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VERDADES NO ESCURO – III
Na mídia, apagão
é o fim do dediláine
(*)

A.D.

(*) homenagem ao deputado Aldo Rebelo; pode-se ler deadline

Sem eletricidade, como mandar ou receber textos e fotos pelo computador?

Sem eletricidade, como armar as páginas e mandar o jornal inteiro para as gráficas situadas em outro município, estado ou região?

Sem eletricidade, como acionar as enormes rotativas?

Sem eletricidade, como manter as emissoras de rádios no ar?

Sem eletricidade, como gravar telenovelas e gerar telejornais?

Sem eletricidade, como manter as audiências do Gugu, Jojó, Xaxá e iluminar tantos Popós?

Sem eletricidade, como ligar a televisão?

Sem eletricidade, voltamos ao radinho de pilha.

A mídia, como setor industrial, talvez seja a mais prejudicada pelo sistema de apagões (se efetivamente adotado). Qualquer outra indústria pode repor as horas paradas, transferindo as pausas obrigatórias para períodos ociosos.

A mídia, não: as fábricas da informação têm hora certa para entregar seus produtos aos consumidores. O sistema de apagões poderá ser fatal para a imprensa, o rádio e a televisão brasileiros.



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