ISSN 1519-7670 - Ano 15 - nº 586 - 20/4/2010
  Jornal de Debates
Início > Índice Geral > Jornal de Debates + A | - A
 
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]

MITOLOGIA & POLÍTICA
Metade imprensa, metade partidos

Por Washington Araújo em 22/4/2010

Como forma de comunicação humana, o mito está obviamente relacionado com questões de linguagem e também da vida social do homem, uma vez que a narração dos mitos é própria de uma comunidade e de uma tradição comum. A mitologia grega está povoada de estranhas figuras, desde monstros terríveis como a Medusa, que trazia na cabeça não fios de cabelos, mas serpentes, aos Ciclopes, homens gigantes que traziam um olho no meio da testa, ou Cerbero, cão de muitas cabeças que guardava as portas do inferno.

Na criatividade mitológica há alguns monstros de caráter benéfico, que acompanham os deuses em seus cortejos, tendo a aparência híbrida – metade humana, metade animal. É o caso dos Centauros, originários da Tessália, lugar cheio de montanhas e terras áridas, que tinha na pecuária a sua principal atividade econômica. Esta fusão homem-cavalo originou a figura do Centauro, homem da cabeça ao tronco e cavalo da cintura para baixo. Monstro benéfico, representava a eterna luta das civilizações, do homem que traz em si o irracional e o racional.

No reino da mídia brasileira temos também tais seres. Infelizmente não tão mitológicos assim. Ao contrário, são reais, reais até demais. Refiro-me ao que chamo de midiátidos: seres metade imprensa metade partido político. Dos aldeões (gente comum) aos proprietários feudais (gente poderosa economicamente), eles instilam medo e terror.

Os três mandamentos

Da cabeça ao tronco personificam os partidos políticos em sua incessante luta pelo poder ou por sua manutenção, e da cintura para baixo encarnam características próprias de veículos de comunicação. São invariavelmente agressivos, em especial quando precisam tomar de assalto o poder. Algumas vezes no lugar da cabeça descansa a TV e, nas pernas e braços, teclados e microfones.

Os midiátidos habitam a mitologia desde a segunda metade do século 20, mas tornaram-se poderosos no imaginário popular a partir dos primeiros anos do século 21. Os primeiros registros datam de 11 de setembro de 2001. São reconhecidos por venderem, o tempo todo, gato por lebre, animais estes pouco utilizados em narrativas mitológicas. Para eles, informação é tudo o que possa ser transmitido em qualquer plataforma visando vilipendiar, menosprezar ou ridicularizar seus desafetos político-ideológicos. Os midiátidos se alimentam de refugo ideológico mantido sempre fumegante nas caldeiras do reacionarismo e aptos a receber caprichado verniz conservador. A esse alimento chamam notícia. E notícia é tudo o que possa conservar seu poderio e raio de influência política, econômica, cultural, comportamental.

Os midiátidos são originários do Sudeste brasileiro, mais exatamente no eixo Rio-São Paulo. É nesta região em que o supérfluo assume ares de artigo de primeira necessidade, e onde se localizam os quartéis-generais de seu senhor, o Deus-mercado. Consta em velhos manuscritos datilografados que esta divindade, desejando aperfeiçoar e objetivar seu culto, decretou expirados os Dez Mandamentos e colocou em seu lugar apenas três. São eles:

** Honrarás quem te pagar mais;

** Não deixarás que se extingam as desigualdades sociais;

** Para todos os efeitos, justiça passa a ter apenas um significado: dar a cada um o que é seu: riqueza ao rico e miséria ao miserável.

Isenção e transparência

Buscando alongar sua história, os midiátidos demonstram muito apreço às idéias próprias do milenarismo. Isto fica patente por ser este o nome (Millenium) que encima uma de suas mais fantásticas habitações, na região mais afluente do mais rico, abastado e conservador estado brasileiro.

Seres avessos à atividade agropastoril e àquelas de natureza aquosa, os midiátidos possuem como principal atividade econômica manter em extremo grau de concentração o direito de propriedade, voz e voto. Isto significa que neste reino as diretrizes emanam de apenas seis vozes, algumas marcadas pela gravidade senil e outras nem tanto. O que importa é que uma vez decidido algo – que pode ser desde derrubar um governo, assassinar cem reputações ou construir uma sólida conspiração –, a decisão tem força de lei.

Os midiátidos, não obstante seu formidável poderio, nutrem medo doentio por algumas expressões muito em voga nos dias que passam: liberdade de expressão, liberdade de imprensa, liberdade de pressão, controle social da informação, ações afirmativas, políticas públicas de inclusão social. Neste sentido, eles guardam semelhança com a Medusa, o Ciclope e o Cerbero. E só não se confundem com estes em seu poder letal porque conseguiram agregar em seu DNA mitológico o dom de assumir formas e características estéticas mais palatáveis – sentindo como Cerbero, mas se apresentando como Centauro; aterrorizantes como Medusa, mas sedutores como Sereias. É deles que antigos navegantes nos advertiram quanto ao "canto das sereias".

Como Cerberos, manipulam fatos, editorializam o noticiário, ocultam informações, recriam a realidade à sua imagem e semelhança. Como sereias, tratam de alardear que agem com a mais absoluta isenção e a mais perfeita transparência. Muitas vezes são bem sucedidos em seus intentos, mas é fato que não podem fugir ao chamado natural: são metade jornal, metade partido político; metade televisão, metade neoliberalismo; metade rádio, metade apelo ao consumo desenfreado; metade internet, metade embusteiros.

Julgamento e condenação

É mais que comprovado que a dualidade habita nosso imaginário desde que pela primeira vez pisamos o palco da História. Nos mares vamos encontrar as sereias e os tritões, metade humanos, metade peixes, que seguem o cortejo do deus dos mares, Poseidon. Nos campos, temos as alegres figuras das divindades campestres, que trazem duas naturezas, a humana e a caprina, representada pelos Sátiros e os Silenos.

Nós, os humanos, sabemos que a felicidade requer equilíbrio entre razão e emoção e que realização pessoal passa pelo encurtamento da distância entre intenção e gesto. Embora sejamos os primeiros a concordar que não podemos servir a dois senhores, ainda assim não nos furtamos a afirmar que somos éticos no instante mesmo em que tratamos de dar um jeitinho nas coisas da vida que esbarrem na letra da lei.

Os monstros mitológicos normalmente são vistos como seres malignos que desafiam os heróis e os deuses, sendo por eles destruídos ou aprisionados. Mas no caso dos midiátidos, nada leva a crer que serão por estes aprisionados ou muito menos ainda, destruídos.

Donos de poder descomunal, os midiátidos julgam e condenam quem quer que seja – do lavrador sem terra em Marabá ao ministro de Estado em Brasília – sem ao menos instaurar qualquer processo legal. Eles elegem presidentes e depois, caso não gostem, derrubam. Em qualquer dos casos, fazem questão de seguir os procedimentos habituais, tudo dentro do mais lídimo processo legal, na moldura exata do Estado democrático de direito, de forma que os midiátidos não batem pregos sem lhes virar as pontas.

Fome de informação

De antemão peço desculpas ao leitor por haver embarcado nesta viagem. É que desenvolver a fantasia significa aperfeiçoar a Humanidade. E para entender a atuação da mídia brasileira nos dias atuais senti-me impelido a recorrer ao estudo dos mitos. E como não encontrei nenhum sob medida para esmiuçar o assunto lancei-me à missão de criar estes midiátidos. Concordo inteiramente com a percepção da acadmeia de que o mito, devido à sua riqueza simbólica quando corresponde a um comportamento, serve para ampliar o conteúdo afetivo.

O mito, quando não facilita a percepção do que era inconsciente, pelo menos envolve o sujeito em outros parâmetros de comportamento, possibilitando uma reformulação das ações na perspectiva de uma postura mais saudável de viver ou apenas amenizando o sofrimento.

O sofrimento de não ter como saciar a fome por informação verdadeira, isenta, imparcial.

Comentários (22)
Comentar
Compartilhe
[imprimir] [enviar por email ] [link permanente]
Este é um espaço de diálogo e troca de conhecimentos que estimula a diversidade e a pluralidade de idéias e de pontos de vista. Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser pertinentes ao tema da matéria e aos debates que naturalmente surgirem. Mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas – e os comentaristas que habitualmente as transgredirem poderão ter interrompido seu acesso a este fórum.

ATENÇÃO: Será necessário validar a publicação do seu comentário clicando no link enviado em seguida ao endereço de e-mail que você informou. Só as mensagens autorizadas serão publicadas. Este procedimento será feito apenas uma vez para cada endereço de e-mail utilizado.
         
Nome :   Sobrenome :
E-mail:   Profissão:
Cidade:   Estado:
Comentário:


para o limite de 1400.
 
The CAPTCHA image
Clique aqui para ouvir o
texto soletrado(mp3)
Digite no campo abaixo o texto
que você vê na imagem ao lado.

 
Wallace Lima , Recife-PE - Músico
Enviado em 27/4/2010 às 05:53:19
Bravo! Às vezes é muito duro refletir sobre a influência de tão "descomunais poderes" sem pensá-los de forma simbólica, alegórica. Parabéns!
Fernando Ferreira , Rio de Janeiro-RJ - Aposentado
Enviado em 24/4/2010 às 21:58:42
Cultura se adequire, imteligência é uma dádiva. O prof. Washington associou as duas e assim nos propicia um texto deste quilate. Tinha uma noção de mitologia, mas com essa associação primorosa, fiquei conhecendo melhor a imprensa que teima em nos convencer a aceitar práticas que não tem nada de democráticas. Parabéns professor, continue postando textos esclarecedores num ano de eleições, onde a imprensa age como valetudo.
Max Suel , SP-SP - Engº
Enviado em 24/4/2010 às 14:47:38
Prezado Advogado Antonio Luiz , da terra do gigante Castro Alves. É sempre confortador enxergar no meio de tantos cegos ideológicos um leitor independente e crítico, democrático e sincero. Parabéns pelos seus comentários, os quais endosso totalmente. (Max)
Marcelo Ramos , Brasilia-DF - Publicitário
Enviado em 24/4/2010 às 13:55:14
Parabéns, esse é o Washington. O tema do texto nem é novo, assim como os filhotes da ditadura capricham na mesmice. Mas o Washington conseguiu trazer mais uma camada de significado para esse tema: inspiração.
Carlos Alberto Silva , Natal-RN - Contador
Enviado em 24/4/2010 às 08:23:48
Parabens por essse belíssimo texto.
Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 23/4/2010 às 20:50:35
Sr. Alex; Obrigado por acrescentar estas informações sobre as conferências de Washington, pois desconhecia estes detalhes sobre o "encombrimento" do Brasil! Bem sabemos que toda esta história não passou de uma grande farsa, pois o que fizeram realmente foi o massacre puro e simples de vários povos e civilizações em toda á América! Como sociólogo, acredito que tenha uma bagagem excelente deste período, pois as civilizações pré-colombianas, segundo alguns historiadores são muito mais antigas e interessantes que a egípicia, e no entanto, a mídia quase só a destaca! Talvez tenha conhecimento dos antigos Mapas de Pires Reis, os quais, já existiam muito antes de toda esta "balela" de descobrimento! De qualquer forma, agradeço toda informação que possa nos transmitir sobre, pois como disse, meu propósito é evoluir! E para isto, conto com pessoas inteligentes, que acrescentam conhecimentos que nos alimentam o espirito! Abraços
Paulo  Pereira , S J C-SP - .
Enviado em 23/4/2010 às 16:53:02
Badaró: bingo!
Carlos N Mendes , Santos-SP - industriário
Enviado em 23/4/2010 às 11:07:53
"...Eles elegem presidentes e depois, caso não gostem, derrubam. Em qualquer dos casos, fazem questão de seguir os procedimentos habituais, tudo dentro do mais lídimo processo legal, na moldura exata do Estado democrático de direito, de forma que os midiátidos não batem pregos sem lhes virar as pontas.". Essa deve ser a mais assustadora verdade brasileira. Não se pode condenar o crime, porque elé está legitimado. Nosso pacto social presspõe o respeito às leis. mas, e se a lei for imoral? O respeito ao próximo não está acima da lei? Parafraseando Samuel Johnson, é nesse vão entre a lei e a moral que se refugiam os canalhas.
Diego Mascarenhas , Brasilia-DF - jornalista
Enviado em 23/4/2010 às 08:20:38
pesquisei mais sobre mitologia grecoromana e fiquei deveras encantado. Aquele do Jasão e o Velocino de ouro; o Minotauro, e os 12 trabalhos de Hércules. Um mundo nos olhando e encarnando visões de passado milenar.obrigado pelo convite a viagem tão fantástica. Não tarda e os mediátidos integram galeria de mitos urbanos.
Cassio  Augusto , Sao Paulo-SP - advogado
Enviado em 23/4/2010 às 05:24:14
Passava das 5 horas da manhã e eu perambulava - faminto - pela internet, buscando um alento de lucidez, mínimo que fosse. Para espiar meu inconformismo; que traduzisse meu sofrimento e inconformismo. Sobretudo, porque sou paulistano, e sobre mim recaiu durante muitos anos o poder midiático. Fui manipulado, acreditei na mentira, juntei-me aos cegos de Saramago. Desculpas que nada. FANTÁSTICO E ILUMINADO! Parabens Washington! De verdade....
Paulo Pereira , S J C -SP - .
Enviado em 22/4/2010 às 23:38:58
Arrepiou! Parabéns, Washington Araújo.
Zé Aurélio Coimbra , Franca - SP-SP - livreiro
Enviado em 22/4/2010 às 19:48:46
Olá Washington, bons dias. Você tem razão, são verdadeiros Boitatas! Eca!! Abraços.
José Paulo Badaró , São Paulo-SP - desempregado
Enviado em 22/4/2010 às 18:19:20
Na mosca: Aplauso aqui e apupo ali!
Carlos Fochesatto , Caxias do Sul-RS - Professor
Enviado em 22/4/2010 às 16:09:17
Muito delicioso esse texto, parabéns.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ - Advogada
Enviado em 22/4/2010 às 15:56:18
Mas que que é isso, hein!!!??????? Quando a gente pensa que já está tudo esgotado, aparece um presentão desses. Prof. Wahington oferece a mitologia como fio para auxiliar na saída do labirinto. Genial. Caramba, se o OI for assim até outubro, a gente vai ficar tão " sabido", como diz o Lula, que vai dar até pra pedir aumento pro patrão.
Wendel Anastácio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 22/4/2010 às 15:36:42
Sem citar nomes, pediria aos amigos internautas que visitam este espaço, que se puderem, atendam meus apelos, para não se deixarem levar pelas provocações de alguns, pois acredito que nosso propósito seja buscar esclarecimentos que nos ajudem a evoluir! Como podem observar em vários artigos, tem aparecido alguém que, em vários de seus comentarios e sem nenhum fundamento e/ou seriedade fica "cacarejando" comentários que se analisados friamente não acrescentam nada de positivo ao debate! O debate no campo das idéias sempre foi e sempre será necessário, desde que praticado com inteligência, e não de maneira amadora e infantilizada! Qdo temos um oponente inteligente, sentimos que isto só valoriza o debate, não o contrário! E por isto que vemos os altos índices de reprovação nas avaliações da OAB, para obtenção da carteira de advogados!
Ibsen Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 22/4/2010 às 13:56:44
Fundamentar cada parágrafo, como por exemplo o que denuncia a editorialização da notícia, apresentar exemplos e argumentação adicional, incharia desnecessariamente o artigo. Todo esse enchimento fica por conta do leitor que, vagando pelos artigos produzidos pelos seis, poderá estabelecer suas próprias conclusões e argumentos. Deliciosa viagem ao mitológico, quando o mundo ainda era apresentado e explicado pelo místico. Como disse o Diego, a cada passo vamos visualizando esses monstros mitológicos. De todos o mais tenebroso foi o "midiático". Vou esconder esse monstro para que meus filhos não o vejam e, já em tenra idade, não se sintam aterrorizados.
Luciano  Prado , Rio de Janeiro-RJ - advogado
Enviado em 22/4/2010 às 13:17:28
Kkkkkkkkkkkkk! Que delícia! Genial! E educativo porque sabia que os midiátidos existiam, mas nuca tinha visto uma fotografia deles, assim, em 3D. Obrigado, Washington.
Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho , Salvador-BA - Advogado
Enviado em 22/4/2010 às 13:05:47
O uso da mitologia poderia ter sido interessante se não estivesse mesclada a mais ultrapassada das ideologias. Foi uma tentativa arriscada que fracassou. Provavelmente em mãos (e cabeça) mais bem preparadas pudesse ter saído algo além de ideias desconexas e ataques rasteiros àqueles que discordam do pensamento único, da causa, enfim, do partido. O articulista, mais uma vez, apenas lançou aleives contra a liberdade de expressão ao defender o “controle social da informação” – seja lá o que isso signifique. O certo é que tal controle estaria nas mãos de pessoas comprometidas com a causa, com o partido. Em última instância, significaria o fim da liberdade de expressão. O que não é novidade, uma vez que os textos do articulista são sempre mais do mesmo: ataque ao indivíduo e louvação à causa, ao partido. O que se extrai de seus textos é o ataque virulento, a intolerância que, juntamente com a ignorância, constituirão o grande legado do atual presidente.
Wendel Anastacio , Barbacena-MG - Vendedor
Enviado em 22/4/2010 às 12:31:39
Viajar neste artigo, tendo por companhia a mitologia, realmente só Washington poderia nos proporcionar! Estes seres "midiátidos" criado por ele, nos dá margem de entender o significado da luta pelo Poder. Poder de manipulação, enganação, embromação, distorção, etc, etc, etc! "Já disseram que o papel da imprensa é o de excitar e inflamar as paixões entre as massas"! E isto podemos comprovar no dia-a-dia! O fato é que tudo que diz ou faz a imprensa, nos dá a imprensão/ afirmação de que estão cumprindo exatamente o que foi decidido no Congressso da Basiléia em 1897! Esta luta escarniçada pelo Poder , é que será nossa perdição, e como você diz: " o canto da sereia" seduz os incautos com o discurso de "Liberdade de imprensa"; "Liberdade de expressão e pensamento"; "auto-controle da mídia"; etc, etc, etc, nada mais são que "balelas" para iludir os incautos! Em minha modesta opinião, levou-se anos para mostrarem a cara, mas se formos pesquisar a fundo, hj a ONU e os Parlamentos dos vários países no mundo, estão todos controlados pelos lobbys da mídia! Só não vê quem não quer!
Edmilson Fidelis , BH-MG - Analista de Sistemas
Enviado em 22/4/2010 às 11:18:18
Só não entendi por que se desculpar por um texto delicioso destes. "Midiátidos" foi um achado. E está bem nas nossas "caras". Congratulações!
Diego Mascarenhas , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 22/4/2010 às 11:14:36
(Seguindo anterior --- Cada sentença parecia carapuça voadora e fui casando conceito com dono de rede de televisão, de revistas, de jornal, de rádio, de portal na web. Acresço que esses seres estão a todo vapor disseminando iniqüidade em nome de pretensa e ilusória defesa da liberdade de expressão. Os midiatidos (não seriam os midiáticos?) tem imenso arsenal para interpor na defesa do que acham ser seu e de mais ninguém. Para estes seres obnubilados por desatinos e anseios inconfessáveis nada pode lhes desafiar que já são exterminados ali mesmo no nascedouro. Vejamos o que fizeram com a aplicação da Constituição Federal que reserva ao Governo a regulamentação dos meios de radio e televisão no País. Eles simplesmente trataram de lhe colocar a tarja preta de proibido sem receita médica, levantaram em fogo alto o fantasma bolivariano do Hugo Chávez, reuniram os cinco ou seis potentados midiátidos no concerto Millenium e traçaram ali mesmo aa luz difusa dos reacionários de plantão a forma de combater o governo. Não demora e teremos aqui ao seu lado o hipercomplexado Snr. Sandro Vaia criando moinhos de vento atendendo imperativo dos Mesquitas (Estadão). Confiramos. Achei de um ridículo sem tamanho o texto do Snr. Vaia criticando seu artigo, como sempre, descente e com luz própria, mas, fazer o quê? Não é o tributo a pagar pela liberdade de expressão mesmo usada para fins nebulosos?
Compartilhe este texto
Blig Blig BlinkList BlinkList BlogBlogs BlogBlogs BlogLines BlogLines Delicious del.icio.us
Digg Digg Furl Furl Google Bookmarks Google Bookmarks Linkk Linkk Magnolia ma.gnolia
netscape Netscape netvibes Netvibes newsvine Newsvine reddit reddit Stumble Upon Stumble Upon
Technorati Technorati Twitter Twitter Windows Vista Windows Vista Yahoo! MyWeb Yahoo! MyWeb Facebook
Washington Araújo

Outros artigos desta Seção
ATENÇÃO, ORSON WELLES
O Dia merece uma telenovela
Alberto Dines
20/4/2010
ELEIÇÕES 2010
Pelo apoio eleitoral explícito
Venício A. de Lima
20/4/2010
INVERSÃO DE PAPÉIS
A imprensa como
partido político

Washington Araújo
20/4/2010
DIREITOS AUTORAIS
Por que as normas
devem voltar às raízes

The Economist
20/4/2010
NÚMERO-NOTÍCIA
Acusações contra as
pesquisas eleitorais

Maurício Caleiro
20/4/2010
A guerra dos institutos de pesquisa
Luis Nassif
20/4/2010
As inutilidades significativas
Gilson Caroni Filho
20/4/2010
MÍDIA & RELIGIÃO
Em defesa dos evangélicos
Daniel Sottomaior
20/4/2010
PEDOFILIA TROPICAL
Arapiraca arrasou a política do sigilo
Alberto Dines
21/4/2010
PAPÉIS INVERTIDOS
O partido político como imprensa
Sandro Vaia
21/4/2010
BRASÍLIA, 50 ANOS
Nada a celebrar
Luciano Martins Costa
21/4/2010
OI NA TV
A aventura de Brasília
Lilia Diniz
22/4/2010
MITOLOGIA & POLÍTICA
Metade imprensa, metade partidos
Washington Araújo
22/4/2010
MÍDIA & STF
O fim da Idade Mendes
Leandro Fortes
23/4/2010
MÍDIA & MERCADO
A boa safra de anúncios
Luciano Martins Costa
23/4/2010
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Quem “controla” a mídia?
Venício A. de Lima
24/4/2010

Últimos 5 artigos de
Washington Araújo
ELEIÇÕES 2010
A busca por um fato novo
31/8/2010
MOVIMENTO PATRONAL
Autorregulamentação, mais do mesmo
24/8/2010
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
O contrabando ideológico
24/8/2010
CONSUMO DA INFORMAÇÃO
Mais lento, mais curtido
17/8/2010
DEBATE DOS PRESIDENCIÁVEIS
A campanha nas novas mídias
17/8/2010
Mais artigos de
Washington Araújo >>