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REDE GLOBO
Mônica Bergamo
"Roberto Marinho", copyright Folha de S. Paulo, 26/04/03
"Ele voltou
Na próxima semana, Roberto Marinho, 98, estará de volta à TV Globo. O empresário não pisa na empresa desde meados de agosto, quando uma fratura na tíbia o confinou a uma cadeira de rodas. Pois, depois de um intenso tratamento, Marinho voltou a caminhar. Ele não deve retornar ao batente diário, mas vai almoçar às vezes na TV para rever amigos e funcionários.
O ‘milagre’, como definiu Lily Marinho, sua mulher, foi festejado na quinta com um jantar no Cosme Velho, na residência do casal, em homenagem ao médico Carlos Giesta. ‘Tudo com o doutor Roberto é mais rápido’, dizia Karin Marinho, nora do empresário, lembrando que os primeiros prognósticos davam conta de um tratamento mais longo. Helô Guinle, da Sotheby’s, contava que Marinho se submete a sessões diárias de fisioterapia, motora e respiratória.
Lily convidou 35 pessoas para o jantar -a família e amigos como Arnaldo Niskier, Helô Guinle, Pedro Grossi e Helcius Pitanguy. O ambiente, como sempre, era de nobreza, com candelabros e orquídeas cercados por louças francesas e taças de cristais sobre toalhas de organzas bordadas com fios de ouro. Carpas japonesas agitavam a água do pequeno rio que atravessa o jardim e some na mata em torno da casa.
Para cada mesa de 12 pessoas, quatro garçons. No comando, o mordomo Edgard, fiel escudeiro de Marinho há 18 anos. Ele cuida de tudo: a entrada -patê de foie gras com geléia de caldo de carne- deve ser servida por um garçom no exato momento em que outro despeja nos copos o vinho Château d’Yquem, safra 1990. Prato principal, peixe com alcaparras, e novo vinho, tinto, Chateau Haut Brion, 1990. Sobremesa, abacaxi com calda de vinho do porto, acompanhado de Don Perignon.
Numa das mesas se contavam as façanhas do cirurgião Ivo Pitanguy, pai de Helcius, que em operações de emergência fez o paciente beber vodca para se anestesiar. Perto dos convidados, os flamingos rosas se alimentavam também, com uma ração especial. O barulho que faziam, na briga por comida, acabou se transformando num inusitado fundo musical."
IURD NA TV
IstoÉ
"TV como arma", copyright IstoÉ in Clipping do Dia / Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (www.fndc.org.br ), 23/04/03
"Igreja Universal do Reino de Deus calcula ter oito milhões de fiéis em dez mil templos no País, mas o censo de 2000 do IBGE estima seus seguidores em 2,1 milhões. Há templos em outros 70 países da América Latina, da África, do Canadá e dos Estados Unidos. A corporação religiosa é dona da Rede Record e de rádios em todo o Brasil. Seu coordenador no Congresso, o deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ), acusa a Igreja Católica de usar a política para impedir o avanço evangélico.
ISTOÉ - Os pentecostais têm crescido entre os pobres que abandonam o catolicismo. A que o sr. atribui isso?
Bispo Rodrigues - Devemos estar usando as palavras certas. É lógico que num lugar pobre qualquer religião cresce mais. É muito mais fácil e rápido instalar-se entre os pobres. Eles se identificam mais com Jesus, que era um homem do povo, enquanto os ricos muitas vezes têm sua religião particular, que é o poder, o dinheiro e a vaidade.
ISTOÉ - A Universal é acusada de explorar a miséria, vender curas e sucesso financeiro em troca de dízimos. O que o sr. diz?
Bispo Rodrigues - Quem afirma isso não sabe o que fala. Generalizam nosso trabalho para fugir do debate teológico e moral. Todo centavo que arrecadamos é investido no crescimento da Igreja. ISTOÉ - Por que a Universal investe na compra de emissoras de tevê e rádio e na eleição de bispos e pastores?
Bispo Rodrigues - A religião dominante estava e está usando a política para frear o crescimento dos evangélicos. Tínhamos de reagir, de montar uma máquina para desconstruir o preconceito dos que nos rotulam."
TV PAGA
Tela Viva News
"Crise entre operadores e Canal Brasil caminha para solução", copyright Tela Viva News in Clipping do Dia / Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (www.fndc.org.br ), 22/04/03
"A crise que há cerca de um mês se abateu sobre o setor de TV paga envolvendo a questão do Canal Brasil parece rumar, discretamente, para uma solução diplomática. O Canal Brasil diminuiu a pressão sobre a Anatel para que sejam tomadas providências, pelo menos em relação à maior parte dos operadores de cabo. A Anatel já se acertou com o Ministério da Cultura, que deve tomar providências, possivelmente para que outros canais sejam enquadrados como o canal dedicado a produção cinematográfica nacional, obrigatório pelo Regulamento do Cabo do MinC, baixado pelo decreto 2.206/97. E tudo indica que operadores ligados à NeoTV e a Globosat iniciaram em boas condições conversas para a comercialização do Canal Brasil.
No final de fevereiro, o canal entrou com representação junto à Anatel, Ancine e Ministério da Cultura pedindo providências para que o as operadoras ligadas à associação Neo TV cumprissem o decreto 2.206/97 e tivessem um canal dedicado integralmente à produção cinematográfica independente. Como apenas o Canal Brasil têm o registro nessa categoria junto ao MinC, na prática era um pedido para que todos os operadores tivessem o canal. A Anatel entrou em contato com os operadores denunciados pelo Canal Brasil, mas tudo indica que não será necessária nenhuma medida drástica."
Pay TV News
"Net tem nova rodada de conversas esta semana", copyright PAY-TV News in Clipping do Dia / Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (www.fndc.org.br ), 22/04/03
"Esta semana a Net Serviços terá nova rodada de conversas com seus principais credores para acertos, esclarecimentos e negociações acerca do business plan e da proposta de reestruturação da dívida, apresentados há cerca de um mês pela operadora. É pouco provável que já esta semana se bata o martelo sobre qualquer decisão, mas as expectativas dos dois lados são positivas para uma conclusão rápida das conversas. Tudo indica que o planejamento futuro da Net apresentado aos credores é bastante conservador, fundamentado em serviços que são reconhecidamente rentáveis e que requerem baixos investimentos iniciais. O principal deles é, obviamente, o crescimento do próprio serviço de TV paga. Não existem grandes promessas tecnológicas nem propostas difíceis de serem cumpridas no curto prazo.
Globopar
Para este mês também se espera a apresentação, pela Globopar, do seu plano de reestruturação da dívida e novo business plan. O processo na Globopar é mais complexo, pois envolve uma dívida muito alta (mesmo com o dólar declinente) e alternativas de crescimento de receita mais complicadas."
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