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A FARRA DA COPA
Jornais cobrem
jogos de olho na TV

A.D.

 

N


o momento em que esta edição estiver entrando na rede, a seleção brasileira já pode estar regressando ao país. Ou pode estar a dois jogos da finalíssima.

Mas não deve ficar sem registro o "Caso Dunga": as broncas que o capitão deu nos companheiros durante o jogo contra o Marrocos e que a televisão mostrou em close e intermináveis replays.

Durante três dias não se falou em outra coisa. Na derrota perante a Noruega, pressionado pela repercussão da mídia, Dunga trabalhou em silêncio e foi aquele desastre.

Então a mídia em coro pediu que Dunga fizesse o que sabe fazer - comandar, dar ordens, berrar, incentivar. Batemos o Chile.

A grande verdade é que a nossa crônica esportiva cobre os jogos com um olho no gramado e outro na TV. Na melhor das hipóteses.

O olho do repórter foi substituído pela ênfase dos narradores e comentaristas. Ou pelo zoom da câmera. Se a Globo não tivesse mostrado o bate-boca de Dunga com os companheiros, não haveria "caso Dunga".

O que nos leva a supor que na Copa de 2002 a melhor cobertura poderá ser feita daqui mesmo, acionando controles remotos. E monitorando a TV sueca, que sabe mostrar os pênaltis melhor do que a nossa.

 

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