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SOLUÇÃO NA CÁSPER
Vitória dos professores põe fim à crise

Victor Gentilli

Final feliz na crise da Faculdade Cásper Líbero. Todas as reivindicações do grupo de professores que se mobilizou em defesa do curso de Jornalismo foram atendidas. Mensagem enviada pelo superintendente geral da Fundação Cásper Líbero, Sérgio Felipe dos Santos, no dia 18 de fevereiro informa aos professores que:

1) A partir do ano letivo de 2004, as novas turmas de Jornalismo voltarão a ter 45 alunos por sala de aula;

2) Não haverá vetos da Fundação Cásper Líbero a uma eventual recontratação do professor Marco Antonio Araújo;

3) As questões de relevância pedagógica e que digam respeito à qualidade de ensino serão discutidas pela comunidade acadêmica, tendo assegurada a democratização do debate sobre o futuro da nossa instituição. Para tanto, que se institua uma comissão responsável por implantar uma reforma regimental da Faculdade Cásper Líbero;

4) Serão nomeados pela direção da Faculdade os professores Mario Vitor Santos e Welington Andrade como coordenador e vice-coordenador de Jornalismo, respectivamente;

5) A contratação de novos professores se dará sob a indicação da Coordenadoria de Jornalismo, aprovação do CTA e homologação pela Mantenedora, conforme Regimento Interno, artigo 61.

Com estas medidas, se encerra a crise, iniciada em dezembro do ano passado com a demissão, sem explicações, do coordenador de Jornalismo, professor Marco Antônio Araújo. Uma das principais queixas dos professores foi a criação do curso de Turismo e, principalmente, o aumento de vagas e alunos por turma, no vestibular de 2003. Lamentavelmente, as turmas ingressantes em 2003 contarão com número elevado de alunos em sala de aula, mas o compromisso de redução em 2004 pelo menos atenua o problema.

A Faculdade Cásper Líbero se diferenciava claramente dos demais cursos de Jornalismo de São Paulo e do Brasil notadamente pela qualidade do seu corpo docente, majoritariamente composto por profissionais experientes e bem-sucedidos no mercado. Na semana retrasada, um grupo expressivo de professores manifestou-se claramente disposto a abandonar o curso caso o projeto original não fosse retomado. Pelo visto, os dirigentes da Fundação Cásper Líbero sensibilizaram-se com as demandas desses professores.

Com o fim da crise, todos saem ganhando, particularmente um projeto de curso diferente e inovador, que corria o risco de se perder.

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