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UOL EM CRISE
Último Segundo / Reuters

"Prejuízo do UOL cresce 85%, para R$ 239,4 mi até setembro", copyright Último Segundo / Reuters, 15/11/02

"A holding UOL Inc, empresa da área de Internet dos grupos Folha, Abril e Portugal Telecom, apresentou um aumento de 85 por cento no prejuízo líquido dos primeiros nove meses de 2002 em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e setembro, o prejuízo da empresa -que engloba os provedores de acesso à Internet UOL e BOL, além do UOL Internacional- chegou a 239,4 milhões de reais. Nos mesmos meses do ano passado, a perda tinha sido de 129 milhões de reais.

Apesar do aumento no prejuízo, a receita líquida da holding subiu de 264 milhões de reais para 329,48 milhões de reais na mesma comparação.

O provedor da holding encerrou o primeiro semestre deste ano com 1,514 milhão de assinantes pagantes e na liderança de audiência do ranking da empresa de pesquisa Ibope eRatings. Até setembro do ano passado, o número de usuários da empresa era de 1,316 milhão.

No começo deste mês, diretor-geral do UOL, Caio Túlio Costa, deixou o cargo após seis anos na direção da empresa e foi substituído por Claus Vieira, que comandava o braço argentino da empresa, o UOL Sinectics.

No início da segunda metade do ano, o UOL afirmou ter expectativa de alcançar resultado operacional positivo ainda em 2002. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, no entanto, o UOL acumula um prejuízo operacional de 232,7 milhões de reais."

 

CORREIO EM CRISE
Comunique-se

"Correio Braziliense fecha sucursal de SP", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 14/11/02

"O Correio Braziliense não tem mais sucursal em São Paulo desde esta quinta-feira (14/11). Armando Mendes, diretor de redação da sucursal, foi chamado à sede do jornal, em Brasília, onde foi comunicado da decisão nesta manhã.

Segundo disse o jornalista a Comunique-se, a direção do Correio Braziliense alegou que o fechamento da sucursal foi uma medida para cortar custos. Além de Mendes, a redação de São Paulo era composta por três repórteres e um fotógrafo, e não por mais outros cinco jornalistas, conforme havia sido noticiado anteriomente nesta matéria. No setor adminsitrativo trabalhavam três pessoas.

Comunique-se está tentando falar com o diretor de redação do Correio, Josemar Gimenez, que até o fechamento da matéria estava em reunião.

Crise - Após tentar publicar denúncias que associavam o governador reeleito do Distrito Federal, Joaquim Roriz, à máfia da grilagem, o Correio Braziliense viu-se em meio a uma crise cujo desfecho foi a saída de Paulo Cabral da presidência do diário e de Ricardo Noblat do cargo de diretor de redação. Desde 01/11, Josemar Gimenez acumula os cargos diretor de redação do Estado de Minas e do Correio. A presidência do jornal ficou com Álvaro Teixeira da Costa.

Cabral, que também é condômino dos Diários Associados, oficializou sua saída do jornal em 23/10, após receber uma moção de censura assinado por 13 dos 19 condôminos, que afirmavam desaprovar a maneira como o Correio vinha sendo conduzido. Cabral sentiu-se desmoralizado e não aceitou continuar na presidência do diário.

No mesmo documento, os condôminos desaprovaram o afastamento de Ari Cunha do cargo de vice-presidente do Correio. Algumas semanas antes, o jornalista participara do programa eleitoral da coligação que apoiava Joaquim Roriz. Durante o programa, Cunha fez acusações a Noblat e Cabral, afirmando que ambos utilizaram ilegalmente R$ 172 milhões dos R$ 225 milhões liberados pela União pela cassação da Rádio Diário de Pernambuco."

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