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IBOPE & MERCADO
Renato Cruz

"Anatel sugere parceria com TV paga", copyright O Estado de S. Paulo, 2/10/01

"As operadoras de telecomunicações deveriam usar as redes das companhias de TV por assinatura ao expandirem sua atuação no próximo ano, segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Navarro Guerreiro. ‘Esta seria uma boa alternativa para atender às cidades com mais de 200 mil habitantes’, afirmou ontem, durante abertura do evento ABTA 2001, organizado pela Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura.

Um para cada cem - As exigências do regulamento para a abertura do mercado de telefonia fixa - que foi objeto de consulta pública no mês passado - foram criticadas pelas operadoras. Novas concorrentes de telefonia fixa (ou as operadoras atuais em outros mercados) precisariam atender, num período de três anos, a todas as cidades com mais de 200 mil habitantes, atingindo densidade de um telefone para cada cem habitantes.

Renato Navarro Guerreiro discorda de que as exigências seriam excessivas. ‘Não podemos deixar de passar a oportunidade de incentivar a competição no acesso local. As espelhos não deram o resultado esperado.

Precisamos fazer com que, em determinados mercados, haja um competidor visível’, explicou o presidente da Anatel, acrescentando que a obrigação de atendimento vale para cerca de 100 cidades em todo o País.

Qualidade dos serviços - Para o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira, a competição já existe e, no próximo ano, será o momento de aumentar a qualidade dos serviços. ‘As concessionárias são empresas sólidas e fortes, que irão oferecer alternativas relevantes em outras áreas.’ Ferreira enxerga mais espaço para parcerias do que para competição entre empresas de telefonia e de TV a cabo.

O presidente da Anatel ainda apontou a possibilidade de parcerias com as empresas de telefonia como uma maneira de as companhias de TV paga aumentarem sua rentabilidade, aproveitando a infra-estrutura existente.

O presidente da ABTA, Moysés Pluciennik, considera que operar serviços de voz no próximo ano representaria investimento adicional, num momento em que as companhias não conseguem fazer novas captações devido às condições do mercado internacional."

 

Daniel Castro

"Rede TV! empata com a Bandeirantes no Ibope", copyright Folha de S. Paulo, 6/10/01

"A TV Bandeirantes perdeu o terceiro lugar no ranking de audiência das emissoras de TV para a Record, em 97, e corre o risco de ser ultrapassada, nos próximos meses, pela Rede TV!, que está no ar há menos de dois anos.

A Rede TV!, neste ano, alcançou a Band, com quem passou a dividir o quarto lugar no ranking do Ibope na Grande São Paulo. As duas emissoras acumulam, de janeiro a setembro, média diária (das 7h às 24h) de 2 pontos. A Band, que no ano passado tinha 5% da audiência de todas as TVs, caiu para 4% em 2001. A Rede TV!, que detinha 3% de audiência em 2000, subiu para 4%. A Band, no entanto, continua superando a concorrente das 18h às 24h.

A Rede TV! tende a subir no Ibope com o lançamento da programação matinal -atualmente, só exibe comerciais de manhã.

A tática da Rede TV! é vista pelo mercado como ‘de guerrilha’. Sua programação popularesca dá ibope, mas não atrai grandes anunciantes. A Band era, no ano passado, o terceiro maior faturamento das TVs brasileiras, enquanto a Rede TV! dava prejuízo. Neste semestre, a Band começou a mudar sua programação, que ficou mais popular, mas ainda não reflete nos índices do Ibope."

 

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"Capital externo vai alavancar TV, diz Ibope", copyright Folha de S. Paulo, 5/10/01

"A entrada de capital estrangeiro na mídia (TVs, jornais, revistas e rádios) brasileira vai aumentar o faturamento publicitário, incrementar a produção de conteúdo, gerar ganhos em escala, elevar a competitividade e a profissionalização e financiar novas tecnologias (como a TV digital).

São essas as conclusões do primeiro estudo sobre o impacto do capital estrangeiro na mídia nacional, realizado pelo Ibope Inteligência, nova empresa do grupo Ibope criada para comercializar análises e dados do instituto.

A pesquisa parte do pressuposto da aprovação de projeto de emenda constitucional que abre as empresas jornalísticas e de radiodifusão a até 30% de capital estrangeiro votante. O projeto, no entanto, está emperrado na Câmara dos Deputados, onde aguarda votação em plenário.

Segundo o Ibope Inteligência -que ouviu especialistas e tabulou dados e indicadores econômicos-, a participação da receita de publicidade em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) cresceria pelo menos 0,1 ponto percentual por ano. Em 2000, esse índice foi de 1,7% do PIB, ou cerca de US$ 9,1 bilhões. Mas, segundo o Ibope, poderia chegar a 2,5% em quatro anos. O aumento viria de novos anunciantes e de novos formatos.

O estudo avalia que o total de capital externo a entrar no Brasil não dependeria apenas do valor das empresas, mas de fatores macroeconômicos e do risco-país."

 

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"Brasileiro diz preferir notícia, mas vê novela", copyright Folha de S. Paulo, 3/10/01

"O programa preferido pelo brasileiro são os telejornais locais, mas o que ele vê mesmo é telenovela, principalmente a das oito da Globo. É o que conclui a pesquisa Target Group Index-2001 (TGI), que o Ibope acaba de concluir.

Apelidada no mercado de ‘oráculo’, a pesquisa ouviu 10.624 pessoas de 12 a 64 anos em 11 regiões metropolitanas do país. Além de perguntar sobre preferências dos telespectadores, o levantamento estuda hábitos de consumo de mais de 30 categorias de produtos e 3.500 marcas.

A pesquisa aponta que as telenovelas nacionais são a quarta preferência do telespectador (52% dos entrevistados declararam assisti-las com frequência). Ficaram atrás de noticiários locais (70%), noticiários nacionais (69%) e filmes de ação (58%).

O estudo mostra que a preferência do telespectador não coincide com a audiência dos programas. Em todo o país, segundo o Ibope, os noticiários locais da Globo, das 19h, ocuparam apenas a quinta colocação no ranking dos mais vistos entre janeiro e julho deste ano (com 35 pontos). A liderança nacional é da novela das oito (42 pontos, ‘Porto dos Milagres’), seguida do ‘Jornal Nacional’ (39) e da novela das sete (35)."

 

Keila Jimenez

"Aragão e Xuxa podem virar sócios no cinema", copyright O Estado de S. Paulo, 4/10/01

"Dois blockbusters do cinema nacional estão ensaiando parceira. Xuxa e Renato Aragão, que detém quatro das dez maiores bilheterias brasileiras dos últimos seis anos, estudam unir forças para investir na produção de filmes infanto-juvenis.

O negócio envolveria a criação de nova produtora (batizada inicialmente de Uniarte), sob o comando da Renato Aragão Produções, responsável pelos filmes do trapalhão, e Xuxa Produções, que faz os filmes da apresentadora.

Um dos pontos já acertado do negócio, ainda em conversação, seria que nem Xuxa nem Aragão participariam dos filmes da parceira. A intenção seria usar a nova produtora para projetos de terceiros.

A parceira, se emplacar, deve movimentar o mercado cinematográfico. Só Aragão tem no currículo sete dos dez filmes brasileiros mais vistos, em todos os tempos. Entre eles, estão Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão, (com 5,7 milhões de pessoas) e Os Saltimbacos Trapalhões (com 5,2 milhões).

Xuxa detem a maior bilheteria desde a retomada do cinema brasileiro, em 1995: Xuxa Popstar (com 2,3 milhões).

As assessorias de Renato Aragão e Xuxa disseram desconhecer a negociação e não quiseram se pronunciar sobre o assunto."


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