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NETWAY vs. UOL
Folha de S. Paulo
"Justiça proíbe acesso direto ao UOL", copyright Folha de S. Paulo, 14/02/03
"A Justiça paraibana determinou, por meio de uma liminar, que o serviço de acesso ao provedor de internet UOL (que tem entre seus acionistas o Grupo Folha) nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo, na Paraíba, seja devolvido à empresa Netway BBS, que era parceira do provedor no Estado.
Em despacho na última terça-feira, o juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa, da 12ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa, ordenou a desconexão do número telefônico, a cargo da Telemar e da Embratel, que atende aos assinantes do UOL em João Pessoa. O juiz não comentou ontem sua decisão.
O UOL afirmou que vai recorrer da decisão. O diretor-geral de telecomunicações do UOL, Gil Torquato, disse que o contrato com a Netway havia expirado e, por isso, acertou com uma nova prestadora de serviço.
Segundo ele, a decisão judicial vai prejudicar assinantes do provedor, ‘que ficarão impedidos’ de acessar o conteúdo.
Para Torquato, a atitude do juiz é uma ‘afronta à liberdade de imprensa’. Ele disse que o contrato com Netway a expirou e não foi renovado porque a empresa oferecia um ‘serviço de qualidade inferior’.
Torquato disse que o preço que a Netway cobrava era mais do que o dobro do preço do mercado. ‘O fornecedor foi informado com a devida antecedência do fim do contrato’, afirmou o diretor-geral de telecomunicações do UOL.
O advogado da Netway, Carlos Frederico Nóbrega Farias, disse que não haverá descontinuidade do serviço oferecido pelo UOL, mas apenas uma mudança nos números de acesso.
Ele disse que o contrato com o provedor -com validade de dois anos- foi rompido, pois sua data final ainda não havia expirado.
A data que consta no contrato entre a Netway e o UOL é 2 de janeiro de 2001. Farias alega que o acordo foi assinado de fato em julho daquele ano.
Liberdade de imprensa
A ANJ (Associação Nacional de Jornais) divulgou uma nota repudiando a decisão da Justiça. Segundo a entidade, o caso configura uma ameaça à liberdade de imprensa porque impede a veiculação de conteúdo da Folha e o acesso ao Folha Online, o que caracterizaria cerceamento à liberdade de informação.
A entidade requereu que seja reformada a decisão judicial."
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"ANJ pede que decisão judicial seja revogada", copyright Folha de S. Paulo, 14/02/03
"Leia a seguir a íntegra da nota oficial divulgada pela ANJ (Associação Nacional de Jornais) sobre a decisão do juiz da 12ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa que determina a desconexão do número telefônico que atende aos assinantes do UOL na capital da Paraíba:
‘Nota à imprensa
O juiz de direito da 12ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa, Carlos Eduardo Leite Lisboa, proibiu, na última terça-feira, 11/2/03, que a Telemar mantenha no ar a rede IP (Internet Protocol) que serve o UOL nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo, no Estado da Paraíba, e ordenou a desconexão o número telefônico da Embratel que atende os assinantes do UOL em João Pessoa.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) considera que essa decisão judicial configura-se uma ameaça à liberdade de imprensa porque impede a veiculação de conteúdo da Folha de S.Paulo e o acesso à Folha Online, cerceando a liberdade de informação.
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) requer que seja reformada a decisão judicial em respeito à liberdade de imprensa e de informação, que no Brasil é constitucionalmente assegurada.
Brasília, 13 de fevereiro de 2003
Francisco Mesquita Neto, presidente da ANJ Jaime Câmara Júnior, vice-presidente da ANJ responsável pelo Comitê de Liberdade de Imprensa’"
Folha Online
"ANJ pede cassação de liminar contra o UOL", copyright Folha Online (www.folha.com.br), 12/02/03
"A ANJ (Associação Nacional de Jornais) divulgou nesta quinta-feira (14) nota à imprensa em que repudia a liminar da Justiça da Paraíba de proibir que a Telemar mantenha no ar a rede IP (Internet Protocol) que serve o UOL nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo e obrigar a desconexão do número telefônico da Embratel que atende os assinantes do UOL em João Pessoa.
A nota, assinada por Francisco Mesquita Neto, presidente da ANJ, e Jaime Câmara Júnior, vice-presidente da ANJ, considera a decisão uma ameaça à liberdade de imprensa e de informação, assegurada pela Constituição brasileira. A ANJ pede que a decisão seja revista, de modo a permitir o acesso dos internautas aos conteúdos do UOL, em especial da Folha de S.Paulo e da Folha Online.
Na prática, a decisão judicial pode prejudicar os milhares de assinantes do UOL nessas cidades. O UOL vai recorrer da decisão.
Leia, a seguir, a íntegra da nota à imprensa:
O juiz de Direito da 12ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa, Carlos Eduardo Leite Lisboa, proibiu, na última terça-feira, 11/2/03, que a Telemar mantenha no ar a rede IP (Internet Protocol) que serve o UOL nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo, no Estado da Paraíba, e ordenou a desconexão o número telefônico da Embratel que atende os assinantes do UOL em João Pessoa.
A Associação Nacional de Jornais - ANJ considera que essa decisão judicial configura-se uma ameaça à liberdade de imprensa porque impede a veiculação de conteúdo da Folha de S.Paulo e o acesso à Folha Online, cerceando a liberdade de informação.
A Associação Nacional de Jornais - ANJ requer que seja reformada a decisão judicial em respeito à liberdade de imprensa e de informação que no Brasil é constitucionalmente assegurada.
Brasília, 13 de fevereiro de 2003.
Francisco Mesquita Neto, Presidente da ANJ
Jaime Câmara Júnior, Vice Presidente da ANJ responsável pelo Comitê de Liberdade de Imprensa"
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"Juiz ordena que Telemar desconecte UOL na Paraíba", copyright Folha Online (www.folha.com.br), 12/02/03
"O juiz de Direito da 12ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa Carlos Eduardo Leite Lisboa decidiu nesta terça-feira (11) proibir que a Telemar mantenha no ar a rede IP (Internet Protocol) que serve o UOL nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Cabedelo, no Estado da Paraíba, e ordenou também que desconecte o número telefônico da Embratel que atende os assinantes do UOL em João Pessoa. Ordenou, ainda, que o UOL volte a usar os números telefônicas da empresa Netway Serviços de Informática Ltda., que era fornecedora do UOL até janeiro passado.
Por razões técnicas, a Telemar pediu 48 horas para executar a ordem. O UOL vai recorrer da decisão. Na prática, a decisão pode prejudicar os milhares de assinantes do UOL nessas cidades.
A liminar do juiz se baseou num pedido feito pela Netway. Contrariada com a decisão do UOL de não renovar o contrato, a empresa preferiu recorrer à Justiça.
O juiz que concedeu a liminar entendeu que tanto a Netway quanto os consumidores poderiam ser prejudicados pela finalização desse contrato. ‘Essa decisão é absurda e estranha. Vai prejudicar milhares de pessoas apenas para favorecer uma empresa que não presta mais serviços para o UOL’, disse Gil Torquato, diretor geral de Telecomunicações do UOL.
O UOL ampliou sua rede de acesso em janeiro, quando contratou redes IP de operadoras telefônicas locais e passou a atender 200 novas cidades. Com isso, o UOL passou a atender com números telefônicos locais 560 cidades brasileiras. É a maior rede de acesso à internet de um provedor nacional.
A contratação de redes IP representou a finalização do antigo projeto Afiliados. O projeto Afiliados, que teve início em agosto de 1998, foi importante na primeira fase de expansão do número de cidades atendidas pelo UOL. O UOL cumpriu o contrato com a Netway até o final.
A decisão de substituir os fornecedores afiliados por redes IP foi de ordem econômica e técnica. Com o passar do tempo, o custo para o UOL da manutenção do projeto afiliados perdeu o sentido comercial. As novas redes IP, que passaram a ser oferecidas pelas operadoras telefônicas, cobrem um número maior de cidades. Além disso, permitiram ao UOL implantar o acesso direto do assinante ao conteúdo do UOL, com configuração técnica específica de qualidade superior.
Por essas razões, o UOL promoveu a partir de 25 de janeiro o ‘upgrade’ na rede de atendimento de 260 cidades que já eram atendidas pelo UOL. Esses assinantes passaram a ter acesso direto ao conteúdo do UOL e, com isto, conseguem agora navegação mais rápida, entre outros benefícios técnicos.
Ao acessar qualquer endereço na Internet, o assinante agora é servido por canais de alta velocidade administrados pelo UOL. Isto faz com que a transferência de dados seja uniforme em toda a rede, com padrão superior de qualidade.
Em pesquisa feita pelo Datafolha nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro corrente com os assinantes do UOL, nas regiões em que houve a mudança das redes, 80% disseram que a facilidade de conseguir conexão, a velocidade da conexão e a facilidade em manter-se conectado ficou igual ou melhor do que antes. A margem de erro da pesquisa é de 4 pontos percentuais."
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