ARMAZÉM LITERÁRIO

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Falemos sobre os mortos

Prezado Deonísio da Silva, você tem razão. O enfoque é este: falar sobre os mortos, que, afinal, não reclamam e não esperneiam (às vezes...), e sobre eles há vasta bibliografia que facilita a "pesquisa". Eu vivo ainda uma situação especial: como nasci e vivo abaixo do Mampituba (rio que separa a "República de Piratini" do Brasil, como você sabe muito bem), passei a ser pelo menos conhecido no "país vizinho" depois de Nau Capitânia, a biografia de Pedro Álvares Cabral, porque fui editado pela Record, uma grande editora nacional.

Deixo com você a tarefa de dizer se o livro é bom ou não e se merecia o Prêmio Casa de Las Américas, ou qualquer outra distinção. Mas veja bem: escrevi 6 livros antes disso. Comecei em 1970, com Brasil por linhas tortas, e daí segui em frente com outros cinco títulos. Para não chatear possíveis leitores, os títulos estão disponíveis em meu endereço na internet <www.waltergalvani.com.br>. O certo é que a "media", ou "mídia", como queiram, passou a me tratar muito bem, por sinal, depois de 30 anos de carreira literária e 47 de jornalismo. Quase meio século. E ainda com os problemas de ser pouco destacado localmente, às vezes por "concorrência", e outras por motivos ainda mais infantis. Mas, é assim mesmo. Isto também dá um romance. Como estou ocupado noutro trabalho, não escreverei sobre isto por enquanto. Até por achar perda de tempo.

Parabéns e graças a Deus que existe o Observatório da Imprensa. Precisamos de muitos telescópios... Abraços

Walter Galvani



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