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HIPÓLITO, A PESSOA
Notas genealógicas – o ramo brasileiro

Fernando Hippolyto da Costa (*)

Para melhor compreensão da história do jornalista Hipólito da Costa, além de seus descendentes brasileiros, relacionaremos aqui os seus ascendentes.

Foram seus pais Félix da Costa Furtado de Mendonça e Ana Josefa Pereira de Mesquita.

Os avós paternos de Hipólito chamavam-se Jorge Antonio da Costa Soares e Ana Maria Furtada de
Mendonça. Os avós maternos, Vicente Pereira e Magdalena Martins Pinta de Mesquita, nasceram na freguesia de Alfândega da Fé, arcebispado de Braga, em Portugal, e vieram para a Colônia do Sacramento no começo do século XVIII, sendo Ana Josefa Pereira de Mesquita, mãe de Hipólito, a mais nova de uma série de três filhos.

Os pais de Hipólito casaram-se em 16 de junho de 1773, na Colônia do Sacramento, onde residiam. Eram de procedências diferentes. Félix, o pai, nasceu em 1735, em Nossa Senhora de Nazaré de Saquarema, Rio de Janeiro, e Ana, a mãe, na Colônia do Sacramento, em 5 de setembro de 1741, sendo batizada em 14 do mesmo mês. Tiveram três filhos: Hipólito José da Costa Pereira, Felício Joaquim da Costa Pereira e José Saturnino da Costa Pereira.

Félix faleceu aos 84 anos, em 27 de junho de 1819, em Pelotas, Rio Grande do Sul. A data de falecimento de Ana Josefa é desconhecida.

Hipólito da Costa nasceu em 25 de março de 1774, na Colônia do Sacramento, e faleceu em 11 de setembro de 1823, em Londres, portanto com 49 anos de idade. Hipólito foi batizado em 2 de abril de 1774, na matriz de Colônia do Sacramento, pelo vigário João de Almeida Cardoso, sendo testemunhas o padre Antonio Pereira de Mesquita, seu tio por parte de mãe, e a senhora Ludovina Joana, esposa do alferes Custódio Francisco da Costa.

Seu nome foi registrado com diferentes grafias. Na certidão de batismo, está grafado como Hypolito. O testamento de seu pai o refere como Hipólito José da Costa Pereira. Na placa de mármore embutida na parede da igreja onde foi sepultado na Inglaterra (St. Mary the Virgin, em Hurley-on-Thames, condado de Berkshire), o nome está gravado como Hippolyto Joseph da Costa.

O segundo filho de Félix e Ana, e irmão de Hipólito, foi Felício Joaquim da Costa Pereira, que veio a tornar-se padre e o primeiro vigário da paróquia de São Francisco de Paula de Pelotas, Rio Grande do Sul. Nasceu em Buenos Aires, em 1776, e faleceu em Pelotas a 11 de outubro de 1818, aos 42 anos de idade, cinco anos antes da morte de Hipólito. (Segundo Rizzini, teria nascido em 1777 e falecido em 1819.) O terceiro filho chamou-se José Saturnino da Costa Pereira, nascido em 1778, na freguesia do Rio Grande, e falecido em 9 de setembro de 1852, no Rio de Janeiro, 29 anos após a morte de Hipólito. Formado em matemática pela universidade de Coimbra, foi professor, deputado às Cortes de Lisboa, presidente da província de Mato Grosso, senador do Império e ministro da Guerra durante o gabinete de Diogo Antonio Feijó. Morreu em 6 de janeiro de 1852, mas há divergências quanto a essa data.

Descendência brasileira

José Félix da Costa foi o primeiro filho de Hipólito. Nasceu de uma união amorosa, tanto quanto se sabe não oficializada, com uma inglesa cujo nome nem os biógrafos apontam. Supõem eles que essa "ligação afetiva longa" tenha sido com a filha de W. Lewis, que imprimia trabalhos de Hipólito em Londres, a qual pouco tempo depois faleceu.

Antes do casamento de Hipólito com Mary Ann Troughton, na Inglaterra, o menino Félix foi encaminhado ao Brasil a fim de ser criado pelo tio José Saturnino da Costa Pereira. Ele foi entregue aos cuidados do capitão James Northon, comandante do navio Mary, que deixou a Inglaterra em 4 de maio e 1817. Félix estava então com 10 anos de idade.

Entrou para a Marinha Imperial brasileira em 1824, aos 17 anos; foi promovido a segundo tenente em 31 de dezembro de 1826; e veio a dar baixa do serviço ativo da Marinha em 29 de outubro de 1827.

Deixou grande descendência no Brasil. Há registros nas cidades de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Goianá, Rio Novo, Astolfo Dutra, Pomba, Cataguazes e Além-Paraíba. É desconhecido o nome da esposa de Félix, que deu origem à descendência brasileira.

Ainda não foi possível identificar o nome do filho de Félix e pai de Manoel Hippólyto. Sabe-se que o sobrenome é Hipólito Simões da Costa, pois a esposa chamava-se Cândida Ladeira Simões da Costa. Esta é a segunda geração.

Tornando-se viúva, Cândida voltou a casar, com José de Matos, de nacionalidade portuguesa. Ela era irmã de Belarmino Dias Ladeira (casado com Carlota Dias Ladeira), cuja filha Preciliana casou-se com Manoel Hippólyto Simões da Costa, bisneto do jornalista Hipólito. Este nível configura a terceira geração e começa então o registro HIPPÓLYTO em lugar de HIPÓLITO.

O bisneto Manoel Hippólyto Simões da Costa nasceu em Astolfo Dutra, Minas Gerais, em data não identificada e faleceu a 15 de setembro de 1910. Casou-se com Preciliana, que em solteira chamava-se Preciliana Dias Ladeira, e faleceu em 3 de junho de 1907. Documentos divergem quanto à grafia de seu nome: Preciliana Ladeira Hippólyto da Costa ou Preciliana Ladeira Simões da Costa.

A quarta geração (trinetos de Hipólito) já é mais numerosa: Aristotelina, casada com Palmério (sem outras informações); João Hippólyto Simões da Costa, casado com Maria de Lourdes Castello Branco da Costa; Aristóteles Hippólyto Simões da Costa, casado com Eugênia; Sebastião Hippólyto Simões da Costa, casado com Letícia; Nízia Garoni, casada com Garoni (sem outras informações); Alcype Hippólyto Simões da Costa, casada com Alfredo Mattei; Maria Deoti, casada com José Deoti.

Formando a quinta geração (tetranetos), estão vivos: Maria Antonieta e Fernando (de João/Maria de Lourdes); Jorge e Lurdinha (de Aristóteles/Eugênia); Azaury e Moacyr (de Alcype/Alfredo).

Um quadro geral poderá auxiliar a compreensão da descendênca brasileira de Hipólito. É o que oferecemos adiante:

(*) Coronel-aviador, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, é tetraneto de Hipólito da Costa, e autor de Santos Dumont, história e iconografia (2ª ed., 1999) e Síntese cronológica da aeronáutica brasileira, 1685-1941 (1º vol., 2000), entre outros

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