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PORTUGAL
Elisabete Vilar

"Guiné-Bissau Inquieta Comunidade Jornalística", copyright Público (www.publico.com.br), 15/03/03

"Abusos de poder, violações de direitos, decisões precipitadas. De todas as situações ontem descritas no encerramento do curso para profissionais da comunicação dos países lusófonos que durante mês e meio decorreu em Portugal, a da Guiné-Bissau foi a que mais inquietações originou.

Vinte e cinco jornalistas dos países africanos de língua portuguesa e de Timor-Leste estiveram num curso de formação organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Universidade Católica. Ontem, no encerramento da iniciativa, os profissionais partilharam o panorama dos ‘media’ nos seus países.

O testemunho mais tocante foi o dos jornalistas guineenses, que consideraram que, num país em que o monopólio do Estado no sector só terminou em finais de 1980, ‘a liberdade conheceu grandes oscilações’. Problemas que se registavam já sob a presidência de ‘Nino’ Vieira e que a abertura do mercado aos privados não veio resolver. Mas o período ‘mais negro’, sublinhou o jornalista guineense Ássimo Baldé, na cerimónia organizada em Lisboa, teve início depois de 1999.

Logo após as eleições que puseram Kumba Yalá no poder, surgiram os problemas com o novo chefe de governo. A primeira acção do executivo consistiu na detenção de dois jornalistas de TV por não terem lido na antena um comunicado do conselho de ministros. Quando se tornou procurador-geral da república, um ex-primeiro-ministro interrompeu uma emissão radiofónica em directo por não lhe agradar o conteúdo. O novo governo que tomou posse em Setembro agravou ainda mais o cenário: foram interrompidas as emissões da RTP África; o correspondente da TV pública portuguesa foi expulso; já em 2003 foi publicado um despacho interditando o acesso da oposição aos ‘media’ públicos e, nos últimos dias, foi suspensa e depois encerrada definitivamente a rádio privada e líder de audiências Bombolom FM.

Confessando-se numa situação ‘algo delicada’ pela frontalidade das suas afirmações, Ássimo Baldé deixou um apelo: ‘Acudam os jornalistas da Guiné-Bissau; precisamos da ajuda de todos’.

Angola, Cabo-Verde, Moçambique e São Tomé, embora superadas as questões básicas de liberdade de informação, ainda enfrentam algumas dificuldades. Dependência da importação de papel; baixos salários e falta de formação de jornalistas; tentativas de manipulação e influência; ausência de incentivos fiscais para o sector; carência de uma cultura de independência dos ‘media’; inexistência de elites e fraco índice de literacia são factores que se erguem como desafios ao exercício do jornalismo nestes estados. Mas os formandos sublinharam também que a imprensa plural ‘é cada vez mais uma realidade’ nos seus países e que a liberdade de imprensa tem andado a par da consolidação da democracia.

Sendo Timor uma das mais jovens nações do mundo, os jornalistas timorenses falaram mais dos caminhos que o futuro aponta e dos meios para o desenvolvimento de uma actividade e de uma língua - o português - que tem poucos adeptos no território.

O modo como a imprensa portuguesa revela ignorância e preconceito face às matérias africanas mereceu igualmente reparos dos jornalistas participantes."

 

António Granado

"Ponto Media", copyright Público (www.publico.com.br), 15/03/03

"Mosaic nasceu há dez anos

FEZ ONTEM exactamente dez anos que nasceu o Mosaic, o primeiro ‘browser’ para navegar na World Wide Web.

http://www.usatoday.com/tech/news/2003-03-09-internet_x.htm

Os weblogs são jornalismo?

J. D. LASICA tem um interessante texto no seu ‘New Media Musings’ a propósito da recorrente discussão sobre se os weblogs são ou não jornalismo. Um excerto: ‘O romance emergente entre weblogs e jornalismo tradicional não será um caso fácil. Leslie Walker, do ‘The Washington Post’, sugeriu recentemente que os leitores nunca poderão depender dos weblogs para notícias e informação, porque os ‘bloggers’ não respeitam os ‘mesmos princípios de equilíbrio, correcção e verdade’ do jornalismo tradicional. Um jornalista da velha guarda no ‘The Guardian’ escreveu que ‘blogging não é jornalismo. Ponto final’. Eu penso que eles estão errados’. http://www.jdlasica.com/blog/archives/2003_03_12.html

Telemóveis com câmaras podem levantar problemas a jornais

A COLUNA de Steve Outing na ‘Editor & Publisher’ de ontem é sobre os telemóveis com câmara fotográfica e as imensas aplicações que podem ter no jornalismo. Mas também sobre os problemas que aí vêm...

http://www.editorandpublisher.com/editorandpublisher/
features_columns/article_display.jsp ?vnu_content_id=1835539

Director do ‘The Guardian’ quer provedor da imprensa

DEPOIS do director do jornal ‘The Independent’, foi agora a vez do director do ‘The Guardian’ apoiar também a criação de um provedor da imprensa no Reino Unido. A mudança do sistema de fiscalização dos ‘media’ está prestes a mudar em terras de Sua Majestade...

http://media.guardian.co.uk/presspublishing/
story/0 ,7495,912088,00.html

Conferência de Bush com perguntas pré-aprovadas

AS PERGUNTAS na conferência de imprensa de George W. Bush na passada semana terão sido aprovadas com antecedência pela Casa Branca e o presidente nem sequer se deu ao trabalho de esconder que estava a seguir um guião: ‘A conferência de imprensa de Bush foi, para mim, como um mini-Alamo para o jornalismo americano, um anúncio final de que a imprensa não mais desempenha nada que se pareça com a sua função real. Particularmente revoltante foi o espectáculo da elite da imprensa nacional a submeter-se à indignidade de perguntas obviamente pré-aprovadas, com Bush nem sequer preocupado em esconder que tudo estava escrito. Abandonando a espontaneidade, Bush escolhia a ordem das questões não olhando para a sala e escolhendo as mãos no ar, mas olhando para baixo e lendo uma lista pré-determinada’.

http://www.nypress.com/16/11/news &columns/cage.cfm

Imagens da frente vão ser chocantes

COM 600 JORNALISTAS autorizados a seguir a movimentação das tropas americanas no Iraque, as imagens que virão da frente poderão não ser as mais apropriadas, alerta Mark Jurkowitz do ‘The Boston Globe’: ‘Esperamos ver grande acção na altura da guerra, e essa acção vai ser muito diferente de 1991’, diz Eason Jordan, responsável máximo das notícias na CNN. ‘Algumas imagens serão muito próximas e pessoais. Os telespectadores verão o bom, o mau e o feio; não tenho dúvidas sobre isso’. http://www.boston.com/dailyglobe2/071/living/
Headlines_would_come_from_the_front_lines %2B.shtml

CNN prepara veículos para a guerra

VALE A PENA dar uma vista de olhos nos veículos com que a CNN se prepara para cobrir a eventual guerra com o Iraque.

http://online.wsj.com/article_email/0 ,,SB10472482716492480,00.html

Regras da BBC causam controvérsia

AS NOVAS regras da BBC para a cobertura do conflito no Iraque, que incitam os jornalistas a mostrar oposição à guerra nas suas intervenções, está a causar grande controvérsia no Reino Unido.

http://media.guardian.co.uk/broadcast/story/0 ,7493,909450,00.html

Soldados com câmaras nos capacetes

CÂMARAS nos capacetes dos soldados para transmitirem imagens em directo da guerra no Iraque. Inacreditável? Nem por isso, a cadeia ABC vai fazê-lo...

http://www.timesonline.co.uk/article/0 ,,5470-602621,00.html

Novo apontador de weblogs em português

ATENÇÃO ao Blogo, um novo apontador de weblogs em português. http://blogo.no.sapo.pt/

O mais contestado anúncio do Reino Unido

QUANDO VI pela primeira vez um homem a vomitar um cão vivo, não percebi do que se tratava. Mas, logo em seguida, a frase ‘Dog breath’ [‘hálito de cão’] esclareceu-me completamente sobre as vantagens das pastilhas elásticas ‘Wrigley’. O jornal ‘The Guardian’ diz que é o mais contestado anúncio de sempre da história da televisão britânica.

http://media.guardian.co.uk/advertising/story/0 ,7492,913743,00.html

‘Sites’ de jornais apostam em necrologia multimédia

NECROLOGIA multimédia. Aqui está uma ideia para um negócio que os media não vão deixar escapar...

http://www.spokesmanreview.com/library/valley/obits/cover.asp

Weblogs em Harvard

MAIS UM artigo sobre a iniciativa da Universidade de Harvard, a propósito dos weblogs . Gosto principalmente desta imagem (passe o exagero): ‘Weblogs - ou ‘blogs’ - são a supernova da Internet no momento, com números que aumentaram exponencialmente em meses recentes’. http://www.businesstoday.com/business/technology/blog03102003.htm

Tentativa de burla em programa de televisão dá outro programa

UM CONCORRENTE tenta enganar os produtores de um programa de televisão para ganhar um milhão de libras. Os produtores ficam um pouco chateados, mas imediatamente percebem que esse facto pode dar um outro programa de televisão. Estranho mundo este.

http://media.guardian.co.uk/broadcast/story/0 ,7493,911483,00.html

Comissão Europeia chateada com ‘media’ britânicos

A REPRESENTAÇÃO da Comissão Europeia no Reino Unido está farta das estórias inventadas pelos ‘media’ britânicos sobre a burocracia da UE. Por isso, decidiu preparar um dossier que vai entregar a deputados, editores e outros ‘fazedores de opinião’, com o objectivo de corrigir essas falsidades.

http://media.guardian.co.uk/presspublishing/story/0 ,7495,911152,00.html

Weblog Awards 2003

AQUI ESTÁ a lista dos vencedores dos Weblog Awards 2003.

http://www.fairvue.com/ ?feature=awards2003"

 

Público

"Nova Directora de Informação na Lusa", copyright Público (www.publico.com.br), 15/03/03

"Deolinda Almeida foi ontem nomeada directora de Informação (DI) da Agência Lusa, no âmbito do processo de reestruturação empreendido pela novo Conselho de Administração da empresa. A jornalista, que nas últimas semanas dirigiu interinamente o Diário Digital, regressa à redacção onde trabalhou durante anos, a convite de Luís Delgado, director fundador do jornal ‘on-line’ e agora administrador executivo da agência.

O Diário Digital passou, também ontem, a ter como director o jornalista Hermínio Santos, até aqui editor executivo do jornal generalista’on-line’.

Tendo ingressado na extinta ANOP em Junho de 1982 e trabalhado na Lusa até Julho de 1999, Deolinda Almeida ocupou os cargos de chefe da delegação de Bruxelas e chefe de redacção na sede, em Lisboa. Regressa agora à empresa proveniente do Diário Digital, onde foi editora executiva e directora adjunta. A sua nomeação contou com o parecer favorável, por unanimidade, do Conselho de Redacção (CR).

A nova Direcção de Informação integra ainda os nomes de Rui Moreira e Goulart Machado, como directores adjuntos, Carlos Lobato, como subdirector, e António Bilrero, no cargo de editor executivo. A equipa de Deolinda Almeida acaba assim por ter uma composição idêntica à que trabalhou com o até aqui director de Informação, Fernando Trigo, até há poucos meses, quando um processo de avaliação encetado na redacção levou ao afastamento de Rui Moreira e António Bilrero.

Segundo as medidas anunciadas ontem na Agência, Fernando Trigo assume o lugar de director-coordenador, passando a coadjuvar Luís Delgado.

Os novos directores exercerão os cargos interinamente até ao parecer da Alta Autoridade para a Comunicação Social (AACS). A documentação necessária seguiu ontem para aquele órgão.

Estas decisões, as primeiras do novo Conselho de Administração - presidido por Almerindo Marques - são, segundo notícia divulgada pela própria agência, uma ‘solução de união’ e visam dotar a empresa de ‘maior equilíbrio e funcionalidade’, preparando-a para responder aos novos desafios.

A nova directora interina reuniu com o Conselho de Redacção, ao qual pediu parecer sobre a estrutura que dirigirá. Rui Moreira e António Bilrero obtiveram parecer favorável por unanimidade, Goulart Machado registou parecer favorável por maioria, com um voto contra. Deolinda Almeida comunicou que, dentro de uma a duas semanas apresentará o seu projecto de remodelação da redacção, indicando que este passará pela redução e fusão de algumas editorias, bem como por algumas transferências de jornalistas.

O administrador-executivo - que ontem não prestou quaisquer esclarecimentos sobre as mudanças em curso ao PÚBLICO - decidiu também extinguir a Direcção de Relações Internacionais da Agência, a cargo de Horta Lobo, que abandona a Lusa mediante rescisão voluntária de contrato.

Para o início de Abril está prevista a fusão de duas das actuais direcções da empresa."

***

"Supremo Alemão", copyright Público (www.publico.com.br), 15/03/03

"O Supremo Tribunal alemão apoiou o direito das autoridades de fazer escutas telefónicas a jornalistas que estejam em contacto com fugitivos suspeitos de crimes graves. Três jornalistas levaram o seu caso ao Supremo depois de juízes terem autorizado a colocação dos seus telemóveis sob escuta, de forma a conseguir detalhes sobre a localização dos suspeitos com quem os repórteres tinham falado. O Supremo Tribunal considerou que as medidas eram justificadas, tendo em conta a gravidade dos crimes envolvidos e a impossibilidade de recorrer a outros métodos menos drásticos. Num dos casos, a vigilância levou à captura em 1998, em França, de um antigo membro da Fracção do Exército Vermelho, Hans-Joachim Klein, que fugia da polícia há 23 anos, e que está agora a cumprir uma sentença de nove anos pela morte das três pessoas num ataque a uma reunião da OPEC, em Viena, em 1975. O outro caso envolveu dois jornalistas da televisão pública alemã que contactaram Juergen Schneider, um magnata da construção que mais tarde cumpriu pena por fraude cometida em bancos no valor de 5 mil milhões de marcos (cerca de 2,8 mil milhões de dólares a preços actuais).

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"RTP Não Recebeu Propostas de compra da NTV", copyright Público (www.publico.com.br), 15/03/03

"A RTP não recebeu qualquer proposta de compra do canal por cabo NTV dentro do novo prazo que tinha fixado, até ontem - disse ao PÚBLICO o administrador Luís Marques. ‘A RTP não foi contactada por nenhuma entidade, nem formal nem informalmente’, afirmou, acrescentando não ter sequer sido apresentada qualquer proposta para a compra apenas da marca NTV. A abertura de um novo prazo para aceitação de propostas foi decidida pela televisão pública depois das manifestações de interesse adiantadas por empresários da região do Porto. ‘Vamos continuar com o projecto existente’, disse ainda o administrador. A administração da TV pública está a trabalhar na transformação do canal numa antena de regiões e tem vindo a proceder à redução de pessoal."

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