| |||
|
ARMAZÉM LITERÁRIO
CORREIO BRAZILIENSE, A COLEÇÃO Luiz Egypto
O Correio era mensal, encadernado em brochura, e seu editor produzia sozinho as 100 páginas, em média, de cada exemplar. O periódico circulava clandestinamente no Brasil (onde chegava 40 dias depois da impressão) junto a um restrito público leitor – até porque era uma publicação considerada cara. Foi publicado regularmente até 1822, num total de 175 números. Os exemplares remanescentes do Correio Braziliense são poucos e dispersos. Mas pelo menos duas coleções completas – e em bom estado – do jornal-fundador da imprensa brasileiras estão zelosamente preservadas: uma, na Biblioteca Nacional, no Rio, e outra numa das várias estantes do bibliófilo José Mindlin, em São Paulo. Esta última serviu de base para um projeto arrojado, iniciado em junho de 2001 e que agora chega ao final: a reprodução fac-similar, em livro, da coleção do Correio Braziliense ou Armazém Literário. São 31 volumes (mais um de prova bibliográfica), dos quais 29 trazem os 175 exemplares do jornal; um, o de nº 31, contém um índice remissivo completo do Correio, organizado pela Biblioteca Nacional; e, o volume 30, em dois tomos, uma cronologia e notas genealógicas seguidas de 16 ensaios inéditos sobre Hipólito, seu jornal e sua época. A empreitada é uma edição da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, que no seu início contou com a participação do jornal Correio Braziliense (dos Diários Associados, de Brasília). A coleção foi organizada por Alberto Dines e é uma realização Observatório da Imprensa e do Labjor-Unicamp. A tiragem de cada volume é de 3.500 exemplares, em sua maioria destinados a universidades, escolas de jornalismo, bibliotecas públicas e centros de estudo. Uma parte deles foi separada para a venda. Mais informações podem ser obtidas na livraria virtual da Imprensa Oficial de São Paulo, em <www.imprensaoficial.com.br>, ou pelo telefone 0800 123401. A partir da próxima edição, este Observatório inicia uma série que reproduzirá os ensaios publicados no volume 30 da coleção do Correio Braziliense. | |||