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DIRETÓRIO ACADÊMICO

 

AVALIAÇÃO DOS CURSOS

SIM
Um novo olhar sobre
os cursos de Jornalismo

 

Carmen Pereira (*)

Um comentário corrente ouvido nas escolas visitadas pelas Comissões de Avaliação foi sobre as mudanças que começam a ocorrer nos cursos visitados. Não só por parte das instituições que procuraram mostrar o que de melhor vem realizando, mas também por parte do MEC que convocou quase cem professores para a tarefa. Um dos pontos destacados foi a composição das equipes (dois professores de instituições e estados diferentes, em muitos casos quem nem se conheciam). Isso pode parecer insignificante mas indicava não só olhar diferente e uma experiência distinta, mas acima de tudo um comportamento novo. As instituições sabiam que não haveria possibilidade de dar um jeitinho e até contaram casos passados, vividos ou ouvidos. Pareciam até aliviados.

Claro que este comportamento, por si só, não garante a lisura do processo. Mas é um indicador que merece uma reflexão. Sempre nos questionamos como alguns cursos conseguiram autorização de funcionamento ou o reconhecimento. E, portanto, sempre pesou suspeita sobre as comissões. Claro que as Comissões de Avaliação não tiveram esse poder mas sua responsabilidade não foi menor. Até porque conhecer um curso em apenas dois dias foi um trabalho e tanto. É possível que ações relevantes deixaram de ser conhecidas. É certo que isso pesará no conceito e a instituição se sentirá injustiçada.

Não estamos com isso acusando ninguém. Até porque vários professores que anteriormente participaram de comissões de autorização e reconhecimento estiveram agora na Avaliação. Achamos importante, sim, chamar a atenção para a nova postura não só por parte das instituições como também do MEC. Isso, no entanto, não significa que não haverá críticas. Serão bem-vindas, pois o que devemos garantir é que o processo seja aperfeiçoado. Não devemos abrir mão, porém, é de um instrumento permanente de avaliação. Um olhar de fora pode sempre trazer novos ângulos e soluções para velhas questões.

Mecanismo de aprimoramento

Agora é a hora de, a partir dos resultados, arregaçarmos as mangas, não isoladamente mas coletivamente, para discutir e avaliar o processo vivenciado. Há críticas (algumas procedentes) sobre o modelo de escola que foi utilizado para elaboração do instrumento. Temos o Programa da Qualidade de Ensino de Jornalismo da Fenaj que poderá balizar as discussões. Aliás, a própria Federação dos Jornalistas e os Sindicatos filiados devem participar dos debates, pois assim faremos a tão falada ponte com o mercado de trabalho. Tivemos a experiência do Seminário Nacional de Diretrizes Curriculares do Ensino de Jornalismo – realizado em maio, na PUC de Campinas – que mostrou nossa capacidade de diálogo. Se cada estado ou região fizer isso, certamente nos próximos anos teremos uma avaliação que refletirá melhor o ensino de jornalismo que buscamos.

Não podemos é fechar os olhos à nova realidade, que utiliza instrumentos de avaliação como mecanismo de aprimoramento.

(*) Jornalista e professora, coordenadora do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. Participou de três comissões de avaliação.

 

NÃO
Corredores labirínticos,
perguntas sem resposta

 

Sylvia Moretzsohn (*)

Uma professora formada em Letras e com doutorado em Comunicação e Cultura não pode dar aula de Comunicação Social Comparada; uma professora graduada em Ciências Sociais e com doutorado na mesma área de Comunicação e Cultura não pode lecionar Estética e Cultura de Massa. Pior: um docente formado em História e com mestrado e doutorado em Antropologia não pode dar aula de Antropologia.

Pode parecer absurdo, mas é mais do que isso: pois este foi um dos episódios marcantes de nosso contato com a dupla de avaliadores do MEC, que, nos dias 10 e 11 de novembro, esteve encarregada de verificar as chamadas "condições de oferta" da habilitação Jornalismo de nosso curso de Comunicação Social.

A cena se passou no momento em que os avaliadores checavam o item "adequação" do docente às disciplinas ministradas e, equivocadamente, aplicavam aos professores da área de fundamentos (chamada de "não-técnica") o mesmo critério estabelecido para os da área "técnica", em que prevalece a graduação do docente e se exige formação em jornalismo para a atuação em disciplinas específicas da profissão. Apesar de alertados para o absurdo daquela situação, os avaliadores só reviram sua posição no dia seguinte. Mesmo porque o próprio programa com o qual trabalhavam rejeitaria a aplicação desses critérios aos professores da área "não-técnica": automaticamente, indicaria a opção "não se aplica" para esses casos.

Na chamada área "técnica", por pouco não tivemos desqualificados, como "não adequados", dois professores jornalistas, com larga experiência profissional: a graduação deles não era em jornalismo – o que não era obrigatório à época em que se formaram –, e tampouco a experiência comprovada em carteira foi suficiente: a comissão desejava ver o registro de cada um. Também por pouco outro professor escapou de ser considerado inadequado, porque lecionava Diagramação e sua formação era em Comunicação Visual, o que, para um dos avaliadores, significava um vínculo com Publicidade, e não especificamente Jornalismo. Não conseguimos, porém, contornar a situação de um colega formado em Direito e doutor em Comunicação e Cultura. Poeta com vários livros publicados, ex-colaborador na enciclopédia Mirador e na coleção Os Pensadores, editor da Funarte por vários anos, ele foi declarado inadequado para lecionar Oficina de Textos, vista como disciplina técnica específica de Jornalismo. Nem se levou em consideração a orientação de nosso currículo, no qual já constam como obrigatórias quatro disciplinas de Técnica de Redação, e que reserva para Oficina de Textos uma perspectiva de abordagem mais alargada das possibilidades de criação no manejo da palavra escrita.

Mas esta será uma "inadequação" fatal: desde logo, antes mesmo dos resultados oficiais, podemos dizer que nosso curso não receberá o conceito máximo (CMB, condições muito boas) porque, para tanto, seria necessário obter A no item "adequação de docentes de formação específica para as disciplinas técnicas específicas de jornalismo". Tal conceito só se atinge com 100%, e não há intermediação: menos de 100% representa conceito D. Quem mandou botar um poeta (pior: formado em Direito!) para trabalhar as múltiplas possibilidades do texto com alunos que precisam treinar lead e sublead?

Mas este foi apenas um item da "avaliação". Que, aliás, foi feita tomando-se por base apenas o quadro do segundo semestre de 99. O que acabou revelando outra situação curiosa: no detalhamento das disciplinas lecionadas por cada professor, informávamos o semestre correspondente: 1/99 ou 2/99, por exemplo. Diante daqueles números, um dos avaliadores perguntou: mas ninguém está dando aula nenhuma agora? Como não, estava ali, primeiro semestre, segundo semestre... Foi só então que ele entendeu o que chamou de "nosso" critério de classificação: pensava que os números 1 e 2 se referiam aos meses de janeiro e fevereiro. Também só então percebemos que nosso curso poderia ser considerado formalmente um curso de férias. Mas não será mesmo um caso a pensar?

Bomba, bomba

Toda a "avaliação" tomava por base o Jornalismo, visto isoladamente, e não como uma habilitação de um curso mais amplo. As distorções geradas por essa perspectiva foram inúmeras. Em primeiro lugar, os professores de outros departamentos deviam se encaixar nos mesmos critérios aplicados ao nosso curso. Assim, se fossem – como são – contratados em regime de dedicação exclusiva, precisariam ter "metade da carga horária total em sala de aula, dedicando a carga horária restante a outras atividades no curso de Jornalismo" (grifo nosso). Como são professores dos departamentos de Letras, História, Filosofia etc., evidentemente deixaram de cumprir esse quesito.

Em contrapartida, ficaram de fora os professores – e, conseqüentemente, os conteúdos – de disciplinas optativas. Ao tocarmos no assunto, um dos avaliadores perguntou: são disciplinas que, se o aluno não fizer, não leva bomba? Bem, não leva bomba se não fizer esta ou aquela optativa em particular. Mas se não cursar um determinado número de optativas, não se forma. No entanto, não cabia considerar esse ramo do currículo.

Logo a seguir, o mesmo avaliador perguntaria se oferecíamos algo além do currículo mínimo. Mas claro, se nosso currículo se divide em obrigatórias, optativas e eletivas...

A universidade fragmentada

Além de risos e surpresa, essa pequena amostra de nossa experiência com a dupla de avaliadores deveria provocar indignação: afinal, é a pessoas com este tipo de preparo que o MEC confia a autoridade de atribuir de conceitos capazes de definir o futuro dos cursos. Mas, à parte os equívocos de responsabilidade exclusiva dos avaliadores, que revelaram total desconhecimento sobre o funcionamento e as rotinas de uma instituição pública, é preciso questionar o sentido mais geral dos critérios dessa "avaliação", definidos pela Comissão de Especialistas em Jornalismo.

Em primeiro lugar, seria preciso considerar a substituição da distinção tradicional, embora certamente falseadora e formalista, entre "teoria" e "prática", pela separação entre áreas "técnicas" e "não-técnicas", como se a mudança da nomenclatura e a inversão de prioridades valorizasse automaticamente a técnica, à qual a teoria deveria estar subordinada. Vincula-se, portanto, o jornalismo a uma técnica (e não a uma "forma de conhecimento da realidade", como a própria comissão de especialistas costuma defender). Ao mesmo tempo, não se pergunta: que técnica? Mas há indicadores para a resposta: no debate travado nas edições eletrônicas do Observatório da Imprensa, entre os defensores da manutenção dos cursos de Comunicação Social para a formação de jornalistas e os postulantes à criação de cursos específicos, estes se referiam à excelência de sua proposta com argumentos do tipo: precisamos de jornalistas que saibam ao menos o que é lead e que consigam fechar o jornal na hora. Ou: os cursos específicos formam gente que é só ligar na tomada e começar a funcionar. Ou ainda, como comentou informalmente um dos nossos avaliadores sobre a produção laboratorial na universidade: o fundamental é a periodicidade, o conteúdo se consegue com o tempo. Não é difícil, portanto, imaginar que estamos falando de uma concepção absolutamente restritiva da técnica.

Decorrente da mesma lógica, deparamos com a inaplicabilidade do conceito sobre "adequação" do docente à disciplina lecionada, caso se trate de área "não-técnica". À primeira vista, parece um humilde reconhecimento da autonomia desse setor. Talvez não: pode ser precisamente uma forma de desqualificar a priori os "acadêmicos". Não se lhes aplica o conceito, porque o que eles lecionam não importa. Ou melhor, só importará adiante, quando for considerada a "organização didático-pedagógica" do curso: então será preciso saber da "integração entre teoria e prática nas disciplinas e matérias", da "existência de disciplinas teóricas vinculadas ao jornalismo", etc. E aí ficará patente a "adequação" ou não desse setor.

Em segundo lugar, mas não menos importante, é preciso verificar as conseqüências dessa tentativa de vincular todas as atividades do curso ao campo do Jornalismo. Os critérios para progressão funcional, por exemplo, deveriam contemplar titulação acadêmica e produção científica ou técnica na área de jornalismo (grifo nosso, novamente) para receber conceito A. Também a atividade de pesquisa deveria ter "relevância para a área de jornalismo" – ou, como mencionou um dos avaliadores, estar "adequada" ao jornalismo.

Entrar no mérito das pesquisas não nos parece nossa função, nem tampouco da comissão de avaliação. Mas não deixa de ser notável essa idéia de "adequação", que remete à noção de conhecimento útil, e envolve uma concepção também utilitarista do jornalismo.

E então chegamos à pergunta essencial e óbvia: que tipo jornalismo estamos avaliando e desejando? Esse que nos faz funcionar automaticamente? Esse que se auto-intitula "técnico"?

Várias vezes nossos avaliadores procuraram distender o ambiente, argumentando que éramos todos colegas. Sem dúvida, embora uns avaliem, outros estejam sendo avaliados. Várias vezes, também, buscaram justificar o "rigor" de alguns itens dizendo que havia muita fraude nos cursos privados. Sim, mas somos um curso público... E assim, a pretexto de "limpar" o ambiente (com todas as implicações éticas das metáforas do discurso sanitarista), a comissão vai impondo o seu modelo de jornalismo e de ensino de jornalismo. E, junto com isso, a sua perspectiva de universidade, uma universidade fragmentada, zelosa de saberes específicos e do respeito a regulamentos profissionais, no melhor estilo das medievais corporações de ofício, e no sentido precisamente oposto ao da interdisciplinaridade que é a razão de ser da academia. Um enorme retrocesso, em suma, que revela uma visão de mundo onde tudo está compartimentado, classificado, "adequado", ligado na tomada e funcionando. Em benefício de quem ou de quê, ninguém pergunta, nem muito menos responde.

A necessidade de reagir

De acordo com o que escreveu, há alguns meses, um dos membros da Comissão de Especialistas em Jornalismo, se o provão era de Jornalismo – e não de Comunicação Social em geral, ou de Comunicação Social/habilitação Jornalismo –, era lógico que se criassem comissões de avaliadores em Jornalismo, para avaliar os cursos de Jornalismo. Por esse raciocínio, poderíamos simplesmente ter-nos recusado a receber a dupla de avaliadores que esteve conosco por dois dias em novembro: afinal, não somos um curso de Jornalismo, mas de Comunicação Social, com habilitações em Jornalismo, Publicidade e Cinema. Poderíamos ter promovido uma rebelião em nome da lógica. Foi bom que não o tenhamos feito: assim pudemos perceber de que forma se pretende aplicar esse nefasto projeto de compartimentação do saber.

Essa experiência nos autoriza também a reconsiderar nossa presença nesse processo. Já prestamos contas regularmente ao MEC, na qualidade de instituição federal de ensino. Além disso, temos, na universidade, uma comissão encarregada de estabelecer nossos próprios critérios de avaliação. Não há motivo para nos submetermos a orientações que, além de tão restritivas, desconsideram as distinções fundamentais entre as instituições privadas e públicas. É em nome de nossa autonomia, da demarcação de nosso espaço como garantia da diversidade do pensamento e da preservação do sentido público de nossa atividade que devemos reagir.

(*) Jornalista, chefe do Departamento de Comunicação Social do IACS/UFF

 

RÉPLICA
Jornalismo vs. Comunicação

 

Victor Gentilli

Este Observatório sustentou um debate entre jornalismo e comunicação durante quase todo este ano de 1999. Há duas concepções em jogo.

A primeira, conservadora – posto que pretende manter tudo como está –, entende que o jornalismo é apenas uma das diversas habilitações do "campo da comunicação" e que, portanto, a universidade deve formar profissionais com amplo trânsito entre todas as habilitações, a despeito de sua habilitação específica.

A segunda entende que o jornalismo é uma profissão com especifidades próprias e que os cursos que formam jornalistas – sejam os cursos de Jornalismo, sejam aqueles de Comunicação com habilitação em jornalismo – devam centrar o foco nesta atividade. Com a liberdade curricular consagrada na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, esta visão postula uma série de melhorias nestes cursos. Debatemos, organizamos seminários e encontros, produzimos e divulgamos textos. Buscamos o novo, enfim. Mas somos acusados pelos conservadores de pretender voltar na história.

Hoje, os cursos são esquizofrênicos: ensinam teoria da comunicação e prática de jornalismo. A teoria é a mesma para publicitários, relações públicas, cineastas, editores e jornalistas. O conteúdo da maioria das demais disciplinas teóricas, também.

Isso implica que a prática seja uma atividade menor nos cursos. Pior, trata-se de uma prática sem o imprescindível embasamento teórico que a justifique.

Primeiro, nos acusavam de práticos; agora, nos acusam de priorizar a ciência aplicada em detrimento da ciência pura. Nada mais enganoso: boa parte da pesquisa em comunicação é pesquisa aplicada. Aliás, o potencial de ciência pura em jornalismo é inesgotável.

Quem analisar o instrumento usado para a avaliação vai perceber claramente que não houve "favorecimento" a uma determinada visão de curso. O que houve – e isto é até auto-evidente – é que, neste momento, o MEC optou, no provão desde 1997 e agora com a avaliação, por analisar de uma maneira específica os cursos de jornalismo. Sem jogo de palavras: cursos de jornalismo são os cursos que habilitam os formados a exercerem a profissão de jornalista.

Ora, valorizou-se a prática de jornalismo e a teoria de jornalismo. Valorizou-se o ensino e a pesquisa voltados para o jornalismo. Valorizou-se a biblioteca com livros de jornalismo. Valorizou-se a dedicação do professor ao ensino de jornalismo. O que há de tão pecaminoso nisso?

A opção da professora Sylvia Moretzhon por um caminho tortuoso no argumento é revelador. Sylvia sabe que o nome dos avaliadores é mantido em sigilo pelo MEC: a intenção é questionar os critérios. Mas ela se aproveita para fazer ironias, críticas e questionamentos de quem, sabe, não ouvirá contestações.

Assim, busquei ouvir um dos avaliadores citados por Sylvia. Eis o seu relato, sem ironias:

"Infelizmente, ao entrar em contato com a documentação do Curso de Jornalismo da UFF, no que tange a parte de grade curricular, ementas, corpo docente, presenciei uma total falta de controle, a ponto de pedirmos que a chefe do Departamento de Comunicação Social, Sylvia Moretzsohn, ficasse conosco o tempo inteiro da inspeção, explicando os "critérios" adotados pela instituição

Não foram poucas vezes que a chefe do Departamento teve que utilizar o telefone para manter contato com os docentes, e quando não os encontrava solicitava informações a esposa, mãe etc.

Especificamente no caso da área técnica, a falta de documentação nos levou a pedir que os professores enviassem cópia do registro, pois embora a professora Sylvia nos garantisse que eles se enquadravam, ela não tinha como provar.

Outro caso interessante, não mencionado, é o fato de a professora Sylvia não ter o controle de horas dos professores de dedicação exclusiva. Ela não sabia dizer a carga horária e para que era destinada . Tanto que só no segundo dia de inspeção nos passou uma listagem com inúmeras correções das próprias informações por ela prestadas no dia anterior.

 

ESCLARECIMENTO
Pela qualidade da informação

 

A matéria Pela qualidade da informação, assinada por Virgílio Alvarez Aragón e Guilherme Canela de Souza Godoi, publicada na edição eletrônica do Observatório da Imprensa número 79 [veja remissão abaixo], à exceção de partes do primeiro e do último parágrafos, reproduz ipsis literis trechos do Relatório Final da pesquisa "Mídia & Educação" preparado sob a responsabilidade conjunta de Virgílio Alvarez Aragón, Venício A. de Lima, Paulino Motter e Liziane Guazina, pesquisadores do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília, que realizaram o trabalho por solicitação de um consórcio de entidades ligadas à educação.

Desta forma, ao contrário do que informa a nota de rodapé que acompanha o texto, trata-se de uma "transcrição" de parte das "Considerações Finais" do Relatório, e não de "compilação" ou comentário.

Como co-autores do texto publicado sem o nosso conhecimento, consideramos incorreto que parte do Relatório seja divulgado sem que fique clara a sua autoria coletiva e o crédito devido a todos os seus autores seja atribuído.

Por razões de justiça e ética, solicitamos a publicação deste esclarecimento no próximo número do Observatório.

Atenciosamente,

Venício A. de Lima e Liziane Guazina, pesquisadores do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília

 

Resposta de Virgílio Álvarez Aragón

 

Diante da correspondência enviada por dois dos consultores da pesquisa "Mídia & Educação" a este Observatório, venho fazer o seguinte esclarecimento:

1. O texto virtualizado por este Observatório continha em sua primeira nota de fim o esclarecimento necessário de que o Relatório Final da pesquisa foi fruto de um trabalho coletivo e de que o material representava uma redução da seção "Resultados Finais" do Relatório em questão;

2. O Relatório disponibilizado para download por este Observatório continha todos os créditos referentes a todos os pesquisadores e auxiliares de pesquisa que participaram do trabalho, bem como a íntegra do Relatório.

Neste sentido, me parece não ter fundamento a solicitação enviada pelos dois consultores em questão.

Não tendo mais nada a esclarecer, agradeço o espaço concedido por este Observatório para divulgação da pesquisa "Mídia & Educação", renovando meus votos de mais elevada estima e distinta consideração.

Atenciosamente,

Virgílio Álvarez Aragón, professor-doutor, coordenador geral da pesquisa "Mídia & Educação", membro do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares da Universidade de Brasília

 

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