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IMPRENSA EM QUESTÃO LEITORES Vera Silva (*) Casos de amor são bons quando correspondidos. O amor aumenta e leva à paz. Melhor ainda quando se pode compartilhar sonhos nessa relação. Parece ser isto o que está acontecendo entre o Correio Braziliense e nós, seus leitores. Fui reconduzida para mais oito meses de mandato na Editoria de Saúde, Educação e Ciência. Serei a conselheira antiga fazendo uma ponte entre os novos conselheiros e o jornal. Não posso negar que gostei da recondução, o pessoal da editoria forma uma equipe eficiente e simpática que suporta com galhardia as nossas críticas e aceita as nossas sugestões sem mau humor. Mídia e cidadania O Correio Braziliense resolveu continuar a experiência e ampliá-la, dando-lhe uma coordenação geral para que haja um aproveitamento dinâmico das sugestões dos leitores. Mas por que falei em caso de amor? Porque resolveram ouvir o leitor e saber como ele gostaria que fosse o jornal que lê. Ricardo Noblat, diretor de Redação, disse-nos, durante a posse dos novos conselheiros, que o jornal vai encampar as sugestões e críticas e, quando não o fizer, deverá explicar por que não as aceitou. Quer dizer que, além do Conselho de Ética, os Conselhos de Leitores também pautarão o jornal. Isto é compartilhar sonhos e respeitar diferenças, como num caso de amor bem sucedido, ou não? Em vez de um ouvidor, vários. Tomara que frutifique no Brasil. O desenvolvimento da cidadania precisa de uma imprensa responsável. (*) Psicóloga Leia também Uma leitora dentro do jornal – Vera Silva Tendências da ouvidoria – Débora Cronemberger
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