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FUTEBOL NA TV
Comunique-se
"Transmissão do Campeonato Paulista é da TV Globo", copyright Comunique-se <www.comunique-se.com.br>, 17/1/2003
"O Juiz da 29ª Vara Cível Central de São Paulo, Marco Antonio Boscaro, concedeu liminar permitindo que a transmissão do Campeonato Paulista de Futebol de 2003 seja feita pela TV Globo. O juiz proíbe a Federação Paulista de Futebol de autorizar qualquer outra emissora a exibir o campeonato.
A conclusão emitida pela Justiça afirma que a Federação Paulista violou a norma contratual ao ceder os direitos de transmissão ao SBT, emissora de TV concorrente da carioca, não permitindo que a TV Globo exercesse seu direito de preferência. Fonte: Central Globo de Comunicação – SP"
LONDRES – DOHA
Comunique-se
"BBC e Al Jazeera fazem parceria", copyright Comunique-se <www.comunique-se.com.br>, 17/1/2003
"A BBC e a Al Jazeera, rede de TV por satélite baseada no Qatar, fecharam um acordo de cooperação. Elas vão compartilhar material jornalístico e instalações. O acordo prevê ainda que a BBC vai ajudar a nova parceira a lançar seu site, em inglês, no próximo mês.
Al Jazeera tem sido fortemente criticada em Washington pela cobertura que tem feito sobre o conflito entre judeus e palestinos. Além disso, a TV é acusada de alimentar o terrorismo ao mostrar vídeos de Bin Laden e seus comparsas. Mas nada disso fez com que a BBC desistisse do acordo. Segundo o porta-voz da TV inglesa, qualquer crítica a Al Jazeera é problema deles, além disso, a TV está construindo uma reputação crescente de indepedência. A TV árabe tem escritórios em Kabul, no Afeganistão e em Bagdá, fator que acaba sendo muito importante, caso exploda uma guerra no Iraque."
CARTAS DE LEITORES
Folha de S.Paulo
"Marilene Felinto", Painel do Leitor, copyright Folha de S.Paulo, 18/1/03
‘É com imenso pesar que li, no ‘Painel de Leitor’ de ontem, sobre a defenestração da maior voz que se entrincheirava no jornal, denunciante dos abusos que espoliam o povo. Exorto a todos os seus milhões de leitores que bradem pelo retorno de nosso alento, de nossa escora, de nossa lança, de nossa couraça.’ Isnard Camara de Oliveira (Bragança Paulista, SP)
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‘O fato de a Folha deixar de ter em sua equipe de articulistas uma pessoa como Marilene Felinto é a prova mais significativa do caos cultural em que nos encontramos. Todos os esforços deveriam ser feitos pela direção do jornal para que uma pessoa de tal estirpe pudesse ser mantida. Perdem os leitores/contribuintes/gente de bem, esperançosos de um mundo melhor. Lastimável.’ Daniel Augusto Jr. (São Paulo, SP)"
ILUSÕES ARMADAS
Leandro Konder
"A ditadura envergonhada e sem-vergonha – 1", copyright Jornal do Brasil, 18/1/03
"Há muitos anos, tem se ouvido falar do livro do Elio Gaspari sobre a ditadura. Havia pessoas com expectativas favoráveis e havia céticos, desconfiados de que a montanha ia parir um rato. Agora que os dois primeiros volumes foram publicados, o trabalho pode ser finalmente lido e avaliado pelos que o aguardavam.
Duas restrições preconceituosas, que vinham sendo feitas antes da leitura da obra, revelaram-se inteiramente infundadas: a da pretensão exagerada e a de uma cumplicidade com Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva.
O livro não pretende ser um estudo de história da ditadura em geral. Não se dispõe a ser uma análise de suas condições sócio-econômicas e político-culturais. O autor adverte logo nas primeiras páginas que o que ele pretende é dar uma contribuição à história da participação dos militares na montagem e desmontagem da máquina repressora que funcionou de 1964 até 1984.
Elio se tornou amigo pessoal de Golbery e de Geisel, que lhe legaram arquivos riquíssimos de informações preciosas (também Heitor Aquino Ferreira, secretário de Golbery, proporcionou-lhe acesso a um material sabiamente aproveitado). O fato de reconhecer em seus dois personagens prediletos qualidades que os destacam dos demais não leva, contudo, o autor a sonegar informações desfavoráveis a ambos: em diversos momentos eles aparecem assumindo posições antidemocráticas.
A idéia central do livro é a de que o golpe militar de 1964, com a criação do Serviço Nacional de Informações (SNI) e com a difusão entre os oficiais da convicção de que a violência política podia ser usada como uma espécie de detergente para limpar a sociedade, desencadeou um processo que causou grandes danos às instituições democráticas.
Uma das conclusões essenciais do trabalho é a de que, na onda de repressão desencadeada a partir de 1964, em vez de influenciar os integrantes da ‘‘escumalha’’ da polícia no sentido de discipliná-la militarmente, o movimento influenciou oficiais militares no sentido de torná-los parecidos ao policial-delinqüente Fleury.
A parte teoricamente mais densa e mais consistente do texto é a que discorre sobre a tortura. Mesmo quando a prática da tortura era justificada por alguns militares por sua ‘‘funcionalidade’’, ela acarreta deformações de mentalidade que influem nos conflitos políticos.
Elio Gaspari examina também a história das organizações de esquerda que se dispuseram a recorrer à luta armada contra a ditadura. Fiel ao seu objetivo, entretanto, ele se concentra nos aspectos que interferiram na mobilização militar ou motivaram mudanças de comportamento entre os oficiais das Forças Armadas.
A principal crítica que o jornalista/historiador faz a essas organizações de esquerda é a de que elas discutiam muito e prolixamente sobre suas propostas de reorganização socialista da sociedade e não sustentavam claramente, diante da opinião pública, a reivindicação crucial da população naquele momento (e que viria a ser, afinal, vitoriosa): a do restabelecimento (ou estabelecimento) de instituições republicanas e democráticas.
Duas coisas, ainda, devem ser ditas a respeito desses dois volumes, que já estão na lista dos livros mais vendidos. A primeira é: eles estão muito bem escritos, dá gosto lê-los. Madame Natacha não pode encontrar neles nenhum parágrafo que possa irritá-la. E a segunda é: Elio Gaspari dá, corajosamente, nome aos bois. Não existem, no seu relato, atores anônimos. Todos os personagens que, mesmo desempenhando papéis secundários, chegaram a pisar no palco e tiveram sua presença registrada, são identificados com absoluta nitidez.
Uma observação final: Elio Gaspari é conhecido por seu humor ferino. Nesses dois volumes, ele, como historiador, procurou visivelmente a sobriedade, a contenção de seus ímpetos sarcásticos. Felizmente para os leitores, o humor é incontrolável e há numerosas passagens que nos fazem rir. Quando fala nas características dos generais que comandavam o país, Elio nos diz que ‘‘Costa e Silva se orgulhava de só ler palavras cruzadas’’, que Orlando Geisel tinha ‘‘as feições de uma coruja depauperada’’ e acrescenta sobre Médici que ‘‘ninguém o conhecia por preparado, ou audacioso, nem sequer trabalhador’’.
Às vezes, dá para sentir que o historiador se diverte ao contar alguns episódios da sua história (não os trágicos, evidentemente). É o que se percebe, por exemplo, na narrativa do roubo do cofre de Adhemar de Barros, na casa de uma amante do ex-governador de São Paulo, e que acabou sendo ‘‘o maior golpe da história do terrorismo mundial’’. Aconteceram coisas que não tinham sido previstas, o cofre teve de ser arrastado por uma escada de mármore, a cozinheira se recusou a cumprir a ordem de ir para o banheiro com os outros, porque a patroa não a perdoaria se deixasse queimar a comida. Apesar de tudo, os subversivos levaram uma enorme quantidade de dólares. E o dinheiro do conservador Adhemar financiou a atividade da esquerda mais extremada."
GUERRA À VISTA
Adelino Gomes
"EUA mudam regras do jogo para cobertura da guerra com o Iraque", copyright Público, Lisboa, 20 de Janeiro de 2003
"Uma dúzia de anos depois da operação ‘Tempestade no Deserto’, em que os repórteres foram mantidos o mais longe possível das frentes de guerra, os generais norte-americanos prometem reservar lugares suficientes nas unidades de combate para uma cobertura vivida pelos diferentes media, nacionais e estrangeiros, das peripécias bélicas de uma possível operação contra Saddam Hussein.
No decorrer de um encontro, há poucos dias, com representantes de quase oito centenas de empresas de comunicação nacionais e estrangeiras, o departamento norte-americano da Defesa revelou que as forças armadas dos EUA decidiram permitir que os repórteres acompanhem unidades de terra, mar e ar durante o mais largo espaço de tempo, garantindo-lhes o apoio logístico para a transmissão, em directo quando necessário, dos respectivos trabalhos.
Para os generais norte-americanos, acompanhar uma unidade significa, idealmente, sair com ela dos EUA e testemunhar todas as fases da sua missão, até ao regresso à base nos EUA e ‘à parada da vitória’ÉO engajamento de cada repórter pode durar ‘uma semana, duas semanas, dois meses ou anos’, ironizou o mesmo responsável.
O comando norte-americano tenta ainda alargar este esquema de apoio à imprensa a todas as eventuais forças que aderirem à coligação. ‘Falei com alguns dos potenciais parceiros da coligação e parece que há interesse da sua parte pelo menos quando lhes disse que nós iríamos tentar ajudar os média dos seus países a acompanharem as forças dos EUA’, disse um dos responsáveis do departamento da Defesa aos jornalistas.
A confirmar-se, este intercâmbio de oportunidades entre os diferentes exércitos representará outra mudança substancial em relação ao Golfo, onde norte-americanos, ingleses, franceses e sauditas tinham os seus próprios serviços de imprensa, organizavam ‘pools’ distintas e privilegiavam abertamente os repórteres nacionais dos respectivos países.
Os nomes das unidades e os lugares reservados em cada uma delas para cada orgão de informação serão comunicados aos media com a garantia prévia de que todos eles são susceptíveis de fornecer oportunidades de reportagem. ‘Por norma, nós não deslocamos unidades que não vão desempenhar um papel chave no êxito de uma operação militar’, explicou um dos responsáveis.
As forças armadas norte-americanas fornecerão aos repórteres que acompanham as unidades vacinas contra a varíola e o antraz e equipamento para uma eventual guerra química, biológica ou nuclear, igual aos dos soldados. Garantem igualmente transportes e alimentação.
Os órgãos de informação deverão, porém, responsabilizar-se pelo restante material de protecção, como coletes anti-bala e capacetes. Apesar dos protestos de alguns, os militares concordaram com a maioria dos responsáveis das empresas de comunicação que consideram desajustado que os repórteres usem no campo de batalha fardas iguais às dos combatentes.
‘Passaram 12 anos, o mundo é diferente. Se houve realmente uma acção militar é muito provável que ela seja bastante diferente da que ocorreu em 1991’, declarou a porta-voz do Pentágono, Victoria Clark, referindo-se à forma como o departamento de Defesa está a planear toda a operação no Iraque.
A organização de cursos especiais de ‘recruta’ para repórteres surge, neste contexto, como a segunda grande iniciativa de ‘paz’ tomada pelos militares em relação aos media. Em contraste com a desconfiança de há 12 anos, após o trauma sofrido no seu relacionamento com a imprensa no Vietname, os generais norte-americanos organizaram nos últimos meses três sessões de treino com a duração de cinco dias cada para repórteres no terreno. Uma quarta e última sessão está marcada para o próximo dia 3 de Fevereiro.
No centro de imprensa do Qatar, onde está sediado o alto comando para toda a operação e que funcionará 24 horas por dia, os militares prometem igualmente a realização de ‘briefings pedagógicos’ sobre os diferentes tipos de armamento com que os repórteres se irão confrontar.
Promessa dos responsáveis: não haverá no terreno, como do lado iraquiano está a acontecer, funcionários governamentais (conhecidos pela designação de ‘minders’) para controlarem o trabalho dos jornalistas. Até porque, confessou um deles, o exército não tem recursos humanos suficientes para colocar junto de cada repórter. ‘Será o comandante da unidade em que estiverem’, respondeu um dos oficiais do Estado-Maior.
A actuação do comandante far-se-á na base do princípio da ‘segurança na fonte’. Os problemas que surjam serão resolvidos pelo repórter no terreno e pelo comandante. As únicas restrições terão a ver com ‘questões de segurança operacional e das pessoas envolvidas, incluindo a dos jornalistas’ disse o responsável.
As regras em vigor durante a guerra do Golfo - que os repórteres eram compelidos a assinar sob pena de não poderem acompanhar operações militares no regime de ‘pool’ - estabeleciam a obrigatoriedade de todos os textos serem submetidos ao exame prévio de oficiais que os podiam alterar ou cortar parcial ou totalmente."
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The New York Times / OESP
"Tevês a cabo tentam atrair público mesmo antes de estourar o conflito (MSNBC, CNN e Fox News abusam da produção na guerra pela audiência)", copyright O Estado de S.Paulo, 16/1/03
"À medida que a escalada militar continua no Golfo Pérsico, outro conflito está se desenhando em casa, entre a MSNBC, a CNN e a Fox News. A batalha é enfatizar especialmente a produção e o drama. Lembrando como a CNN criou seu nome durante a Guerra do Golfo, cada canal está tentando diferenciar-se e destacar-se dos concorrentes.
Considerando que o sucesso dos programas noticiosos parece vir mais da apresentação dos programas do que do jornalismo em si, os executivos estão pensando em diferentes reviravoltas de produção para melhorar suas coberturas pré e pós-guerra. Como resultado, as reportagens estão adotando um tom excessivamente carregado, na medida em que cada emissora de TV a cabo tenta persuadir antecipadamente os espectadores de que deve a escolhida caso a guerra comece. Os executivos se esforçam para enfatizar que estão cobrindo o evento com a gravidade apropriada.
Essa corrida pela cobertura do conflito contra o Iraque se está desenvolvendo em um ambiente moldado em grande parte pelo sucesso da abusada Fox News, hoje em dia campeã de audiência em praticamente todas as categorias.
Essa rápida ascensão levou a CNN e MSNBC a tentarem igualar o estilo movimentado de produção da Fox. Esse esforço foi cristalizado na segunda-feira com a demissão do presidente da CNN, Walter Isaacson, que reclamou da grande atenção que os jornais estão dando para a corrida de audiência contra a Fox.
A MSNBC, pertencente à NBC, cujos pais são a General Electric e Microsoft, é a menos vista das três, mas espera aumentar sua audiência. Vai se sustentar em grande parte em reportagens da NBC News, que está treinando 125 dos seus jornalistas para lidar com armas nucleares, biológicas e químicas, e ainda tem dezenas de jornalistas no Iraque e em países vizinhos. (The New York Times)"
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