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REDE TV!
Roberto Cordeiro
"Senado aprova renovação da concessão da Rede TV!", copyright O Estado de S. Paulo, 19/10/01
"Depois de intensa discussão, o Senado aprovou ontem a renovação da concessão da Rede TV! A renovação vale por 15 anos, a contar de agosto de 1996, quando a concessão venceu pela última vez e pertencia ainda ao grupo Manchete.
Os senadores petistas Eduardo Suplicy (SP), Heloísa Helena (AL) e Geraldo Cândido (RJ) alegaram que o grupo Ômega, controlador da rede, não cumpriu acordo trabalhista firmado com o governo federal e, portanto, não poderia manter a concessão. Mas a renovação foi aprovada por 40 votos a favor, 8 contra e 5 abstenções.
Minutos após a aprovação, as federações dos jornalistas e dos radialistas entraram com uma ação na Justiça Federal de Brasília contestando a decisão do Senado. Segundo o presidente do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro, Márcio Leal, a renovação só saiu porque senadores aplicaram um ‘golpe’. Explicou que o tema não seria votado tão cedo, mas o relator Pedro Piva descumpriu um acordo e colocou a renovação para votação em regime de urgência.
O grupo Ômega, do empresário Amílcare Dallevo Júnior, assumiu o comando da Manchete em maio de 1999, após meses de negociação com o ex-ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, e com o atual, Pimenta da Veiga. (Colaborou Sônia Apolinário)"
SETORIAL
OESP
"AE firma parceria com o Yankee Group", copyright O Estado de S. Paulo, 20/10/01
"A Agência Estado e o Yankee Group, reconhecido internacionalmente como líder em consultoria estratégica e pesquisa na área de tecnologia da informação, formalizaram ontem uma parceria para a distribuição de conteúdo analítico sobre telecomunicações. Com o acordo, a Agência Estado vai distribuir análises diárias e relatórios mensais e anuais sobre o setor, envolvendo redes corporativas, wireless, Internet, aplicações empresariais e comércio eletrônico.
O objetivo da Agência Estado é ampliar a oferta de conteúdo especializado aos usuários de seu serviço voltado exclusivamente para o mercado corporativo, o AE Setorial (www.aesetorial.com.br). O AE Setorial, já disponível na Internet, traz informações setoriais abrangentes, como notícias, agenda, artigos, índices setoriais e serviços analíticos sobre nove setores da economia, auxiliando empresários e executivos na tomada de decisões e no planejamento estratégico.
‘A empresa virtual de informação deve organizar sua rede para permitir que parceiros distribuam conteúdos complementares com o objetivo de atender ao cliente em todas as suas demandas na área’, explica Rodrigo Lara Mesquita, diretor da Agência Estado. Segundo ele, a atual demanda do mercado de informação exige organização de canais com capacidade de reunir diferentes empresas em um projeto comum. Dessa forma, é possível criar plataformas integradas de conteúdos jornalísticos e analíticos, bem como de serviços.
Segundo o vice-presidente para a América Latina do Yankee Group, José Dário Dal Piaz, a parceria vai contribuir para a disseminação dos estudos dos analistas do Yankee no Brasil. ‘Vamos falar com mais pessoas. A parceria vai permitir também que os analistas do Yankee Group estejam sempre atualizados’, comentou o executivo que responde pelo grupo na América Latina.
Na avaliação de Piaz, a perspectiva para o Brasil no segmento de tecnologia da informação é bastante promissora. Um sinalizador seria a ampliação do prazo e de pagamento nas concessões da Terceira Geração da Telefonia Celular em alguns países da Europa.
Rentabilidade - Aliado a esse indício, está a perspectiva de retomada de rentabilidade pelos grupos americanos. ‘Menor endividamento na Europa e melhor rentabilidade nos EUA vão garantir a retomada dos investimentos de players globais no Brasil.
Para o segmento de Internet, o cenário também é otimista. ‘Os investidores estão mais seletivos, mas já há a separação entre joio e trigo e as boas empresas estão mais leves depois da redução de custos, mais aptas a obter rentabilidade. É a rentabilidade que deve ser o foco’, avalia. Piaz afirma que um dos setores mais promissores depois do atentado ao WTC deverá ser o de segurança. ‘Será preciso preservar as redes que garantem os negócios.’
Para ele, o investimento em tecnologia de informação deve cair em números brutos, mas os produtos que garantem melhor produtividade devem ser bastante demandados."
ESTRANGEIROS & SBT
Rodrigo Dionisio
"SBT é campeão absoluto dos ‘enlatados’", copyright Folha de S. Paulo, 21/10/01
"É Constitucional: as emissoras devem ser responsáveis pela ‘promoção da cultura nacional e regional’. Levando isso em conta, o TV Folha resolveu medir quanto do que é exibido pelos canais abertos da Grande São Paulo é ocupado por programas feitos no Brasil. Usou para isso as programações divulgadas pelas emissoras, entre os dias 1º e 14 deste mês, das 8h à 0h.
Como resultado, descobriu que entre as sete emissoras apenas uma, o SBT, exibe mais produções estrangeiras do que nacionais (veja quadro ao lado).
‘Essa determinação constitucional não prevê qualquer percentual obrigatório’, defende-se o vice-presidente do SBT, José Roberto Maluf. Segundo ele, a responsabilidade pela emissora não ter mais produções nacionais é da sua principal concorrente.
‘O SBT tem dificuldades de contratar autores nacionais, uma vez que a Rede Globo cobre os salários e bonificações, mesmo dos já contratados, assumindo a multa contratual e o litígio na Justiça, como aconteceu com Benedito Ruy Barbosa, Glória Peres e Walter Negrão’, afirma o vice-presidente.
Sobre o projeto da nova Lei de Radiodifusão, que deve trazer regras mais específicas sobre a área de programação e tem sido alvo de discussão nos últimos meses entre representantes das TVs abertas, Maluf é categórico: ‘Desconhecemos uma nova lei e só nos pronunciaremos a respeito quando ela efetivamente existir’.
O texto da proposta foi submetido a consulta pública e está atualmente sendo reelaborado pelo Ministério das Comunicações. Sua versão original está disponível no site www.mc.gov.br.
Nas outras duas emissoras mais assistidas segundo o Ibope (as maiores audiências são da Globo, do SBT e da Record, nessa ordem), os discursos sobre a divisão da programação nacional e internacional são diversos.
‘Nossa política, que nos distingue das demais emissoras, é considerar a produção nacional vocação. Se há um horário vago, a prioridade de ocupação é do produto brasileiro. Se há espaço ocupado por produto estrangeiro, e criamos um novo que possa ocupar o mesmo espaço, fazemos a substituição’, afirma o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger.
O canal ocuparia cerca de 70% de sua programação total com produções brasileiras, número que chegaria a 98% se considerado apenas o chamado horário nobre, segundo Erlanger.
Sobre trecho do texto da proposta da nova Lei de Radiodifusão que determina exibição de desenhos animados nacionais, o diretor diz que esse é outro campo de ação da emissora. ‘Já dispomos de talentos e tecnologia para isso [produzir animação’. Usamos muito também nas nossas aberturas e ‘plimplins’. Ter desenhos animados nacionais de qualidade nos interessa muito.’
Para isso, a Globo já fechou contrato de exclusividade com a produtora de Maurício de Souza para a exibição de desenhos da Turma da Mônica, segundo Erlanger.
Bem mais pragmático, o diretor de programação da Record, Luiz Cláudio Costa, diz que exibir programação nacional ou internacional segue uma determinação simples: depende da relação entre custo e benefício.
‘Aqui mostramos o que o telespectador quer ver. Às vezes um ‘enlatado’ pode ser mais barato e não dar audiência. Ou um conteúdo nacional também pode não atrair público’, afirma.
Exemplo prático disso seriam as reapresentações diárias da série ‘Acampamento Legal’, que iam ao ar às 9h e foram substituídas pela animação ‘Futurama’.
‘Era um balão de ensaio. Queríamos que o ‘Acampamento Legal’ alavancasse a audiência do ‘Eliana & Alegria’. Não funcionou como esperávamos. E o desenho [‘Futurama’’ também não fica muito tempo, o número de episódios que temos deve durar um mês. Estamos pensando em algo para pôr no lugar, mas não nos preocupamos se será nacional ou não’, afirma Costa.
Sobre a nova Lei de Radiodifusão, o diretor diz que a emissora está ‘batalhando para que ela seja inteligente’. ‘Há um grupo grande de trabalho preocupado com isso’, afirma. O tal grupo seria o extra-oficial G4, formado por Globo, SBT, Record e Bandeirantes.
Enlatado?!
O termo enlatado surgiu na época em que se registravam imagens para a TV em película, como no cinema. Os rolos de filme eram transportados (e, portanto, importados) dentro de latas."
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