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DIRETÓRIO ACADÊMICO MEC Victor Gentilli Em junho de 2001, o MEC fechou o protocolo para pedido de abertura novos cursos superiores. Anunciou-se, então, que iriam ocorrer várias mudanças, que o sistema seria informatizado e que haveria dois períodos no ano para que as instituições entrassem com novos pedidos. Evidente: as faculdades isoladas, pois os Centros Universitários e Universidades têm autonomia para criar cursos. À época, a imprensa noticiou bem as novidades. Embora as mudanças tivessem aspectos positivos e negativos, só os positivos foram destacados nos noticiários, sempre baseados nos informes oficiais. Pois em fevereiro passado o protocolo abriu para fechar no dia 30 de março (na verdade dia 28, último dia útil do mês). Seria o caso de os jornais procurarem o MEC. Teoricamente, teríamos muitos dados interessantes. Quantas instituições pediram novos cursos, quais os cursos cuja autorização é mais solicitada, como se localizam geograficamente etc. A demanda foi tamanha – e as dúvidas tantas – que o MEC optou por prorrogar o prazo de inscrição eletrônica por mais um mês. Tudo isso sob o mais completo, absoluto e total silêncio da imprensa. Em março, a Folha de S.Paulo entrevistou Francisco César Sá Barreto, o novo secretário da Secretaria de Ensino Superior (que vinha sendo dirigida por Maria Helena Guimarães de Castro, que a acumulava com o Inep). O secretário, que ocupava a reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais, referiu-se ao sistema antigo e ninguém percebeu ou chamou a atenção. Que falta que faz um release. | ||