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OBSERVATΣRIO ELEITORAL CORRIDA PRESIDENCIAL Alexandre Martins (*) A possibilidade da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo no primeiro turno e as reações de José Serra diante o crescimento do adversário petista é o cenário perfeito para a imprensa-show amplificar baixarias e, também, servir de cenário para debates. É mais provável que haja um segundo turno entre Lula e Serra na disputa eleitoral porque agora começa a verdadeira guerra entre Duda Mendonça e Nizan Guanaes, no horário eleitoral. Eles têm em comum o poder de transformar uma campanha numa novela das oito: intriga, traição e, acima de tudo, sentimentalismo e emoções a valer. Com isso, os dois candidatos se igualam na disputa e, para a imprensa, isso é mais do que um prato cheio. Nelson Rodrigues fazia vender mais jornais quando como Suzana Flag passou a escrever suas "novelas". Nos dias de hoje, com a ficção unida à realidade, basta a imprensa continuar a reproduzir o que se passa nos programas do horário eleitoral que alcançará, naturalmente, altíssimos níveis de audiência. No primeiro capítulo desse enredo, o tiro inicial de Serra contra Lula saiu pela culatra. A imprensa favoreceu o petista, tornando-o vítima em vez de apresentar o tucano como herói. Serra atacou, mas, via imprensa, o veneno voltou-se contra ele. Nos próximos episódios, segundo a "Pesquisa IBEC Eleições 2002", Lula cai um pouco, Serra se mantém estável enquanto Ciro quietinho volta a crescer um pouco. Vale lembrar que o IBEC antecipa agora depois do inicio do horário eleitoral as tendências das pesquisas de opinião pública com uma semana de antecedência. No gráfico abaixo, vemos as tendências de Lula, Serra e Ciro. Não significa que Ciro passará Serra e Lula, mas indica uma tendência de crescimento, o que causará impacto sobre a opinião pública. Índice IBEC
Calculado segundo fórmula que considera os centímetros positivos e negativos de cada candidatura sobre o volume total dos centímetros de todas as candidaturas. Metodologia Entenda-se por centímetro, no gráfico acima, o resultado de ponderações acrescidas aos centímetros quadrados medidos de cada fragmento de notícia publicada, analisados segundo a candidatura, o personagem, o assunto e a abordagem (positiva ou negativa) e considerando:
Universo pesquisado: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Valor Econômico, Correio Braziliense, Estado de Minas, Zero Hora, A Tarde, Diário de Pernambuco, Veja, IstoÉ, Época, Exame. (*) Jornalista, diretor de pesquisas do Instituto Brasileiro de Estudos da Comunicação (IBEC) Leia também Imprensa impõe concorrentes do 2Ί turno A.M. IBEC antecipa Ibope A.M. A presença dos candidatos na imprensa A.M. Notícia ou publicidade, o que vale mais? A.M. O espaço das candidaturas na imprensa diária A.M. A imprensa como campo de batalha A.M. Editoriais condenam atitudes de Serra A.M. O que é auditoria de imagem A.M. | ||