23/12/2003 13/29

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PRÊMIO ESSO
Karla Siqueira e Miriam Abreu

"Antônio Werneck vence o Prêmio Esso", copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 17/12/03

"Mil e cinqüenta trabalhos inscritos, 10% a mais do que no ano passado. A Comissão de Seleção do 48º Prêmio Esso de Jornalismo tem tido cada vez mais trabalho para escolher os vencedores nas suas 15 categorias. Durante festa realizada na noite desta terça-feira (16/12) no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio, foram anunciados os trabalhos dos jornalistas que mais se destacaram entre 01/10/02 a 30/09/03. O grande vencedor da noite foi Antônio Werneck, com o trabalho ‘Traficantes nos quartéis’, publicado em O Globo.

Durante a cerimônia de premiação, comandada por Sidney Resende e Elisa Mendes, a Esso homenageou o pesquisador e ambientalista José Márcio Aires, morto em março de 2003. Ele foi o criador da Reserva de Desenvolvimento de Mamirauá.

A Comissão de Seleção, da qual fizeram parte jornalistas como Bruno Thys (Extra), Fernando Portela (Jornal da Tarde), Mara Luquet (Valor Econômico) e Ricardo Stefanelli (Zero Hora), decidiu atribuir duas menções de Melhor Contribuição à Imprensa. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Fernando Rodrigues, autor do trabalho ‘Venda de reportagens’, publicado na Folha de S. Paulo, foram reconhecidos pela comissão.

Para Cristina Konder (Jornal do Brasil), da Comissão de Seleção, a maior surpresa veio dos trabalhos inscritos para a categoria Especial Interior. ‘Houve matérias muito diferenciadas, matérias de jornais menores que poderiam concorrer até ao Prêmio Esso. Eu acho que o motivo dessa alta qualidade é a coragem do jornalista. Quando você trabalha em jornal do interior, eu imagino, a pressão política é muito maior do que a que a gente sofre aqui. Essa coragem tem que ser recompensada’.

Um outro júri foi formado para decidir o Prêmio Esso Especial de Telejornalismo. José Márcio Mendonça, Lilian Vitte Fibe, Macedo Miranda Filho, Nelson Hoineff e Wolie Guimarães constituíram esta Comissão de Julgamento.

Lilian criticou alguns dos trabalhos inscritos. Ela afirmou que a primeira seleção continha reportagens muito pouco ‘sofisticadas’ e que nem podiam ter chegado onde chegaram. ‘Mas depois da primeira peneirada, sobrou muita coisa boa, o que deixou a gente com problema. A gente ficou com dor na consciência na hora de escolher os três finalistas. Foi difícil, houve muitas divergências. Pelo menos uns dez deveriam ir para a final. Para escolher o vencedor, houve menos divergências. Foi quase um consenso entre os cinco jurados’.

‘Para a gente, é um prêmio especial. A gente faz poucos documentários por ano. Tem gente que faz muito mais e que também merece. Agora, estamos mais preocupadas com o jovem no Brasil. A gente abriu espaço para falar de um assunto que é muito sério, muito difícil, muito triste e pouco vendável. E a gente provou que pode fazer um trabalho sério e alto astral’, comentou Cris Lobo, diretora de Produção da MTV, após receber o Prêmio Esso Especial de Telejornalismo.

Juca Varela, repórter-fotográfico da Folha de S. Paulo, estava radiante com o Prêmio Esso de Reportagem, que ganhou junto com o companheiro Sérgio Dávila, pela cobertura da guerra no Iraque. ‘Fizemos um esforço tremendo para passar um diferencial daquilo que o povo brasileiro está acostumado a absorver o que vem das agências e de fotos que não são brasileiras. Fomos os únicos brasileiros a entrar em Bagdá. Esse prêmio é uma coroação ao nosso trabalho’."

 

O Estado de S. Paulo

"Prêmio Esso divulga vencedores", copyright O Estado de S. Paulo, 18/12/03

"A série ‘Traficantes nos Quartéis’, sobre desvios de armas e munição nos quartéis das Forças Armadas no Rio, rendeu ao repórter Antônio Werneck, do jornal O Globo, o Prêmio Esso de Jornalismo 2003. O anúncio dos vencedores foi feito ontem, no Rio. A edição deste ano do Esso conferiu 15 prêmios. Os vencedores saíram de uma lista de 44 finalistas, selecionados entre 1.050 trabalhos.

As jornalistas Andréa Cassola, Zico Góes, Lílian Amarante e Cris Lobo ganharam o Prêmio Esso Especial de Telejornalismo, com o trabalho ‘Documento Aids 2002’, exibido na MTV. O Prêmio Esso de Reportagem ficou com os jornalistas Sérgio Dávila e o repórter fotográfico Juca Varella, pela série ‘Estados Unidos atacam o Iraque’, publicada no jornal Folha de S. Paulo.

Márcio Rodrigues, da Agência Fotocom, ganhou o Esso de Fotografia com a foto intitulada ‘Vôo para a Morte’. Ela registra o acidente com o repórter fotográfico Raphael Lima Teixeira, morto após ter sido atingido por um carro desgovernado numa corrida de stock-car, em setembro.

Menções de Melhor Contribuição à Imprensa foram conferidas à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), criada por profissionais de imprensa para estimular a melhoria da qualidade do jornalismo, e a Fernando Rodrigues, da Folha, pela reportagem ‘Mídia do Paraná Vende R$ 6,4 milhões de Reportagens’."

 

Folha de S. Paulo

"Cobertura da guerra dá Esso à Folha", copyright Folha de S. Paulo, 18/12/03

"A Folha ganhou o Prêmio Esso de Reportagem com o trabalho ‘Estados Unidos atacam o Iraque’, de autoria de Sérgio Dávila e Juca Varella. Os dois repórteres foram os únicos brasileiros a cobrir em Bagdá a guerra do Iraque.

O trabalho do repórter da Sucursal de Brasília da Folha Fernando Rodrigues sobre compra de reportagens pelo governo do Paraná recebeu o prêmio de Melhor Contribuição à Imprensa.

Rodrigues dividiu o prêmio com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, presidida pelo diretor da Sucursal do Rio da Folha, Marcelo Beraba.

Os resultados foram anunciados anteontem no Rio. O Prêmio Esso de Jornalismo ficou para a reportagem ‘Traficantes nos quartéis’, de autoria do jornalista Antônio Werneck, de ‘O Globo’. O jornal carioca levou também os prêmios de Informação Econômica (‘A terceirização que mata’, de Cássia Almeida e equipe), Primeira Página (‘Choque e pavor’, de Rodolfo Fernandes, Luiz Antônio Novaes e Cláudio Prudente) e Criação Gráfica (‘A barreira de Saddam’, de Renata Maneschy).

O Prêmio Esso de Telejornalismo foi ganho pela MTV com o documentário ‘Aids 2002’.

Em Fotojornalismo, venceu Márcio Rodrigues, da ‘Agência Fotocom’, com a foto ‘Vôo para a morte’. Nessa categoria, concorriam Juca Varella, com fotos sobre a guerra no Iraque, e André Porto, do ‘Agora’ (do Grupo Folha), com as fotos que revelaram o assassino do fotógrafo Luis Antônio da Costa (revista ‘Época’).

A revista ‘Observatório Social’, com o trabalho ‘Amazônia brasileira’, recebeu o prêmio de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica. A revista ‘Nova Escola’, com ‘Gente que constrói o Brasil’, foi premiada na categoria Criação Gráfica-Revista.

O jornal ‘Diário da Região’, de São José do Rio Preto (SP), com o trabalho ‘Maratona pela vida’, recebeu o prêmio Especial Interior. O jornal ‘O Paraense’, com a reportagem ‘A impunidade dos senhores de escravos’, foi premiado com o Regional Norte.

O jornal baiano ‘A Tarde’, com ‘Grampos ilegais na Bahia’, recebeu o Regional Nordeste. O jornal ‘Correio Braziliense’, com ‘Guerrilha do Araguaia’, ganhou o Regional Centro-Oeste.

O jornal ‘Zero Hora’ (RS), com ‘Uma viagem ao país bandido’, foi premiado com o Regional Sul. O jornal carioca ‘O Dia’, com o trabalho ‘Crime sobre rodas’, recebeu o Regional Sudeste."

 

O Globo

"O Globo ganha quatro Prêmios Esso", copyright O Globo, 18/12/03

"A série de reportagem ‘Traficantes nos quartéis’, do jornalista Antônio Werneck, do GLOBO, foi a grande vencedora da 48 edição do Prêmio Esso de Jornalismo, entregue na noite de anteontem, no Rio. Além de vencer a principal categoria, O GLOBO recebeu outras três premiações. A série de reportagens ‘A terceirização que mata’, de Cássia Almeida, Ramona Ordoñez, Érica Ribeiro e equipe venceu na categoria Informação Econômica. O prêmio Especial de Primeira Página foi concedido ao trabalho ‘Choque e pavor’, de Rodolfo Fernandes, Luiz Antônio Novaes e Cláudio Prudente. O prêmio de Criação Gráfica em Jornal foi para a página ‘Barreira de Saddam’, de Renata Maneschy.

Entre 520 reportagens inscritas, ‘Traficantes no quartéis’, publicada pela editoria Rio, foi considerada a mais importante do concurso. A partir da consulta em processos no Ministério Público Militar, O GLOBO identificou uma série de desvios de armas e munição dos quartéis das Forças Armadas no Rio de Janeiro, com o envolvimento direto de militares.

A série constata que armas, munição e granadas das Forças Armadas da Argentina foram desviadas e contrabandeadas para morros do Rio de Janeiro. Em conseqüência das reportagens, um grupo de trabalho do Ministério Público Militar, no Rio de Janeiro, foi criado para investigar o assunto. Na Argentina, o Congresso passou a atuar e a cobrar respostas das autoridades militares sobre os desvios em seus arsenais.

Mais de mil trabalhos inscritos

Em ‘Terceirização que mata’, publicada pela editoria de Economia, os repórteres mostraram a triste realidade das contratações de pessoal terceirizado. Os trabalhadores, além de receberem menos, ainda são as maiores vítimas de acidentes de trabalho. Na Petrobras, a maior empresa do Brasil, dos 133 trabalhadores mortos em serviço de 1998 a 2003, 102 eram terceirizados, ou seja, 76%.

Considerada a melhor entre 99 inscritas, a primeira página do GLOBO de 22 de março mostrava uma foto de uma explosão em Bagdá formando um enorme cogumelo que ocupava quase todo o lado esquerdo da página. Era o primeiro dia do mais severo bombardeio da operação americana chamada ‘Choque e pavor’. A manchete do jornal recebeu o mesmo nome.

Outra página sobre a Guerra do Iraque feita pelo GLOBO também foi premiada. Entre 211 trabalhos inscritos, o júri do Esso elegeu ‘Barreira de Saddam’ como a melhor criação gráfica para jornal do concurso. A página de Renata Maneschy, produzida para a editoria Internacional, mostrava uma foto em primeiro plano de um soldado americano fazendo uma busca, acima de um texto de grande tipologia e título em maiúsculas.

No total, foram inscritos 1.050 trabalhos de todo o país e 44 foram selecionados para a final em 15 categorias. O GLOBO teve o maior número de indicados para a final, sete no total. Na terça-feira, um júri formado pelos jornalistas Rui Castro, Nirlando Beirão, Cláudio Conceição, Marcelo Coelho e Zuenir Ventura escolheu os vencedores em cada categoria e o grande vencedor da noite. Foram distribuídos R$ 115 mil em prêmios, já deduzidos os impostos.

O vencedor do Prêmio Esso Especial de Telejornalismo foi o documentário ‘Aids 2002’, dos jornalistas Andrea Cassola, Zico Goes, Lilian Amarante e Cris Lobo, exibido pela MTV. O prêmio Esso de Reportagem foi concedido à cobertura da Guerra do Iraque feita pelo repórter Sérgio Dávila e pelo repórter fotográfico Juca Varela, da ‘Folha de S. Paulo’. A ‘Folha de S.Paulo’ também recebeu o prêmio Contribuição à Imprensa com a série ‘Venda de reportagens’, de Fernando Rodrigues. A mesma categoria premiou ainda a criação da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

Na categoria fotografia venceu Marcio Rodrigues, com o trabalho ‘Vôo para a morte’, da Agência Fotocom. O prêmio de Informação Científica, Tecnológica e Ecológica ficou para Marques Casara, com ‘Amazônia brasileira’, publicada na revista ‘Observatório Social’. Em Criação Gráfica para Revista venceram Tatiana Cardeal e Pedro Motta, com ‘Gente que constrói o Brasil’, da revista ‘Nova Escola. O vencedor do prêmio Especial Interior foi Alexandre Laraia Gama, com ‘Maratona pela vida’, do jornal ‘Diário da Região’, de São José do Rio Preto (SP).

O prêmio Regional Norte ficou para Ronaldo Brasiliense, com ‘A impunidade dos senhores de escravos’, do jornal ‘O Paraense’. O Regional Nordeste foi para Marconi de Souza e equipe com ‘Grampos ilegais na Bahia’, do jornal ‘A Tarde’. O regional Centro-Oeste foi concedido a Eumano Silva e equipe do ‘Correio Braziliense’, com ‘Guerrilha do Araguaia’. O Regional Sul ficou para Carlos Wagner com o ‘Uma viagem ao país bandido’, do ‘Zero Hora’. Os vencedores do Regional Sudeste foram João Antônio Barros, Bartolomeu Brito e Márcia Brasil, com ‘Crime sobre rodas’, de ‘O Dia’."

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