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VALOR À VENDA
Cidade Biz
"Globo e Folha querem vender 100% do jornal Valor Econômico", copyright Cidade Biz (www. cidadebiz.com.br), 9/05/03
"Mendonça de Barros e Daniel Dantas estariam na parada, num negócio de R$ 150 milhões O JP Morgan está no mercado procurando, oficialmente, interessados em comprar uma fatia de 30% do capital do jornal Valor Econômico, negócio hoje bancado meio a meio pelos grupos Globo e Folha de S. Paulo.
Oficiosamente, informou-se que o negócio envolve, na verdade, a venda do controle total do jornal, que foi avaliado em R$ 150 milhões.
Um empresário de São Paulo foi sondado nestes termos e se manifestou desinteressado. Soube, porém, que já teriam compulsado os números físicos e financeiros do Valor, que completou três anos no último dia 2 de maio, o ex-ministro Luis Carlos Mendonça de Barros e o financista Daniel Dantas, do Banco Opportunity.
Mendonça de Barros, hoje dono da revista República e do site de política Primeira Leitura, estaria associado ao economista e investidor André Lara Resende e a mais dois parceiros. O outro potencial interessado, Daniel Dantas, também não estaria sozinho."
REDE GLOBO EM CRISE
Antonio Machado
"Mãos amigas ajudam a Globo a acertar passivos e pendências", copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 7/05/03
"Os irmãos Roberto Irineu e João Roberto Marinho fizeram um giro rápido europeu para formalizar um negócio que já estava nos termos finais e que deverá representar um alívio da ordem de US$ 420 milhões aos cofres endividados do grupo Globo.
O que se acertou foi a devolução do direito de exclusividade de transmissão dos jogos da Copa do Mundo que havia sido firmado com o gigante alemão de TV e entretenimento Kirch Group, por sua vez o licenciado máster da FIFA por meio da subsidiária Kirch Sports.
Para sorte dos irmãos Marinho, o Kirch afundou em dívidas, seu império de mídia acabou fatiado para escapar da falência e os novos donos do braço de licenciamento e eventos têm, por outros motivos alheios à TV brasileira, interesse em facilitar as coisas para a Globo.
O Kirch Sports foi absorvido pelo grupo suíço Infront Sports & Media Group, do empresário francês Robert Louis-Dreyfus, que dirigiu a Adidas-Salomon, a rede mundial de agências de publicidade Saatchi & Saatchi e por seis anos esteve à frente da IMS, empresa de licenciamento que tinha na FIFA seu grande cliente até a entrada do Kirch Sports no circuito.
Robert Louis-Dreyfus volta, assim, a ser o grande manager dos eventos da FIFA em todo mundo, como fora no período em que mandava no futebol mundial o brasileiro João Havelange.
Sua família é dona de uma das maiores tradings de commodities do mundo e também no Brasil, onde opera através da exportadora Coinbra. Louis-Dreyfus é proprietário do Olympique, de Marselha, e amigo de Ricardo Teixeira, presidente da CBF e ex-genro de Havelange.
No fim, deu tudo certo para a Globo, como já havia dado anteriormente com a recompra, na bacia das almas, da participação de US$ 800 milhões que a Telecom Itália tinha adquirido no portal de internet Globo.com, quando a web estava no auge e se faziam negócios bilionários com as pontocom.
Os Marinho desembolsaram alguma coisa da ordem de US$ 40 milhões, mas a maior parte disso será abatida com a cessão de espaço de publicidade na Rede Globo para a TIM, braço da Telecom Itália para telefonia celular."
ASSESSORIAS
Marcos Linhares
"Paulo Fona pede demissão do GDF", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 9/05/03
"Por essa ninguém esperava. O Secretário de Comunicação do Governo do Distrito Federal (GDF), que também acumulava o cargo de porta-voz, Paulo Fona pediu demissão.
Procurado por Comunique-se, Fona afirmou que desde que assumiu como porta-voz do governo, em 29/11/02, passando por sua atuação como secretário, até sua saída, conseguiu organizar, de tal forma a comunicação do GDF, pautado por uma postura de transparência. ‘Fiz uma prestação de contas, ao governador, das quatro campanhas realizadas, em caráter emergencial, que pode servir de modelo para outras unidades da federação. Tudo o que foi pago, assim como as faturas ainda pendentes, foram devidamente identificadas. Tenho orgulho do trabalho feito’, explica.
Fona alegou que há uma luta por posições na comunicação do GDF, principalmente no que diz respeito à publicidade. Aos poucos, o jornalista foi tendo, politicamente, sua autoridade minada na secretaria.
Primeiro, de acordo com ele, Roriz desmembrou a publicidade da secretaria de comunicação, passando a mesma para a responsabilidade da recém-criada Secretaria de Relações Institucionais, cujo titular é o jornalista Hélio Doyle. ‘Por último, Roriz conversou comigo e afirmou que iria nomear Gilberto Mansur (que trabalhou no Ministério das Comunicações com Pimenta da Veiga, no governo Fernando Henrique) para o cargo de Secretário e eu ficaria como porta-voz. Em reunião com o Secretário de Governo do DF, Benjamim Roriz e com o Doyle, ficou acertado que Mansur seria nomeado secretário, e, simultaneamente, seria nomeado porta-voz. Eu aceitei. A gota d´água, no entanto, foi quando uma amiga me ligou, perguntando se eu havia lido o Diário Oficial. Quando fui checar, o governador havia me exonerado do cargo de secretário e me nomeado porta-voz. O Mansur não foi nomeado. A pasta ficou sem titular. Só que, nõ foi esse o combinado. Ninguém sequer me avisou da publicação. Fui o último a saber. Esperei 24 horas e ninguém entrou em contato comigo. Resolvi me recusar a compactuar com tal atitude’, desabafa.
O atual Secretário de Planejamento, Ricardo Penna, será o porta-voz interino do GDF. Hélio Doyle responderá como Secretário de Comunicação interino, até a nomeação de Mansur.
Breve Histórico
A disputa pelo poder na comunicação do GDF tem rendido lances surpreendentes nos últimos tempos. Durante anos, o homem de confiança de Roriz, que ocupou essa pasta, Wellington de Moraes, protagonizou embates acalorados com a mídia local, em especial com o Correio Braziliense, principal veículo na época a denunciar supostas irregularidades do governador que se auto intitula, assim como Getúlio Vargas, o ‘pai dos pobres’.
Depois, na campanha de reeleição de Roriz, Moraes teve seu nome envolvido em questões referentes à supostas invasão, ocupação e exploração comercial de terras públicas no Distrito Federal. O nome do ex-secretário teria aparecido em pedidos de investigação do STJ e do Ministério Público, baseado em escuta telefônica - realizada pela Polícia federal e autorizada judicialmente - contendo elementos que apontavam ligação existente entre o governador e a família Passos, no tocante a transações ilegais de terras pertencentes à Companhia Imobiliária de Brasília-Terracap.
Aqui faz-se necessário um parênteses, em respeito aos que não são de Brasília: segundo informações divulgadas pela própria estatal, ‘criada em 12 de dezembro de 1972, pela Lei 5.861, com a missão de administrar o patrimônio imobiliário do GDF, a TERRACAP funcionava como departamento imobiliário da Novacap, de onde foi desmembrada. Além do patrimônio de 338.367,37 hectares em terras, a empresa também herdou a nobre missão de pautar o desenvolvimento sócio-econômico local. Além disso, cuida da definição da política de uso do solo do DF aos investimentos em obras públicas e a manutenção dos espaços urbanos de Brasília e cidades vizinhas, até a regularização dos assentamentos populacionais e condomínios rurais’.
Na época, o presidente daquele órgão ligado ao GDF, o advogado Eri Varella, protagonizou um festival de troca de acusações e ameaças, algumas veladas outras não, ao governador. Do embate, Moraes saiu arranhado e perdeu o cargo. Fona assumiu como porta-voz e o jornalista André Duda (ex- Globo), então membro da equipe de Moraes, assumiu como Secretário interino, em 13/01/03.
Por nova decisão de Roriz, Duda sai da equipe de governo. Fona assume a Secretaria e acumula com a função de porta-voz. E agora, nem seis meses completos, à frente da pasta, mais um secretário cai. Resta saber como o novo ocupante do cargo vai lidar com uma das secretarias mais cobiçadas do governo Roriz.
Em tempo, o jornalista André Duda acaba de assumir a direção de jornalismo da TV Brasília. Quanto a Fona, até o momento, segundo ele mesmo confessou, está à procura de emprego."
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