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E-NOTÍCIAS
ENTREVISTA
João Paulo Nucci
"‘Acabou a era romântica da internet’", entrevista com Silvio Genesini, copyright Valor, 11/5/00
"O consultor Silvio Genesini tem história na internet. Ele pesquisa e trabalha com os negócios ligados a rede há mais de quatro anos — ou seja, ele já estava lá quando a coisa começou para valer. Sócio-diretor da Andersen Consulting, uma dos principais escritórios de consultoria do mundo, Genesini passa seus dias criando estratégias de internet para empresas como BCP, Globo.com, ATL, Telemar, Zip.Net e Editora Abril.
Formado em engenharia de produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Genesini tem 22 anos de Andersen Consulting. Há três, formalmente cuida da área ‘ponto-com’ da consultoria. Na entrevista abaixo, Genesini aponta um cenário realista para o futuro da internet comercial no Brasil, onde não constam fortunas surgidas da noite para o dia nem garotos geniais saindo da garagem de casa direto para as bolsas de valores. ‘A era romântica acabou’, diz Genesini.
O sr. pesquisa e trabalha diretamente com a rede há quatro anos. O que mudou nesse tempo?
Silvio Genesini: A rede é significativamente maior em tudo hoje. Antes, haviam poucos precursores. Agora, a internet entrou no foco de atenção de todo mundo. O último Natal foi a pré-explosão da rede no Brasil, comparável ao fim de 1998 nos Estados Unidos. Em 2000, ela explode. Até o fim do ano, vamos chegar a 10 milhões de usuários, uma posição equivalente aos países da Europa.
Equivalente em números absolutos, mas ainda pouco em relação à população brasileira...
Genesini: Sim. Eu vejo dois brasis na internet. Tem um Brasil de oito milhões de residências das das classes A, B e um pedaço da C. Boa parte dessa gente estará efetivamente na rede, com potencial para fazer comércio eletrônico. São cerca de 30 milhões de pessoas. Comparada à população de 160 milhões, é pouco, mas mesmo assim é mais gente do que a Argentina inteira e do que muitos países europeus. O outro Brasil estará eventualmente ligado à rede, por meio da escola e de programas de internet pública.
A última pesquisa do Ibope mostrou um crescimento forte no início do ano por causa da internet grátis. Mas a pesquisa aponta para uma dimuição no ritmo de crescimento. Ainda há espaço para crescer?
Genesini: O Ibope tem um problema com suas pesquisas na internet. As perguntas são complexas, as pessoas têm dificuldade em responder. Ele fez uma pesquisa em julho, uma em dezembro e uma em fevereiro deste ano.
Entre julho e dezembro, ele apontou um número estagnado de 3,3 milhões de internautas. Em fevereiro, apareceram 4,5 milhões. Mas esse crescimento já deveria ter aparecido no levantamento de dezembro. Foi a época que chegaram ao Brasil os grupos internacionais como o Terra, a Starmedia, o America Online. O crescimento nessa época foi de 1 milhão, provavelmente. Outro exemplo é o Datafolha, que aponta 7 milhões de internautas, mas só 1,9 milhão com e-mail. Eu não conheço ninguém que navegue e não tenha e-mail. Há um erro aí.
Não há uma superestimação dos números, já que não existe uma metodologia perfeita de aferição?
Genesini: São duas medidas as que interessam:o número de pessoas com alguma relação com a internet, que incluem as que pegam carona. Esse número não é superestimado. É bastante provável que a gente tenha hoje cerca de 7 milhões de pessoas com alguma relação com a internet. E o potencial para os próximos cinco anos é de 30 milhões, sem superestimações. Essas pessoas têm mais valor para a publicidade doque para o comércio eletrônico. A superstimação pode acontecer na contagem das pessoas que tem valor do ponto de vista do comércio eletrônico. E todas as pesquisas indicam que o contigente de pessoas que fazem compras ou farão no futuro ainda é muito pe queno.
Com a barreira do valor do acesso quebrada, o que falta para popularizar a internet?
Genesini: A primeira barreira é o custo do computador, que no Brasil está por volta de R$ 3 e R$ 4 mil. É muito alto. Nós vamos ver daqui para a frente empresas promoções do tipo ‘fique comigo por um ou dois anos e eu te financio o computador’.
Que tipo de empresas farão promoções desse tipo?
Genesini: Principalmente os provedores de acesso, junto com os fabricantes de computadores. Nós só não tivemos isso antes porque a febre do acesso grátis tomou conta nos últimos meses.
Os bancos não vão entrar nessa?
Genesini: No passado, eles já fizeram isso. Mas a minha impressão é que agora é a vez dos provedores. Porque a estratégia do banco é dar acesso gratuito e correr atrás do cliente das classes A e B, que já têm computador.
Quanto vai custar o computador?
Genesini: O importante é menos o preço finaldo que o quanto vai se pagar por mês. O ideal é que com R$ 50 por mês você tenha acesso à internet e mais o seu próprio computador. É importante que não passe disso, que caiba na renda mensal. A classe média é bombardeada por um conjunto de empresas que querem abocanhar uma faixa de R$ 50 a R$ 100 da sua renda. Todo mês, nós temos uma conta de celular, uma de tv a cabo, a da internet, que soma-se à conta telefônica. No final, gasta R$ 300 ou R$ 400 reais por mês em coisas que há dez anos atrás nem existiam. A gente tem que ver até que ponto a população tem capacidade para pagar isso.
E o acesso móvel?
Genesini: Essa é outra febre que está para acontecer. Nós temos 16 milhões de celulares no país, muito mais do que computadores, que são 8 ou 9 milhões. No segundo semestre, uma parte desse pessoal vai trocar seu aparelho atual pelos novos modelos, já com acesso à rede.
Hoje a rede brasileira está numa fase de investimentos pesados. Até quando vai esse período?
Genesini: Eu comparo esse fenômeno à febre que exisitu nos anos 60, quando todo mundo era hippie ou ativista política. E quem não era nenhum dos dois se sentia mal e queria estar dentro. Hoje, todo mundo quer estar dentro. Eu chuto que existem 300 empresas atrás da oferta incial de ações em bolsa. Só 10% dessas empresas vão ter sucesso. Esses terão capital abundante e vão se valorizar muito. Outros 20% vão sobreviver. E 70% vão ser comprados ou vão morrer. A velocidade desse processo vai depender do índice Nasdaq.
Se ele continuar a escorregar...
Genesini: Aí os investidores vão passar a aplicar nos grandes site, nos grandes provedores. Vai minguar o dinheiro para os pequenos. Então a gente vai ver, como na década de 60, muita gente morrer de overdose. Se as bolsas estacionarem, a gente deverá viver esse processo daqui a um ano e meio, no máximo. Se o Nasdaq cair mais, em seis meses a gente começa a ver uma consolidação.
Por que até agora nenhuma empresa brasileira de internet abriu o capital?
Genesini: Aconteceram dois movimentos de atraso: as empresas brasileiras puras descobriram que tinham de ser latino-americanas. O que é uma contradição, porque o Brasil é 50% do mercado latino-americano. Mas isso não convence os investidores. A experiência da Starmedia demostrou que se tinha que estar na Argentina, no México e até na Espanha para pegar toda a comunidade ibero-americana. O UOL é um caso típico. Tem 650 mil assinantes no Brasil, mais o Brasil Online, a NetGratuita. Está mais do que na cara que o IPO do UOL vai ser bem sucedido. Mas ele precisou, antes, marcar presença em outros países. Outra coisa foi a instabilidade do mercado, que atrapalhou os planos.
Esse conceito de comunidade latino-americana é pouco familiar aos brasileiros. O mercado não está errado nessa avaliação?
Genesini: O mercado é cego. Ele está reagindo desse jeito como nas altas e baixas da bolsa. Não tem muita explicação além do fato de que é assim que acontece. E definitivamente o Brasil é 50% da América Latina, é onde vai ter massa crítica. É suficiente.
O tropeço das bolsas mudou o comportamento dos investidores?
Genesini: O mercado ficou ressabiado. Agora, ele tende a se concentrar nos grande negócios. Vai ser mais seletivo daqui para a frente.
Algumas empresas nascidas na internet já estão com dificuldades típicas da velha economia, com sérios problemas de caixa apesar do alto valor de mercado. Como o sr. vê isso?
Genesini: Isso vai acontecer muito, inclusive no Brasil. O capital ainda é abundante por aqui, é fácil arrumar US$ 5 milhões para colocar num site. Só que esse valor não faz uma empresa vencedora na internet. É preciso algo como US$ 300 milhões para isso. Minha previsão é de que muita gente vai quebrar ou desparecer. E outras empresas serão vendidas.
O capital abundante e a ausência de boas idéias não significam que a internet é um meio limitado para se fazer dinheiro?
Genesini: Quem está colocando dinheiro na rede por aqui são os bancos de investimento. Eles seguramente recebem algo como 20 ou 30 projetos por dia. Dessas, eles prestam atenção em uma ou duas, no máximo. Aí já tem uma limitação, a capacidade de geração de idéias, que acabam se repetindo. Já temos vários portais de imóveis, de agricultura, de saúde, de futebol. Esse negócio tende a covergir. Vamos pegar um exemplo como o futebol, onde o mercado é muito grande. Hoje são uns 20 portais. Daqui a pouco, serão 50. Quantos cabem de verdade no Brasil? Quatro ou cinco, no máximo.
E os 45 que sobram?
Genesini: Ou vão quebrar ou serão engolidos, muito antes de chegarem próximos de abrir o capital. A onda de pessoas físicas ricas no brasil na internet meio que acabou. Quase não tem mais. E quem tinha já vendeu e levou pra casa quantidades entre US$ 5 e US$ 10 milhões. É muito dinheiro para um garoto de 25 ou 30 anos. Mas isso é rico igual ao Jeff Bezos da Amazon? Não, não é. Isso acabou. Agora a internet é de grandes grupos. Esses caras vão dominar. A era da garagem, a era romântica acabou.
Qual será a grande fonte de receita dos sites? Publicidade ou comércio eletrônico?
Genesini: Os dois, mas menos do que se espera. A explosão da internet brasileira, do ponto vista do número de usuários, vai acontecer, sem dúvida. Do ponto de vista de receita de publicidade e comércio eletrônico, o Brasil vai ter uma certa decepção. O fato é que o grosso da publicidade dos próprios sites está na mídia tradicional. O grande jogo da internet ainda é aumentar a audiência para valorizar o site. Resolver o problema de receita fica para depois. Quando o negócio estiver bem posicionado, a receita virá.
E se a receita não chegar?
Genesini: Não vai chegar para muita gente. O Brasil vai ter, entre portais e provedores, uns 20 grandes players. Esses 20 grandes vão ter receita porque as fundações dessa nova economia são sólidas, o comércio eletrônico faz sentido. O problema, no fundo, é saber como ser um desses 20. Para eles, vai ter receita e vai ter dinheiro do investidor.
O que vai definir essa briga?
Genesini: A audiência e a qualidade da audiência, se ela tem poder aquisitivo. Quem tiver in-fluência sobre esse público vai ganhar a corrida."
BANDA LARGA
Marcelo Kischinhevsky
"Globo quer internet com a Telecom Itália", copyright JB, 12/5/00
"As Organizações Globo estão negociando com a Telecom Italia uma aliança estratégica na área de internet via cabo. O diretor-presidente do grupo italiano, Roberto Colaninno, esteve ontem no Rio, visitando os estúdios da rede e os cenários usados na novela Terra Nostra, e confirmou que há conversações em andamento, mas que o acordo ainda não foi assinado.
Colaninno - que veio ao Brasil integrando a comitiva do presidente italiano, Carlo Azeglio Ciampi - informou por meio de assessores que a parceria ficaria restrita aos serviços de internet de alta velocidade, em banda larga, não envolvendo produção de conteúdos na área de televisão aberta.
Uma fonte da Globo qualificou as negociações como um ‘namoro’ de longa data, mas garantiu que não há nada fechado e que há outros parceiros à vista. ‘Estamos conversando também com outros grupos, mas existe um namoro com a Telecom Italia que pode acabar em casamento’, brincou.
A Globo controla a Net, líder na distribuição de TV a cabo no país, com mais de um milhão de assinantes, e há dois meses lançou seu portal de internet, o Globo.com. No mercado, já especulava-se que a empresa buscaria um sócio estrangeiro para se capitalizar e ganhar fôlego para novos investimentos na rede.
Sócios antigos - Tanto a Globo quanto a Telecom Italia desmentiram as informações publicadas pelo semanário italiano L’Espresso de que o acordo operacional já estaria fechado e envolveria a distribuição de serviços de internet via cabo em toda a América do Sul. A aliança incluiria a criação de duas empresas, uma para serviços on-line no Brasil e outra para operação nos países vizinhos - na primeira, a Globo teria 60% do capital e a Telecom Italia, 40%, enquanto na segunda, as participações acionárias seriam invertidas.
Os dois grupos já são sócios na Maxitel, operadora da banda B da telefonia celular em Minas Gerais, Bahia e Sergipe, controlada pela Telecom Italia Mobile (TIM, subsidiária de telefonia móvel do grupo italiano), pelo grupo Vicunha e pela União Globopar-Bradesco (UGB), e mantiveram sociedade na Tele Celular Sul e na Tele Nordeste Celular - a Globopar, braço de telecomunicações das Organizações Globo, vendeu suas participações nas duas operadoras para a própria TIM, no fim de 1998."
FOME DE LEÃO
Joelmir Beting
"Dá para tributar?", copyright O Estado de S. Paulo, 12/5/00
"Sim, os técnicos da Receita Federal estão examinando impactos fiscais do advento desinibido das lojas virtuais. Mas descartam, por enquanto, iniciativa de enquadramento tributário diferenciado para o comércio eletrônico da Internet. Foi o que disse, ontem, à coluna, o secretário Everardo Maciel.
Que tal uma CPMF talhada para o mercado on-line? Everardo pondera: ‘De fato, a taxação da movimentação financeira seria dispositivo tecnicamente mais adequado para a pescaria fiscal dos negócios intangíveis do e-business e e-commerce. Temos com a CPMF da economia real a única experiência do mundo nessa matéria. Mas isso só seria válido para o universo virtual da Web se o tributo do ‘link’ financeiro evoluísse para um imposto substitutivo de outros tributos, com alíquota reforçada, tanto para o mercado on-line como para a economia off-line. Ora, isso é coisa para 2010...’
E até lá? Everardo diz que estamos na mesma situação de americanos, europeus e asiáticos: numa sinuca de bico. A explosão do mercado on-line, ainda no início do princípio do começo, acabará por produzir estragos fiscais de monta no ‘front’ da tributação de comércio e de serviços. O paraíso.com fiscal da Internet, em nichos da economia chipada, terá de ser compensado, lá na frente, por taxação maior da velha economia off-line.
Para o secretário da Receita, a questão tributária engastada na Internet terá de ser discutida a partir de enfoques plugados no futuro e não, como até aqui, por expedientes plantados no passado. Exemplificando: ‘De que adianta discutir tributação na origem ou no destino do fluxo comercial de empresas e de mercados intangíveis, sem endereço e sem fronteira?’
O comércio eletrônico internacional não é problema, diz Everardo Maciel: ‘A gente aplica no embarque ou desembarque dos produtos físicos das transações virtuais o mesmo aparato aduaneiro e tributário do comércio exterior tradicional. A complicação está é no rastreamento fiscal de contratos de serviços e nos mercados internos de produtos e serviços negociados on-line.’
Alguma luz no fim desse túnel? Everardo Maciel suspira fundo: ‘Com a proliferação de empresas virtuais sem raiz e bandeira, a salvação da receita pública estaria na armação de Fisco Global, pactuado nos moldes da Organização Mundial Aduaneira (dirigida pelo brasileiro Álvaro Ribeiro). Mas aí a coisa resvalaria do plano técnico para o campo político. Tarefa para uma década, no mínimo’."
FUSÕES & AQUISIÇÕES
Ricardo Grimbaum
"Terra planeja união com a Lycos", copyright Folha de S. Paulo, 13/5/00
"A Terra, filial da Telefónica de España especializada em Internet, está negociando um acordo com a norte-americana Lycos, uma das maiores provedoras de acesso à rede mundial de computadores. Se der certo, a Telefónica terá dado um grande passo na sua estratégia de se tornar uma das maiores empresas de telecomunicações e de Internet do mundo.
Hoje, a Terra é forte na Espanha e na América Latina, incluindo o’Brasil. Cerca de 80% da receita da empresa está concentrada na Espanha, no México e no Brasil. Ao se associar à Lycos, a Terra entraria pela porta da frente no mercado de língua inglesa. A Lycos é um dos cinco maiores provedores dos Estados Unidos.
A Bolsa de Valores da Espanha suspendeu a negociação dos papéis da Terra, mas até agora não houve confirmação da associação. Em nota oficial, a Terra se limitou a reconhecer que está havendo negociação, mas foi cautelosa. ‘Até agora, não há nada certo e não existe nenhuma garantia de que um acordo será alcançado’, anunciou a empresa.
Ação dourada
Um acordo viria em boa hora para a Telefónica, centro de uma grande disputa internacional. Na semana passada, o governo espanhol barrou a fusão da Telefónica com a holandesa KPN ao usar a chamada ‘ação dourada’ - o direito a veto que é garantido para alguns acionistas de empresas.
Ontem, a União Européia reagiu ao nacionalismo espanhol e deu sinal verde para que os países prejudicados pelo uso de ações douradas recorram aos tribunais internacionais.
É uma retaliação clara à Espanha, que incentiva sua antiga estatal a comprar empresas no exterior, mas barra companhias estrangeiras interessadas em comprar ou se associar à Telefónica.
Toda essa disputa deixou o presidente da Telefónica, Juan Villalonga, numa posição muito difícil. Villalonga, uma das figuras públicas mais faladas e polêmicas da Espanha, estava sendo pressionado para deixar o cargo desde a campanha das eleições gerais no início do ano.
Na época, ele foi bombardeado por seus antigos protetores do Partido Popular (PP) porque criou um sistema de distribuição de bônus para diretores da Telefónica, incluindo ele mesmo. Em meio à campanha eleitoral, o PP queria que Villalonga abrisse mão dos bônus e ele se recusou.
Ao tentar fundir a Telefónica com a KPN, Villalonga voltou a despertar reações furiosas. Analistas espanhóis ouvidos pela Folha disseram que a fusão era uma tentativa de Villalonga de diluir o poder do governo que ainda é um grande acionista na Telefónica."
Jorge Henrique Cordeiro
"Provedor iG lança seu portal mundial", copyright Jornal do Brasil, 12/5/00
"O iG (Internet Grátis), provedor de acesso gratuito à rede mundial de computadores, lançou ontem o seu portal mundial (www.ig.com), que terá notícias sobre o Brasil direcionadas aos brasileiros que vivem no exterior. O portal, sob responsabilidade da nova subsidiária do iG Brasil, chamada iG Mundial, estréia seu conteúdo internacional primeiramente nos mercados português e americano, com orçamento previsto de US$ 2 milhões, e depois será expandido para outros países da Europa e América Latina, além do Japão, onde existem grandes comunidades brasileiras - o investimento total para este ano é de US$ 5 milhões.
‘São cerca de cinco milhões de brasileiros que moram no exterior. Queremos ser o melhor portal brasileiro para brasileiros, ajudando-os a matar as saudades do país’, afirmou o publicitário Paul Heath, ex-diretor-geral da Young & Rubicam em São Paulo, que agora assume o posto de principal-executivo do iG Mundial. Para Heath, é muito mais barato lançar um portal com conteúdo feito no Brasil para brasileiros, do que apostar num projeto com conteúdo local. ‘Nossa estratégia custa 5% do total que seria necessário para investir num portal local em outros países.’ Heath admite porém que o próximo passo será o desenvolvimento de conteúdo em inglês e espanhol para estrangeiros interessados em assuntos brasileiros, como esporte, música e mulheres.
Meta – O iG começou suas operações em janeiro passado e já conquistou 1,6 milhão de usuários e 3,7 milhões de acessos diários ao seu site. Para o portal internacional, a idéia segundo Heath é conseguir cerca de 200 mil usuários até o fim do ano. As receitas do novo portal virão de publicidade e comércio eletrônico. O iG Mundial já fechou parceria com a Varig e as Lojas Americanas.com, que compraram cotas de patrocínio – outras duas cotas deverão ser fechadas nos próximos meses. Heath não revela valores, mas diz que são próximos aos fechados pela holding iG Brasil – US$ 2 milhões por cota.
‘Estamos pronto para conquistar o mundo’, diz Heath, que aposta em serviços especiais do novo portal para os brazucas que moram no exterior, como o Mercearia Brasil, que oferecerá mais de 40 produtos brasileiros aos que vivem nos Estados Unidos."
NOVO ATAQUE
IDG Now!
"Hacker invade emissora de rádio e TV nos EUA", copyright IDG Now!, 12/5/00
"Um hacker invadiu o sistema da emissora pública de TV e rádio de Maine, nos Estados Unidos, e teve acesso a um arquivo com nomes, números de telefone, endereços e números de cartão de crédito de 63 mil pessoas.
Representantes da empresa afirmaram que ainda não sabem se os dados foram capturados ou apenas vistos pelo hacker. Segundo eles, ainda é cedo para afirmar se as informações foram utilizadas para alguma operação ilegal. O porta-voz da emissora comentou ainda que o hacker precisaria de um software bastante sofisticado até mesmo para ler os dados e que havia recebido um e-mail anônimo informando que o sistema tinha sido invadido.
A invasão aconteceu domingo de manhã ao software que guarda os dados de arrecadamento de fundos da emissora. Os representantes da companhia anunciaram o ocorrido para que os membros ficassem atentos no caso de alguma ocorrência inesperada com seus cartões de crédito.
A estação bloqueou todas as portas do seu servidor e está tomando precauções adicionais para prevenir ataques futuros. As autoridades federais também foram avisadas sobre o ataque e a companhia afirmou que as investigações serão realizadas no caso de provas concretas de que houve danos financeiros."
MALA DIRETA
Guia da Imprensa
"Email come 13% do mercado de mala direta", copyright Guia da Imprensa, 14/5/00
"O marketing direto feito por intermédio de emails vai engolfar 13% do mercado de malas diretas convencionais, nos Estados Unidos, dentro de cinco anos. O total do mercado roubado pelos emails comerciais será de algo em torno de US$ 7,3 bilhões por ano só nos EUA.
Os números fazem parte de um estudo divulgado esta semana em Nova York pela Jupiter Communications, uma das mais respeitadas empresas de pesquisas de e-commerce do mundo.
Aviso aos e-comerciantes dado pela Jupiter no relatório: preparem-se desde já para a mudança de ares, começando hoje mesmo a integrar suas listas de distribuição de emails, a torná-las mais flexíveis e a incluir em suas mensagens comerciais eletrônicas todo o tipo de mecanismo para que o consumidor dê retornos, reclame do que considera errado e possa focalizar melhor sua área de interesse."
SAÚDE ONLINE
Ricardo P. Cesar
Copyright IDG Now!, 12/5/00
"De acordo com estudo da Gomez Advisors, os cerca de 20 mil sites que trazem conteúdo relacionado com saúde e as farmácias online – que já são mais de uma dúzia nos EUA – estão sobrecarregando os internautas de informações sobre opções de healthcare. Em uma pesquisa com 12 mil internautas norte-americanos, a Gomez descobriu que 77% já pesquisaram por informações sobre saúde na Internet. Cerca de 30% dos entrevistados, no entanto, não foram capazes de eleger um site sobre o assunto de sua preferência.
Segundo a Gomez, o motivo disso provavelmente é a preocupação com a credibilidade da informação que eles recebem e com o sigilo das informações que eles colocam online.
A pesquisa mostrou que 85% dos entrevistados classificam a credibilidade como o ponto mais importante para a qualidade de um site de saúde. Além disso, 61% dos internautas hesitam em colocar informações pessoais na Web e 41% declararam que a possibilidade de mandar um e-mail para seu médico é a característica mais importante para sites do setor.
O trabalho da Gomez Advisor revela ainda que a área de saúde terá um forte crescimento na Internet nos próximos anos. O setor deve fechar 2000 movimentando cerca de US$ 646 milhões nos EUA, número que saltará para mais de US$ 8,4 bilhões em 2005."
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