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ASPAS
DOSSIÊ CREDIBILIDADE
O Globo
"Grupo multimídia é sucesso", copyright O Globo, 15/8/01
"A interação entre os meios de comunicação foi tema do 1º Fórum de Editores, encontro paralelo ao 3º Congresso Brasileiro de Jornais. Foi apresentado como exemplo o caso do The News Center, em Tampa, na Flórida, que congrega o jornal ‘The Tampa Tribune’, a emissora WFLA-TV e o canal de internet Tampa Bay Online. Juntas, as empresas faturam US$ 1 milhão de dólares por trimestre.
O grupo Media General, proprietário das empresas, detém 80% do mercado em Tampa.
Para Gil Thelen, vice-presidente e editor executivo do jornal ‘The Tampa Tribune’, os idealizadores do projeto perceberam que o cliente está cada vez mais exigente. Dan Bradley, vice-presidente do Media General Broadcast Group, defende a interação entre as mídias:
– A convergência multimídia mostra que o jornalismo vai além de se colocar um jornal na rua, carregar um site ou manter o noticiário no ar. Precisamos sempre buscar a verdade dos fatos conjuntamente."
Beatriz Coelho Silva
"ANJ debate como economia afeta os planos dos jornais", copyright O Estado de S. Paulo, 15/8/01
" Uma nova conjuntura econômica e o aparecimento de mídias disputando o leitor obrigam as empresas jornalísticas a rever seus métodos de administração funcional e financeira. A questão foi debatida ontem à tarde, na última sessão do 3.º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ).
O vice-presidente do grupo O Dia, do Rio, Fernando Portella, e o diretor de redação do Zero Hora, de Porto Alegre, Marcelo Rech, contaram experiências das organizações de que fazem parte, ressaltando os resultados positivos e os problemas a serem evitados.
Portella abordou o lado econômico da questão. Ele lembrou que o ritmo do crescimento econômico diminuiu nos últimos dois anos, o que causou uma redução na demanda. Para ele, os jornais, como parte do setor industrial, também foram afetados pelas mudanças, com o agravante de que no Brasil os custos cresceram. ‘No entanto, pode-se cortar tudo, menos o investimento em tecnologia e conteúdo’, ressaltou. ‘Uma saída é buscar parceria, com o cuidado de se preservar a personalidade de cada veículo.’
O redator-chefe do Zero Hora falou sobre a integração entre os cinco setores principais do jornal: redação, gráfica, publicidade, comercial e circulação.
‘Quando trabalham integrados, é possível otimizar os gastos e aumentar a rentabilidade, sem perder a credibilidade. No Zero Hora, outros setores participam das reuniões dos editores, mas a palavra final é sempre da redação’, contou Marcelo Rech."
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"Fórum de Editores destaca os 10 anos da 'Broadcast'", copyright O Estado de S. Paulo, 15/8/01
"Os dez anos do serviço Broadcast da Agência Estado, que se completam esta semana, foram o destaque do debate A Convergência Multimínia na Redação do Futuro, realizado no I Fórum de Editores, do Terceiro Congresso Brasileiro de Jornais, realizado no Hotel Sheraton, no Rio.
O diretor de Planejamento Estratégico Corporativo do Grupo Estado, Júlio Moreno, lembrou que o serviço criou um novo tipo de relação com o público.
‘Foi a primeira experiência brasileira de notícia em tempo real e tivemos de encontrar o mercado interessado e a forma correta de abordar os assuntos’, disse Moreno. ‘Com o tempo, vimos que o mercado financeiro era o nosso primeiro público, que recebia não só o noticiário mas também a conseqüência daquelas notícias no mercado de ações, por meio dos índices da Bolsa de Valores.’
O debate foi aberto pela correspondente da Editora Abril em Paris, Ruth de Aquino, que enfatizou as contradições entre as mídias convergentes, que exigem rapidez dos profissionais e qualidade e credibilidade da imprensa como um todo.
Três redações - Três executivos do Midia General, grupo de comunicação da Flórida (EUA), Gil Thelen, Dan Bradley, Kirk Read, falaram da experiência que vem sendo realizada na empresa há cinco anos com o jornal Tampa Tribune, com a emissora de TV paga WFLA News Channel e o site tbo.com.
Eles contaram que os profissionais atuam nos três veículos indiferentemente, trabalham juntos no mesmo prédio, mas as redações são separadas por força da legislação norte-americana. O site e o canal de TV empregam cem jornalistas cada um; o jornal, outros 300.
Rapidez - A pergunta feita com mais insistência pelos editores de jornais presentes foi quem deve dar primeiro um furo jornalístico, se o site, o canal de TV ou o jornal, no dia seguinte. Ficaram sem uma resposta clara. Os debatedores são da opinião de que o furo pertence ‘à comunidade, que deve ser informada pelo meio mais eficiente’.
Júlio Moreno lembrou que, nesses dez anos de Broadcast (que agora tem também o Infocast, noticiário para empresas e o Agrocast, noticiário sobre agropecuária) muito se aprendeu sobre o que o público espera como informação: rapidez e exatidão. Ele lembrou que o portal do Grupo Estado na Internet (estadao.com) aproveitou muito a experiência dos três serviços de notícia em tempo real por rede fechada: ‘Desde a linguagem ao conteúdo, passando pelos softwares e equipamentos, tudo serviu para abrir o caminho na Internet’."
Folha de S.Paulo
"Congresso termina com debate sobre confiança na mídia", copyright Folha de S. Paulo, 15/8/01
" A ANJ (Associação Nacional de Jornais) encerrou ontem seu terceiro congresso, no Rio de Janeiro, com o debate sobre a credibilidade dos jornais -instituições que só perdem em confiabilidade para a Igreja Católica, segundo pesquisa do Datafolha- e a preocupação em relação ao aumento dos casos de censura prévia aos veículos e tentativas de restrição à liberdade de imprensa.
No entender dos diretores da entidade, ficou claro que a credibilidade é o principal produto do jornal. ‘A avaliação foi bem positiva para os jornais e confirmou o nosso sentimento. O jornal, para ter sucesso, precisa de credibilidade’, disse o presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto, diretor-superintendente de ‘O Estado de S. Paulo’.
Segundo ele, uma das preocupações da entidade será acompanhar nos próximos anos essa avaliação, para que a confiança do leitor no jornal não diminua. O vice-presidente da ANJ, Demócrito Dummar, comparou a credibilidade a uma grife dos jornais e destacou a necessidade dos jornais trazerem sempre sua versão da realidade de forma pertinente.
De acordo com a pesquisa Datafolha, apresentada no primeiro dia do congresso, as instituições em que a população mais acredita são Igreja Católica (30%), jornais (15%), igrejas protestantes (11%) e emissoras de TV (11%). Quando os entrevistados citam três instituições em que mais acreditam, os jornais aparecem como os mais confiáveis, com 45% das respostas, quatro pontos percentuais à frente da Igreja Católica.
Ontem, os congressistas discutiram a necessidade da integração entre redação, publicidade e circulação. O vice-presidente do jornal ‘O Dia’, Fernando Portella, defendeu que os setores do jornal atuem de forma integrada.
A preocupação com as ameaças à liberdade de imprensa foi discutida anteontem, quando foi divulgado o Relatório Anual sobre Liberdade de Imprensa no Brasil, que mostra aumento das tentativas de censura à atividade jornalística no período de agosto de 2000 a agosto deste ano.
Para Mário Gusmão, vice-presidente do Comitê de Liberdade de Expressão da ANJ, há quatro pontos que mais preocupam a entidade: a tentativa de tornar a legislação mais restritiva; a crescente indústria da indenização; o julgamento em primeira instância censurando e apreendendo jornais e, por último, a impunidade em crimes contra jornalistas.
Paralelamente ao congresso, foi realizado o 1º Fórum de Editores, no qual o principal tema dos debates foi a convergência das diferentes mídias no futuro."

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