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FEITOS & DESFEITAS TV FOFOCA Fabio Leon Moreira (*) Há alguns meses escrevi aqui [veja remissão abaixo] sobre um caso de publicação de três revistas semanais de bastidores e fofocas do mundo do entretenimento, que tinham dado um desfalque de lealdade aos seus fiéis leitores como poucas vezes se viu nessa imprensa especializada. Caras, Quem e Chiques & Famosos, numa decisão inédita, fizeram três matérias de capa, respectivamente e na mesma semana, com a Rainha dos Baixinhos, a apresentadora Xuxa, e dividiram entre si um critério de "exclusividade" que só enganou os próprios repórteres. Roupas, ensaios fotográficos e textos. Quase tudo se repetiu vergonhosamente nas A jogada armada é a seguinte: como é praticamente impossível, segundo a lógica da Física, que um corpo ocupe dois lugares ao mesmo tempo, jamais existirão dois programas televisivos com transmissão ao vivo em que o entrevistado seja o cantor Daniel anunciando que vai abandonar a música, por exemplo. Obviamente, uma das duas entrevistas (se determinado caso ocorrer) será a exibição de um videoteipe. Por tanto, qual foi a solução arranjada para atrair a audiência? Esperar a aparição do cantor numa outra emissora, Querem um exemplo mais realista? Tiazinha filmando Objetos Voadores Não Identificados (OVNI’s). Quem deu o "furo de reportagem" foi o programa TV Fama (Rede TV!). Três dias depois num domingo, Gugu Liberato estava exibindo a fita com o conteúdo amadorístico-cinematográfico da dominatrix em seu Domingo Legal. Aliás, Suzana Alves merece desprestígio até como cinegrafista amadora, pois em um único segundo, através de um preciso e bem delineado close perante os vários minutos de fita que deve ter gastado, é que se possibilitou diferenciar uma nave extraterrestre de um balão meteorológico. Ah, sim! Gugu não depositou exclusividade nenhuma sobre o depoimento de Tiazinha no seu programa, mas disse que o conteúdo das fitas havia sido liberado unicamente por "especialistas da USP" para a exibição naquele horário pelo SBT. Mentira, pois já haviam feito o serviço. Parece exagero ou o método que as emissoras insistem em apresentar está equivocado? A exclusividade (e essa é uma definição mais próxima do cotidiano dos profissionais da Comunicação) envolve apresentar algo único, um trunfo dado à produção ou equipe de um programa / emissora que dificilmente será equiparado com as outras. Uma transmissão de shows ao vivo no Rock in Rio e na íntegra pela Rede Globo (se bem que nem isso ela fez, (*) Jornalista | ||