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RETROSPECTIVA 2003 / MÍDIA & MERCADO
Regina Augusto
"Um ano que não deixará saudades", copyright Meio e Mensagem, 15/12/03
"O ano de 2003 completa um ciclo de três exercícios consecutivos de crise e profundas transformações na indústria da comunicação. As dificuldades conjunturais da economia coincidiram com uma mudança estrutural do negócio da propaganda. A composição das verbas de marketing por parte dos anunciantes ficou mais complexa e diversificada e com isso a publicidade acabou perdendo terreno. Para as agências é o momento de assumir um posicionamento mais abrangente na orquestração das estratégias de comunicação dos clientes para que haja aumento da percepção de valor de sua atividade. Os veículos, por sua vez, em sua grande maioria endividados, fizeram os ajustes necessários para continuar operando e aprenderam a conviver com um cenário de retração. A grande lição foi o amadurecimento empresarial. A esperança de um ano melhor, em 2004, tem fundamentos palpáveis como dados macroeconômicos positivos e demanda reprimida por parte de diversos setores econômicos que devem ativar o mercado consumidor. Para fazer um balanço desse ano que chega ao fim, Meio & Mensagem ouviu a opinião dos integrantes de seu Conselho Consultivo formado por Abaetê de Azevedo (Rapp Collins), Alberto Pecegueiro (Globosat), Antoninho Marmo Trevisan (Trevisan), Antonio Jacinto Matias (Banco Itaú), Antonio Manuel Teixeira Mendes (Folha de S. Paulo), Carlos Berlinck, Dalton Pastore (Carillo Pastore), Flavio Pestana (Editora Escala), Jaime Troiano (Troiano Consultoria de Marca), João Cabral Augusto de Araújo (Vetor), João Rozário da Silva (Perdigão), José Roberto Maluf, Luis Grottera (TBWA), Luiz Lara (Lew,Lara), Nizan Guanaes (Africa), Paulo Novis (Infoglobo), Rui Porto (Alpargatas), Sérgio Amado (Ogilvy), Walter Longo (Synapsys) e Willy Haas (Rede Globo). A seguir, as impressões deste seleto grupo sobre as lições de 2003 e confira também na próxima edição de M&M (que circula em 5 de janeiro) as perspectivas deste mesmo time para 2004.
ABAETÊ DE AZEVEDO
Tivemos um duplo impacto negativo no Brasil. Nossa economia foi esfriada pela crise americana, somada às pressões do novo governo para controlar a inflação. Assim, com altas taxas de crédito ao consumidor e desemprego crescente, a indústria e o comércio sofreram muito. Com vendas em queda e margens críticas, houve redução dos budgets de marketing e forte pressão dos clientes na remuneração das agências.
ALBERTO PECEGUEIRO
Foi um ano de sobrevivência e finalização de ajustes. Estamos agora preparados para a retomada de crescimento com a produtividade desenvolvida e as empresas mais enxutas. A lição que devemos tirar desses últimos anos, especialmente de 2003, é que dinheiro não aceita desaforo e que cada centavo investido deve ter uma perspectiva de retorno pré-definida e estabelecida em bases críveis. Felizmente voltamos à prática milenar de que o valor das empresas é dado em função da sua capacidade comprovada de gerar lucros, e de que nem só porque um business plan é feito por uma empresa de consultoria internacional ele tem mais credibilidade do que executivos talentosos e experientes.
ANTONINHO MARMO TREVISAN
Um ano difícil, com altas taxas de juros e baixa disponibilidade de capital para investimento, fazendo com que o mercado de comunicação se concentrasse em um pequeno número de grandes anunciantes. O custo da mídia de massa extremamente alto tem impedido o acesso dos anunciantes de médio porte e, por outro lado, há o uso mais intensivo e mais racional de outras ferramentas de comunicação. Além disso, marketing direto, promoção de vendas, relações públicas e venda pessoal têm crescido. Só sobrevive quem é competente e, para tanto, a empresa tem que cuidar de todas as áreas e departamentos com muita atenção, entendendo muito bem o consumidor e o mercado em que está inserida. Houve enxugamento e fusão de empresas e as que ficaram estão tendo que trabalhar mais para ganhar a mesma coisa, ou menos. Não há espaço para nenhum tipo de desperdício.
ANTONIO JACINTO MATIAS
O ano de 2003 foi de verbas cada vez mais enxutas e de pressão cada vez maior por resultados. A comunicação na área financeira ficou ainda mais focada no cliente, no relacionamento, reforçada pela melhoria do atendimento nas agências. Com a consolidação em curso na área financeira, o mercado está mais competitivo.
ANTONIO MANUEL TEIXEIRA MENDES
O ano de 2003 foi marcado pelo ápice da política de contenção geral de custos, pela adequação da estrutura funcional das empresas e conseqüente busca por resultados econômicos/financeiros. Pelo terceiro ano consecutivo o negócio apresentou crescimento real negativo. No mercado de jornais, a tônica foi compensar nos custos a retração da carteira de leitores e do mercado publicitário. As empresas de comunicação, de um modo geral, apostaram num mercado consumidor futuro que não se realizou, caso principalmente dos investimentos em TV a cabo, com estrutura financeira frágil (emissão de dívida em dólar com receitas em real) e apetite concorrencial desmedido. Uma lição óbvia é que não se pode depender do mercado financeiro para além de um certo nível de endividamento. O custo do dinheiro sempre será proibitivo. O nosso negócio passa por um momento difícil no mundo todo. Há concorrência com novas mídias, queda de faturamento devido ao desaquecimento da economia global e, no caso brasileiro, perfil de endividamento muito alto.
DALTON PASTORE
Todo mundo sabe que este foi um ano difícil, talvez o mais difícil já vivido pela indústria da comunicação publicitária. As mudanças ocorridas na essência do nosso negócio em todo o mundo não contribuíram em nada para o crescimento da indústria, nem para seu aperfeiçoamento, nem para a saúde das empresas que a compõem. O que nos ensina que mudanças não necessariamente são para melhor, como se imagina de saída. Acredito que está na hora de aplicar um outro conceito: back to basics. A indústria da comunicação publicitária é formada por veículos, agências de publicidade e fornecedores de serviços especializados. Cabe a nós a defesa desta indústria. Cabe a nós armar o nosso negócio da forma como acreditamos que ele seja mais competitivo em relação aos nossos concorrentes.
FLAVIO PESTANA
Acho que o negócio da propaganda deve fechar o ano com um crescimento real próximo de zero. O que é péssimo, principalmente se considerarmos que 2001 e 2002 foram anos de queda no investimento publicitário. Eu acredito que a grande lição é que estamos aprendendo a viver forçadamente em outro patamar de tamanho de negócio. E é bom que aprendamos mesmo, porque os tempos de ouro acabaram e não acredito que voltem mais. Ou seja, ficamos todos mais pobres.
JAIME TROIANO
Desde que comecei a trabalhar em marketing e comunicação, estes últimos anos foram aqueles em que mais aprendi! Até então, o mercado, de alguma forma, repetia as mesmas fórmulas tradicionais com sutis variações. O que mudou substancialmente? A certeza definitiva de que é muito mais complexo e trabalhoso fazer comunicação eficaz do que se supunha. O mito de ‘para quem tem na mão um martelo tudo parece prego’ está sendo sepultado definitivamente. Não é possível pensar em comunicação eficaz a não ser com a habilidade de um maestro. Saber como utilizar os recursos finitos de comunicação, compondo várias partituras que se integrem, criando um efeito harmônico de muitos instrumentos. É isto, e apenas isto, o novo terreno que o futuro nos reservou. Os últimos anos serviram para mostrar o quanto esta complexidade é crescente. E tenho lá minhas dúvidas sobre o quanto a maior parte do mercado brasileiro está preparada para pisar neste terreno. Tenho dúvida sobre o quanto ainda não temos na cabeça uma visão de que o profissional de valor é o solista e não o maestro.
JOÃO AUGUSTO CABRAL
Do ponto de vista macroeconômico não poderíamos ter tido um ano mais positivo, pelo menos no que se refere aos indicadores, que são um reflexo dos fundamentos da economia. Tivemos um forte ajuste fiscal, a melhora do saldo da balança comercial, a queda da taxa de câmbio, a queda da inflação e dos juros. As conseqüências foram graves, com um aprofundamento da recessão e do desemprego. Infelizmente não dá para resolver tudo ao mesmo tempo. Na dúvida, o governo apostou no ajuste e deixou para resolver a questão social de 2004 em diante. O negócio da comunicação depende fundamentalmente do nível interno de consumo, portanto sofreu, mais uma vez, as conseqüências da recessão. O mercado publicitário deve sofrer uma perda real da ordem de 5% a 7% e as tiragens dos jornais continuaram em uma trajetória de queda, devendo terminar o ano com uma perda da ordem de 10% em relação a 2002. Mas acho que o saldo acabará sendo positivo, porque com a queda do dólar as empresas conseguiram melhoras relativas na sua situação patrimonial e o segundo semestre já demonstra uma recuperação das receitas de publicidade, pelo menos em alguns segmentos da mídia. E os balanços vão acabar mostrando algumas melhoras, fruto também dos pesados cortes de custos operados desde o ano passado. Há sempre muitas lições para se tirar de uma crise. Talvez a mais importante seja a mais óbvia, ou seja, nenhum setor da economia pode ser impedido de receber novos investidores, que são a fonte mais saudável de capitalização. Os grupos de mídia basearam a expansão exclusivamente no endividamento, dadas as restrições constitucionais vigentes até o ano passado. Foi um grave erro o País ter convivido com essa anomalia por tanto tempo. A segunda lição é que já está claro para todo mundo que mudanças estruturais aconteceram no modelo econômico das empresas de mídia, que terão que conviver com uma dependência menor da publicidade, notadamente os veículos impressos. A composição das verbas de marketing mudou em definitivo, em detrimento da publicidade. Acho que a principal mudança operada pelas crises foi o amadurecimento empresarial. Todos estão mais preparados para a competição e para a adoção de modelos de gestão mais modernos e compatíveis com a realidade.
JOSÉ ROBERTO MALUF
O ano de 2003 termina tarde e não vai deixar saudades. Dólar contido, juros baixando (pouco, é verdade), mas a economia do País está estagnada. Até para os incorrigíveis otimistas, como eu, a situação pode não mudar muito nos próximos tempos. Bem que o governo tentou fazer o melhor na situação encontrada. Dentro dos parâmetros estruturais existentes, não havia mesmo muitas outras coisas a se fazer. Nem por isso, todavia, o País cresceu. Vinha de problemas do governo anterior e apenas tomou as medidas necessárias para tentar um novo impulso, o que ainda não ocorreu. O Brasil não cresceu neste ano quase nada: do aumento do PIB de 1%, a previsão caiu para 0,8%, talvez 0,5%, quiçá nada. O aumento das exportações com certeza vem ocorrendo, mas esse superávit é insuficiente até para pagar o serviço da dívida do País. De qualquer forma, acho que estamos no caminho certo. Houve uma melhora na roda da economia neste final de 2003, insuficiente, todavia, para acreditar que entraremos em 2004 a todo vapor. As lições, se não foram aprendidas, não o serão mais. É preciso buscar novas receitas, contar centavos, baixar custos e focar no resultado. Quem o fez, está fazendo. E o custo social disso para o País é muito alto. Vende-se pouco, compra-se menos, corta-se despesa e o desemprego só cresce e piora a vida do brasileiro. A situação das empresas do nosso ‘trade’ não ficou imune a esse processo doloroso passado por outros setores (respeitadas algumas ilhas de excelência, que melhoram seus negócios). Sem exceção, de um modo geral, grupos de mídia e agências passaram por um processo de dificuldade jamais visto. As reduções correram aos magotes. Na área de comunicação, as dificuldades foram maiores para aqueles que não puderam reverter situações anteriores, das quais perderam o controle, ou por causa das novas situações criadas, pelo fato de não terem sabido decodificar o momento de desarrumação da casa.
LUIZ LARA
O ano de 2003 foi mais um ano difícil. Espero que encerre esta triste trilogia de não crescimento da propaganda brasileira, que se iniciou após a euforia de 2000 e que tem afetado negativamente nosso negócio. A única certeza é que o negócio da propaganda jamais será o mesmo porque vivemos nestes últimos três anos uma crise econômica em meio a uma mudança estrutural da nossa indústria. Hoje os principais executivos de marketing sabem que a propaganda é uma das variáveis no composto do seu mix de comunicação. De longe a ferramenta mais importante e mais eficaz para construir e posicionar marcas de sucesso. A propaganda é a grande responsável pelo efeito multiplicador do valor de uma marca e basta mencionar cases como os da Nokia, do Banco Real, da Tim, da Assolan, da Nova Schin, da Brastemp, para constatar que estas marcas tiveram absoluto sucesso de vendas, recall e posicionamento forte na mente dos consumidores. Graças à propaganda! Só que hoje é fundamental utilizá-la em absoluta sinergia com as demais ferramentas de comunicação porque as variáveis de marketing são mais complexas. Por isso as agências têm que se reposicionar, atuando como verdadeiras consultoras de comunicação, fazendo a co-gestão da marca com o cliente. Ou seja, gerenciando todos os pontos de contato do consumidor com sua marca. Na minha visão esta é a principal lição: o novo papel das agências de propaganda.
LUIS GROTTERA
2003 foi o ano da mula-sem- cabeça. Tudo pareceu acontecer ao contrário do que se imaginava, os sonhos se tornaram pesadelos e as catástrofes esperadas viraram cenas de esperança e até de deleite. Pelo segundo ano consecutivo o mercado da comunicação de marketing vive uma depressão. De ordem econômica e psicológica. Essa situação fechou o ciclo de mudanças no mercado das agências, que devem deixar marcas profundas e definitivas. Rompeu-se definitivamente o elo de encantamento entre clientes e empresas de propaganda. De gênios viramos as ‘Genis’ do mercado. Muitos anunciantes nos vêem apenas como empresas que estão lá ao seu lado com o único objetivo de gastar sua verba de propaganda e ficar com a comissão. Portanto, quanto mais mísera, melhor. Nos últimos anos, as companhias do setor tiveram que fazer negócios vivenciando três diferentes crises: a crise do mercado e do modelo da publicidade nacional; a crise que passa a atividade da publicidade no mundo inteiro, que passou a conviver com uma importância cada vez maior das demais disciplinas da comunicação de marketing; e as crises econômicas do cenário internacional e dos tristes dois anos finais do governo FHC. O nosso negócio, portanto, teve que se redesenhar. Essa situação amplificou a tendência de internacionalização do setor, as lideranças se redefiniram. A crise e a pobreza fizeram com que diminuíssemos nossas egolatrias internas. Hoje já é possível saber quem é o grupo (majoritário) de líderes que consegue sentar numa mesma mesa para debater e trabalhar em favor da categoria; já conseguimos identificar quais são aqueles que também sentam nessa mesa e no primeiro prospect com que se deparam jogam na lata do lixo seu caráter e sua ética.
NIZAN GUANAES
Foi um ano difícil de maneira generalizada que afetou alguns setores de formas diferentes. A despeito disso, algumas empresas continuaram crescendo, mostrando a capacidade de se adaptar a novas realidades e buscar oportunidades em circunstâncias adversas. A crise não foi localizada no Brasil, mas foi global e, do ponto de vista macro, afetou e paralisou alguns negócios, pois quando os Estados Unidos espirram, o resto do mundo pega uma gripe. A grande lição é que as oportunidades continuam existindo, elas só não estão mais da mesma forma. É preciso uma nova maneira de olhar para a realidade e para o mercado. É claro que para quem vende fax ou curso de datilografia não existe mais espaço, mas para quem tem uma escola de informática e comercializa aparelhos de telefones celulares de última geração, por exemplo, a demanda é cada vez maior.
PAULO NOVIS
2003 foi um ano ruim para o negócio da comunicação como um todo. Ainda escaldadas pelos resultados de 2002, as empresas não retomaram seus investimentos em comunicação, em construção de marca - com algumas poucas exceções, caso notório de uma nova cerveja e de uma grande marca de varejo. Um importante anunciante, o governo, ainda em fase de definição de rumos, também retardou o início de suas atividades nesse campo específico. Outro importante marco: o início da real efetivação das normas do Cenp. Na nossa área específica, os jornais: o setor colheu os frutos de uma ação a que foi forçado, ainda em 2002, o aumento dos preços de capa e das assinaturas, conseqüência da elevação do câmbio. Este fator, aliado a uma profunda queda do poder aquisitivo do público em geral, contribuiu para deprimir as circulações. A crise econômica mundial alterou para pior o horizonte de planejamento das empresas. Mesmo quem planeja a médio/longo prazo - por uma questão de cultura da própria empresa - passou a ter, pelo menos, um plano de curto prazo, a buscar resultados mais imediatos. Isto afeta sensivelmente o mix de verbas de comunicação, drenando verbas de construção de marcas (visão de longo prazo, de valor) para promoções e ações de ponto-de-venda (visão de curso prazo, de caixa). A nossa indústria ainda tem um desafio grande pela frente: provar ao mercado que comunicação é investimento que vale a pena, que gera valor, mesmo nos cenários econômicos mais adversos.
RUI PORTO
Foi um ano difícil. A propaganda acompanha os outros segmentos de mercado. Não é uma atividade à parte. Para o negócio da propaganda, o ano não foi bom. No nosso caso, não houve problema. A São Paulo Alpargatas compra mídia com antecedência. É tudo planejado, não tem o que mudar. O ano foi conforme o planejamento e não houve a necessidade de verba adicional. A grande lição é que o temor de Lula, algo ruim para a economia, não se confirmou. Não foi o fantasma que havia sido apregoado. Acredito que temos bons indícios - dólar estável, inflação controlada, risco Brasil em baixa - para pensar positivamente. Acho que as pessoas ficaram mais práticas e mais estratégicas.
SÉRGIO AMADO
Com a economia estagnada não existe possibilidade de crescimento real do negócio da comunicação no Brasil. O ano de 2003 - repetindo 2002, 2001 - foi um desastre para a comunicação nacional. A pequena reação dos últimos meses será incapaz de gerar crescimento acima da inflação. Tirando os olhos do maior mercado nacional - São Paulo - o desastre é ainda maior, atingindo pequenas e médias empresas em todo o Brasil, gerando um volume de demissões nunca visto na história do nosso negócio. As mudanças que só agora ‘começam a virar moda’ por uma parte do mercado já estavam em curso há muito tempo em diversas agências no Brasil: mudanças como visão global das marcas, relacionamento com clientes ‘sem muros’, mais inteligência estratégica a serviço das marcas, mais aplicação nas novas tecnologias de planejamento, resultados e compra de mídia.
WILLY HAAS
O ano foi extremamente difícil em função da política do novo governo e sua adaptação ao mercado, com política de juros altos, conseqüente desemprego e achatamento salarial, resultando em retração nas vendas. Num momento difícil, sabemos que a propaganda é extremamente necessária para a sobrevivência, porém, como não há folga nos budgets os clientes priorizam meios e veículos; por este motivo, a equipe da Rede Globo se mobilizou para tentar fazer deste ano um modelo de atuação e performance. A lição é que em momentos difíceis, temos que atuar com mais criatividade e transpiração, mantendo-se a ética, o equilíbrio emocional, o respeito e o profissionalismo com nossos clientes, agências e concorrência (direta e indireta)."
Meio e Mensagem
"O ano em retrospectiva", copyright Meio e Mensagem, 15/12/03
"JANEIRO
- Luiz Inácio Lula da Silva assume a presidência da República no dia 1º de janeiro, data em que o governo federal passa a adotar as regras do Cenp para seus investimentos em propaganda. No dia anterior, 31 de dezembro de 2002, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, assinou decreto neste sentido.
- A Secretaria de Comunicação do Governo e Gestão Estratégica (Secom), comandada por Luiz Gushiken, convoca agências e veículos para colaborarem com o programa Fome Zero.
- Assolan, marca de lã de aço da Prátika Industrial, contrata a Africa com o objetivo de ganhar 30% do mercado até dezembro deste ano.
- Francisco Valim, ex-diretor financeiro da Telemar e ex-diretor da Net Sul, assume a presidência da Net Serviços de Comunicação, antes ocupada por Luiz Antonio Vianna.
- TBWA Wordwilde Inc. e Grottera oficializam negociação com o objetivo de abrir nova agência de comunicação de marketing no Brasil.
FEVEREIRO
- Ambev rompe parceria de seis anos com a Carillo Pastore Euro RSCG, que atendia Sukita, guaraná Antarctica, Marathon e Caracu.
- Uol vende sua operação na Colômbia e reestrutura sua rede no Brasil.
- Lew,Lara vence a concorrência pela conta das Casas Pernambucanas, antes atendida pela UpGrade.
- SBT passa por reestruturação e José Roberto Maluf, vice-presidente executivo da emissora, desliga-se da companhia por não concordar com as medidas.
- Pedro Parente, ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso, assume o cargo de vice-presidente executivo do Grupo RBS.
- Unilever volta a liderar ranking de anunciantes do Ibope Monitor em 2002, quando investiu o equivalente a R$ 255,7 milhões, um crescimento de 37% sobre 2001.
- Duda Mendonça, guru da campanha que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República, anuncia que vai voltar suas baterias para a conquista de contas da iniciativa privada.
- Nestlé deflagra maior ação de marketing da história da empresa no País por meio da promoção ‘Nestlé e você. Junta Brasil’, estrelada por Gugu Liberato, Fausto Silva, Ana Maria Braga e Hebe Camargo. Companhia também adere ao Programa Fome Zero, do governo federal.
- Grupo Ogilvy anuncia o nome de Antonio Carlos Carletto para assumir a vice-presidência e diretoria geral da OgilvyOne Worldwide.
- Africa vence a concorrência pela conta de lançamento da Vivo, resultado da joint venture entre Telesp Celular e Telefônica Móviles.
MARÇO
- Dados do Projeto Inter-Meios revelam que em 2002 o mercado publicitário movimentou R$ 13,218 milhões, um crescimento nominal de 3,4% sobre o exercício anterior.
- Prefeitura de São Paulo sanciona projeto de lei que estabelece nova regulamentação do uso da paisagem urbana pela publicidade na capital.
- Holding Ypy relança marca MPM, agora comandada por Bia Aydar.
- Volkswagen comemora 50 anos de Brasil com campanha criada pela AlmapBBDO.
- A Carat, gigante especializada em compra de mídia pertencente à holding britânica Aegis Group, inicia operação no Brasil, apesar da rejeição do mercado.
- A Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) assina campanha para estimular as empresas a retomar seus investimentos em propaganda.
- Lançada há 12 anos, a campanha ‘Não tem comparação’, da Brastemp, entra em nova fase e passa a ser estrelada por famosos.
- Publicis.Norton e Salles D´Arcy anunciam fusão, responsável pela criação da Publicis Salles Norton e surgimento da Salles Chemistri.
- Fischer América vence concorrência pela conta da cerveja Schincariol.
- Ricardo Ramos, da Grottera, assume a presidência da Associação dos Profissionais de Propaganda (APP).
ABRIL
- AlmapBBDO é a agência mais premiada da segunda edição do Prêmio Folha/Revista da Criação.
- Grupo Pão de Açúcar anuncia série de ações para engajar suas bandeiras ao Programa Fome Zero, do governo federal.
- NBS conquista a conta do guaraná Antarctica.
- Meio & Mensagem completa 25 Anos e lança edição especial comemorativa à data.
- João Roberto Vieira da Costa, Silvana Tinelli e Nelson Biondi Filho anunciam a criação da SNBBnovagência.
- Governo federal decide centralizar a negociação de compra de mídia para publicidade oficial. Decisão gera polêmica e muitos consideram que a situação se assemelha a um bureau de mídia.
- Proibido desde 1998, o serviço de ligações telefônicas pelo prefixo 0900 volta a ser liberado pela justiça.
- A Propeg Rio é dividida em duas agências: Next e Quê.
- Cartoon Neywork faz 10 anos de exibição na América Latina com 14 milhões de assinantes.
- O Grupo EuroRSCG apresenta a Joy Euro RSCG, criada a partir da sociedade entre a companhia e as empresárias Hortência Marcari e Dora Kaufman.
- Editora Globo unifica diretorias comercial e de marketing e contrata Ângelo de Sá Júnior.
- Dalton Pastore, sócio da Carillo Pastore Euro RSCG, é eleito presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) em substituição a Sergio Amado, presidente da Ogilvy.
MAIO
- Nicolino Spina assume a presidência do jornal Valor Econômico na vaga deixada por Flavio Pestana.
- TBWA, do conglomerado Omnicom, adquire 25% das ações da Taterka.
- Contexto vence a concorrência para o atendimento da conta de R$ 24 milhões do governo do Estado de São Paulo.
- A rede de videolocadoras Blockbuster é eleita Anunciante Online do Ano na segunda edição do Prêmio MMonline/MSN.
- Sun MRM ganha o Grand Prix do IX Prêmio Abemd, da Associação Brasileira de Marketing Direto.
- Ministério da Saúde anuncia intenção de restringir a propaganda de bebidas alcoólicas na TV, incluindo cerveja, vinho e bebidas ice, ao horário das 22h às 6h.
- A Giovanni,FCB conquista a conta da Dairy Partners Americas (DPA), joint venture criada em 1º de janeiro deste ano a partir da aliança estratégica entre a Nestlé e a Fonterra para atuação no setor de produtos lácteos em todo o continente americano.
- BankBoston decide manter sua conta na Leo Burnett após concorrência remunerada que durou 75 dias.
- O anuário Melhores e Maiores, da revista Exame, completa 30 anos e lança livro sobre história da economia brasileira.
JUNHO
- O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp) acata denúncia da Rede Globo e determina redução do prazo de validade do Certificado de Habilitação Técnica da Leo Burnett (documento sem o qual a agência não tem como pleitear o desconto-padrão de 20% na compra de mídia) de cinco para um ano. A emissora denunciou a agência ao Cenp por compra de espaço pela Starcom MediaVest, bureau de mídia. Agência se compromete a encerrar operação da Starcom.
- O Grupo Abril, sócio do Grupo Folha no Uol, lança seu próprio portal e anuncia parceria de conteúdo com o iG.
- Portugal Telecom (PT), também sócia do Uol, vende sua participação na agência de notícias InvestNews, cujo controle era dividido com a Gazeta Mercantil.
- Duda Mendonça recebe homenagem da Associação Brasileira de Propaganda (ABP) como Personalidade do Ano.
- Editora Manchete, de Marcos Dvoskin, dá continuidade aos títulos da extinta Bloch e anuncia novos parceiros.
- Valisère volta para a carteira de clientes da W/Brasil, que deixou de atendê-la em 1990.
- Brasil, Japão e Colômbia foram os grandes vencedores da 14ª edição do Festival de Gramado.
- AgênciaClick é bicampeã do Prêmio MMonline/MSN.
- Grupo De Simoni anuncia o surgimento da De Simoni Marketing Services, resultante da associação com a Virtual Case e da aquisição da agência de promoções Gas.
- O Brasil consegue 33 Leões no Festival de Cannes, desempenho acima do esperado, já que o número de inscrições caiu quase 40% em relação a 2002, quando o País conquistou 27 Leões.
- Editora Símbolo vende a revista Tititi para a Abril.
- A AlmapBBDO é a principal vencedora do Prêmio Abril de Publicidade com três estatuetas nacionais.
JULHO
- Projeto Inter-Meios revela que o faturamento da mídia manteve-se estagnado no primeiro semestre. O valor total foi de R$ 4,67 bilhões, uma redução de 0,02% diante do mesmo período de 2002.
- Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente e diretor editorial da Editora Abril, deixa a companhia após 40 anos e passa a integrar os conselhos de administração e editorial da empresa.
- McCann-Erickson ganha o GP da quarta edição do Prêmio MaxiMídia, promovido por Meio & Mensagem e patrocinado pela Rede Record.
- Ary de Carvalho, presidente do grupo de comunicação O Dia, morre no dia 4 aos 69 anos.
- Armando Strozenberg, sócio diretor da Contemporânea, é reeleito presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP).
- Silvio Santos, dono do SBT, rompe o silêncio e concede entrevista para a revista Contigo, para a qual afirma, entre outros assuntos, que teria vendido a emissora para a rede mexicana Televisa e para um grupo de empresários liderado por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. As partes citadas desmentem a informação e, na seqüência, o próprio apresentador afirma que tudo não passou de brincadeira.
- Comitê Olímpico Brasileiro (COB) informa que duas agências de propaganda vão fazer a divulgação dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.
- Senado surpreende o mercado publicitário com taxação de ISS sobre veículos de comunicação. Entidades do setor tentam marcar audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para expor o impacto negativo dessa medida sobre as empresas de mídia.
- Duda Mendonça, Lew,Lara e Matisse vencem concorrência pela conta publicitária total de R$ 150 milhões da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica (Secom). Disputa envolve recorde de 47 participantes.
- UpGrade sai do Grupo Total, holding do publicitário Eduardo Fischer, ganha independência e anuncia Beto Ramazzina como novo sócio.
AGOSTO
- Morre no dia 6 o jornalista Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, aos 98 anos, em conseqüência de uma embolia pulmonar. Roberto Irineu Marinho, filho do jornalista, passa a ser o presidente do conglomerado.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veta a cobrança de ISS aos veículos de comunicação. A decisão significou alívio para as empresas de mídia.
- Os Jogos Pan-Americanos, realizados na República Dominicana, têm a maior cobertura de sua história.
- A Jodaf e a Radar unem-se para a criação da Mixer, marca guarda-chuva para as operações das empresas dos dois grupos.
- Brasil dá o pontapé inicial do processo de unificação das bandeiras Maestro e RedeShop em MasterCard Maestro.
- QG ganha a concorrência pela conta de mais de R$ 30 milhões da Sonae Distribuição Brasil, que era atendida pela McCann-Erickson, e abre a QG Sul em Porto Alegre, onde fica a sede do novo cliente.
- Fischer América lança primeira campanha para Schincariol com teaser que ironiza uso de tartaruga em comerciais de cerveja. A F/Nazca e a Ambev conseguem suspender a veiculação no Conar, mas são acusadas de espionagem pela concorrente e sua respectiva agência. Isso porque teriam anexado ao processo a cópia de um comercial da Schincariol que ainda não havia sido veiculado.
- A Ambev e a Diageo, dona da Smirnoff, iniciam campanha para estimular o consumo consciente do álcool.
SETEMBRO
- Schincariol apresenta finalmente a Nova Schin e anuncia verba anual de R$ 120 milhões em marketing. Primeiro filme, com participação de personalidades como o ator Thiago Lacerda e o cantor Zeca Pagodinho, traz o bordão ‘Experimenta, experimenta’.
- Gugu Liberato gera polêmica ao exibir no dia 7 uma entrevista com supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no programa Domingo Legal, pelo SBT. Os ‘entrevistados’ fizeram ameaças de morte e seqüestro a políticos e personalidades. Caso vai parar na Justiça.
- TBWABR, resultado da associação entre a multinacional e a Grottera, é oficialmente lançada no mercado.
- Leyla Fernandes, da Produtora Associados, é a nova presidente do conselho administrativo da Associação Brasileira das Empresas Produtoras de Obras Audiovisuais Publicitárias (Apro).
- CaliaAssumpção, DNA e Ogilvy ganham a conta de R$ 142 milhões do Banco do Brasil.
- Souza Cruz lança campanha em que pede moderação aos fumantes e divulga ingredientes da marca Free. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, suspende a campanha sob alegação de que a ação, além de mencionar propriedades que o tabaco não possui, pode ser considerada propaganda enganosa.
- Contemporânea vence a concorrência pela conta da Prefeitura do Rio de Janeiro. Verba de outubro de 2003 a abril de 2004 soma R$ 10 milhões.
- Conar altera normas técnicas para publicidade de bebidas alcoólicas.
- Rede Record comemora 50 anos com meta de chegar ao segundo lugar entre as emissoras de TV aberta.
- MaxiMídia passa a ter programação paralela focada em marketing direto, o MaxiDirect. A tradicional feira do evento, agora exclusivamente voltada para negócios, reúne cerca de 12 mil pessoas.
- O Conselho Federal de Medicina (CFM) edita resolução em que proíbe a participação de médicos em campanhas publicitárias.
- Flavio Pestana, ex-presidente do jornal Valor Econômico, assume a superintendência da Editora Escala.
- A Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) batem à porta do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para pleitear linha de crédito às empresas de mídia.
OUTUBRO
- A Salton, fabricante norte-americana de eletroportáteis, desembarca no Brasil e entrega sua conta para a Z+. Meta inicial é lançar uma linha de grill com o nome de George Foreman, ex-campeão mundial de boxe.
- Giovanni,FCB, Bagg/Link e SMPB são as vencedoras da concorrência pela conta de R$ 72 milhões da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
- Publicis Salles Norton ganha dois GPs no segundo festival do Clube de Criação do Rio de Janeiro, agora presidido por Álvaro Rodrigues. DPZ, NBS e McCann-Erickson levam os outros GPs.
- Sony relança a marca Aiwa no Brasil.
- Eletropaulo deixa a Neogama/BBH e entrega sua conta para a F/Nazca.
- Porto Alegre institui lei que limita ações de telemarketing na capital gaúcha, assim como já ocorre nos EUA.
- A gaúcha Veraz vence a concorrência pela conta de R$ 2,5 milhões da Anhembi Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo.
- Nokia é eleita a marca de maior destaque do Folha Top of Mind.
- A Direct Marketing Association (DMA) propõe a auto-regulamentação para evitar lei contra e-mail marketing durante o 86º congresso da entidade.
- Diretoria da Forbes se demite por causa do cancelamento de licenciamento da marca e por atraso de pagamento de fornecedores e funcionários.
- Grupo Abril vende praticamente toda sua participação acionária no Universo Online (UOL), ficando com apenas 8% das ações.
- Conta do Ponto Frio, estimada em R$ 60 milhões, deixa a carteira da Fischer América e vai para a DM9DDB.
NOVEMBRO
- Silvio Santos reúne representantes do mercado publicitário para apresentar Antônio Athayde como superintendente comercial do SBT.
- Leo Burnett, W/Brasil e F/Nazca são os principais vencedores da 25ª edição do Profissionais do Ano, promovido pela Rede Globo de Televisão.
- Giovanni,FCB vence a concorrência pela conta de R$ 50 milhões da Sabesp.
- A Eugênio retira a sigla WG de sua assinatura e assume a denominação Eugenio DDB diante da cisão entre a agência paulista e a catarinense.
- Tomás Lorente deixa a sociedade na Age após quatro anos.
- Duda Mendonça, F/Nazca e Quê ganham a licitação de R$ 120 milhões da Petrobras.
- Ibope Mídia anuncia o Radioplanning, novo produto de pesquisa para o meio rádio.
- TBWABR torna-se grupo no Brasil com a criação da TequilaBR e da G1BR.
- Governo gaúcho define vencedores da concorrência de sua conta estimada em mais de R$ 40 milhões. As ganhadoras são DCS, Dez Propaganda, Escala, SLM, Publicis Salles Norton, Matriz, Martins + Andrade e Novacentro.
- Euller Matheus, presidente executico da Publicis Salles Norton anuncia sua aposentadoria e determina 31 de dezembro como último dia de trabalho.
- Gradiente troca a Neogama/BBH pela Africa.
- Cenp notifica veículos para não concederem mais descontos nas compras de mídia, efetuadas pela DM9DDB e Young & Rubicam, para o cliente Telefônica. Isso aconteceu porque o anunciante, após uma série de negociações, não se enquadrou às normas do Cenp.
- F/Nazca conquista pela terceira vez o título de Agência do Ano do Festival Internacional de Publicidade do Rio de Janeiro, promovido pela ABP.
- McCann-Erickson vence a concorrência pela conta estimada em R$ 30 milhões do Banco Santander/Banespa.
- A Molson, dona das marcas de cerveja Kaiser e Bavaria, troca a Bates pela W/Brasil. Enquanto isso, a Ambev entrega a conta das marcas superpremium para a Africa.
- Avelar Vasconcelos, ex-presidente da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), após 35 anos na Nestlé, onde desenvolvia serviços de assessor da presidência, deixa a companhia e parte para carreira solo.
DEZEMBRO
- Carlos Righi é reeleito presidente do Clube de Criação de São Paulo em pleito que disputou com a chapa de oposição liderada por Sérgio Gordilho.
- A produtora Luz Mágica, do cineasta Cacá Diegues, passa a integrar a Mixer, de João Daniel Tikhomiroff.
- Ogilvy passa a atender a conta da marca de pneus Michelin para os mercados das Américas do Sul e Central.
- Prêmio Caboré destaca os melhores da indústria da comunicação (ver mais informações na pág. 38)
- Guerra das cervejas ganha novo round com a Brahma, que contratou o apresentador de TV e locutor de rádio, Milton Neves, para transmitir suas mensagens publicitárias. O profissional mantém contrato similar com a Schincariol até o final deste mês.
- O Cenp restabelece certificação de qualificação técnica da DM9DDB e Young & Rubicam no relacionamento comercial com a Telefônica. Anunciante assume compromisso de se adequar às normas-padrão.
- O Ministério das Comunicações multa o SBT em R$ 1.792 mil por conta da veiculação, em 7 de setembro, de entrevista com supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no programa Domingo Legal, ancorado pelo apresentador Augusto (Gugu) Liberato. Na época, os entrevistados fizeram ameaças de morte e seqüestro a políticos e personalidades."
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