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JORNAL DE DEBATES ELEIÇÕES NA FENAJ A Federação Nacional dos Jornalistas é uma das poucas entidades sindicais nacionais que faz eleições diretas para a escolha de sua diretoria. Essa demonstração de amadurecimento político e de respeito aos princípios democráticos de participação direta da categoria nas decisões de sua O coletivo que representamos registrou a chapa nš 1, denominada Linha Direta 2001, para as eleições, que se realizarão nos dias 17, 18 e 19 de julho. Cumprimos rigorosamente o prazo estabelecido para o registro, prazo este que se expirou na ultima Sexta-feira, dia 11, às 18 horas. O Sindicato de Jornalistas do Distrito Federal, que tenta articular uma oposição nacional contra a atual direção da FENAJ, não conseguiu, entretanto, formar e registrar sua chapa. Não conformados com a credibilidade e com o apoio que a atual diretoria recebe de todo o país, protocolaram um recurso junto à Comissão Eleitoral, pedindo mais dez dias de prazo para o registro da chapa. A justificativa para o pedido é simplista: não conseguiram juntar os documentos de todos os membros da chapa, registrada com o nome de SOS FENAJ (eles registraram somente o nome da chapa, mas não apresentaram nem mesmo a composição da mesma). A Comissão Eleitoral, sob o argumento de que não teria competência para deliberar sobre o calendário eleitoral, aprovado A princípio, o pedido de Brasília pode parecer inocente, mas a prática política (?) recente do grupo demonstra o contrário: assim como nas eleições de 1998, eles não conseguiram se articular em todo o país e querem tumultuar o processo eleitoral da FENAJ. Se fosse apenas uma questão de juntar documentos, poderiam ter registrado a chapa e pedido prazo apenas para apresentar a documentação exigida. Aliás, essa sugestão foi apresentada por nós diante da Comissão Eleitoral. Mas a questão não é tempo; o fato torna-se bastante relevante porque desnuda a escassa É importante salientar que o calendário eleitoral foi aprovado por unanimidade em reunião do Conselho de Representantes, inclusive com o voto do conselheiro do Sindicato do DF. Também é relevante destacar que, se Brasília não teve tempo para juntar documentos, teve-o de sobra para O mais grave é o cinismo com que o grupo de apresenta. Para pedir mais prazos, despem-se da arrogância e apelam para o espírito democrático das disputas eleitorais. Nós não podemos esquecer o papel desagregador que o grupo de Brasília assumiu desde as últimas eleições, quando, derrotado no seu intento de hegemonizar a Federação, decidiu não participar da chapa. Passadas as eleições de 98, a nova direção da FENAJ se esforçou para superar o trauma político e tirou como política prioritária uma reaproximação com o Sindicato do DF. Tomou tal decisão em nome da unidade dos sindicatos de jornalistas e por entender que as divergências políticas Por tudo isso, afirmamos que a postura de grupo de Brasília se repete no atual processo eleitoral. Permanece a mesma, inclusive na incapacidade de articulação política. Assim, além de demonstrar fragilidade política (inadmissível para quem pretende assumir a tarefa de dirigir a FENAJ), Brasília volta à cena para tumultuar a política. Sem argumentos políticos para nos combater (não conseguem nem mesmo explicitar as diferenças, deixando evidente que trata-se de uma disputa por espaço), tentam desrespeitar as regras do processo. Consequentemente, não podemos concordar com a solicitação de mais prazo para o registro de chapas. Não tememos a disputa. Nós a consideramos salutar, desde que seja feita dentro dos princípios democráticos (que eles evocam), com respeito às regras estabelecidas e com respeito aos atores em cena. Nós elevamos a disputa ao campo das idéias e das propostas. Foi assim que a FENAJ tornou-se uma referência nacional e internacional na luta pelos direitos dos jornalistas e uma entidade respeitada pelas ações em defesa da democratização da comunicação e da ampliação do Estado de Direito, como garantia de uma sociedade mais justa e igualitária. Temos a certeza de que não estamos diante de uma questão de tempo e sim, de uma questão de ética e competência. Diretoria Executiva: Presidência - Elisabeth Villela da Costa (RJ); Primeira Vice-Presidência - Deocleciano Bentes de Souza (AM); Segunda Vice-Presidência - Everaldo da Cruz Gouveia Filho (SP); Secretaria-Geral - Celso Augusto Schröder (RS); Primeira-Secretaria - Fábia Cristina Gomes de Lima (PE); Primeira-Tesouraria - Maria José Braga (GO); Segunda-Tesouraria - Kardelícia Mourão Lopes (BA) Vice-Presidências Regionais: Norte I - Raimundo Afonso Gomes (AC); Norte II - Nemézio Clímico Amaral Filho (PA); Nordeste I - Land Seixas de Carvalho (PB); Nordeste II - Osnaldo Moraes Silva (PE); Centro Oeste - Mauro Alves Pinheiro (DF); Sudeste - Frederico Barbosa Ghedini (SP); Sul - Luís Fernando Assunção (SC) | ||