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DESAGRAVO
O player agora quer ensinar jornalismo

Victor Gentilli

Ronald Levinsohn, que já prejudicou a tantos no caso Delfin, agora dono da UniverCidade, prefere trabalhar no anonimato. Publica regularmente sua opinião em anúncios de página inteira no Jornal do Brasil. Página nobre, ímpar, no primeiro caderno. Em 24 de junho, publicou na página 5.

Ronald Levinsohn nunca foi um educador. Qualificava-se como "empresário" quando vivia de outros expedientes, como faz até agora. Mas agora modernizou-se. É player, atributo que aqueles que movimentam grandes somas de capital atribuíram a si mesmos.

Nada mais fora do lugar do que defender a liberdade num anúncio pago. Mas a liberdade que Levinsohn defende até que está bem colocada. Afinal, ele já defendeu – clara e ostensivamente – que os cursos superiores devem ser abertos com absoluta liberdade.

Sim, a UniverCidade defende que nenhuma instituição necessite de autorização do MEC para criar uma faculdade. O mercado é que irá controlar a qualidade.

Agora, Levinsohn ataca – sem citar nomes – o jornalista Alberto Dines. Uma pena que ele não tenha feito nenhuma referência que permitisse identificar quem era o "capadócio".

Só quem leu o Observatório da Imprensa é que sabe que ele decidiu agredir Alberto Dines pois este optou por criticar a Faculdade Estácio de Sá, que prefere trazer Peter Arnett a ensinar jornalismo com decência.

Curioso: no Observatório, tudo é feito às claras; nos anúncios da UniverCidade; Ronald Levinsohn se esconde e esconde até o nome do seu desafeto, Alberto Dines.

Quem se esconde desta forma tem autoridade para falar em "interesses não revelados"?

Quem se esconde desta forma tem condições de falar em "simples suspeitas transformadas verdades absolutas"?



CARTAS
Desprazeres, vergonhas e orgulhos

Caro Dines, adorei sua matéria, e ainda mais sua resposta. Tive o desprazer de trabalhar na Estácio durante anos, e a "vergonha" de ter sido dirigido (sic) pelo Sr. Felipe Penna durante alguns poucos meses. Mas também tive o privilégio e a honra de ter sido o único professor da Faculdade de Comunicação Social da Estácio a ser demitido pelo referido diretor.

Assim como na fábula, não pude resistir à vontade de gritar contra tudo e todos que "o rei estava nu"! Os métodos do Sr. Felipe Penna são totalmente compatíveis com a proposta da instituição mercadológica de ensino Estácio de Sá. E como já bem disse a Veja, não passam de um supermercado do ensino. Nada contra os supermercados! Grande abraço,

Antonio Brasil, ex-professor de Telejornalismo da Estácio de Sá, com muito orgulho!



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