ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 542 - 9/2/2010
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DIPLOMA DESNECESSÁRIO
Muito barulho por nada

Por Carlos Brickmann em 18/6/2009

O Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional o decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969. Que é que diz este decreto? Citemos seu início:

Decreto-Lei n º 972, de 17 de outubro de 1969

Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista.

OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,

DECRETAM:

Art 1º O exercício da profissão de jornalista é livre, em todo o território nacional, aos que satisfizerem as condições estabelecidas neste Decreto-Lei.

Enfim, há muita gente chateada por ter perdido a liberdade gentilmente concedida pelos senhores ministros integrantes da Junta Militar que governava o país (e que, na ocasião, rejeitavam o nome de Junta Militar: queriam ser conhecidos como "ministros militares no exercício provisório dos poderes da Presidência da República". O deputado Ulysses Guimarães simplificou a denominação: imortalizou-os como "Os Três Patetas").

Mas o tal decreto-lei cuja extinção tantos agora lamentam já foi extinto há muitos anos. Profissionais oriundos de outras áreas, como Arnaldo Jabor, Diego Mainardi, Emir Sader, trabalham sem problemas, e há muito tempo, em órgãos de imprensa. E o decreto-lei não faz falta – a não ser para os que cursaram faculdade de jornalismo em busca do diploma, e não do conhecimento.

Muitos protestam por ter gasto dinheiro numa faculdade cujo diploma se tornou desnecessário, ou por ter perdido anos de sua vida no estudo. Estão errados: exercer o jornalismo exige conhecimento, não um canudo de papel com o nome escrito em letras góticas. Se a faculdade de jornalismo der este conhecimento, terá cumprido sua missão, terá dado retorno ao investimento de tempo e de dinheiro. Quem exerce dignamente a profissão de jornalista, com ou sem diploma, jornalista é.

Não é preciso reservar mercado para quem tiver condições de competir no mercado. O Fernando Gabeira jamais precisou de diploma; o Ricardo Kotscho também não. Para quem quiser ser um bom jornalista bastam os conhecimentos adquiridos dentro ou fora da faculdade. Quanto ao diploma, podem até esquecer-se de ir buscá-lo.

É curioso que ninguém tenha dito, desta vez, que os patrões lutaram pela revogação do decreto-lei 972 para poder pagar menores salários. Conheço o Fernando Gabeira e o Ricardo Kotscho desde a década de 1960; os dois sempre estiveram entre os maiores salários da Redação, em todos os veículos em que trabalharam. E não se diga que os não-formados são os preferidos dos patrões porque sua ética é mais flexível. Os dois exemplos citados funcionam também aqui.

O problema, acredito, é que o Brasil se acostumou às regulamentações. Aqui tivemos lei de imprensa e censura à imprensa antes de termos imprensa. Tivemos generais comandando a extração de petróleo antes que petróleo houvesse para ser extraído (e, de passagem, incomodando pioneiros que queriam trabalhar, como Monteiro Lobato). Nos Estados Unidos, existem faculdades de jornalismo, mas o diploma não é obrigatório. E, embora toda a nossa formação jornalística se baseie na americana, não prescindimos das ordenações que pretendem tudo regulamentar, e que lá não existem.

Ah, os regulamentos! Pois não é que os mesmos oficiais-generais que generosamente regulamentaram o exercício da profissão de jornalista cuidaram também de regulamentar o que os jornalistas poderiam publicar? Um texto engraçadíssimo, que vale a pena pesquisar, é o de regulamentação das revistas de mulher pelada. Está escrito que, nas fotos, poderia aparecer um mamilo nu; dois, não. Mas, se a foto fosse feita com camiseta molhada, ambos os mamilos poderiam aparecer através do tecido. Pelos púbicos, nem pensar. E ficavam proibidas as fotos de nádegas frontais.

Alguém já terá visto nádegas frontais?

Comentários (68)
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Luciano Milano Raimundo , Arapiraca-AL - Jornalista (com diploma)
Enviado em 7/7/2009 às 13:21:09
Mas quem são Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi para serem citados como exemplo de bom jornalismo, mau jornalismo ou simplesmente jornalismo? Um, faz parte da grande manipuladora da informação que o próprio Observatório achincavala; o outro, vive de fofocas e de intolerância e preconceito, como contra o anafalbeto e nordestino Lula. Dois exemplos desastrosos dados por Brickmann. E quem é mesom esse rapaz? O observatório presta um grande desserviço à sociedade brasileira, ao empunha a bandeira da causa de Gilmar Mendes e companhia... Lamentável! P.S.: Com certeza, Brickmann e Dinis não vivem o dia a dia das redações nem precisam da migalha que recebemos para sobreviver. Se assim fosse, não estariam à frente de uma casa perversa e que vai nos colocar ainda mais precarizados e com salário sem poder de compra e de sobrevivência digna. Mas, apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia".
José Bezerra de Araújo Bezerra de Araújo , Natal - RN-RN - Jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 20:45:53
Neste contexto do artigo - Muito barulho por nada - pergunto: o ilustríssimo senhor presidente do STF, que aventa a possibilidade de fazer cair a obrigatoriedade do diploma para outras profissões, TERÁ A COERÊNCIA DE INCLUIR ENTRE ESTAS FUTURAS DECISÕES A NÃO OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA PARA OS QUE QUISEREM EXERCER A PROFISSÃO DE ADVOGADO? E, CASO ASSIM O FAÇA, TERÁ A DECÊNCIA DE PERMITIR QUE TAIS ADVOGADOS SEM DIPLOMA TENHAM A MESMA OPORTUNIDADE QUE GILMAR MENDES TEVE DE FAZER PARTE DO STF???
antonio barbosa filho , taubaté-SP - jornalista
Enviado em 23/6/2009 às 20:06:09
Há anos sugiro que se faça uma espécie de "exame de ordem" para jornalistas, formados ou não. Ninguém discute esta idéia, talvez porque sua execução revelasse o quanto existe de cursos fajutos, fábricas de diplomas, e formandos despreparados (não por sua culpa). Manteve-se esta ficção, como se todos os cursos fossem maravilhosos, e os não-formados uns penetras que aceitariam qualquer salário ou padrão ético. Foi este modelo que resultou na bela mídia que temos: de baixo nível técnico e total ausência ética. Que tal falarmos de evolução dos cursos, e da censura patronal, hoje o maior problema da mídia brasileira?
Marcos  Silveira , Rio de Janeiro-RJ - Professor
Enviado em 22/6/2009 às 20:59:05
O Sr. Carlos Brickmann é assessor de imprensa, ele não é jornalista. A partir disso, toda essa discussão sobre o artigo dele perde o sentido. Afinal ele está falando de algo que ele sequer trabalha. Abraços
Enio Modesto , Passos-MG - Jornalista formado
Enviado em 21/6/2009 às 20:25:10
Eu não queria, mas não resisti em comentar esse infeliz artigo do sr. Brickmann. Os dois profissionais citados fazem parte do grupo de exceções e as desculpas arranjadas para derrubar a obrigatoriedade do diploma são apenas desculpas esfarrapadas. Ora, confundir liberdade de expressão com jornalismo?! É óbvio que nem toda faculdade de jornalismo, por um motivo ou outro, não consegue formar bem um profissional, o mesmo podemos dizer de faculdades de engenharia, medicina, direito, ou TODOS os profissionais dessas áreas brilham em competência?
Antonio  Barañano , Torres-RS - Jornalista
Enviado em 21/6/2009 às 20:06:13
Jabor e Mainardi não são jornalistas, são articulistas, comentaristas, cronistas. Eles escrevem e opinam sobre o que os jornalistas pesquisam e divulgam. Investigar, pesquisar e trabalhar os assuntos dando-lhes credibilidade, somente jornalistas capacitados para tal. Sò afirmo uma coisa: não é a extinção do diploma que vai fazer aparecer outros Mainadi e outros Jabor.
Lúcia Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista MTb/RS 7142
Enviado em 21/6/2009 às 14:23:38
Qualquer empresário concorda com o sr. Brickmann. Só deve ter diploma quem pode ameaçar a sua vida (no máximo sua família entra em consideração): médicos (cirurgias, bacteriologistas que descobrem vacinas, pesquisadores de doenças), enfermeiros (cuidados pré e pós-cirúrgicos - alimentação, pressão, assepsia, etc.), nutricionistas (comidas com salmonela, coliformes fecais em restaurantes, etc., vírus de hepatite, ), químicos/bioquímicos (alimentos, remédios, segurança de automóveis - pneus, freios, etc.), e outras tantas atividades que podem, seja por lapso ou irresponsabilidade, ceifar a vida de alguém. Um jornalista pode matar alguém? Pode. Mas é uma morte não direta, isto é, pode provocar a ruína pessoal e social de determinada pessoa. Isto pode acontecer, se, indo contra o código de Ética que jurou, e por corrupção, distorcer os fatos e incriminar pessoas ou for propositalmente ambíguo, mesmo que a pessoa em questão esteja de algum modo (não criminoso) envolvida com um criminoso. Mas, o que está em questão sr. Brickmann são os articulistas contemplados com a "lei áurea" do jornalismo, conforme Paulo Henrique Amorin. Estes, não andam investigam coisa alguma. Porque isto sempre ficou a cargo dos que trazem o CV (e diploma de Jornalismo). Articulistas da antiga e especialistas são em geral jornalistas respeitáveis. Agora dominarão os "amigos" e bicões. Infestação à vista!
Haroldo M. Cunha , São Gonçalo-RJ - Gestor Social
Enviado em 21/6/2009 às 14:00:25
Vamos acabar com a Carteira de Motorista, afinal, quem dirige sou eu, não ela!
mario lucio de lima  lima , Cabo Frio-RJ - empresario
Enviado em 21/6/2009 às 10:44:46
Concordo com o texto . Para ser bom nao e necessario diploma. Apenas uma ressalva. A decisao do STJ deveria valer para todos profissionais. Aos medicos eles comparariam ao açogueiro . Aos infermeiros a "faxineiros de corpos" etc .. E o que dizer dos nobres juristas? Rabulas, nem sao mais conhecidos, muito menos permitidos. É as leis nao sao para todos.
Bruno Cássio  Andrade e Silva , Rio Branco -AC - Jornalista
Enviado em 20/6/2009 às 18:44:50
Caro Brickmann, esta história de expor opiniões contrárias e a favor sobre algo, sem levar em consideração os aspectos econômicos, sociais, morais, intelectuais e ainda emocionais, me lembra muito a história do jornalista - desses que se intitulam jornalistas - que recebeu um pedido do patrão para fazer um texto sobre Jesus. O jornalista parou, pensou e voltou-se ao patrão questionando: é para falar contra ou a favor? Para você, que como eu está empregado, é muito fácil dizer que o "barulho foi desnecessário"! Mas deixando o egoísmo, egocentrismo, e outros "ismos" de lado, gostaria que refletisse sobre os que estão fora do mercado de trabalho, os acadêmicos que cursam jornalismo, os jornalistas diplomados e desempregados. Estes de acordo com o presidente do STF, vão a partir de agora disputar vagas com cozinheiros em restaurantes, quem sabe ajudantes de limpeza. Desde que escolhi essa profissão, nunca ouvi um elogio, uma palavra de apoio, somos marginalizados. "Alguém, que não teve competência para passar em Direito". Hoje nos ligam às denúncias que escandalizam o povo brasileiro, mas lembro de algo que aprendi na faculdade, jornalismo não é defensor da moral de ninguém. Se o político, o próprio presidente do STF, ou eu mesmo virarmos notícia, alguém apurou, um editor avaliou e o próprio dono na empresa foi consultado, a culpa de um eventual erro é dessa cadeia de pessoas.
Douglas Oliveira , Belo Horizonte-MG - Jornalista (com diploma)
Enviado em 20/6/2009 às 16:09:34
O melhor é saber que temos cabeças ocas que pensam ser desnecessário aprender de forma correta e superior. No dia de mina defesa de monografia, o STF e seu amigo Gilmar Mendes, senhor Brickmann, rasgaram meu diploma. Ou melhor, fizeram dele um pedaço de papel higiênico. E agora? Você vai me reembolsar 4 anos de investimentos? Perdi saúde, tempo, dinheiro e meu diploma. Como você já tem a vida feita, Brickmann, não sabe o que isso significa.
josé carlos sampaio , recife-PE - corretor de imóveis
Enviado em 19/6/2009 às 20:06:50
Também sou contra qualquer regulamentação profissional. A começar a de corretor de imóveis, onde já se viu o cara precisar de diploma pra ser vendedor? Não tem sentido. Precisa é de competência, senão morre de fome, não vende nada. Outra regulamentação ridícula é a de advogado. Pra que faculdade se o cara precisa é conhecer leis e regras sociais? Vide o STF. Alguma faculdade conseguiria produzir políticos tão probos e competentes como eles? Acho difícil. Pelo fim dos diplomas. De todos os diplomas.
Carlos Brickmann , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 19:58:19
Para Ana Carolina Abiahy: o Gabeira, antes de ser político, foi um talentosíssimo redator e chegou à Chefia de Reportagem do Jornal do Brasil, em sua melhor fase. Nunca teve diploma. Nem o Lemos, nem o Dines, que eram seus chefes. Mas lembre-se, Ana Carolina, não é proibido fazer faculdade: é bom (e não apenas a de Jornalismo). Apenas deixou de ser condição para o exercício da profissão.
Lúcia  Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 18:19:48
Creio que o sr. Carlos Brickmann se perdeu em seu próprio raciocínio. Ao afirmar que nós jornalistas diplomados estamos "chateados" (eu estou chocada, atordoada, etc.) por termos "perdido a liberdade gentilmente concedida pelos senhores ministros integrantes da Junta Militar que governava o país(...)", cai em uma contradição. Ou seja, está admitindo que obtivemos "Liberdade" - nós, os diplomados? Então, sr. Brickmann, agora a "Liberdade" é "desnecessária" na atual conjuntura de nosso País? Na Democracia se pode abrir mão dela (a "Liberdade" concedida bondosamente aos jornalistas pelos militares? A propósito, não interessa a razão, mas este foi reconhecimento legal que há muito tempo vinha sendo pleiteado pelos jornalistas da época. Segundo seu raciocínio empresarial, com o apoio dos Poderes Executivo, Judiciário, Legislativo, e outros, o "Diploma/Liberdade" deve ser associado a um "vício" ditatorial? Como? "Liberdade" se tornou "resquício da ditadura"? Este raciocínio é uma falácia. O senhor se traiu... Voltemos: se foi uma - "liberdade gentilmente concedida" - porque agora arrancaram-na de nós? Conclusão: para o sr. e para alguns articulistas (que desdenham do "canudo" porque não o possuem), para oito juízes do STF (com exceção ao ministro Marco Aurélio de Mello), e para os "poderosos" dos setores públicos e privados, a liberdade é apenas um furo na lei... Estudemos.
Lili Santos , Santa Maria-RS - Jornalista - com diploma
Enviado em 19/6/2009 às 17:41:56
Exceções... sempre as exceções tentando justificar alguma coisa. Quem está defendendo a decisão do TSF tem usado exemplos de jornalistas não diplomados e muito qualificado. Bom, existe, após 40 anos de profissão, ou mesmo com 20, eles se tornaram os melhores, e passaram a ter excelentes salários. Agora, vamos ao que interessa: a regra. A regra é de que os jornais, principalmente os medios e pequenos, do interior, terão muita gente sem capacitação e as besteiras que já se reclama dos jornais de hoje, se multiplicarão. Não importam esses leitores? Os donos dos jornais não vão preferir pessoas menos capacitadas para pagar menos? Acrescentando a isso, e os não-jornalistas? Devem estar tranquilos, não? Ganharam mais uma área de trabalho... Essas são as pessoas mais preocupadas que tenho visto, temem o que será apresentado a elas na leitura dos jornais. E devem temer mesmo... Como pode?
Luiz  Rabelo , Brasília-DF - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 17:16:58
Caro Brickman, apenas para seu esclarecimento: o que caiu com a decisão do Supremo, ou seja, o que foi afastado do nosso ordenamento jurídico foi apenas a obrigatoriedade do diploma. A decisão declara a inconstitucionalidade apenas do art. 4º, inciso V da Lei 972/69. O que isso significa? Significa que as demais prerrogativas da profissão, como piso salarial, jornada de cinco horas etc estão mantidas. E por que estão mantidas? Porque, com exceção do dispositivo citado, todo o restante da lei regulamentadora da profissão continua em vigor, podendo ser aplicado à situação do jornalista profissional, seja ele diplomado ou não. Assim, embora as empresas estejam festejando a queda do diploma, terão que observar as prerrogativas legais da profissão ao contratarem jornalistas com ou sem diploma.
Juliana  Barros , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:57:39
Deixando as questões filosóficas de lado e partindo p/ uma análise prática da coisa, podemos perceber que esta decisão do STF só serve para enterrar de vez uma profissão que já vem sendo destruída há tempos. Infelizmente, neste país, todo mundo sempre "acha" que sabe escrever (embora escrevam quase sempre muito mal) e que isto é o único requisito p/ ser jornalista - grave erro! E agora o STF vem ratificar esse pensamento simplista de muitas pessoas. Como resultado podemos esperar uma proliferação de publicações feitas pelos "donos de mercadinhos da esquina", de qualquer maneira, sem o menor comprometimento com a ética ou a qualidade. Isto sem contar que agora está oficializado que qualquer "peixada", amiguinho, filhinho ou amante dos graúdos da comunicação terão vagas garantidas em um mercado de trabalho que há tempos já se encontra muito saturado. E a panelinha só faz aumentar...Não que isso não acontecesse antes, mas agora os "peixinhos" nem precisam ter o diploma. O acesso é direto, sem escalas na faculdade. Vejam só quanta praticidade!!! Bom, sei que há pessoas de valor que podem exercer o jornalismo de qualidade mesmo sem o diploma, mas sei tbem que estas poucas pessoas se empenham em pesquisas, em estudos sobre o tema. O problema é que, no Brasil, a terra do "jeitinho" e das picaretagens não são elas as interessadas nesta decisão e sim os que querem "se dar bem"...afff
márcio  almeida , oliveira-MG - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:44:56
meus caros colegas, só para lembrar com uma frase de Lauro Oliveira Lima: "o palhaço não se diploma, usa maquiagem."
Ana Carolina Abiahy , Joao Pessoa-PB - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:34:38
sr Brickman, admiro aqueles que no seu tempo abriram espaço para nós, quando não existia ainda curso universitário no país. Como o senhor mesmo diz, o país mudou desde então. As empresas de comunicação mudaram, as tecnologias e as universidades. A lei não atinge o global Jabor, que é cinesta, nem o político Gabeira. Atinge o repórter que precisa lidar com a notícia de modo profissional e não o articulista. Com a desculpa de proteger, quem sempre teve espaço, como os famosos articulistas de todas as áreas, que não precisam dar expediente, aguardar entrevistado, ligar para 500 fontes, milhares de trabalhadores passarão a ser desqualificados. O que o senhor não percebe é que um saber foi sim construído nas universidades a partir do exercício e da reflexão sobre a prática jornalística. Já há até pós-graduação na área. Valorizo o estudo e não entendo porque ele está sendo desmerecido pelos magistrados do STF. O diploma é um pedaço de papel? Bem, uma nota de R$ 100 também é um pedaço de papel... eu não rasgaria...
Bruno Rocha , Buenos Aires-IN - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 16:08:00
Usar os EUA como exemplo, sem depurar as nuances e as diferenças de realidade, é a óbvia submissão à "colonialidade do saber" que alguns pensadores e políticos latino-americanos lutam para terminar, prática e criticamente. Mais uma vez também o argumento vazio de que foi produzido "na ditadura, logo é ruim" assume um perigoso tom "incontestável", um argumento que se fecha em si. O autor, dono de uma empresa de comunicação, esqueceu do perigo da precarização do trabalho que já é precário, e do provável coronelismo que voltará a redações menores e do interior do país. Além disso, assusta o vazio dos argumentos que não contemplam a importância da informação no mundo de hoje, assim como suas novas demandas e exigências (de pesquisa, técnicas, teóricas). O diploma deveria ser mantido e seguido de uma luta férrea para a preparação do profissional jornalista como um comunicador mais amplo e crítico. Não desarticular um atual e possível profissional com ferramentas para enxergar, analisar e debater essa realidade, tão mais complexa quanto nos aparenta. Profissional que pode surgir de qualquer faculdade, ou não-faculdade, mas que também pode (e deve) contar com centros permanentes de diálogo e pesquisa (de informação e jornalísticas): as faculdades de jornalismo. Porque hoje, mais do que nunca, o "dizer" não é de graça e o "compreender" está muito caro.
Luana Ribeiro , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 15:30:34
Excelente análise. Brilhante argumentação.
Marco Antonio  Zanfra , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 15:26:12
Não tem erro: os defensores do fim do diploma citam invariavelmente Ricardo Kotscho como exemplo de que a formação acadêmica é desnecessária. Mas se esquecem de que - a despeito de algumas honrosas exceções - o que vai proliferar no meio é a caterva de picaretas que agora recebeu sinal verde do STF. Antigamente, a carteira do sindicato trazia apenas o nome da mãe do jornalista, o que significava que, para abraçar a profissão, nem era preciso conhecer o pai; agora, também não precisa nem saber ler e escrever.
Márcio Ikuno , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 15:00:06
Uma outra coisa que gostaria de acrescentar é que, não nos referimos somente a um canudo. Não percebe que, devido a falta do canudo, não há credibilidade? O que você prefere, fazer um curso de cozinheiro ou uma faculdade de gastronomia? Pense nisso, meu caro.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 19/6/2009 às 14:41:16
Caro Eraldo, talvez eu não tenha sido claro, mas gostaria honestamente que essa "insurreição" vista dentro de sua classe contribua para que se avance na discussão da formação acadêmica como um todo, que não fique restrita à garantia de um canudo. E tenho certeza que será assim. É um processo dialético e os movimentos sociais de toda a ordem, sem dúvida, nestes momentos impactantes, contribuem muito pra isso. Adriana, eu não tenho descrédito no futuro, ainda que a espécie humana tente me provar o contrário todo o dia. Contribuo na formação de cabeças críticas, para que no futuro essa nossa conversa fique apenas nos anais da História. Sobre o pessoal que vive fingindo, garanto a você que essa gente que está no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, que nos causam azias diárias, continua fingindo até hoje, desde os seus tempos de jardim de infância (alguns, pelos atos, continuam por lá!). Sr. Julio, tenho visto o país num marasmo tal, desde os idos e tristes anos de FHC até agora, nos anos Lula, que qualquer sacudida nos alicerces, em qualquer momento de nossa estrutura republicana, será salutar. E se o sr. nos convocar para uma passeata que desanque aquilo que lhe traz angustias, tamos dentro!
Márcio Ikuno , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 14:41:05
Caro Carlos Brickmann, o jornalismo é uma profissão. Profissão é constituída de profissionais, logo, uma academia de jornalismo forma profissionais em jornalismo. O que uma academia de jornalismo faz? Ensina matemática? Não, ensina técnicas, práticas, teorias e conceitos fundamentais da história do jornalismo, mas para quê? Para se obter um PROFISSIONAL que compreenda a história de seu ofício. Para obter melhor resultado ainda, o estudante aprende a apurar matérias, aprende ética e, fundamentalmente, começa a tratar o jornalismo como ideologia. Jornalismo não é lita de capital, mas a luta pela informação fidedigna à sociedade. É assim que o jornalista pensa. Será que um administrador de empresas ou tecnólogo pensaria dessa forma?
Ito Silverio  Guedes , Gurupi - Tocantins-TO - Acadêmico de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 14:36:32
Hoje usei os conceitos da pirâmide invertida para fritar um ovo. Primeiro fritei as partes mais importantes. Logo depois, joguei a casca fora e lavei as mãos. Não é que deu certo... Aprenderemos jornalismo na cozinha. Se não nós garantirmos pelo cosciente, vai ser pela barriga. Quero só vê a reação, quando trocarmos as pizzas pelas as algemas. Eles que nos aguarde...
Guilherme  Aragão Bessa do Sacramento , São Vicente-SP - Estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 14:18:19
Advogados, administradores e todos aqueles ligados à Ciências Humanas: MUITO CUIDADO! O diploma de vocês perderá o valor em brve! http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1200620-5598,00-MENDES+MAIS+PROFISSOES+DEVEM+SER+DESREGULAMENTADAS.html
Márcio Simões , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 14:17:20
Vejam que exemplar: o Julio Prático Souza, analista de sistemas, apurou as informações e escreveu um breve texto com base em fatos. É o que jornalistas devem fazer. O Juan Esteves e o Edrien Esteves, os dois jornalistas de Santos, desmerecem o debatedor em pessoa, em vez de desarmar o raciocínio usado pelo debatedor. É o que jornalistas deveriam ter vergonha de fazer. Se o Julio “se aventurar no jornalismo”, como diz o Edrien, talvez se saia bem; pelo menos o Julio sabe contar. Além disso, um editor corrige fácil erros de ortografia.
Ito Silverio  Guedes , Gurupi - Tocantins-TO - Acadêmico de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 14:13:32
Acho engraçado quando as pessoas falam da lógica do diploma. Parce que todas as teorias só servem especificamente para o Jornalismo. Todo mundo pode ter suas garantias, mas o jornalista coitado. É engraçado como o canudo perdeu seu valor. Vamos tirar o diploma de todos para vê se todos pensarão assim. Aqueles antigos jornalistas, esses conceituados... Que tinham sua rotina boêmia e estudavam nas melhores escolas, viajavam para o exterior com frequência. Hoje nobres companheiros, os jornalistas mais do que nunca precisam de garantias. O diploma era uma das principais em meio a um país de inseguranças, o que de fato é concreto... se os donos dos canudos podem nos monopolizar facilmente.
Julio Prático Souza , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 19/6/2009 às 13:59:33
Extra! PASSEATA dos Analista de Sistemas às 09:00, saíndo do Ibirapuera até a entrada da "Casa de Deus" (prédio da IBM). Conclamo a todos!! Pela exigência de diploma em ANALISE DE SISTEMAS. Chega companheiros, chega de advogados, jornalistas e afins infiltrados na nossa profissão! Basta! Aliás, chega de amadores falando sobre NOSSO tema nos jornais! É um festival de especialista em moda que resolvem começar a falar de tecnologia!!!! Outra reivindicação IMPORTANTíSSIMA é: Vamos exigir a PROIBIÇÃO da compra de softwares produzidos no exterior - isso é um absurdo - o programador brasileiro está desvalorizado, pagam mixaria, e nossas grandes empresas comprando SAPs, WORDs, WINDOWs...assim não dá! ... ora, vão catar coquinho!!! Para os que estão promovendo passeata de jornalistas: Cuidado, a população pode sacar que vocês nunca estão na defesa dela!
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/6/2009 às 13:30:07
"É muito importante a participação todos os estudantes de jornalismo e de outras áreas, não pelo canudo, mas sim para se fazer ouvir a opinião do povo". Adriana, os estudantes de jornalismo e jornalistas diplomados são parte importante do povo, mas não são "o povo". Grande parte da população passou ao largo da discussão (garanto que a maioria sequer sabia sobre a discussão e suas motivações), mas há uma enorme parte dela, inclusive jornalistas que, como eu, é contra a exigência do diploma. Acho importante cada cidadão lutar pelo que acha certo, mas precisamos tomar muito cuidado quando generalizamos nos considerando maioria. Quer saber o que acho: o jornalismo passa por uma crise de identidade sem prescedentes e a ocorrência ou não de diploma entre os jornalistas atuantes no mercado não é sua causa decisiva. Acho que a preocupação que deveria mover o estudante e a classe nos dias de hoje deveria girar em torno de um repensar da profissão diante da enorme fonte de informação descentralizada chamada Internet onde o jornalista não é mais o detentor absoluto da informação e o leitor já não é mais passivo diante da informação que lhe oferecem. Não se se você deu conta, mas não são só os políticos que estão desacreditados e, essa descrença diante do jornalismo convencional não reside na diplomação dos jornalistas.
Márcio Simões , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 12:39:05
Fico sempre espantado com essa nossa cultura de bacharéis; é uma característica calhorda da nossa cultura. O Paulo Francis uma vez escreveu algo assim: um país deve montar faculdades para criar uma elite competente, e não para dar diplomas a pés-rapados. Muito pé-rapado escolhia jornalismo porque o curso era barato, fácil de entrar e de sair, e porque havia reserva de mercado. Depois da decisão do STF, se o sujeito realmente gosta de jornalismo, e se ele planeja estudar jornalismo na faculdade, ele deve escolher uma boa faculdade — pois qual é a lógica de pagar por um curso porcaria se não há reserva de mercado? O empresário que vivia de imprimir diplomas de jornalismo para pés-rapados deve faturar menos; ou ele muda de ramo, ou melhora o curso.
Adriana Carrara , Osasco-SP - estudante
Enviado em 19/6/2009 às 12:32:42
Alexandre Carlos, obrigada pela resposta. Sinto no seu texto o que sinto em muitas pessoas, o descredito no futuro desse país. Vim de escola pública e sei bem o que é descredito, hoje sou bolsista, então, também não é pelo que paguei em quatro anos. Quanto a essa gente que finge, fique tranquilo, não vão ter sucesso pessoal ou profissional. O que não podemos admitir é que seja assim para sempre e para isso devemos fazer nosso papel, o meu é de estudar sempre, defender o que acredito, sem perder as questões humanas de vista. Você tem 48, eu tenho 33 e na minha sala de aula há os de 19 e também os de 50, inclusive, um deles é funcionário da Rede Globo a 12, conhece bem o sistema, e sabe da importância da formação acadêmica, portanto, não importando a idade, o que vale é a disposição para vencer. Aproveito para convidar a todos: Alguns movimentos estudantios, profissionais etc., estão organizando passeata em favor da obrigatoriedade do diploma. Por enquanto, o dia e horário ficou: segunda às 10h da manhã (que vai acontecer na maioria das cidades). Em São Paulo a passeata vai sair da estação consolação. Espero que todos compareçam!!! É muito importante a participação todos os estudantes de jornalismo e de outras áreas, não pelo canudo, mas sim para se fazer ouvir a opinião do povo. Representantes Curso de Jornalismo / Osasco
Sérgio Henrique , Taguatinga- - Técnico - Informática
Enviado em 19/6/2009 às 12:28:19
Eu não tinha opinião formada antes desse assunto vir à baila. Mas, quanto mais eu leio os comentários de jornalistas, mais eu sinto que a decisão foi correta. O corporativismo é tão gritante que nauseia. Eu sou formado em computação, e não acho que deva ser regulamentado, nem o jornalismo, nem a computação (mesmo pq é a mesma coisa que tentar coibir coisas na inernet, do gênero tirar o youtube do ar e similares). Enfim, "Sorry, periferia!" pra vcs.
Ibsen  Marques , Caçapava-SP - Técnico em Eletrônica
Enviado em 19/6/2009 às 12:20:30
Carlos, artigo impecável. A destemperada Alexandra Marques é uma das muitas provas de que o "canudo" não é tudo. O jornalista vocacionado precisa e deve respeitar a pluralidade de opiniões, além de promover o debate de idéias. Ofender pessoas que defendem pontos de vista discordantes do seu não me parece digno do bom jornalismo.
Adriana Carrara , Osasco-SP - estudante
Enviado em 19/6/2009 às 12:11:47
Em contato com alguns movimentos, estudantes, profissionais etc., recebemos informações da passeata em favor da obrigatoriedade do diploma. Por enquanto, o dia e horário ficou: segunda às 10h da manhã (que vai acontecer na maioria das cidades). Em São Paulo a passeata vai sair da estação consolação. Espero que todos compareçam!!! É muito importante a participação todos os estudantes de jornalismo nessa passeata. Representantes - Curso de Jornalismo UNIFIEO / Osasco
Carlos Brickmann , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 12:09:44
Para Severino Carvalho Duplo: jornalista por formação e com orgulho. Mas faz acusações sem apuração, usa insultos no debate. Desculpe, sr. Carvalho Carvalho Carvalho, mas debate jornalístico é um pouco diferente.
Severino Carvalho Carvalho , Maragogi-AL - Jornalista por formação e com orgulho
Enviado em 19/6/2009 às 11:50:58
O problema, i[], é que esta foi uma jogada dos jornalões e da GLOBO, para pagar baixos salários aos jornalistas. Os Jabores da vida vão continuar a receber seus milhões, assim como você, e nós, pobres mortais jornalistas, migalhas. Pelo jeito você é mais um VENDIDO!!!!
Eraldo Alves , Salvador-BA - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:46:20
Caro Alexandre, o seu comentário somente observa a ascensão dos bons profissionais que não cursaram a faculdade de jornalismo, a exemplo de Diego Mainardi, Arnaldo Jabor, etc) mas deixa de enfatizar a grande conquista - com a queda do diploma - das redes de comunicação que sempre trabalhou com estagiários e/ou outros profissionais de áreas adversas, ou até mesmo sem qualificação nenhuma, no intuito de apenas pagar baixos salários. Quando cursamos a faculdade de comunicação, somos orientados e discutimos quase todos os semestres sobre a linguagem dos jornais: mídia impressa e falada (televisão e rádio) e internet; discutimos sobre ética e legislação, noções de antropologia, cultura brasileira e outras disciplinas relacionadas. Sei sim, que nos Estados Unidos e na Europa o diploma não é obrigatório, e também sei que mesmo assim as empresas de comunicação optam por jornalistas com o diploma. Estamos no Brasil, no país do “jeitinho brasileiro”, envolvido até o pescoço em corrupções, e que grandes impérios de comunicação adotaram sim à prática mais nefasta para demitir e contratar quem deseja para assumir um papel de grande importância na informação para sociedade brasileira. Muito barulho pra nada pra você, mas não para uma classe que já vem sendo massacrada há décadas.
Patricia Garcia , Rio-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 11:30:04
Eu realmente não entendo. Se somos América Latina, com uma realidade social, política, econômica e cultural completamente diferente da dos norte-americados, por que o Estados Unidos são (ou devem ser) um modelo para o Brasil? Carlos Brickmann, você vive no Brasil real ou entre as pontes aéreas internacionais? Sua reflexão é interessante, mas o argumento com base nos EUA tem o viés da classe média que não se ver como latina.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 19/6/2009 às 11:19:33
Minha cara Adriana Carrara, eu concordo plenamente com você e apoio incondicionalmente qualquer luta no sentido de qualificar a profissão e corroboro a vossa indignação. Luto pela formação profissional e pela melhoria contínua dos processo educacionais. O que quiz dizer, embora não tenha sido claro e que motivou a sua resposta, é que a classe de jornalistas deve defender (e para alguns não tenho dúvidas disso) a formação e não o canudo simplesmente. Acho que você entende o que quero dizer. E, diferente do que você declara, vejo, sim, na academia, muita gente em busca do contrário, na minha área, na sua, e em diversos ramos da sociedade, infelizmente. Vivemos num mundo de faz de contas, de mediocridades soberbas, onde a maioria imensa e esmagadora de alunos, em qualquer área de ensino, finge que quer ter aulas com professores fingindo que querem ensinar. Não basta partir dos governos fracos e omissos a qualificação profissional com boa formação educacional, mas deve vir de dentro das salas de aula também. Eu, infelizmente, aos 48 anos, já vi de tudo em sala de aula, como aluno e como professor. E não gostei do que vi.
Adriaa Carrara , Osasco-SP - Estudante
Enviado em 19/6/2009 às 11:01:01
Alexandre todos os estudantes de uma boa faculdade e que enfrentam 4 anos de curso não o fazem só pelo diploma, tenho certeza, onde estudo ou você ama o que faz ou não aguenta, acho que na sua área também é assim. Essa é um difícil situação para a classe, mas o brasileiro só pensa em si, e por isso estamos nessa situação. Não sei a quais profissionais você se refere, eu estou no último ano de faculdae e usufruo de tudo o que me ensinaram. Nossa luta não é pelo diploma é pela dignidade de dar ao que luta a oportunidade de crescer e conquistar. Se daqui a pouco a sua profissão for desqualificada, como fizeram com a nossa lhe garanto não serei uma bióloga, porque não sei de nada da sua área. Então, caro amigo, a luta deve ser de todos!
Fernando Dias , SMO-SC - Estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 10:46:02
ATENÇÃO! Estudantes de Jornalismo de todo o Brasil e Jornalistas formados. Vamos organizar uma MARCHA NACIONAL DE ESTUDANTES DE JORNALISMO PARA INVADIR BRASÍLIA, para ir ao supremo e conversar com os magistrados. Porque a partir de agora nós também podemos organizar um movimento nacional para extinção do diploma de Direito. O curso de Direito é um curso teórico, pode ser feito em casa, então também não precisa de diploma. Vamos ser capa da VEJA, vamos ser manchete no Jornal Nacional, não podemos nos calar, temos de agir e unir forças. Isso não pode ficar assim. O MUNDO precisa ficar sabendo. O Brasil é o primeiro país do mundo que RETIRA A LEGALIDADE de um diploma universitário. E ainda querem falar de Chaves e Fidel. VAMOS NOS AGILIZAR e lutar por nossos direitos! - - Colaboração de Luiz Carlos Prates.
Lucas Fersa , Taubaté-SP - Estudante
Enviado em 19/6/2009 às 10:34:24
Não foi o diploma que deixou de ser obrigatório, mas sim a ética, o profissional com opinião que deixou de ser obrigatório. Lembrando que não importa o quanto os grandes jornalista ganham, pois essa não é a média do salário de um jornalista comum. A Rede Globo nunca pagou para um estagiário o que o sindicato dos jornalistas colocava como correto. Esse é o desejo dos patrões pagar o quanto quiser para alguém que fale o que eles quiserem. Infelizmente, estamos em um país que a educação não atingiu nem o mínimo para se tornar razoável, por isso um diploma vale muito mais do que você acredita.
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC - Biólogo
Enviado em 19/6/2009 às 10:14:47
Nenhuma faculdade transforma o sujeito se ele não tiver atitude, iniciativa, habilidades inatas. O apanágio da competência se resume, inclusive, a estas três vertentes: atitude, habilidade e conhecimento. Realmente, cursar uma faculdade apenas para ter o diploma é um desserviço à profissão, e à socidade por consegüinte, que sofrerá as conseqüências disso. Um canudo não pode ser visto como chave para abrir portas, mas o que levou a ele, sim. O sujeito, para ser o profissional-tipo, almejado pelas demandas sociais, tem que SER, antes de ESTAR. Quando É, a formação acadêmica lhe acrescentará ferramentas e subsídios capazes de fazê-lo se tornar um bom profissional. Eu era biólogo antes de cursar a faculdade, antes de obter o famigerado canudo, pois gostava do que me motivava a isso, mas passar pelos bancos da academia me abriu horizontes que antes eu deslumbrava, mas os métodos e recursos intelectuais que possuia até então me faziam vê-los muito distantes. Que o profissional de jornalismo lute pela formação acadêmica adequada, que exija dos órgãos oficiais um esclarecimento à altura por este ato do STF, que saia às ruas exigindo uma melhor qualificação do mercado de trabalho, mas que não se indigne apenas por não ter em mãos um mero papel enrolado.
Julio Prático Souza , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 19/6/2009 às 10:08:17
Sidney Sousa, antes de comentar sua resposta, cuidado! você escreveu "adquiraram", e muitas pessoas julgarão seu comentário baseado em um erro de digitação. A classe jornalística deve fazer uma reflexão profunda sobre o seu papel. Sites como esse servem para isso, mas o que causou mais movimento aqui, desde que frequento, foi a defesa da obrigatoriedade do diploma. Será que nossos jornalistas realmente têm consciência da sua função ou estão entrando numa paranóia arrogante do tipo: "Não mexam conosco por que somos o 4o. poder!" 4o. poder os cambau!!! Vocês são a voz da população (o único poder), vocês devem estimular a crítica entre o povo e também ajudar-nos a fiscalizar os ditos 03 poderes, se esse trabalho for feito com dignidade, técnica (não sou contra o curso, é óbvio) e amor por essa missão, por que associar essa atividade a um diploma acadêmico? Lutem para que a sociedade brasileira volte a ter educação decente e cultura, assim a própria população saberá separar o bom do mal jornalista. Para quem está P. da vida, dizendo que jogou dinheiro fora - meu caro, escolheste a profissão errada.
Benito  Alemparte , Rio de Janeiro-RJ - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 09:43:52
Se entendi bem, no comunicado de ontem, divulgado no horário nobre para todo o país, via Jornal Nacional, o comando das Organizações Globo reconhece publicamente que vinha desrespeitando a legislação, pois contratava jornalistas sem registro, o que continuará fazendo, agora sob os aplausos do Supremo. Ou seja, confessaram uma ilegalidade, e não vai acontecer nada? Por onde andarão os sindicatos????
Mayara Lopes , Caçapava-SP - estudante de Jornalismo
Enviado em 19/6/2009 às 09:24:19
Carlos Brickman, você só se esqueceu de um detalhe: o Brasil não fornece uma educação básica de qualidade para a população, a maioria absoluta nunca tem acesso às universidades, e a nossa imprensa nunca foi livre porque é controlada por uma minoria absurda. Junte tudo isso e mande um bando despreparado a uma redação, com baixos salários e enfraquecida como categoria profissional, a liberdade agora é de empresa. Agora faço das palavras do mestre Kotscho as minhas: O jornalismo virou uma terra sem lei.
mario gustavo , sjc-SP - coord comunicacao
Enviado em 19/6/2009 às 09:22:34
Ele, o nosso chefe maior, o grande representante do estado, aquele que tudo vê e tudo sabe, o Presidente da Republica Federativa do Brasil, ele sim, vai valorizar o diploma e a existência de um curso superior. A proposito qual é a formação acadêmica do nosso Presidente?
João Martinelli Martinelli , Itanhaém-SP - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 08:18:29
Concordo com o comentário da Valéria. Os jornalistas que o sr. citou (sem diploma e recebem bons salários) eles "bebem" de que fonte para escrever seus artigos? Do noticiário diário feito pelos jornalistas que "amassa o barro". Outra observação: O ministro Peluso alegou que o diploma só é necessário em profissões que exigem domínio de "verdades científicas". FSP - 8/6/2009. Acredito que ele se referiu às profissões de médico, dentista... Ministro precisa dominar "verdades científicas", caso contrário vou pleitear um cargo no STF. Ministro Gilmar Mendes você é patético. Caro Brickman, os patrões venceram mais uma vez.
Sidney Sousa , Boa vista-RR - Profissional de mercado
Enviado em 19/6/2009 às 01:26:12
É fato que a tal lei se revelava apenas no que estava escrito. É fato que grande parte dos profissionais que hoje atuam no "mercado" se tornaram grandes profissionais não pelo canudo, mas sim pelo conhecimento que adquiraram. É fato que tal conhecimento lhes gabaritam como formadores de opinião. É fato que a profissão de jornalista é, na minha opinião, de extrema importância e sua relevância deve ser respeitada pois tem a capacidade de mudar a trajetória de um cotidiano social. Entretanto, Também é fato que a profissão está inserida num mercado de consumidores que tem a informação como produto base. Bem como, também é fato que não existe jornalismo imparcial. De um jeito ou de outro o profissional se torna refém de um linha tendênciosa, ou melhor, ele será submetido ao anseio do veículo para qual presta o serviço. E, como o eixo motriz desse mercado é o lucro que as "informações" proporcionam a esses veículos, haverá sempre o peso do patronato que ditará o que é bom para o veículo, e raras as vezes, o que será bom para a opinião pública. É fato que minha opinião se assemelha ao pensamento marxista averso a linha do capitalismo. Contudo, vivemos ou sobrevivemos no Brasil gente fazendo barulho de país emergente, porém com educação básica de nação além dessa realidade. Com políticos manipulando o que veículos devem ou não expor ao público. 1969 e 2009. Tem diferença?
Johann Tadzio Sousa Barbosa , Boa Vista-RR - Jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:48:23
Nasci no ano em que a ditadura ruía e não quero entrar na discussão sobre as barbáries dos 21 anos sombrios da história brasileira. Mas creio que a formação acadêmica seja imprescindível para a atuação no jornalismo. Grandes nomes do passado que atuaram (alguns ainda atuam) na área e não possuíam (ou possuem) diploma, são escritores natos que a vida os levou para a redação de um jornal. Eles escreveriam bem em qualquer lugar,o que os torna escritores, não jornalistas. Mas o exercício da profissão requer que conhecimentos técnicos e teóricos sejam adquiridos na academia, não como único meio de se tornar um bom profissional, mas como um complemento, uma forma de orientar o intelecto pessoal de quem tem o jornalismo no sangue. Todo jornalista é escritor, mas nem todo escritor é jornalista. E acredito que profissionais sem formação que atuam na área e recebem salários maiores que os formados e competentes são exceções e creio que sim, caso não haja uma rigorosa fiscalização, as empresas de comunicação no país irão desvalorizar muitos jornalistas formados e competentes, salientando aqui que a formação superior não indica necessariamente competência, assim como em qualquer outra profissão.
Valéria  Vianna , Niterói-RJ - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:43:01
O senhor esquece, Carlos Brickman, que nem tudo o que foi decretado na época da ditadura foi ruim. Nesse caso, respondeu a anos de luta dos próprios jornalistas que - com baixíssimos salários -esperavam ver sua profissão regulamentada e valorizada (leia-se salário em nível universitário). Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Sim, o jornalismo sempre contou com colaboradores, mas colaboradores como o Jabour não tem de subir morro para cobrir presunto e nem ficar depois da hora por R$ 800 ou R$1.500. Porque os guerreiros do jornalismo, os que realmente trabalham como jornalistas são a grande massa de profissionais anônimos sem hora para almoço e dominicais para entregar junto com três ou quatro pautas diárias (de polícia a cultura). Gabeira e Kotscho, convenhamos, são exceções à regra. A maioria ganha mal. Não tiveram a mesma sorte. E isso não tem nada a ver com talento ou vocação. Para os salários em voga no mercado, só muito talento e vocação, mesmo. Muito amor ao que faz. Sou formada e aprendi nos bancos universitários a ser a profissional que sou. Acho o diploma necessário, sim. Estranho ninguém considerar a não obrigatoriedade para publicitários e relações públicas. Eu mesma, com especialização em jornalismo, fiz vários trabalhos publicitários em empresas onde trabalhei. Se fôssemos por aí... Mas só no jornalimo isso acontece. Lamentável.
Jairo Sanguiné , Pelotas-RS - professor - jornalista
Enviado em 19/6/2009 às 00:03:46
Gostaria que lessem meu comentário em meu blog http://blogsempalavras.zip.net.
Sergio Santos , Pilar do Sul-SP - Jornalista/Radialista
Enviado em 18/6/2009 às 23:45:40
FAÇA MINHA AS PALAVRAS DA CRISTINA: Esta foi, de longe, a melhor análise sobre o fim da obrigatoriedade do diploma que já li até o momento. Obrigada.
David Almeida Almeida , Manaus-AM - Era jornalista com diploma. sou eu mesmo sem diploma
Enviado em 18/6/2009 às 23:03:19
Corrupto, é que não precisa de diploma. Ladrão, também não. Político idem. Nesse ultimo caso qualquer borra botas pode chegar a ser senador da República e legislar sem o mínimo conhecimento do que é uma lei. Então para que passar quatro anos numa faculdade estudando, enriquecendo-se de conhecimentos, aprendendo o real sentido da ética, só para receber um diplomazinho? Através do jornalismo investigativo, feitos por jornalistas de formação academica, que muitos diplomados juristas, juízes, desembargadores, foram para a cadeia. Que existem exceções existe! Conheço jornalistas que não estiveram numa academia e são maravilhosos, e para isso tem um nome: autodidata! Com todo respeito aos idosos, mas esses velhos - que não são todos - que julgam, lá nesse STF, já deveriam estar aposentados, inclusive o presidente se baba todo quando fala. Não concordo com o que você escreveu Carlos Brickmann, mas respeito a sua opinião. Um abraço do tamanho do Rio Amazonas.
Lúcia  Nunes , Florianópolis-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 23:02:24
Ei, Julio! Jornalista mesmo opina como articulista. Investiga, ou tenta, já que o editor corta o que é "perigoso" para os interesses do patrão... Quando comenta é sobre gente que lhe impede de exercer livremente o ofício, ou seja, políticos ou governantes. O restante dos assuntos fica para analistas de sistemas, professores, secretárias, médicos. Estamos lá no meio do tumulto, até fugindo de balas perdidas, ou acompanhando passeatas pelo fim da violência, e depois ficamos sabendo que uma gangue havia ameaçado os organizadores. Aconteceu comigo. Não fomos baleados. Não diplomados arriscarão? Só concordo uma coisa contigo: nós jornalistas somos muito fechados uns com os outros nas redações. Uma outra razão para os "257" comentários sobre a decisão do STF e a não-exigência do diploma: há muita competição. Quem é" amigo dos amigos", com ou sem diploma, e "joga o jogo" leva a melhor. Também há uma "excrescência" inventada por donos e editores-chefes: jornalista "pessoa jurídica". Isto cria distorções, já que o profissional acaba não investigando nada que "desagrade", ou seja, faz o que se adequa aos interesses dos donos dos veículos. É perverso,não? Se atuamos como "pessoas físicas" em jornais pequenos é um horror...Com a não-exigência do diploma os salários serão ainda mais aviltados. Os "Monteiro Lobato" não são repórteres; são cronistas. Jornalistas mesmo não são marketeiros.
Victor Barone , Campo Grande-MS - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 22:49:12
Muito bom.
Edrien Esteves , Santos-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 22:34:05
Caro Júlio Prático Não basta ser prático como você para criticar. Tem que estudar muito. Veja bem, "alto-críticas" não interessam aos jornalistas simplesmente porque "alto-críticas" não existem. Agora auto-críticas são feitas pelos próprios jornalistas, ou você acha que este site é feito por analistas de sistemas ? Por favor, diga que você vai continuar na sua profissão e não vai se aventurar no jornalismmo.
Cristina Moreno de Castro , São Paulo-SP - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 22:21:57
Esta foi, de longe, a melhor análise sobre o fim da obrigatoriedade do diploma que já li até o momento. Obrigada.
Juan Esteves , Santos-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 22:17:01
Caro analista de sistemas Júlio Alto-crítica os jornalistas não têm mesmo. Mas simplesmente porque alto-crítica não existe. Por favor, me diga que você não vai querer ser jornalista.
Arildo Ferreira  Hostalacio , Belo Horizonte-MG - Publicitário-Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 21:47:26
Me desculpe, mas é dificil ler esta postagem sem ter nauseas, quanta pataquada. A culpa, então, é dos generais ministros e, dos que se ocuparam em especializar-se e investiram em uma profissão. É patente a sua completa falta de compromisso profissional e visão de futuro. Parece-me a sindrome do sapo, carrega o escorpião nas cotas e acredita piamente que o escorpião não vai pica-lo. Vai nessa. Como pode chegar até aqui. Natureza ingrata está.
Julio Prático Souza , São Paulo-SP - Analista de Sistemas
Enviado em 18/6/2009 às 21:37:10
Realmente muito barulho por nada - vamos usar o próprio observatório para refletirmos sobre a "vocação" dos jornalistas e estudantes de jornalismo brasileiros: Massacre no Peru - 06 comentários - Nenhum comentário de jornalista (massacres mal cobertos pela imprensa não interessam) Os reporteres estão fazendo a sua parte? - 03 comentários - Nenhum comentário de jornalista (alto-críticas não interessam) Analfabetos, 16 mi; Gugu Liberato 3 mi - 09 comentarios - Nenhum comentário de jornalista (a crítica educacional não interessa) Temas relacionados a não obrigatoriedade do diploma - 257 comentários até agora - a maioria de jornalistas. Pra que esse povo estuda? Pra defender a si mesmos?
benê silva , São Paulo-SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 21:27:41
Carlinhos, meus cumprimentos.Bom-senso é isso. Aliás, é o que se espera de qualquer bom jornalista, ser pensante que já esquentou banquinho em muitas redações. Porém, fico abismada de ver alguns comentários rancorosos e sem razão contra uma decisão judicial da mais alta corte do país, que botou por terra mais um monturo daquela época que esse pessoal mais novo nem imagina o que foi. A pergunta é uma só: diplomista ou jornalista? Se for a segunda, tudo bem. Benvindo ao clube, Caso contrário, saia por aí exibindo o papelucho e encontre quem o contrate baseado apenas nisso, e que Deus o proteja e a nós também.
renan esteves , rio de janeiro-RJ - estudante de jornalismo
Enviado em 18/6/2009 às 20:45:26
O Alexandra, você tá falando M...! Eu acho que você já deve ter uns 40 anos, não sei. Isso que você diz não são bobagens do passado. Quantos anos voce tem?Diga me ? Se voce for mais jovem, com certeza tá falando besteira, pois nem sabe o que foi a ditadura militar. A paritr dai, reveja seus conceitos e pare para pensar. Esses jornalistas sem diploma, a qual voce tanto provoca, já deve ter te dado alguma palestra quando voce fdescobriu porque queria ser jornalista. Mas, se voce tiver mais de 30 anos pense e reflita no que disse! Você não deve nem saber o que foi a ditadura, e sim uma mulher frustrada e que ficava matando aula para fazer fofoca e depois se formou jornalista nas "coxas" e agora quer dar lição de moral? Pra cima de quem? Na Folha de São Paulo tem o Tostão, que é um excelente cronista de esportes, e não tem diploma e tem tb o Sarney, que de vez em quando escreve artigos sobre política nesse mesmo jornal. Enfim, a Folha não perdeu sua credibilidade, tanto que é um dos jornais mais lidos do país! Porque será, ein?
Claiton Gomes , Manaus-AM - Jornalista Formado em nível superior
Enviado em 18/6/2009 às 20:24:12
Sou jornalista, formado (4 anos), trabalhando de dia, e estudando à noite e de madrugada, para me tornar, de fato, um jornalista graduado. E é curioso: o único Ministro que realmente presta -como diz minha mãe-, votou a favor do diploma, mas o restante... Claiton Gomes - Jornalista graduado DRT/AM 0000249
Marcos  Correia , Campinas -SP - jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 19:45:17
Talvez essa medida faça subir o nível das redações. Afinal, os diplomados incompetentes vão começar a enfrentar a concorrência dos competentes sem diploma. Existe, sim, gente em condições de exercer o jornalismo com responsabilidade e competência.
Alexandra  Marques , Balneário Camboriú-SC - Jornalista
Enviado em 18/6/2009 às 19:39:58
Mais um palpiteiro falando asneiras. Ressuscitando bobagens do passado para justificar o presente. Por gentileza, deixe a sua cretinice de lado e vá "perder tempo" cursando uma faculdade de jornalistamo para adquirir um canudo! Já que é só assim que vc vê a faculdade, como uma fonte de canudo. O seu médico, seu dentista, oftalmologista, psiquiatra, todos só foram para a faculdade para somente adquirir um canudo? Ou só jornalista foi pra faculdade para adquirir um canudo. Esses Ministros estão fazendo o velho jogo sujo da politicagem barata. Não seja idiota! Reflita!
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Carlos Brickmann

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