler no diário carioca O Globo (18/3/2010) a seguinte declaração de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do grupo Folha de S.Paulo:

"A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação e, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo."

E como a poeira não baixou resolvi colocar no papel as questões que foram se multiplicando, igual praga de gafanhotos, plantação de cogumelos, irrupção de brotoejas. Ei-las:

1. É função da Associação Nacional de Jornais, além de representar legalmente os jornais, fazer o papel de oposição política no Brasil?

2. É de sua expertise mensurar o grau de força ou de fraqueza dos partidos de oposição ao governo?

3. Expirou aquela visão antiquada que tínhamos do jornalismo como sendo o de buscar a verdade, a informação legítima, para depois reportar com a maior fidelidade possível todos os assuntos que interessam à sociedade?

4. Como conciliar aquela função antiquada, própria dos que desejam fazer o bom jornalismo no Brasil, como tentei descrever na questão anterior, com a atuação político-partidária, servindo como porta-voz dos partidos de oposição?

5. Sendo o Datafolha propriedade de um dos grandes jornais do Brasil e este um dos afiliados da ANJ, como deveríamos fazer a leitura correta das pesquisas de opinião por ele trabalhadas? O Datafolha estaria também a serviço de uma oposição "que no Brasil se encontra fragilizada"?

6. Na condição de presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) será que Maria Judith Brito não se excedeu para muito além de suas responsabilidades institucionais?

7. Ou será próprio de quem brande o estatuto da liberdade de imprensa que entidade de classe de veículos de comunicação assuma o papel de oposição política no saudável debate entre governo e oposição?

8. Historicamente, sempre que um dirigente ou líder de partido político de oposição desanca o governo, seja justa ou injustamente, é natural que o governo responda à altura e na mesma intensidade com que o ataque foi desferido. Mas, no caso atual, em que a ANJ toma si para a missão de atuar como partido político de oposição, não seria de todo natural esperar que o governo reaja à altura do ataque recebido?

9. E, neste caso, como deveria ser encarada a reação do governo? Seria vista como ataque à liberdade de expressão? Ou seria considerado como legítima defesa de da liberdade de expressão ou de ideologia?

Claro e transparente

10. Durante o período de 1989 a 2002, em que a oposição política no Brasil esteve realmente fragilizada, e ao extremo, não teria sido o caso de a ANJ ter tomado para si as dores daquela oposição, muitas vezes, capenga?

11. E, no caso acima, como a ANJ acha que teriam reagido os governos Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso?

12. Com o histórico de nossos veículos de comunicação, muitos deles escorados em sua antiguidade, como aferir se há pureza de intenções por parte da ANJ em sua decisão de tomar para si responsabilidade que só lhe poderia ser concedida pelo voto dos brasileiros depositados nas urnas periodicamente? Não seria uma usurpação de responsabilidade?

13. Afinal, não é através de eleições democráticas e por sufrágio universal e secreto que a população demonstra sua aprovação ou desaprovação a partidos políticos?

14. Será legítimo que, assinantes de jornais e revistas representados pela associação presidida por Maria Judith Brito passem, doravante, a esmiuçar a cobertura política desses veículos, tentando descobrir qual a motivação dessa ou daquela reportagem, dessa ou daquela nota, dessa ou daquela capa?

15. E quanto ao direito dos eleitores de serem livremente informados... que garantias estes terão de que serão informados, de forma justa e o mais imparcial possível, das ações e idéias do governo a que declaradamente se opõe a ANJ?

16. Para aqueles autoproclamados guardiães da liberdade de expressão e do Estado democrático de direito: será papel dos meios de comunicação substituir a ação dos partidos políticos no Brasil, seja de situação ou de oposição?

17. Em isso acontecendo... não estaremos às voltas com clássica usurpação de função típica de partido político? E não seria esta uma gigantesca deformação do rito democrático?

18. Repudiam-se as relações deterioradas entre governo e mídia na Venezuela, mas ao que tudo indica nada se faz para impedir sua ocorrência no Brasil. Ironicamente, os maiores veículos de comunicação do país demonizam o país de Hugo Chávez. A origem do conflito político na Venezuela não está umbilicalmente ligado ao fato que na Venezuela os meios de comunicação funcionam como partido político de oposição, abrindo mão da atividade jornalística?

19. Esta declaração da presidente da ANJ, publicada no insuspeito O Globo, traduz fielmente o objetivo de a ANJ estabelecer a ruptura com o governo, afetar a credibilidade da imprensa e trazer insegurança a todos os governantes, uma vez que serve também aos governos estaduais e dos municípios onde a oposição estiver fragilizada?

20. Considerando esta declaração um divisor de águas quanto ao sempre intuído partidarismo e protagonismo político dos grandes veículos de comunicação do país, será que não seria mais que oportuno e inadiável a ANJ vir a público esclarecer tão formidável mudança de atitude e de missão institucional? Por que não abordar o assunto de forma clara e transparente nas páginas amarelas da revista Veja? Por que não convidar a Maria Judith Brito para ser entrevistada no programa Roda Vida da TV Cultura? Por que não convidá-la para o Programa do Jô? E para ser entrevistada pelo Heródoto Barbeiro na rádio CBN? Por que não solicitar a leitura de "Nota da ANJ"sobre o assunto no Jornal Nacional? Por que não submeter texto para publicação na seção "Tendências/Debates" do jornal Folha de S.Paulo, onde a presidente trabalha? De tão interessante não seria o momento de a revista Época traçar o perfil de Maria Judith Brito? E que tal ser sabatinada pela bancada do Canal Livre, da Band?

Prudente e sábio

Já que comecei falando de estranheza, estranhamento etc., achei esquisito a não-repercussão ostensiva da fala da presidente da ANJ junto aos veículos de seus principais afiliados. Estratégia política? Opção editorial? Ou as duas coisas?

Finalmente, resta uma questão de foro íntimo: que critério deverei usar, doravante, para separar o que é análise crítica própria de um partido político, para consumo interno de seus filiados, daquilo que é matéria propriamente jornalística, de interesse da sociedade como um todo?

Todos nós, certamente, já ouvimos centenas de vezes o ditado "cada macaco no seu galho". E todos nós o utilizamos nas mais diversas situações. O ditado é um dos mais festejados da sabedoria popular, é expressão de conhecimento, nascido da observação de fatos; um aprendizado empírico. Vem de longa data e se estabelece porque pode ser comprovado através da vivência e mais recentemente foi citado por Michel Foucault e Jurgen Habermas. No caso aqui abordado, o ditado popular cai como luva assim como as palavras de Judith Brito ficarão por muito tempo gravadas no bronze incorruptível da nossa memória.

Mesmo assim sinto ser oportuno aclarar que entendo como papel da mídia atividades como registrar, noticiar os fatos, documentar, fiscalizar os poderes, denunciar abusos e permitir à população uma compreensão mais ampla da realidade que nos abarca. Neste rol de funções não contemplo o de ser porta-voz de partido político, seja este qual for. Ora, o governo tem limites de ação: operacionais, constitucionais, políticos. A mídia, quando não investida de poderes supraconstitucionais, também tem seus limites que não são tão flexíveis a ponto de atender as conveniências dos seus proprietários ou concessionários. É prudente e sábio reconhecer que em uma sociedade democrática todos os setores precisam de regulação – e a mídia não é diferente. E é bom que não seja. Afinal, a lei é soberana e a ela todos devem se submeter, já escrevia o pensador Shoghi Effendi (1897-1957) na segunda metade de 1950. Nada mais atual que isto.

Comentários (37)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas – e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Wallace Lima , Recife-PE - Músico
Enviado em 25/4/2010 às 02:14:54
Lúcido, lépido e límpido, como Guimarães Rosa gostava de ser. Washington Araújo mais uma vez está de parabéns. Alex Lara, se os artigos de Washington fossem, como você diz, afinados com a extrema esquerda, você não acha que se transformariam em panfletos, ou, como diz Alexandre Teixeira, "propaganda eleitoral travestida de jornalismo"? Afinal, não é precisamente essa atitude da presidente da ANJ que o nosso articulista está magistralmente questionando? Outra coisa: por um incorrigível amor à verdade, eu também não gosto dos textos do jornalista Sandro Vaia, mas não é um direito dele usar este espaço para expressar suas idéias de extrema direita velada, isto é, não assumida? E não é dever democrático do OI permitir, ou, antes, promover a diversidade de idéias, de opiniões etc.? Não precisamos ter medo das idéias que não se sustentam, já que temos neste site excelentes articulistas (não só pelo talento, pela competência como pela honestidade intelectual, como é o caso de Washington Araújo) que, com sua habitual acuidade de espírito e experiência, estão sempre nos mostrando aqui neste espaço as pernas curtas de matérias mentirosas publicadas nos jornais impressos de ampla circulação e telejornais de grande audiência.
José Geraldo  Alves , Corumbá-MS - Médico
Enviado em 22/4/2010 às 19:29:16
Diante de toda esta barbaridade, conforme já comentado, o TSE vai se pronunciar? A credebilidade das pesquisas eleitorais, que queiramos ou não, sempre exercem alguma influência na hora de votar, principalmente daqueles que "vão com a maioria"? Os grandes jornais que bancam as pesquisas infuenciam nos seus resultados?? Discrsos como este da Dona Judith, podem plantar sementes daninhas em nosso meio criando idéias de retrocesso indesejáveis!
Alexandre Teixeira , Rio de Janeiro-RJ - Servidor Público
Enviado em 22/4/2010 às 01:12:48
Quem lembra do caso "Proconsult" de 1982 aqui no RJ ? Quem lembra da famosa "edição" do Jornal Nacional da Globo no debate presidencial em 1989 ? E agora mais essa. Isso não é liberdade de imprensa, é simplesmente: " A IMPOSIÇÃO DE UMA VISÃO POLÍTICA". Aparentemente faz parte do jogo democrático. É só aparência, pois na verdade é propaganda eleitoral travestida de jornalismo. Perguntinha inocente: E o TSE vai entrar em ação ?
Diego  Mascarenhas , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 21/4/2010 às 18:20:37
Algo que me ocorreu após ler o patético texto do Sandro Vaia -- pegando morcego na rabeira desse texto que é revelador da grande e pelega mídia brasileira é que a grande novidade nas eleições de 2010 é o PDJ, o Partido da Dona Judith, explícito e fora do armário, paramentado como protagonista. Vacilo, desespero ou excesso de “liberdade de imprensa”? Seja o que for o importante é que ficaram expostos e sujeitos finalmente a pagarem o preço pelo atraso que proporcionaram ao Brasil, ao exercerem o papel de braço armado dos donatários, pós era dos quartéis. Muito oportuna esta discussão, duvido que Dona Judith consiga responder a metade das questões deste artigo. Estou enganada ou não era este mesmo pessoal que bradava irado contra o uso político dos sindicatos de trabalhadores. Êita…. falta é vergonha na cara. Como é bom ler um texto que gostaria de ter a capacidade de escrevê-lo. Tão claro, nítido, simples e descreve como um poema a verdade do que é proposto pela Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e executiva do grupo Folha de S.Paulo. Ouytra coisa é a infelicidade do título dado ao artigo do Vaia, sim, porque partido político pode ser sim imprensa (para isto todos eles tem depto de imprensa, assessoria, marqueteiro etc) mas o contrário é que não. Até no título Sandro Vaia foi infeliz.
Werner Piana , BHZ-MG - MD RAD
Enviado em 21/4/2010 às 18:08:40
Washington Araujo, papel e artigo de MESTRE. Parabéns, irretocável!
Sergio Antonio Marques , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 21/4/2010 às 16:40:32
Audálio Dantas cita no seu "Conversa com o Leitor" da revista Negócios da Comunicação, edição 37/2010 uma piada sobre a profissão de jornalista. Alguém queria saber a diferença entre um médico e um jornalista. A resposta foi: " O médico pensa que é Deus; o jornalista não tem dúvida". A questão da imprensa no Brasil é uma questão política sim. A imprensa, ou os grandes grupos de comunicação, tem lado sim. Defendem interesses políticos e privados muitas vezes antagônicos aos interesses da sociedade. Tem consciência de seu poder e o exercem de forma articulada - A posição da ANJ ou o seminário do Insituto Millenium provam isto - e vêem o país como um feudo que têm que proteger. Observem a luta no âmbito do legislativo para enquadrar a internet, ou os portais que produzem informação, na mesma lei que regula a propriedade dos meios de comunicação. As capas e as matérias da Veja, a campanha dos 45 anos da Globo ou os arroubos diletantes da Folha e seu Datafolha são só a parte visível do jogo de poder. Não existe matiz ideológico e sim pragmatismo. Fernando Henrique Cardoso sabe muito bem disto. Viveu isto na pele quando em um momento de seu mandato começou a demonstrar certa rebeldia aos interesses dos grandes grupos de comunicação. Com Lula a coisa se repete com a agravante de que o presidente nunca pertenceu ao lado que tem que comandar o jogo.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 21/4/2010 às 16:08:47
Prezado Antonio Carvalho, acho que o Millor falou isso na década de 70. Você estava no Brasil na década de 70? Sabe qual era o contexto?
eugenio fonseca , Belo Horizonte-MG - Professor
Enviado em 21/4/2010 às 14:51:42
O PIG - Partido da Imprensa Governista à moda Carta Capital nunca esteve no armário - é só elogios!
antonio carvalho , fortaleza-CE - advogado
Enviado em 21/4/2010 às 12:21:04
Para reflexão : "Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados" Millôr Fernandes
Carlos N  Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 21/4/2010 às 11:20:08
Fantástico desabafo em forma de artigo. Assino todos os questionamentos embaixo. A declaração da presidente da ANJ parece o manifesto da criação do CANSEI jornalístico, João Dória e Ana Maria Braga assinariam embaixo.
diego mascarenhas , brasilia-DF - jornalista
Enviado em 21/4/2010 às 11:01:19
acabo de postar no josias e passando no Obs vi artigo do Sandro Vaia. Pra quê? Um amontoado de non sense a la Campos de Carvalho. Até entendo porque a pedra de rosetta foi demitido do Estadão... Entre os Castañedas sou mais o Carlos, sim o do Don Juan. Disse que d. Judithnem jornalista é e por aí seguiu. Ou seja, como é próprio do vetusto prócer do Millenium, passou-lhe a mão na cabeça. Ainda teve o desatino de criticar infundadamente os habituès do Obs - "me mandaram cantar noutra freguesia". Será que o distinto desconhece as placas em neon de seu colega d armas Reinaldo Azevedo (Veja, onde mais?) blazonando que em sei site "aqui não se publica nada elogiando o Lula, nada de petês, vão comentar noutro espaço, porque aqui? Xô petralhas e assimilados", ou seja um primor de elegância, amor à liberdade de expressão et caterva! Depois o distinto detona este art aqui trocando os pés pelas mãos: a peça tucana dos 45 anos da Globo com o tal "pode mais" é supra sumo de isenção política e a culpa é da Dilma e do Lula que manifestaram contrariedade com a peça! Logo eles que não passam um dia sem serem assediados por multas do TSE atendendo demos & tucanos. É, o Vaia saiu do Estadão mas este não saiu dele. É um jornaleco que serve pra forrar gaiola de passarinho e que se autoCENSURA para como vítima do governo vender mais. Um ridículo atroz.
Wanderley Lemes , Porto Alegre-RS - Servidor Público
Enviado em 21/4/2010 às 10:58:56
Bom, pelo menos o PIG saiu do armário, não?
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 21/4/2010 às 00:36:17
Mas Antônio Calmon, quem disse que a Imprensa era " política" foi a D. Judith. Imprensa partidária não é livre, é partidária. Vc pode até argumentar que ela é livre a ponto de ser partidária, aí é outra coisa. Só que, nesse caso, ela não pode expressar a voz de ninguém, a não ser dela mesma. p. ex. Eu sou partidaria, posso falar por mim e por algum grupo que eu, porventura, represente. Mas não posso falar em nome da sociedade. E, a Imprensa, se diz, legitima representante da vox populi. A questão é só essa. Ninguém disse ( embora todo mundo soubesse ) que D. Judith e seu grupo eram oposição ao governo. Quem disse foi ela e, a meu ver, nada de se assumir ou reconhecer, etc... Ficou estressada e meteu o pé na jaca. Tenho certeza absoluta que não era para ela dizer isso. Criou um problema para seus " correligionários" e, pior que isso, tirou, da boca, da militância, o discurso da imprensa livre e não ofereceu nada para colocar no lugar. Vou te confessar, que tive pena dos articuladores midiáticos no dia da declaração. Essa senhora nasceu para tudo e qq coisa, menos para política. Não vou ngar que fiquei feliz, mas esse tipo de vacilo, tira o brilho da disputa Ela está estressada, se, não sair de férias, vai afundar com o PIG. Aliás, ela e aquele Luiz Eusbrangler ( ????) da Globo. Só tão chutando bola fora. Acabam fazendo gol contra. De nada, pela ajuda.
jaime hofliger , pato branco-PR - funcionário público
Enviado em 20/4/2010 às 21:49:07
Puxa, Sr. Antonio, o senhor conseguiu seis (seis!!!) comentários para um texto primário e desconexo. O senhor nunca foi tão famoso, hein?!
José Antonio Meira da Rocha , Frederico Westphalen-RS - Professor, jornalista
Enviado em 20/4/2010 às 19:15:12
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho disse: "Para o articulista, a imprensa tem de servir ao poderoso de plantão, caso contrário é OPOSIÇÃO." Professor Hariovaldo Almeida Prado, quem se disse oposição foi a ANJ! Acho que o sr. não leu direito...
Wendel Anastalcio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 20/4/2010 às 18:44:56
Larissa, pegou de jeito! Como sugestão diria que deveríamos ignorar determinados comentários, pois nada acrescentam, pois partem para a linha do desrespeito e agressões. Se vivemos numa "democracia" onde todos têem o direito de manifestarem, o que é sagrado, isto não quer dizer que alguns têem o direito de agredir! Gostaria que nossos comentários fossem mais sobre o excelente artigo do Washington, pois me parece que alguns comentaristas preferem o diálogo paralelo justamente para desviar os esclarecimentos que porventura venhamos a ter com este espaço! Qdo vemos 80 e tantos posts em artigos do Bucci, e perdemos tempo em ler alguns, fico com a sensação de grande perda de tempo pela observação amadora e infantil de diálogos paalelos que nada têem a ver com o propósito do artigo! Fora a desconsideração com o autor!
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/4/2010 às 18:43:12
Galera, vocês tem que entender que a mente de muitas pessoas ainda funciona como se estivesse na Matrix (espero que tenham visto o filme). A mente dessas pessoas é povoada pelas imagens criadas pela Veja, Istoé, Folha, e outros panfletos. Ora, deve-se dar um desconto para pessoas que passaram muito tempo lendo essas peças. As pessoas, ao verem certas palavras do texto, desligam da realidade [do texto] e passam a rodar um filme na cabeça. Ao mesmo tempo, passam a despejar todo o tipo de fantasias que estão nos sótãos, daí o ditado antigo, o sujeito está com macaquinhos no sótão. Uma segunda hipótese é que o sujeito seja viúva da ditadura. Aí o caso é mais sério. Para essas pessoas, a ditadura "salvou" o Brasil do Comunismo, com um "pequeno" saldo de algumas "poucas" mortes de subversivos e anos-luz de atraso tecnológico e conceitual. Foi na época da ditadura que se parou de ensinar cálculo diferencial e integral no ginásio, entre outras "reformas" impostas pelo acordo MEC-USAID só pra se ter uma idéia do atraso.
Odracir Silva , Sao Paulo-SP - pesq. cientifico/nc
Enviado em 20/4/2010 às 18:15:19
Putz... como uma profa universitaria/comunicacao social fica a escrever "aceitar o contraditório é básico da democracia", e nao consegue aceitar as criticas contrarias? Sera q isso ee soo valido p/ quem ee oposicao ao governo atual? Alias, qual deve ser a especializacao da tal profa universitaria? De etiqueta na blogosfera? Ficar a escrever q ele foi grosseiro!? Q argumento ee este? Alias, nao vi nenhuma grosseira no comentario criticado, alias se houvesse teria sido deletado, de acordo c/ as novas regras do OI. Fala serio... este pessoal nao tem muita nocao do q escreve.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 20/4/2010 às 16:59:47
Foucault fazia a crítica dos especialistas. Ele perguntou certa vez, porque o repórter precisava consultar um financista para explicar as dificuldades de sobrevivência enfrentadas por uma famíla pobre e não entrevistava ela mesma, como se as pessoas fossem incapazes de se expressar e avaliar o que lhes acontece na pele. Parece que agora, a ANJ está a dizer que a oposição não é capaz de se expressar e combater o governo comedor de criancimhas, então é preciso a ação dos especialistas da ANJ e da mídia para fazê-lo. Parece que todos tem a liberdade de se expressar, mas bem poucos a de serem ouvidos.
sergio ribeiro , são paulo-SP - bancário
Enviado em 20/4/2010 às 16:50:47
Antônio, Antônio, que falta faz uma boa leitura! Uma leitura decente e eivada de preconceitos. Washington não está querendo controlar nada. O que ele diz está qualquer livrinho de ética jornalística ou mesmo os famosos Manuais de Redação, que todos os períodicos publicam o próprio. Lá estão todos os mandamentos que qualquer foca deve seguir se quiser ser um jornalista de verdade, mas que infelizmente seus patrões não cumprem. Procure você mesmo. Duvido que vai achar algum em que se incite o jornalista a tomar partido de A ou B. Falta de informação é triste mesmo.
Cesar  Tonet , blumenau-SC - repres.coml.
Enviado em 20/4/2010 às 16:42:28
Pode um advogado ser analfabeto politico, que leu a declaração da dna.Judith e joga tudo na conta da teoria conspiratória? A ultima convenção do Istituto Mileniun e o que foi dito lá é uma invenção dos que querem cercear a liberdade de imprensa? Nada contra um orgão de imprensa apoiar um ou outro candidato, mas que deixe bem claro isso junto a seus leitores ou telespectadores atravez de editoriais, não dessa forma, e ter a cara de oau de se julgarem isentos e imparciais. O ex.veio do norte, quer fazer oposição? faça, mas será tratado como tal.
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 20/4/2010 às 16:40:27
Sem mais
Larissa Amaro Braga , Brasília-DF - prof universitária/comunicação social
Enviado em 20/4/2010 às 16:13:28
Achei estranho a forma pouco civilizada do Dr. Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho se dirigir ao autor de um dos melhores textos que encontrei na internet sobre o affair causado pela D. Judite Brito em sua profissão de fé na atuação oposicionista da ANJ. O senhor poderia tacar as ideias e não o autor que, segundo me consta é bem conceituado nos meios acadêmicos daqui e de países como a Espanha e o México (eu mesma tenho 3 livros de sua autoria e o reputo como pesquisador sério da comunicação no Brasil). Grosseria não combina com ambiente tão ventilado e prazeiroso quanto este aqui do Dines. Aceitar o contraditório é básico da democracia.
Diego Mascarenhas , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 20/4/2010 às 15:37:50
Para leitura de cabeceira do Antonio Calmon com sua forma truncada de ver a realidade da mídia no Brasil: O Analfabeto Político Bertolt Brecht O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho , Salvador-BA - advogado
Enviado em 20/4/2010 às 14:59:13
De alguém que cita Foucault não se pode esperar muito... Mas também não precisava ser um texto tão manipulador, recheado de teorias conspiratórias que habitam seu imaginário. O articulista, em sua sanha contra a imprensa livre, chega ao requinte de enumerar quais seriam as atribuições da imprensa!!!!!! É o desejo irrefreável das esquerdas de CONTROLAR tudo e todos. A ideologia que contamina o texto é incompatível com uma sociedade livre e democrática. Para o articulista, a imprensa tem de servir ao poderoso de plantão, caso contrário é OPOSIÇÃO. Nada melhor para definir as taras esquerdistas, nas quais se encaixa o pensamento do articulista, do que a “Anedota Búlgara” de Carlos Drummond de Andrade: "Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado. E achou uma barbaridade."
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/4/2010 às 14:57:46
Desculpe, Washington, confundi os textos e elogiei o cara errado. Em meu último post, onde está escrito Maurício, leia-se Washington.
Diego Mascarenhas , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 20/4/2010 às 14:21:37
Vou responder a uma questão: Com o histórico de nossos veículos de comunicação, muitos deles escorados em sua antiguidade, como aferir se há pureza de intenções por parte da ANJ em sua decisão de tomar para si responsabilidade que só lhe poderia ser concedida pelo voto dos brasileiros depositados nas urnas periodicamente? Não seria uma usurpação de responsabilidade? R.: Também não passo procuração á ANJ para me representar no espectro político porque falta à ANJ seriedade e zelo para com a nossa atividade profissional.
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 20/4/2010 às 14:09:16
Dizer que os artigos do Maurício são bons é chover no molhado. E o artigo vai em uma linha a qual já cruzei. Por isso a mídia deveria lançar uma campanha diferente. "Apoio o Serra, sem-vergonha nenhuma". A vírgula é essencial para não baixar demais o nível. Mas vou sugerir aos outros partidos políticos que adotem essa estratégia, que é semelhante à propaganda da OI (Você comprou o celular ele é nosso). Ou será que fica melhor algo do tipo "Saia do armário, assuma O-posição". Mas acho mesmo que esses caras gostam de fazer a coisa estilo Nelson Rodrigues, escondido, por baixo dos panos. Mas faz algum tempo que não dá mais pra esconder. Como esses caras estão em falência (moral já há algum tempo, a financeira não se sabe), essa filosofia apenas denota o desespero desses grupos.
Arnaldo Costa , BH-MG - Analista
Enviado em 20/4/2010 às 14:02:15
Pelo menos pôs a cara-de-pau a tapa. Vários erros são encontrados nessa declaração. O que ela tem que fazer é assumir a sua preferência. Que por sinal, vem de décadas, já que essa turma está farreando no poder não é de hoje. Sempre foram dessa eterna situação, puxada por DEMs (ex-PFL,ex-PDS) e tucanos (ex-PMDB). Defendem interesses obscuros de uma minoria. Não me venha com essa conversa mole. Assuma sua posição. Agora, se persistirem com essas práticas, inclusive de manipulação de pesquisas, a democracia estará comprometida. Ainda incorrem em contravenções como: propaganda antecipada, abuso de poder econômico, troca de favores e tráfico de influência. Não podemos retroceder à época do coronelismo.
Larissa Amaro Braga , Brasilia, DF-DF - prof universitária
Enviado em 20/4/2010 às 13:53:22
Estou relendo uma terceira vez sua alentada análise. Ciongratulações professor por oferecer uma metodologia crítica tendo como pruincípio uma citação da presidente ANJ que, em muitas ocasiões, passaria batido no meio de uma página inteira de jornal. Sugiro que os colegas dos comentários destacassem também qual a sua questão QUE NÃO QUER CALAR. Dessa forma saberíamos traçar o imaginário político dos que frequentam o Observatório. Quero destacar a MINHA PERGUNTA FAVORITA das que você enunciou. Fico com a ABREASPAS 10. Durante o período de 1989 a 2002, em que a oposição política no Brasil esteve realmente fragilizada, e ao extremo, não teria sido o caso de a ANJ ter tomado para si as dores daquela oposição, muitas vezes, capenga? FECHA AS ASPAS. No mais, se tivéssemos uma imprensa séria já haveriam de impugnar a Judith Brito pois é muita desfaçatez abrir dessa forma seu jogo políticomidiático. Também mostra a sua certeza de que não seria criticada por seus "afiliados". Imaginemos se a declaração tivesse outro viés e a Judith dissesse que a ANJ passaria a ser situação, governo... como as coisas ficariam? E como reagiria a oposição demotucana?
Diego Maia , Brasília-DF - Servidor Público
Enviado em 20/4/2010 às 13:16:51
Excelente texto. Um verdadeiro chamado à imparcialidade e responsabilidade, virtudes que atualmente vem sendo deixadas de lado pela imprensa brasileira.
Dante Caleffi , Rio de Janeiro-RJ - Publicitário
Enviado em 20/4/2010 às 12:54:58
Rede Globo, testou ,não uma hipótese Kamelista,mas a praticou com ousadia dos inimputáveis. Materializando a palavra de ordem da presidente da ANJ,assumiu a iniciativa de rebocar a frágil oposição,promovendo sem pudor seu candidato,na efeméride de sua organização. Como dizia aquele general espartano:"Melhor, combateremos à sombra...."
Wendel Anastalcio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 20/4/2010 às 12:01:00
"... intenções por parte da ANJ em sua decisão de tomar para si responsabilidade que só lhe poderia ser concedida pelo voto dos brasileiros depositados nas urnas periodicamente? Não seria uma usurpação de responsabilidade?" Washington, parabéns mesmo pelo artigo! É por estes e outros que só me informo pela internet, e principalmente por autores como você! Com esta argumentação, você foi fundo nesta análise, e só podemos agradecer beber desta fonte! Quanto à imprensa, só podemos lamentar o ponto a que chegaram! Na maioria das vezes, só praticam este jornalismo de esgoto, partidário e manipulador, e é por isto que estão despencando no abismo! Credibilidade? Nenhuma, pois extrapolam suas responsabilidades e se arvoram em serem representantes sem terem sido votados para isto, conforme muito bem colocou! Na verdade, não sei se lamento ou rejubilo pelas declarações da Presidente da ANJ, pois com esta declaração, ficou nítido o posicionamento da imprensa no País! E finalizando diria: Não votei na mídia para me representar, e não dou a ela este direito!
Ricardo Oliveira , Rio de Jasneiro-RJ - Engenheiro Químico
Enviado em 20/4/2010 às 11:50:06
Nestes anos de delírio neoliberal temos: - transnacionais que governam países; - economia que alimenta mais os mercados virtuais que os reais; -imprensa como instrumento da inteligência externa para promover desestabilização e golpes; - uma propaganda intensa que diz que vivemos no melhor dos macmundos; - um arsenal nuclear capaz de destruir o mundo 150 vezes; - um programa de redução deste arsenal, festejado pela mídia como um sucesso, pois o mundo, agora, só pode ser destruído 149 vezes; - uma campanha mundial midiática de desinformação e omissão quanto aos graves problemas ambientais e sociais; - uma potência hegemônica, que elege seu presidente por um sistema de colegiado retrógrado, se apresenta como exportador da democracia, - e , por fim , pessoas que votam acreditando viver em uma democracia plena.
RODRIGO Saraceno , SALVADOR-BA - advogado
Enviado em 20/4/2010 às 11:27:47
Caro articulista, sua depuração do quadro atual da imprensa é irretocável. Quanto à forma de se ler a imprensa, eu sigo as seguintes regras: 1) a imprensa mente, descaradamente. 2) O espaço para honestidade intelectual na imprensa é mínimo. 3) Qualquer notícia dada na imprensa me leva à fonte primária da notícia, pois sei, de antemão, que o veículo noticiador não cumpriu sua missão. 4) qualquer notícia dada na imprensa deve levar ao veículo de resposta da parte cuja reputação tenta ser assassinada, para conhecer o desmentido que não será veiculado na imprensa. 5) não compro jornais ou revistas de notícias. Não pago por conteúdo de agências nacionais de notícia, pois não se deve pagar para ler propaganda. 6) a única exceção em relação aos jornais é quando acaba o forro do mictório de meu cachorro, e não consigo um jornal velho. 7) por fim, ficar profundamente chocado ao perceber como a imprensa joga sua reputação no lixo, pula de cabeça na lama e põe em risco a democracia no País, face à sua pusilanimidade.
Diego Mascarenhas , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 20/4/2010 às 10:38:44
(continuação) como lutar por uma imprensa altiva e altaneira, uma imprensa comprometida com os anseios da sociedade se ela se mostra dublê de partido político? Porque não repercutiram as pesquisas do Vox e da Sensus? Penso quie tem algo muito errado e muito podre no reino de nossas comunicações e a inversão de papéis ensejada apenas complica a apreensão do conceito, enquanto conceito!, de que a liberdade de imprensa é um direito absoluto. Mas, como ser absoluto se existe como fogo queimando suas entranhas a desbragada luta pelo poder, a parcialidade jornalística colocada em xeque ante a visão de possível mudança do poder central? Oportunizo tb a questão de foro íntimo do brilhante pensador: "que critério deverei usar, doravante, para separar o que é análise crítica própria de um partido político, para consumo interno de seus filiados, daquilo que é matéria propriamente jornalística, de interesse da sociedade como um todo? " Que venham à boca do palco os defensores intransigentes (e muitas vezes intragáveis) da mais extensa liberdade de empresa travestida nos dias que correm por liberdade de imprensa... e se expliquem. Só falta dizer que a Judith enlouqueceu ou teve surto psicótico. Aguardemos próximos capítulos. Aproveitei para enviare o texto a todos os meus alunos de jornalismo, do 1o ao 8o período porque vale uma boa aula de exercício crítico da imprensa.
Diego Mascarenhas , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 20/4/2010 às 10:31:46
finalmente uma reflexão vigorosa acerca das declarações da presidente da ANJ de que a mídia maior do Brasil está atuando como partido político já que a oposição está fragilizada. Já intuíamos isso há muito tempo. Agora a máscara caiu de vez. E é para essa mídia que os plantonistas da liberdade de expressão querem misturar alhos copm bugalhos: dar maior poder à grande mídia para que esta se arme aos dentes na luta pelo poder. Simples assim. Washington foi assertivo e colocou o dedo na ferida. Resta saber quem se prontifica para responder às vinte perguntas elencadas pelo mestre da UnB. Uma pergunta em especial me deixou com a pulga atrás da orelha: o Datafolha, por osmose, dentro da teoria de vasos comunicantes, realiza sua spesquisas dentro do espírito de que mídia boa é aquela que supre lacunas deixadas pela oposição ao governo? No caso, as duas últimas pesquisas estão concertadas no esforço de favorecer a Oposição na formação de palanques fortes nos Estados para apoiar o candidato demotucano? (Continua...)
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Washington Araújo

Outros artigos desta Seção
ATENÇÃO, ORSON WELLES
O Dia merece uma telenovela
Alberto Dines
20/4/2010
ELEIÇÕES 2010
Pelo apoio eleitoral explícito
Venício A. de Lima
20/4/2010
INVERSÃO DE PAPÉIS
A imprensa como
partido político

Washington Araújo
20/4/2010
DIREITOS AUTORAIS
Por que as normas
devem voltar às raízes

The Economist
20/4/2010
NÚMERO-NOTÍCIA
Acusações contra as
pesquisas eleitorais

Maurício Caleiro
20/4/2010
A guerra dos institutos de pesquisa
Luis Nassif
20/4/2010
As inutilidades significativas
Gilson Caroni Filho
20/4/2010
MÍDIA & RELIGIÃO
Em defesa dos evangélicos
Daniel Sottomaior
20/4/2010
PEDOFILIA TROPICAL
Arapiraca arrasou a política do sigilo
Alberto Dines
21/4/2010
PAPÉIS INVERTIDOS
O partido político como imprensa
Sandro Vaia
21/4/2010
BRASÍLIA, 50 ANOS
Nada a celebrar
Luciano Martins Costa
21/4/2010
OI NA TV
A aventura de Brasília
Lilia Diniz
22/4/2010
MITOLOGIA & POLÍTICA
Metade imprensa, metade partidos
Washington Araújo
22/4/2010
MÍDIA & STF
O fim da Idade Mendes
Leandro Fortes
23/4/2010
MÍDIA & MERCADO
A boa safra de anúncios
Luciano Martins Costa
23/4/2010
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Quem “controla” a mídia?
Venício A. de Lima
24/4/2010

Últimos 5 artigos de
Washington Araújo
ELEIÇÕES 2010
A busca por um fato novo
31/8/2010
MOVIMENTO PATRONAL
Autorregulamentação, mais do mesmo
24/8/2010
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O contrabando ideológico
24/8/2010
CONSUMO DA INFORMAÇÃO
Mais lento, mais curtido
17/8/2010
DEBATE DOS PRESIDENCIÁVEIS
A campanha nas novas mídias
17/8/2010
Mais artigos de
Washington Araújo >>