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PAULO HENRIQUE AMORIM
Jornalista pode fazer comercial?
Alberto Dines
Este Observador já se manifestou em diversas ocasiões sobre a participação de jornalistas profissionais em mensagens comerciais ou promocionais. Inclusive de forma passiva, portando peças de vestuário com logotipos de patrocinadores, para serem vistos pela TV. Em todos os casos o parecer é categórico: não é correto profissionalmente, portanto não é ético.
Cabe uma exceção quando jornalistas posam para anúncios, impressos ou eletrônicos, onde está dito expressamente que o cachê será doado para determinada entidade filantrópica (caso ocorrido com o falecido Zózimo Barroso do Amaral).
Quando Paulo Henrique Amorim, na quinta-feira, 1º/7/99, pouco depois das 20 horas e três minutos antes do Jornal Nacional, anunciou a megafusão da Brahma-Antarctica gerou um debate diante das circunstâncias especialíssimas da comunicação.
Como a função básica da crítica da mídia é justamente estabelecer a controvérsia, este Observador entrevistou Amorim na tarde do dia seguinte. Eis o que ele disse:
- Não vendeu ou promoveu produtos ou serviços. Estava prestando uma informação destinada a causar grande repercussão, razão pela qual o comercial continha o logotipo "informe publicitário". Não há no texto qualquer palavra, sentença ou intenção de fazer propaganda das marcas ou incrementar negócios.
- Na condição de apresentador, comentarista ou articulista, fatalmente teria que informar ou comentar o teor daquele comunicado de implicações internacionais. Coisa que efetivamente aconteceu: o assunto ocupou a maioria dos telejornais daquela noite e foi manchete de primeira página dos principais jornais do país, mantendo-se com destaque no noticiário do fim-de-semana. Idem, no resto do mundo.
- Se ainda exercesse a função de apresentador de algum telejornal teria dúvidas em aceitar a proposta. Atualmente está tecnicamente desempregado.
- Quando foi convidado pela agência Salles/DMB&B, poucos dias antes, não conhecia os parceiros da fusão. Imaginou tratar-se de uma gigantesca operação na área financeira. Só foi informado do seu exato teor no fim da noite de quarta-feira quando já se preparava para gravar o comercial (o que ocorreu em seguida, já na madrugada de quinta). Portanto, não dispôs de informações privilegiadas. E como está sem veículo, mesmo que as tivesse, delas não poderia aproveitar-se.
Está aberto o debate.
DESDOBRAMENTOS
Repórteres como
garotos-propaganda
A sucursal carioca da Rede Bandeirantes de TV fez um acordo operacional e comercial com o jornal O Dia. Está no seu direito. O que não pode fazer é obrigar os telejornalistas a fazer uma chamada no fim das suas matérias para o noticiário do jornal. Isso conflita com todos os paradigmas de conduta profissional e empresarial. Nem o Conar, Sindicato, Abert ou ANJ manifestaram-se a respeito. Isso ainda é mais lamentável. (A.D.)
FORMATO DOS JORNAIS
Gazeta Mercantil rejeita
modelito do cartel
A.D.
Recusando a tabloidização da maioria dos jornais em tamanho standard que este Observatório teve a primazia de debater e argüir, a Gazeta Mercantil anunciou que não vai aderir à lipoaspiração generalizada.
Também em anúncio de página inteira, este que passa a ser efetivamente o único jornalão brasileiro, contesta a argumentação dos seguidores da linha da ANJ. Diz o seguinte:
(título) Gazeta Mercantil. O jornal que não vai cortar a sua informação desse jeito.
(texto) A partir de julho, a maioria dos grandes jornais do país estará reduzindo o seu formato. Todos menos a Gazeta Mercantil. O leitor vai continuar recebendo um jornal do mesmo tamanho e com a mesma quantidade e qualidade de informações. Se você procura um jornal completo de verdade, leia a Gazeta Mercantil. Agora, se mesmo assim você continua achando que um pouco a menos de papel não vai fazer diferença, imagine receber informações desse jeito que você acabou de ler.
[As últimas letras de cada linha estão cortadas.]
(destaque) Ao contrário dos outros jornais, a Gazeta Mercantil não vai diminuir seu formato. Nem seu conteúdo.
Esta é uma forma sadia de estabelecer diferenças. Criar diversidade. E, sobretudo, contrapor-se a um perigoso cartel. Esta é a forma de forçar um debate que empresários e jornalistas dos ex-jornalões não tiveram a coragem de iniciar.
Em tempo : Em virtude dos percalços referidos na matéria "Boi na linha", nesta edição, não tivemos condição de reproduzir a página deste anúncio.
REVISTAS
O desafio de Bundas
Spacca
Bem sei que o objetivo do Observatório não é o de julgar a qualidade editorial deste ou daquele veículo, mas avaliar os desdobramentos éticos da atividade jornalística, enquanto prestadora de serviço público e mediadora no processo de autoconhecimento da sociedade. Mas me parece que uma análise da proposta editorial de Bundas pode servir para ressaltar aspectos da fábrica de informação em que todos nós estamos mergulhados.
Bundas, não se iludam com o nome, tem um compromisso ético com seus leitores. Não é puro entretenimento. Disto se ocupam os mercadores de "tchans". Bundas usa a estratégia clássica dos humoristas: avacalha, para dizer coisas sérias.
Para cumprir sua missão tipicamente humorística de revelar a verdade que o discurso oficial camufla, é preciso avacalhar seu objeto (o discurso oficial, divulgado pela imprensa oficial). Aqui esbarramos num problema atualíssimo: avacalhar o que, nas circunstâncias em que vivemos?
A "revista que é a cara do Brasil" promete mostrar o que a mídia oficial não mostra. Coisa bem difícil, numa época em que se mostra tudo... Este é, precisamente, o desafio de Bundas: ser ousada, atrevida, descarada, mas o descaramento (que fazia furor numa pré-história recente, quando a barriga grávida de Leila Diniz na capa do Pasquim escandalizou o país) já foi completamente absorvido pelo mercado, sem o conteúdo libertário que supostamente carregava. O apelo carnal de Bundas pode ser visto sem medo no "cabaré das crianças" da Xuxa (vide o livro de Gilberto Vasconcelos). Logo, a conexão sensualidade–desrepressão da libido–contestação política (o tripé reichiano) deixou de fazer sentido.
Bundas, no logotipo e na proposta editorial, posiciona-se eticamente em oposição à revista Caras. Bundas acusa: Caras é a mídia oficial e mentirosa, o Brasil faz-de-conta das novelas da Globo, o ópio que embebeda o povo e o impede de tomar consciência de si mesmo. Ora, Caras não faz jornalismo. Caras apenas mostra como vivem os famosos, ou como os famosos querem que a gente pense que eles vivem. A burguesia brega de Caras, tomando sol e uísque à beira da piscina, é denunciada pela esquerda chique de Bundas, que faz o mesmo numa esquina em Ipanema.
Sobra para FHC. Os humoristas fazem fogo cerrado sobre a figura do chefe da nação. Nisto se igualam ao que se faz por aí na maioria dos editoriais. FHC já sofreu todas as metamorfoses possíveis na arte da caricatura. Aqui, Bundas apenas redunda. A missão clássica do humorista é criticar o poder. Para isso, é necessário primeiro identificá-lo bem. Quem é o poder? FHC? ACM? FMI? O poder de fato é aquele que nos rodeia e envolve, seduzindo-nos com a nossa própria imagem, colhida pelas pesquisas de opinião. Refiro-me ao jornalismo do leitor médio, o jornalismo-marketing, que nasceu para satisfazer as necessidades que ele mesmo plantou em seus leitores-clientes; o jornalismo-camelô, que anuncia as bugigangas de Star Wars até nos cadernos ditos culturais; o jornalismo-escândalo, que transforma vazamentos em "jornalismo investigativo"; o jornalismo cabo-eleitoral, que pretende substituir o sufrágio pela estatística.
Onipresente, o quarto poder, fiscal dos outros três e o que mais nos representava, hoje mal se distingue da publicidade e do programa de auditório. Rompeu todos os elos com o passado, e escraviza-nos num perpétuo presente, em que o mais alto ideal é manter a eterna juventude e comprar um celular sem cartão.
Quando, na década de 80, a juventude tomou o poder na [Alameda] Barão de Limeira [sede do jornal Folha de S.Paulo], fez um formidável expurgo na redação, banindo jornalistas velhinhos de quase quarenta anos, e contratou um moleque de 21 anos para fazer as charges. Ele fez o que pôde para acompanhar as notícias do dia-a-dia, até descobrir que o presente só tem significado quando mantém um vínculo com o passado.
Assim, há algo de saudavelmente antiquado em Bundas. E não é porque a idade média dos colaboradores é 58 anos, não (Millôr que disse). Refiro-me simplesmente à cultura. O Jaguar, ainda na flor de seus trinta anos, publicou uma coletânea de cartuns chamada Átila, você é bárbaro. Havia piadas citando Hamlet, Ricardo III, Messalina. Seriam incompreensíveis para o leitor que só vive no presente. Aliás, seriam impublicáveis, já que o critério de publicação é o gosto do leitor médio.
Bundas traz de volta gêneros de humor quase extintos, como o cartum puro e simples e a sátira de costumes. Outro filão é o humor feito com letras e símbolos, do trabalho dos novatos Elesbão e Haroldinho, que descende das experiências do Ziraldo com tipologia e design, e também do Fortuna (Diz, Logotipo!).
Parece-me que Bundas mirou no que viu e acertou o que não viu. A simples existência de Bundas já é, em si, uma denúncia, com ou sem glúteos na capa. Mostra, descaradamente, que a nata do humor gráfico nacional, para poder publicar o que sabe fazer, foi obrigada a criar o seu próprio veículo, uma verdadeira Ilha de Bundas num mar de Caras.
Bundas na Hebe
Paulo Polzonoff Jr.
A revista Bundas foi lançada com estrondoso sucesso. Os dois primeiros números esgotaram no mesmo dia, sendo que a segunda edição teve tiragem 20% maior do que a primeira. Os leitores com quem conversei estavam extasiados com os editoriais do Luis Fernando Verissimo. Todos, sem exceção, concordavam em que o Brasil estava mesmo precisando de uma grande publicação de oposição.
No entanto, o lançamento de Bundas teve seu lado negro na segunda-feira, 21/6. Ziraldo, editor da revista ao lado de Jaguar, estava no programa de Hebe Camargo. Não sei o que ele falou: mudei de canal. Mas a simples presença de uma pessoa auto-intitulada iconoclasta num programa que representa toda a cafonice e a mediocridade da nossa elite serviu para que eu fizesse algumas considerações a respeito de nossa intelligentsia.
Não estamos a salvo em nenhum lugar. A presença de Ziraldo na Hebe nos mostra que, por mais que se procurem nichos seguros onde a inteligência e a individualidade possam viver em paz (o que é uma contradição em si, bem sei, porque inteligência e individualidade só existem em condições de conflito espiritual), não há um só ser humano capaz de ser por inteiro aquilo que canta (ou escreve). Ziraldo e toda a propagada de oposição de sua revista estavam na Hebe, entre os ricos e famosos que tanto esculhambam nas suas páginas, não para ser um Daniel entre leões, e sim para se banquetear da caça alheia.
Temos essa péssima mania de ser gregários, de não conseguir viver em absoluta solidão. Até o mais solitário dos homens certamente vive com seus ídolos, mortos ou vivos, e deles se alimenta na clausura. Homens, porém, e idéias, são alimentos contaminados. E se vivíamos já uma crise de valores e crenças, ver o Ziraldo na Hebe é como andar às cegas num mundo habitado por homens de máscaras que reproduzem a própria fuça, invariavelmente sem a mínima vergonha.
Nem esquerda nem direita. Nem PT nem PFL. Nem Só pra Contrariar nem Mozart. Nem Van Damme nem Woody Allen. Nem tutu nem escargot. Nem Sidney Sheldon nem Kafka.
Nem Bundas nem Caras, pois. É tudo parte de um mesmo homem.
NOITE FELIZ
Jornal da Globo agora é light
Marinilda Carvalho
Confirmado. O Jornal da Globo definitivamente aderiu – também! – ao formato light news. A opção por um jornal leve vinha botando a cabeça de fora nos últimos tempos, mas na noite de segunda-feira, 28/6, emergiu de corpo inteiro. Havia pelo menos duas notícias nacionais importantes que mereceriam "chamada de capa" (a Cimeira no Rio e a cassação do mandato do vereador mafioso em São Paulo) e duas internacionais (o impasse político em Israel e a penosa negociação de paz na Irlanda do Norte).
Mas Lilian Witte Fibe abriu seu telejornal falando dos modernos aparelhos que chegaram às academias de ginástica para que você apronte seu corpo para o verão.
E foi chamada única!
Fiquei pasma. A Cimeira no Rio merecia uma análise "fibeana", explicando tim-tim por tim-tim a real importância de tal encontro para o Brasil. A cassação do vereador Vicente Viscome poderia ensejar um bom comentário sobre o mau uso do mandato político no Brasil. Os graves obstáculos que o recém-eleito primeiro-ministro Ehud Barak enfrentava para montar um gabinete em Israel mais que justificavam chamada. E a paz no Ulster estava naquele dia sob ameaça mortal.
Não se dizia que o horário do jornal de Lilian Witte Fibe permite seriedade e profundidade (que ela aliás sempre exibiu?)? Que os espectadores de seu programa são mais preparados (e portanto merecem mais?)?
O que está havendo então? O que mudou? Por que temos agora um outro Jornal Nacional à meia-noite?
VIDA DE JORNALISTA
Cadê a ética?
Malcia Afonso
Tomo a liberdade de recorrer ao espaço democrático do Observatório da Imprensa para relatar um fato que em 21/6 aumentou minha preocupação quanto à ética em nossa categoria e entre os próprios estudantes de Comunicação. A história é interessante, num momento em que a discussão sobre o diploma e os currículos de Jornalismo toma novo rumo.
Para evitar mal-entendidos, antes de mais nada, agradeço a atenção da professora Sandra Freitas, diretora da Faculdade de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – uma profissional e uma instituição da maior seriedade e competência. A professora Sandra Freitas pediu-me que registrasse seus cumprimentos ao jornalista Alberto Dines, pelo trabalho à frente do Observatório da Imprensa.
Meu nome é Malcia Afonso. Há dois meses, estou trabalhando como assessora de Comunicação do Incra do Distrito Federal e Entorno. Antes, por quase dez anos, trabalhei em emissoras de rádio.
Ligou-me alguém, dizendo ser formando em Comunicação da "Católica de BH" (informação essa improcedente, conforme relatarei em seguida), que estava fazendo uma monografia sobre reforma agrária e que precisava de dados sobre o Projeto de Assentamento de Vazante, interior do estado. Perguntei qual curso e a pessoa respondeu que ainda não havia optado. A essas alturas, desconfiei, afinal, a escolha é feita por ocasião do vestibular.
A pessoa solicitou uma série de dados técnicos e econômicos. Onde a relação com a Comunicação? Poderia haver várias. Nenhuma foi mencionada. Então, perguntei qual o objetivo do trabalho. Daí para a frente, uma série de provocações, como me tratar por "minha filha", "servidora pública, cuja obrigação é prestar informações a quem quer que seja"; sem questionamentos, até mesmo por telefone, sem identificação", "mal informada", "burocrata", e por aí vai. Chegou ao cúmulo de dizer que minhas perguntas pareciam "um interrogatório do SNI".
Apesar de a essas alturas já estar sem nenhuma paciência, por se tratar de um estudante, dei esclarecimentos sobre o porquê das perguntas – expliquei que pretendia encaminhá-lo aos responsáveis e entregar a documentação necessária. Falei, até mesmo, sobre a realidade de nossa assessoria de imprensa –, que foi implantada há dois meses e se resume à minha mão-de-obra. Segundo ele, o assessor de imprensa tem a obrigação de ter "tudo" a tempo e a hora. Normalmente, num contato com profissionais, não esclareceria determinados pontos, mas acho que é importante que estudantes saibam "como é o mundo lá fora".
Tenho o maior respeito pelos estudantes. Sou professora de Radiojornalismo no UniCeub, em Brasília, e tenho orgulho em dizer que meus alunos também me respeitam. Pedi o telefone e a pessoa, irritada, perguntou-me a que título. Diante de tão brilhante pergunta, ainda tive o trabalho de esclarecer que precisava do número para dar um retorno.
Depois de mais alguns impropérios e já bastante irritada, sendo ameaçada, de forma velada, "de ser dedurada", interrompi a conversa e desliguei o telefone. Paciência tem limite. Dois minutos depois, ele me telefonou, deu uma risada irônica e informou que estava gravando a conversa.
Absolutamente assombrada, liguei para a universidade. Descobri que não há nenhum aluno com esse nome no Jornalismo, nem ninguém fazendo qualquer projeto experimental relacionado à reforma agrária. Pasma, liguei para a Assessoria de Comunicação Social do Incra em Minas Gerais, onde o estudante disse que havia sido recebido de braços abertos. Outra mentira. Ninguém havia sido procurado, pelo menos, não na ACS.
Reconheço que posso ter perdido a paciência antes do tempo, diante de tão inteligente interlocutor, mas, independentemente disso, a ética está longe do comportamento desse jovem. Fora todos os impropérios e conceitos equivocados, gravar uma conversa sem avisar? Onde nós estamos? Seria algum colega? Difícil – mas não impossível. Seria algum estudante querendo mesmo falar sobre reforma agrária ou seria algum aluno querendo fazer uma pauta sobre a ineficiência do setor público, das assessorias? A essas alturas, ele deve estar se sentindo como uma futura estrela de alguma grande emissora de televisão ou de algum grande jornal. Relembrando o diálogo, fica fácil concluir que a intenção, durante todo o tempo, era provocar um bate-boca.
Com quase dez anos de profissão, defendo o diploma com unhas e dentes. Mas uma coisa é inquestionável. Os currículos precisam sofrer profundas mudanças. Do jeito que está não é possível. Não sou professora para complementar o orçamento doméstico. Leciono porque quero fazer algo produtivo em favor dessa geração. Embora ética não seja assunto específico de minha disciplina (que é prática), a cada semana, encaixo o assunto, por constatar que nossos futuros profissionais estão, cada vez mais, a mercê de modelos equivocados.
O estudante em questão disse que se chama Germano Hoffmann. Das duas uma: ou nome e objetivo são falsos ou a faculdade é outra. Tomara que qualquer dia desses eu tenha a alegria de descobrir que não se trata de um jornalista ou estudante de Comunicação. Mais hoje, mais amanhã, o mistério será resolvido.
Tenho muita pena desse jovem e, mais ainda, de seus futuros (ou atuais) entrevistados, telespectadores, ouvintes e/ou leitores.
E-mail malcia@tba.com.br
CARTAS
Resposta a Jocélio Leal
O artigo "Furo acima de qualquer suspeita" [ver remissão abaixo], assinado pelo jornalista Jocélio Leal e publicado na última edição do Observatório da Imprensa, faz referências inverídicas ao desempenho da Agência Folha e de seu correspondente em Fortaleza, Paulo Mota, na cobertura da denúncia de tortura envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, João Batista Campelo.
Sobre o assunto, a Agência Folha esclarece que:
1. A Folha não apenas mencionou, como também publicou, na edição São Paulo do dia 12 de junho, cópias dos laudos que comprovam que o padre José Antonio Magalhães Monteiro sofreu agressões no período em que esteve sob guarda do delegado João Batista Campelo. Fica comprovado que O Povo não deu furo nacional com esses documentos.
2. O repórter da Agência Folha em Fortaleza, Paulo Mota, não pegou os laudos quando esteve na redação de O Povo, na sexta-feira dia 11, nem no dia seguinte, como sugere Leal. Os documentos foram cedidos à Agência Folha, na sexta-feira à noite, pelo irmão de Monteiro, Leonardo Monteiro, que também é presidente do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão.
3. O único documento cedido por O Povo à Agência Folha foi uma cópia do relatório do inquérito presidido por Campelo, no sábado. Naquele dia, o repórter da Agência Folha procurou o documento com o advogado Pádua Barroso, que informou que a única cópia disponível estava com a redação de O Povo. Em seguida, Barroso orientou o repórter da Agência Folha a pedir uma cópia do documento ao Povo, em seu nome. Como houve um erro na transmissão via fax do documento, o repórter da Agência Folha pegou uma cópia do relatório na segunda-feira, no escritório de Barroso. Atenciosamente,
Paulo Mota, correspondente da Agência Folha em Fortaleza

Jornais emagrecem rumo ao tablóide
Boi na linha (o bug da carroça)
Furo acima de qualquer suspeita
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