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COMUNICAÇÃO CORPORATIVA
Eduardo Ribeiro
"Negócios e oportunidades", copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 17/7/02
"O colega Claudio Amaral, um dos pioneiros da área de assessoria de imprensa e comunicação corporativa, com a sua Comunic - que já fez 23 anos de vida - e sua esposa Sueli Amaral anunciaram neste início de semana que estão se associando ao colega Joaquim Maria Botelho - outro experiente profissional com passagens pela Globo, Band e especialização em jornalismo eletrônico pela Universidade de São Paulo, atualmente gerenciando o jornal Carreira & Sucesso, do Grupo Catho - para, juntos, iniciarem uma nova atividade: produção de newsletters corporativas para ‘circulação’ na web.
Também esta semana, o colega Chico Lelis, figura conhecidíssima no mundo automotivo, graças aos vinte e tantos anos que passou na General Motors do Brasil, gerenciando uma das áreas de imprensa, suspendeu sua semi-aposentadoria (que lhe dava o privilégio de dedicar parte do tempo aos livros infantis que tanto gosta de escrever, e também de fazer alguns frilas que mais do que dinheiro lhe davam algum prazer), e aceitou o convite do amigo Paulo Figueiredo, um dos sócios da A4 Comunicação, para ser o executivo da agência na assessoria de Eduardo Correia de Matos, presidente da Portugal Telecom. Um retorno à ativa e à área de comunicação corporativa.
Um terceiro episódio, muito significativo, foi a nomeação de João José Forni como diretor comercial da Infraero. Forni é um dos mais versáteis e ecléticos profissionais de comunicação do País, razão pela qual não conseguiu curtir em paz sua aposentadoria, quando deixou o Banco do Brasil, chamado que foi pela Infraero para lá reproduzir parte das ações que ajudou a pôr em prática no banco. Agora, seus mais de 25 anos de experiência em comunicação - com passagens, é verdade, pelas áreas de publicidade e promoções - será colocada a serviço da diretoria comercial da Infraero, mas sem que ele deixe de continuar cuidando da comunicação, como já vinha fazendo. O convite foi formulado por Orlando Boni, atual titular da diretoria comercial, que assumirá no próximo dia 22/7 a presidência da empresa, sucedendo a Fernando Perrone, que está saindo para assumir a diretoria de infra-estrutura da CSN. Boni, aliás, é o primeiro funcionário de carreira da Infraero a assumir a presidência.
O mundo da comunicação, como o próprio Forni, é versátil e proporciona várias oportunidades, como nos exemplos acima mencionados. Jornalistas e Relações Públicas têm formação e preparo para encarar diferentes missões e desafios. Seja um novo negócio para oferecer ao mercado, como Claudio, Sueli e Joaquim pretendem fazer, já com vistas a algo mais rentável lá na frente. Seja uma mudança de área e de vida, como no de Chico Lelis, que trocou um ócio merecido, após tantos anos de labuta, para regressar ao batente mas numa área da qual nunca tinha participado (a de telecomunicações). Seja seguir a carreira de executivo, galgando um posto tradicionalmente reservado aos colegas das áreas administrativa e de marketing, como foi o caso de Forni, formado em letras e jornalismo.
São as voltas que o mundo dá e as oportunidades que oferece. Como se vê, há muita luz e vida inteligente também longe das redações e dos empregos tradicionais."
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"A virada do Banespa/Santander", copyright Comunique-se (www.comunique-se.com.br), 18/7/02
"No início de janeiro de 2001, uma nota com considerável destaque, de autoria do repórter Felipe Patury, revelou na Folha de S. Paulo que o Vice-Presidente de Assuntos Corporativos da Volkswagen do Brasil, Miguel Jorge, havia acertado sua transferência para o Grupo Santander, que à época já era dono também do colossal Banespa. Foi um auê, pois o assunto ainda era super reservado e ninguém na Volkswagen sabia. Miguel preparava-se para comunicar sua decisão à cúpula da empresa, inclusive na Alemanha, e foi traído pelo furo de Patury, experimentando, de certo modo, de seu próprio veneno, ele que por anos esteve na grande imprensa, inclusive na direção de um dos mais influentes jornais do País, o Estadão.
Estrago feito - e decisão já tomada - não lhe restava outra alternativa que não a de assumir o gigantesco desafio de ajudar a construir uma imagem (a do Santander) e reposicionar integralmente a outra (a do Banespa, com toda a carga negativa da intervenção federal, por anos, e da privatização, com direito a quebra-quebra, centenas de ações na Justiça, suspeitas de corrupção etc.).
Ao se apresentar no novo trabalho, Miguel encontrou uma equipe enxuta, comandada por uma antiga colega de trabalho, Regina Pitoscia, que também estava ali há poucos meses, experimentando pela primeira vez na carreira o sabor da comunicação corporativa - Regina trabalhou mais de duas décadas no grupo Estado, sempre escrevendo sobre economia seja para o próprio Estadão, seja para o Jornal da Tarde. E ela nem havia ainda começado a mexer com o Banespa pra valer, contratada que foi como Diretora de Comunicação do Santander.
Juntos, Miguel e Regina, mais os colegas que lá estavam, como Beatriz Aguirre, J. Luiz Valério e outros, arregaçaram as mangas, desenvolveram um ambicioso plano de comunicação e discretamente, sem alarde, puseram o carro em marcha, corrigindo os rumos na medida do necessário, e foram, pouco a pouco, obtendo significativos resultados em todos os campos.
Não tardou e os resultados apareceram, muito mais cedo do que até eles provavelmente esperavam. O Banespa/Santander acaba de conquistar o Prêmio Aberje São Paulo, como Empresa de Comunicação Empresarial do Ano 2000, e Miguel foi escolhido Personalidade da Comunicação Empresarial do Ano, repetindo feito de 2001, quando foi indicado pelos colegas de todo o Brasil como Personalidade da Comunicação, em prêmio entregue durante o 4º Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas, numa concorridíssima cerimônia. Sobre a conquista diz Miguel: ‘Os prêmios para a galera foram merecidíssimos porque essa nossa turma aqui é realmente excepcional. O meu deve ter sido apenas um acidente de percurso.’
Não foi, mas esses são outros quinhentos. O fato é que, além da dupla vitória, ganhando os dois maiores prêmios da entidade (embora ainda em sua versão regional), o Banespa/Santander ganhou outros três: Campanha de Comunicação Externa, Jornal Interno e Projetos de Cidadania Empresarial. Não é preciso ser muito esperto para ver que o projeto de comunicação do grupo espanhol buscou ocupar espaços em todas as direções e o fez com muita felicidade, ao menos se tomarmos como termômetro os prêmios obtidos, um na área externa, outro na área interna e um terceiro de Cidadania Empresarial.
Não é pouco e mostra que quando se faz comunicação com profissionalismo e talento os resultados surgem e são fundamentais na trajetória vitoriosa de qualquer organização. Sem contar o aspecto mercadológico, já que o Grupo realmente investiu em contratações e mesmo em parcerias com agências e outros profissionais. Foi o que poderíamos chamar de o jogo do ganha-ganha em que o maior de todos os beneficiários foi a própria organização, que está recebendo de volta, em imagem e bons negócios, os recursos investidos na Comunicação.
Modestamente a eles, os parabéns e o desejo de que a experiência sirva de motivação para que dezenas de outras organizações façam o mesmo. Para o bem da Comunicação, do mercado e dos negócios."
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