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JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu
"Recorde no Pan", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 14/08/03
"Deu no Jornal do Brasil: ‘Santo Domingo - Por onde andam os grandes poetas? Fossem ainda vivos, o brasileiro Castro Alves, o português Luís de Camões, o espanhol Miguel de Cervantes ou o dominicano Pedro Mir não teriam de invocar as musas. Para se inspirar, bastaria que tivessem assistido no final de semana, no Parque del Este, ao conjunto brasileiro de ginástica rítmica desportiva (...)’.
O perplexo Janistraquis não leu semelhante obra-prima no próprio JB, mas no excelente blog Marinildadas (www.marinildadas.blogspot.com), o qual também reproduz outro lead, do mesmo e vibrante matutino, exemplo maior da criatividade dos anos 90 do século passado: ‘Goethe não precisaria pedir luz, mais luz ao morrer, se tivesse sido transferido às pressas para a Praia de Copacabana, que acaba de inaugurar seu novo sistema de iluminação’.
Marinilda Carvalho, titular absoluta desse blog realmente indispensável, esclarece que o histórico lead d’antanho não chegou, todavia, a ver a luz, pois o então editor Benício Medeiros houve por bem apagar a centelha literária do redator. Meu secretário lamenta até hoje: ‘Considerado, o Benício era editor insensível; lead de tal envergadura teria batido um recorde para jamais ser ameaçado em nenhum Pan-Americano’.
Este modesto colunista, que perpetrou seus leads no JB, entre 1964 e 67, concorda inteiramente: Goethe daria de 10 a 0 nos concorrentes.
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De galinhas e veados
Jogaram uma galinha preta em cima da prefeita de São Paulo e o Ministro da Justiça, homem culto que não acredita em macumba, fez declaração na qual dava a entender que o gesto do agressor era referência ao comportamento de ‘galinha’ (no sentido fescenino da palavra) que dona Martha estaria apresentando nos últimos meses. Então o Doutor Bastos garantiu: se fosse um homem que estivesse no palco e o cidadão quisesse ofendê-lo, como ofendeu a prefeita, certamente lhe atiraria um veado(o bicho) pelo meio da cara.
Contei pro Janistraquis e este, perplexo, comentou: ‘Considerado, o Ministro não sabe o que diz; ora, para que alguém jogasse um veado em cima de Sua Excelência, por exemplo, teria que driblar duas dificuldades sesquipedais: primeiro, o Ibama não permitiria o aprisionamento do veado, seria crime hediondo contra nossa fauna; depois, o bicho é muito pesado, impossível a um cidadão sem índice olímpico arremessá-lo à distância!’. É mesmo; o Ministro não entende nada de veados.
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Já foi melhor
Janistraquis fez questão de arquivar a edição 398 de Jornalistas & Cia., que nosso considerado amigo e colega aqui do Comunique-se, Edu Ribeiro, dirige e edita há alguns anos. É que, a propósito da notícia segundo a qual o contrato para arrendamento da Gazeta Mercantil estaria para ser assinado, aquele sempre bem informado boletim publicou o seguinte esclarecimento: ‘(...) A redação terá a missão de entregar diariamente, de segunda a sexta-feira, o jornal pronto e vai receber por isso.’
Meu secretário, velho lobo de outras batalhas, como dizia Oduvaldo Cozzi do genial Djalma Santos, comentou: ‘Considerado, a frase do Edu mostra o adeus à excelência do mercado de trabalho. Está tudo diferente do nosso tempo, né mesmo? Agora, é preciso informar que, se a redação trabalhar direitinho, de segunda a sexta, vai receber por isso’.
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Indesejada das gentes
O escritor Antonio Carlos Olivieri, autor(com Cristina Von)do excelente O Sexo dos Deuses - Uma versão sem censura da Mitologia grega, da editora Nova Alexandria, enviou mensagem à coluna:
‘Consideradíssimo Janistraquis: sucede que o caderno Cotidiano, da Folha, estampou o belíssimo título: Acupuntura pode livrar animais da morte. Nem li o texto, saí às ruas à procura de um acupunturista que me livrasse da ‘indesejada das gentes’, já que - mesmo não perpetrando esse tipo de títulos - também faço parte do reino animal.
O que me espanta é que tão importante descoberta da ciência oriental saísse assim, escondidinha, no caderno Cotidiano. Afinal, qualquer método que possa nos livrar da morte mereceria no mínimo a primeira página. O amigo concorda?’.
Janistraquis responde: ‘Concordo inteiramente, Olivieri, e peço licença ao truliso para esclarecer aos nossos leitores pouco chegados à poesia que ‘a indesejada das gentes’ é a morte, segundo o Mestre Manuel Bandeira.’
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De novelistas
Daniel Sottomaior, diretor de nossa sucursal paulistana, que não lê a Playboy no banheiro, mas no escritório onde trabalha, flagrou matéria na qual a revista descrevia aventuras de quatro mulheres em quatro cidades diferentes do mundo. O Caçador de Tradutores anotou: ‘A beldade de Los Angeles disse que havia escrito uma novela. ‘Aqui um novelista vale menos do que um retocador de filmes’.
Isso parece muito estranho, porque as novelas nos Estados Unidos não têm prestígio nem audiência, e o trecho dá a entender que o autor de novelas seria bem visto fora de Los Angeles. Por outro lado, muitos escritores de ficção americanos moram nessa cidade.
Enfim, tudo indica que houve uma tradução errada de ‘novel’ e ‘novelist’. Se for esse o caso, a senhorita escreveu na verdade um romance e portanto é romancista. Sim, para os gajos d’aleim maire, novela significa ‘composição literária do género romance’, mas no Brasil a palavra novela tem sentido bem diferente.’
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Meteoritos?!?!?!?!?
A Revista dos Curiosos, aquela que o Roldão adora, tropeçou mais uma vez e o diretor de nossa sucursal brasiliense estava, como sempre, mais atento que a senadora Heloisa Helena diante das iniciativas do Planalto. Ele escreveu ao diretor da Redação: ‘Texto publicado na página 52 - ‘Após atingir o solo, os fragmentos de um meteoro são chamados de meteoritos’ (sic).
Nada disso. Meteoritos são pequenos meteoros. Pelo seu pequeno tamanho em geral queimam-se ao entrar na atmosfera e nem chegam ao solo. A propósito, vale a pena lembrar o Bendengó, enorme meteoro que caiu no interior da Bahia e que está exposto no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio’.
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Nota dez
O melhor da semana tem a assinatura do Mestre Deonísio da Silva e saiu no Observatório da Imprensa, sob o título A Folha e o ex-ministro - Saudável controvérsia sobre educação:
‘Pobre Brasil! Sai governo, entra governo, e o ensino superior segue sempre na direção para onde tem caminhado nas duas últimas décadas. A persistirem os sintomas, sem que sejam administrados os remédios conhecidos, nosso destino são as cucuias’.
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Errei, sim!
‘BICHO DISTRAÍDO - Título descoberto por Wilson Moherdaui no Mural, jornal do nosso próprio sindicato: Outro título, por favor. Em 1 de 15. Foi no que deu o recado do diagramador para o editor. Comentário de Janistraquis: ‘Jornalista é bicho distraído, né, considerado?’.(abril de 1989)(N. da R.: em 1963, na edição mineira da Ultima Hora, certa vez publicaram a pauta do jornal...)"
REPORTAGEM
Eduardo Ribeiro
"A volta da grande reportagem", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 15/08/03
"Todos aqueles que abraçaram a profissão de jornalista e que amam a essência do jornalismo sonham com a volta da grande reportagem, aquela que faz a diferença, que apura com rigor, que ousa e encanta, que informa e provoca, que chega aos nossos olhos ou ouvidos com frescor e emoção.
Seria a velha escola compatível com os novos tempos? Certamente que sim, porque a velha escola, quando sábia, se renova e o bom nunca se renega.
As grandes reportagens nunca sairão de moda, embora tenham (temporariamente, esperamos) sido abandonadas nas páginas dos jornais e várias das revistas da grande imprensa. Seguram-se nas publicações alternativas e mais, digamos assim, endinheiradas, que podem fazer a ‘extravagância’ de investir num repórter por um bom tempo, para ter como retorno um trabalho jornalístico de qualidade. Estão aí, por exemplo, as publicações customizadas que investem na grande reportagem e tem um retorno excepcional do investimento feito.
Fiz esse preâmbulo para dizer que esse sabor de investir na grande reportagem está sendo sentido pelos colegas da Agência Nacional (sim, ela mesma, vinculada à Radiobrás e que também responde pela Voz do Brasil), com a série Nova radiografia da fome, produzida sob os auspícios do Banco do Nordeste (tinha de ser um banco) pela dupla Xico Sá (textos) e Ubirajara Dettmar (fotos). O projeto tem por missão compor um retrato das pessoas que vivem em condição de miséria, no interior do Brasil, sem qualquer disfarce ou maquiagem. Jornalismo de interesse público pra valer, sem qualquer viés de propaganda do governo, como, aliás, sempre deveria ocorrer em instituições como a Radiobrás e que tem na BBC, de Londres, a grande referência mundial.
O projeto foi entregue a dois profissionais de grande talento e reconhecidos por tudo que já fizeram na carreira. Xico é um dos mais experientes repórteres do País, responsável por coberturas memoráveis, muitas delas pela Folha de S. Paulo, onde trabalhou por muitos anos. E Dettmar é um dos repórteres fotográficos mais premiados do País.
As matérias que nascem do talento desta dupla são editadas pela Agência e depois distribuídas gratuitamente para toda a imprensa brasileira. A prova de que o que é bom tem sempre aproveitamento é que esse material já ganhou capa e generosas páginas internas de quase uma dezena de jornais diários de grande circulação, além de pelo menos dois dos mais importantes sites brasileiros.
Para se ter uma idéia do retorno que o projeto já deu e que justifica plenamento o investimento realizado - exatamente pela repercussão junto à opinião pública - abriram espaço para o trabalho Jornal do Brasil (RJ), Jornal do Commercio (PE), Diário de Natal (RN), Zero Hora (RS), Diário Catarinense (SC), Correio da Paraíba (PB), O Povo (CE), Gazeta de Alagoas (AL), Jornal do Tocantins (TO), Portal Terra e Último Segundo (iG).
Xico e Dettmar vão continuar por um tempo cobrindo o largo circuito da fome em nosso País, e o fruto desse trabalho será democraticamente franqueado a qualquer veículo de comunicação que desejar publicar as reportagens. Que isso sirva de estímulo para que outros projetos semelhantes sejam desenvolvidos e que incentive nossos empresários da comunicação a voltar a investir nos talentos jornalísticos."
PROPAGANDA & JORNALISMO
Carlos Chaparro
"Propaganda, a perigosa irmã gêmea", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 18/08/03
"O XIS DA QUESTÃO - Os conflitos só têm sentido e noticiabilidade se olhados, jornalisticamente, à luz dos princípios e valores que ordenam os objetivos vitais da sociedade - e quem quiser entender melhor, que leia o artigo quinto da Constituição. Por isso, ao olhar jornalístico, os conflitos sempre devem ter os lados contendores e o lado da sociedade. Quando o jornalismo assume a intenção de fazer propaganda, atraiçoa a sociedade e vilipendia o direito à informação.
1. Morte anunciada
Aqui e ali, com alguma freqüência, inclusive nos espaços de debate do Comunique-se, surgem arautos dos novos tempos, anunciando o fim do jornalismo. Alguns tentam dar fundamentos científicos ao anúncio, atribuindo o fim do jornalismo à evolução produzida pelo progresso tecnológico. Portanto, um avanço. Para eles, na sociedade da informação, organizada em redes universais por onde livremente correm as informações, ninguém precisa mais do jornalismo para saber das coisas - embora não expliquem bem o que entendem por jornalismo nem consigam diferenciar notícia e informação.
Vamos deixar essa gente se diluir em suas elucubrações. Mas há a corrente que coloca a questão em outro patamar conceitual, atribuindo o fim do jornalismo a um processo de mutação, resultante de uma irresistível amálgama com a publicidade. No invólucro rotulado de jornalismo haveria um ente híbrido, que já foi até batizado de publijornalismo, pelo jornalista Alcino Leite Neto.
Em artigo que na época produziu alguma discussão, publicado há cerca de três anos no caderno ‘Mais’, da Folha, Alcino sustentava que ‘a publicidade - com suas regras e sistemas para vender um produto - foi mimetizada pelo jornalismo e transformou a imprensa em outra coisa’. A mutação, segundo ele, extinguiu ‘todos os elementos morais ou transcendentes agregados ao jornalismo ao longo de sua história’, e que ‘não passam agora de caricatura’.
O texto desenvolve um arrazoado que pode ser considerado consistente, com argumentos inspirados nas idéias e razões ‘Novo Projeto Folha’, que havia sido divulgado com grande alarido pelo jornal.
Por coincidência ou não, o título do artigo era o seguinte: ‘O admirável novo jornalismo’.
2. Relações perigosas
O artigo de Alcino Leite Neto talvez se tenha perdido no tempo. Mas a discussão, não. Por isso a trago a este espaço, com a colocação de algumas questões que, a meu ver, deveriam ser mais debatidas, e sem preconceitos, tanto nos meios acadêmicos quanto no ambiente profissional.
a) Fronteiras porosas - Jornalismo, publicidade e propaganda integram um campo conceitual chamado de ‘informação publicística’. Nele se complementam enquanto linguagens diferenciadas, e nele atuam com intenções e ações diferentes, com fins específicos, mas com estratégias assemelhadas pelo objetivo, genericamente comum, de exercer influências na opinião pública.
O jornalismo diferencia-se pela vocação de informar, interpretar e comentar os acontecimentos que, por suas causas ou seus efeitos, interessam à sociedade e às pessoas. E essa vocação o vincula a um compromisso ético com o que se chama de interesse público, que pode ser entendido como o ideário de valores que dão sentido e razões às lutas da sociedade.
A propaganda manifesta-se em estratégias, táticas e técnicas de difundir informações e idéias pela via da sugestão emotiva, para conseguir a aceitação ou a adesão dos receptores, em benefício de objetivos específicos de alguém (pessoa ou instituição). Caracteriza-se, portanto, pelo vínculo a um determinado interesse particular, em função do qual se faz a divulgação parcial das coisas, pelos critérios da conveniência.
A publicidade trabalha com lógica semelhante à da propaganda, direcionando informações e argumentos para motivar consumidores à decisão de escolher e comprar produtos, bens e serviços, em detrimento de concorrentes, em regimes de mercado competitivo. Vincula-se, também, a interesses particulares.
Apesar das similaridades, e de algumas confusões teóricas que perturbam a discussão, propaganda e publicidade não são a mesma coisa. A publicidade é paga, tem forma de anúncio e, por isso, torna-se facilmente identificável. Já a propaganda é por natureza dissimulada, com difusão preferencialmente gratuita, utilizando formas e conteúdos do próprio jornalismo, em relação ao qual não existem, portanto, fronteiras objetivas.
Diferenciar a publicidade do jornalismo é fácil, porque o anúncio tem códigos conhecidos e universais. Mas separar jornalismo de propaganda está cada vez mais difícil - até para o jornalista, quando escreve.
Portanto, o risco de contaminação do jornalismo vem da propaganda, não da publicidade.
b) Interações inevitáveis - Na política, na economia, nos cadernos culturais, mais ainda nos cadernos ligados a ramos específicos dos negócios (turismo, agroindústria, veículos, imóveis etc.), até mesmo no esporte e no jornalismo policial, é impossível separar a informação jornalística dos efeitos propagandísticos. Porque os acontecimentos relevantes, envolvendo conflitos, sempre refletem interesses particulares em colisão, interesses normalmente legítimos e colisões convenientes à democracia. Até os conteúdos de crítica aos governos e às instituições do poder, que tantos definem como expressão do melhor ideal jornalístico, são, freqüentemente, operações bem sucedidas de propaganda da oposição - se não nos objetivos, pelo menos nos efeitos.
Quem se der ao trabalho de pesquisar e confrontar as diferentes épocas do jornalismo, chegará à inevitável conclusão de que as coisas sempre foram assim. E por uma razão muito simples: o conflito que dá alma à notícia só é conflito porque envolve e opõe interesses particulares. Hoje, muito mais do que antigamente.
3. Efeitos e intenções
O tema é amplo, recheado de tensões e contradições que submetem o jornalismo a crises complicadas. Daria pano para muitas mangas. E como, por hoje, já escrevi demais, vou encerrar com três idéias que podem ajudar a uma relação lúcida com essas questões.
1) Como o jornalismo tem na propaganda uma espécie de irmã gêmea talvez perigosa, mas inseparável, não há que temê-la, enquanto efeito do trabalho jornalístico. Exemplo: por que não entrevistar Hector Babenco sobre o seu ‘Carandiru’, obra de arte importante para a sociedade, mesmo sabendo que todas as suas respostas serão uma bela propaganda do filme? - e quanto melhor a peça jornalística, mais poderosos e eficazes serão os efeitos propagandísticos. Não faz sentido, portanto, temer a propaganda. Mas a escolha que o jornalismo não deve nem pode fazer é assumir a intenção de servir à propaganda.
2) Para a narração jornalística, o conflito sempre deve ter três lados: os dois lados contendores e o lado da sociedade, ou se preferirem, o lado dos princípios e valores em torno dos quais estão organizados os compromissos e ideais da sociedade. Aí está a instância do interesse público e da tão falada ética. Afinal, o mundo não é movido e ordenado apenas pelas energias do mercado. O homem continua a ser um ente cultural. Com os predicados de ente cultural, produz os conflitos que interessam ao jornalismo, agindo dentro deles. Mas os conflitos só têm sentido e noticiabilidade se olhados, jornalisticamente, à luz dos valores hegemônicos que inspiram e ordenam os projetos coletivos que servem aos objetivos vitais da sociedade - e quem quiser entender melhor, que leia o artigo quinto da Constituição.
3) Quando o jornalismo assume a intenção de fazer propaganda, e a serviço dessa intenção utiliza suas melhores técnicas, atraiçoa a sociedade, que dele espera veracidade e honestidade, porque o supõe confiável. Ao fazer intencionalmente propaganda, o jornalismo atraiçoa a própria natureza, porque vilipendia o direito à informação, princípio fundamental da sua estrutura de razões."
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