28/10/2003 11/19

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BUSH vs. IMPRENSA
Frank Rich

"Nova guerra da Casa Branca: contra a mídia", copyright O Estado de S. Paulo / The New York Times, 26/10/03

"Em sua agora legendária entrevista, realizada no mês passado por Brit Hume, da Fox News, George W. Bush explicou que não recebe suas informações da mídia noticiosa, nem mesmo da Fox. ‘A melhor maneira de receber a notícia é de fontes objetivas’, disse o presidente. ‘E as fontes mais objetivas são as pessoas de minha equipe que me dizem o que está acontecendo no mundo’, acrescentou o presidente.

E quais são essas fontes? Condoleezza Rice e Andrew Card. Hume, não muito fiel ao slogan da Fox News - We Report (Nós Informamos) -, não formulou a pergunta óbvia que deveria vir depois: ‘E, quanto a nós, pobres almas penadas, que não temos esses maravilhosos informantes ao nosso inteiro dispor?’ Mas, seja como for, a resposta veio mais rápido do que se esperava.

A Casa Branca fez com que A Hora da Notícia de Condoleezza Rice ficasse à disposição de todos os americanos, enviando-a ao programa de Oprah Winfrey.

‘Nenhuma equipe de televisão jamais obteve esse acesso tão grande a esta assessora de Segurança Nacional’ disse Oprah ao seu público, ao receber e saudar sua convidada. Estava prestes a acontecer um grande ‘furo’. ‘A respeito do presidente, você pode dizer-nos se existe alguma coisa que nos cause surpresa?’, perguntou Oprah. ‘Sim’, disse Rice, ‘Bush é um homem que come muito depressa; ele já estará comendo a sobremesa enquanto a gente ainda está comendo a salada’. E a conversa continuou nesse tom neste 17 de outubro.

Muito bem, este é o jornalismo objetivo, de acordo com o gosto deste governo: informações que a gente não pode usar. Até recentemente, a administração Bush sempre teve o que queria, especialmente na TV, e não só nos talk shows vespertinos. Do 11 de setembro até a queda de Saddam Hussein, a subserviência era tão densa que até Terry Moran, correspondente da ABC News na Casa Branca, disse que seus colegas ‘pareciam zumbis’, ou mortos-vivos, nas entrevistas à imprensa de Bush - notoriamente a famosa de 6 de março de 2003.

Esta foi a única entrevista que o próprio Bush chamou de ‘scripted’ (realizada de acordo com um script). Esse script incluiu oito momentos diferentes nos quais Bush insinuou que Saddam tinha algo a ver com os atentados de 11 de setembro. Em nenhum desses momentos as dezenas de repórteres ali presentes fizeram alguma indagação sobre essas insinuações.

Seis meses mais tarde, o público está ficando inquieto. A missão não está cumprida. A lista de baixas no Iraque não pode ser censurada. A Casa Branca foi surpreendida soltando muitos brados de alegria, cuja elucidação se tornou agora uma grande preocupação em toda a imprensa... A revista Vanity Fair, que em certa ocasião publicou fotos triunfalistas do governo, feitas por Annie Leibovitz, olha agora para esta Casa Branca e vê o Teapot Dome (escândalo da presidência de Warren Harding, que em 1924 arrendou poços de petróleo estatais para empresas privadas).

O jornal The Washington Post, que passou uma semana inteira publicando uma história em quadrinhos fazendo troça de Rice, de forma leve e jocosa, alguns dias antes de sua aparição do programa de Oprah, mudou depois de atitude e, em sua Página dos Leitores, no último fim de semana, publicou também os protestos. Mas a letra impressa é uma coisa. A TV é outra.

Queiram ou não, a notícia não se inscreve em nossa cultura se não ‘acontecer’ na TV. Foi somente na data relativamente tardia de 9 de março de 1954 que o jovem senador Edward R. Murrow chamou a atenção do público, quando atacou Joseph McCarthy num programa da CBS. As sessões televisionadas sobre Watergate, de Sam Erwin, atingiram uma vasta audiência que até então não pudera identificar as denúncias feitas antes por Robert Redford-DustinHoffman/Bob Woodward-Carl Bernstein. Os eleitores não se levantaram contra a nossa aventura no Vietnã a não ser quando ela se transformou na ‘Guerra da Sala de Estar’, segundo a frase imortal de Michael Arlen.

Por mais espúria que possa ser qualquer analogia entre as duas guerras, a gente poderia dizer que o próprio governo teme agora que o Iraque se esteja transformando num Vietnã pela forma como ele começou a temer o noticiário da TV. Quando um repórter da ABC News, Jeffrey Kofman, fez a mais pungente das principais reportagens da rede sobre o descontentamento entre as tropas americanas, Matt Drudge anunciou em seu site na Web que Kofman era gay e - o que é ainda mais escandaloso - um canadense (informação que ele disse ter recebido da Casa Branca).

Neste mês, enquanto proliferavam as más notícias vindas do Iraque, Bush recorreu à velha acrobacia de Nixon tentando ‘passar por sobre as cabeças, prescindir do filtro e falar diretamente ao povo’ a respeito da luz no fim do túnel. Neste caso, ‘o povo’ ou as pessoas, eram os âncoras e apresentadores de emissoras regionais de TV, como a Tribune Broadcasting, a Belo e a Hearst-Argyle.

No domingo, depois dessas entrevistas regionais de oito minutos cada concedidas por Bush, Dana Milbank, repórter do Washington Post na Casa Branca, disse no programa Reliable Sources (Fontes Confiáveis) da CNN, que os âncoras locais ‘fizeram perguntas mais duras do que nós fazemos’. Quero acreditar que Milbank estava sendo apenas cortês porque, se ela estiver certa, o padrão para a cobertura desta Casa Branca caiu abaixo do nível do mar.

Em suas perguntas, os âncoras locais produziram menos informações do que Oprah. ‘Será que alguns países, como França, Rússia e Alemanha fornecerão tropas para o Iraque?’, perguntou um deles a Bush. ‘Você precisa perguntar isso a eles’ - foi a resposta do presidente.

Quando um governo está se escondendo num bunker para enterrar a informação, como se pode encontrar a notícia? Estamos começando a aprender que o primeiro lugar para onde devemos olhar é qualquer show noticioso de TV no qual Rice, Card, Dick Cheney, Colin Powell e Donald Rumsfeld ‘não’estejam presentes. Se eles estiverem diante de uma câmera, vocês podem supor que a Casa Branca considerou esse show ou esse programa um lugar seguro, uma zona aprovada. Eles poderão ofuscar e dissimular à vontade, quer estejam falando à apresentadora Oprah, ou aos âncoras de redes locais ou a um apresentador de programa dominical de bate-papo informal.

Ao contrário, um programa noticioso de TV que o governo despreza e evita inteiramente tem a chance de fornecer informações exatas, frescas e atuais.

Neste mês, houve pelo menos dois exemplos clássicos importantes. Rice, Powell e Rumsfeld - todos eles - se recusaram a ser entrevistados para um documentário sobre os motivos da guerra no Iraque, no programa Frontline da PBS (a tevê pública), no dia 9.

Apesar disso, mesmo sem a participação deles, Frontline apontou Ahmad Chalabi (integrante do Conselho de Governo iraquiano) como a fonte da desinformação do governo americano nos dados fornecidos antes da guerra a respeito das armas de destruição em massa e da suposta ligação entre a Al-Qaeda e Saddam. O documentário salientou também que o governo havia ignorado em grande parte o previdente projeto Futuro do Iraque preparado pelo Departamento de Estado - uma decisão que contribuiu para a nossa catastrófica falta de preparo para enfrentar o caos no Iraque pós-Saddam.

Frontline também não precisou recorrer a vazamentos para fazer estas revelações: suas fontes foram entrevistas dadas perante pelo general Jay Garner, nosso primeiro líder interino no Iraque, e pelo próprio Chalabi.

Os funcionários do governo que se recusaram a falar para o programa Frontline habitualmente fazem o mesmo em relação ao Nightline da ABC. Ted Koppel explica o porquê disso em uma discussão de mesa-redonda, publicada em um novo livro cujo título é The Media and the War on Terrorism (A Mídia e a Guerra contra o Terrorismo): ‘Eles prefeririam aparecer em um programa no qual provavelmente não vão ser submetidos a um rigoroso exame, a uma espécie de fogo cruzado.’

No dia 15, uma semana depois da apresentação de Frontline, a Casa Branca prontificou-se a fornecer um ‘convidado’ para um programa do Nightline, que pretendia analisar a nova campanha ‘antimídia’ do presidente . Mas, um pouco mais tarde, no mesmo dia, o governo decidiu enviar um nome que não tem a marca da administração, Dan Bartlett, seu diretor de comunicações.

Koppel, praticando a arte cada vez mais perdida do interrogatório implacável, deixou seu convidado quase gaguejando ao interpelá-lo insistentemente sobre incessantes meias-verdades da atual administração.

Bartlett se esforçou, mas logo fracassou em sua tentativa de defender uma ladainha de afirmações e insinuações do governo antes da guerra, de que a contribuição americana total para a reconstrução do Iraque seria de apenas US$ 1,7 bilhão; de que a renda do petróleo iraquiano pagaria a maior parte da reconstrução; e de que a guerra seria uma tarefa fácil, quase um passeio, que acabaria muito depressa.

É em tempos como este que nós devemos ser gratos porque a Disney não conseguiu acabar com o programa Nightline, trocando-o pelo de David Letterman. (O governo se sente simplesmente feliz em enviar seus mais bravos representantes a Letterman, quando não os envia ao programa da Oprah, como aconteceu, mais recentemente, com Colin Powell).

Se o Nightline do dia 15 não foi um ponto de virada de Edward R. Murrow na cobertura da guerra contra o terrorismo, é o que nós vimos de mais parecido com este ponto decisivo desde o 11 de setembro. Haverá outros porque este governo não entende que a tentativa de controlar a informação é sempre uma empresa perdida.

A maior parte da imprensa demorou em desafiar Joe McCarthy, o Pentágono de Robert McNamara e o governo de Nixon, como foi lenta em desafiar a Casa Branca de Bush no tempo da guerra. Mas, pelo menos nos EUA, a história sempre acerta o passo e desmascara os que tentam falsificá-la. Esta é a lição que Lyndon B. Johnson e Nixon aprenderam da maneira mais dura.

No momento em que o presidente Bush estava usando um âncora regional para ‘dizer diretamente às pessoas’ que algumas delegações do Congresso estavam visitando o Iraque e logo voltariam trazendo notícias felizes a respeito do progresso, a Fox News e a Newsweek estavam nos dizendo que essas delegações estavam passando suas noites na tranqüila segurança do Kuwait e não no Iraque.

No mesmo instante em que certas cartas otimistas de soldados americanos apareciam misteriosamente nos jornais em todo o país, o Star and Stripes, jornal do Pentágono, financiado pelas Forças Armadas, informava que 50% dos soldados entrevistados estavam com o moral baixo. Alguns chegaram até a dizer que receberam ordens para não conversar com os vips, com os congressistas, porque os líderes ‘tinham receio do que eles poderiam dizer’, observou Jon Anderson, do Star and Stripes, numa entrevista ao estilo Koppel com o comandante, o general Ricardo Sanchez.

Na semana passada, Milbank do Post, informou que o governo está impedindo a divulgação de imagens de soldados americanos mortos e colocando em vigor uma proibição de ‘cobertura noticiosa e fotográfica’ de seus caixões cobertos com a bandeira ao voltarem para as bases militares americanas.

Repórteres vendidos já são notícia velha. É apenas uma questão de tempo até que as tropas descontentes falem com um repórter com uma câmera - e no noticiário televisivo o tempo é mais rápido agora, com os telefones via satélite, do que quando era necessário esperar pelo processamento do filme e envio da fita. Na jovem idade de seis meses, a guerra no Iraque ainda está longe de ser um Vietnã. Mas pelo jeito com que a administração tenta controlar as notícias, indo contra os fatos - até na realidade irrevogável dos caixões cobertos por bandeiras - você pode apenas se perguntar se conseguirá convencer os telespectadores de que não estamos atolados em outra Guerra no Vietnã."

 

ECOS DA GUERRA
Michel Chossudovsky

"Povo americano cuidadosamente desinformado", copyright Resistir (http://resistir.info), 27/10/03

"Estava eu no norte da Itália, na Academia da Paz em Rovereto, quando o jornal da noite na rádio nacional relatou a principal notícia do dia:

‘Sede da CIA em Bagdad atacada por dois bombistas suicidas’.

Quando voltei ao hotel liguei imediatamente na CNN. Não havia nem uma palavra acerca do facto de ser ‘a sede da CIA’.

Um carro de bombistas suicidas, mirando um hotel em Bagdad que se acredita abrigar responsáveis americanos, matou seis iraquianos. Um responsável militar americano disse que dois carros estavam a correr em direcção ao hotel quando os guardas abriram fogo. Ambos os carros explodiram próximo ao edifício numa avenida comercial. Jane Arraf da CNN agora ligou-se connosco a partir da capital iraquiana com mais pormenores - Jane.

JANE ARRAF, CORRESPONDENTE CNN: Renay, como nos contou um responsável americano, entre aqueles seis iraquianos mortos estavam dois dos guardas de segurança iraquianos que dispararam sobre um dos carros bombistas, essencialmente travando-o antes que pudesse atingir o Hotel Bagdad. (Domingo 16:00)

Um relato subsequente da ABC News omitiu a presença do Conselho Governante Iraquiano, embora reconhecendo também a presença de responsáveis americanos.

Este é o sétimo carro bombista em Bagdad desde o princípio de Agosto. Vários membros do Conselho Governante Iraquiano, apoiado pelos americanos, estão hospedados no Hotel Bagdad, bem como responsáveis do Departamento de Estado. Paul Bremer, o administrador americano do Iraque, declarou: ‘Trabalharemos com a polícia iraquiana a fim de encontrar os responsáveis e trazê-los perante a justiça’. Americanos bem informados contaram-nos que haviam sido informados de um possível ataque de carro bomba há dois dias. Eles planeavam fortificar o muro de segurança externo, mas não tiveram tempo de acabá-lo. Neal Karlinsky, ABC New, Bagdad

Quanto os jornais americanos chegaram às bancas na manhã de segunda-feira, a estória já havia mudado. As referências à presença de responsáveis americanos haviam sido abafadas ou removidas.

A estória oficial era que o hotel estava a ser usado pelo Conselho Governante Iraquiano. Alex Berenson, escrevendo no NYT, descreve o ataque como mais ataque suicida déjà vu:

‘Carro bomba atacou domingo um hotel usado por membros do Conselho Iraquiano. ‘

Um título quase idêntico foi adoptado pelo Washington Post num artigo publicado também na manhã de segunda-feira, 12 de Outubro:

‘Bombista suicida mata 7 em Bagdad; Explosão foi próxima ao hotel que alojava responsáveis iraquianos’.

Um bombista suicida detonou no domingo explosivos armazenados num carro fora de um hotel de Bagdad que alojava responsáveis do governo iraquiano e empreiteiros americanos, lançando uma onda de destroços que se espalhou no caminho congestionado do hotel e numa ocupada rua comercial.

Pelo menos sete pessoas e o bombista foram mortos, e mais de 40 outras foram feridas na explosão ao meio dia no Hotel Bagdad, incluindo um membro do Conselho Governante Iraquiano e três americanos, segundo responsáveis militares americanos e hospitais que trataram os feridos. Seis dos mortos eram guardas iraquianos de segurança, disse um responsável militar.

Numa peça de desinformação cuidadosamente fraseada, o artigo de The Washington Post (12/Out) faz analogias entre o bombardeamento do hotel em Bagdad e o bombardeamento de Bali, na Indonésia, sugerindo o envolvimento de bin Laden:

Embora responsáveis americanos não tenham identificado um grupo responsável pelos bombardeamentos, as suspeitas recaem sobre lealistas a Hussein e extremistas muçulmanos que inundaram o Iraque durante o verão. O ataque de segunda-feira ocorreu no primeiro aniversário das explosões no nightclub em Bali e no terceiro aniversário do bombardeamento do USS Cole na costa yemenita - ambos atribuídos à organização terrorista al Qaeda.

OS MEDIA NÃO-AMERICANOS RECONHECEM QUE O HOTEL ERA SEDE DA CIA

Enquanto os media dos EUA foram instruídos no sentido de não mencionar a expressão ‘Sede da CIA’, o ataque à CIA fazia a primeira página de notícias na maior parte dos media europeus.

A principal notícia no Independent de Londres foi:

Resistência iraquiana aponta para a CIA, matando seis em bomba suicida

Uma fase mortal na guerra de resistência à ocupação americana do Iraque começou ontem quando um par de carros bombistas suicidas apontou o hotel central de Bagdad onde se considera que altos responsáveis americanos e agentes da CIA estejam alojados. Pelo menos seis pessoas foram mortas e 32 feridas.

Todos os mortos e a maior dos feridos eram iraquianos. Mas a audaciosa explosão destinada a um hotel cheio de responsáveis americanos mostrou a efectividade da resistência na sua campanha cada vez mais bem organizada para desestabilizar a presença americana.

O hotel fortemente guardado de Bagdad era utilizado por responsáveis americanos, agentes de segurança, membros do Conselho Governante Iraquiano e empreiteiros americanos de construção civil. Acredita-se também que abrigasse operacionais da CIA e é amplamente comentado em Bagdad ser o alojamento de membros da Mossad, o serviço de inteligência israelense.

O relato da Agence France Presse (AFP) diz o que se segue:

Acredita-se que o Hotel Bagdad sirva como sede para a US Central Intelligence Agency em Bagdad.

Um responsável americano no local confirmou que pessoal de segurança americano e empreiteiros vivem no edifício, bem como membros do conselho apoiado pelos EUA.

O Irish Times (Segunda-feira, 12) relatou que

Comentava-se amplamente que o Hotel Bagdad, onde seis iraquianos morreram num duplo bombardeamento suicida no domingo, era a sede da CIA, da Mossad e dos seus ajudantes que falam árabe da antiga milícia Exército Libanês do Sul. Estava fortemente barricado e poucos tinham o crachá especial de passagem exigido para a entrada. Posteriormente ao bombardeamento, a Coalition Provisional Authority (CPA) negou relatos da presença da CIA, dizendo que o Hotel Bagdad abrigava membros do Conselho Governante e empreiteiros americanos.

DESINFORMAÇÃO

A opinião pública americana foi deliberadamente e conscientemente enganada. A cobertura americana da notícia levanta não só a questão da desinformação e do encobrimento, ela também indica a evidente incompetência da CIA (com os seus mais 30 mil milhões de dólares de orçamento anual) cujas instalações fortemente guardadas em Bagdad foram atacadas numa tranquila tarde de domingo em plena luz do dia.

O hotel estava fortemente barricados com segurança apertada. Guardas de segurança de uma companhia mercenária privada, a Dyncorp contratada pelo Pentágono, estavam nos telhados próximos ao hotel. (Liberation, Paris, 13 Outubro). Como foi amplamente confirmado pelo relatos da imprensa europeia, ‘o objectivo real era a CIA. (la vraie cible n’etait rien moins que la CIA’).

O ataque revela a fraqueza da Coligação e da CIA. Ele indica uma resistência armada crescente e dirigida à estrutura de comando da CPA."


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