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REICHSTUL NA GLOBO
Jornal do Brasil
"Reichstul assume para mudar Globo", copyright Jornal do Brasil, 28/02/02
"Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, vai assumir o comando da Globopar, a nave-mãe das Organizações Globo. Ele terá ‘amplos poderes’, segundo nota da empresa, para fazer mudanças societárias, organização e de capital. O grupo acumula dívida superior a US$ 2,4 bilhões. As vendas líquidas somadas (de US$ 860 milhões), das quais dois terços pertencem à Rede Globo de Televisão, foram 13% menores no ano passado, em comparação com os resultados de 2000. O lucro antes dos impostos (de US$ 68 milhões) ficou 34% abaixo da expectativa dos acionistas.
O desafio de Reichstul vai ser a execução de um projeto de ampla reestruturação societária e de capital - o que inclui a possibilidade de associações com investidores estrangeiros. Isso deverá resultar, também, em mudanças na forma de organização operacional das empresas. O objetivo, segundo a Globopar, é não perder a liderança do setor de mídia na América Latina."
Folha de S. Paulo
"Economista e banqueiro assumirá a Globopar", copyright Folha de S. Paulo, 28/02/02
"O ex-presidente da Petrobras Henri Philippe Reichstul foi contratado para comandar o processo de reestruturação das Organizações Globo. Reichstul vai assumir a presidência da Globopar, ‘com amplos poderes dados pelos acionistas para essa reestruturação’, segundo nota divulgada na noite de ontem pela empresa.
As Organizações Globo estão divididas em quatro grandes operações: a TV Globo, o Sistema Globo de Rádio, a Infoglobo (jornais) e a Globopar, que controla as participações da família Marinho em outros negócios.
Estão sob o guarda-chuva da Globopar o Projac (central de produção de televisão), TV paga (Sky), Globo.com (internet), editoras, gravadoras, Globo Cabo (TV paga, Net, e transmissão de dados), entre outras empresas.
Segundo a Folha apurou, Reichstul será encarregado de resolver os problemas financeiros de algumas empresas da Globopar. Os negócios de TV, rádio e jornais continuam sob o controle direto da família Marinho. A Globo Cabo, a maior operadora de TV a cabo do país, e a Globo.com devem ser as primeiras empreitadas financeiras de Reichstul.
Em dezembro, a Globo Cabo negociava os pontos finais de um acordo de renegociação de sua dívida de curto prazo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Segundo informações do mercado, a renegociação com o BNDES era parte de um esforço da Globo Cabo para alongar ao máximo todas as suas dívidas de curto prazo, que somavam, em 30 de setembro, R$ 633,17 milhões. Nos nove primeiros meses do ano passado, o prejuízo da empresa foi de R$ 659,5 milhões.
Há duas semanas, a Telecom Italia anunciou que havia reavaliado as ações que detêm na Globo.com ‘para zero’. Em junho de 2000, a Telecom Italia pagou US$ 810 milhões por 30% da Globo.com. No balanço de 2001, os italianos desvalorizaram contabilmente os papéis em US$ 792 milhões.
Quarentena
Antes de aceitar o convite dos Marinho, Reichstul consultou Piquet Carneiro, presidente da Comissão de Ética Pública do governo federal. O economista e banqueiro presidiu a Petrobras de março de 1998 até 2 de janeiro passado.
Pelas normas do Código de Conduta da Alta Administração Federal, ele, a princípio, seria obrigado a permanecer de quarentena durante quatro meses após deixar o cargo.
Segundo Carneiro, Reichstul foi dispensado da quarentena por ter aceito um emprego em ramo de negócios diferente daquele em que atuava quando no serviço público."
DC
"Globo vai pulverizar ações em bolsa de valores", copyright Folha de S. Paulo, 27/02/02
"A TV Globo, maior empresa de televisão do país, se prepara para vender ações em bolsas de valores até o final deste ano.
Executivos da emissora já traçaram a estratégia diante da perspectiva de aprovação, até maio, de projeto de emenda constitucional que abre empresas de comunicação a pessoas jurídicas nacionais (100% do capital) e estrangeiras (até 30%). Atualmente, empresas de comunicação só podem pertencer a pessoas físicas brasileiras.
Para não correr o risco de perder o controle administrativo e do conteúdo, a Globo vai optar por ações em bolsas de valores. Poderá até ter algum grande sócio internacional (como a Telefônica, com quem já é parceira na Globo Endemol S.A.), mas esse sócio deverá ter participação pequena.
A emissora deverá oferecer, primeiro, ações preferenciais, que não dão direito a voto, mas garantem prioridade ao portador no pagamento de dividendos.
Analistas acreditam que outras emissoras, como o SBT, irão preferir sócios internacionais.
Evandro Guimarães, vice-presidente das Organizações Globo, afirma que a primeira consequência da aprovação da emenda será a modernização da estrutura societária (com a participação de empresas de outros ramos em grupos familiares de comunicação, principalmente regionais), seguida pela abertura ao capital nacional em bolsas e, por último, ao capital estrangeiro."
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