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TV BAHIA
Folha de S.Paulo

"TV Bahia", copyright Folha de S.Paulo, Painel do Leitor, 15/8/01

"‘A propósito da reportagem ‘Afiliada da Globo, TV Bahia, de ACM, é acusada de boicotar adversários’ (Brasil, pág. A7, 6/8), temos a fazer os seguintes esclarecimentos. Realmente, como reconheceu um ex-assessor da prefeita, divulgamos muito mais ‘mazelas’ do que obras na gestão da senhora Lídice da Mata porque essa era a realidade de Salvador naquele período, como todos se recordam. Outros veículos de comunicação fizeram a mesma coisa, e as pesquisas do Datafolha apontaram sempre a prefeita como a de pior desempenho entre as capitais. Com pouca memória e muita má-fé, o deputado Nélson Pellegrino deixou de citar outras tantas vezes em que foi entrevistado pela TV Bahia. Exemplos: em 4/ 7/95, sobre a convocação extraordinária do Congresso; em 10/5/00, sobre a CPI do roubo de cargas; em 30/6/00, sobre a Convenção do PT que o lançou candidato a prefeito de Salvador e, em 14/7/2001, sobre a greve da polícia baiana. A TV Bahia não recebeu nenhuma ‘carta’ da Rede Globo a respeito da cobertura de uma manifestação contra ACM em maio passado. Apenas não tivemos as imagens daquele primeiro conflito, que aconteceu de forma inesperada. Tanto assim que outras emissoras baianas ligadas a redes nacionais, como TV Bandeirantes e TV Record, também não fizeram tais imagens. Na verdade, as relações entre a Rede Globo e a TV Bahia foram bem definidas na carta do diretor da Central Globo de Comunicação -que esse jornal publicou na edição de 6 de junho último-, o que, dias depois, se confirmou com a renovação do contrato entre as duas empresas. A direção da televisão não promoveu nenhuma ‘mudança estrutural'(?) no departamento de jornalismo da TV Bahia. Lamentavelmente, não é a primeira vez que a Folha publica informações distorcidas ou inverídicas sobre a TV Bahia. Na edição de 3/6/01, foi dito que a televisão deixou de fazer ‘menção ao fato’ da filiação de novos deputados ao PMDB com a presença do senador Jader Barbalho em Salvador. Não é verdade. Temos à disposição de quem se interessar a gravação do telejornal que exibiu a reportagem. De resto, a qualidade do jornalismo da TV Bahia pode ser atestada pelos correspondentes de jornais do sul do país, inclusive da Folha, que frequentemente usam os nossos noticiários como fonte para o seu trabalho no Estado.’ Carlos Libório, diretor de jornalismo da TV Bahia (Salvador, BA)


Nota da Redação - Leia a seção ‘Erramos’, abaixo.

Erramos

Diferentemente do que afirmou o texto ‘Afiliada da Globo, TV Bahia, de ACM, é acusada de boicotar adversários’ (Brasil, pág. A7, 6/8), não houve mudanças estruturais no departamento de jornalismo da TV Bahia."

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"TV Bahia", copyright Folha de S. Paulo, Painel do Leitor, 19/8/01

"‘Li, com espanto, a carta do sr. Carlos Libório, diretor de jornalismo da TV Bahia, afiliada da Rede Globo neste Estado (‘Painel do Leitor’, pág. A3, 15/8). Hoje, em qualquer manifestação popular que ocorra em Salvador, há uma palavra de ordem empregada, em uníssono, por todos que dela participem: ‘TV Bahia, mentira todo dia’. Essa situação ocorre devido à atuação absolutamente parcial -do ponto de vista político- exercida pela emissora, especialmente em relação aos governos e partidos de oposição. A atitude, durante a gestão da prefeita Lídice da Mata, não fugiu à regra. Tal circunstância chegou a ser denunciada à Associação Brasileira de Imprensa e à Federação Nacional dos Jornalistas. Dentre outros absurdos praticados pela emissora à época, um foi emblemático. Quando da campanha de Lula à Presidência da República em 1994, a TV Bahia noticiou a presença da prefeita Lídice da Mata no município de Paulo Afonso para recebê-lo, criticando-a porque, na capital, estavam caindo fortes chuvas, que causaram grandes transtornos. Na verdade, Lídice estava em Salvador, acompanhando as providências para combater os efeitos negativos da chuva e coordenando os trabalhos da Defesa Civil. Ao assistir à reportagem mentirosa da TV Bahia, ela ligou imediatamente para a emissora para esclarecer os fatos. Não sendo atendida, entrou com um pedido de direito de resposta na Justiça, que, à semelhança de vários outros, jamais foi julgado devido ao controle ‘carlista’ imposto ao Judiciário baiano.’ Fernando Schmidt, secretário de Governo da Prefeitura Municipal de Salvador na gestão de Lídice da Mata (Salvador, BA)



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