
DIRETÓRIO ACADÊMICO
AVALIAÇÃO
Mudanças no MEC
V. G.
No ano passado, a idéia de criação de uma Agência Nacional de Educação – a exemplo de outras agências reguladoras – era muito forte no Ministério da Educação. Com a agência, toda a atividade de avaliação estaria a cargo desta nova instituição, de forma que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) – que já vinha realizando o provão – acumularia outras atividades de avaliação e "desapareceria" para se transformar na nova agência.
Quem acompanhou de perto os bastidores viu que o ministro consultou mais de uma dezena de pessoas antes de nomear o professor McDowel de Figueiredo para substituir Abílio Baeta Neves na Secretaria de Educação Superior (SESu) do MEC. Já no final do ano passado, sabia-se que a Avaliação das Condições de Oferta este ano não seria mais realizada pela SESu, mas pelo Inep. Pela lei, a Avaliação das Condições de Oferta era uma forma de o curso obter renovação de reconhecimento.
Agora, vem a informação oficial de que o Inep vai cuidar do provão, da Avaliação das Condições de Oferta, do reconhecimento e da renovação de reconhecimento dos cursos.
Os padrões de qualidade produzidos pelas Comissões de Especialistas da SESu deverão continuar norteando e oferecendo critérios e parâmetros para esta avaliação. A SESu cuidará diretamente do credenciamento de instituições e das autorizações de cursos. E supervisionará as atividades que ficarão a cargo do Inep. No caso do Jornalismo, em particular, e da Comunicação, em geral, os novíssimos padrões de qualidade serão o parâmetro para essas avaliações que o Inep fará, supervisionada pela SESu.
Há quem comente que a solução política – a criação da Agência – foi substituída pela solução administrativa. Mas a meta que o ministro Paulo Renato Souza pretende alcançar, independentemente da forma, continua a mesma.
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