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VIOLÊNCIA
Comunique-se

"Repórteres agredidos em enterro de rapper", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 29/1/03

"O repórter fotográfico Gilberto Marques e o repórter Ciro Bonilha, do jornal Agora São Paulo, foram agredidos e roubados na tarde deste domingo, dia 26/01, por um grupo de pessoas que participou do enterro do rapper Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage, no Cemitério Campo Grande, zona sul de São Paulo.

Por volta das 13h, quando a equipe de reportagem chegou ao cemitério, pessoas que se diziam amigas do rapper ameaçaram Bonilha e Marques dizendo que estavam proibidas fotos do enterro. Diante disso, o fotógrafo guardou o equipamento. A família já havia solicitado à direção do cemitério para que não fosse permitida a entrada da imprensa. No entanto, segundo os jornalistas, um amigo do rapper assassinado permitiu que Marques e Bonilha entrassem no velório, contanto que não fossem feitas imagens e entrevistas. No momento que os jornalistas se aproximaram no caixão, uma familiar, que não quis se identificar, alertou aos demais na sala sobre a presença deles. Com isso, Bonilha e Marques mantiveram distância durante o cortejo.

O fotógrafo foi até o lado de fora do cemitério para fazer imagens das pessoas que assistiam o enterro. Instantes depois, Marques foi aborado por um homem que exigiu os filmes dele. O fotógrafo explicou que não havia feito fotos dentro do cemitério, como a família pediu, e se negou a entregar o material. Em seguida, os repórteres decidiram sair do locale pediram a um guarda civil metropolitano que os acompanhasse. Mas o guarda nem chegou a ir até o carro. Quando o motorista do carro da reportagem, Osvaldo Dias da Silva, preparava-se para sair, cerca de 10 homens abriram as portas do veículo gritando ‘Dêem a fita’.

Eles puxaram, já com as portas abertas, a bolsa com material de Marques, que ainda levou socos e pontapés. Outro integrante do grupo agressor se dirigiu a Bonilha, levantou a camisa e exibiu uma arma presa à cintura. Em seguida, ele tomou a bolsa de repórter, na qual havia documentos pessoais, talão de cheques, cartões bancários e o crachá de identificação. Quando os guardas chegaram armados, o grupo de espalhou e todos os agressores conseguiram fugir.

Marques sofreu escoriações no rosto e nos braços, além de ficar com um hematoma na cabeça. O caso foi registrado no 27º DP (Campo Belo), mas será investigado pelo 99º DP (Congonhas)."

 

ANJ E LULA
Comunique-se

"ANJ se reúne com Lula", copyright Comunique-se, 30/1/03

"A direção da ANJ - Associação Nacional de Jornais - teve audiência com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (30/01) para, a exemplo de outros setores da economia, apresentar a entidade e discutir focos de sua atuação, voltada permanentemente para a liberdade de imprensa, a valorização da cidadania e o fortalecimento do meio jornal.

Dentre os temas levantados, a liberdade de imprensa e a importância econômica, cultural, social, política e estratégica dos jornais. Ao tratar com o presidente Lula a respeito da liberdade de imprensa, os dirigentes da ANJ discorreram sobre a importância da compreensão e do apoio de todas as esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para essa luta, garantia maior dos direitos do cidadão. Foi entregue ao presidente uma cópia do Relatório de Atividades da ANJ 2000 a 2002, destacando-se a Declaração de Chapultepec, que expressa os princípios internacionalmente consagrados de liberdade de expressão.

A ANJ lembrou que as empresas do meio jornal contribuem com propostas sociais que visam a erradicação do analfabetismo e a melhoria da qualidade do ensino no país, e relatou que as 37 maiores empresas jornalísticas associadas investem fortemente no Programa Jornal na Educação, que chega a 8.500 escolas e 3 milhões e meio de alunos em todo território nacional. A Associação Nacional de Jornais reiterou seu apoio, a exemplo das outras entidades da mídia, ao Programa Fome Zero.

Foi ressaltada a importância dos jornais como promotores do desenvolvimento da economia nacional ao refletir e debater as condições econômicas, ao fornecer informações aos demais agentes econômicos e ao veicular oportunidades de negócios, aproximando vendedores e compradores, e colaborando, direta ou indiretamente, para a geração de empregos.

A indústria brasileira de jornais é um importante setor econômico por suas próprias condições, assegurando ao mercado produtos de qualidade comparável aos melhores do mundo e é uma indústria de mão-de-obra intensiva. O setor tem presença nacional, pois os jornais brasileiros circulam em todas as cidades com mais de 10 mil habitantes e alcançam a quase totalidade dos municípios, levando informação, cultura e oportunidade de negócios.

Na audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a direção da entidade mencionou as dificuldades por que passa o setor da mídia, resultado da queda da atividade econômica no país, da retração do mercado publicitário, da desvalorização da moeda e de seus efeitos no endividamento para sua modernização tecnológica.

A visita foi uma oportunidade para debater as peculiaridades do meio jornal e a forma de atuação da ANJ em favor dos seus associados, como sua contribuição para a independência e o fortalecimento das empresas jornalísticas, que são a base da liberdade de imprensa.

A Associação Nacional de Jornais congrega atualmente empresas que representam 90% da circulação diária do país, num total de 35 milhões de leitores/dia."

 

O Globo

"Lula recebe dirigentes de jornais", copyright O Globo, 31/1/03

"A diretoria da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) teve ontem de manhã sua primeira audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu a cópia do relatório de atividades da entidade entre 2000 e 2002. No encontro, realizado no Palácio do Planalto durante uma hora e meia, os dirigentes da ANJ destacaram a importância da compreensão e do apoio de todas as esferas de poder - Executivo, Legislativo e Judiciário - para a liberdade de imprensa.

- Viemos apresentar os objetivos da associação e estreitar a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - disse o presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto, diretor-superintendente do grupo Estado.

No encontro foram discutidos assuntos como a liberdade de imprensa e a importância econômica, cultural, social, política e estratégica dos jornais. Foram abordadas ainda algumas dificuldades do setor. Os diretores da entidade - que representa 120 jornais do país e 90% da circulação diária, com 35 milhões de leitores/dia - disseram que houve uma retração do mercado publicitário, como resultado da queda da atividade econômica no país. Além disso, a desvalorização do real em relação ao dólar teve efeitos diretos no endividamento feito pelas empresas de mídia para a modernização tecnológica.

Ao sair do encontro, o presidente da ANJ disse, em relação à distribuição de publicidade governamental para a mídia, que a entidade defende que ela seja feita da forma mais técnica possível.

Além de Mesquita, participaram do encontro os vice-presidentes da ANJ: João Roberto Marinho (Globo), Mário Gusmão (Grupo Sinos, de Novo Hamburgo), Carlos Lindemberg Neto (Gazeta de Vitória), Luiz Frias (Folha de São Paulo), Nelson Sirotsky (RBS), Sylvino de Godoy Neto (Rede Anhangüera, de Campinas), e o diretor-executivo Fernando Martins."


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